| Informativo [Março de 2012] | |
[ Novo Título ]
A comunidade dos espectros. I. Antropotecnia
Fabián Ludueña Romandini Tradução de Alexandre Nodari e Leonardo D'Ávila de Oliveira Coleção PARRHESIA, 303 pgs, 2012
"O mundo começou sem o homem e terminará sem ele, e as instituições, os costumes e os usos que a humanidade terá colecionado no curso de sua vida, o museu das figuras que o espírito terá catalogado em sua fenomenologia não são senão as vestimentas desusadas de um vivente que não goza intrinsecamente de nenhuma garantia de imortalidade. Tudo o que denominamos ciência política, neste sentido, não é outra coisa que a oculta remoção desta evidência. Relendo a contrapelo a tradição política, jurídica e teológica do Ocidente, da Grécia antiga até as utopias transhumanistas, este esplêndido livro traz à luz a origem impensada de diversas tendências políticas, só aparentemente contraditórias entre si, que modelam o mundo contemporâneo. Sua secreta solidariedade está, com efeito, na tentativa de eliminar toda a animalidade constitutiva do humano. Contra este otimismo inane e insensato, Fabián Ludueña Romandini reinventa para a filosofia o tom e o olhar com os quais Poe sacudiu e revolucionou a literatura mundial. E demonstra que não há nenhuma cisão originária entre a vida animal e a vida humana. O chamado Homo sapiens é apenas um animal que dotou a si mesmo de antropotecnologias destinadas a dar forma, domesticar, modelar ou mesmo dominar sua própria animalidade constitutiva assim como a de seus congêneres. Para instaurar uma política trans-zoológica e absolutamente humano-técnica que permita alcançar um espaço não-antrópico, será necessário abandonar o último refúgio da onto-teo-logia clássica, o preconceito (pós-) metafísico a favor do vivente." (Emanuele Coccia)
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Sopro 68
[Março/2012]
Ensaio
O homem em farrapos: a moda e o novo em Flávio de Carvalho Victor da Rosa | |
Sopro 67
[Março/2012]
11 Teses para a Universidade Indígena
Maria Inês de Almeida
Resenha de El origen del narrador - Actas completas de los juicios a Flaubert y Baudelaire (Buenos Aires: Mardulce, 2011)
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Sopro 66
[Fevereiro/2012]
Arquivo
Catão e seus filhos Yan Thomas
"No mundo romano, e na longa duração de sua história narrativa, a figura do pai encarna o poder naquilo que ele tem de primordial." Publicado originalmente em Autrement, 61, 1984. Tradução de Felipe Vicari de Carli. Revisão de Eduardo Viveiros de Castro
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Sopro 65
[Janeiro/2012]
Arquivo
Fundamento psico-político da censura Jean-Paul Valabrega
"Assim, a censura dá a impressão de ser às vezes menos e às vezes mais do que uma interdição. E eis aqui um primeiro paradoxo: se não distinguimos a censura da interdição, se não procuramos o fato da censura pura(se é que se pode dizer isto), não voltamos à noção de uma pura interdição, que não remete a nenhuma outra penalidade senão à própria proibição. É impossível conceber isto em termos de legalidade." Publicado originalmente em Communications, 9, 1967. Tradução de Luiza Ribas.
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[ Vendas ]
Os títulos da editora Cultura e Barbárie podem ser adquiridos pelo site http://www.culturaebarbarie.org
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PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
abril 02, 2012
Cultura e Barbárie - Abril de 2012: A comunidades dos espectros; 11 Teses para a Universidade Indígena; Fundamento psico-político da censura
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