agosto 31, 2010

A criação de factóides está mais pra circo do que pra hospício, meu caro Nassif

Imagem postada em treseles.blogspot.com
 Nota do blog: Meu caro Nassif, com os manicômios em baixa, tá mais pra circo do que pra hospício.

Estou ficando louco?

Acho que estou sofrendo de alucinações.

Hoje saiu em um dos jornalões a história de que o Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, estaria preparando uma reforma da Previdência para apresentar logo após as eleições.

Nem li, tal o enfado. Quem tem um mínimo de informação sabe que não há nenhuma urgência na reforma da Previdência. Há uma ampla discussão em curso e a constatação unânime de que é um problema de longo prazo, que será resolvido sem pressa.

A troco de quê, então, uma reforma de afogadilho, assim que acabar as eleições?

É evidente que se tratava de mais um episódio besta, de criação de factóides, no qual a campanha de Serra entra com o boato para pegar leitor desinformado, o jornal que participa da jogada empenha sua credibilidade (já escassa) e o assunto morre dois dias depois, sem maiores consequências.

Passei o dia no Seminário da FGV. No almoço, o Nelson me contou rindo a besteira do jornal.

Termina o Seminário, pego um táxi, com o rádio ligado na CBN. E o repórter informa que o impossível Sérgio Guerra, presidente do PSDB, iria entrar com uma representação no Ministério Público, para apurar a "denúncia" do jornal sobre a reforma da Previdência. O argumento é que a Dilma estaria usando a máquina pública, hoje, para preparar seu plano de governo do ano que vem.

Essas eleições bateram o recorde. Como diziam na minha terra, se cercar vira hospício; se cobrir, vira circo.

Fonte: Luis Nassif Online

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