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outubro 28, 2010

Palestra e lançamento de livro sobre poetas do parnasianismo, simbolismo e pré-modernismo

Palestra A Poesia Parnaso-Simbolista
com Tenório Telles e Marcos Frederico Krüger
Data: Sexta-feira, 29/10
Horário: 17h
Local: Saraiva MegaStore
Entrada Franca
A Livraria Saraiva MegaStore e a Editora Valer têm a satisfação de convidá-lo(a) para a palestra A Poesia Parnaso-Simbolista e o lançamento do livro Poesia e poetas do Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, organizado pelos professores Marcos Frederico Krüger e Tenório Telles, que acontecerá dia 29 de outubro, às 17h, na Livraria Saraiva MegaStore do Manauara Shopping.
Os assuntos abordados no livro são temas obrigatórios na prova de Literatura do PSC 2011.  

Os professores Marcos Frederico Krüger e Tenório Telles lançam mais uma obra em parceria. Trata-se da antologia Poesia e poetas do Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo. O lançamento será antecedido por uma palestra sobre a Poesia Parnaso-Simbolista, em que os professores Marcos Frederico e Tenório Telles falarão sobre a importância e contribuição dos autores desse período para a Literatura Brasileira.
Poesia e poetas do Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo apresenta uma reunião de poemas de autores de três importantes momentos da Literatura Brasileira, em que cada um é explicado por estudos introdutórios, onde são apresentados: o contexto histórico em que surgiram, as principais características, os autores e as obras mais expressivas, além de uma pequena reunião de poemas dos escritores selecionados.
O livro foi concebido com o objetivo de despertar, nos leitores, o interesse e o prazer da descoberta de alguns dos mais destacados poetas da nossa literatura. Estudá-lo é uma oportunidade de conhecimento das nossas letras. A leitura da poesia de Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira, Cruz e Souza, Augusto dos Anjos, entre outros, será uma experiência enriquecedora e transformadora, em especial pela beleza e conteúdo humano da obra desses poetas. O que se pretende é que, a partir do contato com estes textos, o leitor sinta-se estimulado a aprofundar seus conhecimentos e buscar outras obras desses poetas e de outros das diversas escolas da literatura nacional. Percorrer as páginas desta antologia é uma oportunidade de encontrar com a palavra encantada de alguns dos mais expressivos poetas de nossas letras. Poesia e poetas do Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo é a terceira antologia organizada por Marcos Frederico Krüger e Tenório Telles. As primeiras foram Poesia e Poetas do Amazonas (2006) e Antologia do Conto do Amazonas (2009).


OS ORGANIZADORES

Marcos Frederico Krüger possui mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982) e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997). Publicou, dentre outros, o livro Amazônia: Mito e Literatura (2003); Poesia e Poetas do Amazonas (2006); Antologia do Conto do Amazonas (2009), estes em parceria com Tenório Telles. Recebeu em 2006 o Prêmio da Prefeitura Municipal de Manaus (categoria ensaio de literatura) com o livro A sensibilidade dos Punhais, que estuda a presença do mar na poesia do Amazonas. Atualmente é Professor da Universidade do Estado do Amazonas. Integra novamente este ano, junto com outros professores e críticos literários, o júri do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira.

Tenório Telles é licenciado em Letras com habilitação em Língua Portuguesa, pela Universidade Federal do Amazonas, onde também bacharelou-se em Direito. Seu livro de estréia e de produção independente, Primeiros fragmentos, de 1988. É como pesquisador incansável e crítico literário que, ao longo dos anos, produziu trabalhos sobre literatura brasileira e regional. Em 1995, publicou Estudos de literatura brasileira e amazonense (crítica literária) e, no ano de 1996, o livro de ensaios Leituras Críticas. Todo esse aprofundamento na literatura contribuiu para a realização de seu mais antigo projeto: o CD-ROM Amazonas em sua literatura, lançado em 1996, no qual faz um importante estudo sobre os poetas e prosadores do Amazonas. Publicou também em parceria com Marcos Frederico as obras Poesia e Poetas do Amazonas (2006) e Antologia do Conto do Amazonas (2009). É atualmente vice-presidente da Academia Amazonense de Letras e presidente da Câmara Amazonense do Livro e Leitura.


Evento: Palestra e lançamento de livro
Título da palestra: A poesia parnaso-simbolista
Título do livro: Poesia e poetas do Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo
Páginas: 248
Palestrantes e organizadores do livro: Marcos Frederico Krüger e Tenório Telles
Editora: Valer
Preço do livro: R$ 29,50
Data: 29 de outubro de 2010 (sexta-feira)
Horário: 17h
Local: Livraria Saraiva MegaStore do Manauara Shopping
Endereço: Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), 1300 – Adrianópolis
Contatos: 3635-1245 (Editora Valer) / Marcos Frederico: 9995-1120; Tenório Telles: 8124-6478

Andreia Mayumi
Comunicação
Saraiva MegaStore Manaus
(92) 3236 9200 R-2033
andreiam@livrariasaraiva.com.br 

abril 03, 2010

Tenório Telles apoia o tombamento do Encontro das Águas como patrimônio da humanidade


Tenório Telles, escritor e editor, apoia a luta pela conservação do Encontro das Águas, um patrimônio da humanidade no coração da Amazônia.

Nota do blog: O vídeo acima foi feito por Nivaldo de Lima, o fotógrafo dos esquecidos, ex-presidente da Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial), entidade que apoia até o tucupi o movimento SOS Encontro das Águas.

março 13, 2010

SOS Encontro das Águas
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas, 2009
Carta ao governador Eduardo Braga

Tenório Telles (*)

Justiça, equidade, bem comum, autoridade, tolerância, firmeza e bondade. Essas palavras expressam atributos indispensáveis aos que se dedicam ao exercício do poder, bem como ao processo de formação dos indivíduos e fortalecimento dos vínculos sociais. Os pensadores que se debruçaram sobre as questões do Estado concluíram que, sem o cultivo desses valores, os instrumentos asseguradores da ordem não são suficientes para manter a coesão social. O sábio grego Platão considerava a sabedoria e a serenidade imprescindíveis para o exercício do bom governo. Nem Maquiavel negligenciava esses fatores no fortalecimento político do príncipe.

Governador Eduardo Braga,

Com essas ponderações, desejo expressar minha compreensão sobre os desafios e circunstâncias que envolvem a condução do poder e, ao mesmo tempo, meu respeito pela sua coragem e firmeza no enfrentamento das demandas da prática política. Ninguém pode lhe acusar de falta de autoridade ou de ter sido indiferente em relação aos problemas e interesses do Estado. Acompanho suas ações à frente do governo do Amazonas e percebo seu comprometimento com a construção de perspectivas para o futuro.

É em nome desse compromisso com o futuro que apelo para sua sensibilidade e bom-senso. Não permita, governador, que o novo porto de Manaus seja construído nas Lajes. O Encontro das Águas e seu entorno é uma das áreas mais belas e simbólicas de nosso Estado. É um patrimônio natural de nossa gente e um fator expressivo de nossa identidade. Trata-se de uma obra que está na contracorrente do debate sobre a importância da preservação do meio ambiente, e o senhor é um governante compromissado com essa causa. Um porto pode ser construído em qualquer lugar, mas o que fizermos com o Encontro das Águas será irreversível e seremos cobrados por isso.

Governador, é inegável que o Estado precisa de um porto novo e moderno, que atenda aos novos padrões logísticos e ao desenvolvimento, e ajude a desafogar o fluxo de veículos pesados no centro de Manaus, mas acredito ser possível encontrar uma outra área. Todo esforço para preservar o Encontro das Águas não será em vão. Esse espaço é valioso intacto e possui um potencial econômico inestimável como um futuro centro turístico e de lazer para a população de Manaus e os turistas que nos visitam. As futuras gerações o agradecerão por um gesto seu a favor dessa causa.

Governador Eduardo Braga, sei que todo ser humano convive com suas circunstâncias e demandas de suas relações, mediando interesses e conflitos. Acompanhei-o em muitos momentos de sua trajetória. Como seu eleitor, entristeci-me com as derrotas sofridas e enchi-me de esperança com a sua vitória em 2002. O senhor é jovem e terá ainda muitas oportunidades de trabalhar para construir um futuro melhor para o povo amazonense. Como autoridade máxima do Estado, o senhor pode ajudar a encontrar uma solução para esse impasse em relação ao Encontro das Águas. Ainda há tempo de evitarmos esse erro. Minha intenção não é importuná-lo ou insinuar críticas, mas expressar, como um cidadão comum, minha preocupação com o futuro do Encontro das Águas, que é um símbolo e um patrimônio do povo do Amazonas.

O senhor em breve deixará o governo e o que espero, assim como muitos que defendem a manutenção desse espaço natural, é uma atitude favorável à sua preservação e a construção do porto em outro local. Essa seria mais uma demonstração de compromisso de sua administração com a natureza, com a vida e com o patrimônio ambiental de nossa terra. Neste momento, socorro-me das palavras do professor Mário Ypiranga Monteiro sobre o desafio de cuidar do meio ambiente: “O enriquecimento do homem traz o empobrecimento da terra. Mas aonde vão cantar os pássaros, nadar os peixes, frutificar as árvores? O empobrecimento da terra traz o aniquilamento do homem”.

(*) Professor, poeta, editor, membro da Academia Amazonense de Letras e articulista de a Crítica de Manaus.