março 31, 2009

Mário Ypiranga Monteiro – Um historiador e seu tempo

Mário Ypiranga Monteiro

Nota do blog: Em nome da memória do grande historiador Mário Ypiranga Monteiro, apelo aos seus familiares para liderar um movimento que reponha o nome das nossas ruas e avenidas em seus devidos lugares. A começar pela Av. Mário Ypiranga Monteiro, conhecida até hoje como Av. Recife. Mário Ypiranga Monteiro merece todas as homenagens de seus conterrâneos, pela importância da sua obra. Tanto que o professor José Ribamar Bessa Freire da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, numa conversa informal, afirmou que a obra do historiador mereceria um cuidadoso estudo. O que não tem cabimento é mudar os nomes das ruas em que os manauaras homanegeiam os estados e suas capitais, e que ultimamente estão sendo substituídos em detrimento da memória e da história da cidade de Manaus.

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Quarta Literária

Com dez anos de atividade e realizada sempre na primeira quarta-feira de cada mês, a Quarta Literária do mês de abril comemora, no próximo dia 1.º, o centenário do historiador Mário Ypiranga Monteiro. A palestra em sua homenagem será ministrada pelo escritor Francisco Gomes da Silva.
O objetivo da Quarta Literária é, por meio da troca de experiências e leituras, formar novos leitores. Após as discussões há sorteio de livros e é servido o Chá Poético. O evento tem início às 18h30, no Espaço Cultural Valer, altos da Livraria Valer, situado na Rua Ramos Ferreira, 1195, Centro. A entrada é franca!
Com o tema “Mário Ypiranga Monteiro – Um historiador e seu tempo”, Francisco Gomes fará um histórico do trabalho notável que o professor Mário Ypiranga Monteiro realizou no Estado, especialmente traduzindo em estudos críticos a história de Manaus, seus monumentos e suas datas mais significativas. Após essas colocações, Francisco Gomes espera estabelecer um debate sobre algumas inquietações sobre a história do Amazonas. Para ele, há alguns erros que vêm sendo repetidos há mais de 200 anos, como por exemplo relatos sobre as viagens dos missionários aos confins do Rio Tarumã. Estarão presentes no evento a família e amigos de Mário Ypiranga Monteiro para prestar-lhe homenagens.


· Perfil do Palestrante

Francisco Gomes da Silva é advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas e da Academia Amazonense de Letras. Em 1965 lançou, aos 19 anos, o livro Itacoatiara: Roteiro de uma Cidade. Mais tarde publicou, inúmeras obras, dentre elas: Cronografia de Itacoatiara volumes 1 e 2; Administrações municipais; Presença do Poder Judiciário no Município de Itacoatiara e Pedro Gomes, meu pai, uma obra sobre a genealogia de sua família.

· Mário Ypiranga Monteiro – Um historiador e seu tempo

Em Manaus, no dia 23 de janeiro de 1909, nasceu Mário Ypiranga Monteiro. Em 1927 começou suas atividades literárias como poeta e contista. Era Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Amazonas. Firmou sua reputação como professor, historiador e jornalista. Com mais de 200 obras publicadas, tornou-se referência como pesquisador apaixonado pela terra em que nasceu e viveu até os 95 anos. Foi casado durante 66 anos com Ana dos Anjos Monteiro, com quem teve quatro filhos. Pertenceu a inúmeras instituições culturais, destacando-se a Academia Amazonense de Letras, da qual chegou a ser presidente. Profundo conhecedor das manifestações folclóricas regionais, possui diversas obras no campo do folclore, da história e dos estudos literários.

Evento: Quarta Literária
Tema: Mário Ypiranga Monteiro – Um historiador e seu tempo
Palestrante: Francisco Gomes
Data: 1.º de abril de 2009
Horário: 18h30min
Promoção: Livraria e Editora Valer
Local: Espaço Cultural Valer - Rua Ramos Ferreira, 1195 – Centro.
Contatos: Valer – 3635-1324 / Francisco Gomes – 9988-8305

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Lançamento do DVD "O Cineasta da Selva" reúne intelectuais em debate

Lançamento do DVD "O Cineasta da Selva" reúne intelectuais em debate

O lançamento do DVD do filme "O Cineasta da Selva", de Aurélio Michiles, nesta terça (31), será marcado por dois eventos dentro da programação do 14º É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários.

A partir das 16h, no auditório Eva Hertz, no terceiro andar da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, acontece um bate-papo sobre o filme, reunindo o escritor Milton Hatoum (autor dos premiados romances "Relato de um Certo Oriente", "Dois Irmãos" e "Cinzas do Norte"), os cineastas Roberto Moreira (de "Contra Todos" e que foi o montador de "O Cineasta da Selva") e Aurélio Michiles e também o professor da ECA-USP Eduardo Morettin.

Além da conversa, também serão exibidos trechos do filme, que resgata a figura do cineasta Silvino dos Santos (1886-1970), pioneiro do cinema na Amazônia. "O Cineasta da Selva" venceu, entre outros prêmios, o de melhor filme do Festival de Brasília de 1997.

A partir das 19h, haverá um coquetel e sessão de autógrafos deste DVD no Espaço É Tudo Verdade, localizado no mezanino da Loja de Artes da Livraria Cultura, também no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).

clique aqui
para saber mais
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1964: democratas e ditatoriais

1964: democratas e ditatoriais

In Artigos & Idéias, Blogosfera, Fatos Históricos, Midia on 30/03/2009 at 2:03 PM

Os golpistas – incluída toda a imprensa, menos a Última Hora – insistiam em dizer que a data era 31 de março; nós, que era primeiro de abril. Ainda mais que eles tentavam dizer que tinha sido uma “revolução”, confessando o prestígio da palavra revolução – até ali identificado com a revolução cubana.

O que são 45 anos – transcorridos desde aquele primeiro de abril até hoje? O que foi aquilo? O que restou daquilo?

Medido no tempo, parece algo distante. Afinal, tinham transcorridos apenas 34 anos desde a revolução de 30 - o momento de maior ruptura progressista na história brasileira. Período que incluiu os 15 anos do primeiro governo de Getúlio e os 19 de democracia liberal, incluídos os 4 do novo mandato de Getúlio e os 5 do JK.

Nem é necessário discorrer muito para dizer que se tratou de um golpe militar, que introduziu uma ditadura militar. Nem a “ditabranda” da FSP (Força Serra Presidente), nem o “autoritarismo” de FHC – todas tentativas de suavizar o regime. Um regime dirigido formal e realmente pela alta oficialidade das FFAA, que reorganizou o Estado em torno dessas instituições, tendo o SNI como seu instrumento de militarização das relações sociais. Um regime que atuou politicamente a favor da hegemonia do grande capital nacional e internacional. Para isso, entre suas primeiras medidas estiveram a intervenção militar em todos os sindicatos e o arrocho salarial – a proibição de qualquer campanha salarial, sonho de todo grande empresário.

Para que se criasse um clima que desembocou no golpe militar, foi montada uma campanha de desestabilização que – hoje se sabe, pelas atas do Senado dos EUA – tinha sua condução diretamente naquele país, com participação direta do então embaixador norte-americano e a cumplicidade ativa da grande mídia – que até hoje não fizeram autocrítica do papel ditatorial que tiveram, nem mesmo a FSP, que emprestou seus carros para ações repressivas da Oban -, somada às mobilizações feitas pela Igreja Católica e pelos partidos de direita – com o lacerdismo moralizante na cabeça.

Nunca como naquele período as grandes empresas privadas lucraram tanto. Foram elas as maiores beneficiárias da repressão – prisões arbitrárias, torturas, fuzilamentos, desaparições, entre outras formas de violência de um regime do terror. Foram o setor economicamente hegemônico durante a ditadura – ao contrário da visão inconsistente de FHC, de que uma suposta “burguesia de Estado” seria o setor hegemônico, para absolver os grandes monopólios nacionais e internacionais.

O Brasil vinha vivendo um processo importante de democratização social, política e cultural. O movimento sindical se expandia, os funcionários públicos passavam a incorporar-se a ele, os militares de baixa graduação passavam a poder se organizar e se candidatar ao Parlamento, se desenvolvia a sindicalização rural, acelerava-se a criação de uma forte e diversificada cultura popular – no cinema, no teatro, nas artes plásticas, -, um movimento editorial de esquerda se fortalecia muito.

Foi para brecar a construção da democracia que o golpe foi dado. Com um caráter abertamente antidemocrático e fortemente antipopular – como as decisões imediatas contra os sindicatos e campanhas salariais demonstram -, foi um instrumento do grande capital e da estratégia de guerra fria dos EUA na região.

1964 se constituiu em um momento de forte inflexão na história brasileira. O modelo de desenvolvimento industrial passou a se centrar na produção para a alta esfera do consumo e para a exportação, acentuando a concentração de renda e a desigualdade social, assim como a dependência.

O Brasil que saiu da ditadura, 21 anos depois, era um país diferente daquele de 1964. As organizações democráticas e populares haviam sido duramente golpeadas. A imprensa havia sido depurada dos órgãos de esquerda. (Não esquecer que a resistência na imprensa foi feita pela chamada imprensa nanica, por si só uma denúncia da imprensa tradicional) O país havia se transformado no mais desigual do continente mais desigual do mundo.

Vários dirigentes da ditadura ainda andam por aí, junto com seus filhos e netos, dando lições de democracia, sendo entrevistados e escrevendo artigos na imprensa. A imprensa não dirá nada ou tentará, uma vez mais, se passar por vítima da ditadura, escondendo o papel real que desempenhou. (Que tal republicar as manchetes de cada órgão naquele primeiro de abril de 1964?) Na resistência e na oposição à ditadura se provou quem era e é democrata no Brasil.

Blog do Emir Sader

AGÊNCIA CARTA MAIOR
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Vozes pela libertação de Cesare

Convite para entender o "caso Battisti" sob outro ponto de vista:

Battisti: extraditar ou refugiar?
Vozes pela libertação de Cesare


Estariam os grandes jornais sendo imparciais e justos na cobertura do caso?
Quem é Cesare Battisti? Terrorista, criminoso comum ou bode expiatório?
Seria ou não justa sua extradição?

Dia: esta quarta-feira, 1 de abril

Horário: 12h15
Local: Auditório Joaquim Nabuco (FA)
Liberdade para Cesare Battisti !
+ informações: www.cesarelivre.org

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Leia mais:

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“O Brasil não pode entregar um homem inofensivo a um governo fascista”

Acesse The Blogger
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Solidariedade a 200 famílias dos Tremembé ameaçadas por uma empresa espanhola

Prezadas Amigas e Amigos das florestas,

o território e a existência de mais de 200 famílias dos Tremembé, no Ceará, estão em perigo. A empresa espanhola Afirma quer fazer nos 3100 hectares dos Tremembé, no Município de Itapipoca, a NOVA ATLÁNTIDA: um projeto do maior complexo turístico residencial do mundo. É planejado cerca de trinta hotéis de luxo, zonas residenciais de alto padrão e sete campos de golf. Este projeto, além de destruir a vida tradicional destas famílias indígenas, também vai distruir uma natureza excepcional com mangues, dunas, florestas tropicais, lagoas e rios.

Só a demarcação e a homologação desta terra indígena pela FUNAI e pelo Presidente Lula pode evitar este mega-projeto NOVA ATLÁNTIDA que irá destruir a biodiversidade e ferir os direitos humanos. Por favor, ajude os Tremembé. Assine a carta com o pedido de Demarcação Urgente.

http://www.salveaselva.org/

Obrigado

Guadalupe Rodríguez
Salva la Selva

www.salvalaselva.org
Tel.: +49 (0)30- 51736879
Email: guadalupe@regenwald.org

Berlin
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março 30, 2009

Senador João Pedro defende o Encontro das Águas em discurso no Senado

Foto: Rogelio Casado - Seminário Sócio Ambiental - Manaus-Am, março/2009
Padre Guilhermo Córdena, senador João Pedro, dep. estadual Luiz Castro, antropólogo Ademir Ramos
Brasília - Iniciava a noite desta segunda-feira em Brasília quando o senador João Pedro, do PT do Amazonas, comunicou aos senadores que na última sexta-feira (27), em Manaus, entre 08h00 às 18h00, os comunitários do Lago do Aleixo realizaram o I Seminário Sócio-ambiental do Bairro Colônia Antonio Aleixo e Bela Vista.

O evento atraiu 3 senadores da república, 2 deputatos estaduais e 1 vereador. Entre um depoimento e outro, foram discutidas as estratégias que possam garantir a vitalidade do Lago como patrimônio ambiental dos comunitários. Para Marisa Lima, líder comunitária, se for necessário deve-se recorrer judicialmente contra as empresas instaladas nos arredores do Lago para que cumpram com sua responsabilidade social e ambiental, protegendo a vida e conservando a beleza natural do Lago do Aleixo.

Para o professor Ademir Ramos, os organizadores do evento esperam “contribuir para disseminar conhecimento técnico-científico, empírico e político para promover ações que responsabilizem cada vez mais os órgãos ambientais do Estado no cumprimento da legislação, monitorando a relação homem e natureza”.

Junto com várias outras entidades, os comunitários organizados criaram um Comitê Gestor. No momento, eles lutam para elaborar um plano de manejo para o Lago e barrar uma vez por toda a construção do Porto das Lajes, que ameaça o majestoso Encontro das Águas, o Sítio Geológico das Lajes e a qualidade de vida dos moradores. Para tanto, estão sendo apoiados pela sociedade civil organizada que compõem o movimento SOS Encontro das Águas.

Reivindicações - Leia abaixo as reindicações do I Seminário Socioambiental do Bairro da Colônia Antônio Aleixo e Bela Vista lidas pelo senador João Pedro na plenária deste início de noite:

1 – Pela transformação de toda a região do Encontro das Águas, incluindo ambas as margens, igarapés, lagos, rios, paranás, ilhas e as áreas de preservação permanente (APP) em Unidade de Conservação de Uso Sustentável.

2 – Pela recuperação paisagística e da cobertura florestal de todas as áreas degradadas da região do Encontro das Águas.

3 – Pela implantação de políticas públicas que promovam o uso sustentável da região do Encontro das Águas pelas comunidades locais, como turismo comunitário, piscicultura sustentável, manejo de pescado, agroecologia com hortas e pomares caseiros e agroindústrias comunitárias que respeitem o meio ambiente.

4 – Que nenhum terminal portuário seja implantado na região do Encontro das Águas e que o licenciamento de qualquer empreendimento na região do Encontro das águas seja de responsabilidade dos órgãos Federais como o IBAMA.

5 – Instalação de equipamentos e espaços socioculturais e de lazer e esportivo nas áreas já degradadas e abandonadas da região do Encontro das Águas.

6 – Que um programa de sensibilização e saneamento dos resíduos líquidos domésticos seja implantado por meio de estação de tratamento de esgotos, fossas sépticas e tratamento seco dos esgotos dos flutuantes seja implantado imediatamente.

7- Que todas as indústrias do Distrito Industrial passem a respeitar a legislação ambiental e não lancem mais resíduos sólidos, líquidos e gasosos contaminantes no meio ambiente.

8 – Que o Governo do Estado e qualquer empreendimento não depositem mais resíduos no Bairro da Colônia Antônio Aleixo, como, por exemplo, o PROSAMIM que depositou todos os entulhos gerados nas nascentes do lago do Aleixo.

9 – Que um programa de educação ambiental e fiscalização seja implantado na região do Encontro das Águas para que as embarcações que circulam ali não lancem mais resíduos nas águas.

10 – Que os casarões históricos antigos da Colônia Antônio Aleixo sejam preservados e mantidos como histórico da Medicina Brasileira.

11 – Que a área da Escola Ambiental da Colônia Antônio Aleixo e suas hortas comunitárias sejam reintegradas oficialmente à comunidade e que a Medida Provisória de 28 de dezembro de 2009, que declarou a concessão desta área à Empresa Lages Logística e Juma Participações (empresas sócias do Porto das Lajes), seja revogada.

12 – Que o Aterro de Lixo Tóxico do Distrito Industrial da CETRAM não seja licenciado para ser implantado entre a bacia do Puraquequara e do Lago do Aleixo enquanto não cumprir todas as leis e critérios ambientais. Que todas as áreas degradadas e contaminadas pela CETRAM nas comunidades agrícolas do Puraquequara sejam recuperadas, descontaminadas e os agricultores indenizados pelo empreendimento.
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O legado da ditadura dos generais: fracasso e atrocidades

INFELIZ ANIVERSÁRIO

O LEGADO DA DITADURA DOS GENERAIS:
FRACASSO E ATROCIDADES


Celso Lungaretti (*)

Ao completarem-se 45 anos da quebra da normalidade institucional no Brasil, mergulhando o País nas trevas e barbárie durante duas décadas, é oportuno evocarmos o que realmente foi essa nada branda ditadura de 1964/85, defendida hoje com tamanha desfaçatez pelos jornalões, seus editorialistas e articulistas.

Como frisou a bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, cabe a nós, sobreviventes do pesadelo, o papel de sentinelas do corpo e do sacrifício dos nossos irmãos que já se foram, assegurando-nos de que a memória não morra – mas, pelo contrário, sirva de vacina contra novos surtos da infestação virulenta do totalitarismo.

Nessa efeméride negativa, o primeiro ponto a destacar é que a quartelada de 1964 foi o coroamento de uma longa série de articulações e tentativas golpistas, nada tendo de espontâneo nem sendo decorrente de situações conjunturais; estas foram apenas pretextos, não causa.

Há controvérsias sobre se a articulação da UDN com setores das Forças Armadas para derrubar o presidente Getúlio em 1954 desembocaria numa ditadura, caso o suicídio e a carta de Vargas não tivessem virado o jogo. Mas, é incontestável que a ultra-direita vinha há muito tempo tentando usurpar o poder.

Em novembro/1955, uma conspiração de políticos udenistas e militares extremistas tentou contestar o triunfo eleitoral de Juscelino Kubitscheck, mas foi derrotada graças, principalmente, à posição legalista que Teixeira Lott, o ministro da Guerra, assumiu. Um dos golpistas presos: o então tenente-coronel Golbery do Couto e Silva, que viria a ser o formulador da doutrina de Segurança Nacional e eminência parda do ditador Geisel.

Em fevereiro de 1956, duas semanas após a posse de JK, os militares já se insubordinavam contra o governo constitucional, na revolta de Jacareacanga.

Os oficiais da FAB repetiram a dose em outubro de 1959, com a também fracassada revolta de Aragarças.

E, em agosto de 1961, quando da renúncia de Jânio Quadros, as Forças Armadas vetaram a posse do vice-presidente João Goulart e iniciaram, juntamente com os conspiradores civis, a constituição de um governo ilegítimo, só voltando atrás diante da resistência do governador Leonel Brizola (RS) e do apoio por ele recebido do comandante do III Exército, gerando a ameaça de uma guerra civil.

Apesar das bravatas de Luiz Carlos Prestes e dos chamados grupos dos 11 brizolistas, inexistia em 1964 uma possibilidade real de revolução socialista. Não houve o alegado "contragolpe preventivo", mas, pura e simplesmente, um golpe para usurpação do poder, meticulosamente tramado e executado com apoio dos EUA. Derrubou-se um governo democraticamente constituído, fechou-se o Congresso Nacional, cassaram-se mandatos legítimos, extinguiram-se entidades da sociedade civil, prenderam-se e barbarizaram-se cidadãos.

A esquerda só voltou para valer às ruas em 1968, mas as manifestações de massa foram respondidas com o uso cada vez mais brutal da força, por parte de instâncias da ditadura e dos efetivos paramilitares que atuavam sem freios de nenhuma espécie, promovendo atentados e intimidações.

Até que, com a edição do dantesco AI-5 (que fez do Legislativo e o Judiciário Poderes-fantoches do Executivo, suprimindo os mais elementares direitos dos cidadãos), em dezembro de 1968, a resistência pacífica se tornou inviável. Foi quando a vanguarda armada, insignificante até então, ascendeu ao primeiro plano, acolhendo os militantes que antes se dedicavam aos movimentos de massa.

As organizações guerrilheiras conseguiram surpreender a ditadura no 1º semestre de 1969, mas já no 2º semestre as Forças Armadas começaram a levar vantagem no plano militar, introduzindo novos métodos repressivos e maximizando a prática da tortura, a partir de lições recebidas de oficiais estadunidenses.

Em 1970 os militares assumiram a dianteira também no plano político, aproveitando o boom econômico e a euforia da conquista do tricampeonato mundial de futebol, que lhes trouxeram o apoio da classe média.

Nos anos seguintes, com a guerrilha nos estertores, as Forças Armadas partiram para o extermínio premeditado dos militantes, que, mesmo quando capturados com vida, eram friamente executados.

A Casa da Morte de Petrópolis (RJ) e o assassinato sistemáticos dos combatentes do Araguaia estão entre as páginas mais vergonhosas da História brasileira – daí a obstinação dos carrascos envergonhados em darem sumiço nos restos mortais de suas vítimas, acrescentando ao genocídio a ocultação de cadáveres.

O milagre brasileiro, fruto da reorganização econômica empreendida pelos ministros Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões, bem como de uma enxurrada de investimentos estadunidenses em 1970 (quando aqui entraram tantos dólares quanto nos 10 anos anteriores somados), teve vida curta e em 1974 a maré já virou, ficando muitas contas para as gerações seguintes pagarem.

As ciências, as artes e o pensamento eram cerceados por meio de censura, perseguições policiais e administrativas, pressões políticas e econômicas, bem como dos atentados e espancamentos praticados pelos grupos paramilitares consentidos pela ditadura.

Corrupção, havia tanta quanto agora, mas a imprensa era impedida de noticiar o que acontecia, p. ex., nos projetos faraônicos como a Transamazônica, Ferrovia do Aço, Itaipu e Paulipetro (muitos dos quais malograram).

A arrogância e impunidade com que agiam as forças de segurança causou muitas vítimas inocentes, como o motorista baleado em 1969 apenas por estar passando em alta velocidade diante de um quartel, na madrugada paulistana (o comandante da unidade ainda elogiou o recruta assassino, por ter cumprido fielmente as ordens recebidas!).

Longe de garantirem a segurança da população, os integrantes dos efetivos policiais chegavam até a acumpliciar-se com traficantes, executando seus rivais a pretexto de justiçar bandidos (Esquadrões da Morte).

O aparato repressivo criado para combater a guerrilha propiciava a seus integrantes uma situação privilegiadíssima. Não só recebiam de empresários direitistas vultosas recompensas por cada "subversivo" preso ou morto, como se apossavam de tudo que encontravam de valor com os resistentes. Acostumaram-se a um padrão de vida muito superior ao que sua remuneração normal lhes proporcionaria.

Daí terem resistido encarniçadamente à disposição do ditador Geisel, de desmontar essa engrenagem de terrorismo de estado, no momento em que ela se tornou desnecessária. Mataram pessoas inofensivas como Vladimir Herzog, promoveram atentados contra pessoas e instituições (inclusive o do Riocentro, que, se não tivesse falhado, provocaria um morticínio em larga escala) e chegaram a conspirar contra o próprio Geisel, que foi obrigado a destituir sucessivamente o comandante do II Exército e o ministro do Exército.

A ditadura terminou melancolicamente em 1985, com a economia marcando passo e os cidadãos cada vez mais avessos ao autoritarismo sufocante. Seu último espasmo foi frustrar a vontade popular, negando aos brasileiros o direito de elegerem livremente o presidente da República, ao conseguir evitar a aprovação da emenda das diretas-já.

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

Um outro mundo é possível. Um outro Brasil é necessário!
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Ditadura Nunca Mais

Cinema de Rua no dia 31 de março
DITADURA NUNCA MAIS nos dia 31 de março e dia 01 de abril

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Convite - Belém-Pará

O projeto Cinema de Rua exibirá o "Pra frente Brasil" na noite do dia 31/3/2009. Na 'preliminar' do filme, havevrá umamprojeção audiovisual de uma série de entrevistas com cidadãos que sofreram tortura na ditadura militar. O endereço é na General Gurjão esquina com a Bailique - Belém do Grão Pará, a partir de 19h de 31 de março, data do quadragésimo quinto aniversário do golpe militar que deu início aos anos de chumbo no Brasil....

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Convite - São Paulo-SP

Convidamos a todos os artistas, produtores culturais, Quadrilhas e Pássaros Juninos, Grupos Folclóricos, Escolas de Samba, Blocos de Carnaval, amantes da arte e cidadãos em geral para realizarem 48h DITADURA NUNCA MAIS nos dia 31 de março e dia 01 de abril.

Mais uma Ação de resistência ao período hediondo em que nem mesmo se podia reunir mais de três pessoas nas ruas para revindicar os seus direitos, homens e mulheres brasileiras foram brutalmente assassinados por defenderem a democracia em nosso país... Hoje cabe a nós resgatarmos a memória da história recente do Brasil que os vendidos de sempre tentam apagar.

Qualquer manifestação que elucide, execre, denuncie as atrozes práticas desse nefasto período é bem-vinda nas 48h DITADURA NUNCA MAIS, um espaço aberto que tem apenas a data fechada nos primeiros dias do famigerado golpe militar de 64. Golpe este que implantou a DITADURA que a Folha de São Paulo afirma não ter existido de 1964 a 1985 no Brasil.
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Mês do 68° ano do nascimento de Glauber Rocha

Glauber Rocha
foto publicada em whatzoever.wordpress.com
Nota do blog: Há dias queria surrupiar a postagem abaixo do blog do Mello. Priorizei o movimento SOS Encontro das Águas. Quase no final do mês, não poderia deixar passar a data em branco. Aos amigos d'aqui e d'além mar, com vocês o grande Glauber Rocha.

BLOG DO MELLO
Di, de Glauber, no dia dos 70 anos do cineasta
Posted: 14 Mar 2009 07:00 AM PDT

Há dois anos, num 14 de março como hoje, aniversário de Glauber Rocha, lembrei-me dele e de seu “Di, de Glauber”, o polêmico documentário feito no enterro do pintor Di Cavalcanti, proibido pela família de Di de ser exibido.

Fui pela internet ao Tempo Glauber e descobri, para minha surpresa, que o filme estava lá. Postei-o aqui no blog. Em seguida, Elio Gaspari em sua coluna comentou:

No mês do 68° ano do nascimento de Glauber Rocha, o blogueiro Antonio Mello (blogdomello.blogspot.com) botou na internet o genial documentário de 20 minutos que o cineasta rodou no funeral do pintor Di Cavalcanti, em 1976.

A peça delirante e ególatra de Glauber foi censurada por iniciativa da família de Di. Muito provavelmente o desconforto se deveu à filmagem do rosto macerado do pintor no caixão, cena realmente chocante.

A qualidade do vídeo não é grande coisa, mas, mesmo assim, mostra uma das obras mais representativas da cabeça de Glauber.
O cineasta baiano morreu em 1981, aos 42 anos.

Foi aí que, mais adiante, como anunciei aqui, liberou geral. Reportagem de Lúcio Flávio, publicada no Correio Braziliense e no Diário Catarinense informava:

- A família do Di, ciente de tudo, se calou diante da situação. A reportagem tentou contatos com a família do pintor, sem sucesso. Segundo a secretária particular de Elizabeth Di Cavalcanti, a família encara como encerrado o episódio sobre o filme, não pronunciando qualquer nota.

Já que é assim, para quem ainda não viu, aí está de novo o genial “Di, de Glauber”.
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março 29, 2009

Seduction, Sinatra Sings of Love

Francis Albert Sinatra
SEDUCTION, SINATRA SINGS OF LOVE

Sinatrófilos(as),

Logo mais a partir das 20h00, horário de Manaus, no programa "Momentos de Jazz", pelas ondas da nossa Radio Amazonas Jazz FM,101,5 vamos curtir duas horas repletas com as mais belas canções gravadas pelo "The Voice", amigos e admiradores, contidas nos seguintes cds:

Sinatra - Nothing but the best

Steve Lawrence Sings Sinatra

The Sinatra Project - Michael Feinstein

Sinatra and Basie An Historic Musical First

Seduction
- Sinatra sings of love (lançado no ultimo mes de janeiro, em primeirissima mão para os ouvintes do programa.)

Consegues perder um programa de radio com este conteúdo? Eu não consigo!!!!

Conto com tua sagrada audiência.

Humberto Amorim
Sinatrófilo
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Contribua com o Santuário Sagrado dos Pajés

Como Contribuir

A comunidade do Santuário Sagrado dos Pajés – Terra Indígena do Bananal – busca sua autonomia e autogestão. As atividades coletivas tribais de plantio, produção de mudas e a produção de farinha além de servirem às necessidade da própria comunidade são uma maneira de ajudar o Santuário Sagrado dos Pajés conseguir realizar suas atividades espirituais, científicas, culturais e educativas.

A produção de mudas se baseia na troca de sementes nativas entre os visitantes que vêm das diferentes regiões do Brasil e da América para as atividades do Santuário. E também visa o replantio da vegetação do Cerrado na região do Planalto Central. São produzidas mudas de plantas frutíferas e de plantas medicinais. As mudas estão disponíveis para serem adquiridas pelo preço simbólico de 3 reais. Os pedidos podem ser feitos pelo email do Santuário (santuariodospajes@riseup.net) ou diretamente com o prof. Santxiê Tapuya na Flora Medicinal na sede da FUNAI em Brasília.

A produção de farinha ainda está em processo de aprimoramento. A quantidade produzida ainda é pequena, mas os pedidos já podem ser feitos por encomenda.

O coletivo de comunicação tribal da comunidade produziu ao longo de 2008 uma série de vídeos sobre a resistência sagrada do Santuário dos Pajés e esses vídeos foram compilados em duas coletâneas. Estão disponíveis emformato de DVD, com capa e prensagem impressos em colaboração com o coletivo cultural Motirõ de Taquatinga. Cada DVD pode ser adquirido pelo valor de 15 reais. A maioria dos vídeos está disponível na internet e você pode ter acesso a eles na nossa página de Vídeos.

Também estão disponíveis camisetas em todos os tamanhos com o desenho O Santuário Não Se Move nas cores vermelha, preta e azul. As camisetas podem ser adquiridas pelo preço de 15 reais.

Vale ressaltar que toda ajuda a resistência é bem vinda, e caso você queira contribuir de modo mais direito com a luta participe das atividades chamadas pela comunidade do Santuário. Os mutirões para plantio, construção de ocas, produção de farinha, demais atividades culturais e educacionais são abertas a participação desde que a comunidade seja avisada com antecedência pelas pessoas interessadas em participar.

A conta da ACPI (Associação Cultural dos Povos Indígenas), entidade representativa da comunidade Tapuya da Terra Indígena Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés, para doações voluntárias é a seguinte:

Caixa Econômica
Agência: 1041-003
(esse código 003 significa que a conta é de pessoa jurídica)
Conta Corrente: 916-5

Qualquer quantia é muito bem vinda e ajudará nas atividades de manejo da mata, e nas atividades de valorização da cultura e da espiritualidade dos povos originários da América.

Em defesa da dignidade de criar e se ocupar da Natureza!

Fonte: www.santuariodospajes.org

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No em mi nombre

Para que otro blog mas???

No en mi nombre (Apostasía Colectiva)

Posted: 26 Mar 2009 06:07 AM PDT

La red es un punto de encuentro y un espacio para generar movidas de todo tipo. Se está dando con mucha fuerza una convocatoria que invita a apostatar y de esa manera dejar de formar parte de la iglesia católica.

Actualmente los indices marcan un 90% de católicos en la Argentina, número que si se cumpliera no habría espacio en las iglesias para meter a tanto creyente un domingo de misa. Gracias a ese porcentaje la iglesia goza de un alto grado de poder a la hora de tomar decisiones sustanciales en temas como la legalización del aborto o la educación sexual en las escuelas.

La idea de la iniciativa de Apostasía Colectiva busca reducir esa injerencia en las decisiones del Estado. Si les interesa profundizar sobre el tema hay un excelente articulo de Dr. Gen, apóstata de aquellos. O también en la página de Apostasía Colectiva, donde también pueden participar de la convocatoria y si desean, renunciar a la iglesia católica.

De paso una invitación:

Este lunes 30 de marzo a las 17 hs. se realizará una presentación simbólica de esta apostasía colectiva en el Arzobispado de Buenos Aires (Rivadavia 415), donde se entregará a la Iglesia Católica Argentina un manifiesto y el listado de las más de mil personas que exigen la rectificación de sus registros bautismales.
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Campanha Mundial pela Defesa das Terras e dos Territórios Indígenas e Camponeses de Chiapas, do México e do Mundo

Foto: Mois - Massacre dos indígenas tzotziles - Chiapas-México, 22.12.2007
O Centro de Análise Político e Investigações Sociais e Econômicas convida novamente à participacão nas Brigadas de Observação de Terra e Território (BOTT). O registro para participar nas BOTT iniciará a partir de 9 demarço de 2009.

BOTT na Europa

27 de fevereiro de 2009

Companheiras e companheiros.

O Centro de Análise Político e Investigações Sociais e Econômicas convida novamente à participacão nas Brigadas de Observação de Terra e Território (BOTT).

O registro para participar nas BOTT começará em 9 de março de 2009.

As BOTT fazem parte da Campanha Mundial pela Defesa das Terras e dos Territórios Indígenas e Camponeses de Chiapas, do México e do Mundo, lançada publicamente em 25 de março de 2007.

As tentativas de despejo pela força de terras recuperadas, o despojamento legalizado de terras e a violência direta ou indireta das autoridades federais, estatais e municipais contra os povos e povoados zapatistas são constantes e estimuladas. Frente a esta situação, fazemos um chamado à sociedade civil organizada nacional e internacional para participar nas Brigadas de Observação Terra e Território.

Um dos propósitos das BOTT é a observacão e documentacão das violacões de Direitos Coletivos e Direitos Humanos de povos e povoados indígenas. A documentação específica e minuciosa nos permite desenvolver quatro passos fundamentais na criacão de uma frente de defesa:

1.- Pesquisa.
2.- Documentacão.
3.- Denúncia e,
4.- Defesa de Direitos Coletivos e Direitos Humanos dos Povos indígenas.

REQUISITOS:

I- Ser maior de 18 anos.
II- Contar com um mínimo de 9 días corridos para sua estadia em campo.
III- Contar com uma carta aval timbrada e assinada de uma organizacão, instituicão ou coletivo. Apresentar duas fotocópias da mesma.

Para mexicanos: a organizacão deve ser aderente da Sexta Declaração

IV- Contar com duas referências pessoais
V- Realizar una entrevista pessoal con CAPISE (lunes, martes o miércoles)
VI- Se é mexicana ou mexicano, apresentar identificação oficial (passaporte, licença, cartilla, título de eleitor, carteira de motorista) e três fotocópias.
VII- Se é estrangeira ou estrangeiro, passaporte e forma migratória vigente com três fotocópias.
VIII- Apresentar fotografia vigente em cores (tamanho de passaporte).
IX- Ser falante fluente de espanhol.
X- Participar das oficinas de capacitação nas Quintas, a partir das 9.30am., nos escritórios de CAPISE, em San Cristóbal de Las Casas, Chiapas.

Horários de atendimento para Brigadistas: de segunda a sexta de 10:00 a14:00 e de 17:00 a 19:00 hrs.

Se deseja participar nas BOTT, solicite escrevendo a: brigadas@capise.org.mx

Atenciosamente

Centro de Análisis Político e Investigaciones Sociales y Económicas A.C. (CAPISE)
Real de Guadalupe #24, colonia Centro.
San Cristóbal de las Casas, Chiapas. CP.29200Tel/Fax: (0052) (967)678-9738

www.capise.org.mx

Email:: capise@laneta.apc.org

URL:: http://xojobil.blogspot.com/2009/03/el-capise-convoca-la-participacion-en.html

Fonte: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/442833.shtml
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março 28, 2009

Comunicado Manu Chao

PG comunica: Aqui, comunico aos/as comp@s a atitude tomada pelo governo mexicano em estudar a possibilidade de deportar o cantor e ativista Manu Chao. Manu participa da campanha pela libertação dos presos de Atenco e, neste momento, está participando do festival de cinema de Guadalajara, como convidado para participar da exibição do fime de La Colifata (mais um projeto apoiado por Manu Chao). Assim que na quinta - feira chegou a notícia a Manu Chao que o governo mexicano estava tentando expulsá-lo do país por ter infrinjido uma lei, a lei proibe qualquer cidadão extrangeiro em tomar partido acerca da política interna mexicana, esta lei está no artigo 33 da constituição e é a mesma que possibilitou a expulsão de extrangeiros que apoiavam o EZLN no período de 96/97/98 em Chiapas.

OBS: Ontem no jornal La Jornada, já tinha a notícia da desistência do governo mexicano em levar esta posição até as últimas conseqüências, mas, no entando, fica em evidência que qualquer posição política contrária a do governo mexicano será reprimida, este é o fenômeno de uma ditadura disfarçada de democracia. É um alerta a todos aqueles que lutam e apoiam a luta por um mundo mais justo, também é um recado dado a nós extrangeiros que apoiamos a luta dos povos indígenas na busca pela liberdade e autonomia. Segue abaixo a notícia o comunidaco de Manu Chao acerca desta problemática.


COMUNICADO MANU CHAO - GUADALAJARA 27 DE MARZO

Guadalajara 27 de marzo, Comunicado Manu Chao

Ayer al despertarme se me informó que el gobierno mexicano esta investigando mis declaraciones en rueda de prensa en el Festival Internacional de Cine de laciudad de Guadalajara.

Declaraciones refiriéndose al operativo policial realizado en mayo de 2006 en la localidad de San Salvador Atenco. Ese operativo dejó dos muertos, más de 200 detenidos y varias denuncias de ultraje sexual de mujeres por parte de policías. Hoy en día siguen en la cárcel 12 personas con condenas absurdas de 31 a 112 años. Sin duda alguna yo me revindico como uno más de toda esa gente que milita para su liberación intentando así acabar con parte de toda esa clamorosa injusticia.

Poco a poco en el día nos llego la información sobre la posibilidad de una orden de verificación migratoria sobre mi persona, y que podría derivar encualquier momento en mi expulsión inmediata del país sin previo juicio.

Ayer a noche en la Rambla de Catalunya de Guadalajara se proyectaba al aire libre y con libre ingreso la película LT22 Radio La Colifata de Carlos Larrondo en el contexto de la sección Cinelandia que el festival de cine me invito a liderar. Como ya de costumbre existía la probabilidad que cantar a unos temas después de la proyección como ocurrió durante el festival en el Instituto Cabañas a lo largo del ciclo Cinelandia. Me parece importante señalar que esos palomazos informales nunca fueron parte de la programación oficial del evento y son ofrecidos sin ningún ánimo de lucro a los amantes de cine que vinieron a disfrutar de las películas seleccionadas.

La decisión de no cantar en la Rambla Catalunya este último jueves fue expresamente mía. La tomé para evitar cualquier posibilidad de desbordamiento violento en caso de que las autoridades tuvieran intención de venir a por mí durante el acto. Lo que podría haber generado un enfrentamiento entre policía y público. Consciente que en esa velada podían asistir niños y miles de personas, no quise tomar el riesgo de que se transformase esa fiesta cultural en algo incontrolable y penoso para los presentes.

La razón primordial de mi decisión fue ésa. Y ninguna otra.

Aquí mismo me disculpo a toda la gente que acudió al acto y se quedó sin esos temitas rumberos después de la película. Espero que entiendan mi decisión y la valoren en el contexto.

Siempre atento

Manu Chao

Para más información: http://www.atencolibertadyjusticia.com/
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À noblesse de Noblat

[Amálgama]

À noblesse de Noblat

Posted: 24 Mar 2009 09:50 AM PDT

por Lelê Teles - É um cara-de-pau esse Ricardo Noblat. Espuma como um cão ao falar do rabo sujo dos outros. Mas baba como um bobo ao falar do seu. Escuta essa, minha senhora. A senhora ouve a rádio Senado? Lembra de um programa de Jazz que tem lá, Jazz & Tal?, coisa fina! A senhora sabia que aquilo é um presente do jornalista Ricardo Noblat, não ao senado, mas ao povo brasileiro? E a senhora sabia que o abnegado jornalista resolveu fazer isso para dar mais qualidade na programação da rádio? O que a senhora acha de um jornalista bancar, com dinheiro do próprio bolso, um programa de rádio para o Senadão? A senhora não consegue enxergar aí o dedo do capeta?

E ao refletir sobre as escusas apresentadas pela sagaz blogueiro, a senhora não vê a ponta do rabo do capeta? Vamos olhar juntos pela fechadura da porta do inferno, que é a nota que Noblat soltou em seu blog para se justificar. O capeta lhe pergunta: Filho, por que criar um programa justamente para a rádio Senado? E Noblat se justifica, olhando no fundo do olho do diabo: “Completou 10 anos no último dia 19 o programa semanal Jazz & Tal que faço para a Senado FM. Durante 113 meses, entre março de 1999 e agosto de 2008, paguei do meu bolso todos os custos do programa. Foram 493 programas ao custo mensal de R$ 1.200,00. Devo ser o único brasileiro que até hoje doou dinheiro ao Senado - 135.600,00 (113 meses x R$ 1.200,00). Fi-lo porque qui-lo. Na época era medíocre a programação da Rádio senado…”

Não há dinheiro que pague a missão de tornar menos medíocre a rádio Senado…

Agora eu lhe pergunto minha senhora. O que temos eu, a senhora e o senhor Noblat com isso. Se ele não gosta da programação da rádio Senado, que sintonize outra. Ou use o blog dele em O Globo para fazer as famosas enquetes: “Você acha que a programação da Rádio Senado deve ser melhorada?” Agora, achar a programação ruim e pagar do próprio bolso um programa de jazz para melhorá-la? Melhorá-la pra quem? Para quem gosta de jazz? E quem é que gosta de jazz? O senhor Noblat? Pois que ouça jazz em seu carro e em sua casa. Ou será que Noblat é um desses nefelibatas que crêem que o jazz é mais gostoso quando compartilhado? Se for este o caso, por que diabos o ilustrado escriba não se satisfez com o programa de rádio hospedado em seu blog? Ora, ali ele compartilha com os seus. Isso não é o bastante?

Mas satanás é curioso, e coçando o queixo rubro estoca uma nova pergunta: Estou confuso, o senhor promovia o jazz ou a produtora que produzia o programa? Noblat, que conhece bem a língua do capeta, pois teve aulas com o Demo Demóstenes, respondeu desenvolto e sem sotaque: “Procurei uma produtora em Brasília - a Linha Direta. Ela cuida do programa. Gosto das coisas bem feitas e topo pagar por elas. Paguei pelo capricho de ter um programa de jazz. Pude pagar e paguei.” Satã sorriu com os olhos de fogo. Lambeu os beiços com a incandescente língua bifurcada e pespegou: E por que, dez anos depois, resolver cobrar do Senado por um programa que o senhor doou de livre e espontânea vontade e amor à cultura e à arte? Não é bem assim, obtemperou o pernambucano, “… em setembro último, sugeri à direção do Senado que a rádio arcasse com os custos do programa pagando diretamente à produtora. Do contrário suspenderia o programa. Disseram-me que não era possível. Que seria possível me pagar como pessoa física para que então eu pagasse à produtora”.

Veja a senhora, Noblat faz uma chantagem com o Senadão, ou pagam ou eu me retiro do ar. Não parece Faroeste? Minhas perguntas são ingênuas, mas o Demo é impiedoso. Fala o diabo: Ricardo, ouça-me filho, a emissora sucumbiu à sua chantagem, ponto pra você. Agora me conta, como foi firmado esse contrato? Noblat vê os seus olhos dentro das labaredas dos olhos do capeta e responde animadamente: “Firmaram um contrato comigo no valor mensal de R$ 3.360,00. Descontados pela própria rádio os impostos (R$ 560,00 de INSS e mais R$ 560,00 de IR), e abatido o que eu pago à produtora (R$ 1.750,00), restam-me por mês a fortuna de R$ 490,00. Preciso de mais 23 anos a R$ 490,00 por mês para recuperar os R$ 135.600,00 que gastei do meu bolso durante 9 anos e meio. Não viverei tanto tempo. E não imagino fazer o programa por mais 23 anos.”

Mas com o diabo, disse o diabo, que merda de matemática é essa? E Satã sacudiu as asas e se foi. Minha senhora, continuemos nós outros o trabalho que o diabo deixou de lado. Perguntemos ao senhor Noblat: E o senhor também ajuda o Senado em seu blog? O senhor Gilmar Mendes, aquele que é a cara do deputado da Praça é Nossa, interferia na programação do seu programa? O senhor também costuma dizer “deu na Veja” em seu programa, como o faz insistentemente em seu blog? O senhor doaria um programa para a rádio evangélica que toca aqui perto?, é que a programação é ruim à beça. O senhor tem alguma proposta para a CBN no horário em que aparece a senhora Lúcia Hipólito? O senhor já pensou em doar um programa de valsa para o lugar do Roda Viva? E senhor já propôs pôr trilha sonora nos podcasts da urubóloga Miriam Leitão? O senhor está de brincadeira comigo?

Em tempo, o Supremo Ministro, Gilmar Mendes, felicita o blog: “Leio porque sendo a transparência um dos pilares da democracia, nunca será demais ressaltar a importância da mídia responsável na consolidação do Estado de Direito. Assim, diante da excelência com que vem desempenhando o ofício de bem informar os cidadãos brasileiros, congratulo o Blog do Noblat pelos cinco anos de compromisso com a verdade e com a democracia no país”, Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Embrulhou-me o estômago.
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Grupo Tortura Nunca Mais: últimas notícias

Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Moção de Solidariedade ao MST
A crise sistêmica e estrutural do capitalismo avança no Brasil. Trabalhadores e suas organizações serão permanentemente atacados pelas classes dominantes. O desemprego é a face mais cruel e perversa, nesse momento, da crise.
(leia mais...)

Camponeses Presos no Norte do RS
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ repudia com veemência a ação truculenta e violenta do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do estado do Rio grande do Sul, em 11 de março último, contra cerca de 60 agricultores que faziam uma manifestação de ocupação em uma agência do Branco do Brasil em Erechim.
(leia mais...)

O Judiciário Trabalhando Contra a Justiça
No próximo dia 24/03 (terça-feira), a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ entregarão ao Ministério Público do Rio de Janeiro, através do Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, e do Sub-procurador de Direitos Humanos, Leonardo Chaves, o documento em anexo, onde são feitas denúncias e críticas de recentes decisões judiciais, em casos acompanhados pela Rede, que puseram em liberdade vários militares e policiais, que estão sendo investigados ou mesmo já foram condenados por crimes de homicídio.
(leia mais...)

Maria Beatriz Sá Leitão (1944 - 2009)
Uma psicanalista dedicada às luzes

MÁRIO MAGALHÃES


Jornal Folha de São Paulo da Sucursal do Rio


Nem as dores do câncer impediram a psicanalista Maria Beatriz Sá Leitão de se debruçar na revisão dos três artigos dos quais é coautora e que estão em "Clínica e Política 2 - Subjetividade, Direitos Humanos e Invenção de Práticas Clínicas". Ela não viveu para ver o livro.
(leia mais...)

AGU mais uma vez impede o direito à Verdade e à Justiça
No último dia 14 de outubro, a Advocacia Geral da União – AGU, instituição em que o diretor é da livre escolha do Presidente da República, apresentou uma contestação à 8ª Vara Federal Civil de São Paulo, assumindo a defesa dos coronéis de reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel. Ambos são protagonistas de uma ação pública ajuizada pelos Procuradores da República do Estado de São Paulo, Eugênia Fávero e Marlon Weichert, pela tortura e morte de pelo menos sessenta e quatro presos políticos, entre 1970 e 1976, no DOI-CODI/SP, época em que esses coronéis chefiavam aquele centro de torturas.




Não é a primeira vez que a AGU entra em cena para tentar impedir o direito à Verdade e à Justiça. Em 27 de agosto de 2003, o então Advogado Geral da União, Dr. Álvaro Ribeiro da Costa, apresentou ao tribunal Regional Federal de Brasília a apelação parcial contra a sentença da Juíza da 1ª Vara Federal condenando a União a fornecer informações militares de todas as operações realizadas no combate à Guerrilha do Araguaia. Além de informar onde estão sepultados os restos mortais dos opositores políticos o governo federal deveria intimar a prestar depoimento todos os agentes militares ainda vivos que tenham participado de quaisquer das operações, independente dos cargos ocupados
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Campanha Parcerias Solidárias ao GTNM/RJ
Desde sua criação o GTNM/RJ sempre sobreviveu com poucos recursos provenientes de doações que,a cada ano, se tornam menores e do trabalho de seus militantes. Infelizmente, atualmente encontra-se em uma situação financeira extremamente difícil.
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Carta Aberta ao Governo Urugauio
Frente la inminente resolución del Supremo Tribunal Federal de la hermana República Federativa del Brasil, respecto a la extradición del Cnel.Manuel Cordero solicitada por la Justicia uruguaya, queremos manifestar en primera instancia nuestra preocupación
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Condenação do GTNM/RJ: Dificuldades na Comprovação dos Crimes de Tortura
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos. O processo encontra-se em fase de execução de sentença.


A condenação decorre de texto contido no site do GTNM/RJ, no qual a entidade buscou repercutir a denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia, preso em 20 de agosto de 1996, em flagrante abuso de autoridade dos policiais federais, que o conduziram para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, o agrediram.


O Judiciário entendeu que o GTNM/RJ teria extrapolado no relato dos fatos, acusando os policiais federais da prática de tortura sem que estes tenham sido condenados.


Este processo traz à reflexão algumas questões que cercam os casos de denúncias de violência perpetrada por policiais em serviço. Sabe-se que, em muitos casos, as investigações são feitas pela própria instituição a que pertencem os policiais suspeitos da prática dos atos de violência. Em alguns casos, a investigação fica a cargo de colegas que mantêm convívio diário com os policiais suspeitos. Surgem, então, dúvidas quanto à isenção na apuração desses fatos.
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Campanha pela Imediata Abertura dos Arquivos do Terror.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ durante seus 20 anos de existência vem lutando pela abertura de todos os arquivos da repressão. E, durante todos esses anos as autoridades brasileiras teimam em afirmar que tais arquivos foram destruídos ou que nunca existiram.A divulgação de fotos provenientes de “investigação ilegal conduzida no ano de 1974, pelo antigo Serviço Nacional de Investigação” conforme a nota do secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, em 22/10/04, assim como, a sua rápida identificação pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) são provas cabais da existência desses arquivos.
(leia mais...)

Amyra El Khalili, economista indicada para o Prêmio “Nobel da Paz”, faz palestra no Brasil

GERMEN promove palestra com Amyra El Khalili, Economista indicada para o Prêmio “Nobel da Paz”.

A fundadora do Projeto BECE, Amyra El Khalili, será a convidada, na próxima segunda, dia 30, dos "Encontros Ambientais", ciclo de palestras que discutem a preservação ambiental, promovido pelo GERMEN, ONG ambientalista mais antiga da Bahia.

O evento esta marcado para as 18h, na sede do GERMEN (Rua. Ignácio Aciole, nº. 26 Pelourinho ). A palestrante abordará o tema: “A Responsabilidade Ambiental do Sistema Financeiro com a Crise Mundial". A entrada é franca.

Dia 30 de Março de 2009
Horário: 18h
Local: Sede do GERMEN, Rua Ignácio Aciole, nº. 26, Pelourinho. Salvador –Bahia

Maiores Informações:
71- 3266-0554 / 9937-5602 Ascom GERMEN


AMYRA EL KHALILI, é Economista, Corecon MG 7053, Idealizadora & Fundadora do Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais. Com mais de duas décadas de experiência nos Mercados Futuros e de Capitais, tendo ocupado cargos relevantes em Corretoras e Bancos de Investimentos. Foi "dealer" do Banco Central do Brasil, Banco do Brasil, Bombril S/A, Grupo Vicunha entre outros. É profunda conhecedora do Sistema de Garantias e Salvaguardas da BM&F. Foi Professora de Engenharia e Estratégias de Operações em Risco em cursos de extensão da FEA/FIPE/ESALQ- USP/FGV/BM&F/BCSP/ESPM entre outras. Conferencista e palestrante em diversos seminários para o Ministério Público Federal, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Reforma Agrária, Ministério da Agricultura, Ministério das Ciências e Tecnologia, IBAMA, Embrapa, Banco Central do Brasil, Caixa Económica Federal , BNDES entre outros. Participou do Lançamento dos Contratos de Commodities Agropecuárias da BM&F, em especial, fez a Rota da Soja com 30.000 Km e centenas de vôos implantando instrumentos derivativos. Trabalhou no Projeto de Reconstrução Econômica no Líbano em apoio ao Estado Palestino nos Acordos de Oslo (93). Membro da Comissão de Assuntos Econômicos da FEARAB - AMÉRICA (Federación de Entidades Americano Árabes). É fundadora da RECOs Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras, do Movimento Mulheres pela PaZ!. É professora de pós graduação e MBA com a disciplina "Economia Sócioambiental" em várias Universidades. Indicada para o "Prêmio 1000 Mulheres para o Nobel da Paz" e para o Prêmio Bertha Lutz.

A Profª Amyra El Khalili é também Conselheira Editorial do Instituto SOS Rios do Brasil.
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O show foi ontem. Agora só na última sexta-feira do mês.

Banda All That Jazz
Manaus - Amazonas - Brasil

BANDA "ALL THAT JAZZ" HOJE NO BAR E CAFÉ ADRIANÓPOLIS.

A única banda puramente jazzistica de Manaus que explora o repertório com "standards" do Great American Songbook, totalmente em Inglês, se apresenta logo mais a partir das 22h00 no point mais jazz da cidade, o Bar e Café Adrianópolis (telefone para reservas 35841512).

A banda está na estrada há três anos e se apresentou no Festival Amazonas Jazz, Sax Restaurante, Restaurante Palazzolo, na capital Rondoniense Porto Velho e diversos eventos dentre os quais merece destaque a apresentação especial para a comitiva da USAID com a presença do embaixador americano no Brasil Clifford Sobel.

O show de hoje a noite irá homenagear dois monstros sagrados do gênero jazz que nasceram neste dia - a Sassy Sarah Vaughn e o Gênio do Saxofone Ben Webster. Os integrantes seguem o figurino da tradição jazzistica e só se apresentam de paletó e gravata.

Compõem o "jazz ensemble" amazonense os jazzistas:

Humberto Amorim - Voz
Roger Vargas - Baixo acústico
Leonardo Pimentel - Bateria
Junior Leal - Saxofone, Clarineta
Robson Silva - keyboards.

O couvert é de R$10,00 por pessoa.

A gente te espera por lá.

NOTA - As apresentações da Banda "All That Jazz" no Bar e Café Adrianópolis acontecem sempre nas últimas sextas-feiras de cada mês.
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“A construção de um porto (das Lajes) neste local é um verdadeiro crime ambiental."

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Porto das lajes
Senador pede reavaliação da obra


O senador João Pedro (PT-AM) pede que órgãos federais reavaliem a construção do Porto das Lajes, entreposto aduaneiro que será construído às margens do Encontro das Águas, com aprovação já confirmada pelos órgãos ambientais do Amazonas. Ele aproveitou a vinda do ministro da Cultura, Juca Ferreira, a Comissão de Educação para tratar sobre o assunto. E ainda encaminhará documento aos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, com objetivo de resguardar a área contra os impactos ambientais e frear a construção do Porto das Lajes.

“A construção de um porto neste local é um verdadeiro crime ambiental. Imagine os impactos que a movimentação de cargueiros vai causar àquelas águas. Além disso, as margens do Encontro das Águas são refúgio de aves regionais e do Sauim de Manaus, um primata ameaçado de extinção”, afirmou o senador.

Assessoria de Imprensa

Fonte: Boletim Eletrônico do Senador João Pedro

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março 27, 2009

João Pedro, do PT-AM, pôs o mandato à disposição do movimento SOS Encontro das Águas

Foto: Rogelio Casado - Padre Guilhermo Córdena e Senador João Pedro - Manaus-Am, 27.03.2009
O Senador João Pedro, do PT-AM, revelou em sua fala que entregou pessoalmente o pedido de tombamento das Lajes e do Encontro das Águas para o Ministro da Cultura Juca Ferreira. Informou ainda que os técnicos do IPHAN já foram acionados a apreciar o pedido. João Pedro pôs o mandato à disposição do movimento SOS Encontro das Águas.

Ao final do I Seminário Sócio Ambiental do Bairro Colônia Antônio Aleixo foram apresentadas as propostas que serão encaminhadas às autoridades estaduais, municipais e federais.
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Luís Castro, da CDH da ALE-AM, discursa no seminário socio ambiental do Bairro Colônia Antonio Aleixo

Foto: Rogelio Casado - Seminário Socio Ambiental - Manaus-Am, 27.03.2009
Luiz Castro, deputado estadual, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Amazonas, lembra que a empresa responsável pela construção do Porto das Lajes usará todos os meios ao seu alcance para aprovação do novo relatório de impacto ambiental, e que a licença a ser concedida será feita por técnicos do governo do estado, que certamente serão pressionados. Para ele, o movimento SOS Encontro das Águas deve ter como aliados o Ministério Público Federal e outros políticos do cenário político nacional.
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Guilhermo Córdona, do CDH, discursa sobre os impactos sociais com a futura construção do Porto das Lajes

Foto: Rogelio Casado - Seminário Sócio Ambiental - Manaus-Am, 27.03.2009
Padre Guillermo Córdona, do Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus, ao melhor estilo dos defensores das liberdades de organização e expressão, conclama a comunidade a ser protagonista de sua própria história.

Sua fala revela outros impactos para além da fauna aquática, especialmente os que dizem respeito aos impactos sociais. Critica a ausência de políticas de desenvolvimento adequadas à realidade das comunidades.
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Comunidade do Bairro Colônia Antônio Aleixo debate seus problemas sócio ambientais

Foto: Rogelio Casado - Seminário Sócio Ambiental - Manaus-Am, 27.03.2009

Elisa Wandelli abre os debates do I Seminário Sócio Ambiental do Bairro Colônia Antônio Aleixo pela parte da tarde.



De manhã, parlamentares, intelectuais e professores de universidade se manifestaram contra a construção do porto das Lajes, entre eles o senador Arthur Neto, senador Jefferson Praia, escritor Márcio Souza, professor Fernando Dantas e o antropólogo Ademir Ramos.



O movimento SOS Encontro das Águas sai fortalecido com o seminário.

Vaudeville provinciano

Foto publicada no site da PMM

Vaudeville provinciano

Por Zefofinho de Ogum, sociólogo

Morro do Querosene – Batuco essas mal-traçadas, enquanto desopilo o fígado, em plena pracinha central do Querosene. Aqui sou tratado que nem príncipe da realeza nagô. É que, além de reduto de bambas, é aqui que, periodicamente, mammy sai do meu Rio de Janeiro em desobriga para com um dos terreiros mais concorridos do pedaço.

Em verdade, estou a trabalho. Fui docemente condenado a passar os dias santos aqui em Sampa. Não vejo a hora de me reencontrar com a Festa do Boi do Morro do Querosene, organizada pelo Grupo Cupuaçu do maranhense Tião Carvalho.

Além disso, meus prezados, costuma rolar por aqui um tambor de crioula regado a catuaba da boa, sem contar as rodas de capoeira e muita gente bonita e animada. A festa começa em torno de 3 da tarde mas o boi só sai lá pelas 8 da noite.

O Morro é um reduto da cultura popular brasileira, palco de manifestações como o bumba-meu-boi, a capoeira, mamulengos, grafites, entre outros. Desde 2001 a comunidade trabalha para impedir a degradação de uma área de 44.000 m2, nas proximidades do Instituto Butantã, com árvores nativas e uma nascente de água cristalina em um espaço para atividades de educação, esporte, saúde, arte e lazer.


A efervescência cultural da comunidade do Querosene é grande. Desde o início da década de 90, no século passado, o Grupo Cupuaçu mantém viva a tradição do bumba-meu-boi, com festas que reúnem 5 mil pessoas noite adentro, na pracinha central do Morro. Nas tarde de domingo é possível ouvir Dinho Nascimento (Prêmio Sharp de Música) y otras cositas mas. É a vocação cultural do bairro que me encanta, e que é capaz de me tirar do morro homônimo no Rio de Janeiro, onde passo algumas domingueiras agradáveis. Ah, vida dura!

Do morro para o lago do Aleixo – Depois de ter ido verificar in loco as peripécias de um tal Gianni Punzo, na região de Nola, na Itália, e as (im)prováveis relações entre o empreendimento conhecido como Porto Intermodal de Nola e a construção de um porto intermodal na região das Lajes, que gerou um imbróglio nas comunicações da minha querida Manaus, onde nasceram minhas filhas amadas, eis que agora me deparo com um fato, no mínimo, inusitado.

Enquanto pega fogo o debate sobre o impacto ambiental e social que a mal-fadada obra causará na região, sobretudo no lago do Aleixo; enquanto o cidadão rala para pagar seus impostos, garantindo o pagamento do salário e do cafezinho de ilustres autoridades, uma delas silencia diante do clamor da sociedade contra o desastre ambiental anunciado, e surge, no noticiário de um órgão público, à tiracolo dos empresários da Login Intermodal S/A, para zelosamente anunciar que estarão garantidas mais duas audiências para discutir com a comunidade o funesto projeto do Porto das Lajes. É de comover o coração... dos incautos.

A personagem em questão ocupa o cargo de Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas, e, ainda por cima, preside a Comissão Estadual de Meio Ambiente. Não é a primeira vez que a ilustre senhora dá demonstrações de aliança com o capital predatório. Em audiência pública, cometeu a façanha de se pronunciar favoravelmente à construção do porto, o que é, no mínimo, incoerente, para quem tem o dever de garantir a idoneidade dos processos que dizem respeito a impactos ambientais e sociais.

O que a ilustre personagem não se dá conta é que nem no governo a quem serve se fala com a mesma veemência em defesa de uma obra que a cada dia vem sendo rejeitada pela opinião pública. Embora, dessa vez ela não tenha pronunciado uma palavra sequer em defesa do monstrengo arquitetônico, é com sutileza elefantina que a fotografia do encontro na SEMMA revela o que já não se diz publicamente. Há um jogo perverso entre os ditos e os não ditos, leitura que qualquer mortal comum sabe ler nas entrelinhas. Até minha mãe, que não teve escolaridade. Lá fui meter o nome de minha santa mãezinha nesse vaudeville provinciano.

O contra-senso dessa gente que despreza matrizes culturais em favor do capital predatório é que elas jogam contra o próprio governo. Onde fica a imagem do governador que mais recebeu elogios internacionais por políticas ambientais até então nunca apresentadas em toda a história do Amazonas, ainda que haja restrições dos mais sérios ambientalistas?

Como se aproxima a quadra da malhação do Judas, Manaus já tem a personagem da hora.

Recomendo a leitura da notícia publicada no site da Prefeitura Municipal de Manaus, que me causou espécie, sem perder o foco das sutilezas contidas no registro fotográfico acima.

Aproveito o ensejo para oferecer este textículo de minha lavra aos que lutam contra os baba-ovos de todos os tempos. Eles continuam entre nós. Je regrette!

Porto das Lajes
24/03/2009 15:53

Empresa Lajes Logística apresenta projeto à Semma

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) recebeu nesta terça-feira, 24, a visita dos diretores da empresa Lajes Logística S.A. que foram apresentar o projeto Porto das Lajes e anunciar que dentro de 15 dias estarão concluindo o estudo de impacto ambiental e de vizinhança, juntamente com todos os projetos navais e de terra, que estão sendo aperfeiçoados.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Dutra, recebeu também a secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira, que anunciou que mais duas audiências públicas estão previstas para acontecer na Colônia Antonio Aleixo e no Careiro com o objetivo de discutir o projeto com a comunidade.

“Nos colocamos como órgão executor da política municipal de meio ambiente, membros do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e preparados para entrar na discussão assim que for necessário”, afirmou Marcelo Dutra. Ele destacou a importância da presença da comunidade no debate acerca do projeto.

Informações: Assessoria de Comunicação
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Telefone: 3236-8815


Fonte:
PMM

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março 26, 2009

IPHAN estuda o pedido de tombamento das Lajes e do Encontro das Águas

Mirante das Lajes, de onde se vê o Encontro das Águas - Manaus-AM

Patrimônio histórico - O senador João Pedro, do PT do Amazonas, faz parte de uma frente parlamentar de apoio ao movimento SOS Encontro das Águas. Ontem, o parlamentar amazonense entregou ao Ministro da Cultura o abaixo-assinado que pede pelo tombamento das Lajes (foto) e do Encontro das Águas, onde se pretende construir um porto para receber os conteiners do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus.

Hoje, o senador confirmou para o PICICA que o Secretário do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Sr. Oswaldo Reis Junior, encaminhou aos técnicos a apreciação do pedido de tombamento desse importante patrimônio cultural, paisagístico e geológico.

Advertência - Nessa altura da luta pela preservação desse símbolo da cultura amazonense, só está faltando a indicação do novo lugar onde será construído o porto para atender as demandas da ZFM.

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