janeiro 31, 2008

Olha o CEBES aí, gente!

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde * cebes.org.br * 24 de janeiro de 2008

__BLOG DO CEBES____________________________________________

Conheça e divulgue o novo Portal do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde na Internet e participe do BLOG DO CEBES, o mais novo espaço interativo dedicado ao avanço da Reforma Sanitária no Brasil. Confira as colaborações mais atuais e participe enviando também a sua opinião!

Cenário pós-CPMF: reorganização das forças sociais é crucial para garantir recursos à área da Saúde, defende presidente do Cebes

Entrevista: O lobby da indústria de bebida faz governo recuar, analisa Mário Scheffer, diretor do Cebes

Cebes e entidades da área da Saúde lançam nota em que exigem financiamento e regulamentação da EC-29

__VEJA MAIS________________________________________________

.anote na AGENDA
28/JAN: debate "Os rumos do PAC da Saúde", com participação do ministro José Temporão e convidados, entre eles Sonia Fleury.

análise de CONJUNTURA

Saúde: Estudo de caso enfoca a participação social na construção do SUS

Saúde: De onde sairão mais recursos para o financiamento da Saúde?

Saúde:Documento traz análise sobre desafios e perspectivas do SUS

Política e Econômica: Fim da CPMF abre espaço para alterações mais profundas no sistema tributário.

outros DESTAQUES

Fórum Social Mundial 2008 promove Dia de Mobilização e Ação Global no próximo sábado, 26/janeiro

Lançado portal na Internet que traz legislação em Saúde da Argentina.

RADAR da mídia

Mesmo sem prestígio, 'Conselhão' terá orçamento 73% maior em 2008 (O Estado de S. Paulo)

PAC da Saúde desaparece sem a CPMF, diz Temporão (Agência Saúde).

o cebes PARTICIPA

Cebes defende os desafios da Reforma Sanitária em congresso de estudantes de medicina .

o cebes no CNS

Reunião de janeiro do CNS discute conjuntura da Saúde e planejamento das atividades de 2008 .

FALE conosco

Ajude o Cebes a construir esse espaço coletivo, encaminhando críticas, sugestões, textos, opiniões e conteúdos.
Aguardamos a sua contribuição!

Fotografias que fizeram história



...a humanidade e as civilizações num olhar...
Execução em Saigon

"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara? - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em 1 de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong. Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.

Nota: Material enviando pela cineasta Aurélio Michiles

Psiquiatria: vagas para o CAPS de Campos do Jordão


Concurso público: Alô Campos do Jordão, Vale do Paraíba, São José dos Campos, Taubaté e adjacências se liga aí!

A PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA DE CAMPOS DO JORDÃO faz saber a quem possa interessar que estão abertas inscrições do CONCURSO PÚBLICO, para o preenchimento de cargos vagos etc... etc....

Inscrições de 29 de janeiro a 22 de fevereiro de 2008

3 vagas para médicos psiquiatras

Outras informações nos sites:

www.mouramelo.com.br ou www.pciconcursos.com.br

janeiro 30, 2008

Livro dá voz aos mapuche do Chile

Foto: Antoninho Perri - Elba Soto, do povo mapuche, Chile

Unicamp
Publicada pelo Centro de Memória, obra é resultado de pesquisas feitas para tese de doutorado

Livro dá voz aos mapuche do Chile
LUIZ SUGIMOTO

Mapu significa terra e che, pessoa. Os mapuche são pessoas da terra. Suas terras iam do Chile à região de Buenos Aires. Na sua viagem por terra ao Brasil, a chilena Elba Guillermina Soto Veloso identificou denominações mapuche em placas indicativas até as proximidades da cidade gaúcha de Uruguaiana. "Com a criação das repúblicas do Chile e da Argentina, passamos a ser um povo separado em dois países. Não somos mais considerados uma nação".

Leia mais em Unicamp - Sala da Imprensa

Rubens, Soldades!

S.O.S. MAM
Caros (a),

Rubens Gerschman resolveu virar uma escultura de ar e nuvens.

Como os seus poemas-portáteis, recordo os momentos em que ousava romper o silêncio e o vazio da repressão política e da auto-censura, criando uma escola aonde a arte e a vida pudesse se expressar em sua plenitude.

Nos anos 70, tive uma relação de amizade e companheirismo com este grande artista, quando ele dirigiu e fez acontecer a Escola de Artes Visuais - Parque Lage.

Fui seu aluno no curso "Cotidiano" (criado por ele), numa ousada proposta pedagógica que estabeleceu um núcleo criativo e participativo, sem censuras, em plena ditadura.

Quando do incêndio do Museu de Artes Moderna do Rio de Janeiro, Rubens saiu a frente e criou o movimento "S.O.S. MAM" e convidou-me para criar e dirigir uma ação teatral coletiva com os alunos do Parque Lage:
Aurélio Michiles, Ademar, Bia Bedran, Camilo, Cláudio Nucci, Evandro Salles, Fernando, Inês, Juca Filho, Luiza, Lucas, Marina, Nícia, Roberto Berliner, Rosana, Sheila, Paulo, Paula Pape, Vicente, Zéca, Joelson (percursionista), Zé Renato (violão e voz).

"TRABALHOVIDA", "ARTINDOAMERICA", "ARTVIDA"

Sob batucadas e cantos "indígenas" reconstruímos a obra "O PEIXE", de Joaquim Torres Garcia, uma das muitas obras perdidas no incêndio.

Ano passado o encontrei num restaurante e ele lembrou-me:

"- Aurélio, ano que vem (2008) faz 30 anos do "S.O.S. MAM", temos que fazer alguma coisa".

Rubens, Soldades!

Aurélio Michiles

PS. ..e tem mais, faz parte da filmografia de Walter Carvalho, o curta "S.O.S. MAM", mas não podemos esquecer de revermos o belíssimo filme "Triunfo Hermético" (35mm, cor),14 min.,1971/72.
Dir., Rot.e Cenário: Rubens Gerchman/Dir. fotografia e câmera: David Zingg/Música Original: Airto Moreira
(Stanley Clark,baixo; Flora Purim,violão e vozes;Pat Nolan, flauta; Airto Moreira, percussão e flauta).
Montagem: Thomas Handdloser e Rubens Gerchman.

janeiro 29, 2008

Ivan de Oliveira mata a cobra e mostra o pau


Mensagem - Amigos, durante toda a semana que passou o Morro da Liberdade e demais comunidades da nossa cidade aguardaram, com certa ansiedade, a chegada deste domingo, 27 de janeiro, em particular a apresentação do Programa da Rede Globo de Televisão "O Fantástico", onde deveria ir ao ar uma matéria sobre o projeto AMIGOS DA ESCOLA, matéria gravada com a participação da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, a Escola Estadual Adalberto Valle e demais membros da comunidade, porém, a referida matéria foi prorrogada para o próximo domingo, de acordo com a nota enviada pela coordenadora de Projetos da Central Globo de Comunicação Sra. Vanise P. Martins. E é esta informação, que vem logo a baixo, que a Reino Unido divide com todos vocês como forma de justificar o ocorrido.
E vamos aguardar o próximo domingo chegar.
Um abraço.

Ivan de Oliveira (Diretor de Comunicação da Escola)
Tel 9966.9758

*****

Justificativa - Date: 28/01/2008 14:24
Subject: matéria no Fantástico
To: ivan.olivveira@ig.com.br

Caros Senhores,

Agradecemos pelo empenho e esforço empregados para que pudéssemos gravar a matéria do Amigos da Escola.

Infelizmente, a matéria foi prorrogada para o dia 03.02, data escolhida pelo Fantástico, na última hora. Tal escolha deve-se ao fato da revista eletrônica estar muita extensa e, além disso, a direção do programa optou por veicular a matéria no domingo de carnaval, data ainda mais apropriada.

Vale salientar que o jornalismo da TV Globo possui tal prerrogativa de alterar a data da veiculação das matérias, se necessário for sem que possamos intervir. Mesmo assim, pedimos escusas pelo transtorno causado.

Temos certeza de que a matéria irá abrilhantar ainda mais o excelente trabalho de todos, bem como valorizar a escola, os educadores, voluntários, alunos e, é claro, os parceiros envolvidos para que as atividades aconteçam de fato.

Escolhemos e acreditamos que ações como estas merecem ser replicadas por todo o país, como exemplo de boas práticas e de resultados positivos para a comunidade que se mobiliza, onde a solidariedade também se aprende na escola.

Obrigada pelo carinho e dedicação e continuem a fazer a diferença.

Um forte abraço.

Vanise P. Martines

Coordenadora de Projetos

Central Globo de Comunicação

Rede Globo

janeiro 28, 2008

2007: Vinte Anos Depois do Malandro Luis Antonio

Foto: Ruth Toledo - Luis Antonio Martinez Corrêa, 1976

VINTE ANOS DEPOIS DO MALANDRO LUIS ANTONIO

Por Jair Alves

Para todos os componentes, de todos os tempos,
da Cooperativa Paulista de Teatro


Véspera de Natal do ano de 1987, a classe artística foi sacudida com uma notícia, no mínimo insólita. O diretor teatral Luis Antônio Martinez Corrêa é encontrado morto, dois dias antes, vítima de um assassinato insano, em seu apartamento no Ipanema - Rio de Janeiro. Mais tarde, esse tipo de crime se tornaria comum na vida urbana, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Para muitos, aquela violência era uma novidade, para poucos era o rastro da serpente que começava a se manifestar de forma clara e inequívoca. A tão cantada violência dos dias de hoje já se manifestava naquele tempo, e esse grande artista e amigo foi vítima. Diante de tamanha brutalidade, muito pouco pôde ser feito. De minha parte, escrevi logo em seguida um texto teatral, mostrado nas cidades do México e Washington, que provocaram as mais diferentes reações. Nem entendi direito porque tamanha gritaria. A peça relata as condições em que um artista, depois de ter sobrevivido uma ditadura do Estado, acaba sucumbindo diante de um verdugo infame. Hoje entendo a intensidade das discussões naquelas cidades, elas estavam bastante avançadas, em relação ao que aqui nós ainda ingenuamente acreditávamos. Os nativos da província brasileira achavam que bastava tão somente conquistar o Poder do Estado, para resolver todos os nossos problemas - as questões sociais, ao menos. Hoje, passados vinte anos é oportuno indagar o que de fato aconteceu com o contexto social? A seqüência de modificações políticas nacionais parece que perdeu importância. Para muitos, a História morreu e a Arte, por sua vez, nada mais representa do que um produto de consumo. Dentro de processo que se inicia era natural, no final de 1987, que um artista com a formação que tivera Luis Antonio fosse uma das primeiras vítimas, não a única, apesar de seu significado simbólico.

No ano seguinte (1988), as forças progressistas tiveram importante vitória eleitoral, vencendo as eleições municipais nas capitais brasileiras, expressivamente na cidade de São Paulo e em quase todas as cidades do ABC paulista. Registra-se aí que essa vitória aconteceu nos minutos finais do segundo tempo, fruto da violência explícita do exército brasileiro que metralhou operários em greve, na Usina de Volta Redonda. O ocorrido, algumas horas antes, teve grande repercussão nacional, interferindo significativamente no resultado do pleito. Nas eleições presidenciais de 1989 os conservadores deram o troco, produzindo o mesmo fenômeno, artificialmente (seqüestro do empresário Abílio Diniz e entrevista bombástica, acusando o candidato, hoje presidente da República – Luis Inácio Lula da Silva - de ser pai de uma criança, o que ele nunca tinha negado). Naquele momento, a população ainda se ruborizava com esse tipo de escândalo, verdadeiro ou não Era, sem dúvida, mais um capítulo da luta pelo poder do Estado.

Nos anos que se seguiram, por mais de uma década, mesmo sem ter perdido o Poder do Estado, os responsáveis por aquela miséria social que começava a se manifestar não conseguiram estancar seus efeitos. Hoje, os apelos dos progressistas de um lado e dos conservadores do outro se confundem e, na maioria das vezes, a população fica atônita sem saber para que lado corre o rio. Daí é legítimo perguntar onde a vida e obra de Luis Antonio podem ser vista, como contraponto desse caos urbano? O mundo desse artista foi elaborado, pacientemente, numa atmosfera muito rica onde não faltaram informação e formação humanista. Filho mais novo de uma família de sociólogos e Artistas, criado num ambiente escolar formidável. Seu pai, um educador, foi praticamente diretor de escola secundária a vida toda, e sua mãe a perfeita personagem título de “Mãe”, do romancista russo, Gorki. Seu universo literário, o melhor. Teve sua primeira experiência, como diretor teatral, aos 16 anos, sempre voltado a aprender. Sua matéria prima era a vida das prostitutas, que se reuniam muito próximo à sua casa - a famosa Rua 7, na cidade de Araraquara, para desespero das famílias conservadoras. Sua devoção era o teatro, e tinha um carinho muito especial e fraterno pelas mulheres, com certeza a retribuição para a vida diária do mesmo carinho recebido das irmãs e mãe. Luis Antonio era o caçula. Já em sua terra natal começou a elaborar seus projetos teatrais, que marcaram sua vida profissional e o teatro brasileiro: Casamento do Pequeno Burguês; O Percevejo, e o que se transformou na sua principal obra, apesar de dividi-la com Chico Buarque de Holanda, a Ópera do Malandro. Durante muitos anos estudou, exaustivamente, duas óperas predecessoras, a saber, Ópera dos Mendigos e Ópera dos Três Vinténs, (de John Gay e Brecht, respectivamente). A morte de Luiz Antonio, em 23 ou 24 de dezembro de 1987, espetado como um São Sebastião, significou que no mundo atual não se tem espaço para viver, como queria o artista e amigo, muito menos espaço para o sonho que ele projetou. As cenas criadas por ele, tendo como cenário de papelão, são a expressão mais intensa da vida. Luis Antonio não ousaria colocar um corpo morto em cena, ainda que fosse um ator que, ao final, se levantaria ao apagar das luzes. Não fazia isso porque repudiava a morte e a violência. Morreu sendo vítima dela - cenas que povoam, hoje, os noticiários do horário nobre e os filmes que prometem bilheterias avassaladoras. Tudo blefe.

No lançamento de O Percevejo, em São Paulo, fui me encontrar com Luis Antonio no balcão da chopperia do Sesc-Pompéia. Lá estava ele, impecavelmente bem vestido. Estréia concorrida, com presença de Caetano Veloso que, naquele momento, dava uma canja no show de Jorge Mautner que animava a festa. Ficou feliz ao ver que um dos irmãos Campos viera com camisa vermelha, para lembrar os bons tempos da Revolução (estávamos em 1983 e o Estado socialista Soviético só cairia sei anos depois). Convidei-o para tomar um chopp e ele, com vergonha, disse que estava sem um tostão. Não permiti que o constrangimento fosse a interrupção daquela magia, e falei: “Podemos, enfim, comemorar. Ainda que indiretamente conseguimos trabalhar juntos”. Ele respondeu, “É verdade”. Naquele ano a Cooperativa produziu os quatro melhores espetáculos da cidade de São Paulo. Percevejo era um deles. Incrível mundo esse em que vivemos. Cria cenas como àquela onde o artista, por essa época, tinha produzido a Opera, enriquecendo muitas pessoas e, indiretamente, gravadoras, multinacionais, projetando carreiras de muita gente, mas não tinha um vintém para pagar um chop. Não era preciso naquele momento, ao menos. Eu pagava. Mas, por quanto tempo?

Luis Antônio Martinez Corrêa ainda será mais do que um nome de Casa de Cultura, e muito mais que um logradouro. Vai ser referência para muitas gerações de jovens, até o final dos tempos. Sempre haverá um piano, tocando ao fundo The Ballad of Mack the Knife, em português, com palavras de Chico Buarque de Holanda (como se dizia antigamente).

Edições Macunaima

***

Leia mais sobre Luis Antônio Martinez Corrêa (1950-1987)

janeiro 27, 2008

Conheça a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade

Foto: Rogelio Casado - Ivan de Oliveira, Banda da Bica, Manaus-AM, 26.01.2008

Ivan de Oliveira, diretor de Comunicação da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade
O SITE DA REINO UNIDO DA LIBERDADE

Desde o dia 15 de janeiro, as pessoas interessadas em conhecer um pouco mais da história da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade já voltaram a acessar o Site da Escola, (http://www.gresreinounidodaliberdade.com.br/), que estava em manutenção. As informações como: Enredo, Samba de Enredo , Letra do Samba, atual Diretoria, Títulos e outras curiosidades, podem ser encontradas no endereço acima.

Outras informações você encontra ligando para os telefones que estão lá.

Contatos: Ivan de Oliveira (Diretor de Comunicação da Escola)
Tel. 9966.9758

Mensagem de Humberto Amorim


Fique atento!
Meu caro Rogelio,

Durante o mês de maio vindouro, o nosso programa Momentos de Jazz terá a cada domingo meia hora de Sinatra e sua música. O último programa do mês será completamente Sinatra, com sorteio de cds e dvds de um dos maiores cantores da canção norte-americana.

São estes os acontecimentos que irão marcar os 10 anos sem The Voice, que nos deixou exatamente no dia 14 do citado mês.

No mês de abril (5 de abril aniversário de nascimento da Billie Holiday) completaremos 13 anos no ar.

Desde já, pela divulgação, obrigado, e

Um abraço,

Humberto Amorim

janeiro 26, 2008

Fórum Social Mundial: dia de mobilização e ação global


Manaus Amazonas Brasil 26 de janeiro de 2008

Somos milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos,
sindicatos de todas as partes do mundo; vimos de aldeias, regiões, zonas
rurais, centros urbanos; somos de todas as idades, povos, culturas e crenças,
mas estamos unidos pela firme convição de que


UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL


Hoje (26/01/2008), em todo o mundo,
trabalhadores urbanos, rurais, negros, indígenas,
mulheres, jovens e adolescentes, deficientes
físicos, sindicalistas, e outros inúmeros segmentos
da sociedade, realizam manifestações contra o
neoliberalismo, o racismo, a guerra e toda forma
de violência. Esse conjunto de fatores é
responsável pelas injustiças e exclusão social,
pela destruição do meio ambiente e mudanças
climáticas, dentro outros males que afligem os
povos de todo o planeta. Resultam de políticas
adotadas pelos governos de muitos países que
privilegiam apenas os interesses de grandes
grupos econômicos.

Esta data foi chamada de Dia de Ação Global
e é parte integrante das atividades do Fórum
Social Mundial, que este ano foi descentralizado e
acontece nesta semana em todos os países.

Ao mesmo tempo, reúnem-se em Davos FSM 2009
(Suíça), líderes governamentais e dirigentes de
grandes corporações multinacionais para definir
as ações para dar continuidade ao crescimento
econômico. São estes personagens que irão
desenvolver projetos para que o neoliberismo
continue avançando desenfreadamente, sem
respeitar governos legitimamente eleitos que contrariam
os interesses dos grandes capitalistas e sem dar
ouvidos aos clamores de todas nações contra a
exploração predatória da natureza e dos recursos
naturais.

A cada ano tem crescido o sentimento
mundial contra esta situação. Por toda parte do
planeta as pessoas rejeitam as iniciativas que estão
planeta como conseqüência das mobilizações que
deram origem ao Fórum Social Mundial.

Nós, amazonenses e amazônidas, também
nos juntamos a este esforço da sociedade civil de
todos os países para dizer NÃO às ações
governamentais e empresariais que ameaçam
nossas vidas e nosso futuro. Conclamamos a
todos os movimentos sociais e organizações
populares a ampliar a articulação para a edição do
FSM 2009 que acontecerá em Belém (PA).

Convidamos, ainda, todos e todas a unir suas
vozes em defesa da soberania do povo brasileiro e
de todos os povos, especialmente da América
Latina; em defesa de um modelo de
desenvolvimento sustentável, que respeite a
diversidade étnica, cultural e ambiental; em
defesa da paz, pelo fim de toda forma de violência!

Entidades e Movimentos participantes
Central Única dos Trabalhadores CUT (e sindicatos fiiados), Articulação de Mulheres do Amazonas (AMA), Movimento Articulado de Mulheres do Manaus (MAMA), Articulação Brasileira de Mulheres (AMB), Conselho Indigenista Missionário CIMI, Rede de Educação Cidadã/Talher, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetrag), Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Manaus (Sintraf), Rede de Mulheres Positivas, Centro de Defesa da Mulher (CDM), Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Mov. Fé e Política “Construindo um Poder Popular”, Movimento Comunitário pela Cidadania (MOCOCI), Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJPAM)

México: Represión a colectivos de medios libres en el marco del Foro Social Mundial 2008

México
Cidade do México, capital do país, e a maior cidade do mundo, com uma área urbana onde vivem mais de 20 milhões de pessoas (duas vezes a população de Portugal). O México em 1960 tinha cerca de 35 milhões de habitantes, nesta data já ultrapassa os 100 milhões... Um perigo para o rico vizinho do norte, os EUA, cuja geografia humana está em rápida alteração. Fonte: Abrangente
Coordinadora Anticapitalista Che Guevara
A la Otra Campaña
A los medios de comunicación libres
A los asistentes del FSM
Al pueblo de México

Hacemos la siguiente denuncia:

En la noche del día martes 22 de enero aproximadamente a las 11 pm, compañeros trabajadores de medios libres nos dirigiamos a participar en las actividades del Foro Social Mundial de manera independiente y autogestiva: Saliendo del auditorio Che Guevara en Ciudad Universitaria por av. Insurgentes y transportándonos con equipo desonido y audio, camaras de video, computadoras, etc en el autobus que ha servido como apoyo en varias actividades y encuentros internacionales, fuimos interceptados a la altura de calle Cerez(cerca de Mixcoac) aproximadamente por 50 elementos de diferentes corporaciiones de la SSP capitalina que venían en camionetas con placas T14-02, P56-04 y P00-56, P67-06, algunos de ellos vestidos de civil, y otros portando armas largas; nos obligaron a bajar mientras cortaban cartucho sin identificarse y sin dar motivos de la detencion, nos catearon y catearon el autobus dejando todo revuelto en su interior. Durante el operativo cerraron av. Insurgentes por mas de 40min. Al momento nadie se responsablizó de nuestra detención, algo que nosotros les estuvimos exigiendo pues les comunicamos que nos dirigiamos al zócalo capitalino para participar en el FSM. De nuestra parte no hubo resistencia a la revisón, sin embargo, fotografiaron y videograbaron a todos los compañeros que en el autobus íbamos (almenos 10) así como todo lo que se encontraba dentro del mismo. También notamos prescencia de personas con gorras del Estado Mayor Presidencial.

Despúes de media hora llegarón polícías de vialidad quiénes además derecoger los documentos al chofer (licencia, tarjeta de circulación y papeles migratorios) inventaron que el motivo de nuestra detención era que no podíamos circular por av. Insurgentes, que nos habíamos pasado un alto y que el chofer no traía licencia, acusaciones totalmente falsas. Momentos despúes llegó una grúa que sin dar mayor explicación y pese a que intentamos oponernos, se llevó el autobus con rumbo desconocido. Al hacerles de su conocimiento que este acto de arbitrariedad no se iba a quedar así pues presentaríamos una denuncia penal y pública por robo y abuso de autoridad, nos informaron que el autobus había sido llevado a un corralón ubicado en Periférico y Canalde Chalco en la del. Tlahuac.

El día miercoles 23 de enero acudimos temprano a dicho corralon para conocer la situación y recuperar nuestro autobus, así como el material de trabajo que llevávamos. Ahí nos terminamos de enterar que efectivamente fueron levantadas e inventadas dos multas para justificar la retención del camión: una por pasarse un alto y otra por no traer licencia. El monto de las dos multas fue de $1300 pesos.

Después de seis horas de estira y afloja y gracias a la presion y solidaridad de organizaciones prestentes en el FSM, el GDF accedió a pagar las multas que la SSP capitalina inventó. Por lo que tras el papeleo el camión fue liberado a la 14:30 hrs.

Finalmente el autobus logro instalarse en la plancha del zocalo capitalino alrededor de las 5 pm. para dar inicio a la realización delas actividades alternas que tenemos planeadas para participar en el FSM. Cabe señalar que recibimos una disculpa por parte de un funcionario de Concertasecion Politica de la Subsecretaria del Gobierno del DF, sin embargo exigimos una explicacion sobre cual era el motivo real de nuestra detención y quien dio la orden para llevar acabo este acto represivo. Informamos que ya hemos presentamos la denuncia correspondiente en la Comisión de Derechos Humanos del Distrito Federal.

Exigimos que se respete el trabajo que como medios libres de contradesinformación realizamos como parte de las luchas por hacer posible otro mundo. Exigimos el cese de la política represiva del gobierno fascista de Calderón y de Marcel Ebrard, así como el respeto a nuestras garantías individuales y colectivas expresadas en la Constitución y en la Declaración Universal de los Derechos Humanos.

Otro mundo es posible, pero sin capitalismo, sin estado y sin cuerpospoliciacos.

Atentamente.

Radio Okupa – Che Guevara

Índios Lakotas declaram sua independência dos EUA e buscam relações com Venezuela e Bolívia

Índia Lakota - EUA

Índios Lakotas declaram sua independência dos EUA e buscam relações com Venezuela e Bolívia
Escrito por Takahashi
22 de dezembro de 2007

Essa é pra fechar o ano:

Os povos originários da Nação Lakota declararam sua independência dos Estados Unidos no dia 19 de dezembro de 2007. Os membros mais ilustres dessa nação indígena são Touro Sentado, Cavalo Louco e Leonard Peltier (preso político norte-americano há mais de 31 anos). O motivo apresentado pelos Lakotas é o reiterado descumprimento dos acordos firmados há mais de 150 anos entre o governo e seus ancestrais. Diante dessa situação os Lakotas decidiram romper esses acordos de forma unilateral, informando a decisão ao Departamento de Estado e iniciando relações diplomáticas com Venezuela, Bolívia, Chile e África do Sul.

Os Lakotas afirmam que o direito à sua independência - pela qual vêm lutando desde a década de 70, quando foi preso o líder indígena Leonard Peltier - está garantido pelos acordos que acabaram de romper, pela constituição norte-americana e por leis internacionais.

Metade da nação Lakota se situa no estado de Dakota do Sul, enquanto o resto vive dividido entre Nebraska, Dakota do Norte, Montana e Wyoming. Seus integrantes têm uma expectativa de vida de apenas 44 anos e sofrem de uma taxa de suicídio 150% maior do que a média dos EUA. Os integrantes do novo país têm a intenção de colocar em prática seu próprio passaporte, administração pública e carteira de habilitação de motorista.

As comunidades da nação Lakota, assim como todas as nações indígenas dos EUA, são beneficiárias do programa de distribuição de combustível para calefação patrocinado pela CITIGO, subsidiária norte-americana da estatal venezuelana do Petróleo PDVSA.

Links:

Clip do Rage Against the Machine em homenagem à luta Lakota

Lakota Freedom

Lakota Sioux Indians Declare Sovereign Nation Status

Los indios Lakota declararon su independencia de EEUU y buscan relaciones con Venezuela, Bolivia y otros países

Comitê de Defesa de Leonard Peltier

Fonte: Takahashi

Manu Chao e Bnegão - espaços para a resistência musicada

Manu Tchao
Manu Chao e Bnegão - espaços para a resistência musicada

Por Diguilim e Nigganark - Imagens de Sirac 23/01/2008

Como podem a música e o ativismo trilhar um caminho conjunto? O artigo seguinte busca discutir, a partir das experiências de Manu Chao e Bnegão, as possibilidades de uma música politizada circular pelo mainstream mantendo sua mensagem e envolvimento iniciais. A proposta é, em síntese, pensar uma ação midiática que contamine as estruturas do sistema dentro e contra ele...


Quem compareceu no Arena Futebol Clube na noite do dia 16 de janeiro em Brasília, pôde apreciar um grande momento experimental de músicos reconhecidos internacionalmente. Estavam no palco um poderoso trio de artistas brasileiros, compondo uma formação muito rica em criatividade e com uma pegada contagiante - Bnegão, Bi Ribeiro e Bidu Cordeiro. Somando à apresentação do embrionário 3Brio, nada menos que o cosmopolita cantor Manu Chao, com sua marcante presença e músicas que buscam representar uma visão dos/das imigrantes, precários/as, clandestinas/os e algumas outras realidades das ruas e subúrbios globais. Mais além do excelente espetáculo musical, algo único, interessa apontar outras características que fizeram e fazem de shows como este uma grande oportunidade de atuação política e espaço para projeção e visibilidade de lutas diversas de resistência contra a opressão capitalista e o seu alcance, seja em nossas comunidades ou mesmo em uma perspectiva globalizante.

É importante dizer que, longe de vangloriar artistas ou mesmo projetá-los/as em uma relação fetichizada, convém aqui apresentar a força que indivíduos com certa notoriedade e exposição podem contribuir em causas às quais eles apóiam, mesmo à distância. Causas estas que necessitam romper o bloqueio midiático corporativo e alcançar mais pessoas e grupos.

Manu Chao e Bnegão já são reconhecidos por suas posições divergentes e antagônicas ao Modus Operandi artístico do chamado Mainstream. Bnegão e o grupo Seletores de Frequência lançaram seu álbum Enxugando Gelo utilizando uma licença livre - Copyleft, um trocadilho com a palavra Copyright - disponibilizando o trabalho na internet. É uma concepção diferenciada de como a produção artística e a sua difusão e compartilhamento devem se dar em um mundo que busca romper com o domínio pleno do capital. É uma afirmação clara de que o lucro e o acúmulo não devem preceder o criar artístico e nem ditar os rumos a se tomar. Atualmente o músico está desenvolvendo um projeto de fazer shows em presídios do Rio de Janeiro: ocorreram 10 apresentações no ano passado e pra este ano, além dos shows existe uma proposta de construção de bibliotecas nos presídios.

Por sua vez, Manu Chao têm sido desde o lançamento de seu primeiro trabalho solo Clandestino uma referência musical para novos/as ativistas e militantes altermundistas que emergiram desde Seattle, em 1999. Tocou em momentos chaves dos dias de ação global como em Gênova, em 2001, e em Fortaleza, durante as manifestações Anti-BID em 2002. Está envolvido atualmente com a rádio La Califata, na Argentina, que é um projeto de trabalho com internos/as de um hospital Neuropsiquiátrico. Além de seu trabalho solo, todavia, Manu Chao tem como antecedente o grupo Mano Negra, importante referência na cena underground política mundial.

Foi necessário contextualizar um pouco a trajetória de ações políticas dos músicos em questão para não parecer totalmente desconexos discursos e posturas como o que aconteceu em Brasília. Algumas horas antes do show, os dois receberam jornalistas independentes e ativistas do CMI para um bate-papo e entrevista. O CMI é um projeto de resistência midiática anticapitalista, e tanto Bnegão quanto Manu Chao sabem muito bem disso. Liberaram o registro de algumas partes do show e sua subsequente divulgação. Na entrevista os dois músicos trataram de seu envolvimento com música e ativismo, falaram sobre seus projetos políticos e sobre como vêem que a música pode ser uma maneira de canalizar a raiva contra as injustiças do mundo em influências positivas rumo a uma sociedade justa. Acima de tudo a Esperança, falaram em uníssono os músicos.

Durante a apresentação, Manu Chao entrou vestido com uma camiseta do Movimento Passe Livre (MPL) - um movimento autônomo anticapitalista que luta por transportes efetivamente públicos servindo à população - que tinha ganhado de militantes poucas horas antes. Obviamente estava ali demonstrando seu apoio à luta. No final da primeira parte do show, o cantor chamou ao palco um ativista que apóia a resistência do Santuário Indígena dos Pajés, que sofre com a ameaça de despejo do Governo do Distrito Federal, atendendo às demandas infinitas da especulação imobiliária na capital. É bom que se diga também, que o vice-governador do Distrito Federal é Paulo Octávio, o maior investidor (especulador) imobiliário da região.

Após a intervenção do militante, Bnegão assumiu o microfone e emendou um discurso irônico indagando o porque uma pessoa como o Arruda conseguiu se eleger no DF mesmo após tantas denúncias e até mesmo provas de corrupção como o caso do painel do senado, e na sequência cantou acompanhado de percussão a música "Candidato Caô Caô" de Bezerra da Silva, que tem em sua letra o trecho - "Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer / Hoje ele pede seu voto amanha manda a polícia lhe bater...", muito aplaudida ao final.

Tudo isso pode soar superficial ou mais um artigo ou release artístico, o que não é a intenção. É preciso que criemos um ambiente saudável de resistência proveniente do meio artístico também. Utilizar estas estruturas massivas taticamente e buscar construir outras relações neste caminho, contando com maior adesão popular destes meios. Não há como negar que a produção local, descentralizada e que atenda às diferentes realidades talvez seja mesmo o ideal, com relações mais aproximadas e alcance limitado, não gerando um distanciamento surreal e intangível entre os produtoras/es de conteúdos simbólicos e artísticos e suas virtuais consumidoras/consumidores. Alguém próximo realiza a crítica direta, intervém, participa, soma. O que não podemos é negar as estruturas reais e determinantes em que estamos inseridos/as e como elas nos são apresentadas como as únicas viáveis, mesmo que não sejam. E dada a urgência desta realidade, ficar simplesmente à margem pode representar um mero subterfúgio.

Ocupar de forma consciente estes espaços parece uma tática viável e que pode gerar frutos como a difusão em um maior nível de abrangência. Isso sem contar o valor artístico da produção, como o caso destes excelentes músicos. Vale lembrar que os dois ativistas da música participaram de cenas underground antes de realizarem estes trabalhos, mantendo vínculos com essas cenas até hoje. Poderíamos arriscar dizer que se trata de uma das possíveis formas de trabalhar a cultura underground. Uma forma heterodoxa, ousada, mas não por isso menos válida.

Manu Chao e Bnegão não são os primeiros/as primeiras artistas a participarem do mainstream a assumirem uma postura política dentro e fora dos palcos. Se remontarmos à história teremos diversos nomes de relativo peso, como Rage Against the Machine, Asian Dub Foundation, Le Tigre, Public Enemy, System of a Down, Bikini Kill, Bjork, Chumbawamba, Atari Teenage Riot, além de bandas e cantores de outras gerações como Quincy Jones, Tupac, Bob Dylon, Joan Baez, Café Tacuba, Afrika Bambaataaa, Jonh Lennon, Gill Scott Heron, Fela Anikulapo Kuti, entre outros. No Brasil, bandas como Mundo Livre S.A., Nação Zumbi, boa parte dos grupos do movimento Hip Hop (Racionais MC's, GOG, Facção Central, Consciência Humana, DRR, DMN, entre uma infinidade de outras), Bezerra da Silva, e uma série de músicistas e bandas envolvem-se com projetos políticos e colocam-nos nos conteúdos de suas músicas, de modo que fazer uma lista completa e representativa seria praticamente impossível (sequer tratamos decentemente das bandas vinculadas ao Punk e Contraculturas em geral). Na América Latina dos anos 60 aos 80 tivemos ao menos uma centena de grandes nomes ligados aos movimentos de base diversos e em processos e estágios de luta únicos, como é o caso da Nueva Canción Chilena e as/os músicistas que apoiaram a resistência sandinista na Nicarágua, pra citar alguns exemplos.

O importante é perceber que a vinculação entre música e ativismo/militância política aconteceu e acontece em diferentes momentos da história, em lugares e ocasiões muito diferentes, demonstrando que essa associação é um caminho válido na construção de movimentos sociais e lutas contra a opressão, seja ela qual for.

Existem também projetos de militância entre músicos, como o Axis of Justice, idealizada por Tom Morello (RATM e Audioslave) e Serjei Takan (System of a Down). Trata-se de uma organização não-lucrativa com o propósito de fazer uma ponte entre artistas e fãs com organizações ativistas que lutam pela justiça social. Há sempre uma banca da Axis of Justice nos shows das bandas que apóiam o projeto. Além disso, militantes das organizações locais, onde os shows são realizados, sobem ao palco pra falar de suas lutas e como os/as fãs podem integrá-las. O projeto faz uma interessante conexão entre as bandas, fãs e ativistas.

Mais artistas devem assumir posturas mais firmes nas trincheiras da resistência cultural. Reservar à atuação possível apenas a gravação de músicas com conteúdo crítico não basta, isso é muito facilmente absorvido pelas ânsias de bens consumíveis pelo mercado, e a cultura é uma oceano de possibilidades para a nova fase do capitalismo, na qual a informação assume posição fundamental e decisiva. Não existem saídas certeiras ou respostas corretas para uma atuação nesta área, isso deve ser buscado no cotidiano e nas situações onde a/o artista se envolve diretamente ou observa com certo cuidado à distância. O que deve ser dito aqui é que artistas como Manu Chao e Bnegão merecem nosso respeito e apoio por suas posturas e produções.

Estes caminhos lembram, por fim, da estratégia zapatista em relação ao espetáculo das comunicações: foi a partir do uso inteligente de uma série de ferramentas de comunicação aparentemente "burguesas" ou viciadas que o movimento constituiu, em boa parte, sua guerrilha comunicacional. Uma série de ações em apoio ao Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) ocorreram em várias partes do mundo, organizadas por artistas que transitavam no mainstream, cenas underground, militantes de movimentos sociais diversos, entre outras. Por perceberem nestas iniciativas a possibilidade de abrir espaços de diálogo e divergência da ordem instituída, o movimento trabalhou essas ferramentas contaminadas contaminando-as. Não se trata de seguir paradigmas, mas este é um caminho que parece ser interessante de ser investido. Uma série de artistas - e dentre eles Manu e B - parecem estar experimentando-o, até agora com bons resultados.

Valerá darmos um passo a mais? Expor a urgência da existência de mais músicos assim talvez justifique este texto e desperte algumas sensibilidades ainda dormentes por aí...

Fonte: CMI Brasil - Centro de Mídia Independente

Poesia breve

O imortal Anibal Beça

EPIGRAMA
por Anibal Beça

Antiga lembrança repousa
nas águas tranqüilas do lago.

Há peixes sob o brilho do sol
turmalinas, topázios
uma só visão, única, para quem vê.

Na verdade, são somente cristais
fragmentos de remoto lajedo.

Assim, os anéis da saudade

***

Nota: O poeta Anibal Beça tem uma página no Portal da Amazônia

janeiro 25, 2008

IPEA ameaçado

Mangabeira Unger
IPEA ameaçado - Lúcia Hipólito 22/01/2008

*Lúcia Hipólito ( * )

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.

A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira - saber teórico era com a universidade.

Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros - de todos os governos.

Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro - a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos -, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.

Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).

Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, RicardoPaes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família - maior sucesso da administração petista.

Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.

Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.

Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos - praticamente todos.

Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea.

Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.

Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de "enquadrar" o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa).

Mas o Instituto resistiu.

A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de "domesticar" o Ipea.

Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea. Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé - jamais tinham passado por semelhante situação.

Agora, os piores temores estão se confirmando.

Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).

A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.

Censura e aparelhamento ideológico.

Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.

Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.

(*) Em tempo: Sou co-organizadora, com Maria Celina D'Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro "Ipea - 40 anos apontando caminhos". Publicado pela Editora FGV.

Brasília ameaçada pela especulação imobiliária

Brasília - BR
Especulação imobiliária e questão indígena - Antes da construção de Brasília, a área que hoje é tombada pela Organização das Nações Unidas (ONU) servia de trânsito aos povos originários desta terra. Muitos deles habitaram o local, o que pode ser evidenciado nos vestígios arqueológicos encontrados no Parque Nacional de Brasília (Água Mineral). Séculos se passaram, mais de 20 milhões de indígenas foram exterminados, Brasília foi construída e não há nenhum interessa na preservação de uma cultura viva indígena, somente as estátuas frias do museu dos povos indígenas não reconhecido pelos próprios.

Nove anos após a construção da cidade, os povos originários desta terra, que por anos foram privados do uso de suas casas e dispersados Brasil à fora, vieram para Brasília na busca de seus direitos naturais. Encontraram uma cidade ainda em construção e ocuparam uma área no plano piloto onde vivem há 37 anos (Brasília tem 47 anos). Não por acaso residem na área onde seus antepassados, em grande parte os carijós, já habitaram. A conexão espiritual com esta terra é imensurável. As etnias Fulni-ô, Kariri-Xocó, Korubo e Kariri-Tuxá hoje vivem no lugar mas outras etnias passaram por lá como os Guajajara, Pataxó, Guarani, Tupinambá, Krahô, Mapuche , entre outras, que veem na localidade um amparo no centro do Brasil. A permacultura, o cultivo de ervas medicinais, plantações de frutíferas e leguminosas, a feitura de artesanato, a pintura e os cantos tribais estão presentes no local. O contato com o meio urbano é inevitável mas muito bem administrado por seus moradores que ainda preservam (isso em relação aos fulni-ô) o seu dialeto original, o Yatê, fato esse muito importante para preservação da tradição indígena, porque hoje poucas etnias ainda conhecem seus dialetos originários.

Toda esta riqueza cultural está ameaçada. A especulação imobiliária do Distrito Federal hoje tem fortes parceiros. José Roberto Arruda, Governador do DF, e Paulo Octávio, vice-governador e secretário de obras do DF, utilizam a máquina pública para conseguir o maior número de terras, futuras selvas de concreto. Nestes dois anos de governo fizeram inúmeras derrubadas nas localidades mais humildes da capital e favorecem como podem o mercado imobiliário que fazem parte. Paulo Octávio, por exemplo, é dono de uma das maiores construtoras da cidade a "Paulooctávio" que infla a cidade com outdoors com marketing ambiental barato. O dois jornais de maiores circulação em Brasília, o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, fazem suas matérias semanais sobre a construção do setor noroeste utilizando somente fontes aliadas da especulação imobiliária e descriminam como podem os indígenas. O Jornal de Brasília, vilculado á Paulooctávio, fez até uma edição especial contando todas novidades do mercado imobiliário destacando o Setor Noroeste como: "A menina dos Olhos". A Globo, Record e SBT seguem a eterna linha do jornalismo copy desk, que nunca vai ser abandonado por esta mídia vendida.

É este cenário que faz com que o grande espírito clame aos de bem para coloborar na resistência destes povos. Segundo o governador Arruda: "A quem ache que não deveríamos construir o Setor Noroeste para continuarem morando os índios. Óbvio que esta não é a minha opinião". O bairro é destinado a classe alta do país e o metro quadrado pode custar no início 6 mil reais. Serão mais de 100 mil pessoas, 200 carros a mais e umas selva de pedras que prejudicará mais ainda Brasília na época tão sofrida da seca. Não há motivos para sua construção pois, segundo o IBGE há mais de 53 mil imóveis não ocupados por opção dos próprios moradores dado que comprova a forte especulação imobiliária da capital.

Além da questão indígena, dos povos originários desta terra, temos na localidade a última mata nativa preservada de Brasília. Lá a rica diversidade de fauna e flora proporciona aos moradores e visitantes um real espaço de convívio harmonioso com a natureza onde ainda há possibilidade de adquirir este conhecimento ancestral. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios fez um levantamento que demonstra inviável a construção do Setor Noroeste, isso mais voltado para a questão do impacto ambiental. A Funai já se demosntrou favorável a preservação da Reserva Indígena do Bananal (localidade que abriga as etnias onde está o Santuário Sagrado dos Pajés e a Associação Cultural dos Povos Indígenas). A UNESCO em 1992 declarou a localidade como Área de Proteção Ambiental (APA) e o Brasil assinou em setembro de 2007 a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas que estabelece o direito à terra para as comunidades indígenas.

O Governo do Distrito Federal não pode passar por cima dos direitos legais e naturais demonstrados acima. Muito sangue indígena já foi derramado, muito cerrado vivo já foi devastado e não necessidade de mais destruição. Faça sua parte!

SOMOS UM POVO QUE CONHECE A DOR
SOMOS UM POVO SEM NENHUM PUDOR
TÃO NATURAL COMO A SUA COR

SÃO 507 ANOS DE COLONIZAÇÃO
SEMPRE BUSCANDO A NOSSA EXTINÇÃO

ELES NOS FIZERAM ACREDITAR
NA PALAVRA CATEQUIZAR
E AINDA DISSERAM SÃO ANIMAIS
UNS ANIMAIS IRRACIONAIS

IRMÃO O QUE FOI QUE FIZ PRA VOCÊ
JÁ QUE VOCÊ NÃO ME AMA COMO EU SOU
DEIXE-ME VIVER

Santxié Thaphuwya - Pajé da etnia Fulni-ô habitante do Santuário Sagrado dos Pajés na Reserva Indígena do Bananal - DF

janeiro 23, 2008

Reserva Raposa Serra do Sol: indígena relata violência policial

Indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol

Homologada em abril de 2005, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol tem 1,74 milhão hectares, com uma população indígena de aproximadamente 18 mil habitantes. O reconhecimento da reserva foi uma reivindicação histórica dos índios da região, das etnias Macuxi, Wapixana, Ingarikó, Taurepang e Patamona. Há mais de 20 anos, ao lado da Funai e organizações não-governamentais, esses povos lutam pelo reconhecimento definitivo do direito de posse sobre a terra. Para coordenar as ações de desocupação da Terra Indígena e promover projetos de desenvolvimento sustentável para o estado de Roraima, o governo criou, concomitantemente à homologação, Comitê Gestor vinculado à Casa Civil da Presidência da República.Após a homologação, a Funai, em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), atualizou o levantamento das benfeitorias realizadas pelos ocupantes não-índios. Até agora, a Funai já repassou R$ 11,7 milhões em indenizações, sendo que R$ 5 milhões já foram depositados em juízo no dia 29 de agosto, em benefício das famílias que ainda não se retiraram.
Fonte: SECOM

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Nota: Acontece que o bicho tá pegando. Estamos em 2008, e até hoje espocam conflitos, tantos quantos são os interesses contratriados.
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13 de janeiro de 2008
Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Á Serviço da Minha Terra, Trazido Como Preso Pela Policia Federal.

Após a briga entre índios e não índios, depois que tudo estava consideravelmente tranqüilo, resolvi voltar a Boa Vista, por volta das seis horas e quarenta minutos da tarde daquele dia, juntamente com um motorista a minha esposa e meu filho de um mês de vida, encontramos com a equipe da Policia Federal em varias viaturas, que estavam indo ao local, como eu havia participado da confusão maior, ou melhor da briga, nós retornamos até a comunidade Jacarezinho, para prestar mais esclarecimentos, mas, os policiais federais haviam passado direto para o lago do Caracaranã, aguardamos ali juntamente com mais umas vinte pessoas, uns trinta minutos, e decidimos ir ao encontro deles até o Caracaranã, seis pessoas comigo, onde os Policiais Federais estavam colhendo as informações do fato ocorrido, estavam presentes uma pessoa da FUNAI, um do Ministério Público Federal, Policiais Federais, e o prefeito de Normandia, o Delegado que estava juntamente com a sua equipe nos chamou a parte e pediu explicações do que realmente havia acontecido, porque as informações obtidas por ele juntamente ao povo que estava no lago do Caracaranã dizia que estaríamos matando as pessoas e proibindo entrada e saída destes. Expliquei ao delegado que o nosso trabalho juntamente com as lideranças indígenas era sobre a forma de como éramos tratados ali, no jacarezinho, por pessoas que vinham de passagem ao Caracaranã, ou a Normandia, havia muitos palavrões aos indígenas que ali moram e muito despejo de lixo, como litros de cachaça, latas de cerveja, fraldas e copos descartáveis, tiro contra a casa onde moram as pessoas, som altas horas da noite e alto volume, em torno de tudo isto foi que nos organizamos e resolvemos fazer um dia de conscientização, mas que infelizmente chegou uma pessoas que disse ser do exercito e entrava a saia na hora que quisesse. Os policiais federais pediram que nós, fossemos juntamente com eles no retorno, e então ficamos aguardando, e muito rapidamente, parecendo assim, uma revolta contra nós indígenas, um deles gritou revistem todo mundo, naquele momento eu foi encostado em uma viatura da Policia Federal, com muita forca, procurando de nós se tínhamos armas, eu não falei nada fiquei quieto e eles me revistaram tudo até os meus sapatos, olhei para o lado estava meu pai sendo revistado em pé, e assim os outros também, para nossa infelicidade e alegria dos que estavam, ali assistindo aquela sena, foi encontrado no bolso direito da calça do meu pai, três munições, e deram a ele uma ordem de prisão, ele não falou nada, nem resistiu a nada ficou muito quieto, e foi por duas vezes encostado no carro por quatro policiais, deram dois chutes na perna dele e o derrubaram, um deles gritava.
- mostra arma vagabundo?, onde está a arma?. Naquele momento quando estava sendo revistado um policial pos a mão no meu bolso e retirou minha carteira abriu e sorriu debuxando de mim, ele tem até cartão de credito, como é que tu é índio e anda de L200, por que não anda nu, que índio é este, pediram que eu ficasse quieto e fiquei, olhava para o meu pai e pisavam com muita força nas costas dele, deram lhe um soco no rosto, umas nas costas mesmo ele estando no chão, com as mãos pra trás algemadas e, de barriga no chão, pisado por quatro policiais, levantaram ele com muita força e o colocaram na grade de uma das viaturas dos policiais, nos dividiram um de nós em cada viatura, o nosso veiculo foi dirigido por um policial federal. Indo ao jacarezinho foi ouvindo abuso de um dos policiais da equipe alfa, a maneira como eles se comunicavam, eles eram três somente o que estava a minha esquerda no banco de trás é que vinha falando mais, o da direita me disse olha, não faça força, vamos quietinho, o da esquerda, foi dizendo, o que é que tú quer indiozinho, quer tirar onda de gostosão é?. Se mostrando que é valentão?. Por que não se mostrou pra gente, fica Flechando pessoas de bem?, vendo que são pais de familiar com crianças, tu teve a sorte de encontrar a pessoa errada se tu tivesse me parado na estrada, sabe aonde tu estaria hoje vagabundo?, no inferno!, eu tinha estourado a tua cabeça de bala, tu e quem tivesse com flechas, vocês não se conformam com a terra que já tem, governo deu terra para vocês e ainda vivem incomodando, pessoas que querem dar as suas famílias um final de semana tranqüilo, vai tirar onda de gostoso seu PLAYBOYZINHO INDIGENA, PLAYBOY INDIGENA, NINGUEM MERECE!!, vê se tu não vai se arrepender se encontrar comigo e me parar na estrada! Faz a gente viajar altas horas da noite para levar você preso, viu só no que deu, vagabundo. Ao chegarmos no jacarezinho um outro policial chegou a procurar quem poderia achar a arma, do qual haviam encontrado as munições com o meu pai, não sei quem trouxe mas, entregaram a arma de meu pai, passamos mais ou menos, dose minutos ali onde revistaram o motorista de outra viatura nossa e meu irmão de dose anos, estes estavam apenas de calção, na hora da vistoria, saímos em direção a Boa Vista, e foi ouvindo mais coisas Pra que vocês inventam estas coisas, seus amimais, olha se eu te encontrar parando carro na estrada eu te meto a bala, e fica quieto, qualquer mexidinha tu vai ver o que eu vou fazer contigo, tu acha que nós vamos acreditar que os caras vem de longe jogar lixo na porta da casa de vocês, vocês só querem ser coitadinho, mas não são ficam parando as pessoas com armas de fogo vocês são policiais?, fiquem quietos e vejam as coisa acontecerem a justiça vai resolver as coisa para vocês. E então segui a viajem até Boa Vista, e não falei nada mais, ah! A equipe alfa no qual eu vim saiu e chegou na frente puxando o comboio, até Boa Vista, foi o primeiro a entrar no Superintendência da policia federal seguro pelo pescoço, aos poucos foram chegando os outros veículos e os nossos também, vieram os dois carros nossos até a policia federal, foi assim a minha viajem pela primeira vez como preso, pela Policia Federal enquanto cuidava do que eu tenho como patrimônio, A MINHA TERRA RAPOSA SERRA DO SOL, Não sei se eles tomaram a arma do cara que sacou a arma por duas vezes, para nós, só tenho uma certeza todos os brancos que são do lado contrário a causa indígena tem o privilégio e a maiorias dos políticos estaduais, federais e municipais, já ouvi dizer que de for assim o povo de Normandia irá interditar o aceso dos índios a vila de Normandia, a Normandia só existe por que as lideranças indígenas quiseram involuntariamente, sob uma negociação, quer dizer é parte da Raposa Serra Sol.

Gercimar Morais Malheiro

Grupo Tortura Nunca Mais: últimas notícias

Arte de Fernando Botero - Tortura
Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ALERTA URGENTE
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ vem tornar público o atentado sofrido por João Tancredo, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e atual presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (IDDH), em 19 de janeiro último.

Neste dia, após atividade na Favela Furquim Mendes, em Vigário Geral (RJ), onde ouviu denúncias de moradores sobre assassinatos praticados por um policial militar, conhecido como “Predador”, teve seu carro atingido por quatro disparos vindos de uma motocicleta com dois homens de capacete. (leia mais...)

Justiça Italiana pede ao Brasil o exercício da Verdade e da Justiça
No apagar das luzes de 2007 uma importante notícia ganhou espaço na mídia internacional, reativando a expectativa em vários países da América Latina de esclarecimento e responsabilização pelas mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar. A justiça italiana, a partir de uma investigação em andamento desde 1998 a pedido de 25 familiares de desaparecidos de origem italiana, pediu a custódia cautelar de 146 membros do aparato repressivo envolvidos no desaparecimento de cidadãos italianos, militantes dos movimentos de resistência às ditaduras militares no cone sul, que foram seqüestrados e desaparecidos pelas ações da Operação Condor nos anos 80. Agentes do Estado, responsáveis pela brutal repressão desencadeada na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, estão sendo intimados pela juíza Luisanna Figliolia do Tribunal de Roma para responder por crimes de desaparecimento. (leia mais...)

Prestando contas
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos. A condenação decorre de texto contido no site do GTNM/RJ, no qual a entidade buscou repercutir a denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia, preso em 20 de agosto de 1996, em flagrante abuso de autoridade dos policiais federais, que o conduziram para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, o agrediram. (leia mais...)

ELITE?
Há pouco houve um debate na FACHA, após palestra do Dr. Luiz Eduardo Soares, ex-Secretário Nacional de Segurança Pública. À mesa, convidados, professores da Instituição.Palestrou o Dr. Luiz Eduardo sobre violência, estatísticas, etc, até que – inevitável – ocorrei no debate o tema do filme Tropa de Elite (tudo gravado). (leia mais...)

Relatório sobre violência no Rio de Janeiro – ano de 2007
Pensar a violência e as violações de direitos humanos que ocorrem hoje no contexto brasileiro pressupõe, obrigatoriamente, registrar os efeitos da repressão perpetrada pelo terrorismo de Estado que vigorou em nosso país no período de 1964 a 1985. Até hoje diversas práticas se repetem não somente contra os opositores políticos, mas principalmente contra diferentes segmentos da população, especialmente, os pobres. Sobre o assunto ver uma série de reportagens publicadas em O Globo.
Podemos enumerar algumas dessas práticas, tais como: prisões arbitrárias, seqüestros, desaparecimentos, torturas, registros nas delegacias policiais das execuções sumárias como sendo resistências à prisão (autos de resistência) e as técnicas utilizadas nos diferentes treinamentos militares (Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícias Militar e Civil). A violência desses treinamentos se faz sentir, principalmente, nas chamadas “Tropas de Elite”, como o BOPE da Polícia Militar, o CORE – Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e a Força Nacional de Segurança. O funcionamento desta última lembra o modelo dos DOI-CODIs criados pela ditadura militar como órgãos centralizadores, coordenadores e executores da repressão contra os opositores políticos. (leia mais...)

Comunidade à Imprensa
Professor Philip Alston, Relator Especial do Conselho e Direitos Humanos das Nações Unidas sobre execuções arbitrárias, sumárias ou extrajudiciais
Brasília, 14 de novembro de 2007 (leia mais...)

Novas Ameaças Contra o Frei Henri
No dia 18.10.07, chegaram informações na Policia Militar de Xinguara, que 3 pistoleiros estariam contratados para assassinar Frei Henri pelo valor de R$ 50.000,00. As fontes, as pessoas envolvidas e os detalhes comunicados mostram, na opinião da PM e da CPT de Xinguara, a procedência das informações e a seriedade das ameaças. (leia mais...)

Contra a Banalização da Tortura
O COLETIVO CONTRA TORTURA decidiu encampar e apoiar incondicionalmente o manifesto do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, intitulado "Contra a Banalização da Tortura: pela afirmação da Vida", divulgá-lo através de suas listas e apoiar a Campanha Nacional Contra a Banalização da Tortura.Somos incondicionalmente contra a tortura e contra as execuções sumárias. Não existe nenhum fato, nada, que justifique o uso da tortura.
São Paulo, 8 de novembro de 2007

Pelo COLETIVO CONTRA TORTURA
Elzira Vilela
Angela Mendes de Almeida
Glayds Romeo Peccequilo
Alex Pantoja Guapindaia
Fernando Lopes
Carlos Botazzo
Cristina de Almeida Souza

APT se suma con gusto a la campaña.
Cariños,
Claudia Gerez Czitrom
Responsable del Programa para las Américas
Asociación para la Prevención de la Tortura (APT)
10 Route de Ferney
1202 Ginebra, Suiza
Tel. (41 22) 919 2179
Fax (41 22) 919 2180

Contra a Banalização da Tortura: pela afirmação da Vida
Em 17 de outubro último, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ reuniu em sua sede militantes e vários intelectuais convidados para debater, em seu espaço mensal de cine-clube, o filme Tropa de Elite.

Nossa preocupação prende-se não somente aos efeitos que o filme vem provocando na sociedade brasileira, em especial entre a sua juventude, mas principalmente à origem desta tropa de elite dentro da Policia Militar do Rio de Janeiro, ainda no período de ditadura militar.

Segundo informações de O Globo (21/10/07), o BOPE surgiu em janeiro de 1978 com o nome de NUCOE (Núcleo de Companhia de Operações Especiais) que tinha como símbolo um crânio com um punhal encravado de cima para baixo e duas pistolas. Um de seus fundadores, hoje Coronel reformado da PM, Paulo César Amêndola, à época major, foi também um dos idealizadores e o primeiro Superintendente da Guarda Municipal, criada em 1993, pelo então prefeito do Rio de Janeiro, César Maia. È bom lembrar que o citado coronel enquanto Coordenador da Guarda Municipal, militarizou-a, colocando-a para desempenhar funções que fugiam aos seus preceitos legais. Ou seja, foi durante o seu comando que a Guarda Municipal especializou-se, em reprimir trabalhadores e movimentos sociais em nossa cidade (leia mais...)

Carta de Repúdio
O GTNM/RJ enviou no dia 25 de julho de 2007 uma carta ao Presidente da República do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, repudiando a existência de documentos de um órgão secreto do Itamarati - Centro de Informações do Exterior - contendo informações sobre opositores políticos do regime militar que ainda se encontram sob sigilo.
Leiam a carta (leia mais...)

Condenação do GTNM/RJ: Dificuldades na Comprovação dos Crimes de Tortura
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos. O processo encontra-se em fase de execução de sentença.

A condenação decorre de texto contido no site do GTNM/RJ, no qual a entidade buscou repercutir a denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia, preso em 20 de agosto de 1996, em flagrante abuso de autoridade dos policiais federais, que o conduziram para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, o agrediram.

O Judiciário entendeu que o GTNM/RJ teria extrapolado no relato dos fatos, acusando os policiais federais da prática de tortura sem que estes tenham sido condenados.

Este processo traz à reflexão algumas questões que cercam os casos de denúncias de violência perpetrada por policiais em serviço. Sabe-se que, em muitos casos, as investigações são feitas pela própria instituição a que pertencem os policiais suspeitos da prática dos atos de violência. Em alguns casos, a investigação fica a cargo de colegas que mantêm convívio diário com os policiais suspeitos. Surgem, então, dúvidas quanto à isenção na apuração desses fatos. (leia mais...)

Campanha pela Imediata Abertura dos Arquivos do Terror
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ durante seus 20 anos de existência vem lutando pela abertura de todos os arquivos da repressão. E, durante todos esses anos as autoridades brasileiras teimam em afirmar que tais arquivos foram destruídos ou que nunca existiram.

A divulgação de fotos provenientes de “investigação ilegal conduzida no ano de 1974, pelo antigo Serviço Nacional de Investigação” conforme a nota do secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, em 22/10/04, assim como, a sua rápida identificação pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) são provas cabais da existência desses arquivos. (leia mais...)

Como solicitar o Habeas Data
Requerimento
Qualificação do requerente (nome, endereço, documentos(cpf, Identidade, título eleitor e outros), profissão) com fundamento no art 5º, inciso 33-34, alínea B da Constituição Federal e nos artigos 1º e 2º da Lei 9051/95, vem requerer certidão........
O endereço do Arquivo Público do Rio de Janeiro:
Praia de Botafogo, 480
Botafogo-RJ
Arquivo Nacional: http://www.arquivonacional.org.br/
Endereço:
Praça da República 173, Centro, Rio de Janeiro

Como são nossos parlamentares


Histórico dos parlamentares brasileiros.
Processos na Justiça, como gastam o dinheiro que recebem,
quem financiou suas campanhas eleitorais
e muito mais
Como são nossos parlamentares
A Transparência Brasil anuncia o relatório “Como são nossos parlamentares”, com análises sobre informações relativas aos membros da Câmara dos Deputados, do Senado, das Assembléias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, reunidas no projeto Excelências ( www.excelencias.org.br ). O relatório pode ser baixado clicando-se aqui

Eis algumas das muitas constatações do relatório:

* Em conjunto, os deputados federais brasileiros gastaram quase R$ 20 milhões com viagens em 2007. Esse dinheiro seria suficiente para cada deputado dar cinco voltas em torno da Terra de avião.

* Não só na Câmara dos Deputados, mas também no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, os parlamentares consomem vultosas quantias com combustíveis. No agregado, os deputados federais gastaram o suficiente para percorrer de automóvel 73,8 milhões de quilômetros; os paulistas 11,1 milhões de quilômetros e os gaúchos 13,2 milhões de quilômetros. O combustível que os 24 deputados distritais brasilienses declararam ter gasto seria suficiente para percorrer o Plano Piloto de uma ponta a outra mais de 235 mil vezes durante o ano.

* Cerca de um terço dos deputados federais apresenta ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas. Nas bancadas de alguns estados eles são maioria: por exemplo, 75% dos deputados federais eleitos no Tocantins estão nessa condição.

* Mais de um terço dos senadores tem ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas. Entre os trinta senadores com tais ocorrências, onze foram eleitos no Nordeste.

* Pelo menos um terço dos deputados estaduais de 15 Casas Legislativas estaduais tem pendências com a Justiça ou com Tribunais de Contas. Na Assembléia Legislativa de Goiás eles são mais de 70%. Em outros sete estados o porcentual é de pelo menos 40%.

* A assiduidade dos parlamentares ao trabalho muitas vezes deixa a desejar. Na Câmara dos Deputados, a média de faltas nas sessões plenárias foi de 12% no ano. A representação estadual mais faltosa foi a do Rio Grande Norte, com 18,9% de ausências. Entre as poucas Assembléias Legislativas que dão informações sobre a presença dos parlamentares, a de pior desempenho é a de Pernambuco: nesse estado, a média de faltas é de 26,6%.

* A média de ausências nas sessões das comissões temáticas da Câmara dos Deputados é de 28%. Os do Rio Grande do Norte foram campeões também nesta categoria, tendo faltado em média a 39,3% das sessões.

Prestar informações sobre a atividade de seus parlamentares deveria ser uma obrigação de qualquer Casa legislativa. No Brasil, porém, poucas fazem isso. As principais exceções são a Câmara dos Deputados e a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que, embora omitam importantes famílias de informações, divulgam um bom conjunto de dados sobre os seus integrantes. Em contraste, o Senado Federal está entre as Casas legislativas mais opacas do país.

É interessante observar que os custos de uma Casa legislativa são inversamente proporcionais à quantidade de informação que disponibiliza: das quinze Casas mais custosas ao cidadão (levando-se em conta todos os 29 Legislativos em âmbito federal e estadual), treze não fornecem qualquer informação sobre os gastos de seus deputados, suas viagens ou se comparecem ao trabalho.

Contacto: (11) 3062 3436

Claudio Weber Abramo

Fabiano Angélico

janeiro 22, 2008

Programa Cultura Viva: pontos de cultura

Anoitece no Brasil

Alô Povo da Saúde Mental

Abaixo os estados que firmaram convênio com a Secretaria de Programas e Projetos Culturais - SPPC - Programa Cultura Viva, para a implementação dos Pontos de Cultura.

Ao lado de cada estado o número de Pontos e Redes que cada estado se comprometeu de implementar com o apoio do Ministério da Cultura.

Agora é a hora de organizarmos e sentarmos com os Secretários Estaduais de Cultura, e pedir para os Secretários de Saúde um apoio na articulação local.

Acho que um trabalho de rede e articulado fortalece a ação, e muito importante é contar e incluir as instituições e organizações dos usuários, que legitimadas com um instrumento jurídico podem participar e disputar o recurso.

Qualquer coisa entrem em contato comigo.Vamos arregaçar as mangas e tem que ser já!

Outra: os estados que não aparecem é porque não tem grana para contrapartida ou não foram a fim de fechar com o governo federal. Aí, a SPPC esta pensando se vai lançar editais para estes estados.

Atenção: é importante que estejamos atentos para que o recurso não fique todo focado nas instituições estaduais, é importante que haja o repasse para a organização da sociedade civil organizada. E isso vai depender de cada articulação local.

Patrícia

***

Unidade Federativa e Número de Pontos por Rede

Região Norte

ACRE.............................15
AMAPÁ............................15
AMAZONAS.........................40
PARÁ.............................60
RONDÔNIA.........................30
RORAIMA .........................10
TOCANTINS....................... 24

Região Nordeste

ALAGOAS.........................20
BAHIA..........................150
CEARÁ..........................100
MARANHÃO........................60
PARAÍBA.........................20
PERNAMBUCO.....................120
PIAUÍ...........................80
R.G.NORTE...................... 53
SERGIPE........................ 30

Região Centro-Oeste

D. FEDERAL..................... 21
GOIÁS.......................... 40
M. GROSSO...................... 40
M. GROSSO SUL.................. 30

Região Sudeste

M. GERAIS...................... 100
ESP. SANTO..................... 30
R. JANEIRO..................... 150

Região Sul

STA CATARINA.................... 60

SUBTOTAIS 1298

Patricia Dorneles

Manaus mobiliza-se para o dia da Ação Global

Carissim@s,

No dia 17 de janeiro, na sede da CUT, reuniram-se 15 entidades dos movimentos sociais para discutir o ato a ser realizado no dia 26 de Janeiro - dia da Ação Global, que neste ano marcará o encerramento do Fórum Social Mundial e acontecerá simultaneamente em todos os cantos do planeta.

Na reunião foi decido que haverá uma manifestação no Centro da cidade, às 10 horas do dia 26, no cruzamento das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro. Na ocasião, será divulgado um manifesto para a sociedade amazonense informando sobre esta ação global e chamando à mobilização contra o neoliberalismo, racismo, guerra, violência, mudanças climáticas e outros temas que constituem as princpais bandeiras de luta do FSM.

Na próxima terça-feira, 22, haverá a reunião para fechamento desta atividade, às 16 horas, no Sinttel (Rua Alexandre Amorim, em frente à Igreja de Aparecida).

Pedimos a todos que mobilizem as suas e outras entidades para esta reunião e para o dia 26.

Outras deliberações: - Foi constituída uma coordenação para este evento formada pela CUT, CIMI, AMA e Rede de Educação Cidadã/Talher.

Entidades que participaram da primeira reunião: AMA, Centro de Defesa da Mulher, Rede de Educação Cidadã/Talher, MAMA, Rede de Mulheres Positivas, AMB, CUT, Fetraf/AM, Sintraf Manaus, Sindicatos dos Plásticos, Construção Civil e Rodoviários e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Aguardamos tod@s na próxima reunião.

J. Rosha

Prêmios Literários Cidade de Manaus, versão 2008


Alô escritores, poetas, ensaistas, dramaturgos, artistas plásticos: se liga na fita!
Clique para ampliar

Fotografias que fizeram história


... a humanidade e as civilizações num olhar...
A menina do Vietnã

Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registrou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.

Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.

Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

Nota: Material enviado pelo cineasta Humberto Michiles.

O incômodo da loucura

O INCÔMODO DA LOUCURA
Edmar Oliveira
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Conto de pura ficção, provocado pela falsa realidade retratada nas páginas 14 e 15 de "O Globo", edição de nove de dezembro de 2007, sobre a situação da Saúde Mental no Brasil.
A reportagem, assinada por Soraya Aggege, insinua o retorno dos manicômios para o centro da Política Pública, como solução do problema.
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Vez por outra o navio dos loucos aportava num cais de uma cidade qualquer. O capitão apitava anunciando a atracação. Alguns passageiros desciam e circulavam timidamente pela cidade. Mas quando a nave partia, os passageiros embarcavam em silêncio, mesmo tendo gostado do passeio na cidade. Vez por outra o navio atracava por mais tempo. E, em alguns cais, nem todos embarcavam de volta com a partida do barco. Houve mesmo revoltas comandadas por marujos que se recusavam a embarcar de volta com seus passageiros. De algumas, as cidades lembram bem. Teve aquela comandada por uma senhora muito pequenina, mas valente, chamada de "Revolta da Rebelde", que marcou toda uma geração. A senhorinha saiu com seus passageiros do navio e se recusou a voltar a embarcar, quando foi anunciada a partida. Distribuiu telas, tintas e pincéis para seus loucos, fazendo do cais um ateliê a céu aberto. Eles não pintaram o mar, o céu, os barcos, o pôr do sol. Eles pintaram imagens do mundo interior que mostravam o caos e a angústia da viagem no porão do navio. Mais tarde, mandalas organizaram a calma encontrada no cais e longe do navio. E depois eles conseguiram imagens que se confundiam com a própria paisagem e com a cidade. Mas, um dia o navio voltou, como acontecia sempre. E muitos foram reembarcados para a viagem ao longo do rio da vida, que raramente aportava nas cidades surgidas na travessia. E quando aportava, mais pessoas entravam e poucas saltavam. É de se confessar que algumas escaparam sem permissão. A lei era feita para embarcar os loucos na nau dos insensatos. Algumas pessoas contam que da margem escutavam gritos de dor e tristeza, quando o navio singrava manso o largo rio da desesperança. Mas a maioria das pessoas das cidades não escutava vozes e nem via o navio ao longe, tão longe que desaparecia de suas preocupações. O navio seguia, as cidades existiam livres da loucura que, sempre que era percebida, embarcava na atracação do navio. Outras cidades colocavam seus loucos em canoas e os levavam até ao navio. Os gritos de dor e tristeza aumentavam de forma ensurdecedora. Alguns marujos escaparam do navio e foram até as cidades dizer das condições de vida insuportáveis ali dentro. Algumas pessoas da cidade foram solidárias ao que diziam os marujos. O navio estava velho, pesado e sem conseguir fazer a travessia. Era uma viagem que tinha começado, mas nunca tivera fim. A travessia era a própria viagem sem fim. Tentou-se mudar o curso do navio. Não foi possível. O velho navio estava encalhado, seus passageiros feitos prisioneiros, sem conseguir fazer a travessia anunciada. Talvez presos para sempre. E para alguns que morreram na viagem, foi apenas a travessia para a morte. E outros gritaram que o navio devia ser abandonado. Mas tinha a travessia. E ela devia ser cuidadosa. De todas as cidades partiram barcos solidários para tirar os passageiros do navio. Cuidadosamente a travessia foi feita destinando cada um ao seu porto. E cada louco pôde circular na sua cidade, mas sempre que era preciso voltava ao cais e embarcava na sua pequena embarcação para um passeio no rio da vida. Ninguém foi levado de volta ao navio que foi ficando abandonado.E o cais foi alcançado pela maioria dos passageiros do navio. E cada cais, em cada cidade, ficou sendo o lugar do encontro. Dos passageiros libertos e de quem seria, no passado, um passageiro. E a partir do cais as cidades foram habitadas por seus loucos. Acostumavam-se com a loucura como um acontecer comum aos habitantes das cidades. E os marujos aprenderam também a conduzir seus passageiros em terra firme. Uma travessia que não precisa ser feita por longo tempo no porão do navio, mas de onde se ficou perdido, por entre bancários, automóveis, ruas e avenidas, como na canção do poeta. E quem ficou conhecendo cada história, de cada uma destas pessoas, sabe a diferença que fez não embarcar naquele velho navio. Sim, eu estou tão cansado... É que a história de fazer o rio da vida sem a nau dos insensatos é muito antiga. Quando tudo parecia dizer que a travessia dispensava a nau dos loucos, um jornal da metrópole anuncia nova descoberta da ciência: embarquem-se os loucos num moderno transatlântico que a travessia se fará em alto mar com tecnologias modernas. E eu, que estou tão cansado, reconheço aquele velho navio que pretende recolher o incômodo da loucura...

11/12/2007