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novembro 25, 2010

Coletiva de Lula com os "blogueiros sujos" não rendeu uma pergunta relevante sobre a Amazônia

PICICA: O meu considerado Altino Machado, jornalista da pesada, único representante da Amazônia na coletiva dos "blogueiros sujos" com o presidente Lula, perdeu extraordinária oportunidade de fazer a pergunta crucial que tira o sono dos amazônidas, em favor de uma questão paroquial. Ele quis saber porque Lula não era mais "o cara" no Acre. No entanto, a construção de sessenta hidrelétricas previstas no plano energético para a Amazônia não mereceu uma mísera pergunta. É como se o entrevistado fosse o estimado jornalista acreano, e perguntássemos porque ele embarcou na "canoa furada" de Marina Silva, sem que se explorasse a percepção jornalística deste respeitado profissional da imprensa sobre a polêmica construção de hidrelétricas na Amazônia. Aproveite e leia o texto "Bastidores de uma entrevista histórica", de Renato Rovai.
PalaciodoPlanalto | 24 de novembro de 2010 
Presidente Lula concede a primeira entrevista a blogueiros no Palácio do Planalto, em Brasília

novembro 08, 2010

Ribamar Bessa depõe no Laboratório de História da Imprensa

PICICA: De todos os depoimentos ao Laboratório de História da Imprensa, da Universidade Federal do Amazonas, o do jornalista Deocleciano Bentes teria tudo para ser um dos mais explosivos sobre as relações das empresas jornalísticas com o Poder. Talvez ainda não seja desta vez. Neste caso, o leitor terá de aguardar o livro de memórias que ele está escrevendo. São coisas do arco da velha. Algumas delas só podem ser publicadas depois que alguns personagens virarem pó no campo santo. É de abalar os alicerces da província.
 O CIRCO SEM TETO DA AMAZÔNIA
José Ribamar Bessa Freire
07/11/2010 - Diário do Amazonas


Esse amazonense se tornou, anos depois, sogro do cantor Lulu Santos. Seu nome: Walmiki Ramayana e Sousa de Chevalier, pai da jornalista Scarlet Moon. Formou-se em medicina na Bahia, mas nunca receitou uma aspirina. O que gostava mesmo era de escrever. Publicou livros, entre os quais Circo Sem Teto da Amazônia. Conquistou vaga de ‘imortal local’ na Academia Amazonense de Letras. Viveu muitos anos em Manaus até se mudar de mala e cuia para o Rio, onde assessorou o ministro do Interior, no final da década de 1960. Foi aí que o conheci. 
Na época, eu era repórter da ASAPRESS, agência de notícias que distribuía matérias a jornais de todas as regiões e que havia sido arrendada pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Decidi entrevistar o escritor sobre um tema que ainda hoje desperta o interesse da mídia e povoa o imaginário dos leitores: a cobiça internacional da Amazônia. 
Havia uma onda nacionalistóide se espalhando pelo país. A ditadura militar, por um lado, entregava a economia do Brasil ao capital estrangeiro, sob a batuta do ministro Roberto Campos, apelidado de Bob Fields pelo humorista Stanislaw Ponte Preta. Por outro, jogava para a plateia, fazendo discursos do tipo “A Amazônia é nossa e ninguém tasca”. O ministro do interior, general Albuquerque Lima, chefe de Ramayana, era líder dessa corrente nacionalista. 
- A União Soviética e os Estados Unidos planejam anexar a Amazônia – declarou o futuro sogro de Lulu Santos, nacionalista roxo. Espalhafatoso e retórico, ele chamou o rio Amazonas de “impatriótico”, porque suas águas cavam e engolem terras que são carregadas pelo Gulf Stream para a Flórida. Denunciou os padres estrangeiros que estariam montando uma extensa rede de espionagem em Manaus e no Solimões onde atuavam.  E sentenciou numa frase de efeito:
- O rio Amazonas e os padres americanos vão levar Manaus de bubuia para Miami.
A honra de bubuia
MANAUS VAI DE BUBUIA PARA MIAMI, berrou a manchete de O Jornal, da empresa Archer Pinto. A matéria publicada em diversos jornais do Brasil foi distribuída, no Amazonas, pelo agente local da Asapress, Domingos Sávio Ramos de Lima. Ele e eu, ex-alunos redentoristas, fomos espinafrados pelo arcebispo de Manaus, D. João de Souza Lima, no programa radiofônico A Voz do Pastor, que nos acusou de ferir a honra dos padres, como se nós fôssemos os autores da frase e não Ramayana.
Contei essa e outras histórias na última sexta feira ao Laboratório de História da Imprensa no Amazonas (LHIA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). De passagem por Manaus, dei um depoimento tentando avaliar as relações das empresas jornalísticas com as diferentes instâncias do Poder, com os leitores, as fontes e os fatos, com a verdade e com a honra de quem se sente ferido pela mídia.
Lembrei, então, a pergunta formulada no dia anterior por meu amigo Paulo Figueiredo, advogado e jornalista, que viveu esses anos conturbados da política. Ele queria saber se fui processado por ferir a honra de alguém. Nunca ataquei a honra de quem quer que seja durante mais de 40 anos de exercício do jornalismo. Critiquei Deus e o mundo – mais o mundo do que Deus, embora de raspão tenha atingido alguns de seus representantes na terra – mas sempre a conduta pública, nunca a privada.
A honra de alguém só pode ser definida dentro do âmbito da vida privada, naquela esfera da intimidade dos relacionamentos familiares, maritais, pessoais, não profissionais. Algumas vezes, os jornais invadem esse território, mas essa nunca foi a minha praia. Um exemplo escabroso foi a polêmica entre o vereador Fábio Lucena e Andrade Neto, dono de A Notícia, que deixou a sociedade amazonense estarrecida. Baixaria pura!
No depoimento dado ao Laboratório de História da Imprensa, fui indagado sobre a coluna Taquiprati. As críticas contundentes, com humor, às vezes com deboche, às vezes ácidas, aqui feitas, se referem à conduta PÚBLICA de quem exerce um cargo PÚBLICO. Nunca ao comportamento privado, particular. Esse, não me interessa.
Quem exerce cargo público, num sistema democrático, está sujeito à avaliação, porque é remunerado com o dinheiro do contribuinte. Isso faz parte do exercício da cidadania. Um jornalista, que pretende ser uma espécie de autofalante para quem não é ouvido e se sente injustiçado, não pode calar. Se cada vez que a crítica à conduta pública de um agente público for considerada, espertamente, como atentado à honra, o Judiciário ficará entulhado de milhões de processos e não existirá imprensa livre. Quem assim obstrui a liberdade de imprensa deve ser penalizado. 
A pesquisa histórica
Muitas histórias foram contadas ao Laboratório de História da Imprensa por vários jornalistas que já deram seu depoimento: Arlindo Porto, Almir Diniz, Benedito Azedo, Flaviano Limongi e Carlos Zamith. Outros estão sendo contatados: Phelipe Daou, Almino Afonso, Paulo Figueiredo, Leal da Cunha, Abrahim Aleme, Messias Sampaio, Deco Souza, Alfredo Lopes, Beth Azize, Baby Rizato e Ana Maria Blablablá. Não fica de fora nem Paulo Girardi, empresário que criou a bela experiência do Jornal do Norte.
A iniciativa do Laboratório, coordenado pelos doutores Luis Balkar Pinheiro e Luiza Ugarte Pinheiro, tem o objetivo de criar acervos documentais, visuais e bibliográficos destinados a fomentar a pesquisa histórica nesse campo. “A constituição de uma História da Imprensa no Brasil e, principalmente no Amazonas, está ainda em estágio embrionário, exigindo esforços coletivos e estudos sistemáticos” – escreveram os dois pesquisadores.
Luiza lembra que a UFAM já produziu um catálogo “Cem anos de Imprensa no Amazonas”, publicado em 1986 por Cassiano Anunciação, o Batará (1ª edição) e pela Editora Calderaro, em 1990 (2ª edição). O Laboratório prepara terceira edição ampliada, Os vice-presidentes da Editora Ana Cássia, Cirilo Anunciação e Cyro Batará, já manifestaram interesse pela publicação. 
Se a imprensa é esse imenso circo sem teto da Amazônia, nós que a construímos – jornalistas e leitores - somos os palhaços, os equilibristas, os domadores, os trapezistas, os malabaristas, os pernas-de-pau e as mulheres barbadas. Cada um escolhe o que quer ser.

FONTE: TAQUIPRATI

setembro 22, 2010

Marina, Marina morena, você se pintou...

Contra a privatização da Amazônia!

Brasil - Consumo e meio natural
Quarta, 22 Setembro 2010 02:00
210910_mata_amazoniaBlog Como Votar Para Deputado - [Roque Ferreira] Há exatamente 3 anos, em 2007, justo no dia da Árvore, 21 de Setembro, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou o início da privatização da Amazônia. A Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, foi oferecida aos empresários.

A Lei de Gestão de Florestas Públicas é, na verdade, uma Lei de Privatização das Florestas, aprovada pelo Congresso Nacional em Março de 2006. Essa lei dá direito a empresas de explorar produtos e serviços na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica pagando uma determinada quantia ao governo. 

Com esta lei o governo colocou à disposição dos capitalistas a exploração de 43 milhões de hectares de florestas, de um total existente de 193,8 milhões de hectares que constam no Cadastro-Geral de Florestas Públicas da União.

Entregar a Amazônia é um dos mais fundos golpes que o Brasil já recebeu. Nem Collor teve coragem para tanto.

Depois disso, não é de se estranhar que a companheira Marina tenha saído do PT e se lançado candidata à presidência pelo PV, partido este que apoiou a reeleição de Blairo Maggi (do PR) no Mato Grosso, maior plantador de soja do mundo; e que participa do Governo Cassol (PPS) em Rondônia, que apoia incondicionalmente a construção das insustentáveis hidrelétricas no Rio Madeira
Nossa candidatura pelo PT se mantém fiel aos interesses dos trabalhadores e na defesa do meio ambiente. Por isso nosso mandato de Deputado Federal batalhará pela revogação dessa legislação privatizadora da Amazônia e por políticas públicas de preservação deste patrimônio da humanidade.

A defesa do meio ambiente não se dá ao votar no partido supostamente ecologista, o PV. Pelo contrário, com um “discurso verde”, o PV tem dentre seus aliados e patrocinadores justamente as empresas e ONGs que mais lucram com a destruição do meio ambiente. A única maneira de lutar pela preservação do meio ambiente é elegendo governos e parlamentares do PT, pois estes fazem parte do único partido que o povo trabalhador construiu e reconhece como seu e que pode utilizá-lo para mudar os rumos da política no Brasil.

Roque Ferreira é vereador pelo PT de Baurú e candidato a Deputado Estadual para o estado de São Paulo. É militante da Esquerda Marxista.

Notícias relacionadas:
Fonte: Diário Liberdade

agosto 07, 2010

Indígenas e populações tradicionais da Amazônia debatem grandes obras no PA

Indígenas do Xingu
Fotografia: Claudio Versiani

PAUTA

 Indígenas e populações tradicionais da Amazônia debatem grandes obras no PA

 
Encontro acontece em Altamira e terá como destaque os debates sobre a construção da usina de Belo Monte

Cerca de 500 lideranças indígenas, ribeirinhos, comunidades tradicionais e populações atingidas por barragens participarão, de 09 a 12 de agosto, do Acampamento Terra Livre Regional, em Altamira, Pará, para debater os grandes empreendimentos e obras de infraestrutura na Amazônia. O acampamento, organizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Instituto Socioambiental (ISA), Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) e Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), acontece na Orla do Cais do porto de Altamira.

O evento, que faz parte do Acampamento Terra Livre Nacional, uma das maiores mobilizações anuais das populações indígenas brasileiras, focará as discussões nos temas Grandes Empreendimentos; A luta do Movimento Indígena; A luta do Movimento Popular/Social; e Terras Indígenas. A construção da Usina de Belo Monte, maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), será uma das principais questões do debate.

No final do encontro será elaborado um documento com as reivindicações e propostas dos participantes, que servirá como referência da posição dos povos indígenas da região Norte para o Acampamento Terra Livre Nacional, que acontecerá em Campo Grande/MS, do dia 16 a 20 de agosto de 2010.

O Acampamento Terra Livre Regional conta com o apoio das organizações Amazon Watch, International Rivers, Amigos da Terra, Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e Ministério da Saúde.

Programação:

09/08/2010 (De 8h às 12h)
- Chegada das delegações indígenas.
- Instalação do Acampamento.

(De 14h às 18h)
- Abertura do Acampamento: formação de mesa, apresentação das delegações e da programação.
- Plenária: orientações metodológicas do Acampamento.
- Formação de Grupos de Trabalho: dividido por 3 eixos temáticos - Grandes Empreendimentos (Usina de Belo Monte, Hidrelétrica do Rio Madeira, Rodovia 163, etc); Terras Indígenas (demarcação, atividades que impactam a cultura dos povos indígenas, desmatamento, etc); A Luta do Movimento Indígena; A Luta do Movimento Social.

(Às 20h)
- Lançamento do Filme do MAB – “Xingu: o sangue da nossa sobrevivência”.

10/08/2010 (De 8h às 12h)
- Debate sobre os grandes projetos na Amazônia: Marcos Apurinã da COIAB; Guilherme (FASE); Prof. Herrera (UFPA); Experiências de lideranças Indígenas de algumas regiões impactadas.
- Continuação do Grupo de Trabalho: debate e discussão sobre as problemáticas apresentadas.

(De 12h às 14h)
- Intervalo de almoço.

(De 14h às 18h)
- Fala do representante da COICA: lutas de resistência em outros países da Amazônia.
- Apresentação dos Grupos de Trabalho: com exemplificação de casos de grandes projetos na Amazônia Brasileira.

(Às 20h)
- Visão jurídica sobre a Usina de Belo Monte: discutir com os povos indígenas, comunidades tradicionais e locais a visão jurídica sobre esse Projeto (Ministério Público Federal; Assessoria Jurídica da Prezaria do Xingu; Presidente do TRF1; Juiz da 9ª Vara Agrária e Ambiental Federal de Belém; Assessoria Jurídica do CIMI; Marco Apolo da SDDH e Antônio Carlos Campelo-Juiz Federal).

11/08/2010 (De 8h às 12h)
- Debate sobre os impactos de Belo Monte para a Floresta Amazônica, povos indígenas e comunidades tradicionais (Francisco Hernandez (USP) e painel de especialistas, Sônia Magalhães (UFPA)e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens).

(De 12h às 14h)
- Intervalo de almoço.

(De 14h às 18h)
- Formas de luta do Movimento Indígena e Movimentos Sociais acerca de Belo Monte.

(Às 20h)
- Noite Cultural.

12/08/2010 (De 8h às 12h)
- Sistematização das propostas e denúncias sobre Belo Monte e apresentação do documento oficial.
- Coletiva com a imprensa.
(De 14h às 18h)
 - Ato Público.

(Às 20h)
- Encerramento.

Serviço

O que: Acampamento Terra Livre Regional
Quando: 9 a 12 de agosto de 2010]
Onde: Orla do cais do Porto, Altamira, Pará

Para mais informações:
Letícia Campos
COIAB
( 61) 3323-5068 / 9949-6926   

Verena Glass
Movimento Xingu Vivo Para Sempre
(11) 9853-9950

maio 30, 2010

Porto de N. S. dos Remédios, por Nivaldo de Lima


RogelioCasado 24 de abril de 2010 — Nivaldo de Lima, o fotógrafo dos esquecidos, passeia com sua câmera às margens do Rio Negro, em Manaus, de onde saem passageiros para o interior do estado do Amazonas, num porto marcado pela precariedade. Nele passam séculos de conhecimento sobre a floresta amazônica e seus rios.

maio 29, 2010

Microprojetos - Edital de Cultura - Funarte

Edital da Funarte para a Amazônia


Pessoal,

Segue, em anexo, dois importantes documentos para aqueles que pretendem inscrever seus projetos no Programa Mais Cultura de Apoio a Microprojetos na Amazônia Legal, da Funarte e que vai até o dia 11/06 e que tem quase R$ 14 milhões para projetos de até R$ 17.850,00.

Anexos 1 e 2. Formulário de inscrição no Word (doc) pessoa física e pessoa jurídica. A Funarte só disponibiliza no seu site, o formulário em PDF onde vc não pode escrever (tem que imprimir e escrever à mão).

2. Perguntas & Respostas sobre o Edital do Programa Mais Cultura de Apoio a Microprojetos na Amazônia Legal

O Edital envolve: Artes Visuais; Artes Cênicas; Música; Literatura; Audiovisual; Artes Integradas; Artesanato; Cultura Afro-Brasileira; Cultura Popular; Cultura Indígena; Design; Moda.

Att.

William Gama

Projeto Uakti

ASPI/INPA

***


MICROPROJETOS MAIS CULTURA PARA A AMAZÔNIA LEGAL

PERGUNTAS & RESPOSTAS


1. O QUE É O EDITAL DE MICROPROJETOS MAIS CULTURA PARA A AMAZÔNIA LEGAL?
·         Uma ação do Programa Mais Cultura, pioneira no país, que visa colaborar com a economia local e subsistência de pequenas iniciativas culturais em 772 municípios, por meio do fomento e incentivo a artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais de cidades da Amazônia Legal.

2. QUE TIPO DE PROJETO PODE CONCORRER NESSE EDITAL?
·         Projetos que beneficiem jovens de 17 a 29 anos;
·         Projetos que desenvolvam atividades culturais e/ou artísticas nas áreas de: artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artesanato, cultura afro-brasileira, cultura popular, cultura indígena, design, moda, artes integradas;
·         Projetos que NÃO sejam de iniciativa do poder público, nem venham a beneficiar iniciativas do poder público.

3. QUAL O VALOR DO PREMIO?
·         Nesta edição dos Microprojetos Mais Cultura, onde foi considerado o custo amazônico, o valor do prêmio pode variar entre 01 e 35 Salários Mínimos. Neste caso, o máximo por projeto é R$ 17.850,00 (dezessete mil, oitocentos e cinqüenta reais)

4. QUAL O PERIODO QUE EU DEVO EXECUTAR O MEU PROJETO?
·         Os projetos deverão ser realizados e concluídos no período de até 06(seis) meses, a partir da data do recebimento dos recursos.

5. POSSO CONCORRER COM MAIS DE UM PROJETO?
·         Não. Se inscrever mais de um, só será considerado o primeiro projeto inscrito.
·         Importante - uma mesma pessoa não poderá participar, ao mesmo tempo, como candidato pessoa física e como diretor de instituição candidata (pessoa jurídica sem fins lucrativos).

6. QUEM VAI ESCOLHER OS PROJETOS PREMIADOS?
·         A Comissão será formada por representantes do Ministério da Cultura/Secretaria da Articulação Institucional, da Funarte, das Secretarias/Fundações de Cultura dos Estados, e representantes da sociedade civil convidados para este fim.
 
7. QUAIS SERÃO OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E JULGAMENTO DOS PROJETOS?
a) O desenvolvimento de práticas e ações artísticas e educativas voltadas para jovens de 17 a 29 anos;
b) A valorização das experiências culturais locais;
c) A autenticidade e a expressividade artísticas.

8. A COMISSÃO DE SELEÇÃO ESCOLHERÁ APENAS UM PROJETO?
·         Para o recebimento da premiação será indicado um ou mais projetos até alcançar o valor de 01 (um) projeto por município, mas além disto, a Comissão de Seleção indicará até 04 (quatro) suplentes.

9. COMO FAÇO INSCRIÇÃO ORAL(GRAVADA)?
·         Solicite a uma pessoa que leia as questões do formulário e você responde à cada pergunta que ela fizer. Grave esta entrevista em CD e envie para o endereço marcado.  Só serão aceitas inscrições enviadas pelo correio.

10. O QUE SÃO OS ANEXOS?
·         O anexo 1 do Edital refere-se aos nomes dos municípios contemplados
·         Os anexos 2 e 3 são os formulários de inscrição para Pessoa Física e Pessoa jurídica.

11. O MATERIAL ENVIADO SERÁ DEVOLVIDO?
·         O material não selecionado não será devolvido, sendo descaracterizado após a divulgação do resultado final.

12. PARA QUAL ENDEREÇO ENVIO A DOCUMENTAÇÃO?
Pode ser entregue em mãos ou enviado (por correio, registrado com Aviso de Recebimento – AR) ao seguinte endereço: Coordenação de Difusão Cultural da Funarte – Brasília,
Eixo Monumental Setor de Divulgação Cultural – Lote 2, CEP: 70.070-350 Brasília – DF1

13. QUAL O PERÍODO DE INSCRIÇÃO?
·         De 12 de abril a 11 de junho de 2010.

14. QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA A PESSOA FISICA SE INSCREVER?
a) Anexo 2 - Formulário devidamente preenchido

15. QUAL A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA PROJETOS DE ENTIDADES-PESSOA JURÍDICA?
a) Anexo 3 - Formulário devidamente preenchido
b) Cópia do comprovante de endereço da sede da instituição;
c) Comprovação de atuação em atividades sócio-culturais;
d) Cópia do CNPJ e estatuto da instituição.

16. PODEM CONCORRE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS OU PESSOAS VINCULADAS AO SETOR PÚBLICO?
·         Não, nem da administração direta (Governos federal, estadual e municipal), nem indireta (fundações, autarquias ou outras), além de pessoas pertencentes a Comissão de Seleção.
·         Ressaltamos que não poderão ser nem proponentes pessoas físicas, nem representantes de pessoas jurídicas (entidades)

17. QUAL O VALOR QUE TENHO QUE PAGAR DE IMPOSTOS?
·         Existem pessoas jurídicas (instituições, associações, sindicatos, fundações, etc.) que são dispensadas de Imposto de Renda e outras que pagam uma quantia definida por lei.
·         Já pessoas físicas (que não são instituições) também têm uma tabela de impostos a recolher.
·         Dependendo do proponente e do valor total, o valor dos impostos podem variar. O melhor é procurar ajuda para orientação sobre esse assunto.  

18.  SE A PESSOA ESTIVER COM RESTRIÇÃO NO CPF, PODE CONCORRER?
·         Concorrer, pode! Mas, caso seja selecionada, deverá regularizar a situação para poder receber o recurso.

19. COMO O PRÊMIO SERÁ PAGO?
·         O pagamento será efetuado em uma única parcela, depositados em conta bancária ou cheque administrativo.

20. ONDE CONSIGO A FICHA DE INSCRIÇÃO?
Nos sites do MinC (www.cultura.gov.br), do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br), da Funarte (www.funarte.gov.br), dos governos estaduais e do SIPAM (http://www.sipam.gov.br/).
·         Nas Secretarias de Cultura do Estados
·         Maiores informações: http://mais.cultura.gov.br e maiscultura@cultura.gov.br

maio 28, 2010

Frente em Defesa da Amazônia: Nota Pública

Nota Pública FDA


No último dia 15 de maio deste ano, foi publicado no jornal Folha de São Paulo, reportagem, assinada por João Carlos Magalhães, intitulada “Cartilha pede reação violenta à índios e ribeirinhos da região”, cujo teor, em síntese, afirma que a Cartilha em Defesa da Bacia do Rio Tapajós seus povos e culturas, elaborada por iniciativa conjunta da Frente em Defesa da Amazônia, do Movimento Tapajós Vivo e da Aliança Missionária Franciscana do Tapajós, estaria incentivando indígenas e ribeirinhos a uma resistência violenta caso o governo federal insistisse na implantação de um complexo de cinco usinas hidrelétricas na bacia do rio Tapajós.

Diante de tal fato, a Frente em Defesa da Amazônia decidiu, em reunião de seus militantes, emitir a presente nota com as seguintes considerações:

1- Ao contrário do que diz a reportagem, somos um MOVIMENTO POPULAR formado por pessoas e organizações que se comprometem com defesa e melhoria de vida dos povos da Amazônia. Nossa atuação se pauta pela defesa contra os crimes e criminosos da Amazônia e é fruto do espírito de solidariedade de seus militantes, que não recebem qualquer tipo de remuneração por isto. Nossa organização, existente há sete anos, optou por não vincular sua existência a projetos que buscam financiamentos, prescindindo, portanto, de uma constituição de pessoa jurídica com sede, estatuto e representação hierárquica (presidente, coordenador, etc.).

2- A história da Amazônia nos ensinou que as políticas públicas reservam à Amazônia o papel de colônia fornecedora de matérias-primas aos países desenvolvidos, que concentram os benefícios dos grandes empreendimentos aqui implantados, enquanto distribuem os prejuízos (sociais e ambientais) ao nosso povo. O complexo de hidrelétricas da bacia do Tapajós é mais um desses grandes empreendimentos bancados por um Estado que decidiu implementá-lo em nome de um suposto interesse nacional que “coincide” com a chegada de grandes mineradoras internacionais na região.

3- A Cartilha em Defesa da Bacia do Rio Tapajós é um instrumento de luta com objetivo de dar informação sobre o real significado das hidrelétricas na bacia do Tapajós e INCENTIVAR à organização da resistência DOS POVOS AFETADOS contra um ESTE projeto imposto pelo governo federal de forma autoritária. Nossa reação também fundamenta-se na falta de qualquer consulta, por parte dos trabalhos do Ministério de Minas e Energia, aos povos tradicionais a serem atingidos. Consulta que, conforme preceitua a nossa Constituição Federal e a Convenção 169 da OIT é obrigatória. Neste sentido, o conteúdo da Cartilha expressa o sentimento de povos que, historicamente, foram esquecidos pelo Estado brasileiro e que quando são lembrados, pela primeira vez, é para serem expropriados de seus territórios.

4- Entendemos que a reportagem publicada na Folha de São Paulo é parte de uma iniciativa nacional de criminalização dos movimentos sociais, coordenada por setores do agronegócio, em especial a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e a bancada ruralista no Congresso Nacional. Este processo vem se desenvolvendo, principalmente, nas instituições do Poder Judiciário e nos veículos de comunicação de massa (diga-se grande mídia) que deixam de prestar um serviço público para servir a interesses privados, criminalizando manifestações populares que objetivam o fim das injustiças sociais. A criminalização dos movimentos sociais parte do pressuposto absurdo de que a realização de um Estado Democrático de Direito se dá pela obediência cega e submissa de seu povo às decisões arbitrárias e autoritárias de um governo federal em benefício de poucos.

5- Por fim, consideramos profundamente lamentável que organizações, que se dizem atuar em defesa dos povos amazônidas, estejam reproduzindo a reportagem aqui tratada, sem qualquer esclarecimento sobre o seu real significado, contribuindo, portanto, com os anseios do grande capital nacional de criminalizar os movimentos sociais.

Diante destas considerações, a Frente em Defesa da Amazônia vem tornar público o seu REPÚDIO a reportagem do Sr. João Carlos Magalhães, publicada pela Folha de São Paulo, e reafirma seu compromisso com a luta em defesa dos povos a serem atingidos pelo complexo hidrelétrico da bacia do rio Tapajós. Não estamos exigindo mais do que nossos direitos garantidos constitucionalmente e toda ação em defesa de direitos consiste em uma ação em legítima defesa.

Atenciosamente,
FRENTE EM DEFESA DA AMAZÔNIA

abril 26, 2010

O PT, seus intelectuais e os projetos para a Amazônia


Xochicuautla y la autopista from desinformémonos on Vimeo.
Este corto expone los problemas que viven en la comunidad mexicana de Xochicuautla al imponerse el desarrollo de una autopista que destruirá gran parte de su reserva forestal que alimenta los pozos de agua de la comunidad.

La comunidad se ha organizado y está luchando para que el proyecto sea cancelado. 

***

Nota do blog: O Partido dos Trabalhadores do Amazonas marchará com o Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento na eleição para o governo do estado. Os que deixaram o barco do PT têm farta matéria para colocar seus ressentimentos em dia, dentro da linha "o PT não é mais aquele". Afirmam sentir-se humilhados com as escolhas do partido, com a perda dos seus ideais históricos, mas surpreendentemente, não raro, suas escolhas são tragicômicas. Vítimas de uma sociologia empírica e historicista buscam ninhos estranhos à sua própria trajetória intelectual. Tais decisões geram "feridas narcísicas", embaladas numa surpreendente sensação de superioridade. Mas ela é paradoxalmente fundada na consciência do caráter miserável de suas opções. A propósito, é o papel dos intelectuais do PT que me preocupa, não as escolhas nascidas de um coletivo, que refletem um conjunto de interesses regionais e supraregionais. Aqui não deve ter vez o academicismo, o elitismo e as visões pretenciosas que fomentam a violência simbólica. O apoio ao ministro deve ser sustentado numa (re)visão crítica de seus projetos, sobretudo os que podem contribuir para alterações dramáticas para o futuro da região. Nossas necessidades não podem assumir a forma de um determinismo regional. Em causa, mais do que o "jogo" ou nosso senso prático, está o combate à alienação e sua inscrição no horizonte da Amazônia que queremos. Quanto à ética que deve nos guiar, certamente não é a do ressentimento nem das falsas transcendências, mas a dos ideais de emancipação, se queremos uma justa distibuição dos poderes simbólicos. Pela imediata revisão dos projetos rodoviários para a Amazônia Ocidental! Por mais portos hidroviários!

abril 08, 2010

Momentos de Jazz: 15 anos de vida


peagahairy 7 de maio de 2006A fine video where Lady Day and Satchmo show the world why they came for...

Nota do blog: Ontem foi aniversário do Programa Momentos de Jazz, do meu amigo Humberto Amorim. São 15 anos de programação ininterrupta, na mesma emissora. Um fenômeno digno de ir para o Guiness Book. Vida longa para Humberto e seu maravilhoso programa de rádio, que foi ao ar pela primeira vez no dia do nascimento da imortal Billie Holiday, cuja breve biografia foi postada ontem no blog do Humberto Amorim (texto abaixo).

* * *

A mais emblemática e lendária cantora de jazz de todos os tempos Eleonora Fagan famosa mundialmente como Billie Holiday a Lady Day, nasceu em Baltimore no 7 de abril de 1915, de uma mãe solteira e pai que abandonou a família logo após o nascimento.


Depois de estuprada aos 10 anos, Billie foi abandonada pela mãe, indo viver com parentes distantes. Para se sustentar ficou fazendo pequenos serviços e esfregando o chão de um bordel foi que ela ouviu jazz pela primeira vez, foram gravações ruins de Louis Armstrong e Bessie Smith no fonógrafo de casa.


Com a idade de 12 anos Billie se mudou para New York onde se tornou uma prostituta. Em 1930, Billie convenceu um dono de boate para que a deixasse cantar numa noite, com o nome de Billie Holiday, em homenagem ao astro de cinema Billie Dove.


Depois de ser descoberta por John Hammond, Billie foi apresentada a Benny Goodman que a ajudou na primeira sessão de gravação em 1933; durante os próximos 11 anos Billie gravou mais de 200 músicas de jazz e swing. No final dos anos 30, Billie se apresentava com Count Basie, Artie Shaw e outros, mas não gostava de atuar em orquestras por várias razões, uma delas o fottye preconceito racial existente na época.


Entre 1939 e 1945 Billie lançou vários sucessos, entre eles, "Fine and Mellow", "God Bless the Child", "Lover Man" e o anti-racista "Strange Fruit".Porém em meados de 40, Billie era viciada em heroína; apesar de tudo ela continuou trabalhando bastante para se tornar um dos melhores cantores de jazz dos Estados Unidos.


Com sua marca registrada, gardênias brancas no seus cabelos, "Lady Day" construiu uma reputação formidável como vocalista, capaz de cativar as audiências com o seu fraseado incomum, apesar da falta de um treinamento formal.

Enquanto Billie era reconhecida como uma artista brilhante, a sua vida pessoal era um desastre sem igual.


Nota do blogger.

Inspirado na grande estrela do jazz Billie Holiday, coloquei no ar pelas ondas da Radio Amazonas FM -101.5 - em Manaus, no dia 7 de abril de 1995, o programa radiofonico "Momentos de Jazz" que hoje completa 15 anos de existência. Viva Billie Holiday!!!!!!

Referencia - CDJ