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setembro 01, 2010

Ministério Público Federal move ação contra três policiais civis que torturaram e mataram presos políticos

Tortura Nunca Mais

30/08/10 – DITADURA – MPF move ação para que três policiais civis que torturaram e mataram percam cargo e aposentadorias


Reconhecidos em imagens de jornais, revistas e Tvs, delegados do Dops Calandra, Gravina e Araújo torturaram e mataram, a serviço do Exército, presos políticos no Doi-Codi


O Ministério Público Federal ingressou hoje com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da polícia civil paulista que participaram diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 – 1985).

A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa, além da condenação a reparação por danos morais coletivos e restituição das indenizações pagas pela União. Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no Doi/Codi, foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.

Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Dops e livros, entre eles “Brasil: Nunca Mais” e “Direito à Memória e à Verdade”. Os relatos são chocantes e podem ser lidos na íntegra na inicial (clique aqui para ler o documento).

UBIRAJARA, LISBOA E JESUS CRISTO - Pela documentação e depoimentos colhidos pelo MPF, os procuradores relatam na ação que, sob a alcunha de capitão Ubirajara, o delegado Aparecido Laertes Calandra participou da tortura e desaparecimento de Hiroaki Torigoe, da tortura, morte e da falsa versão de que Carlos Nicolau Danielli fora morto em um tiroteio, da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além de participar da montagem da versão fantasiosa de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia. Reportagens dão conta de que Calandra teria participado também de torturas contra Paulo Vannuchi e Nilmário Miranda.

O depoimento de Maria Amélia Telles ao MPF mostra métodos de tortura física e psicológica aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, como o uso de seus filhos visando constranger os depoentes em busca de “confissões”. Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com cinco e quatro anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los. Ao ver os pais, a filha perguntou: “mãe por que você está roxa e o pai, verde?”.

O atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi da qual participava David dos Santos Araújo, o “capitão Lisboa”, relata que este era o que mais lhe batia. Como forma de pressão sobre ele, os policiais o levaram para uma área próxima ao Parque do Estado, então deserta, e simularam seu fuzilamento. Depois, o colocaram em uma viatura e foi apresentada a ele a edição da Folha da Tarde em que a manchete anunciava que seu pai fora morto pelas forças repressivas. Ao chegar no Doi, seu pai ainda estava vivo.

Depois da prisão de Ivan Seixas e de seu pai, sua casa fora saqueada e sua mãe e irmãs testemunharam, com ele, as torturas a que seu pai foi submetido. Uma de suas irmãs relatou ao MPF ter sido abusada sexualmente por Araújo. O pai acabou morrendo naquele dia nas dependências da prisão.

O mais jovem dos três policiais e até hoje no cargo de delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, Dirceu Gravina era chamado pelos colegas de JC – uma alusão à Jesus Cristo por, à época, com pouco mais de 20 anos, manter os cabelos compridos e lisos e usar crucifixo – e é lembrado nos relatos por sua violência e sadismo.

Avesso à imprensa, Gravina foi reconhecido em 2008 por Lenira Machado uma de suas vítimas após aparecer em reportagem sobre investigação que o delegado conduzia acerca de “um suposto vampiro que agia na cidade de Presidente Prudente e mordia o pescoço de adolescentes”. Presa por três dias no DOPS, Lenira teve toda a roupa rasgada por Gravina e outros dois policiais quando foi transferida ao Doi/Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e lenço.

Em seu primeiro interrogatório no Doi/Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina – que estava postado a sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete.

Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura, a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira, e, mesmo assim, não suspender a sevícia. A tortura contra ela era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão.

Gravina ainda é apontado como o último a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, dizendo a outro preso, após Palhano parar de gritar de dor, que sua equipe tinha acabado de matar o colega, ameaçando-o na sequência. “Agora vai ser você!” Desde então, nunca mais se teve notícias de Aluízio, desaparecido até hoje. Também foram vítimas de Gravina os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.

RECONHECIMENTO - Apesar do uso de apelidos (Calandra, por exemplo, não admite ter sido o capitão Ubirajara), os ex-policiais foram reconhecidos, em diversas oportunidades, em entrevistas à imprensa e em depoimentos ao MPF, pelos presos políticos. Ivan Seixas relata também que, durante as torturas, ao se referirem uns aos outros, os policiais se traiam, chamando os colegas pelo prenome.  

Algumas vezes, chegavam a se identificar. Em uma ocasião, ao transportar Seixas numa viatura, Araújo voltou-se para ele, mostrou a carteira funcional e disse: “sou o delegado David dos Santos Araújo e não tenho medo de você”.

MEMÓRIA E VERDADE – Esta nova ação é mais uma das iniciativas do Ministério Público Federal em relação às violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. Essa atuação teve início em 1999 por meio da tarefa humanitária de buscar e identificar restos mortais de desaparecidos políticos para entrega às respectivas famílias. Conheça as iniciativas do MPF com relação ao tema aqui.

Com o desenvolvimento das investigações, o MPF identificou que o processo de consolidação da democracia e reafirmação dos direitos e garantias fundamentais suprimidos pela ditadura requer do Estado brasileiro a implantação de medidas de Justiça Transicional: (a) esclarecimento da verdade; (b) realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores de direitos humanos; (c) reparação dos danos às vítimas; (d) reforma institucional dos serviços de segurança, para que respeitem direitos fundamentais; e (e) promoção da memória, para que as gerações futuras possam conhecer e compreender a gravidade dos fatos. O objetivo dessas medidas é evitar que atos tão desumanos se repitam.

Assinam a ação o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert, os procuradores da República Eugênia Augusta Gonzaga, Luiz Costa, Sergio Gardenghi Suiama, Adriana da Silva Fernandes, e o Procurador Regional dos Diretos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias.


Fonte: MPF-SP
 

abril 28, 2010

Abaixo-assinado pela abertura dos arquivos da ditadura


oabriodejaneiro 16 de abril de 2010Mauro Mendonça interpreta Fernando Santa Cruz na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.

***

Nota do blog: Você ainda pode participar. Manifeste-se a favor da abertura dos arquivos da ditadura militar. Para firmar o abaixo-assinado, acesse http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp

abril 21, 2010

Campanha pela Memória e pela Verdade

Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)
Car@s,

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro lançou a Campanha pela Memória e pela Verdade, que solicita a abertura dos arquivos secretos dos órgãos que formavam o aparelho repressor da ditadura militar. O preenchimento do abaixo-assinado, que demanda menos de trinta segundos, requer apenas as seguintes informações: nome completo, profissão e documento de identidade. Participe da campanha e divulgue-a. Os familiares e os amigos dos desaparecidos têm o direito conhecer o passado e de enterrar seus mortos.

Abs!

Link: http://www.oab-rj.org.br/forms/assinaturas.jsp
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fevereiro 28, 2010

Pede pra sair, Marco Aurélio!


Nota do blog:
A afirmação do Ministro do STF não é digna de quem tem assento na Corte Constitucional. Se para ele a ditadura foi um mal necessário, a democracia deve ser uma concessão à plebe rude e ignara. Pede pra sair, Marco Aurélio! Tu não fazes jus ao cargo que ocupas.

janeiro 22, 2010

Grupo Tortura Nunca Mais: últimas notícias

Tortura Nunca Mais
Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Arquivos da ditadura estarão disponíveis

Movimento de Justiça e Direitos Humanos fez parceria com entidade internacional para organizar o seu acervoKrischke diz que intenção é publicar os documentos. Mais de 50 mil arquivos estão sendo organizados de acordo com normas internacionais de arquivamento, na sede do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (MJDH-RS), no Centro da Capital
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CEJIL condena ameaça de bomba durante homenagem a mortos e desaparecidos pela ditadura brasileira

Washington e Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2010O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) expressa extrema preocupação e condenação pela ameaça de bomba levada a cabo durante a solenidade em homenagem à memória daqueles que fizeram resistência à ditadura militar brasileira na última sexta-feira, dia 15 de janeiro de 2010.
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A quem interessa manter o esquecimento?

No dia 15 de janeiro último, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, no centro do Rio de Janeiro, foi realizado um ato em homenagem ao militante político, Carlos Marighella, além de outros brasileiros que morreram resistindo à ditadura civil-militar.Quase ao final da primeira parte do evento o coordenador da mesa, Carlos Fayal, foi informado pela gerência do Centro Cultural de que através de um telefonema anônimo uma bomba teria sido colocada no prédio.
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janeiro 17, 2010

Ribamar Bessa critica os donos da memória do Brasil

TAQUI PRA TI

BRASIL: A LAGOA DOS NEGROS

José Ribamar Bessa Freire

17/01/2010 - Diário do Amazonas

Os índios mapuches e os camponeses que vivem às margens de uma lagoa, ao sul do Chile, juram que, de vez em quando, aparecem boiando no espelho d’água cabeças negras, com cabelo pixaim. Dizem que as cabeças vão surgindo, uma depois da outra. Dizem que ficam de bubuia, flutuando por um instante fugaz e, depois, voltam para o fundo da lagoa, conhecida, por isso, como Laguna de los Negros. Algumas histórias que ainda hoje circulam falam em oito cabeças, outras em vinte e até mais.

Já tentaram fotografar as aparições, mas elas se mostram apenas em uma fração de segundo. Só quem pode vê-las é o morador da região, que sabe das coisas. Para os citadinos desinformados, vindos de fora, elas são invisíveis. Aí, como nada vêem, esses analfabetos da oralidade acham que tais “visagens” e “histórias de assombração” não passam de “fantasia de índio”, “superstição de camponês”, “crendice absurda”, “invenção”, “mentira” ou, no melhor dos casos, “puro folclore”, incompatível com a modernidade, a tecnologia, o pensamento científico, a metrópole, a internet.

Foi aí que um historiador, para quem só vale o que está escrito, vasculhou arquivos em busca de pistas que explicassem o fato. Descobriu na documentação antiga que o colonizador espanhol decapitava os índios ou amarrava uma pedra no pescoço deles, atirando-os no fundo daquela lagoa, que ainda guarda o mistério e o encanto do tempo em que foi mais larga e profunda.

O último registro escrito dá conta de um motim ocorrido em janeiro de 1804 no navio negreiro Prueba, quando 72 escravos trazidos da África em jaulas, como bichos, se revoltaram, mataram 18 marinheiros e exigiram que o capitão, chamado Carreño, voltasse pro Senegal. No retorno, um navio norteamericano atacou o barco e trucidou os revoltosos. Oito sobreviventes presos – um deles de nome Mure - foram condenados à morte e atirados no fundo da lagoa, de onde, de tempos em tempos, emergem.

As aparições

O pesquisador uruguaio Nestor Ganduglia, que sabe ler oralidades, considera as aparições como uma estratégia de preservação da memória popular. É assim que as pessoas humildes fazem: não escrevem livros, mas gravam suas experiências, quase sempre amargas e dolorosas, na paisagem, nos costumes, nos rituais, nos cantos, nas vozes que transmitem suas narrativas lendárias, criando redes subterrâneas que mantêm a memória viva em um mundo dominado por versões oficiais – ele diz.

A História oficial - relato escrito dos vencedores - apaga os crimes hediondos e afoga as atrocidades dos poderosos no lago do olvido. Milhares de ossadas permanecem insepultas nas águas da nossa América. Para serem lembradas é que, de vez em quando, sobem á tona na voz do povo, que resiste ao esquecimento e manifesta seu assombro, ao repassá-las oralmente de uma geração a outra, transpondo as barreiras do tempo.

Eis o que eu queria dizer: o Brasil é uma enorme Lagoa dos Negros. Os horrores da escravidão foram esquecidos e os bandeirantes, que assassinaram índios, transformados em heróis. As narrativas das comunidades quilombolas, dos povos de terreiro e das aldeias indígenas continuam fora da sala de aula, do museu, do monumento e da mídia, apesar de uma lei recente obrigar sua inclusão nas escolas. O atual debate sobre a ditadura militar revela como a memória é apagada. Durante vinte anos, a repressão política seqüestrou, prendeu, espancou, torturou e exilou milhares de pessoas, deixando um saldo de 144 mortos sob tortura e 125 desaparecidos, cujos cadáveres não foram localizados, entre eles o do amazonense Thomaz Meirelles, aqui citado no domingo passado.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça no governo FHC, de forma apressada, declarou ontem que os militares brasileiros desaparecidos sob os escombros no terremoto do Haiti não estão mais vivos. “A expressão desaparecido é técnica. Significa corpo não encontrado” – disse, prometendo localizar os cadáveres. Não quer, porém, igual tratamento aos desaparecidos políticos, que permanecem soterrados nos inacessíveis arquivos dos órgãos de repressão.

As memórias

Na disputa pela memória, o presidente Lula assinou decreto, contendo um montão de resoluções aprovadas na 11ª. Conferência Nacional de Direitos Humanos, entre as quais a criação da Comissão da Verdade, encarregada de esclarecer “as violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política” durante a ditadura militar.

Lula explicou, anteontem, em entrevista a TV Mirante, no Maranhão, que o decreto manifesta apenas uma intenção: “O governo pode aceitar tudo, pode aceitar 80% ou 30%. Uma parte pode ser transformada em lei, a outra fica no programa”. A proposta pode ou não ser encaminhada como projeto de lei ao Congresso Nacional, onde vai ser analisada, discutida, emendada e votada, podendo ser aprovada ou rejeitada. O que a Comissão da Verdade vai fazer depende disso tudo e dos poderes a ela atribuídos.

Embora a Comissão da Verdade seja apenas uma proposta indicativa, bastante tímida, sem poder legal, mesmo assim os comandantes militares reagiram contra ela como senhores e donos da memória nacional, papel que não lhes cabe constitucionalmente. Não querem sequer que a idéia seja discutida. Foram intransigentes. Exigiram que a expressão “repressão política” fosse apagada no novo decreto. Foram obedecidos. Os arquivos militares continuam fechados. Só nos resta resistir, mantendo os torturados de bubuia no lago de nossa memória.

A tortura é considerada ilegal até mesmo pela legislação arbitrária de qualquer ditadura. Mas os torturadores só foram julgados – como Pinochet no Chile, depois de preso em Londres - quando os países que praticaram esse crime hediondo foram redemocratizados: Chile, Argentina, Uruguai, Portugal, Espanha, Grécia. Os processos judiciais atestaram a existência da democracia e contribuíram para recuperar a memória.

A Argentina acaba de abrir os arquivos da ditadura. O Chile investiu US $20 milhões para construir o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, um edifício de cinco andares, projetado – oh ironia! – por um escritório paulista de arquitetura. Tem um arquivo no subsolo aberto para consulta, milhares de fotos, cartazes, textos e testemunhos em vídeos com crianças em busca de seus pais e avós, além de um espaço – o velatón – onde o acrílico reproduz as velas que eram acesas nos locais de execução.

Revanchismo? Insensatez? Não, apenas compromisso com a História. Cutucar a onça com vara curta? Pode ser se não sabemos o tamanho da nossa vara. Mas ninguém quer torturar os torturadores, apenas que respondam, dentro da lei, pelos atos que cometeram, assegurando-lhes um direito que eles não concederam às suas vítimas: o de ampla defesa. A impunidade deles contribui para que, ainda hoje, a tortura continue praticada em nosso país contra presos comuns, de origem pobre.

Muitas cabeças ainda vão boiar no lago da memória, até que o Brasil, efetivamente, se redemocratize e tenha consciência de que o futuro só se transforma se encararmos o passado. Por isso é que a memória é tão importante.

Fonte: TAQUIPRATI
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janeiro 12, 2010

Boris e a ditadura

Na ditadura militar, Boris Casoy mostrou seu pensamento político:
-- Abrindo a fileira, o companheiro Boris --
-- Função do companheiro Boris: Agitprop --

[ Amálgama ]


Boris e os garis. Boris e a ditadura

No final de 2009, Boris Casoy mostrou seu pensamento social:
(aqui, ele pede desculpas)

*

São fotos das páginas da revista O Cruzeiro de 9 de novembro de 1968, reportagem de Pedro Medeiros sobre o Comando de Caça aos Comunistas. As imagens acima foram pegas no blog de Milton Ribeiro e no Cloaca News, que desenterrou a matéria e o passado do hoje jornalista da Band que anda a reclamar das políticas “ditatoriais” do governo Lula. Como se vê, de ditadura ele entende.

- Daniel Lopes

Leia também:

Quando a pele está nos olhos

Os evangélicos e a homofobia

Opinião na blogosfera
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janeiro 07, 2010

A ópera-bufa da crise militar

Marechal Jobim

Foto postada num blog que tem como consigna essa pérola:
"Um espaço democrático, onde a voz da caserna tem peso e qualidade.
Um espaço anti-comunista e contrário a tudo que de ruim
está sendo feito pelo PT e seus agrupamentos do mal"

Seria cômico, não fosse trágico.

A ópera-bufa da crise militar

É preciso dar um basta aos que, se dizendo ameaçados de revanche, a ela se antecipam vislumbrando nos defensores dos Direitos Humanos uma motivação “terrorista". Essa é a mesma linguagem que os jornais reproduzem docilmente desde os anos mais duros da ditadura.

Gilson Caroni Filho

A reação dos comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçando pedir demissão caso o presidente da República não revogue alguns trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos 3- que cria a Comissão de Verdade para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar, revela a triste face de um estamento que ainda não se deu conta que a reconstituição da guerra dos porões é um desafio que não mais comporta tutelas.

O inferno foi aqui, faz parte do domínio da história. É necessário revolvê-la, vasculhá-la pela ótica dos carcereiros, para que a sociedade reencontre sua memória para a desejável consolidação da democracia profunda. É preciso dar um basta aos que, se dizendo ameaçados de revanche, a ela se antecipam vislumbrando nos defensores dos Direitos Humanos uma motivação “terrorista". Sintomático é que essa é a mesma linguagem que os jornais reproduzem docilmente desde os anos mais duros da ditadura.

As palavras do ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista ao Jornal do Brasil (edição de 3/01/2009) não deixam margem para qualquer dúvida:

"Não se trata de uma prestação de contas das Forças Armadas. Os torturadores são indivíduos que montaram aparatos paralelos e a grande maioria deles era civil. É bom lembrar também para quem os defende que a primeira pessoa que desmontou um aparelho paralelo foi o general Ernesto Geisel ao extinguir a Operação Bandeirantes. Se o chefe de um regime autoritário teve a coragem de fazer, como é que os civis da democracia não têm coragem de prosseguir esse trabalho?"

A tarefa requer apenas vontade política para se resolver um dos vértices da questão da anistia. Por mais ampla e recíproca que ela tenha sido, como afirmam seus defensores, isso não elimina o direito das famílias de saber o que aconteceu com seus desaparecidos- e encaminhar os processos no sentido de identificar os autores dos crimes contra presos políticos, remetendo-os á Justiça. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se pune os responsáveis ou aplica o entendimento inicial da Lei, arquivando os casos - seja por considerar a anistia recíproca em seu sentido mais amplo, seja por classificar tortura e assassinatos cometidos no período como “crime político conexo".

Salvaguardar as Forças Armadas não é acobertar os crimes de uma camarilha fascista que nelas se alojou para saciar suas patologias e as do empresariado que a financiava. Pelo contrário, a forma mais radical de fortalecê-las é reforçar seu papel de guardiãs do Estado Democrático de Direito.

Os comandos militares não podem esquecer os princípios mais elementares de legalidade- ou iludir-se com velhos castelos de sofismas- porque não se suprime por decreto uma consciência histórica construída em tantas crises constitucionais, uma a uma duramente superadas. Do contrário a ordem institucional brasileira forjada pela ditadura não será plenamente substituída, mas readaptada com a conivência inclusive de quem se proclama democrata convicto.

Disso tudo deveria saber, entre outros, o ministro Nelson Jobim, antes de encenar sua última ópera-bufa no governo. Mais uma vez aqui se impõem as lições da história. A crise é o momento de emergência do novo. O que a ele se opõe é da ordem da teratologia política.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Fonte: Agência Carta Maior
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janeiro 03, 2010

Asesinan a joven de la resistencia hondureña simulando un suicidio

Honduras
Foto postada em rightsaction.org

Asesinan a joven de la resistencia hondureña simulando un suicidio

La Revolución ViVe

El Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras, COFADEH, denuncia el crimen cometido contra el joven Edwin Renán Fajardo Argueta (22), un miembro activo de la Resistencia, la tarde del martes.

Su cuerpo fue encontrado este 23 de diciembre en horas del mediodía después de una búsqueda constante de familiares y amigos que extrañaron la ausencia del muchacho quien tenía en su agenda viajar hoy miércoles a Roatán, Islas de la Bahía, a pasar la navidad con su familia.

El COFADEH recibió la información sobre el hallazgo de su cuerpo en un apartamento en el Barrio San Rafael de Tegucigalpa, en el Edificio Villar Rosales, donde vivía hace mucho tiempo. En su cuello se encontró un alambre y un palo de escoba en la parte de atrás de su cabeza, y en el lugar había signos de violencia pues todo estaba revuelto. El hecho posiblemente ocurrió entre las cuatro a cinco de la tarde del martes, 22 de diciembre.

Sus asesinos pretendieron similar un suicidio, pero su cuerpo estaba en una pequeña bodega de su apartamento, emanaba sangre de su nariz y su cuerpo estaba sucio como si lo hubieran arrastrado, según el relato de vecinos que observaron la escena del crimen. Los responsables de su muerte se llevaron su cámara fotográfica y una computadora.

El lunes de esta semana le había comunicado a amigos que estaba muy preocupado porque se sentía perseguido, porque había recibido mensajes de texto en su teléfono y por eso no tenía ganas de salir ni irse para Roatán, donde su familia, por el peligro de allí que no le gustaba estar en lugares públicos y por eso no aceptó verse con amigos que querían encontrarse con él.

Varios vecinos manifestaron haber visto carros sospechosos sin placas y con vidrios polarizados circulando por el sector durante los últimos días, ésto ha generado mucho temor porque desde agosto se han visto cosas extrañas.

Su esmerado activismo en el Frente Nacional de Resistencia le llevó a participar en marchas, plantones y todas las actividades realizadas por esta organización en las que siempre estaba en las primeras líneas y donde tomaba fotografías con la cámara que le llevaron. Además de viajar a varias zonas del país para concientizar a la población de la necesidad de una Asamblea Nacional Constituyente.

Edwin Renán era un joven muy admirado en el barrio por ser muy respetuoso y responsable. Los apartamentos donde habitaba eran muy seguros, nadie podía entrar si no habitaba en los mismos.

Un agente de investigación manifestó que la autopsia determinará las causas de su muerte y detalló que en su cuello estaba el alambre y el palo de escoba atrás de su cabeza, “es difícil que haya sido un suicidio porque el palo de escoba se hubiera quebrado con el peso de su cuerpo”, señaló.

Edwin Renán será velado en el edificio donde residía y su cuerpo será trasladado sobre las siete de la mañana hacia Roatán.

El COFADEH condena este nuevo hecho de violencia que vino a cegar la vida de un muchacho que tenía un futuro promisorio para Honduras. Los asesinatos de miembros activos de la Resistencia se han incrementado en los últimos días en forma selectiva, utilizando para ello simulacros de violencia delincuencial para encubrir sus muertes.

Hacemos un llamado urgente a la comunidad internacional y en especial a los organismos de derechos humanos para que realicen las acciones urgentes necesarias para detener esta cacería humana contra el pueblo hondureño, que se mantiene en resistencia desde el 28 de junio en que se perpetró el golpe militar-político-empresarial-imperialista.

DE LOS HECHOS Y LOS HECHORES NI OLVIDO NI PERDÓN

Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras, COFADEH

Tegucigalpa M.D.C. 23 de diciembre de 2009]

Fonte: La Revolución Vive
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“Honduras es víctima de un cerco mediático impuesto por la dictadura”

Anarella Vélez
Foto postada em http://estudiosdelamujer.files.wordpress.com

Entrevista a la historiadora Anarella Vélez, tras seis meses de dictadura
“Honduras es víctima de un cerco mediático impuesto por la dictadura”

Mario Casasús
El Clarín de Chile/Rebelión


En entrevista telefónica desde Tegucigalpa, la historiadora Anarella Vélez (1956) denuncia el acoso que sufren las Feministas en Resistencia durante el régimen de facto, comparte las alertas que han emitido por la nula libertad de expresión y entrega algunos antecedentes históricos: “En más de una ocasión durante el siglo XIX se coartaron muchos proyectos centroamericanistas que tenían como objetivos modernizar y democratizar al Estado, por ejemplo, la Constitución Liberal de 1880 que rápidamente fue derogada. Durante el siglo XX se dan intentos de reformas administrativas que se ven truncadas, inclusive con la ocupación norteamericana en 1924, lo que ha pasado ahora tiene dos antecedentes: el golpe de Estado de 1963 y la guerra sucia de 1980”

Columnista de Diario Tiempo, catedrática de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras y directora de la Galería Café Paradiso, la Doctora en Historia Anarella Vélez examina los antecedentes históricos e inmediatos del primer semestre de dictadura: “La guerra en contra de la Presidente Zelaya se inicia cuando se ven afectados los intereses de las compañías trasnacionales del petróleo; el Presidente Zelaya logra nuevos contratos, haciendo licitaciones públicas y cambiando la fórmula de los combustibles que permiten al pueblo hondureño comprar gasolina y combustibles a un precio más económico. La energía eléctrica es el feudo de ciertos grupos que no están dispuestos a ceder y que le granjean enemigos muy poderosos al Presidente Zelaya dentro y fuera del país, estos enemigos hicieron un complot con otros personajes de la derecha latinoamericana para derrocarlo e instaurar una dictadura cívico-militar”.

MC.- ¿Cómo funciona la ONG Ser Libre?
AV.- Ser Libre tiene una estructura bastante particular, funcionamos con una Junta Directiva en la modalidad de voluntariado y con el apoyo externo que nos permite pagar los salarios de los colaboradores. Comité por la Libre Expresión surge al inicio del siglo XXI con la finalidad de defender el acceso a la información, Ser Libre tiene dos importantes logros en su corta vida, la emisión de la Ley de Libre Expresión y la Ley de Acceso a la Información Pública, tenemos otros proyectos importantes –que esperamos no se vean retrazados por las circunstancias del golpe de Estado- por ejemplo regular el funcionamiento de los medios de comunicación empresariales y las licitaciones de los permisos.

MC.- ¿Con qué periodicidad emiten recomendaciones o informes sobre la situación de la prensa hondureña?
AV.- Nosotros emitimos un Informe anual: Análisis de la situación de la información, este es nuestro más importante documento; sin embargo de manera cotidiana nosotros estamos auscultando y observando el ejercicio del derecho de acceso a la información y emitimos alertas cotidianas acerca de los casos donde se vulnera el derecho de los periodistas y en el funcionamiento de los medios de comunicación, analizamos cómo está el equilibrio de la información que se proporciona a los hondureños. Tenemos un Observatorio de los mass media de lunes a sábado, hacemos estudios estadísticos donde se reflejan los acontecimientos y mantenemos vínculos con los organismos internacionales más importantes que dan seguimiento al Artículo 19 de la Carta Universal de Derechos de Humanos. Nuestra página web no está muy actualizada, porque en estos momentos hemos puesto más atención a nuestro periódico Conexión y tenemos un blog, ahí damos noticias relativas a nuestro interés y reproducimos información de otros medios que nos parezca de interés para nuestros lectores.

MC.- ¿Qué ha reportado la ONG Ser Libre durante el primer semestre del golpe de Estado?
AV.- Nuestro trabajo se ha multiplicado por 300, porque el mismo día del golpe de Estado escuchamos con alarme el modo en que habían sido allanados y clausurados tres importantes medios de comunicación: Radio Globo, Cholusat Sur TV y Radio Progreso, otras radios comunitarias fueron perseguidas y allanadas, nosotros estábamos en obligación de darle seguimiento a la información sobre la nula libertad de expresión y el acoso en contra de los periodistas; así que desde el 28 de junio comenzamos a levantar alertas sobre el estado de las cosas, preparamos una reunión con carácter de urgente con Artículo 19 –ONG de Inglaterra que tiene un trabajo interesantísimo en Latinoamérica- para velar por el ejercicio del periodismo y la libertad de expresión del pueblo hondureño.

MC.- Háblanos de la Carta abierta que escribieron al Presidente Obama, ¿qué ONG respalda la misiva?, ¿y cómo lograron entregarla al máximo representante de la misión diplomática de Norteamérica en Tegucigalpa?
AV.- Esta Carta abierta tiene que ver con otra actividad mía en el movimiento de Feministas en Resistencia, y como integrante de la Asociación Nacional de Escritoras de Honduras (ANEH), como iniciativa de ambas instancias de lucha en el país escribimos una Carta abierta al Presidente Obama –en calidad de Premio Nobel de la Paz- pensamos que era importante hacerle llegar el clamor popular para que él interviniera en la solución de la crisis hondureña, así que le hicimos llegar al Presidente Obama nuestra Carta por medio del Embajador de EE.UU. en Honduras, donde le expresábamos nuestra inquietud por el restablecimiento de la democracia, el Embajador Hugo Lorens leyó la Carta y esperamos que cumpla con su deber.

MC.- ¿Ustedes se reunieron con el Alto Comisionado de los Derechos Humanos de la ONU?
AV.- Penosamente los enviados del Alto Comisionado no tiene efectos inmediatos, porque el informe que se presentará en Suiza será en marzo de 2010, esta información que nosotros dimos a la ONU ya la habíamos entregado a la Comisión Interamericana de DD.HH. pero la actualizamos, en referencia al trabajo de Ser Libre, enumeramos todas la violaciones que se han dado en contra de la Libertad de Expresión, desde el cierre de medios de comunicación, persecución a periodistas, golpes, tortura, encarcelamientos y asesinatos de periodistas en el contexto del golpe de Estado. Nosotros hicimos el Informe, lo entregamos con datos en concreto –fechas, medios, periodistas, detenciones ilegales y agresiones- incluye desde intoxicaciones por gas lacrimógeno a interrupción de la señal y luz eléctrica para impedir la transmisión de la información.

MC.- El punto donde confluye tu trabajo en la ONG Ser Libre y tu militancia en Feministas en Resistencia es la colaboración en los espacios radiofónicos que clausuró la dictadura, ¿el cierre de espacios ejemplifica el exacerbado machismo e ignorancia de los milicos?, ¿o la fobia de los golpistas por las Feministas en Resistencia?
AV.- Curiosamente en Honduras se ha dado un caso peculiar con las feministas, nos integramos a la Resistencia desde el 28 de junio y se abrieron espacios políticos que estaban vedados para nosotras; las feminitas solemos tener el tema de la mujer como prioridad, pero con estas circunstancias las mujeres estamos en el primer plano político, luchamos en contra del golpe de Estado y denunciamos las violaciones a los derechos humanos, hemos publicado más de 30 comunicados desde las diferentes organizaciones que integramos a la Feministas en Resistencia. Y sí, mi vida confluye con los temas de Ser Libre y Feministas en Resistencia, porque las mujeres teníamos programas de radio –producidos bajo la compra de espacios radiofónicos- que nos permitían visibilizar en la sociedad hondureña la temática de la mujer; todos los programas de radio de las feministas fueron cerrados al principio del golpe de Estado, uno fue el del Centro de Estudios de la Mujer, otro fue el programada del Centro de Derechos de la Mujer y otro fue la “Bullaranga”. Honduras es víctima de un cerco mediático, ya que los mass media están en manos de la oligarquía hondureña que pretende desfigurar la realidad y ocultar la verdad, los programas radiofónicos de las feministas trataban de colaborar a romper el cerco desinformativo, la dictadura les comunicó que bajo el Decreto Ejecutivo 016-2009 ya que la radio corría el riesgo de ser clausurada definitivamente.

MC.- Cambiando de tema y aprovechando tu formación académica, ¿qué antecedentes históricos no ayudarían a entender a la oligarquía bipartidista en Honduras?
AV.- Estoy convencida que el pueblo hondureño está en Resistencia desde hace 517 años, desde que nuestro territorio es ocupado por los conquistadores españoles y éstos vulneran los derechos de nuestros antepasados indígenas –les robaron sus tierras, su lenguaje, su cultura, su religión-; hay varios hitos durante el período colonia, los lencas se organizaron para oponerse a la ocupación española, desde estonces la rebeldía está latente, ha permanecido viva, aunque no siempre activa. En el siglo XIX, una vez que nuestros territorios se independizan del yugo colonial, los movimientos criollos señalan las injusticias del orden establecido en América Central, se inician una serie de amotinamientos en 1808 y que finalizan en 1821 con la Independencia; después de la Independencia hay otros intentos para oponerse al orden, José Cecilio del Valle –en 1822- llama a una Asamblea Constituyente para preguntar a los centroamericanos si querían formar parte de una Confederación o si querían integrarse a la Federación mexicana y anexarnos a Chiapas, eso se truncó; la nueva Constitución Política es bastantes progresista. José Cecilio del Valle se escribía cartas con los hermanos Humboldt y con los más grandes intelectuales latinoamericanos de la época, era un pensador de talla americanista y un humanista, él intenta poner en ejecución un concepto de gobierno de avanzada, pero los sectores conservadores pugnaban para que Honduras regresara al Imperio Colonial –esa intención no termina, sino hasta 1832-, José Cecilio del Valle denuncia cómo desde Cuba –que todavía era una colonia española- se organizaba la vuelta al orden colonial para Centroamérica. En más de una ocasión durante el siglo XIX se coartaron muchos proyectos centroamericanistas que tenían como objetivos modernizar y democratizar al Estado, por ejemplo el caso de la Constitución Liberal de 1880 que rápidamente fue derogada. Durante el siglo XX se dan intentos de reformas administrativas que se ven truncadas, inclusive con la ocupación norteamericana en 1924 y lo que ha pasado ahora tiene un muy reciente antecedente: 1963, durante el gobierno liberal de Villeda Morales, que pretendió hacer algunas reformas en relación a la distribución de la tierra, fue interrumpido por un cruento golpe de Estado, al punto que el Presidente Villeda Morales vivió el exilio junto a otros dirigentes del Partido Liberal, cabe mencionar a Rodas Alvarado, padre de nuestra actual Canciller Patricia Rodas.

MC.- ¿Qué elementos has estudiado sobre el origen del golpe de Estado de 2009?
AV.- La guerra en contra de la Presidente Zelaya se inicia cuando se ven afectados los intereses de las compañías trasnacionales del petróleo; el Presidente Zelaya logra nuevos contratos, haciendo licitaciones públicas y cambiando la fórmula de los combustibles que permiten al pueblo hondureño comprar gasolina y combustibles a un precio más económico. La energía eléctrica es el feudo de ciertos grupos que no están dispuestos a ceder y que le granjean enemigos muy poderosos al Presidente Zelaya dentro y fuera del país, estos enemigos hicieron un complot con otros personajes de la derecha latinoamericana para derrocarlo e instaurar una dictadura cívico-militar; cuando el Presidente Zelaya se enfrenta a los obstáculos que ha creado la oligarquía hondureña y las trasnacionales no tiene otra alternativa que mirar al sur y entablar alianzas con los pueblos del ALBA, entonces los antichavistas y anticastristas comienzan a deslucir la imagen del Presidente Zelaya en los medios de comunicación de la oligarquía, a pesar de todo el Presidente Zelaya continuó con el proyecto de profundización de la democracia hondureña, con La Cuarta Urna preguntaría al pueblo sobre la necesidad o no de una Asamblea Constituyente para el 2010, porque la actual Carta Magna fue redactada después de la dictadura militar para preservar el poder de la clase dominante.

MC.- Finalmente, ¿qué seguimiento has dado a los “históricos” personajes hondureños de la doctrina de la seguridad nacional entrenados por Estados Unidos?
AV.- Inmediatamente después del golpe de Estado vimos cómo el régimen de facto recurría a personajes de la década de 1980 que habían actuado muy superficialmente, pero estaban ahí acumulando información, y que ahora utilizan en contra del pueblo hondureño, mediante asesinatos selectivos y una política de terrorismo de Estado. El más notorio personaje se llama Billy Joya Améndola, él fue un capitán con la más activa participación en la desaparición de personas durante la guerra sucia, está señalado por las víctimas de tortura y sobrevivientes del cautiverio. Billy Joya fue nombrado por Micheletti como asesor presidencial, en la actualidad no se le ve mucho, pero sin duda está actuando en la guerra de baja intensidad, la mano de Billy Joya está detrás de toda la represión; podrán retrazar el proceso histórico, pero no lo podrán detener, el 28 de junio el pueblo hondureño despertó, reconoce quiénes son sus amigos y enemigos.

Fonte: Rebelión
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dezembro 26, 2009

Brasil: O museu da tortura


Reportagem: Daniel Zanini H. Imagenes e edição: Karine Batista

Cidadão Boilesen


Através da surpreendente vida de Henning Boilesen, o documentário revela a ligação política e econômica entre empresários e militares no combate à luta armada durante o regime militar brasileiro.

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Nota do blog: A informação foi dada por Silvia Maria (beijo no seu coração). O evento já rolou. Fica a dica. Antes tarde do que nunca.

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Prezados/as,

Estamos organizando uma Sessão de cinema comentado com o filme, Cidadão Boilesen.

Data: 23 de dezembro
Horário: 13h
Local: Cine Unibanco Aimorés.
Comentadores: Heloísa Bizoca e Virgílio de Mattos.
Contatos: pedrootoni@gmail.com ou 98448820
CONFIRMAÇÃO: NECESSITAMOS DE CONFIRMAÇÃO DOS PARTICIPANTES, ATÉ HOJE PARA PODERMOS VIABILIZAR A SESSÃO, TEMOS DE TER 60 PESSOAS PARA GARANTIR O ESPAÇO. POR GENTILEZA ENVIEM RESPOSTA.

Lista de Pessoas confirmadas.
1- Flávio Badaró
2- Bruno
3- Igor
4-Pedro
5- Virgílio
6- Laura
7-Elaine
8- Ademilde
9-Gilberto
10- Joelma
11- Dayse
12- Deivison
13- Joviano
14- Jarbas
15- Ana Carolina
16-Lacerda
17- Sarah
18- Ocupação Dandara - 10 pessoas.

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Cidadão Boilesen', documentário premiado em festivais

Filme é resultado de 15 anos de pesquisa sobre o papel do dinamarquês Henning Boilesen na ditadura brasileira

SÃO PAULO - Há 18 anos - em 1991 -, Chaim Litewski ingressou na ONU, o que o faz hoje viver em Nova York. No início da semana, ele voltou ao Brasil - e a São Paulo - para participar de um debate sobre seu documentário Cidadão Boilesen, que estreia nesta sexta, 27, nos cinemas. Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Um dos entrevistados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, faz uma bela análise sociológica do episódio. Guerrilheiros fazem acusações a Boilesen, mas seus familiares - o filho, em particular - contestam que fosse o monstro sugerido em Cidadão Boilesen. Entretanto, os indícios são muitos e confirmados por outros notórios personagens ligados à Oban, incluindo o célebre Coronel Erasmo Dias. No debate de segunda-feira, Litewski lembrou que foi em 1968 que ouviu pela primeira vez, na televisão, o nome de Boilesen ligado a grupos militares. Após a morte do empresário, ele nunca deixou de pensar no assunto, mas só começou a encarar a possibilidade de realização de um filme a partir do depoimento que colheu do ex-guerrilheiro Carlos Eugênio da Paz. "Só aí foi que eu realmente me conscientizei de que tinha material para uma obra consistente."

Mesmo assim, foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

Formado em comunicação, propaganda e cinema, Chaim Litewski especializou-se em filmar, documentar e discutir conflitos. Ele admite que tem uma relação de fascinação e ódio pela violência. Este documentário, feito ao longo de tanto tempo, o levou até a Dinamarca, em busca das origens de Henning Boilesen. Lá ele ouviu um depoimento muito interessante, que está no filme - o empresário, que teve uma origem humilde, tinha um lado sombrio muito forte na sua personalidade. Criança, teve um prazer tão grande em observar a punição de colegas da escola que o caso foi suficientemente inusitado para merecer a observação de um dos professores, acrescentada à ficha escolar. Na Dinamarca, a própria cultura local talvez lhe impusesse manter essas tendências perversas reprimidas. No Brasil da ditadura civil/militar, em contato com figuras como o sinistro delegado Sérgio Paranhos Fleury, essas tendências não apenas afloraram como foram liberadas.

Litewski conta que, durante muito tempo, somente conseguiu tocar o projeto de Cidadão Boilesen nas horas vagas. Ele trabalhava regularmente, nas suas funções habituais, e às 17 horas, 18 horas ficava liberado para se debruçar sobre os penosos acontecimentos que o documentário registra (e analisa). A verba sempre foi curta - ele só conseguiu finalizar Cidadão Boilesen após a premiação no É Tudo Verdade. Na Dinamarca, quase conseguiu uma parceria, mas os dinamarqueses impunham certas condições e elas se referiam principalmente ao tom do filme, ao enfoque da direção. Queriam o filme compassivo, indignado, com ênfase nas cordas do cello - pegando carona na metáfora musical, já que o ex-guerrilheiro Carlos Eugênio é hoje músico. Litewski queria incorporar música brejeira, fazer sátira, num estilo mais brechtiano.

É o que faz a diferença em Cidadão Boilesen, e o diretor sabe disso. Litewski e o produtor Pedro Asbeg sabem que estão contribuindo para que uma parte triste da história do Brasil seja resgatada e debatida. O que mostram não é agradável, mas necessário. Na pesquisa, foram reunidos muito mais documentos e depoimentos. Todo esse material precisa agora ser divulgado no site do filme ou em DVD, quando sair.

Cidadão Boilesen (Brasil/ 2009, 92 min.) - Documentário. Direção de Chaim Litewski. 12 anos. Cotação: Ótimo

outubro 30, 2009

Federação Anarquista denuncia ação da Polícia e apreensão de propaganda contra governo Yeda

Federação Anarquista denuncia ação da Polícia e apreensão de propaganda contra governo Yeda

Oct 29th, 2009
by Marco Aurélio Weissheimer.

Neste exato momento a Polícia Civil do Rio Grande do Sul sob o comando da governadora Yeda Crusius promove diligência na sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG). O mandado de segurança do governo busca apreender material de propaganda política contra o governo acusado de corrupção. Os cartazes abordam o empréstimo junto ao Banco Mundial e o assassinato do sem-terra Elton Brum. Este ato é pura provocação do Executivo gaúcho, atravessado por atos de corrupção e situações até hoje sem explicação, como a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro desse ano.

Conclamamos as forças vivas da esquerda gaúcha para reagirmos de forma unificada contra mais esse desmando.

Segundo o mesmo relato, militantes da Federação Anarquista foram encaminhados, agora à tarde, para depor na 17 Delegacia de Polícia, localizada na rua Voluntários da Pátria, 1500, perto da Rodoviária de Porto Alegre. A Polícia apreendeu material impresso, chapas de cartazes e inclusive a CPU do computador da sede. Diante disso, a Federação Anarquista afirma:

“Era de se esperar uma reação como essa, em função da FAG sempre haver atuado com modéstia, mas tenacidade, sendo das mais aguerridas em todas as circunstâncias na defesa dos interesses e objetivos estratégicos do povo gaúcho. Vamos fazer uma denúncia pública e provar para as classes oprimidas do RS a natureza desse ataque vil sob ordem de um governo acusado dos mais graves crimes”.

Conversei por telefone com Cândida, militante da Federação Anarquista, e ela me deu o seguinte relato. A Polícia entrou na sede da Federação (na rua Lopo Gonçalves, Cidade Baixa), hoje à tarde, munida de um mandado de busca e apreensão para recolher material de propaganda contra a governadora Yeda Crusius, que decidiu mover uma ação por injúria, calúnia e difamação. A ação teria sido motivada por cartazes onde a governadora é responsabilizada pelo assassinato do sem terra Elton Brum da Silva. Além dos cartazes, segundo Cândida, foram apreendidos outros materiais e documentos que não tem relação com esse caso. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Gravataí, em um endereço que aparece no site da entidade. Há dois advogados acompanhando os integrantes da Federação.
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1ª nota
5ª, 29 de outubro de 2009, a partir das 16 hs
Solidariedade com a Federação Anarquista Gaúcha - FAG

Neste exato momento a Polícia Civil do RS sob o comando da governadora Yeda Crusius promove diligência na sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG). O mandado de segurança do governo busca apreender material de propaganda política contra o governo acusado de corrupção. Os cartazes abordam o empréstimo junto ao Banco Mundial e o assassinato do sem-terra Eltom Brum. Este ato é pura provocação do Executivo gaúcho, atravessado por atos de corrupção e situações até hoje sem explicação, como a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro desse ano. Conclamamos as forças vivas da esquerda gaúcha para reagirmos de forma unificada contra mais esse desmando.

Solidariamente, Federação Anarquista Gaúcha

http://www.vermelhoenegro.org/fag
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2ª nota

Material de propaganda e CPU da FAG apreendidos

NESSE MOMENTO, 29 DE OUTUBRO 2009, 17.31 TEMOS COMPAS DEPONDO NA 17a DP, LOCALIZADA NA RUA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA, 1500, PERTO DA RODOVIÁRIA DE PORTO ALEGRE. A POLÍCIA CIVIL APREENDEU MATERIAL IMPRESSO, CHAPAS DE CARTAZES E INCLUSIVE A CPU DO COMPUTADOR DA SEDE. ISSO SE TRATA DE UMA CONSPIRAÇÃO OFICIAL PARA ATACAR UMA DAS FORÇAS DA ESQUERDA NÃO PARLAMENTAR E COM BASE SOCIAL REAL NO RS!

ERA DE SE ESPERAR UMA REAÇÃO COMO ESSA, EM FUNÇÃO DA FAG SEMPRE HAVER ATUADO COM MODÉSTIA MAS TENACIDADE, SENDO DAS MAIS AGUERRIDAS EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS NA DEFESA DOS INTERESSES E OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO POVO GAÚCHO. VAMOS FAZER UMA DENÚNCIA PÚBLICA E PROVAR PARA AS CLASSES OPRIMIDAS DO RS A NATUREZA DESSE ATAQUE VIL SOB ORDEM DE UM GOVERNO ACUSADO DOS MAIS GRAVES CRIMES.
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA!
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3ª Nota

TODA A SOLIDARIEDADE PARA COM A FAG! ANTES A REPRESSÃO FOI CONTRA O SEM TERRA ELTOM, HOJE É NA SEDE DA FAG, AMANHÃ QUEM SERÁ???

A REPRESSÃO DO GOVERNO YEDA FOI ALÉM DO ESPERADO. DOIS COMPAS FORAM PROCESSADOS E RESPONDERAM A PROCESSO DE PARTE DE UM GOVERNO ACUSADO DE DEZENAS DE CRIMES, E ALVO DE INVESTIGAÇÕES FEDERAIS EM SEQÜÊNCIA. ATÉ A REPRESSÃO DO ESTADO LIBERAL-BURGUÊS VÊ A ESTA GESTÃO COMO ALEGANDO INVESTIGAR UMA PROPAGANDA CONTRA A SUA GESTÃO, A POLÍCIA CIVIL DO RS APREENDEU DOCUMENTOS INTERNOS DA FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA, INTIMOU AQUELES QUE MESMO PRESTANDO APENAS A SUA SOLIDARIEDADE CONSTAVAM DE REGISTROS DA PÁGINA DE INTERNET DA ORGANIZAÇÃO. NÃO BASTASSE A APREENSÃO DA CPU E DO BACK UP DO COMPUTADOR, LEVARAM DOCUMENTOS INTERNOS (COMO ATA DE REUNIÕES), MATERIAL DE PROPAGANDA PÚBLICO E ATÉ OS RESÍDUOS QUE ESTAVAM NA LIXEIRA DA SEDE.

IMEDIATAMENTE A SOLIDARIEDADE DE CLASSE SE FEZ NOTAR, REPERCUTINDO NO RIO GRANDE DO SUL, POR TODO O BRASIL, NA AMÉRICA LATINA E, A PARTIR DA ESPANHA, POR ORGANIZAÇÕES ANARQUISTAS E MOVIMENTOS POPULARES DE TODO O MUNDO.

PEDIMOS A SOLIDARIEDADE DE COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS PARA DIFUNDIREM E TRADUZIREM ESTA TRÊS NOTAS EM SEQÜÊNCIA.

SOLIDARIAMENTE, FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA

WWW.VERMELHOENEGRO.ORG/FAG
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