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março 25, 2010

SEDUC ignora denúncias de pais de alunos de colégio da Polícia Militar

Postada em portaldacidadania.com.br
Denúncia

É com indignação que venho através desta externar minha insatisfação e de muitos pais que confiaram em colocar seus filhos na E.E Antônio Villaça II, Unidade Cidade Nova - CMPM, dirigido por funcionários Militares do Estado do Amazonas.

Primeiramente diz respeito à prática que se vem adotando dentro desta instituição, em que seus dirigentes militares obrigam alunos todos os dias, através de sorteio ou por ordem da lista de freqüência em que são convocados de três (03) alunos de cada sala a fazerem a limpeza interna da escola, mesmo possuindo funcionários de serviço gerais contratados pela Secretaria Estadual de Educação e Qualidade de Ensino – SEDUC.

Os alunos passam a maior parte do tempo estudando e participando de projetos na escola. Muitos pegam ônibus, outros vão de condução escolar ou de carona com os amigos, já vão extremamente cansados e no final da aula os mesmos ainda são obrigados a limparem a escola.

Não achamos incorretos os alunos cuidarem e conservarem suas escolas, penso que é um dever, mas desde que tenha um projeto pedagógico, destinado para este fim, visto que não podem se prejudicarem chegando tarde nas suas casas, deixando seus pais preocupados, nem submeterem ao constrangimento perante seus colegas.

O que mais impressiona é que este ato continua, apesar dos pais terem denunciado a Coordenadoria Distrital de Educação e a Gerência de Monitoramento – SEDUC, nada foi feito, o comandante fez justificar para os pais em reunião que durante a semana os alunos fariam a limpeza das salas de aula, e que nas sexta – feira os funcionários do serviço gerais fariam a limpeza maior. Inacreditável!

Outro fato que está ocorrendo no âmbito escolar é a freqüência de furtos de livros didáticos, celulares, dinheiro e outros pertences dos alunos. Mesmo rodeada de câmeras e serviço de segurança, ninguém vê, ninguém viu.

Os livros Didáticos são comprados com sacrifício pelos pais, pois a escola não adota os livros didáticos distribuídos pelo Governo Federal. O custo total é de aproximadamente R$ 1.000,00, por aluno, e inexplicavelmente estão sendo roubados na própria escola. Cadê os funcionários desta escola e o que estão fazendo para combater as questões disciplinares.

Diante desses fatos, pedimos providências cabíveis á direção da Escola Estadual Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas.

Nota do blog: O denunciante não se identifica por razões óbvias.

novembro 26, 2009

Em Tefé (AM) polícia militar agride jovem com base na aparência

Tefé - Amazonas - Brasil
Foto: Rogelio Casado - Tefé, 2008

Em Tefé (AM) polícia militar agride jovem por sua aparência
Por Repressão Policial 25/11/2009 às 16:24

Relato de jovem tefeense, sobre o ocorrido na noite de 17 de novembro de 2009.

"por volta das 22:30, e eu e uns colegas estavamos na esquina próxima de minha casa... eu estava com uma mochila tendo em vista q estava retornando da faculdade... vestido de bermuda e de sandália de dedo. quando a viatura da policia militar (PM) parou junto de nós. dois policias saíram e pediram para revistar minha mochila e eu prontamente entreguei a um deles com o nome de Z. se nâo me falha a memória.. o mesmo a revistou e viu q nâo havia nda nela além de livros e escritos de física. nesse momento um outro PM com nome de F. M. saiu da viatura e me agrediu sem nem ao menos eu ter olhado para ele.

após o fato me dirigi até o posto policial do bairro onde moro com minha irmã e fomos pedir explicações aos PMs inclusive o que havia me agredido, queríamos saber o pq da agressão.

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as desculpas do PM: "Eu fiz aquilo pq não havia lhe reconhecido, se tivesse lhe reconhecido jamais teria feito isso. também pq vc não me respondeu quando eu lhe fiz uma pergunta. não sabia q vc estava vindo da faculdade pois vc não stava vestido com roupa adequada de um universitário", e outras +.

meus amigos essas foram as desculpas + sórdidas q uma pessoa pode dar após agredir um cidadão. o fato de não reconhecer... de não responder.. e muito menos o fato de estar vestido com uma determinada roupa, dá o direito de sair agredindo as pessoas pela rua... esse senhor q se diz uma autoridade está na PM a pouco tempo e já perdeu a moral.

tenho o direito como cidadão de responder a quem me convém... de ficar na rua de ir e vir... pois vivemos em um país q apesar de tudo ainda se diz democrático. mas esse senhor chamado F. M. não sabe o q é isso.

a polícia tem o papel de dar segurança a população. ao invés disso fazem o papel de juiz julgando as pessoas por suas roupas e aplicando punições fora da lei com agressão.

grato pela atenção.

jovem universitário de Tefé"

Fonte: CMI Brasil
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novembro 15, 2009

Violência da polícia quase causa novo massacre em Carajás

Eldorado do Carajás
Foto: Sebastião Salgado

Violência da polícia quase causa novo massacre em Carajás
9 de novembro de 2009

Da CPT

Por pouco não termina em tragédia uma ação das Polícias Militar e Civil do estado do Pará, na curva do “S”, mesmo local onde ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996. O fato lamentável ocorreu na tarde da última sexta-feira (06/11), no momento em que mais de mil trabalhadores ligados ao MST faziam uma manifestação pacífica no local.

No início da manhã daquele dia, os trabalhadores interditaram a rodovia PA 150 como forma de pressão para exigir a abertura de negociação por parte do governo do estado. Por volta das 11h, sem que a polícia estivesse no local, os trabalhadores decidiram por si mesmos desinterditar a estrada. A situação permaneceu totalmente tranqüila, com o tráfego de veículos restabelecido até as 14h, quando chegaram ao local o Delegado Geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly, e o coronel Leitão, da Polícia Militar, acompanhados de aproximadamente 70 policiais do Batalhão de Choque.

Demonstrando total despreparo e usando de truculência desmedida, sem dar chance para qualquer tipo de diálogo, o coronel e o delegado partiram para cima dos trabalhadores aglomerados nas imediações da pista, gritando de forma descontrolada que estavam ali para prender quem estivesse à frente. O Delegado Geral, Raimundo Benassuly, sacou uma pistola e ameaçou atirar nos trabalhadores que se aproximavam.

Vendo a ação do delegado, outros policiais fizeram o mesmo e, em seguida, prenderam três trabalhadores sem qualquer motivo. O delegado Benassuly é o mesmo que no início do governo de Ana Júlia, quando uma adolescente foi colocada na cela com mais de 15 presos por mais de 20 dias, tentou justificar a ação criminosa afirmando que a adolescente deveria ter algum problema mental. Foi afastado em razão desta declaração, mas acabou sendo reconduzido ao cargo por ordem da governadora.

O advogado da CPT de Marabá, José Batista Gonçalves Afonso e os Defensores Públicos Rossivagner e Arclébio, que se encontravam no local desde o período da manhã, ainda tentaram acalmar a fúria do Delegado e do Coronel, no entanto, foram empurrados e ameaçados de prisão. As centenas de trabalhadores que, em sua maioria, portavam pedaços de paus e facões, só recuaram mediante aos insistentes pedidos do Advogado da CPT. Enquanto os trabalhadores eram acalmados pelo advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelos Defensores Públicos, o Coronel e o Delegado continuavam provocando o conflito afirmando que não temiam o confronto e nem se importavam com o fato político que pudesse gerar ali. Que vieram para desobstruir a estrada de qualquer jeito, sendo que, a estrada já estava liberada muito antes de eles chegarem. Ameaçaram ainda quebrar as barracas armadas pelas famílias para se abrigarem do sol. Só não o fizeram porque os trabalhadores decidiram desmontá-los antes. Apavoradas, mulheres e crianças correram para dentro do mato, várias pessoas passaram mal, inclusive, algumas que foram feridas no massacre em 1996.

O advogado da CPT foi categórico em afirmar que, caso ele e os defensores públicos não estivessem no local, uma tragédia poderia ter acontecido, pois os dois policiais chegaram com intenção de provocar o confronto com os Sem Terra e estavam totalmente descontrolados, sem quaisquer condições de dialogar sequer com o advogado e os defensores. Todos os policiais do batalhão de choque estavam com as tarjas de identificações cobertas. A CPT vai acionar judicialmente o Delegado e o Coronel pelo crime de abuso de autoridade.

A ação desmedida do Coronel, do Delegado e também da governadora contra o MST se deu devido à destruição, no meio da semana, de casas da fazenda Maria Bonita de propriedade do banqueiro Daniel Dantas. O governo do Estado e os fazendeiros acusam o MST por este fato e há, inclusive, um pedido de prisão preventiva contra Charles Trocate, líder do MST, que nem se encontrava no estado do Pará quando o fato aconteceu.

Onde a injustiça corre solta

O grupo de Dantas já comprou mais de 50 fazendas na região, a maioria das propriedades adquiridas na região de Marabá, incide sobre área dos castanhais, cuja legislação estadual (Lei nº 913/54; Decreto Lei nº 57/69; Decreto Lei nº 7.454/71) impõe aos detentores desses imóveis, dentre outras obrigações, a de manter preservadas as áreas de castanhais, priorizando seu extrativismo, bem como ter autorização do Estado para vender o imóvel a terceiros. O estado do Pará não foi consultado sobre as vendas para o grupo de Daniel Dantas e, em todos os imóveis, os castanhais foram destruídos e substituídos por capim. Além dessas infrações, em quase todas as fazendas há incorporação ilegal de terra pública aos imóveis. Este fato já foi comprovado na fazenda Cedro, localizada em Marabá.

A partir de denúncia feita pela CPT de Marabá à Ouvidoria Agrária Nacional, foi requerida uma fiscalização do IBAMA nos imóveis do grupo ocupados pelos trabalhadores Sem Terra. Em 15.04.09, na fazenda Espírito Santo, fiscais do órgão ambiental registraram que não há cobertura vegetal nos 10.599 hectares que compõe a fazenda. O grupo de Daniel Dantas foi multado em 50 milhões de reais e foi dado um prazo de 120 dias para a retirada do gado. Na fazenda Maria Bonita, os fiscais identificaram que não existia Licença Ambiental Rural para exercer atividade de agropecuária. O grupo Dantas foi multado em 7 milhões de reais e embargada qualquer atividade na propriedade. Por ter sido detectado a ausência total de cobertura vegetal em 6.316 hectares, o grupo foi multado em R$ 31 milhões. Foi dado também um prazo de 120 dias para a retirada do gado da propriedade. Mesmo com esse rol de crimes em suas propriedades, a governadora e o poder judiciário insistem em manter as terras nas mãos do banqueiro, preso pela Polícia Federal, por duas vezes, por desviar recursos públicos.

De janeiro a outubro do ano corrente, segurança e pistoleiros das fazendas do banqueiro já assassinaram um trabalhador Sem Terra e balearam gravemente outros 17 no interior das propriedades. Todos os crimes continuam impunes. Nos dois anos e 10 meses de governo de Ana Júlia, apenas no sul e sudeste do Estado, foram 66 fazendas ocupadas por 10.599 famílias; 101 trabalhadores e lideranças foram ameaçados de morte; 23 trabalhadores foram feridos a bala por pistoleiros e seguranças de fazendas; 17 trabalhadores foram assassinados na luta pela terra e 128 foram presos. Os conflitos agrários no estado do Pará são problemas sociais da maior gravidade que a governadora, a exemplo de seus antecessores, insiste em resolver com casos de polícia. Enquanto isso, pistoleiros e mandantes dos crimes gozam de total impunidade.

Fonte: MST
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