outubro 29, 2009

Hospital psiquiátrico em Recife será descredenciado

Hospital Alberto Maia
Foto: Reprodução / TV Globo - Recife-Pernambuco-Brasil

Convênio vai descredenciar Hospital Alberto Maia do SUS

O Hospital é particular e recebe do SUS uma diária de quase R$ 29 por paciente; mesmo assim, a Prefeitura de Camaragibe e a Secretaria Estadual de Saúde forneciam medicamentos e almoço

Da Redação do pe360graus.com

Vídeo Convênio vai descredenciar Hospital Alberto Maia do SUS
Texto Pacientes vivem em situação precária no maior manicômio de Pernambuco
Texto Secretaria e Ministério da Saúde vão intervir no maior manicômio do Estado

Promessa de uma vida melhor para os quase 600 pacientes do maior manicômio de Pernambuco. Há um mês, o NETV mostrou que faltavam remédios, comida e um atendimento médico de qualidade.

Nesta terça-feira (27), foi anunciado um convênio para mudar a situação de abandono do Hospital Alberto Maia (foto 1), em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife.

As mudanças foram decididas porque o atendimento no Hospital Alberto Maia, não melhorou. No dia 29 do mês passado, o NETV mostrou que a situação no maior manicômio do Estado era precária. Pacientes desnutridos e com doenças na pele. Na dispensa, havia alimentos estragados e faltavam enfermeiros e atividades terapêuticas na unidade.

O Hospital é particular, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), que paga uma diária de quase R$ 29 por paciente. Mesmo assim, a Prefeitura de Camaragibe e a Secretaria Estadual de Saúde forneciam medicamentos e o almoço para não piorar a saúde dos pacientes.

Dentro de três semanas vai ser assinado um convênio para começar a resolver esses problemas. “É um convênio entre o Ministério da Saúde e a Secretária de Saúde do estado e do município. O convênio consiste em colaboração técnica para retirar aos poucos os pacientes do local”, explica a coordenadora de Saúde Mental de Pernambuco, Marcela Lucena (foto 2).

A meta é descredenciar o Hospital Alberto Maia do SUS. Para isso, os pacientes vão ser retirados aos poucos do local. Das 570 pessoas internadas, 50, que estão em estado mais grave, serão encaminhadas para outro hospital psiquiátrico ainda não definido. Os demais pacientes serão levados para residências terapêuticas, nas cidades onde moravam antes de irem para o Alberto Maia.

Residências terapêuticas são casas com no máximo oito pessoas, que ajudam nas tarefas domésticas e aos poucos vão retomando suas vidas. Os moradores são acompanhados 24 horas por dia por um cuidador, que é responsável também pelos remédios.

O processo de mudança vai ser coordenado pela Secretaria de Saúde de Camaragibe. “Vamos oferecer alimentação, medicação e ficaremos responsável pela equipe clínica”, comenta a secretária de Saúde do município Ricarda Samara (foto 3).

Em Pernambuco, existem sete Residências terapêuticas no Recife, quatro em Camaragibe e uma no Cabo de Santo Agostinho.

Fonte: pe360graus.globo.com

Nota do blog: O exemplo de Recife bem poderia inspirar o gestor responsável pelo Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro de Manaus, já que, ao que parece, ele será desativado para dar lugar a um Hospital Geral, com a manutenção do atual Pronto Atendimento Humberto Mendonça, para casos de crises psiquiátricas. Dos quarenta internos de longa permanência, apenas 8 deles estão em condições de habitar uma residência terapêutica; os demais, por quadro de demência, exigem cuidados de enfermagem permanente. Resta saber em que velocidade o município de Manaus irá implantar a rede de CAPS, dado que temos apenas um, criado em 2006 na zona norte da cidade pela administração estadual.
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O SUS e o desafio imposto pelas drogas

Resistir é preciso, viver não é preciso
Nota do blog: A foto acima ilustra a cena atual: o redutor de danos na alça de mira da mídia hegemônica brasileira. Ontem foram os "loucos", hoje os "drogadictos", e por extensão @s valoros@s companheir@s do campo da Redução de Danos. Na pessoa do Dênis Petuco, minha homenagem a todos eles. Foi um texto dele que me inspirou a postagem anterior. Mas é Rita, mais uma vez, quem balança o coração desse velho militante das causas (im)possíveis pela beleza e profundidade do argumento. Leitura obrigatória. Salve, salve Rita de Cássia! Os militantes te saúdam.

O SUS e o desafio imposto pelas drogas

Por Rita de Cássia de A. Almeida
Trabalhadora da Rede de Saúde Mental do SUS

Como já era previsível, toma a cena a emblemática questão das drogas, especialmente temperada pela chamada: “epidemia do crack” e seus desdobramentos. As políticas de saúde, por sua vez, têm sido especialmente convocadas a dar respostas para esta realidade que se tornou um enorme desafio para o SUS nas suas diretrizes e práticas de tratamento e cuidado.

O fato que ninguém discute é que o uso e o abuso de substâncias psicoativas em nossa sociedade têm tomado contornos e gerado conseqüências que vem colocando todos diante de um não-saber sobre os rumos e os caminhos a serem tomados, não-saber compartilhado por governos, instituições, políticas públicas e organizações governamentais e não-governamentais no mundo todo. Entretanto, mesmo quando admitimos que há um não-saber que atravessa este tema, é possível ainda sim sustentar alguns saberes, dos quais não podemos recuar, saberes que foram conquistados por meio de experiências e transformados em avanços nas políticas e legislações. Ou seja, mesmo que não saibamos exatamente o que fazer em determinadas situações, quando o assunto é o tratamento e o cuidado dos problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, ainda sim sabemos exatamente o que não fazer na mesma situação.

No entanto, é preciso muita coragem para admitir os fracassos e não-saberes em torno desse desafio que o SUS está enfrentando, como fez publicamente e em horário nobre o coordenador nacional da saúde mental. A posição mais confortável e digamos mais ‘pop’, no entanto, é a dos que se dizem doutores e especialistas no assunto, que do alto da pompa do seu todo-saber apresentam uma ‘inovadora’ e ‘milagrosa’ solução para o problema que se impõe: a internação involuntária.

Ao desenterrar essa nossa velha conhecida no âmbito das propostas de tratamento para as enfermidades mentais, o que tais ‘especialistas’ conseguem é tão somente oferecer respostas velhas para problemas novos. E o que eles não dizem é que as tais internações involuntárias – antes utilizadas em doses cavalares – não solucionaram o problema dos doentes mentais nem de suas famílias, ou pelo menos não daquelas que pretendiam tratar de seu ente querido e não apenas se ver livre dele. O que também não é dito é que uma internação involuntária não é capaz de tratar ninguém, ela pode apenas, na melhor das hipóteses, se utilizada de maneira parcimoniosa, respeitosa e criteriosa, possibilitar uma intervenção primeira, pois que, o início do tratamento de fato, este sim, só será possível com a implicação e o desejo do sujeito e em locais ou situações onde o apelo comunitário e a inserção social sejam considerados.

Mas é claro que a fala sofrida e emocionada de pais e mães desesperados e impotentes diante do vício do filho, nos fazem concordar com medidas extremas como essa. No entanto, o que também não é dito, é que passado o alívio dos primeiros dias ou semanas da internação ‘salvadora’ e ‘milagrosa’, os pais vão perceber que o filho deles não recebeu nenhuma espécie de vacina ou armadura que o proteja definitivamente das drogas, e o ciclo então, tende a se repetir indefinidamente, ou pelo menos até que o tratamento ocorra de fato.

Sendo assim, o que é preciso ser ressaltado com todas as letras é que a internação involuntária não será o milagre que todos esperamos para salvar nossos filhos, pais, mães, maridos ou esposas das garras do maior demônio da atualidade: as drogas. (frase para ser lida com uma dose grande de ironia)

Também é necessário que se diga que o índice de fracasso se torna muito grande quando se entende que tratar as pessoas que apresentam problemas relacionados ao uso abusivo e nocivo de álcool e outras drogas se resume apenas em promover a abstinência, e a qualquer preço. E que nenhum tratamento ou intervenção que se pretenda humanizada, respeitosa, ética e, portanto eficaz, se conquista à revelia do sujeito, passando por cima de seus desejos, escolhas e singularidades, ainda que a nosso ver, estranhas e atrapalhadas.

Em alto e bom tom é necessário avisar aos desavisados que se os especialistas decidem por desenterrar a desgastada e ineficaz internação involuntária, ou é porque desconhecem os caminhos trilhados pelas políticas de cuidado aos doentes mentais – e, neste caso, devemos duvidar de sua tão honrosa especialidade – ou os motivos são outros que desconhecemos... Ou será que são os mesmos de outrora? Só pra lembrar aos esquecidos ou avisar aos desavisados, as internações involuntárias e indiscriminadas, enriqueceram a chamada “indústria da loucura”, condenando os doentes mentais ao isolamento, ao abandono e à exclusão, tudo, é claro, em nome do ‘tratamento’ e do ‘bem’ deles. (mais ironia, por favor).

Existem alguns avanços conquistados no âmbito das políticas de saúde mental que não podem retroceder, sob nenhuma justificativa, nem mesmo pelo apelo emocionado de pais e mães. Aquilo que foi superado pela sua ineficácia e ineficiência, pela iatrogenia gerada, pela desumanidade e desrespeito a direitos mínimos de dignidade e cidadania e pelo reforçamento de estigmas e preconceitos, não pode ser novamente pensado como uma estratégia possível e plausível. Já vimos este filme antes, o roteiro é o mesmo, agora com outros atores: eram os ‘loucos’ agora os ‘drogadictos’.

Por outro lado, longe dos olhos dos doutores especialistas que sabem tudo e da mídia ávida por nos comover com a desgraça alheia, muita coisa interessante e verdadeiramente inovadora está acontecendo. Os CAPS ad: serviços que se propõem a oferecer tratamento humanizado, aberto, de caráter comunitário, vinculado a uma rede de atenção em saúde e assistência integral, com propostas de apoio familiar, exercício de cidadania e inserção social. Os redutores de danos: que estão nas ruas e esquinas, nos lugares onde ninguém ousa chegar, oferecendo seus ouvidos, seu olhar e seus cuidados para os que só tem a rua como clínica possível. Projetos governamentais e não governamentais: que ocupam comunidades carentes, sobem os morros e as favelas e lidam ‘cara a cara’ com o tráfico e a criminalidade, para oferecer acesso à educação, esporte, lazer e cultura àqueles com poucas oportunidades de escapar do jugo das drogas. E inúmeras outras experiências exitosas, desenvolvidas por entidades e instituições diversas, e que lamentavelmente não aparecerão na mídia em horário nobre, afinal, o que dá audiência e seriedade científica ao desenvolvimento do tema são os doutores especialistas em seus jalecos impecavelmente brancos, e se estão brancos é porque nunca estiveram com a “mão na massa”.

Mas nós, trabalhadores e defensores do SUS e de suas políticas, participantes e atores dessas outras experiências que dificilmente serão colocadas na mídia, nós os especialistas em botar a “mão na massa” esperamos que a sociedade entenda que a internação tradicional parece, mas não é a solução para os problemas relacionados ao uso e abuso de álcool e outras drogas. E isso não quer dizer que as soluções possíveis sejam mais simples, ao contrário, são muito mais complexas e exigem uma grande diversidade de aparatos, intervenções, instâncias e estratégias.

Esperamos que o SUS e seus atores e gestores comprometidos com o fortalecimento e a defesa de uma saúde pública, gratuita e de boa qualidade, consigam enfrentar este enorme desafio com avanços e não retrocessos. Contudo, sabemos que só conseguiremos vencê-lo com muito trabalho, dedicação, esforço, enfrentamentos, estudos e discussões. E sabemos também que os doutores especialistas que sabem tudo não estarão lá para colocar a mão nessa massa.

Fonte: Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar
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Temporão arregou e cedeu às pressões da Globo e da indústria de leitos de saúde

Intervenção sobre banner de Vinni Corrêa
Nota do blog: Mídia a serviço de interesses privados dá nisso: desinformação. O Brasil que já teve alunos do Canadá para aprender as estratégias da Redução de Danos (somos os melhores), hoje está sujeito a políticas tímidas para enfrentar a questão do uso abusivo de drogas. Resumo da ópera: a indústria de leitos de saúde, depois da tentativa de detonar a reforma psiquiátrica, que reduziu o número de leitos nos país, de cai de unhas, dentes e mídia na área mais vulnerável da Política Nacional de Saúde Mental. Vulnerabilidade, diga-se de passagem, construída por redução de investimentos no campo da Redução de Danos. Até parece que você esqueceu a história da psiquiatria brasileira, que chegou a criar, em nome da ciência, mais de 100 mil leitos psiquiátricos, resultando num trágico universo de exclusão social, destruindo a cidadania dos usuários, cronificando "doenças" que passaram a ter outra "evolução" com a implantação da rede de CAPS em todo o país. E agora, Temporão, você me vem com um investimento descabido em leitos para tratar usuários de crack. Tem santa paciência, ministro! Por que não fazer avançar a política de implantação de CAPS ad. Temos inteligência na área. Ouça-os! Não deixe abrir esse flanco frágil da Política Nacional de Saúde Mental. Temos condições de resistir. Mais de 2 mil usuários ocuparam as ruas de Brasília na luta por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial. Voltaremos a ocupar as ruas dos municípios brasileiros, desta vez em defesa da Política de Redução de Danos. Ademais, a IV Conferência Nacional de Saúde Mental vem aí. Não se precipite. Deixe os empresários e a psiquiatria conservadora conversar conosco nessa arena. Deixe a Conferência decidir a política que queremos. E para começar a dar conhecimento do outro lado dessa história, lembre-se que temos meios de comunicação não comprometidos com o capital predatório. Se os donos do capital e de saberes anacrônicos não têm escrúpulos em faturar sobre a dor humana, só o debate democrático pode desmascará-los. A TV Brasil, por exemplo, tem um programa chamado 3 a 1. Minha lista de candidatos a ocupar os assentos do programa: Marcus Vinicius de Oliveira pela Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, Dênis Petuco pelo campo da Redução de Danos e um representante da psiquiatria conservadora e os empresários do setor (o que dá no mesmo), como a Federação Brasileira dos Hospitais - FBH (vixe!). A prosa nacional tomaria outro rumo. Aproveito o ensejo para mandar um recadinho para a mídia de esquerda desse país, que não consegue sair do eixo Rio-São Paulo, quando o assunto é saúde mental & drogas. Há vida inteligente fora do eixo, companheir@s! Escrevam para rogeliocasado@uol.com.br e passarei uma lista de endereços de gente que não tem sido ouvida.

FOLHA ONLINE
28/10/2009 - 13h27

Ministro reconhece falhas e anuncia novos leitos para tratar usuários de crack

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quarta-feira um investimento de R$ 110 milhões para a criação de 2.500 novos leitos para o tratamento de usuários de crack no país.

"Nós já lançamos uma política que envolve um investimento de R$ 110 milhões. Ela vai atender 12 mil usuários de crack no Brasil. Vai ampliar em 2.500 o número de leitos em hospitais gerais", afirmou o ministro durante evento no Rio.

Temporão classificou o problema como "gravíssimo" e admitiu falhas no sistema de saúde para o tratamento de usuários da droga.

"Reconhecemos que existem falhas. Nem todas as pessoas que precisam de atendimento conseguem no tempo que gostariam de ter. Mas quero dizer que esse plano que está sendo lançado e implementado vai trazer resultados", afirmou.

O ministro, no entanto, não deu detalhes sobre a liberação da verba ou quanto será repassado para cada Estado. No entanto, informou que o objetivo é dar atenção às grandes cidades.

Apreensão

O crescimento do consumo de crack tem preocupado as autoridades. Na terça-feira (27), a Polícia Civil realizou a maior apreensão de crack do ano na favela de Manguinhos. Cerca de 10 kg da droga foi apreendido e levado para o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli).
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É hora de mobilização para construir a IV Conferência Nacional de Saúde Mental

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Minas Gerais sai na frente

Liberdade Ainda Que Tam Tam
Acervo Fórum Mineiro de Saúde Mental - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

Nota do blog: Depois que a vitoriosa Marcha dos Usuários por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial conquistou a IV Conferência Nacional de Saúde Mental, anunciada após reunião com Gilberto Carvalho (link em caráter provisório na coluna ao lado), secretário da Presidência da República, no Palácio da Alvorada, Minas Gerais sai na frente e organiza a sua Conferência Estadual de Saúde Mental. No Amazonas, os ventos da leseira ainda não se dissiparam. Nenhuma mobilização à vista. Enquanto a Coordenação Estadual de Saúde Mental (acéfala há meses; o cargo está vago) se empenha em promover ações que fortalecem no imaginário popular a presença do hospício na capital do estado brasileiro que detém o quarto PIB brasileiro, não há sinais de que ela vá mover uma palha para a realização da estapa estadual da Conferência Nacional. Pelo lado do município, também não há sinais de fumaça. Se o movimento social não se mobilizar, vamos ficar a ver navios. Mobilização já! Abaixo, trecho de uma das atas do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais sobre a preparação da IV Conferência Estadual de Saúde Mental.

IV CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL: “POR UMA REFORMA PSIQUIÁTRICA ANTIMANICOMIAL”.

Este lema diz respeito ao eixo norteador da política Estadual de Saúde Mental de Minas Gerais e de vários municípios que estão no caminho de construção de serviços abertos, humanizados e de atenção diária para os portadores de sofrimento mental sendo que esta lógica se repercute em outros programas e projetos governamentais que atendem populações vulneráveis e com alto risco social.

Em seguida discutimos o eixo da Conferência e definimos:

TEMA CENTRAL:

O SUS E A EXPANSÃO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL E O PROTAGONISMO DOS USUÁRIOS NO CONTROLE SOCIAL.

Mais uma vez o grupo demonstrou grande preocupação na defesa radical do SUS, seu caráter público definidor e formulador das Políticas de Saúde no Brasil.

SUB-TEMAS:

1.0 – SUB –TEMA: DEFESA DO SUS

1.1-Necessidade de regulamentação da EC 29.

2.0 – SUB-TEMA: MODELO ASSISTENCIAL

2.1 - Expansão e fortalecimento das ações de saúde mental na atenção primária

2.2 – Atenção Integral à Crise: CAPS III, CAPS I e II, CAPS ad e CAPS i, leitos de retaguarda assistencial;

2.3 – Urgências e Emergências: acolhimento nos prontos atendimentos, pronto-socorros, SAMU, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar;

2.4 – Desospitalização/Desinstitucionalização: programa de Volta para Casa, Acolhimento Pelas famílias, Residências Terapêuticas, fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos.

2.5 – Supervisões e Educação Permanente;

2.6 – Acessibilidade dos Usuários de Saúde Mental aos serviços de saúde geral;

2.7 – O trabalhador de Saúde Mental: Condições e Relações de Trabalho;

2.8 – Saúde Complementar e Reforma Psiquiátrica.

3.0 – SUB-TEMA: FINANCIAMENTO

3.1 – O Pacto Pela Saúde e sua repercussão para implantação de serviços de saúde mental e verbas de custeio para os mesmos – definição de recursos;

3.2 – Definição de fontes de financiamento para a rede de serviços substitutivos de saúde mental;

3.3 – Medicamentos.

4.0 – SUB-TEMA: AÇÕES INTERSETORIAIS

4.1 – Atenção aos portadores de sofrimento mental, criança/adolescente dentro do território: articulações necessárias;

4.2 – Atenção às pessoas dependentes de álcool e outras drogas na territorialidade;

4.3 - Defesa Social, Saúde Mental e Poder Judiciário: interface necessária, o desafio do trabalho em rede;

4.4 – Interface com as Secretarias de Desenvolvimento Social: definição de Políticas para os moradores de rua especialmente com transtornos mentais e pessoas desfiliadas socialmente.

4.5 - A Saúde Mental e as Secretarias de Educação: a educação inclusiva.

5.0 – SUB-TEMA: O PROTAGONISMO DOS USUÁRIOS NO CONTROLE SOCIAL

5.1 – As Relações entre Movimentos Sociais e Estado;

5.2 – Desenvolvimento de Ações e Estratégias que possibilitem a criação de Associações de Defesa dos Direitos dos Portadores de Sofrimento Mental;

5.3 – A participação dos usuários, técnicos e familiares nos Conselhos de Saúde.

6.0 – SUB-TEMA: DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

6.1 – O Desenvolvimento de Políticas que visem a efetiva inclusão pelo trabalho: economia solidária, cooperativas sociais, associações de produção;

6.2 – Desenvolvimento de Políticas que fomentem a inclusão dos portadores de Sofrimento Mental no Campo Cultural;

6.3 – Desenvolvimento de Políticas que fomentem a inclusão dos Portadores de Sofrimento Mental na Comunicação;

6.4 – Criar Políticas que impeçam a Violação de Direitos Humanos dos Portadores de Sofrimento Mental.
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outubro 28, 2009

SAC DIVINO

Nota do Blog: Recomendo a leitura do SAC DIVINO. É de se mijar de tanto rir. Só não ri quem é fundamentalista. SAC DIVINO: serviço de atendimento ao consumidor do criador. Anota aí o endereço: http://sacdivino.org/. Vida sem humor, não tem graça nenhuma.

Santa sabedoria (leitura não recomendável para fundamentalistas cristãos):

1. Filho, quando disserem que estás com um corpo divino, lembre que Buda tinha 200kg.

2. A maioria dos humanos só é verdadeiramente fiel a uma santa: a Santa Ignorância.

3. Filho, há alguém que atende todos teus pedidos por míseros 10%: o garçom.

4. Que tédio! Vou criar outra batata frita com a imagem de Maria...

5. Acreditar que toda a imensidão do universo surgiu em uma explosão, por acaso? É, realmente, necessária muita fé para ser ateu.

Tá esperando o que pra ler SAC DIVINO... Bom pro fígado, pra pele, pro estresse-nosso-de-cada-dia.
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Jazz com tacacá

Banda All That Jazz
Acervo Humberto Amorim
Nota do blog: Tacacá é uma iguaria feita de goma de mandioca, tucupi (líquido de cor amarela, extraído igualmente da mandioca espremida no tipiti), jambú (planta afrodisíaca), camarão graúdo (importado do Maranhão), servido em cuia a 62,3 graus Celsius. Dá um suadouro que energiza a alma, desintoxica o espírito e renova o prazer de viver. Tacacá com jazz é a mais nova bossa da dupla Humberto Amorim (tradutor juramentado, enólogo, locutor, apresentador de rádio/TV e jazz singer) e Joaquim Mello (trata-se do dono da banca de tacacá do Largo de S. Sebastião, e não do médico de nome homônimo, meu professor de Endocrinologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Amazonas nos anos 1970). Feliz com o sucesso da sua Banda All That Jazz, Humberto me enviou a mensagem abaixo, com dois comentários postados no seu blog (dos dois, só encontrei um, meu querido amigo). Preste atenção prezad@ leitor@ para o programação da Banda All That Jazz, ao final da mensagem:

Meu Caro Rogélio,

Tens sido, ao longo dos ultimos anos, um trapézio de apoio fundamental à manutenção de minha "saga" deliciosa, promovendo a cultura jazzistica nesta cidade, que amamos verdadeiramente como poucos, contra tudo.

Fizemos a primeira apresentação em praça publica, atendendo ao convite do maravilhosamente brigador alucinado Joaquim Mello, dono da banca de tacacá, lá na praça de São Sebastião, idealizador e mantenedor do projeto "Tacacá com Bossa" que, segundo ele, acabou sabendo pelo zum zum zum de terceiros que a ATJ dava um caldo, que não o do tucupi.

Fomos lá e com a paixão de sempre, redimidos pelo nosso calor senegalês e a água benta do Frei Fulgencio, demos o nosso recado.

Por favor, lê os dois comentários de espectadores do evento que postei no blog. Tua cumplicidade com estes resultados é inegável. Pode crer.

www.humbertoamorim.blogspot.com

Abraços
meu amigo querido.

Humberto, the jazz singer.

[HUMBERTO AMORIM - JAZZ IS TIMELESS] New comment on ROY HARGROVE, THE HARD BOP YOUNG LION.
De:Antonio
Para:botafogoamorim@uol.com.br
Assunto:[HUMBERTO AMORIM - JAZZ IS TIMELESS] New comment on ROY HARGROVE, THE HARD BOP YOUNG LION.
Data:28/10/2009 02:48

Antonio has left a new comment on your post "ROY HARGROVE, THE HARD BOP YOUNG LION:

"Certas coisas não se podem explicar pela sequência aparentemente sem lógica como se desenrolam. Uma situação de urgência no trabalho levou-me de repente numa viagem meio louca de S. Paulo a Miami, logo seguindo para Chicago, de volta a Miami e de Miami para Manaus (isto de Domingo a Quarta Feira com muito poucas horas de sono).

Na noite de Quarta feira dei comigo em Manaus, com o quente-húmido que se espera sempre...dei comigo na Praça do Teatro - esse terreiro central da cidade que não tem muitos outros pontos de encontro (o contraponto humano do encontro das águas...rio acima ou rio abaixo?...entre o rio Negro e o Solimões) Suando e mais devagar do que me é costumeiro, guiado por amigos, encontro-me agora sentado num banco de jardim comendo um Tacacá ... e escutando nada mais nada menos, na noite do Amazonas, nessa praça quente, o som morno do Jazz!!!

Como explicar esse outro encontro do saboroso Tacacá, da humidade lenta de Manaus e por Deus... Jazz! Bom do ponto de vista culinário o Tacacá tem assim uma equivalência em Jazz (apesar de sopa) de uma melodia do Coltrane numa noite quente (não nada a ver com Newport). Ou então a uma mistura exótica de sons via Miles. Esqueçam tudo e reinventem uma sopa que tem folhas de Jambu (pois é... planta local que deixa a boca e os lábios meio dormentes), camarão seco do Pará, Tucupi cozido (massa de mandioca = Goma) isto tudo servido numa meia Cuia (assim como uma meia cabaça muito fina) tingida de preto com um corante vegetal (Cumati), tudo isto em combinação perfeita com uma cervejas bem geladas....E depois tinha a música.

Um encontro de 5 músicos locais – All That Jazz - num swing vocal pelo Humberto Amorim que fez de Manaus a capital do Jazz no Brasil... e eu sem saber. Alguém ao meu lado comentava no celular, que estava ali na praça ouvindo o filho do Frank Sinatra! Um encontro de música todas as Quarta Feiras, na praça, gratuito, organizado pelo dono do quiosque ali ao lado que serve o Tacacá e é afinal antropologista.
A memória gustativa ficará para sempre ligada ao som daqueles músicos e à voz do Humberto Amorim. Obrigado Humberto, pelo encontro, pela memória e por ser o embaixador do Jazz na Amazónia... night and day...

Nota do Blogger -

Caro Antonio,
Seu comentário alicerça mais ainda nossa paixão pelo jazz e a promoção da cultura jazzistica em Manaus.
Abrigado e até jazz!!!

Humberto Amorim e demais integrantes da "All That Jazz".

Programação de Apresentações:

30 de Outubro - Bar e Café Adrianópolis

05 de Novembro - Hotel Tropical Manaus

07 de Novembro - Bar e Restaurante "O Chefão"

13 de Novembro - Sax Bar ( Millennium Shopping)

27 de Novembro - Bar e Café Café Adrianópolis
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Olhares sobre Manaus - espaço e movimento

Manaus Moderna
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil, 2006

Nota do blog: Não há nenhuma ironia na nomeação da fotografia acima. Manaus Moderna foi o nome dado à beira-rio que margea o centro histórico da capital do mormaço (expressão do escritor Márcio Souza). De moderno só tem o nome. Dinheiro público desperdiçado por uma visão urbanística anti-histórica, desumana e displicente. Tudo isso para anunciar a programação do Musa para hoje e amanhã, enviada pela charmosa assessora de comunicação Jane Dantas. A de hoje não pude ir. A de amanhã não perderei. Dois talentosos amazonólogos: o geógrafo José Aldemir de Oliveira e o artista plástico Otoni Mesquita. Ambos professores doutores da Universidade Federal do Amazonas.

Confira a programação no Museu da Amazônia - Musa para hoje e amanhã

Dia 28 às 17h, na sede do Musa - Releituras de Musicais Indígenas - Grupo Aldeia Indígena

O grupo Aldeia Instrumental apresenta "Releituras Musicais indígenas com o objetivo de valorizar, reconhecer, divulgar e expandir as manifestações musicais e culturais dos povos indígenas que habitam a região amazônica. O projeto mescla informações e sons, com a proposta de reler a música de alguns dos povos indígenas da Amazônia, entre os quais, Tariano, Tukano e Desana, e outras latino-americanas como da etnia Guarani.

Dia 29 às 17h, na sede do Musa - Palestra "Olhares sobre Manaus" - José Aldemir (Ufam) e Otoni Mesquita (Ufam).

Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, às 17 h, o Museu da Amazônia – Musa recebe os pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, José Aldemir de Oliveira, do departamento de Geografia, e Otoni Mesquita do departamento de Artes, que abordam o tema “Olhares sobre Manaus – espaço e movimento”. A palestra acontece justamente alguns dias após a cidade de Manaus completar 340 anos e tratará das mudanças ocorridas em dois momentos distintos: século XIX e de 1920 a 1967.Mais informações no www.museudaamazônia.org.br.--
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Marcha a Brasília

Manaus - Amazonas - Brasil
Nota do blog: A Associação Chico Inácio (núcleo da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) representou o Amazonas com um delegação de cinco pessoas, entre usuários, técnicos e familiares na Marcha dos Usuários por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial. Ela foi a proponente da Lei de Saúde Mental do Estado do Amazonas, sancionada pelo governador Eduardo Braga em 10 de outubro de 2007, e publicada no Diário Oficial em 11 de outubro de 2007. Como é sabido, no dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial de Saude Mental. Nas comemorações deste ano a Lei - que não sai do papel - sequer foi mencionada pelos reformistas de araque, que não servem nem para formular críticas aos dilemas vividos pela Reforma Psiquiátrica no Amazonas. Para se ter uma idéia do contéudo anêmico de suas críticas, basta mencionar o que foi dito sobre a Política Estadual de Saúde Mental, aprovada no dia 4 de novembro de 2003 pelo Conselho Estadual de Saúde. Na verdade não era nem uma crítica, mas uma acusação: "projeto megalômano". Nem com essa leitura psicológica reducionista conseguiram que deixássemos de tornar público a dívida social para com os usuários de saúde mental submetidos a um precário número de serviços de saúde mental na capital do estado (sem mencionar o interior do estado), conforme pode-se constatar na imagem acima. Diziam que se fizéssemos um CAPS já estava de bom tamanho. Fizemos um; nem por isso garantimos lugar no Paraíso. E se mais não foi feito, é porque não se descontrói a passividade do setor nas últimas décadas da noite para o dia. E depois não há conversão possível do espírito conservador reinante em alguns segmentos desse setor. Na verdade, há uma crítica que lhes passou inteiramente desapercebida. Leia a Política Estadual de Saúde Mental (disponível no link Saúde Mental - Amazonas, na coluna ao lado); descubra-a, se for capaz. Um doce de cupuaçu japonês para quem identificar o que os reformistas de araque não enxergaram.

Marcha a Brasília

No dia 30 de setembro, usuários de saúde mental realizaram a “Marcha a Brasília por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial”. Essa comovente ação de cidadania – historicamente negada às pessoas com transtorno psíquico – tinha um endereço: o Palácio da Alvorada. No percurso uma extensa pauta foi discutida com representantes dos poderes públicos, do presidente do Congresso brasileiro aos ministros de estado.

Desde que a Associação Brasileira de Psiquiatria, em 2006, nas páginas de O Globo reduziu as conquistas da reforma psiquiátrica a uma inconseqüente desospitalização, desprezando o rico processo de desinstitucionalização da loucura, data daí as manifestações da contra-reforma, liderada pela psiquiatria conservadora, na mídia brasileira.

Ora, o fechamento do manicômio santista conhecido como Clínica Anchieta foi nossa maior demonstração de que uma clínica psicossocial é possível se houver vontade política para substituir o modelo baseado em manicômios e ambulatórios medicalizadores das dores da existência.

Não foi à toa que a Federação Brasileira de Hospitais - FBH, moveu processo contra o ex-vice presidente do Conselho Federal de Psicologia, Marcus Vinicius de Oliveira, um dos autores do livro ´A Instituição sinistra - mortes violentas em hospitais psiquiátricos no Brasil´.

Segundo a FBH, “o réu estaria sistematicamente difamando e caluniando os hospitais psiquiátricos brasileiros, seus dirigentes e demais profissionais, através de publicações oficiais do Conselho Federal de Psicologia, artigos publicados em revistas e em entrevistas atribuindo a todos, entre outras mazelas que o hospital psiquiátrico é uma instituição sinistra onde ocorreriam torturas e assassinatos, como também a cronificação dos doentes e a má prática profissional, inclusive, não poupando sequer seus colegas psicólogos”.

Descontado o exagero, nós do Amazonas, que temos um dos menores índices de internação do país, nem por isso deixamos de combater o anacrônico modelo de tratamento psiquiátrico. Um paciente que morreu carbonizado, no início deste século, depois de dar entrada no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, é o exemplo mais dramático da falência do modelo. Com 2 milhões de habitantes, Manaus requer uma rede de serviços diários de atenção à saúde mental.

Com a conquista da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, confirmada pelo companheiro Gilberto Carvalho, Secretário da Presidência da República, aumenta nossa esperança de vivermos numa sociedade livre, para sempre, dos manicômios.

Manaus, Outubro de 2009.
Rogelio Casado, especialista em Saúde Mental
Pro-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA
www.rogeliocasado.blogspot.com
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Barragem de Monte Belo: repúdio ao parecer da FUNAI (vergonha nacional)


Sheyla Yakarepi Juruna apresenta a Carta dos Povos Indígenas contra a construção de Belo Monte no encerramento do Encontro Xingu Vivo Para Sempre Altamira/PA, 23 de maio de 2008.
***

MOÇÃO DE REPÚDIO AO PARECER TÉCNICO EMITIDO PELA FUNAI


Somos os povos das florestas, dos rios, das chuvas, dos povoados, das aldeias, das cidades, dos quilombos, dos assentamentos. Somos muitas vozes fazendo o mesmo chamado: é preciso deter a máquina que empurra o planeta e a humanidade para o abismo. Dar fim ao sistema que transforma a natureza em mercadoria e sobrevive às custas da exploração e humilhação de bilhões de seres humanos. Dizemos que é tempo de libertar o trabalho e a imaginação para reinventar a Terra, e fazer dela a casa comum onde todos vivam com justiça e liberdade.

Condenamos os projetos de grandes usinas hidrelétricas como alternativas de “energia limpa”, como é o caso do projeto de construção da UHE de Belo Monte sobre o Rio Xingu. O discurso utilizado para legitimar projetos de construção de barragens considera apenas o gás metano emitido na superfície do lago, sem sequer mencionar as emissões das turbinas e vertedouros. Esta é uma distorção ainda mais grave no caso de Belo Monte, uma vez que, do modo como está planejado o projeto, haverá um grande volume de água passando pelas turbinas, o que leva a uma maior emissão de gases.

A energia que será gerada em Belo Monte atenderá, sobretudo, à demanda de grandes
empresas eletro-intensivas, que historicamente sempre contribuíram para a destruição da Amazônia, em nome do saqueio e da exportação de nossos recursos naturais. A construção de Belo Monte atingirá 18 aldeias indígenas, representando desta forma uma ameaça ao modo de vida dos povos originários e das populações tradicionais da Amazônia, verdadeiros interessados na preservação da floresta, e de suas culturas ancestrais.

Não entendemos como a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do Governo Federal
constituído para reforçar a cidadania indígena, pode aprovar o projeto da Hidrelétrica de Belo Monte. Enquanto isto, dezenas de líderes Kayapós estarão realizando uma assembléia nas cabeceiras do Rio Xingu, no final deste mês de outubro, rejeitando completamente o projeto.

Pautado nestes elementos, o Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre, a Rede FAOR, e o FSPA, vem a público denunciar e repudiar o parecer técnico emitido pela FUNAI que, em relação à avaliação do componente indígena dos estudos de impacto ambiental da UHE Belo Monte, considera o empreendimento viável. Uma análise apurada deste parecer mostra facilmente sua fragilidade e inconsistência, deixando clara a única intenção do Governo Federal, do Presidente Luís Inácio “Lula” da Silva, de cumprir as exigências legais e empurrar “goela abaixo” a hidrelétrica de Belo Monte.

Por isso gritamos.

“BELO MONSTRO” NÃO
VIVA A RESISTÊNCIA DOS POVOS DA FLORESTA
VIVA A ALIANÇA ENTRE O CAMPO E A CIDADE
VIVA O RIO XINGU, VIVO PARA SEMPRE


Belém, 25 de outubro de 2009

Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre: FUNDO DEMA, FASE, IAMAS, IAGUA, APACC, CPT, SDDH, MST, SINTSEP, DCE/UFPA, MLC, GMB/FMAP, UNIPOP, ABONG, CIMI, MANA-MANI, COMITÊ DOROTHY, FUNDAÇÃO TOCAIA, CIA. PAPO SHOW, PSOL, MHF/NRP, COLETIVO JOVEM/REJUMA
Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)
Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA)

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

SOS Encontro das Águas
Fotos: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

Redazione Liblab
25/10/2009

L’incontro delle acque del Rio Negro e del Rio Solimoes, che formano il Rio delle Amazzoni, è una delle meraviglie della natura amazzonica, del Brasile e del mondo. Questa icona è riconosciuta come patrimonio locale dell’umanità, che dovrà essere difeso dai popoli, oggi e nel futuro, per poter continuare ad ammirare le ricchezze naturali e umane di questo paesaggio.

Vero spettacolo della natura che ha suscitato negli esploratori sorpresa e meraviglia, l’incontro delle acque ha meritato, da parte di padre Gaspar de Carvajal (1542) queste parole: “abbiamo visto la bocca di altro grande fiume che penetrava in quello dove navigavamo, sul margine sinistro. Le acque erano nere come la tinta e, pertanto, lo abbiamo chiamato fiume Nero (Rio Negro). Le sue acque correvano così velocemente e con tale ferocia che per più di venti leghe formavano una fascia a ridosso dell’altra acqua senza mischiarsi con essa”.

Questo simbolo è ora minanciato dall’interporto “Porto das lajes” che è in procinto di essere costruito proprio sulla confluenza delle acque tra il Rio Negro e il Rio Solimoes, sulla margine sinistra del Rio delle Amazzoni, sulla foce del lago do Aleixo, a ridosso della riserva naturale Nossa Senhora das Lajes, del polo industriale di Manaus e delle comunità della Colonia Antonio Aleixo.

L’Incontro delle acque, cosi come le lajes, rappresentano la nostra identità geografica e la nostra memoria naturale, così come il Corcovado a Rio de Janeiro e la Chapada Diamantina a Bahia.In questa zona, dove si vuole costruire l’interporto, vorrebbero costruire il punto di osservazione dell’incontro delle acque, un progetto del comune di Manaus, firmato dall’architetto Oscar Niemayer.

Il mega-progetto di interporto prevede la costruzione di un’area com più di 100 mila metri quadri, con la capacità di accogliere 250 mila containers, colpendo la vita futura della città di Manaus e distruggendo i siti archeologici di Lajes e contaminerà, chimicamente e biologicamente, le risorse idriche della futura adduttrice – in via di costruzione - che fornirà acqua potabile a più di 500 mila persone.

Il Pubblico Ministero dello Stato di Amazonas e quello federale hanno avviato un processo civile pubblico per verificare alcune irregolarità nella costruzione del complesso portuario. Nello stesso tempo, le comunità del lago do Aleixo si sono manifestate contrarie alla costruzione dell’interporto, che porterà ad una degradazione del paesaggio, al disboscamento, alla cementificazione dei canali, all’inquinamento chimico e biologico delle acque dei fiumi e dei laghi, ad un impatto negativo sulla fauna acquatica - i delfini di acqua dolce - e alla degradazione delle risorse naturali e culturali comunitarie. Tutte conseguenze devastanti della costruzione dell’opera.

I firmatari chiedono, pertanto, che gli enti ambientali del Brasile promuovano valutazioni d’impatto ambientale più approfonditi rispetto a quelli già presentati, capaci di identificare gli impatti ambientali e sociali, ascoltando le comunità coinvolte.

Noi, rappresentanti della società civile e amici di Manaus, manifestiamo la nostra indignazione di fronte all’indiferenza dei governi che permettono il degrado delle risorse naturali e culturali dell’Amazzonia e del Brasile, senza tener conto delle reponsabilità sociali e ambientali. Pertanto, chiediamo che l’interporto “Porto das Lajes” non sia costruito nell’incontro delle acque e che la zona, con i due margini, le isole e I laghi, siano trasformati in Unità di Conservazione, garantendo questo patrimonio alle future generazioni.

Infine, chiediamo al Ministero della cultura del Brasile, e alla presidenza della Repubblica che la località conosciuta come “Porto das Lajes” sia dichiarata area di patrimonio naturale.

Manaus, 17 dicembre 2008

Associação Amigos de Manaus - AMANA /
Associação, Cultural, Ambiental e Tecnológica – WOMARÃ /
Fórum Permanente de Defesa da Amazônia /
Associação de Moradores da Colônia Antonio Aleixo /
Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus /
Núcleo de Cultura Política do Amazonas – NCPAM/UFAM /
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas /
Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo /
Associação Jesus Gonçalves /
Associação Beneficente dos Locutores Autônomos de Manaus /
Conselho Municipal de Mulheres /
Articulação de Mulheres do Amazonas - AMA /
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA /
Associação Chico Inácio.

Fonte: liberolaboratorio
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Quem nunca coligou, que atire a primeira pedra

[ Amálgama ]

A Folha recolheu as pedras que tinha nas mãos

por Lelê Teles – Os caras que escreveram a história de Cristo, e que não o conheceram, e estavam em Roma sob o jugo romano, forçaram uma aliança de Jesus com os fariseus. Aquele cara-de-pau da CNBB sabe disso, mas preferiu fazer papel do Cego de Jericó.

Pilatos foi providencialmente absolvido pelos escribas, que atribuíram aos judeus um julgamento tipicamente romano, uma fraude. E o que dizer da imagem improvável de Jesus curando o soldado de um centurião romano em Cafarnaum, cidade que nem tinha soldado romano (outra fraude grossa)? E ainda colocaram na boca do Mestre Galileu estas bisonhas palavras: “Nunca vi um homem de tanta fé”. Vai ver que era porque o centurião era politeísta, haha.

E o que dizer do Príncipe dos Humildes comendo como um glutão junto a coletores de impostos? Inclusive um de seus discípulos, Mateus, era coletor de impostos. E Pedro e os seus camaradas tinham uma firma de pesca, tinha empregados, barco, não eram pescadores andrajosos que andavam com uma vara na mão, eram capitalistas interesseiros. Pedro, por exemplo, negou Cristo três vezes, dormiu ao invés de velá-lo e afundou quando teve que provar a sua fé ao caminhar nas águas. Levou de presente uma escritura para abrir igrejas com filiais no mundo inteiro. É bom sempre lembrar o velho padre Antônio Vieira, que também duvidava da fé de Pedro.

Jesus foi sepultado no sepulcro de um amigo rico, Lázaro. Zaqueu, aquele que subiu num sicômoro para ver o mestre e nos deixou com dúvidas se Zaqueu era baixinho ou se baixinho era Jesus, também era um desses caras ricos financiadores de campanhas. Tanto é que Judas, o zelota nacionalista, o talibã, é que se sentiu traído por Jesus.

E não se esqueça, Jesus foi o primeiro rapa da história, chegou com seus amigos barbudos ao Templo (Templo é dinheiro), quebrou a banca dos camelôs e distribuiu pernadas, cabeçadas e rabos-de-arraia.

[ charge: Dálcio ]

A Folha recolheu as pedras que tinha nas mãos


Leia também:

Pegaram Judas pra Cristo

Um livro demasiado humano: Entrevista com Bart D. Ehrman


Rio 2016 – Medo, despeito e reclamações
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Miriam Leitão, a suprema urubóloga

Miriam Leitão, urubóloga
Postada em paulohenriqueamorim.com.br
Oleo do Diabo

Nassif Exterminator X Urubóloga Suprema

Esse artigo do Nassif resume muita coisa. É a explicitação de um outro artigo dele, sobre o mesmo tema. Nos dois, Nassif aborda as consequências negativas para a oposição conservadora em adotar, acritica e submissamente, teses políticas defendidas pela mídia.

O texto de hoje, tenho certeza, embora não a cite, refere-se à coluna de Miriam Leitão desta terça-feira do jornal O Globo. Coitada da Miriam. O caderno de economia do Globo hoje traz uma péssima notícia para ela: a bolsa de SP (BMF) registrou o melhor desempenho entre todas as bolsas do mundo. E isso dias depois do desemprego no Brasil, medido pelo IBGE, atingir o menor patamar para um mês de setembro da história. É natural que Míriam esteja à beira de um ataque de nervos.

Cansada de bater em Lula, ela parte para o ataque à oposição, a qual, segundo ela, não estaria sendo suficientemente agressiva em relação ao presidente. Sem querer comparar Lula à Chávez, e sim a forma como as oposições se comportam no continente, sempre imbricadas às corporações midiáticas, vejo um movimento similar ao que observei na Venezuela. Quando viram a inutilidade de seus ataques à Chávez, colunistas midiáticos, já demonstrando enorme confusão psicológica, passaram a atacar a oposição, chamando-a de incompetente. O resultado foi o quase aniquilamento da oposição na Venezuela.

Miriam está histérica. Há pouco previu que a Bolsa de SP iria fechar o ano com queda recorde de quase 50 mil pontos. A Bolsa deve fechar com alta recorde - a maior do mundo. Previu forte queda no PIB - o PIB deve crescer mais de 1% este ano. Previu desemprego em massa - chegou a entrevistar José Pastore apenas para arrancar a profecia de que mais de 1 milhão de empregos evaporariam este ano. E agora, Miriam?

As desgraças não estão se realizando. Hoje, em sua coluna, Miriam lista todas as ações do governo e diz que todas são ruins, ressalvando apenas aquelas iniciadas por FHC - e que, somente na época de FHC, eram boas. Diz que o Bolsa Escola do FHC, convertido em Bolsa Família por Lula, é que era bom. Sim, com certeza. FHC dava 15 reais por mês para meia dúzia de nordestinos - muito bom o Bolsa Escola. Realmente, o Bolsa Escola mudou o Brasil...

Miriam consolida sua imagem de suprema urubóloga, profetisa do caos, tribufu-mor do jornalismo econômico... Seu blog no site do Globo, quando não fica às moscas, é invadido por brasileiros revoltados com sua verve mau-cheirosa e seu messianismo diabólico...

Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
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Confecom pode provocar novo código de ética

CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Confecom pode provocar novo código de ética


Por Rogério Christofoletti em 27/10/2009

Reproduzido do blog objETHOS, 26/10/2009

É grande a expectativa em torno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a ser realizada no início de dezembro, em Brasília. Em diversos estados e cidades estratégicas, setores da sociedade se organizam para promover suas etapas regionais, não apenas para eleger delegados, mas também para formular teses e preparar defesas de aspectos capitais para a comunicação no país. Convocado pelo governo federal, mas reivindicado sobretudo pelos movimentos sociais, o evento pretende ser o mais decisivo historicamente no debate de assuntos que não mais são considerados apenas de interesse restrito de algumas categorias profissionais. Isto é, o espírito que permeia a Confecom é de que comunicação é um direito social, extensivo a todos os cidadãos.

Não é à toa, por exemplo, que temas como distribuição de concessões de radiodifusão, inclusão digital, qualidade de conteúdo veiculado, entre outros, sejam tratados não apenas pelo viés técnico, mas prioritariamente pela sua condição de política de comunicação. Entre as muitas teses já em circulação, chamou-me atenção uma liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), em que advoga a criação de um Código de Ética conjunto da área de comunicações, englobando todos os setores empresariais e profissionais da área da comunicação, proporcionando orientações à sociedade civil para a compreensão, julgamento e fiscalização de questões atinentes às comunicações.

É claro que a ideia não é nova e já foi defendido por muita gente do campo das comunicações. Gente que argumentava que era necessário criar um código da informação, mais amplo e genérico, de maneira a estabelecer a comunicação como direito e seu entorno como legado a todas as pessoas.

Orientações básicas

Nas esferas do jornalismo, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) começou a defender a existência de um código que não se restrinja a normatizar a conduta de profissionais nem fixe limites às empresas, mas que a atividade em si seja minimamente regrada, como se demarcássemos cânones. Mesmo após um longo, exaustivo e legitimador processo de rediscussão do Código de Ética do Jornalista, a Fenaj recebeu críticas pela sua quarta versão do documento, finalizado em 2007. De que adianta apontar regras de conduta que nem sempre podem ser seguidas porque o profissional não é tão livre para optar por elas?, questionou-se. Como é colocado no Código a tal cláusula de consciência se o jornalista não tem margem de ação concreta para deixar de cobrir assuntos que contrariem suas convicções?, perguntou mais alguém. Por fim, uma indagação-síntese: como um código como este pode ser implementado se não foi negociado com os patrões e com os proprietários de meios de comunicação?

As perguntas são incômodas, mas não podem mesmo ser ignoradas. Ainda mais por uma entidade que reúne perto de 60 mil profissionais, que são estratégicos no tecido democrático nacional. As questões não podem ser atiradas de lado por uma entidade que pretende legitimar seu campo e definir orientações básicas de conduta profissional.
Talvez por isso e por outros motivos a Fenaj tenha formulado uma tese para a Confecom pela elaboração de um novo código de ética para o jornalismo brasileiro [ver abaixo].

Assunto em pauta

Que a Conferência Nacional de Comunicação Social aprove a criação de um Código de Ética do Jornalismo Brasileiro como um dos mecanismos de controle público e social visando garantir a qualidade da informação veiculada pelos veículos de comunicação, sejam impressos, audiovisual e demais mídias, tendo em vista a democratização da comunicação social no Brasil.

A ideia é aprimorar o que já existe, mas acima de tudo, trazer para o campo do debate atores que não estão alheios a ele. Esses atores – sobretudo o governo e as empresas – têm lá seus posicionamentos quando o assunto tangencia os valores que sustentam o jornalismo. Basta apenas que sentem todos os interessados à mesma mesa e negociem limites éticos para uma atividade cada vez mais influente, poderosa, onipresente na vida do cidadão comum.

Isto é, a tese do FNDC é um bom ingrediente para o complexo cardápio a ser servido e digerido na Confecom, mas deve-se atentar para os limites de qualquer resultado que se colha com isso. Não basta a um código de ética que esteja bem redigido, que esteja sustentado por boas intenções, que contemple as reivindicações dos setores envolvidos. Tudo isso é importante, mas devem ser criados instrumentos para efetivá-lo, fazê-lo funcionar. Sem comissões de acompanhamento e apoio, qualquer ótimo código torna-se letra morta, carta de princípios apoiada no vazio. E para além de sua real implementação, um código de ética é tão somente uma peça numa engrenagem de mudança social e cultural maior: a de fazer do jornalismo uma atividade dirigida por valores que o caracterizem como uma prática social, orientada pelo interesse público e pela responsabilidade.

A Confecom não vai promover essa mudança toda, mas pode ajudar a colocar o assunto na mesa...

Fonte: Observatório da Imprensa
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Inscrições abertas para o Prêmio Direitos Humanos 2009

Inscrições abertas para o Prêmio Direitos Humanos 2009

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) abre hoje as inscrições para sugestões ao Prêmio Direitos Humanos – edição 2009. Os interessados devem acessar a página da SEDH na internet (www.sedh.gov.br), onde está disponível o regulamento e a ficha de sugestão para ser preenchida e enviada por e-mail. Poderão ser sugeridas pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações na área dos Direitos Humanos. As sugestões deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico pdh@sedh.gov.br até o prazo final de 8 de novembro do corrente ano. Os vencedores serão conhecidos em dezembro, ponto alto das comemorações da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O prêmio, composto por uma escultura e um certificado, é concedido pelo Governo Federal a pessoas e organizações cujos trabalhos na área dos direitos humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade.

Algumas novidades foram incluídas na edição 2009 do Prêmio Direitos Humanos, entre elas:

- foram incluídas 5 novas categorias às 11 contempladas na edição 2008, quais sejam: Segurança Pública, Enfretamento à Tortura, Direito à Memória e à Verdade, Garantia dos Direitos da População LGBT e Categoria Livre.

- não haverá mais indicações, e sim sugestões para premiação, uma vez que o Comitê de Julgamento não se restringe aos nomes sugeridos nos formulários, podendo premiar pessoa física ou jurídica que não tenha sido sugerida, se for constatado trabalho mais relevante que aqueles sugeridos.

- será premiada apenas uma pessoa em cada categoria, que poderá ser física ou jurídica;

- no caso de o Comitê de Julgamento entender que não há candidato que preencha os critérios do Regulamento, não haverá premiação para a respectiva categoria.

“O Prêmio Direitos Humanos procura contemplar as ações mais importantes da sociedade em busca do avanço da cidadania em nosso país”, afirma Erasto Fortes Mendonça, coordenador-geral de Educação em Direitos Humanos da SEDH. Na avaliação de Mendonça, o Prêmio tem ainda o objetivo de estimular a todos aqueles que atuam nesta área a continuarem com seus trabalhos.Neste ano, o Prêmio contemplará 16 categorias.

Instituído em 1995, chega com um enfoque especial em 2009, por ocasião da comemoração da sua 15ª edição consecutiva.

Ao longo de 15 anos de existência já foram agraciadas diversas pessoas e instituições. Entre as personalidades premiadas estão: Herbert de Souza, o Betinho, o Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, a novelista Glória Perez, o padre Júlio Lancelotti, ex-ministro da Justiça, José Gregori, Milton Santos (post morten), o Padre Jaime Crowe, entre outros. Das ONGs contempladas estão: Central Única de Favelas, Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas, Comissão Pastoral da Terra, Aldeias Infantis SOS Brasil - Amazonas, entre outras.

Conheça as 16 Categorias do Prêmio Direitos Humanos 2009:

1. Dorothy Stang, compreendendo a atuação na qualidade de defensor de Direitos Humanos, conforme definição da Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos, da Organização das Nações Unidas;

2. Educação em Direitos Humanos, compreendendo a atuação relativa à implementação dos princípios, objetivos e linhas de ação do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos;

3. Enfrentamento à pobreza, compreendendo a atuação relacionada à garantia dos direitos econômicos e sociais consignados por pactos internacionais, bem como ações na área de combate à fome e segurança alimentar;

4. Enfrentamento à violência, compreendendo a atuação relacionada à garantia do direito à segurança e ao enfrentamento à violência institucional e às situações de violência e de maus-tratos a grupos sociais específicos, incluindo atuações relacionadas à promoção da paz;

5. Segurança Pública, compreendendo a atuação de profissionais da segurança pública, individualmente
considerados, em grupos ou corporações, que adotem práticas e/ou iniciativas voltadas à promoção e defesa dos Direitos Humanos e à proteção de grupos sociais específicos;

6. Enfrentamento à Tortura, compreendendo ações de enfrentamento e denúncia de tortura, bem como atividades de formação de agentes para a prevenção e combate à tortura, tendo como referência a Convenção da ONU contra a tortura, de 1984, e/ou a Lei nº 9.455/97, que define os crimes de tortura no Brasil;

7. Direito à Memória e à Verdade, compreendendo não somente o resgate à memória da luta contra a ditadura militar (1964-1985) no Brasil, mas promovendo a reflexão sobre a história brasileira, especialmente, sobre os fatos importantes ocorridos naquele período, apresentando o cenário político-cultural e seu importante papel na construção da sociedade e do pensamento atual, possibilitando à população o conhecimento da história recente do país, contribuindo para a construção de mecanismos de defesa dos Direitos Humanos;

8. Igualdade racial, compreendendo a atuação na promoção da igualdade e no enfrentamento à discriminação relacionada à raça;

9. Igualdade de gênero, compreendendo a atuação na promoção da igualdade e no enfrentamento à discriminação relacionada a gênero;

10. Garantia dos Direitos da População LGBT, compreendendo a atuação na promoção e na defesa da cidadania e dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT);

11. Santa Quitéria do Maranhão, compreendendo a atuação em prol da erradicação do subregistro de nascimento;

12. Erradicação do Trabalho Escravo, compreendendo a atuação na erradicação ao trabalho escravo no país, em conformidade com o 2º Plano Nacional de Erradicação de Trabalho Escravo;

13. Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, compreendendo a atuação relacionada à implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n° 8.069/90;

14. Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa, compreendendo a atuação relacionada à implementação do Estatuto do Idoso, conforme Lei nº 10.741/03;

15. Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência, compreendendo a atuação em prol da equiparação de oportunidades, da inclusão social e da promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência;

16. Categoria livre, compreendendo a atuação em qualquer dos planos abrangidos pela temática dos Direitos Humanos.

Dúvidas freqüentes:

Quem está apto a concorrer ao Prêmio?

Todas as instituições de qualquer cidade do Brasil poderão ser sugeridas, inclusive as instituições públicas, bem como qualquer indivíduo que preencha os critérios estabelecidos no Regulamento, disponível neste site. Mas atenção! Não serão aceitas auto-sugestões.

Quais os requisitos para concorrer ao Prêmio?
• Ter um histórico de atuação na área de direitos humanos;
• Ter desenvolvido ações relevantes no período de 2006 a 2009, na área para a qual irá concorrer.

Quem não poderá concorrer ao Prêmio?
As pessoas físicas ou instituições que tenham sido contempladas com o Prêmio Direitos Humanos em alguma de suas edições anteriores.

Como fazer a sugestão para o Prêmio Direitos Humanos 2009?
A sugestão só poderá ser feita por meio eletrônico. Você deverá salvar em seu computador o arquivo com a ficha de sugestão que está nesse site e preenchê-la. Depois de preencher o arquivo com a ficha e salvá-la você deverá encaminhar um e-mail para pdh@sedh.gov.br com a sua ficha de sugestão anexada. O arquivo deverá ser salvo como documento do Word.

Devo pagar alguma coisa para sugerir alguém?
Não. Todas as sugestões são gratuitas.

Qual é o período de entrega das sugestões?

Serão recebidas sugestões a partir de hoje, 06 de outubro, até 08 de novembro de 2009.

Além da ficha de sugestão que seguirá anexa, ainda posso enviar outros documentos com informações adicionais?
Não é necessário. A SEDH entrará em contato com o responsável pela sugestão se precisar de informações adicionais.

Mais informações:
Coordenação Geral de Educação em Direitos Humanos
Telefones: (61) 2025. 9865/9817/3048
www.sedh.gov.br
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