PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
outubro 02, 2010
Seminário - Saúde Mental: marcos conceituais e campos de prática
Este seminário, promovido por professores e estudantes de diversas instituições formadoras reunidas no Fórum de Formação em Saúde Mental de Minas Gerais, pretende discutir os marcos conceituais e campos de prática da formação em Saúde Mental. É necessário adequar o ensino às demandas das redes de cuidado que visam superar o hospital psiquiátrico, afirmando a cidadania do portador de sofrimento mental.
Importantes iniciativas buscam contemplar estes aspectos - e um dos objetivos do seminário consiste em oferecer-lhes divulgação e realce. Contudo, esse novo enfoque, presente sobretudo no âmbito da extensão e em raras disciplinas da graduação, atinge apenas a minoria dos alunos hoje formados pela universidade.
Sem perder de vista, portanto, a reflexão sobre a estrutura de formação e ensino da nossa sociedade, há que examinar as questões da formação e do ensino na Saúde Mental, problematizando e recompondo os marcos conceituais e os campos de prática que a constituem.
Inscrições abertas: www.espacosaudemg.blogspot.com
Data: 4 (noite), 5 (noite) e 6 (manhã e tarde) de Novembro, 2010.
Local: Universidade FUMEC. Rua Cobre, 200. BH-MG.
Veja a programação completa em www.espacosaudemg.blogspot.com
Fique atento pois as vagas são limitadas!!
Fonte: Espaço Saúde
junho 08, 2010
Via Campesina ocupa INCRA
Via Campesina ocupa o INCRA
Na manhã de hoje 07 de junho de2010, 300 pessoas ligadas à Via Campesina, ocuparam a sede da Superintendência do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Belo Horizonte(MG). Os manifestantes cobram do órgão agilidade da Reforma Agrária, em especial para as famílias já acampadas.
O MST exige o assentamento para as famílias acampadas e assistência técnica para as famílias já assentadas. O Movimento dos Pequenos Agricultores(MPA) cobra que o INCRA agilize assentamento para os camponeses sem terra ou com pouca terra. Já o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reivindica, sobretudo, a vistoria de terras para reassentamento de famílias atingidas por barragens do Leste e da Zona da Mata Mineira. “O INCRA cadastrou as famílias e desapareceu da região”, reclamam as lideranças.
Dezenas de famílias atingidas pela barragem de Fumaça, acampadas no Acampamento Dom Luciano desde o dia 14 de março, participam da mobilização. “A barragem foi construída pela Novelis, uma empresa transnacional que usa a hidrelétrica para abastecer sua indústria de alumínio na cidade de Ouro Preto, e deixou as famílias abandonadas, sem terra e sem os meios de subsistência”, disse Claret Fernandes.
Dentre as várias categorias atingidas, os diaristas foram os mais prejudicados. Dos mais de 400 diaristas atingidos, alguns não foram reconhecidos e muitos receberam uma indenização de apenas 238 reais. Em julho do ano passado o Governo Lula reconheceu publicamente a dívida do Estado Brasileiro com as populações atingidas por barragens e prometeu o pagamento dessa dívida antes do final do seu Governo, determinando ao INCRA o levantamento dessa dívida através do cadastramento das famílias atingidas.
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Entre os pontos da pauta dereivindicação dos atingidos por barragens está a vistoria das terras para reassentamento das famílias já cadastradas, plano de reassentamento e aquisição das terras, término do cadastramento das famílias pelo INCRA e meios de subsistência às famílias acampadas.
Os manifestantes permanecerão acampados no INCRA em Belo Horizonte até terem suas pautas atendidas e o Instituto apontar medidas concretas para a negociação com os movimentos organizados.
CONTATOS:
ALEX-SANDRA(31)86041415
CRISTIANO(34)99246457
maio 22, 2010
maio 18, 2010
18 de Maio - Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Hoje, em Belo Horizonte, tem desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda Que Tan Tan.
Através dos companheir@s do Fórum Mineiro de Saúde Mental (filiado à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) saúdo todos os militantes da luta por uma sociedade sem manicômios que celebram o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
Em Manaus, foi durante as celebrações do ano de 2003 que a Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) entregou ao presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas um Projeto de Lei de Saúde Mental.
Foram necessários quatro anos de luta para que o governador Eduardo Braga sancionasse a Lei de Saúde Mental no dia 10 de Outubro de 2007.
Registre-se a vergonhosa omissão da diretoria das entidades de classe da época e dos reformistas de araque de sempre durante esse processo. Na IV Conferência Estadual de Saúde Mental estes últimos chegaram a votar uma moção de repúdio à Lei. Era só o que faltava!
Temos uma legislação moderna que pertence à sociedade amazonense. Fazer com que ela seja cumprida é dever de todos!
Pelo cumprimento da legislação de saúde mental dos amazonenses é o que desejamos nesse dia de luta.
Pelo fim do hospício local.
Pela implantação da rede diária de atenção à saúde mental.
Vida longa à Associação Chico Inácio, que não abre mão de andar em boas companhias.
Viva o 18 de Maio!
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maio 14, 2010
Ocupação Dandara: a luta continua
leosm51 — 20 de julho de 2009 — Ocupação Dandara rompe o bloqueio da polícia. Vídeo/documentário feito no dia 12/07/2009 por Frei Gilvander Moreira, Pároco da Igreja do Carmo de Belo Horizonte e Assessor da Comissão Pastoral da Terra, mostrando o Acampamento Dandara e a mobilização de seus integrantes para tomar posse deste grande latifúndio urbano.
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Notícia do Jornal Estado de Minas, do dia 13/05/2010: TRÂNSITO CONFUSO E AUDIÊNCIA ADIADA.
O movimento dos sem-teto (das Brigadas Populares) em Belo Horizonte promete continuar as manifestações e parar o trânsito na cidade enquanto suas lideranças não forem recebidas pelo gabinete do governo do estado. Ontem à tarde (12/05/2010), o tráfego nas principais ruas e avenidas do Centro de BH foi interrompido, no segundo dia consecutivo, causando retenção e deixando motoristas irritados. Por volta das 14h, cerca de 500 pessoas, fecharam as avenidas Afonso Pena e Amazonas, nos dois sentidos, e deram um abraço simbólico no Pirulito da Praça Sete. O julgamento da ação que vai definir o destino de uma das ocupações irregulares na cidade – a da Comunidade Dandara, no Céu Azul, formada por cerca de 880 famílias que tomaram um terreno de 315 mil metros quadrados na Região da Nova Pampulha – ocorreria ontem (12/05), mas foi adiado. A reunião foi remarcada para dia 26.
Os manifestantes ocuparam duas faixas da Afonso Pena e seguiram até o Palácio de Justiça, cuja escadaria estava isolada com cordas e tomada pelos policiais do Batalhão de Choque. No palácio, eles encontraram os servidores da Justiça, que também estavam em mobilização. Os dois grupos subiram a Rua Guajajaras e chegaram à Rua Goiás. O Sindicato dos Servidores da Justiça da 1ª Instância do Estado de Minas Gerais (Serjusmig) parou na porta do Tribunal de Justiça (TJMG) e os sem-teto (das três ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy - quase 1.200 famílias)voltaram para a Praça Sete.
A audiência no TJMG estava marcada para ontem, mas não foi realizada porque o desembargador Alexandre Vítor de Carvalho (adiou o seu parecer, após pedir vistas nos autos do processo. Ele sabe que terreno não cumpre a função social há décadas. Sabe que a Constituição não defende o direito absoluto à propriedade, mas direito à propriedade está condicionado ao cumprimento da função social). Na sessão do dia 14 de abril, quando o caso estava em pauta, o Des. Alexandre Víctor de Carvalho pediu vistas ao processo e 10 desembargadores decidiram aguardar seu voto para se manifestar. Mas outros 12 magistrados acompanharam o relator Nepomuceno Silva, favorável à restituição do terreno aos proprietários, configurando maioria dos votos. O próximo encontro da corte está marcado para o dia 26.
Desde anteontem à noite (11/05/2010), famílias do Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy - quase 1.200 famílias (outros grupos de sem-tetos que ocuparam áreas no Barreiro), estão na Praça Sete, no quarteirão da Rua Rio de Janeiro, entre a Avenida Afonso Pena e Rua dos Tamóios, onde passam dia e noite. Eles chegaram ao local depois de desocuparem (por pressão da tropa de choque) o saguão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), na Rua Bernardo Guimarães, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul, na terça-feira.
O processo da ocupação Dandara se arrasta há mais de um ano, quando a área foi invadida. Em abril de 2009, o juiz substituto da 20ª Vara Cível concedeu liminar de reintegração de posse à construtora. Depois, um desembargador de plantão suspendeu a restituição. Mês passado, desembargadores revogaram a decisão do colega plantonista e mantiveram a do juiz.
O movimento dos sem-teto em Belo Horizonte promete continuar as manifestações e parar o trânsito na cidade enquanto suas lideranças não forem recebidas pelo gabinete do governo do estado. Ontem à tarde, o tráfego nas principais ruas e avenidas do Centro de BH foi interrompido, no segundo dia consecutivo, causando retenção e deixando motoristas irritados. Por volta das 14h, cerca de 500 pessoas, fecharam as avenidas Afonso Pena e Amazonas, nos dois sentidos, e deram um abraço simbólico no Pirulito da Praça Sete. O julgamento da ação que vai definir o destino de uma das ocupações irregulares na cidade – a da Comunidade Dandara, formada por cerca de 880 famílias que tomaram um terreno de 315 mil metros quadrados na Região da Pampulha – ocorreria ontem, mas foi adiado. A reunião foi remarcada para dia 26.
Um abraço terno. Gilvander Moreira, frei Carmelita.
e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.br
www.twitter.com/gilvanderluis
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maio 13, 2010
A desconstrução do manicômio
maio 09, 2010
Marcha pela Paz contra os Despejos
leosm51 — 20 de julho de 2009 — Ocupação Dandara rompe o bloqueio da polícia. Vídeo/documentário feito no dia 12/07/2009 por Frei Gilvander Moreira, Pároco da Igreja do Carmo de Belo Horizonte e Assessor da Comissão Pastoral da Terra, mostrando o Acampamento Dandara e a mobilização de seus integrantes para tomar posse deste grande latifúndio urbano.
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Marcha pela Paz contra os Despejos
No dia 10 de maio, próxima segunda feira, às 14 horas, saíremos em marcha da Comunidade Dandara em direção ao Centro de BeloHorizonte para pressionar o Poder Público a negociar com as Comunidades e Ocupações ameaçadas de despejo na capital. Serão mais de 20 Km de caminhada pela construção do diálogo em busca de uma saída digna.
A Comunidade Dandara(887 famílias) está prestes a testemunhar a derrubada pela Corte Superior do Tribunal de Justiça da liminar que lhe assegura a posse no imóvel. A Comunidade Camilo Torres (140 famílias) possui mandado de reintegração de posse desde o início de 2009, tanto a parte pública como a parte privada do terreno. O Novo Lajedo (aproximadamente 1000 famílias), comunidade vizinha da monstruosa operação urbana que a Prefeitura pretende implantar na Mata do Isidoro, passando pelo Quilombo Mangueiras, foi surpreendido recente
São milhares e milhares de pessoas que, tendo suas casas demolidas pela truculê
Diante da posição da Prefeitura de Belo Horizonte em não dialogar com as organizaçõ
Há mais de 20 anos, o Governo do Estado não constroi nenhuma unidade habitacional em BH. Por outro lado, o Programa Lares Gerais da COHAB-MG, que possui empreendimentos apen
Portudo isso, sairemos em marcha para ocupar as ruas da cidade e soltar um gritode paz contra as remoções forçadas. Somos sujeitos de direitos assegurados
Assim,convidamos apoiadores e apoiadoras, entidades e movimentos solidários àcausa dos/as trabalhadores
- BRIGADAS POPULARES -
- FÓRUM DE MORADIA DO BARREIRO -
Mais informações: 9241-9092 / 8815-4120 / 9708-3048
Marcha pela Paz contra os Despejos
* Saída:dia 10/05, 14h - Comunidade Dandara (Rua Petrópolis, nº 315, Bairro Ceu Azul, Nova Pampulha - próximo à Escola Est. Dep. Manoel Costa; ônibus 3302D -2213 - 2215A - 608)
* Chegada: dia 11/05, 11h - Praça Raul Soares (Centro)
OBS:Quem puder contribuir, vamos precisar de carros e caminhonetes para tra
março 14, 2010
Versão sensacionalista da mídia mineira esconde as causas da fatalidade que vitimou duas crianças
As contradições em nossa sociedade são várias. Uma delas é que existem inúmeros imóveis, terrenos desocupados; enquanto milhares de família não possuem moradia. Um desses terrenos, 40 hectares abandonados no bairro Céu Azul (BH-MG), está sendo ocupado por quase 1000 famílias sem teto. O vídeo mostra o porquê da ocupação Dandara, realizada no último dia 09 de abril (2009), organizada pelas Brigadas Populares, MST e Fórum de Moradia do Barreiro.
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Nota do blog: Duas crianças morrem numa ocupação em Belo Horizonte e a mídia mineira procura um culpado. Guardadas as devidas proporções, essa tragédia lembra uma outra. Há mais de quarenta anos uma ilha do Caribe sofre o mais vergonhoso embargo econômico da história da humanidade. A culpa dessa ultrajante medida liderada pelos EUA vem sendo atribuída ao governo comunista, que não quer acordo com a "democracia" norte-americana.
NOTA À SOCIEDADE
Beatriz e Estefany, duas crianças da Ocupação Dandara, mártires da injustiça social
Na madrugada deste domingo (14/03/10), duas crianças, Beatriz (8 anos) e Esthefany (6 anos), morreram carbonizadas pela queima de um barraco de madeira na Ocupação Dandara, bairro Céu Azul, Região Nova Pampulha, Belo Horizonte/MG. Conforme laudo pericial prévio do Corpo de Bombeiros, o incêndio foi acidental.
Antes de tudo, é preciso manifestar a imensa tristeza que acometeu toda a comunidade pelo ocorrido. Nesse sentido, aproveitamos para solidarizar-nos com o sofrimento dos familiares e amigos. Sofrimento esse aumentado pela forma como tem sido divulgada a notícia pelos grandes meios de comunicação de Minas Gerais. A imprensa mineira, de maneira irresponsável e repugnante, tem publicado notícias com o intuito de condenar Vera Lúcia, a mãe das crianças, e sustentando que a mesma estava bebendo no bar enquanto as crianças estavam sozinhas em casa.
Diante disso, damos conhecimento à população dos detalhes do ocorrido. Ontem, por volta das 23:00 horas, Vera Lúcia estava em sua casa com Beatriz e Esthefany, quando uma terceira criança, filho do seu cunhado que mora no lote vizinho ao seu, começou a chorar sentido a falta do pai, Alexandre. Vera, então, após ter deixado Beatriz e Esthefany dormindo no barracão, acompanhou o filho de Alexandre até um bar que fica próximo para encontrá-lo. Vera, assim que chegou ao bar para falar com seu cunhado Alexandre, avistou o incêndio na Dandara e retornou às pressas à comunidade. Quando Vera chegou ao local, não havia mais nada a ser feito. Vem-nos à mente e ao coração o lamento triste das irmãs de Lázaro: Senhor, se tivesses chegado antes, nosso irmão não teria morrido.
A partir do exposto, pergunta-se: Vera agiu com negligência ao deixar as crianças dormindo sozinhas? Sim. Agora, cabe a reflexão: Vera, uma mãe que, como tantas outras mães e pais que, cotidianamente, agem com displicência, tendo infelizmente acarretado um grave acidente que lhe custou a vida de duas lindas filhas, merece ser criminalizada pelos veículos de comunicação e pela Justiça Penal com tem acontecido? E pior, Vera tem sido criminalizada com a distorção da realidade, inclusive relacionando sua conduta ao uso de bebida alcoólica (o que não ocorreu), e com a omissão de informações imprescindíveis à compreensão dos fatos.
Lamentamos profundamente a postura dos canais de comunicação do Estado de Minas Gerais que lançam mão do sensacionalismo em prejuízo da verdade e, pior, em prejuízo da vida moral e social da companheira Vera Lúcia. Tais veículos não divulgam, por exemplo, que Vera Lúcia e seu marido, como muitas outras famílias de Dandara, ainda não haviam construído sua casa de alvenaria temendo a ação ilegal da Polícia Militar de Minas Gerais que, arbitrariamente, impede a entrada de material de construção na comunidade que detem a posse legítima da área. Não fosse essa ação ilegal da PM/MG, amplamente denunciada pela Comissão Jurídica de apóio à Dandara nos órgãos e instituições competentes, essa fatalidade provavelmente não teria ocorrido. A ação/omissão do Estado torna verdadeiro martírio e agrava o doloroso compasso de espera de quase 900 famílias pobres de Dandara.
O prolongamento da situação de insegurança da posse, as arbitrariedades da Polícia, a intransigência da Prefeitura em negociar, enfim, as injustiças que pesam sobre as famílias de Dandara são as verdadeiras responsáveis pela fatalidade que transformou essas duas crianças em mártires. É preciso compreender todo o conflito social que envolve a ocupação Dandara antes de emitir juízos precipitados sobre fatos como esse.
Assim, solicitamos encarecidamente aos jornais e emissoras de rádio e televisão que ainda guardam algum compromisso com a verdade que corrijam as informações divulgadas ainda neste domingo, de modo a diminuir a forte dor que ora recai sobre a família das vítimas e demonstrando quem são os verdadeiros responsáveis pelo ocorrido. Tal postura, ainda, evitaria futuras ações judiciais com objetivo de assegurar direito de resposta e indenização por danos morais.
No mais, reafirmamos nossa profunda solidariedade com a família, especialmente com Vera Lúcia, mãe de Beatriz e Esthefany. Nesse sentido, advogados do Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade e da Frente Antiprisional das Brigadas Populares estão empenhados na pronta soltura de Vera que até o momento se encontra encarcerada no Ceresp Centro-Sul.
Não nos cumpre ocultar os erros de Vera com esta Nota, entretanto toda mulher é maior que seus erros e a vida deve estar acima de todas as coisas. Em cada um de nós, fica do triste evento o grande desafio para que nos empenhemos cada vez mais na busca de uma solução justa para Dandara e suas famílias.Hoje, a terra de Dandara foi banhada pelo sangue de duas crianças, que esse sangue possa frutificar na construção do dialogo e no fim da injustiça social que ainda assola essa comunidade.
Beatriz e Esthefany, Dandara jamais esquecerá de vocês!
fevereiro 24, 2010
fevereiro 13, 2010
BH: Por um carnaval popular - Escola de Samba Cidade Jardim
Nota do blog: Quem ficar em BH tem uma bela opção: participar da Escola de Samba Cidade Jardim. Os ensaios estão rolando neste final de semana (sexta, sábado e domingo), a partir das 20 horas a Rua dos Gentios 1415 - Conjunto Santa Maria. Pegue qualquer ônibus que suba pela Raja Gabaglia e desça próximo ao número 1710. A dica é da professora Maria Dirlene Trindade Marques. Veja o convite abaixo.
Prezados/as Companheiros/as,
Depois de muita luta junto a Belotur, a Escola de Samba Cidade Jardim conseguiu realizar sua inscrição e participará do Grupo do Carnaval em Belo Horizonte.
Não foi fácil, mas nada é fácil para aqueles que ousam pensar e agir diferente, que desejam regastar um outro carnaval, que não seja construído sobre a lógica empresarial.
A Escola de Samba Cidade Jardim, quer fazer um carnaval diferente, no qual a comunidade e a militância social se encontre para construir uma perspectiva diferente de manifestação cultural. Lutamos por carnaval popular, que ultrapasse o momento do desfile e que ressoe nos corações e mentes de todos/as que desejam uma cidade onde o povo tenha acesso aos espaços públicos, e possam se manifestar abertamente.
PARTICIPEM CONOSCO DO NOSSO OUTRO CARNAVAL, UM CARNAVAL POPULAR!
Leiam e divulguem o informativo em anexo com as atualizações das datas de ensaios e desfiles. Repassem para seus contatos e venha sambar conosco.
Calorosamente,
Comissão de Apoio da Escola de Samba Cidade Jardim!
dezembro 26, 2009
Cidadão Boilesen
Através da surpreendente vida de Henning Boilesen, o documentário revela a ligação política e econômica entre empresários e militares no combate à luta armada durante o regime militar brasileiro.
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Nota do blog: A informação foi dada por Silvia Maria (beijo no seu coração). O evento já rolou. Fica a dica. Antes tarde do que nunca.
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Prezados/as,
Estamos organizando uma Sessão de cinema comentado com o filme, Cidadão Boilesen.
Data: 23 de dezembro
Horário: 13h
Local: Cine Unibanco Aimorés.
Comentadores: Heloísa Bizoca e Virgílio de Mattos.
Contatos: pedrootoni@gmail.com ou 98448820
CONFIRMAÇÃO: NECESSITAMOS DE CONFIRMAÇÃO DOS PARTICIPANTES, ATÉ HOJE PARA PODERMOS VIABILIZAR A SESSÃO, TEMOS DE TER 60 PESSOAS PARA GARANTIR O ESPAÇO. POR GENTILEZA ENVIEM RESPOSTA.
Lista de Pessoas confirmadas.
1- Flávio Badaró
2- Bruno
3- Igor
4-Pedro
5- Virgílio
6- Laura
7-Elaine
8- Ademilde
9-Gilberto
10- Joelma
11- Dayse
12- Deivison
13- Joviano
14- Jarbas
15- Ana Carolina
16-Lacerda
17- Sarah
18- Ocupação Dandara - 10 pessoas.
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Cidadão Boilesen', documentário premiado em festivais
Filme é resultado de 15 anos de pesquisa sobre o papel do dinamarquês Henning Boilesen na ditadura brasileira
SÃO PAULO - Há 18 anos - em 1991 -, Chaim Litewski ingressou na ONU, o que o faz hoje viver em Nova York. No início da semana, ele voltou ao Brasil - e a São Paulo - para participar de um debate sobre seu documentário Cidadão Boilesen, que estreia nesta sexta, 27, nos cinemas. Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.
A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.
Um dos entrevistados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, faz uma bela análise sociológica do episódio. Guerrilheiros fazem acusações a Boilesen, mas seus familiares - o filho, em particular - contestam que fosse o monstro sugerido em Cidadão Boilesen. Entretanto, os indícios são muitos e confirmados por outros notórios personagens ligados à Oban, incluindo o célebre Coronel Erasmo Dias. No debate de segunda-feira, Litewski lembrou que foi em 1968 que ouviu pela primeira vez, na televisão, o nome de Boilesen ligado a grupos militares. Após a morte do empresário, ele nunca deixou de pensar no assunto, mas só começou a encarar a possibilidade de realização de um filme a partir do depoimento que colheu do ex-guerrilheiro Carlos Eugênio da Paz. "Só aí foi que eu realmente me conscientizei de que tinha material para uma obra consistente."
Mesmo assim, foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.
Formado em comunicação, propaganda e cinema, Chaim Litewski especializou-se em filmar, documentar e discutir conflitos. Ele admite que tem uma relação de fascinação e ódio pela violência. Este documentário, feito ao longo de tanto tempo, o levou até a Dinamarca, em busca das origens de Henning Boilesen. Lá ele ouviu um depoimento muito interessante, que está no filme - o empresário, que teve uma origem humilde, tinha um lado sombrio muito forte na sua personalidade. Criança, teve um prazer tão grande em observar a punição de colegas da escola que o caso foi suficientemente inusitado para merecer a observação de um dos professores, acrescentada à ficha escolar. Na Dinamarca, a própria cultura local talvez lhe impusesse manter essas tendências perversas reprimidas. No Brasil da ditadura civil/militar, em contato com figuras como o sinistro delegado Sérgio Paranhos Fleury, essas tendências não apenas afloraram como foram liberadas.
Litewski conta que, durante muito tempo, somente conseguiu tocar o projeto de Cidadão Boilesen nas horas vagas. Ele trabalhava regularmente, nas suas funções habituais, e às 17 horas, 18 horas ficava liberado para se debruçar sobre os penosos acontecimentos que o documentário registra (e analisa). A verba sempre foi curta - ele só conseguiu finalizar Cidadão Boilesen após a premiação no É Tudo Verdade. Na Dinamarca, quase conseguiu uma parceria, mas os dinamarqueses impunham certas condições e elas se referiam principalmente ao tom do filme, ao enfoque da direção. Queriam o filme compassivo, indignado, com ênfase nas cordas do cello - pegando carona na metáfora musical, já que o ex-guerrilheiro Carlos Eugênio é hoje músico. Litewski queria incorporar música brejeira, fazer sátira, num estilo mais brechtiano.
É o que faz a diferença em Cidadão Boilesen, e o diretor sabe disso. Litewski e o produtor Pedro Asbeg sabem que estão contribuindo para que uma parte triste da história do Brasil seja resgatada e debatida. O que mostram não é agradável, mas necessário. Na pesquisa, foram reunidos muito mais documentos e depoimentos. Todo esse material precisa agora ser divulgado no site do filme ou em DVD, quando sair.
Cidadão Boilesen (Brasil/ 2009, 92 min.) - Documentário. Direção de Chaim Litewski. 12 anos. Cotação: Ótimo
novembro 22, 2009
Senhoras e senhoras, Babilak Bah!
novembro 16, 2009
Luta antimanicomial e cultura: 10 trabalhos de Belo Horizonte premiados
Com muito orgulho e satisfação informamos mais uma grande conquista da cidade de Belo Horizonte no campo da luta antimanicomial e sua interface com a cultura.
O Ministério da Cultura e a Fiocruz acabam de agraciar 10 iniciativas belorizontinas, entre organziações, entidades e associações sem fins lucrativos, instituições públicas, grupos e indivíduos autonômos, com o PRÊMIO "LOUCOS PELA DIVERSIDADE", que teve como objetivo premiar iniciativas culturais inovadoras, com foco a fortalecer e dar visibilidade ao trabalho que vem sendo realizado por pessoas, grupos, organizações ou instituições envolvidas com aqueles que têm algum sofrimento psíquico.
Dos 396 trabalhos inscritos de todo o Brasil, foram premiados 55, dos quais 10 são de Belo Horizonte, ou seja, aproximadamente 20% da premiação de um único município. São eles:
- Projeto Arte da Saúde
- Ateliê de Cidadania (categoria instituição pública)
- Associação Imagem Comunitária
- Rede Parabolinóica de Arte e Loucura (categoria ONG)
- Devotos de São Doidão (categoria grupo autonômo)
- Núcleo de Criação Sapos e Afogados (categoria grupo autônomo)
- Trem Tan Tan (categoria grupo autônomo)
- Airton Meirelles
- Apresentação com música (categoria pessoa física)
- Angelo Luz de Souza
- Composição e apresentação (categoria pessoa física)
- Frederico Eymard
- O verbo imaginário (categoria pessoa física)
- Ivo Ferreira de Lima
- Arte com cerâmica (categoria pessoa física)
- Ronaldo José de Paiva
- Anjos de aço se alimentam de mel ( categoria pessoa física)
Parabéns em especial aos premiados, e a todos, cidadãos belorizontinos, artífices dessa experiência singular, corajosa e tão lindamente construída: a do convívio da loucura entre nós.
Abraço, Miriam Abou-Yd
novembro 13, 2009
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
(Em cumprimento da Lei Federal nº 8069/1990, artigo 208, § 2º e da Lei Estadual nº 15.432/05)
Neste instante, recebemos a informação de que os menores PATRICK MARCUS MARTINS RODRIGUES , 14 ANOS; MARIANA VICENTINA DOS SANTOS, 14 ANOS, GABRIELA ELIZANGELA FERREIRA ROLIM, 16 ANOS, BIANCA FARIAS DOS SANTOS, 15 ANOS e AMANDA RODRIGUES NASCIMENTO, 14 ANOS encontram-se desaparecidos. Solicitamos à Vossa Senhoria que confronte fotos e dados dos menores com seus registros e arquivos e divulgue também, imediatamente, nessa Instituição assim como para todos os órgãos e entidades que integram sua rede de comunicação. (Vide anexo Cartazetes para divulgação). Ainda, solicitamos que os cartazetes sejam impressos e afixados em lugares visíveis ao público.
O objetivo desta Delegacia de Polícia é a localização e o retorno destes adolescentes aos seus familiares, no menor espaço de tempo possível.
Certos da atenção de Vossa Senhoria, agradecemos e aguardamos informações pelos telefones (031) 3429-6090 / 6009 e 0800 2828 197.
Atenciosamente,
Delegacia de Localização de Crianças e Adolescentes
Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida
Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
(Em cumprimento da Lei Federal nº 8069/1990, artigo 208, § 2º e da Lei Estadual nº 15.432/05)
Neste instante, recebemos a informação de que os menores PATRICK MARCUS MARTINS RODRIGUES , 14 ANOS; MARIANA VICENTINA DOS SANTOS, 14 ANOS, GABRIELA ELIZANGELA FERREIRA ROLIM, 16 ANOS, BIANCA FARIAS DOS SANTOS, 15 ANOS e AMANDA RODRIGUES NASCIMENTO, 14 ANOS encontram-se desaparecidos. Solicitamos à Vossa Senhoria que confronte fotos e dados dos menores com seus registros e arquivos e divulgue também, imediatamente, nessa Instituição assim como para todos os órgãos e entidades que integram sua rede de comunicação. (Vide anexo Cartazetes para divulgação). Ainda, solicitamos que os cartazetes sejam impressos e afixados em lugares visíveis ao público.
O objetivo desta Delegacia de Polícia é a localização e o retorno destes adolescentes aos seus familiares, no menor espaço de tempo possível.
Certos da atenção de Vossa Senhoria, agradecemos e aguardamos informações pelos telefones (031) 3429-6090 / 6009 e 0800 2828 197.
Atenciosamente,
Delegacia de Localização de Crianças e Adolescentes
Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida
Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
Comunicado de desaparecimento de Crianças/Adolescentes
(Em cumprimento da Lei Federal nº 8069/1990, artigo 208, § 2º e da Lei Estadual nº 15.432/05)
Neste instante, recebemos a informação de que os menores PATRICK MARCUS MARTINS RODRIGUES , 14 ANOS; MARIANA VICENTINA DOS SANTOS, 14 ANOS, GABRIELA ELIZANGELA FERREIRA ROLIM, 16 ANOS, BIANCA FARIAS DOS SANTOS, 15 ANOS e AMANDA RODRIGUES NASCIMENTO, 14 ANOS encontram-se desaparecidos. Solicitamos à Vossa Senhoria que confronte fotos e dados dos menores com seus registros e arquivos e divulgue também, imediatamente, nessa Instituição assim como para todos os órgãos e entidades que integram sua rede de comunicação. (Vide anexo Cartazetes para divulgação). Ainda, solicitamos que os cartazetes sejam impressos e afixados em lugares visíveis ao público.
O objetivo desta Delegacia de Polícia é a localização e o retorno destes adolescentes aos seus familiares, no menor espaço de tempo possível.
Certos da atenção de Vossa Senhoria, agradecemos e aguardamos informações pelos telefones (031) 3429-6090 / 6009 e 0800 2828 197.
Atenciosamente,
Delegacia de Localização de Crianças e Adolescentes
Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida
Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa

















