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outubro 12, 2010

Serra não defende nem a mulher dele. Imagine a dos outros (Paulo Henrique Amorim)

dilmanaweb | 11 de outubro de 2010 
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Dilma: tornei pública uma grande central de boatos


11.10.2010
A candidata Dilma Rousseff disse hoje, em Aparecida (SP), que a discussão no debate da Band foi de alto nível, com exposição clara de pontos de vista e sem elevar o tom de voz. "Quando a gente é assertiva sobre posições, o debate fica mais claro." 

Segundo ela, o candidato José Serra "tem a mania de subestimar as pessoas e se achar superior a elas. Esperavam que eu não defendesse minhas posições, que eu não apresentasse minhas propostas, que eu não criticasse a visão estratégica dele? Mas o debate é para isso".

Leia aqui o que Dilma falou sobre calúnias no debate da Band.
Dilma acrescentou: "Vocês mesmos [jornalistas] pedem todos os dias que façamos um debate de ideias. Então vamos fazer um debate de ideias e  não utilizar os boatos, calunias e mentiras como método de campanha política”.

Dilma lamentou a postura do adversário tucano, que ataca por “ouvir dizer” e alimenta uma central de boatos e calúnias, como a Justiça Federal reconheceu recentemente.

“Eu passei quase três meses sendo acusada de quebra de sigilo fiscal e agora está claro que [aquilo] foi um esquema mercantilista dentro da Receita sem razões eleitorais. Está clara a calúnia que sofri. Inclusive um juiz aceitou a acusação e denunciou o candidato José Serra por essa prática”, disse.

“Eu passei muito tempo calada e quando vi o tamanho que tinha tomado a central organizada de boatos resolvi tornar isso público e compartilhar com a população. Eu não fui para a Internet responder por boatos, estou fazendo de forma aberta”, completou.

Acompanhe aqui a cobertura diária da campanha de Dilma pelo Twitter.
Fonte: Dilma13

outubro 09, 2010

A denúncia de compra de votos no Amazonas tem cheiro de "marmota"

Diário do Amazonas - 09.10.2010


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A Crítica - 09.09.2010

Coligação ‘Avança Amazonas’ diz que usa cartões desde 2006

Chefe do comitê financeiro de Braga e Vanessa disse que o mecanismo é para pagamento de cabos eleitorais e, se eles usaram o dinheiro de forma ilegal, devem responder pelo ato


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Nota do blog: Leia abaixo um curioso lapsus linguae cometido na matéria do jornal Diário do Amazonas.


Nota do blog: Afinal o ex-senador Art(h)ur Virgílio hesitou, ou teve dúvida do êxito em botar fogo (ui!) no circo, e por isso "exitou" na comunicação? O que estariam dizendo as entrelinhas do texto? A excitação que flutua no texto aparentemente está desconectada, afinal o denunciante não parecia excitado; ao contrário, como se vê no post anterior ele parece mais macambúzio como nunca. Enquanto você vai pensando sobre as tensões e intenções despertadas pelo texto, aguarde os próximos dias para saber quem é que anda com "marmota" com o eleitor.

agosto 24, 2010

Mais uma morte ocorrida em hospital psiquiátrico. Até quando?


panem et circenses

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer....



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Srs e Sras,

Enquanto algumas pessoas na sala de jantar "estão muito ocupadas em nascer e morrer" mais uma morte... mas uma morte covarde de um cidadão indefeso, mais uma morte anunciada, prevista, esperada... morte de um cidadão imobilizado entregue  com vida aos seus "carcereiros" em nome da razão, da boa ordem social, da insuportabilidade das suas expressões sintomáticas; entregue a uma instituição privada, credenciada pelo SUS, paga com dinheiro público; entregue a uma instituição que já foi apontada em duas vistorias de Direitos Humanos como uma das piores do Brasil; como uma instituição cujas características físicas já foram condenadas, consideradas como inadequadas e irrecuperáveis... Mais uma morte que deve ser debitada, imputada à responsabilidade do Estado brasileiro, como o caso Damião Ximenes deixou sobejamente demonstrado... cidadãos que morrem sob a tutela do Estado são de responsabilidade do Estado... Mortes criminosas pela violência ou pela negligência, ou pelo somatório das duas...

Mortes que devem ser debitada também a todos os que acham, como se fosse uma questão de cálculos burocráticos, que o processo de desospitalização brasileiro tem que ser feito, segundo conveniências políticas, de olho na "opinião pública" ou aos ritmos da vontade dos proprietários dessas pocilgas... Aos que acham que o atual sistema de fiscalização dos serviços prestados ao SUS por estas casas de horrores, via o PNASCH é satisfatória; aos acham que a exigência de participação dos movimentos sociais e entidades dos trabalhadores, nessas inspeções, causa "muito tumulto" para os gestores. Aos "federais", "estaduais" e "municipais" cada um com uma parcela de responsabilidade pela sua omissão. Omissão por permitir que elas aconteçam, pela frouxidão naturalizadora da "necessidades de leitos" que faz com que a desaceleração da desospitalização seja cada vez maior; pela ausência de fiscalização continua e rigorosa; e pela letargia na apuração das responsabilidades, cultuando a condição impune: ninguem é responsável pela morte a não ser o próprio morto!!!.

Há quase oito anos encontra-se nas mesas do Ministério da Saúde uma proposta para aprofundar os processos de fiscalização e notificação de mortes e violência em hospitais psiquiátricos, obrigando a notificação compulsória de todas as situações de mortes e traumas físicos em hospitais psiquiátricos, criando grupos de inquérito independenes para a sua apuração, exigindo exames de corpo de delito e autopsia, notificação a autoridade policial e ministério publico... enfim uma regulação para protejer a vida dos que estejam internados enquanto não são desospitalizados... porque uma medida adminstrativa tão simples não foi tomada? perguntem aos gestores...

Se essa é uma lista... (omitimos o nome da lista) não é estranho que ela não queria discutir a política nacional de saúde mental? Fica aqui uma pergunta como um desafio para todos que participam desta lista: o que é que deveríamos fazer para enfrentar essa situação crônica de mortes em hospitais psiquiátricos? O que deveriam fazer os gestores, o que deveriam fazer as entidades e movimentos, o que deveríamos fazer cada um de nós que se diz militante antimanicomial da Reforma Psiquiátrica?

veja mais em http://osm.org.br/



Marcus Vinicius



segue abaixo nota da Federação Bahiana de Karate, sobre o falecimento do meu amigo, prof. Sergio Marinho, faleceu de uma parada cardíaca na segunda feira, internado no sanatório S. Paulo, logo após ser internado, involuntariamente; morreu sozinho, à noite, sem assistência, lastimável.
Nota de Falecimento
Morreu no dia 16 de agosto de 2010 o Professor e Pesquisador de Karatê, Sergio Marinho, fundador da Academia Reflexo, autor do livro Karatê-Dô, professor da matéria karatê no Colégio Dois de Julho, orientador literário de muitos professores de Karatê, além de membro de comissões de pesquisa do Karatê da Bahia.
O Professor Sérgio Marinio deixa um grande vazio no Estado da Bahia, em função da ausência de suas idéias sempre a frente da tradição milenar, além da constante busca de novos modelos, capazes de oferecer novas metodologias a todos os profissionais da nossa arte Marcial na Bahia e no Brasil.
Descanse em Paz !
OSS!

julho 21, 2010

Denúncia contra hospital psiquiátrico paraibano

EXCLUSIVO: Funcionário denuncia estupros contra pacientes, tráfico de drogas e espancamento de idosos em hospital público do Estado na Capital


Por Fábio Cabral Bernardo
Estupro, tráfico de drogas, espancamento de idosos, desvio de mercadorias e fraude de documentos. Esses são apenas alguns dos crimes que, supostamente, vêm ocorrendo dentro do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, um lugar onde o respeito ao ser humano deve ser marca registrada.
Apelidado no passado de “colônia dos doidos”, o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira é um órgão que fica sediado na cidade de João Pessoa e que é vinculado à Secretaria de Saúde do Estado. O hospital tem como finalidade básica cuidar de pacientes que sofrem de doenças psiquiátricas. 

No último sábado (17), o Paraíba Já teve acesso, com exclusividade, a uma carta que narra, com riqueza de detalhes, cenas que, se comprovadas, podem ganhar repercussão nacional. Elaborado por um funcionário do complexo psiquiátrico, o documento relata fatos, aponta nomes e clama por uma intervenção das autoridades.

Temendo represarias, o autor do documento pediu à reportagem para não ser identificado, por isso, a partir daqui, passaremos a chamá-lo apenas por “I”, de indignado.

Na carta entregue ao Paraíba Já, “I” confessa que, ainda, não possui provas documentais sobre todas as denúncias apontadas por ele. Entretanto, pela riqueza de detalhes narrados, as acusações ganham contornos de realidade.

Para comprovar que realmente é funcionário do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, “I” atendeu a uma exigência do Paraíba Já e conseguiu imagens internas da unidade.

Relatos dramáticos
“I” inicia a carta deixando um alerta aos parentes dos pacientes: “O Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira não é um local seguro para a população deixar seus parentes amados. Diferente de tudo o que a população pensa, ele é um depósito de loucos, onde ao chegar lá, os pacientes são tratados como bichos. Apanham, dormem num colchão forrado de plástico sem nada por cima e sem nada pra se cobrir. Isso inclui os idosos também.”

“I” prossegue denunciando crimes de estupro contra pacientes: “As pacientes são estupradas por funcionários, mas quando elas falam para a família, são abordadas por funcionários, dizendo aos parentes que é coisa da cabeça delas, por causa da doença, mas infelizmente não é.”
Na carta, “I” conta quem são os autores dos supostos estupros: “Os vigilantes que ficam na entrada do portão principal não servem de absolutamente nada, a não ser para entrar na madrugada e ir estuprar as pacientes que muitas vezes estão dopadas de medicações fortes e nem sentem o que acontece com elas. Os vigilantes que trabalham dentro dos pavilhões também fazem isso, pois eles também querem desfrutar desse prazer gratuito que tem lá.”

“I” também denuncia a violência, que segundo ele, impera dentro do hospital: “Os pacientes são espancados de dia e a noite, mas tudo lá para dentro para que a população não tome conhecimento. Os pacientes morrem e ninguém sabe o porque, como foi o caso de um que morreu esses dias e o médico do Juliano diagnosticou que tinha sido infarto, mas quando fizeram a perícia detectaram espancamento até a morte.”
Desvio de mercadorias
Em sua carta, “I” denuncia, ainda, o desvio de alimentos dentro do complexo psiquiátrico: “(...) pessoas adoram fazer reuniõezinhas fora dali para tomar cachaça. Até aí tudo bem, se os tira-gostos não fossem as carnes, frangos e peixes que chegam para os pacientes comprados com o dinheiro público. E a casa sorteada entre eles é abonada com produtos da cozinha, ou seja, desviam mercadorias pra casa deles para as farrinhas particulares.”

Em outro trecho, “I” diz que, “até tráfico de drogas ta havendo lá dentro” e acusa uma funcionária do complexo de desviar medicamentos. “Medicações são vendidas por baixo dos panos (...) Tem uma funcionária do SISREG apelidada carinhosamente por Dondon, que já deve ter aberto uma farmácia com tanta medicação que ela pega dali, através de médicos e representantes. (Ela) inclusive, facilita receitas de medicamentos controlados com suas médicas parceiras em troca de presentinhos e favores.”

Mostrando indignação, “I” revela alguns nomes que, segundo ele, compactuam com os supostos crimes: “Existe uma panelinha comandada Clélia Lucena (superintendente), Darcy (chefe do Setor Pessoal), Maria José Vasconcelos (Administrativo), Leda Pontes (Administrativo), Afonso (um dos responsáveis pela tal sindicância), Mirian (chefe da limpeza, que inclusive, teve um filho pego roubando peças de carne e nada foi feito para puni-lo). Existem outros nomes que compactuam com essa administração psicopata da então Superintendente.”
 “I” revela que todos os desmandos narrados por ele são de conhecimento da direção do hospital e faz um apelo dramático ao governador José Maranhão. “O pior de tudo é que já foi feita uma sindicância para apurar todos estes fatos, mas quando o caso chegou às mãos da Dra Clélia Lucena, foi abafado e engavetado. Isso é uma vergonha. É o fim da picada. Onde está o governador José Maranhão que não vê uma coisa dessas?”

“I” conclui a carta definindo como se encontra o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira atualmente: “No Juliano Moreira tem de tudo: estupros a pacientes, tráfico de drogas, desvio de medicação e mercadoria alimentar, perseguição a funcionários de bem, espancamento a pacientes, inclusive idosos, fraude de documentos etc.”

Leia abaixo na íntegra a carta entregue po “I” ao Paraíba Já.

Aí vai a podridão que esta acontecendo no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira e da administração fajuta da atual Superintendente Clélia Lucena. Espero que você transforme esse material em uma grande e poderosa matéria. (lembrando que eu ainda não tenho provas documentais sobre todos esses fatos e apesar de ser funcionário desse lugar, meu nome não pode aparecer por temer represarias, mas acredite, são fatos verdadeiros.
Realmente é muito triste saber que atrocidades com seres humanos ocorrem a todo momento. É por isso que essa matéria deve ser publicada para conscientizar as pessoas e orientá-las a denunciar esse tipo de atitude. E a melhor forma para isso é divulgar a todos sobre a realidade. Quando as pessoas tomam conhecimento das crueldades a que são submetidos os seres humanos e ainda por cima doentes mentais, acaba por tomar atitudes em prol deles, deixando antigos hábitos de lado. Conscientização é a chave de tudo! É a melhor maneira de combater os crimes contra pessoas incapacitadas de se defender.
O Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira não é um local seguro para a população deixar seus parentes amados. Diferente de tudo o que a população pensa ele é um depósito de loucos onde ao chegar lá os pacientes são tratados como bichos, apanham, dormem num colchão forrado de plástico sem nada por cima e sem nada pra se cobrir. Isso inclui os idosos também. É inadmissível o que acontece lá.
Os  pacientes vivem em meio ao lixo, ratos e baratas. A sujeira e mal-cheiro é grande e quando a vigilância sanitária vem fazer inspeção a Diretora do Hospital é automaticamente comunicada por olheiros de sua confiança e ai é um corre-corre para limpar tudo às pressas. Existe uma série de fatos que aterrorizam quem está interno lá. As pacientes são estupradas por funcionários, mas quando elas falam pra família é abordada por funcionários dizendo aos parentes que é coisa da cabeça delas por causa da doença, mas infelizmente não é. É a mais pura verdade, acredite.
Os pacientes são espancados de dia e a noite ainda é pior, mas tudo lá pra dentro pra que a população não  tome conhecimento. Os pacientes morrem e ninguém sabe  porque, como foi o caso de um que morreu esses dias e o médico do Juliano diagnosticou que tinha sido infarto mais quando fizeram a perícia detectaram espancamento até a morte. Até tráfico de drogas ta havendo lá dentro.
Existe uma panelinha chamada Clélia Lucena (Superintendente), Darcy (Chefe do setor Pessoal), Maria José Vasconcelos (Administrativo), Leda Pontes (Administrativo), Afonso (um dos responsáveis pela tal sindicância), Mirian (Chefe da limpeza que inclusive, o filho dela foi pego roubando peças de carne e nada foi feito para puni-lo) entre outros nomes que compactuam com essa Administração Psicopata da então Superintendente. Esses são alguns nomes de pessoas que abafam tudo o que acontece de podre e desumano lá dentro e ainda tem muitos nomes envolvidos nessa porcariada toda, mas não querem nem saber de nada (claro, não querem perder a boquinha dos mimos em forma de gratificações dados  pela superintendente).
Essas pessoas perseguem funcionários que não concordam com isso tudo (salvo se o funcionário perseguido gratificá-las) , gostam de humilhar sem piedade. Essas pessoas adoram fazer reuniõezinhas fora dalí para tomar cachaça. Até aí, tudo bem, se os tira-gostos num fossem as carnes, frangos e peixes que chegam pros pacientes comprados com o dinheiro Público, e a casa sorteada entre eles é abonada com produtos da cozinha, ou seja, desviam mercadorias pra casa deles para as farrinhas particulares inclusive até uma funcionária pra servi-los, pode uma coisa dessas? Fardos de carnes são desviados, medicações são vendidas por baixo dos panos, as roupas que os caridosos de fora doam pra os pobres dos pacientes se transformam em brexós para funcionários peixinhos da Dra. Clélia.
Os vigilantes trabalham bebendo. Tem uma funcionária do SISREG apelidada carinhosamente por Dondon que já deve ter aberto uma farmácia com tanta medicação que ela pega dalí  através de médicos e representantes, inclusive facilita receitas de medicamentos controlados com suas médicas parceiras em troca de presentinhos e favores.
Os vigilantes que ficam na entrada do portão principal não servem de absolutamente nada, a não ser pra entrar na madrugada e ir estuprar as pacientes que muitas vezes estão dopadas de medicações fortes e nem sentem o que acontece com elas, e alguns vigilantes que trabalham dentro dos pavilhões também fazem isso... pois é... eles também querem desfrutar desse prazer gratuito que tem lá.
O pior de tudo é que já foi feita uma sindicância para apurar todos estes fatos mais quando o caso chegou as mãos da Dra Clélia Lucena foi abafado e engavetado. Ela ainda diz mais: "Isso só vou ver depois das eleições". Isso é uma vergonha. É o fim da picada. Onde está o Governador José Maranhão que não vê uma coisa dessas? Acho que o que ela quis dizer com isso é que se ela permanecer lá dará uma disfarçada em alguns assuntos pra da uma de eficiente, mas se ela voar dali, os pacientes e alguns funcionários que se explodam.
Resumindo... no Juliano Moreira tem de tudo : estupros a pacientes, tráfico de drogas, desvio de medicação e mercadoria alimentar, perseguição a funcionários de bem, espancamento a pacientes inclusive idosos, fraude de documentos e etc.
É isso ai, aproveite e meta as canetas. Quero ler essa matéria sentado de camarote e ver esses corruptos fraudulentos e sem vergonhas correrem feito formigas atrás de salvar suas cabeças. Quem aqui faz aqui paga. Agora chegou a vez de cair a máscara dessa “mundiça” do Complexo Juliano Moreira que se dizem Chefes responsáveis. "Isso  até parece uma piada, pode crer. É inacreditável.”
Paraíba Já

Fonte: Paraíba Já

julho 07, 2010

Denúncias e mortes levam MP a investigar clínicas psiquiátricas de Londrina


Denúncias e mortes levam MP a investigar clínicas psiquiátricas de Londrina

Veja o vídeo em  RPCTV Paranaense

Em depoimento, pacientes, familiares e ex-funcionários relataram várias irregularidades, como falta de funcionários e de higiene. De acordo com o MP, dois pacientes morreram depois de serem espancados dentro dos estabelecimentos

Denúncias de maus-tratos e a ocorrência de duas mortes levaram o Ministério Público (MP) de Londrina a propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL) e para a Villa Normanda Psiquiátrica Comunitária. O documento deve ser assinado ainda esta semana e é resultado de investigações iniciadas em fevereiro. As duas instituições, localizadas na zona oeste, são gerenciadas pelo mesmo grupo e atendem pacientes do Sistema Único de Saúde.

O promotor da Saúde, Paulo Tavares, informou que esteve nas clínicas e constatou várias irregularidades, como falta de funcionários, baixa qualidade da alimentação distribuída aos pacientes e precariedade na higiene.

Conforme ele, no TAC, o Ministério Público pedirá que a direção da clínica corrija as irregularidades. “Se houver algum tipo de resistência, poderemos entrar com uma ação na Justiça, pedindo inclusive a interdição das clínicas”, afirmou.

Ele acrescenta que a CPL deveria ter 80 auxiliares de enfermagem, para atender os 200 leitos, mas conta apenas com 25. “Também recebemos denúncias de familiares, ex-funcionários e ex-pacientes. Muitas delas relacionadas a agressões praticadas, principalmente, na CPL”, disse.

De acordo com o promotor, os casos de violência são os que mais preocupam, pois os pacientes não estão sendo assistidos. O MP e a Polícia Civil investigam duas mortes que ocorreram no interior da Clínica Psiquiátrica. As duas pessoas foram vítimas de espancamento: Deise Maria Maistrovicz, 48 anos, morreu em setembro de 2009; e Dorival Jesuíno Silva, 59 anos, morreu no final de janeiro deste ano.

“Os espancamentos foram realizados por outros pacientes, o que demonstra falha na estrutura do local. Temos informações de que um grupo de pacientes da CPL, que seriam responsáveis pela segurança da clínica, cometeu várias transgressões” , afirmou.

Perguntado sobre a responsabilidade das mortes, o promotor informou que não poderia apontar os responsáveis, uma vez que os inquéritos policiais não foram concluídos.

"Omissão do Município"

Para o promotor Paulo Tavares, os problemas relatados por pacientes e ex-funcionários são resultados de “omissão da Prefeitura”. Ele afirmou que a Diretoria de Auditoria, Controle e Avaliação (Daca) da Secretaria da Saúde realiza uma fiscalização de rotina nas clínicas e nunca apontou nenhuma irregularidade. “Como o serviço é contratado pelo Município, deveria haver uma fiscalização mais rigorosa no atendimento prestado. Por isso, acredito que houve omissão do poder público diante das irregularidades constatadas”, afirmou.

TAC

O secretário municipal de Saúde, Edson de Souza, negou que a Daca tenha sido omissa na fiscalização. Segundo ele, a comissão de humanização do Conselho Municipal de Saúde realizou uma vistoria nas clínicas no mês passado, mas ainda não entregou relatório. “Eles chegaram ao lugar de surpresa e foram na clínica. Devem apresentar [o relatório] na próxima reunião neste mês”, disse. De acordo com o secretário, a Daca cumpre o trabalho proposto, “dentro das possibilidades da estrutura”.

Souza disse ainda que a possibilidade de romper com as clínicas não está descartada, mas ponderou já que não há outra instituição que ofereça o serviço. “Autorizamos a instalação de um Caps na zona sul e trabalhamos com os hospitais zona norte e zona sul para disponibilizarem leitos para esses pacientes”, disse. O secretário afirmou ainda vai propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e, se o termo não for cumprido, pedirá o rompimento do convênio.

Clínicas negam irregularidades

Em nota enviada pelo advogado das clínicas Psiquiátrica de Londrina e Villa Normanda, a direção das instituições nega as irregularidades.

“A direção (...) vem a público externar sua repulsa contra a série de inverdades que estão sendo veiculadas pela imprensa, dando publicidade de forma distorcida e ideológica a fatos que não ocorreram ou se deram em outro contexto, e sem a participação de seus profissionais” , diz parte da nota.

A direção da clínica ressaltou que cumpre “não só as exigências emanadas pelos Órgãos de Saúde, mas [sic] renovando e se aparelhando constantemente” .

A direção pede ainda que todos os fatos sejam apurados e esclarecidos, para “que se estabeleça a tranquilidade necessária para a população usuária em prol dos doentes mentais, seus familiares e de toda a equipe de valorosos trabalhadores da saúde mental que exercem suas atividades nestes hospitais.”

A nota não é assinada por nenhum diretor ou advogado das clínicas.

junho 07, 2010

Denúncia de manipulação da Conferência Estadual de Saúde Mental do Rio de Janeiro

Arcos da Lapa - Rio de Janeiro

Nota do blog: Leia o e-mail abaixo do psiquiatra Fernando Ramos sobre o papel da CESM-RJ num dos maiores imbróglios que antecede a IV Conferência Nacional de Saúde Mental, a ser realizada neste mes de junho em Brasília. Trata-se de um golpe da comissão organizadora, formada prioritariamente por representantes do CES, com anuência da SES e Defesa Civil do RJ. O golpe tem por objetivo esvaziar o debate político em torno da construção de diretrizes para a reforma psiquiátrica e a política de saúde mental no estado do Rio de Janeiro.

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Estamos a menos de uma semana da realização da IV-CESM-I do Rio de Janeiro e vivemos um completo caos. Não há, até o momento, nenhum regimento publicizado. Não sabemos, sequer, o horário de início da Conferência na próxima sexta-feira. Sabemos apenas que se trata de uma Conferência claramente manipulada e que fere escandalosamente qualquer princípio democrático. Entre outros abusos, está claramente manifesta a intenção de calar a voz do município do Rio de Janeiro, ao se restringir, de forma absolutamente ilegítima, o número de delegados que representarão esta cidade, tanto na etapa estadual quanto na municipal. Em termos de população, o Município do Rio de Janeiro representa praticamente 40% da população do Estado, no entanto, recebemos menos do que 17% dos delegados para a etapa estadual e menos de 19% para a nacional – e isso depois de difíceis negociações, pois o que se propunha, até poucos dias atrás, era que o Rio ficasse com 12% dos delegados (8 delegados ao todo). No entanto, a macrorregião formada pelo norte e noroeste fluminense, por exemplo, que somam apenas 7% da população, ficou com 18% dos delegados. Francamente, não há critério de equidade que justifique essa distribuição tão desigualmente distorcida!

A última notícia que acabamos de receber, informando que apenas os delegados usuários terão direito à estadia durante a Conferência, fornece o fecho de abóbada dessa estratégia manipulatória posta em prática pela CO da IV-CESM-I do Rio de Janeiro. 

Vejamos quais são esses mecanismos casuísticos e manipulatórios, e quais suas possíveis – ou prováveis – finalidades políticas:

1. Mecanismo: Eleição no primeiro dia para os delegados nacionais.

- Possível Finalidade: Esvaziar o restante da Conferência e garantir que os delegados já escolhidos nas etapas regionais sejam meramente referendados.

- Comentário: A primeira tentativa era a de que sequer houvesse eleição para delegados nacionais na CESM, pois estes já viriam eleitos das etapas regionais.

2. Mecanismo: Redução absurda dos delegados do município do Rio de Janeiro, tanto para a etapa estadual quanto para a nacional, e hipertrofia, também absurda, dos delegados provindos de regiões de baixa densidade populacional.

- Possível Finalidade: Dar maior voz aos municípios de pequeno porte, os quais são também os mais facilmente cooptáveis pelos interesses políticos locais.

- Comentário: É fato sabido que a capital tem posições mais progressistas em relação à política de saúde mental do que o interior do Estado.

3. Mecanismo: Exigência de que as Conferências Regionais enviassem relatórios bastante resumidos das propostas apresentadas e redução extrema do tempo para discussão das propostas nos GTs.

- Possível Finalidade: Criar um viés nas propostas apresentadas, dificultando a crítica destas e impedindo a inclusão de novas propostas.

- Comentário: É o conteúdo de propostas o componente essencial de uma Conferência de Saúde, portanto, o controle das propostas é fundamental para quem se propõe a manipular o resultado final.

4. Mecanismo: Garantia de hospedagem apenas para o segmento de usuários.

- Possível Finalidade: Favorecer a presença do segmento de usuários, que é o mais vulnerável às forças de cooptação política, dificultando, por outro lado, a presença dos gestores e profissionais, que costumam oferecer maior resistência ao processo de cooptação.

- Comentário: Esse é o golpe mais baixo de todos, pois, sob a justificativa “democrática” de se proteger o segmento mais fragilizado (os usuários), o que se realiza, de fato, é o supra-sumo da manipulação política populista. Assim, ao invés de a CESM se revelar o ápice da democracia, ela se mostra como o cúmulo da mais desprezível demagogia.

5. Mecanismo: Criar confusão, incerteza e cisão, ou seja: dividir e confundir para governar.

- Possível Finalidade: Dificultar e desviar a capacidade de organização das forças políticas progressistas.

- Comentário: É essa, definitivamente, a “casca de banana” que devemos evitar pisar e escorregar!

Diante da cínica “lavagem de mãos” da SESDEC e da manipulação da CO da IV-CESM-I dominada pelo populismo demagógico CES, resta-nos apenas resistir e garantir que a Conferência Estadual se realize, custe o que custar!  Considerando a importância histórica e política do Rio de Janeiro na construção da atual política nacional de saúde mental, seria um desastre e um grave retrocesso a não realização dessa CESM. Lutaremos, mesmo contra uma grave adversidade, para que esta Conferência represente, de fato, os interesses democráticos dos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro. Caso isso não ocorra, faremos a denúncia circunstanciada na plenária da IV-CNSM-I. A não realização da CESM do Rio de Janeiro só beneficiaria as forças políticas reacionárias.

Conclamo a todos que retirem os seus martelos nitzscheanos das gavetas e que, tal como Che-Zaratustra, enfrentemos a marretadas – pero sin perder la ternura jamás - o “caos [diante de nós] para dar à luz uma estrela dançarina”.

Saudações democráticas,
Fernando Ramos

abril 29, 2010

Mais um clínica psiquiátrica na mira do CNJ

Nota do blog: A denúncia abaixo foi publicada no site do Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos, da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (representada no Amazonas pela Associação Chico Inácio). Se você conhece casos de morte e violações de direitos Humanos, faça sua denúncia.


Situação de internos de justiça da Clínica La Ravardiere será reavaliada pelo CNJ

“Juízes de Direito coordenadores do II Mutirão Carcerário do Maranhão realizaram na manhã desta quarta-feira, 28, uma inspeção na clínica La Ravardiere, em São Luís. O objetivo foi verificar as condições físicas, estruturais e de assistência médica oferecidas a 15 portadores de doença mental envolvidos em processos criminais submetidos a tratamento psiquiátrico.

Após a inspeção, o juiz federal Marcelo Lobão, representante do Conselho Nacional de Justiça, anunciou que os processos criminais dos internos serão reavaliados. Também os alertou sobre os perigos da reincidência e da necessidade de dar continuidade ao tratamento na clínica, se necessário.

As constatações da comissão sobre o atendimento dispensado aos internos será informada ao Tribunal de Justiça do Estado e ao CNJ.
O advogado Luís Antonio Pedrosa, do Conselho de Direitos Humanos da OAB-MA, sugeriu a criação de um grupo de trabalho que faça um levantamento do número de doentes mentais que se encontram cumprindo medida de segurança em presídios do Maranhão, em vez de estarem internados em clínicas especializadas.

“Existem na clínica, internos submetidos à medida de segurança que já são considerados aptos ao convívio social, mas, por motivos diversos, ainda não retornaram aos seus lares. Muitos já perderam o vínculo familiar e não se sabe para onde os encaminhar”, relatou o diretor administrativo-social da clínica, enfermeiro Manoel Ramos.

O juiz Fernando Mendonça, da 8ª Vara da Fazenda Pública da Capital, um dos coordenadores do mutirão, destacou que é preciso resgatar ações como as que foram desenvolvidas pelo Núcleo de Atenção em Saúde Mental em 2007, quando foi traçado um perfil dos casos de doentes já recuperados que necessitam de acompanhamento especial no Maranhão.

Segundo informações da direção da clínica, os pacientes são submetidos, diariamente, a procedimentos terapêuticos e a dinâmicas de grupo e integração social. “A Portaria 224/92 do Ministério da Saúde determina que os estabelecimentos que recebem esses pacientes não devem mantê-los em celas fortes, com cadeados”, explica.

MEDIDA – A medida de segurança é aplicada aos portadores de doença mental incurável, ou não, que cometem crimes, com o fim de torná-los aptos ao convívio social. De acordo com o artigo 96 do Código Penal, deve ser cumprida em hospital de custódia e tratamento, nos casos em que é necessária internação do paciente.

Quando não houver necessidade de internação, o tratamento será ambulatorial (a pessoa se apresenta durante o dia em local próprio para o atendimento), com assistência médica ao paciente.

PRESENÇAS – Acompanharam a inspeção o promotor de justiça Haroldo Caetano (Goiás); a coordenadora do Núcleo de Advocacia Voluntária, Marilene Aranha; o secretário estadual de Saúde, Luís Alfredo; o representante da Secretaria de Segurança Pública, José de Ribamar Carneiro, o superintendente de Estabelecimentos Penais, João Bispo Serejo; os defensores públicos do Núcleo de Execuções Penais, Diego Oliveira e Eduardo Salomão; o diretor da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde, psicólogo Ruy Cruz, além da diretora administrativa e do advogado da Clínica La Ravardiere, Ivone Pinheiro e Luiz Américo.”

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão

abril 06, 2010

Carta aberta da Liga dos Camponeses Pobres

Foto postada em Resistência Camponesa
Carta aberta da Liga dos Camponeses Pobres

Escrito por LCP do Nordeste
Seg, 05 de Abril de 2010

Vimos através dessa, denunciar os crimes que estão sendo cometidos na cidade de Lagoa dos Gatos pelo latifundiário, proprietário-herdeiro, Deputado Federal Eduardo da Fonte. No dia 18 de março, o Deputado Federal enviou seu irmão, Maurício da Fonte, para comandar pessoalmente o despejo das famílias acampadas no latifúndio Peri-peri, ordenando que um trator destruísse as casas de alvenaria e barracos de lona dos acampados, as lavouras e roçados de batata, macaxeira, milho e feijão.

No momento da destruição das lavouras, munidos de uma câmera fotográfica, vários acampados se organizaram para registrar a ação. O referido trator foi fotografado destruindo a roça de macaxeira, bem como vários pistoleiros munidos de armas de fogo, inclusive de grosso calibre, que estavam ali garantindo a destruição da plantação das famílias camponesas.

No momento de nosso registro a PM, que já se retirara do local após a desocupação pacífica da área, foi chamada pelas famílias para regressar. Quando a PM chegou, como sempre, só enquadrou os camponeses, oito trabalhadores ficaram cerca de meia hora detidos, recebendo a famosa “geral” em busca de armas, enquanto mais de trinta pistoleiros portando armas explicitamente não foram sequer abordados pela polícia.

Desde o dia do despejo até hoje estamos vivendo um clima de terror na cidade e principalmente nos povoados vizinhos ao latifúndio. Os pistoleiros de Eduardo da Fonte são bandidos da região, inclusive ex-presidiários, velhos conhecidos da polícia por cometerem crimes de morte e controlarem um ponto de venda de “crak” na cidade de Lagoa dos Gatos. O restante do bando de pistoleiros é composto por marginais envolvidos em roubos, desmanches de moto e muitos são foragidos da polícia.

Na última segunda-feira, dia 29 de março, quatro pistoleiros em um Fiat prata, quatro portas, tentaram assassinar um morador vizinho ao latifúndio e apoiador da luta pela terra. Quando o trabalhador se deslocava para seu trabalho foi perseguido pelo grupo, que efetuou vários disparos, tendo um desses acertado a moto e dois outros uma leiteira de alumínio. Felizmente nenhum tiro acertou o camponês, que só não foi assassinado por que seus amigos foram ao seu socorro.

O clima de terror que estamos sofrendo diariamente, por parte do latifúndio, tem tido a conivência do poderes local, onde só os camponeses são tratados repressivamente “dentro da lei”. Tememos que o próximo derramamento de sangue da luta pela terra no estado de Pernambuco, ocorra no latifúndio Peri-peri, dessa vez sob o comando de um Deputado Federal, “legítimo representante do povo”, o senhor Eduardo da Fonte.

Inclusive o Sr. Eduardo da Fonte em suas propagandas eleitorais, demagogicamente, fala que o “crak é um problema de saúde pública” e que ele apóia casas de recuperação de usuários desta maldita droga. Mas em Lagoa dos Gatos, o “ilustre” deputado contrata traficantes de droga para destruir a roça de camponeses e protegerem seu imenso latifúndio.

Denunciamos também o total descaso do Incra, da Ouvidoria Agrária Estadual e da justiça municipal que não enviaram sequer um representante para acompanhar o despejo. O Incra como sempre revela sua inoperância. O superintendente regional Sr. Abelardo, marcou uma reunião no Recife, dia 25 de março, com as famílias despejadas, mas não compareceu e nem mandou nenhum representante. E não é a primeira vez que o Incra obriga os camponeses a arcarem com enormes gastos para irem ao Recife e quando chegamos lá damos de cara com as portas fechadas.

O mais preocupante é que todos estes crimes acontecem: roças e casas de camponeses são destruídas, tentativa de morte contra apoiadores da luta pela terra, e não se toma nenhuma providência, nada é noticiado pelos meios de comunicação. Este cerco contra a luta pela terra faz parte da perigosa ofensiva do latifúndio com a conivência do governo contra os camponeses. Quando trabalhadores com tratores destruíram pés de laranja no latifúndio Cutrale (SP), que se apropriou de terras griladas da União, diga-se de passagem, um grande estardalhaço foi feito. O Presidente da República, o Presidente do STF, senadores e deputados, todos vão a público condenar a ação. Mas quando um deputado federal manda um trator destruir casas e roças de famílias camponesas pobres, nada é noticiado! Nenhuma autoridade diz ou faz nada e as famílias ainda ficam sob a ameaça de bandos de pistoleiros fortemente armados! Até quando estas injustiças e crimes contra o povo seguirão acontecendo impunemente?

Se o campo não planta a cidade não janta!
A luta pela terra não é crime!
O povo quer terra não repressão!
Viva a Revolução Agrária!

Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste

Lagoa dos Gatos - Pernambuco - Brasil
31 de Março 2010


Fonte: Resistência Camponesa

março 25, 2010

Notícias da instituição sinistra

Nota do blog: O que acontece em Cachoeiro do Itapemirim não é nem um terço do que está relatado no livro "A Instituição Sinistra - Morte violentas em hospitais psiquiátricos no Brasil" sobre a mais sinistra das nossas instituições. Recomendamos a leitura desta obra publicada pelo Conselho Federal de Psicologia.

Mais de 400 pacientes sofrem em hospital psiquiátrico em Cachoeiro (Dezembro de 2009)

CRP-16 encabeça trabalhos para mudar realidade dos atendidos pelo SUS na Clínica Santa Isabel, onde há apenas uma psicóloga atuando

O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região/ES (CRP-16), juntamente com os conselhos de Medicina, de Enfermagem, de Fisioterapia e de Nutrição, além de dois representantes do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), realizou uma vistoria em um hospital psiquiátrico em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado, no mês de dezembro de 2009.

Várias irregularidades foram encontradas na Clínica de Repouso Santa Isabel, que recebe repasse do SUS para tratar de mais de 460 pacientes portadores de transtornos mentais graves e dependentes químicos. O MPES já recebeu um relatório com as denúncias que apontam, entre outras questões de saúde, para abordagens que vão de encontro ao que preconiza a Reforma Psiquiátrica Brasileira.

De acordo com a conselheira do CRP-16 Jamily Fehlberg, que tem experiência na área de internação psiquiátrica, e que acompanhou a vistoria conjuntamente à técnica de Orientação e Fiscalização do Conselho, Martha Ferraz, a clínica apresenta problemas na sua estrutura, de recursos humanos, sem falar na insalubridade do local. “Foram detectadas péssimas condições estruturais, um ambiente insalubre e com parcas condições de higiene pessoal”, revelou. A conselheira ainda mostrou a carência por profissionais, sobretudo da Psicologia.

“Na realidade há muito poucos profissionais, técnicos de enfermagem, para os cuidados e segurança dos internados. Além disso, somente uma psicóloga é responsável pelo atendimento a 466 pacientes. Como ela pode dar conta de tanta demanda?”, questionou Jamily.

Denúncias
Há pelo menos quatro meses têm sido realizadas reuniões no CRP-16 e nos conselhos de Serviço Social e de Medicina, Fisioterapia e Nutrição para avaliar as denúncias de abandono, maus tratos e falta de segurança que afetam os pacientes da Clínica Santa Isabel.

E após a vistoria, a direção administrativa do hospital se manifestou dizendo que não há recursos suficientes para contratação de pessoal. Ela alega ainda que o repasse do SUS é muito pequeno para manutenção adequada da estrutura e para proporcionar um tratamento nos moldes da Reforma Psiquiátrica, prevista em lei há quase uma década no País.

Fórum
Para resolver a questão, o CRP-16 e os outros conselhos envolvidos estão formalizando um Fórum de Conselhos Profissionais Ligados à Saúde. “Nele serão discutidos os assuntos referentes aos serviços de saúde e o atendimento à população”, explicou a conselheira Jamily. Ela lembrou ainda que o grupo já produziu um relatório e o entregou ao MPES.

“Vamos também cobrar do governo estadual que ele assuma seu lugar de responsabilidade pela saúde do Estado, que reveja a questão da Santa Isabel”, acrescentou a conselheira. Jamily, porém, reconhece que há muito ainda a ser feito.

“Sabemos que essa é somente a ponta do iceberg da saúde mental em nosso País. Porque a Reforma Psiquiátrica começou a ser implantada e foram desfeitos os grandes hospitais que eram na verdade depósitos de gente”, analisou. Segundo ela, ainda não houve um política pública de saúde forte o bastante para que os serviços substitutivos possam garantir o atendimento de toda a população de usuários, evitando assim as internações como essas da Santa Isabel.

CRP-16 tem puxado os trabalhos
Para Jamily, a participação do CRP-16 está sendo muito bem aceita e tem sido condição para que os demais conselhos tenham a dimensão da subjetividade que deve ser parte do tratamento da loucura e do sofrimento psíquico, bem como para detectar a precariedade psíquica com a qual os pacientes são tratados na Clínica.

Além disso, o CRP-16 vem sediando as reuniões do grupo. E a novidade para o decorrer desse trabalho é a possível criação de um Convênio de Cooperação entre as entidades que realizaram a vistoria. O objetivo será trabalhar a questão da saúde mental e o dever do Estado em garantir esse direito ao usuário do SUS.

Clínica Santa Isabel
Localizada no bairro Amaral, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, a Clínica Santa Isabel atende psicóticos e dependentes químicos pelo SUS. Ela é uma entidade, com fiz lucrativos, que presta serviço ao Sistema Único de Saúde nessa especialidade. É considerado um hospital de grande porte, com atualmente 466 internos. Além de possuir 17 leitos destinados à clientela particular que ficam separados do restante da clínica.

março 20, 2010

Nem tudo é cartão postal: crime ambiental no Polo Industrial de Manaus

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes - Manaus-AM
Postado em viagemmalucoide.wordpress.com

DENÚNCIA

Crime ambiental no Distrito Industrial I de Manaus. Entre as fábricas PALLADIUM e OX RED, um odor insuportável sobe as narinas de quem passa pelo local, próximo ao Conjunto Nova República. Parece um vazamento químico. Curiosamente o fato acontece bem no nariz do Batalhão da Polícia de Choque e da ROCAM.

Até o início desta semana o cheiro nauseabundo espalhava-se pelo ar. A conferir.

A denúncia é do Presidente do Sindicato de Pescadores de Manaus, filiado à CUT.

março 12, 2010

Denúncia: obra proibida recomeça no lago do Aleixo

Pedro Hamilton, presidente do Sindicato de Pesca de Manaus
(sentado à esq. do orador)
Foto: Tiago Mestrinho - Manaus-Amazonas, janeiro de 2009
PARABENS NOBRE COMPANHEIRO PELA LUTA BRILHANTE TRAVANDA POR VOCE ESCLARECENDO A SOCIEDADE AMAZONENSE ATRAVÉS DESTE RENOMADO BLOG,QUERO TAMBÉM SALIENTAR A ESTE MOVIMENTO UM CRIME QUE ESTAR OCORRENDO NO LAGO DO ALEIXO SITO EM FRENTE AO 11 DE MAIO,O PROPRIETARIO DO REMULOS CHAMADO LOBÃO ESTÁ CONSTRUINDO UM PROSTIBULO NA COMUNIDADE BELA VISTA.

ESTA OBRA TINHA SIDO PROIBIDA ANO PASSADO E AGORA ESTRANHAMENTE RECOMEÇOU,ESTÃO FAZENDO BARRAGEM DE CONCRETO INVADINDO A PRAIA QUE JÁ PROVOCOU DESABAMENTO DA ESCADA CONSTRUIDA PELO GOVERNO DO ESTADO.

PEÇO SUA CONTRIBUIÇÃO PARA DENUNCIAR MAIS ESTE CRIME ABSURDO CONTRA NOSSA AMADA NATUREZA.

PEDRO HAMILTON PRADO/SINDICATO DE PESCA DE MANAUS-SINDPAMAN-AM

fevereiro 07, 2010

Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia denuncia prisão de companheiros


Entrevista com camponeses da área Lamarca logo após intensa campanha de perseguição ao movimento camponês em Rondônia - Abril de 2008.

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Boletim n◦ 3 – Manga(MG), 2 de fevereiro de 2010

Companheiros Wanderson e Flávia continuam presos

Prisão de trabalhadores

é perseguição política

Lutar pela terra não é crime!


A Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia vem a público REPUDIAR e DENUNCIAR mais esta ação de criminalização, desmoralização e perseguição que o Estado vem impondo ao movimento camponês de uma forma geral, e em particular aos militantes e apoiadores da luta camponesa combativa.

As prisões dos companheiros Flávia Avelina e Wanderson Antônio, assessores da LCP que atuam no apoio ao trabalho de alfabetização de jovens e adultos no campo e na organização dos cursos de formação do movimento, é mais um fato absurdo da dura realidade que os opressores deste Estado podre, burguês e latifundiário impõem sobre as costas do povo pobre.

Os companheiros Wanderson e Flávia estão mantidos presos desde a noite do dia 16 de janeiro, sob a acusação de porte ilegal de arma. Apesar de serem réus primários, terem residência fixa, serem conhecidos e reconhecidos como trabalhadores e professores do movimento camponês, os companheiros tiveram o pedido de liberdade provisório negado pela juíza de Manga, Maria Beatriz da Costa Biassutti. É assim que age a justiça do Brasil. É uma justiça para os ricos e poderosos e outra justiça para os pobres e explorados.

Os ricos e poderosos praticam todo tipo de crimes e continuam impunes: roubam o dinheiro público, violam o direito dos trabalhadores, cometem crimes contra a economia popular, roubam terras, etc., etc. Só para citar um exemplo, o banqueiro Daniel Dantas, que enriqueceu da noite para o dia com suas falcatruas praticadas junto com políticos, foi preso num dia e no outro já estava rua por ordem do Gilmar Mendes, chefe do judiciário brasileiro. As pessoas do povo são presas e mantidas encarceradas por longo tempo por defender seus direitos; já Daniel Dantas, conhecido bandido e comprovado ladrão do dinheiro público, ganha liberdade no dia seguinte.

Delegado abre campanha de perseguição à Liga dos Camponeses Pobres

O delegado de Jaíba, Bruno Esteves da Costa, recém chegado à região, abriu uma campanha de perseguição à LCP. Além dos companheiros Wanderson e Flávia, acusa os companheiros João Batista Pereira da Cruz (Pedrão) e José Ilson Silveira de formação de quadrilha. Sem apresentar nenhuma prova, em seu relatório encaminhado à justiça, o truculento delegado Bruno da Costa afirma textualmente que a LCP é uma “organização criminosa com ânimo associativo e definitivo que tem o fito de prática reiterada de crimes, como esbulho possessório, entre outros que estão sendo apurados, como os de extorsão e desvio de verbas públicas”.

O delegado não sabe do que está falando. Chegou agora na cidade, quer mostrar serviço para os ricos da região, mas só está repetindo o que os seus amigos latifundiários lhe sopraram nos ouvidos. Além é claro da baboseira reacionária que deve ter aprendido nos manuais de formação do aparato repressivo do país que, passando por cima da lei, trata toda a luta do povo pobre como crime.

O que este forasteiro parece não saber é que as terras do Norte de Minas eram terras devolutas onde moravam dezenas de milhares de famílias, a maior parte descentes de índios e negros que há séculos ocuparam esta região, estes últimos fugindo da escravidão. Quem praticou “esbulho possessório” (tomar terra que é de outro) foram os fazendeiros ricos acobertados pela Ruralminas e pela PM que na época do regime militar expulsaram milhares de famílias das terras que eram cultivadas por seus bisavós. O conhecido massacre de Cachoeirinha, ocorrido em 1967, quando 63 crianças morreram de fome e frio no mato, após o ataque da PM para expulsar os camponeses das terras foi o mais notório crime cometido naquela ocasião.

Qualquer pessoa do povo sabe quem são os ladrões de terra desta região e sabem muito bem quem é a Liga: a LCP surgiu nesta região da histórica necessidade dos camponeses de se mobilizarem e organizarem na luta pela retomada de suas terras roubadas pelo latifúndio.

O sr. delegado parece não saber mas a Constituição Federal garante no Brasil o direito à livre associação. E nestes mais de 10 anos de existência da LCP, esta associação livre e independente de camponeses pobres retomou mais de 60 áreas onde hoje milhares de famílias estão em suas terras, têm a propriedade de seus lotes e transformaram suas vidas ao se libertarem da exploração do latifúndio. Dividir as terras das grandes fazendas trouxe mais produção e comércio para a região.

Há muito ainda o que fazer, mas a justiça está começando a ser feita. É por isto que a LCP é respeitada pelo povo e pelas pessoas honestas e democratas que a conhecem. Mas temos consciência e sentimos as conseqüências do temor e ódio que o latifúndio nos devota.

Para seu conhecimento, sr. delegado, a LCP já realizou 5 congressos (reunidos nas cidades de Montes Claros, Jaíba, Janaúba e Manga) e já prepara o seu 6º Congresso; realizou dezenas de passeatas e manifestações públicas; seus militantes estiveram em um sem número de audiências com autoridades municipais, estaduais e federais para tratar de assuntos de interesse dos camponeses. Realizamos lutas conjuntas em defesa da educação e saúde públicas, por melhores condições de transporte; lutamos com os irrigantes contra as taxas extorsivas de água e luz cobradas pela Codevasf; lutamos contra a perseguição do Ibama e IEF que usam a legislação ambiental para perseguir os camponeses e expulsá-los de suas terras.

A LCP é um movimento independente que não vive de créditos do governo e que se sustenta pelo apoio das famílias camponesas e da solidariedade de operários, professores, estudantes e demais democratas e suas organizações que apóiam a luta pela terra no país.

Repudiamos, portanto, mais uma vez e de forma enérgica, as calúnias do sr. delegado Bruno da Costa ao tratar a Liga como quadrilha. Reserve esta denominação para as quadrilhas de verdade que atuam no poder executivo, legislativo e judiciário, na polícia, que agem impunemente no assalto aos cofres públicos e que nada é feito para detê-las. Ou para as associações de latifundiários que montam grupos de matadores para atacar lideranças e famílias que legitimamente lutam por um pedaço de terra.

Estes fatos que ocorrem hoje no Norte de Minas não são fatos isolados. Fazem parte de uma campanha reacionária de criminalização e perseguição aos movimentos sociais, mas particularmente aos camponeses pobres, cujo patrocinador é o Presidente da República, sr. Luis Inácio, e os encabeçadores são a senadora/latifundiária Kátia Abreu e o presidente do Supremo Tribunal Gilmar Mendes.

Convocamos o povo trabalhador e todos os democratas, cidadãos de bem, progressistas e intelectuais honestos a repudiar os ataques à LCP e a apoiar e defender estes companheiros que lutam por uma verdadeira democracia.

Convocamos os camponeses pobres, os trabalhadores da cidade, todos cidadãos progressistas e democratas para grande manifestação
(aguardem marcação de data e local da manifestação)

Exigimos a liberdade dos trabalhadores Wanderson Antonio e Flávia Avelina!

Pelo fim da perseguição ao movimento camponês!

Não à criminalização dos movimentos sociais!

O povo quer terra, não repressão!

Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres