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novembro 23, 2010

José Ricardo avalia campanha e colhe sugestões para o mandato de deputado estadual pelo PT

PICICA: Com mais de trinta mil votos José Ricardo se elegeu deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Como de praxe, ele estará realizando um encontro para colher sugestões para o exercício do novo mandato. Que seja fértil e produtivo, sempre voltado para as classes populares.
 GABINETE VEREADOR JOSÉ RICARDO


Convite

Companheiro (a),

Estaremos realizando uma reunião de Avaliação da Campanha e Sugestões para o futuro mandato de Deputado Estadual.

Contamos com sua participação!

Data: 27/11/2010 - Sábado
Local: SINDIPETRO - Sindicato dos Petroleiros
End: Rua Bernardo ramos, 187 – Centro (Ao lado da antiga Prefeitura)
Horário: Das 9h às 12h


José Ricardo Wendling
Vereador

setembro 07, 2010

Campanha contra a impunidade dos pilotos norte-americanos que provocaram acidente aéreo com avião da Gol

 
190MilhoesdeVitimas | 31 de agosto de 2010
Um acidente que deixou o Brasil inteiro como vítima. Aqui, você sabe mais sobre esta história e descobre o que fazer para mudar o seu final.
Vamos acabar com a impunidade de Joseph Lepore e Jan Paul Paladino
***

Um acidente aéreo pode deixar 190 milhões de vítimas? Em setembro de 2006, um Boeing da Gol caiu após ser atingido por um jato Legacy. O acidente foi causado por uma série de erros dos dois norte-americanos que pilotavam o jato. Os 154 passageiros do Boeing morreram, enquanto os dois americanos permanecem impunes até hoje. As empresas American Airlines e Excel Aire mantêm em atividade os dois pilotos como se nada tivesse acontecido, colocando em risco a vida de todos os passageiros que utilizam seus serviços. Neste site, você vai ver como o acidente foi tratado pelas autoridades. Um descaso que faz com que todos nós, brasileiros, sejamos prejudicados. 
Nota do blog: Para participar da campanha acesse 190 milhões de vítimas.

junho 21, 2010

Usuários de drogas - campanha Igual a você - contra o estigma e o preconceito no Brasil

UNAIDSBr — 16 de novembro de 2009 — Iniciativa dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas. Veiculação iniciará no dia 16 de novembro em emissoras de televisão de todo o país

* * *

Nota do blog: O desabafo abaixo é de Dênis Petuco, sociólogo, redutor de danos. Compare e veja os contrastes entre a campanha de promoção de saúde da Unaids, que tem como tema Usuário de drogas e Direitos Humanos, e a campanha brasileira, que aborda a questão do uso de crack (postada, também, aqui no PICICA). A diferença é ululante.

Yeah!




Finalmente, uma luz no fim do túnel! Isto sim é uma campanha de promoção de saúde, alinhada aos princípios do SUS, das reformas sanitária e psiquiátrica, compromissada com as mais báscias noções de Direitos Humanos e cidadania. Pena que não foi lançada pelo Esta brasileiro, tampouco pelo governo de Lula, e muito menos pelas instâncias governamentais comprometidas com o cuidado de pessoas que usam álcool e outras drogas.

Teve de vir as Nações Unidas ensinar o Brasil a fazer campanha. Só para provocar, vou mais uma vez fazer uso da polêmica palavra: que vergonha que me deu, ver a ONU ensinando o Brasil a fazer promoção de saúde para pessoas que usam álcool e outras drogas.

Em tempo: para quem trabalha com Redução de Danos já faz alguns anos, a campanha não impressiona. É o mesmo tipo de prática discursiva que fez com que a política brasileira de controle da Aids se tornasse um exemplo a ser seguido em todo o mundo. Pena que isto ainda não tenha sensibilizado nossos gestores, que insistem em campanhas do tipo "pedagogia do horror", criminalizantes, excludentes e estigmatizantes.

Pra quem ainda não clicou, replico o link: http://www.youtube.com/watch?v=xwRqrLmM_Us

Que a ONU nos resgate, e cheque-mate!

[ ]s
Dênis
http://www.denispetuco.com.br/

junho 06, 2010

Campanha contra a transposição do rio São Francisco


boscozorom 19 de junho de 2007 — UMA CAMPANHA CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO DA UNIDADE NACIONAL. A MÚSICA É CANTADA POR CARLOS PITA: NAS AGUAS NO SÃO FRANCISCO 

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Grupos.com.brDIVULGUE E ASSINE A PETIÇÃO DA CAMPANHA OPARÁ

O Rio São Francisco é a fonte de vida mais importante do semi-árido do Nordeste brasileiro, hospedando nas suas margens povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores tradicionais que dependem dele para viver. As 7 barragens e hidrelétricas construídas ao longo do rio, junto com os grandes empreendimentos de agronegócio, já diminuíram 95% da vegetação e muitos peixes nativos e destruíram o ciclo da vazante que regulava as atividades produtivas das populações. 

O projeto de transposição do curso do rio, capitaneado pelo governo brasileiro, ameaça a vida do rio e dos povos tradicionais que desde sempre o respeitam e defendem. As águas transpostas serão privatizadas e destinadas ao agronegócio e a indústrias pesadas para beneficiar latifundiários e empresas multinacionais. Apenas 4% das águas serão destinadas à população do semi-árido.   
 

Nós, 33 povos indígenas do Nordeste impactados com o projeto de transposição das águas do Rio Opará (Rio-Mar), conhecido como rio São Francisco, queremos ver respeitados nossos direitos e garantir a plenitude de nossos territórios e de nosso Rio, Pai e Mãe da Nação Indígena. Não desistimos de lutar por sua revitalização e contra a transposição. 


Contamos com seu apoio. Assine nossa petição para o Supremo Tribunal Federal ou envie a carta por correio, para que seja respeitado o direito de sermos consultados. Para saber mais leia o relatório "Povos Indígenas do Nordeste impactados com a transposição do Rio São Francisco"


Pela democratização do acesso à água. Pela vida do rio São Francisco e de seus povos!

Articulação dos Povos e das Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo-APOINME-

 

abril 28, 2010

Abaixo-assinado pela abertura dos arquivos da ditadura


oabriodejaneiro 16 de abril de 2010Mauro Mendonça interpreta Fernando Santa Cruz na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.

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Nota do blog: Você ainda pode participar. Manifeste-se a favor da abertura dos arquivos da ditadura militar. Para firmar o abaixo-assinado, acesse http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp

abril 21, 2010

Campanha pela Memória e pela Verdade

Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)
Car@s,

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro lançou a Campanha pela Memória e pela Verdade, que solicita a abertura dos arquivos secretos dos órgãos que formavam o aparelho repressor da ditadura militar. O preenchimento do abaixo-assinado, que demanda menos de trinta segundos, requer apenas as seguintes informações: nome completo, profissão e documento de identidade. Participe da campanha e divulgue-a. Os familiares e os amigos dos desaparecidos têm o direito conhecer o passado e de enterrar seus mortos.

Abs!

Link: http://www.oab-rj.org.br/forms/assinaturas.jsp
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fevereiro 22, 2010

Chega de violência e extermínio de jovens


Vídeo de divulgação e apresentação da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens, produzido pelo Rali de Comunicação - Trilha Cidadã em São Leopoldo/RS durante o Fórum Social Mundial 2010.

CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE JOVENS!

www.juventudeemmarcha.org

fevereiro 10, 2010

Para o Temporão, com açúcar e com afeto


La dernière campagne de pub Aides contre le sida. Une animation très sympa et pour une bonne cause.

Nota do blog: A dica dessa criativa campanha publicitária veio do Ceará (Luiz Tofólli) e da Bahia (Lilian, minha irmã). Vendo-a, fiquei a pensar: quando o nosso Ministério da Saúde vai produzir uma peça como essa, ao invés da joça que é a campanha contra o crack?

dezembro 22, 2009

"Você tem medo de conversar sobre drogas?"


Trabalho de RTVC, dos alunos da Universidade Estácio de Sá - curso de Comunicação Social - Rebouças. Institucional - Grife Das Doida Mais informações sobre a instituição: www.dasdoida.com.br

***

Nota do blog: Meu caro ministro Temporão, substitua rapidamente a infeliz campanha sobre o crack veiculada na mídia nacional. Entregue a nova tarefa para os alunos da Universidade Estácio de Sá, do curso de Comunicação Social. Eles sabem tudo sobre material publicitário não estigmatizante. E tem mais. Se eles tiverem acesso ao material abaixo, que colhi no grupo de discussão em-defesa-da-reforma-psiquiátrica, o resultado será bem melhor do que o telespectador brasileiro está sendo obrigado a engolir. Num cenário em que os conservadores estão deitando e rolando na mídia brasileira, não vai faltar quem diga que a campanha atual foi a "campanha possível". Bobagem! Com um pouco de coragem, e com a força do movimento social, que recentemente pôs o bloco na rua (Marcha dos Usuários), conte conosco pra qualquer parada. A propósito, quando o Ministério da Saúde irá anunciar a Conferência Nacional de Saúde Mental, já aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde? Dê um puxão de orelhas nos seus assessores; alguém precisa fazer interlocução com o movimentos social, ora pois!

Contribuição para uma nova campanha sobre o crack

- Por uma nova campanha - Pensar em política de drogas na atual conjuntura é pensar nos efeitos contidos na linha divisória entre Saúde e Segurança Pública. Agentes de saúde não podem agir como agentes da lei. Temos ferramentas para campanhas que fogem dessa armadilha. Eis seus elementos:

- Subjetividade - A "subjetividade" a ser trabalhada deve associar a ideologia antidrogas ao medo de conversar sobre drogas. Portanto, é o despreparo que está em jogo. E isso não é novidade, está condizente com os pressupostos da atual lei sobre drogas, 11.343/06.

- Desconhecimento - Sugerir, sem tons de alarde, como os usos de drogas diversas estão inevitavelmente presentes na sociedade, para depois lançar de alguma forma uma pergunta que ainda não foi feita à "sociedade", e sobretudo aos/às trabalhadores/as da saúde: "Você tem medo de conversar sobre drogas?"

- Ao SUS o que é do SUS - Incentivar como eixo desse movimento a Atenção para a Estratégia de Saúde da Família. O CAPS-AD seria a referência num segundo plano. Vale lembrar que a alternativa de internação, via fazendas, faz parte de um eixo paralelo. Esse eixo atende uma parcela ínfima da demanda e é muito menor do que o SUS: famílias pagam mensalidades abusivas por estes serviços com dinheiro que não têm. Não esquecer que os contratos com essas clínicas são feitos com o dinheiro do SUS, pago pelos contribuintes, que estão a merecer acolhimento integral articulando Saúde Mental e Atenção Básica.

- Acolhimento e trabalho - Ressaltar que o acolhimento envolve escuta qualificada. As pessoas têm suas histórias de vida. Homogeneizar as demandas das pessoas que usam drogas é pecado capital. É preciso dizer com todas as letras que trabalhar em saúde envolve trabalhar. Esse é um ponto de honra na luta pela Saúde Coletiva, contra o corporativismo e a promoção dos serviços milagrosos (via ato médico, por exemplo).

- Nova visão sobre ilicitude e clandestinidade - Considerar a ilicitude e a clandestinidade como parte do problema, mas nunca como uma espécie de conseqüência dos usos.

- Redução de Danos – Jamais promover os saberes da Redução de Danos como um amontoado de sugestões para "usos seguros" do tipo "beba água". RD trata-se de um trabalho responsável diante do grave problema das demandas explícitas mal-acolhidas (usos problemáticos/abusivos) e as demandas invisíveis não-acolhidas (usos não-problemáticos e suas nuances). A RD não tem medo de conversar sobre drogas (o que é um ótimo dispositivo para provocar redutores/as de danos antimanicomiais também).

- Autonomia – Antes de incentivar a autonomia das pessoas que usam drogas existem etapas a serem cumpridas. É tarefa dificílima. Em primeiro lugar, não só porque a Saúde tem algo a aprender com elas, mas porque Saúde não anda sem o apoio de uma nova cultura em Saúde. Atualmente, a grande maioria das pessoas que vão parar nos serviços pedindo por desintoxicação (a demanda explícita) já chega imbuída da idéia do "objeto de cuidado", pedindo por drogas pra desintoxicar (?), drogas pra conter fissura, dentre outras "pílulas". Este “vício” deve ser combatido, pois ele ameaça trabalhadores/as da saúde a naturalizar a demanda. É claro que acolher não é concordar com todas as demandas. Muitas das vezes a demanda é uma idéia fantasiosa, nascida de política que no tem no modelo médico de mercado sua fonte de inspiração.

- Indicador da campanha - ABP. Isso mesmo, Associação Brasileira de Psiquiatria. Se eles gostarem é porque alguma coisa fizemos de errado. Nessa guerra não estamos sozinhos: temos uma lei sobre drogas que nos fornece ferramentas, temos estratégias que dão certo e milhares de pesquisas que o embasam; só temos que fazer algo organizado entre gestão e movimento social, declarar guerra oficialmente e sair para o abraço.


dezembro 20, 2009

Ministério da Saúde repete erros da campanha contra a AIDS, abusa do senso-comum, incentiva o proibicionismo e deixa irritado os redutores de danos

Um crack no senso-comum

Ministério da Saúde lança campanha contra o crack baseada na cultura do medo, se esquecendo de que a droga é um reflexo do social e do proibicionismo

Coletivo DAR

O Ministério da Saúde (MS) resolveu “se mexer” por estar vivenciando em todo o território nacional o que São Paulo presenciou na década de 1990: o surgimento e expansão do consumo do crack. Presente nas diversas camadas sociais, o crack foi levado a todo o país. Inclusive ao Rio de Janeiro, onde, apesar das tentativas do crime organizado de barrar sua entrada, o tráfico de rua o trouxe principalmente para a região central da cidade.

Esse alarde é sustentado pelo trabalho publicado em 2005 pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) que indica 0,1% da população usuária da droga, aproximadamente 200 mil brasileiros. O que antes era característica das metrópoles hoje se instaura em cidades com menos de 100 mil habitantes. Assim, há a importância em debater, além de seus efeitos, a relação do usuário com a droga e com a sociedade.

Mediante esse fato, o MS resolveu fazer a sua parte e colocar em rede nacional uma campanha alertando a população para os efeitos do crack, com frases de efeito como:

“Desculpe interromper o trânsito. Mas esse assunto não pode esperar. O crack causa dependência muito rápido.”

“Nunca experimente o crack. Ele causa dependência e mata”.

Se por um lado tenta agir na prevenção utilizando o medo e não a informação para prevenir o consumo e o abuso, por outro a campanha exclui a esperança do dependente de abandonar o consumo ou torná-lo sustentável: a impressão é de que não há solução, que o usuário está condenado a inevitavelmente morrer logo e sem acesso ao sistema de saúde. Podemos citar o trabalho realizado na UNIFESP, que sugeriu aos usuários da droga quando sentissem fissura que utilizassem maconha ao invés do crack e passado um ano do projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Dartiu Xavier da Silveira, 68% dos usuários abandonaram o crack (com muitos deles abandonando a maconha posteriormente).

A questão do crack deve ser vista com cuidado e ressalva. Não pode ser desvinculada do proibicionismo e da desigualdade social, encarada inclusive como reflexos destes. Na década de 1980, os EUA controlavam a venda dos produtos químicos necessários para o refino da coca até transformá-la em pó. Os traficantes, então, iniciaram a venda de insumos não controlados, como os derivados do refino. O crack (cloridrato de cocaína) é um dos subprodutos que possui o mesmo princípio ativo com efeitos e via de administração diferentes. Desde então, Nova Iorque se tornou um centro de sua comercialização e consumo. Antes da venda ser apropriada pelo tráfico os usuários produziam a sua própria pedra, chamada de casquinha; esse fato é importante para lembrar que muitas vezes o usuário aprecia e escolhe fazer uso, e não são todos desinformadas vítimas da droga.

Existe gente que diz que esta é a droga do momento num mundo capitalista de consumismo exacerbado: comprar e fumar muito, compulsivamente. Contudo esse movimento é semelhante ao de qualquer outra droga relativamente barata que se espalha por promover o barato intenso no usuário e por ser um subproduto também acaba sendo rentável para o tráfico. Este consumo intenso de crack dá identidade a muitas pessoas, que não encontram oportunidades na sociedade – ao se falar de oportunidades, muitas pessoas vêem como a melhor que elas é de sentir-se parte da “comunidade” de usuários da cracolândia, por exemplo.

Uma impressão errónea, abarcada pelo senso comum, é que os usuários de crack são apenas aqueles de classes menos favorecidas, fazendo-nos acreditar que o uso dessa droga não penetra em todas as classes. O que ocorre na verdade é que por muitas vezes os dependentes de classe média/alta preferem o atendimento particular ao público, então sobra aos mais vulneráveis a visibilidade, até porque seu consumo é gravado pelas infindáveis câmeras do centro da cidade, e exatamente por ser carente de amparo, assistência(prevenção, educação e saúde) e a baixa de recursos, é que essa população encontra todos os fatores que permitem que esse uso aconteça da pior maneira possível, levando muitas vezes o usuário a recorrer a outros meios para adquirir a sua necessidade. O crack suprime a necessidade de todos os reforços positivos naturais que são tantas vezes extirpados dessa camada social, e é nesse caso, na carência de todos esses parâmetros: da informação ao lazer da alimentação ao saneamento básico, que geralmente o crack se torna devastador; porém, pensando em uma sociedade não-proibicionista, não devemos excluir a possibilidade da existência dessa droga e de uma possível regulamentação dela.

Como em qualquer debate sobre drogas e seus desdobramentos no campo social, é indissociável, na discussão sobre o crack, a reflexão sobre as oportunidades de trabalho, de formação, de educação e ensino, de escolha política entre tantas outras. Ponto importante é discutir a sociedade como um todo. Vivemos um modelo social excludente e consumista. Excludente na medida em que somos (sociedade) permeado por um sentimento de que é imperioso se inserir em grupos sociais, o “ser aceito” ou “fazer parte”. Se as oportunidades de participação e identificação social, em determinada comunidade, estão restritos à marginalidade, é compreensível que os jovens frutos deste grupo social tenham um caminho marginal a seguir. Consumista quando impõem padrões de existência focados no consumo puro e inconsequente. O foco atual é TER, não SER, independente dos meios. Acumular é ter poder,independente de sua cultura ou moral, cria-se um atrativo engodo, que empurra pra qualquer forma possível de acesso o acúmulo de recursos/poder com o horizonte no consumo. São necessárias políticas públicas de inclusão social que criem oportunidades não-marginais, como as oferecidas pelo poder do tráfico, imposto por essa política proibicionista.Essas sim, podem ser consideradas portas importantes de entrada para as drogas e precisam ser repensadas, é preciso pautar uma mudança profunda na estrutura social e nos padrões de consumo e produção.

Apenas para reflexão terminamos expondo um grave problema de saúde pública, este sim podendo ser considerado uma epidemia, que é o uso do álcool. No mesmo estudo explorado pelo MS o CEBRID/2005 publicou que o uso na vida de álcool é de 74,6% da população sendo que 12,3% se tornam dependentes e quando estratificado apenas para o sexo masculino o número de dependentes eleva-se a 19,5%.Ou seja, em números absolutos quase um quinto da população é diagnosticada no serviço de saúde como dependente ao álcool. Dados alarmantes que não pressionam o MS a proibir, por exemplo, propagandas de cerveja em rede nacional. Talvez pelo lobby das grandes cervejarias globais. Ao invés disso acaba estigmatizando o usuário de uma outra droga que como o álcool requeria uma maior atenção do orgão.

Isso tudo serve para excluir a visão simplista que elege o crack como bode expiatório às mazelas que afetam toda a sociedade brasileira, e a intensão do governo é que a sociedade olhe esse usuário com um problema apenas, o crack, e não os problemas e carencias desse indivíduo, muitos desses responsabilidade do próprio governo, que através do proibicionismo fecha os olhos a um assunto que não é excêntrico mas faz parte de toda essa rede de consumo e proibição/permissividade que fomenta a criminalização da pobreza e o descaso a essa classe que continua sendo majoritária no país.

Fonte: DAR - Desentorpecendo a razão
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