PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
novembro 23, 2010
José Ricardo avalia campanha e colhe sugestões para o mandato de deputado estadual pelo PT
outubro 05, 2010
O PT ainda é jurássico em se tratando de internet, segundo Azenha
O mundo em rede é instantâneo; o PT, jurássico
por Luiz Carlos AzenhaEscrevi, muito antes da eleição brasileira, um artigo em que descrevia a campanha eleitoral dos Estados Unidos em 2008 — eu morava em Washington, então.
Lá, a máquina de moer carne republicana fatiou Barack Obama com o objetivo de atender a preconceitos latentes nos eleitores estadunidenses:
1. Barack Obama, o muçulmano (cujo vice era satanista);
2. Barack Obama, que não nasceu nos Estados Unidos (“o búlgaro”);
3. Barack Obama, associado a um pastor “radical” (lutou contra o regime militar);
4. Barack Obama, o terrorista (recebeu em casa, uma vez, Bill Ayers, que havia integrado um grupo que jogou bombas no Pentágono e no Congresso);
5. Barack Hussein Obama, cujo sobrenome denotava submissão a bin Laden.
6. Barack Obama, que estudou em uma madrassa (a escola religiosa islâmica).
Pouco importava, então, se isso tinha ou não relação com a realidade.
O objetivo, como escrevi, era ter um boato, uma ilação, uma suposição para se encaixar em cada um dos preconceitos já existentes no eleitorado.
Não disseram que Obama era gay, mas disseram que ele apoiava o casamento gay.
Como a campanha de Obama enfrentou a onda de boatos, mentiras, ilações e suposições?
Montou um site na internet exclusivamente dedicado a combater os boatos. Quando o internauta desse um Google atrás da informação, tinha um contraponto à máquina republicana de moer carne.
Além disso, Obama montou uma força-tarefa de militantes virtuais e advogados exclusivamente dedicada a combater os boatos, tentar identificar a origem deles e ingressar na Justiça com as medidas cabíveis.
Por que?
Porque vivemos no mundo da informação instantânea. Porque vivemos no mundo em que aqueles que tem acesso às tecnologias da informação se transformaram em produtores e disseminadores de conteúdo, para o bem e para o mal.
Uma mentira disseminada na internet tem o potencial de se replicar N vezes antes que você seja capaz de articular uma resposta.
No dia do primeiro turno, assisti a um debate inócuo e cheio de lugares-comuns na Globonews. O objetivo do debate era óbvio: dizer que a TV era a grande formadora de opinião e que o papel da internet era ínfimo.
Bobagem. A disseminação de boatos a respeito de Dilma Rousseff pode ter tido um papel central no período que precedeu o primeiro turno.
E o PT com isso? E a campanha de Dilma Rousseff com isso?
Nada.
O PT e a campanha de Dilma são jurássicos, quando se trata do uso da rede para combater a boataria.
O PT ainda é refém do ciclo de notícias dos jornais diários.
Aliás, o partido é fiador da mídia que investiu na destruição de seus candidatos.
Na campanha atual, de Dilma Rousseff, concedeu privilégios em três oportunidades a um repórter da TV Globo, que fez o perfil que estrelou o Jornal Nacional da véspera da eleição. O acesso a Dilma deu legitimidade ao perfil de Marina Silva, uma superprodução hollywodiana que estrelou o JN de sábado passado, com objetivos óbvios.
Aliás, no comício de encerramento da campanha de Dilma em Porto Alegre, um repórter da revista Veja teve acesso privilegiado ao palco.
Nota do blog: Vi o Mundo
Para Celso Lungaretti, Marina está numa sinuca de bico e o PT flerta com a derrota
MARINA ESTÁ NUMA SINUCA DE BICO E O PT FLERTA COM A DERROTA
Em termos ambientais, será um desastre.
Iria virar uma morta sem sepultura, como o ex-Gabeira.
"O resultado que tivemos de aprovação ao projeto meu e do [vice] Guilherme [Leal] é muito maior que o nosso partido".
Já as avaliações que petistas fizeram do resultado frustrante foi mais frustrante ainda: aconselharam a campanha de Dilma a perseverar nos erros.
Outros recomendam a insistência nas comparações entre os governos de Lula e de FHC, quando a comparação a ser feita é bem outra: entre um projeto político esquerdista, sintonizado com a justiça social, e um projeto político direitista, sintonizado com a desigualdade e a exclusão inerentes ao capitalismo.
Se continuar em cima do muro, tímido e nem um pouco convincente, alienará seus apoios naturais e não vai conquistar o eleitorado conservador de classe média, que sempre se colocará na trincheira contrária.
setembro 16, 2010
Quem tem medo da Dilma? A classe média inculta e a esquerda fingida.
setembro 14, 2010
Aviso aos blogueiros progressistas sobre a eleição para o Senado no Amazonas
esse é o senador que apoia o Serra e que é contra a ZONA FRANCA DE MANAUS...
Vídeo inesquecível:
Arthur Virgilio ia dar uma surra no Lula
Depois disso, ele tomou uma surra (teve 5% dos votos) numa eleição para governador.
E agora é candidato a senador.
Se for eleito, há o risco de, outra vez, ele estourar o cartão Visa em Paris e mandar o Senado pagar.
Veja o valentão em ação: (vídeo acima)
Paulo Henrique Amorim
Fonte: Conversa Afiada
setembro 04, 2010
Serra incorre em prática de calúnia eleitoral, injúria e difamação. Coligação de Dilma Roussef pede suspensão da propaganda e direito de resposta.
Coligação de Dilma pede direito de resposta contra acusação de quebra de sigilo fiscal
A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, que apoia a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República, ajuizou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo direito de resposta e interrupção da veiculação da propaganda eleitoral da coligação adversária que menciona a quebra de sigilo fiscal da filha do presidenciável José Serra.
A publicidade considerada irregular pela coligação de Dilma foi veiculada ontem (2) no horário noturno da propaganda eleitoral em bloco de José Serra. Sustenta na ação que durante 5’05” de propaganda “houve a intenção clara de confundir a cabeça do eleitor com uma profusão de fatos, misturados entre si, que não guardam a mínima relação”.
Argumenta que a propaganda ao associar episódios como o “caso dos Aloprados”, “caso Francenildo” e o “Mensalão” com a recente quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra tenta demonstrar uma ‘repetição’ de fatos, “agora atribuída à candidata Dilma Rousseff.
Segundo a coligação de Dilma “a propaganda quer fazer crer que quem pratica um ato de violação do sigilo fiscal de alguém, como fizeram ‘adversários’ do candidato José Serra, utilizando-se da máquina pública da Receita Federal, podem ser associados a arrombadores de residências que vasculham gavetas”.
A coligação de Dilma afirma na ação que, desde que foi noticiada a quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, houve uma série de acusações de Serra na imprensa contra a candidata do PT à presidência, tentando responsabilizar a campanha dela pelos fatos ocorridos.
Tal conduta, argumenta, tenta imputar à candidata e sua coligação a prática de “crime contra a democracia”, “atentado contra a democracia” e “quebra de sigilo”, além de “jogo sujo de campanha”, “espionagem” e “chantagem”. Defende na representação que as acusações incorrem em prática de calúnia eleitoral, injúria e difamação, condutas previstas nos artigos 324, 326 e 325 respectivamente do Código Eleitoral.
Assim, a coligação de Dilma Rousseff pede a concessão de liminar ao TSE para suspender a propaganda contestada e, no mérito, a concessão de direito de resposta no tempo de 5 minutos e 5 segundos no programa eleitoral em bloco de Serra exibido à noite; e a condenação da coligação de José Serra à perda de 10 minutos e 10 segundos (equivalente ao dobro do tempo da propaganda veiculada).
O relator da representação é o ministro Joelson Dias.
Fonte: Partido dos Trabalhadores
agosto 18, 2010
Títulos podres: PT e PC do B defendem ilegalidade que vem desde o governo Danilo Areosa. É o fim da picada!
POR QUE ESTOU TRISTE COM OS COMPANHEIROS DO PT E DO PC DO B do AM?
Por Egydio Schwade
Participei há poucos dias, em Manaus, da 119ª. Reunião da Ouvidoria Agrária e Mediação de Conflitos. O PT comanda hoje o INCRA do Amazonas e PC do B o Instituto de Terras do Amazonas-ITEAM. Momento impar para se desencadear uma causa que une os socialistas do mundo inteiro: o socialismo no campo para que a paz e a justiça reinem.
O município de Presidente Figueiredo ostenta uma situação privilegiada para se partir de imediato para a desejada Reforma Reforma: mais de 500 títulos de terra podres. Títulos de 3.000 ha, sem base legal alguma, concedidos em 1971 por cartórios do Amazonas, com a conivência do governador biônico do Amazonas, Danilo Areosa e acobertados pelos que se seguiram até o atual.
Latifúndios concedidos, em sua maioria a comerciantes e industriais paulistas e manauaras, sem demarcação física alguma, entre 1969 e dezembro de 1970. Dois grileiros profissionais, paulistas, Fernando e Sérgio Vergueiro, acompanhados de um topógrafo, sobrevoaram a região à leste da BR-174, no Norte do Amazonas, entre o rio Uatumã e a BR-174 e demarcaram, via aérea, aquelas terras, incluindo o leito dos rios, para se favorecerem dos incentivos fiscais que o Governo Federal concedia a empreendimentos na Amazônia.
Os títulos são falsos também por que não tem certidão negativa, exigida por lei, de qualquer empreendedor na Amazônia, documento que lhes foi negado explicitamente pelo então presidente da FUNAI, Gal. Oscar Jerônimo Bandeira de Mello. Na época, ao invés de se dirigirem às autoridades em Brasília, Sudam e FUNAI, únicos que podiam dar legalidade aos títulos, tentaram ludibriar esses órgãos federais nas suas bases em Belém e Manaus, mas não conseguiram. Em fevereiro de 1971 se dirigiram, então, aos cartórios dos municípios onde se localizavam então aquelas terras e através deles conseguiram, fora da lei, os títulos que até hoje ostentam, sem terem feito investimento algum na área.
Além dessas provas da nulidade dos títulos desses latifundiários grileiros, o Ministério Público Federal na pessoa de seu procurador Franklin Rodrigues da Costa demonstra à exaustão, com outros dados a ilegalidade dos referidos documentos, incluindo a transgressão de legislação do próprio Estado do Amazonas.
Com os títulos podres na mão, sem sequer visitarem os seus latifúndios, se favoreceram de incentivos fiscais concedidos pelo Governo Federal a quem investia na Amazônia.
Quando os indígenas foram expulsos ou mortos pelo Governo Militar, durante a construção da BR-174, começaram, a partir de 1972, a se estabelecerem pequenos agricultores nestas terras que hoje somam centenas de famílias e que há mais de 20 anos lutam pela titulação de suas terras. Hoje, diante da agitação em torno do Terra Legal, vivem sob constantes ameaças de morte, com cortes demarcatórios dentro dos seus lotes, feitos por “laranjas” dos paulistas que na ânsia de legalizarem seus latifúndios, demarcados apenas via aérea, agora tentam correr contra o tempo. Além disso os pequenos agricultores, sem registro dos seus lotes, não tem condições de obterem financiamento.
Agora pasmem! Na 119ª. Reunião da Ouvidoria Agrária e Mediação de Conflitos, os únicos a defenderem a legalidade dos títulos podres dos grileiros paulistas, foram os dirigentes e funcionários do INCRA e do ITEAM, comandados respectivamente por socialistas do PT e comunistas do PC do B. Pode? Não lhes preocupa a situação dos pequenos agricultores, mas os títulos concedidos a grandes madeireiros, como à Mil Madeireira e a outros que construíram a sua “legalidade” sobre esses falsos títulos dos grileiros paulistas e cobertura do IPAAM e hoje devastam a floresta sob rótulo de “exploração sustentável da madeira”.
Casa da Cultura do Urubuí – 1-8-10
Egydio Schwade
Fonte: Página 13
agosto 11, 2010
São Paulo: Mercadante Governador
Participe da ação digital “São Paulo de volta para o futuro com @Mercadante Governador”
11/08/2010
Primeiro horário – 12h às 14h
Segundo horário – 17h às 19h
junho 10, 2010
Tucano trava, Dilma cresce e o PT vai pro divã tratar dos traumas da militância
Fácil não foi. Engolir Hélio Costa, em Minas Gerais, e Roseana Sarney, no Maranhão, foram os desafios mais difíceis e traumáticos para a militância petista. Mas o PT precisava consolidar o apoio do PMDB e, com isso, enfiar mais uma estaca no peito do adversário.
Política é um processo que envolve muita estratégia e humildade. O PT cresceu muito nos últimos anos. Em 2011, será provavelmente o maior partido do Congresso Nacional e, ganhando Dilma, seguirá ocupando a presidência da república quiçá por mais oito anos. Com tantos dedos precisando de cuidados, deve ter a sabedoria de não querer todos os anéis para si.
As eleições deste ano têm uma importância que ultrapassa as questões regionais. Os interesses em jogo desta vez são realmente pesados. Uma vitória de Serra representaria um retrocesso dramático para a política de integração sulamericana e para as articulações geopolíticas das nações emergentes.
Prefiro, contudo, não ser tão fatalista. Os povos sulamericanos já conviveram com inúmeras derrotas, mas sua combatividade nunca esmoreceu. Seguiram lutando, incansavelmente, até porque, para eles, política não é dilentantismo. É luta de vida ou morte. Uma eventual derrota no Brasil seria um passo atrás, mas as forças populares logo se rearticulariam e, mais animadas que nunca, voltariam às trincheiras para defender seus direitos.
Seja como for, Dilma Rousseff desponta, nestas eleições, como grande favorita. O PT até agora vem fazendo tudo certo. Os erros foram mínimos. O caso do dossiê fantasma, por exemplo, teve uma função salutar: foi um exercício de guerra. Perdeu-se um soldado, mas isso faz parte do jogo. A saída de Lanzetta, articulada rapidamente, esvaziou o discurso da oposição midiática. É incrível a força da mídia para estigmatizar uma pessoa. O Globo e a Veja acharam a fotinha mais horrorosa possível de Lanzetta, com barba por fazer e os olhos inchados, e a mostravam regularmente, apavorando as recatadas senhoras de classe média que ainda tem coragem de acompanhar o noticiário.
O próximo passo das forças aliadas é impedir que o PSDB se alie ao PP, o que já está conseguindo. Se conseguir quebrar o acordo já meio que firmado entre tucanos e o PSC, ótimo. Mas nem é tão necessário. Apenas com as alianças que já possui, Dilma deverá ter quase o dobro do tempo de televisão de José Serra. Com isso, poderá neutralizar grande parte dos ataques vindos da mídia conservadora.
Não há muita novidade nas estratégias de Serra. Ele tentará golpes sujos e seus aliados são, como sempre, a Veja e os jornalões, que pautam as redes de TV e toda a imprensa nacional.
O inimigo mais perigoso ainda é a Rede Globo, que tem efetivamente poder para causar um abalo de última hora, a famosa "bala de prata". Mas, como já disse, o enorme tempo de TV à disposição de Dilma lhe dá alguma segurança também nessa batalha.
E a blogosfera, perguntarão vocês? Qual será seu papel?
Ela será fundamental na condução da luta ideológica, sobretudo entre as classes mais instruídas. O próprio fato de Serra ter força entre as elites confere à blogosfera uma função primordial. À blogosfera de esquerda caberá confundir, desmobilizar e, por fim, trazer para seu lado, os soldados à serviço da plutocracia. Recente pesquisa nos mostrou que cerca de 90% dos profissionais da imprensa apóiam Lula. Eles estão silenciosos, apáticos e acovardados, diante da brutalidade opressiva que tomou conta das redações.
A campanha na blogosfera, feita em alto nível, pode fazer com que esses jornalistas e outros profissionais, que vivem à sombra da aristocracia patronal, vislumbrem em si mesmos um brilho de liberdade e altivez, e senão podem passar para o outro lado das trincheiras, poderão, ao menos, fazer corpo mole e não contribuir para a vitória de seus algozes. O samba e a capoeira ecoam alto nas senzalas de todo Brasil, mas nem todos na Casa Grande estão assustados. As mocinhas elegantes, que jantam, silenciosas, junto ao pai severo, batem o pé, discretamente, por baixo de suas enormes saias rendadas.
Fonte: Óleo do Diabo
maio 15, 2010
Tucanos se desesperam com a propaganda do PT
| Dessa vez eu vou discordar do meu amigo Eduardo Guimarães, que criticou o PT por ter veiculado uma propaganda acusada de ferir a legislação eleitoral. Por incrível que pareça, a oposição diz que não vai, ao menos por enquanto, contestar judicialmente. É claro que temos que esperar eles lerem os jornais, conversarem com alguns colunistas, para que decidam se devem fazê-lo ou não. Afinal eles não tem vontade própria. Com um ou dois editoriais, os jornalões conduzem os tucanos, pela coleira, para onde lhes aprouver. Os líderes da coordenação serrista declararam que irão fazer igual ao PT. Com certeza iriam fazer o mesmo de qualquer jeito. Por isso o PT agiu certo em ser ousado. Eu assisti a propaganda do PT e não vi nada demais. O Brasil todo já está mobilizado em torno das eleições. Os noticiários estão repletos de referências às palavras e ações dos candidatos. O povo precisa ser informado politicamente, até para que ele vivencie, juntamente com a classe média que lê blogs, esse momento dramático da democracia brasileira. As camadas mais altas da sociedade podem se informar através das novas tecnologias, pode saber quem é Dilma e quem é Serra, pode entrar em sites tucanos e petistas e comparar dados. O pobre não. E como não tem a informação, o pobre se encontra marginalizado do debate político. * Foi um programa extremamente bem feito, e a gritaria da oposição é um sinal de que Dilma conseguiu pisar bem no meio do pé deles. * Dilma foi ministra da Casa Civil por mais de 6 anos e, portanto, mesmo que não fosse candidata à presidente da república, seria a figura mais eminente no governo Lula, depois do próprio, é claro. Mas ela é candidata, ou pré-candidata, e nessa posição é natural e necessário que apareça na tv para que os brasileiros possam conhecê-la. Se nós, que vivemos pendurados na internet, podemos conhecê-la e até entrevistá-la via twitter, porque os pobres não podem usufruir uma lasquinha de seu futuro? A propaganda do PT não menciona as eleições diretamente. Fala da importância em dar continuidade ao projeto lulista. Considerando as declarações de Serra, poder-se-ia dizer que o PT fez marketing em prol de seu adversário. Mas não se pode dizer isso, porque há um trecho que compara os feitos do governo Lula com de seu antecessor. Isso também é política. Um filósofo alemão explicou que uma realidade só pode ser assimilada se confrontada com seu oposto. Para mostrar à população brasileira o que é o governo Lula, é necessário compará-lo ao anterior. Isso é dialética básica. Na verdade, as reações da mídia foram, como de praxe, muito mais indignadas do que entre a oposição partidária. O Estadão estampou o seguinte título no alto da página: Oposição evita recurso contra Dilma para também usar TV em favor de Serra O colosso ético e moral, o homem-bom maior da nação brasileira, esse ex-comunista que agora passou para o time da luz (citando o insuperável Prof.Hariovaldo), Roberto Freire, presidente do PPS, até ele admitiu que, na próxima propaganda do PSDB na televisão: "Vamos apresentá-lo como nosso candidato". Fonte: www.oleododiabo.blogspot.com |
maio 05, 2010
O PT e a politização do subproletariado
Na edição mais recente da revista “Novos Estudos”, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o cientista político e jornalista André Singer, professor da Universidade de São Paulo, publicou o artigo “Razões Sociais e Ideológicas do Lulismo”, em que discute a emergência desta nova base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se tornou visível nas eleições de 2006. Confira a entrevista em texto
Avertência de um leitor do UOL:
- polys2010
- Atenção: O título da matéria induz o internauta a erro. Uma leitura atenta do texto não leva à conclusão proposta no referido título. O jornalista André Singer fez uma análise imparcial do período Lula. No título da matéria existem palavras entre aspas que colocam os termos como pejorativos. O entrevistado com muita habilidade evitou as provocações dos entrevistadores.
- 03/02/2010, 09:51h
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“Cabe ao PT politizar subproletariado”
abril 28, 2010
Câmara Municipal homenageia deputado Praciano
Manaus, 27 de abril de 2010.
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) concederá na próxima quinta-feira (29/4), às 10h, no plenário Adriano Jorge, a Medalha de Ouro Cidade de Manaus ao deputado federal Francisco Praciano (PT). A homenagem é de autoria do vereador José Ricardo Wendling (PT), juntamente com vereador Ademar Bandeira, mesmo partido, por meio de Projeto de Decreto Legislativo. Leia a noticia no endereço:
http://josericardopt.com.br/interna.php?pagina=noticia&codigo=139
abril 26, 2010
O PT, seus intelectuais e os projetos para a Amazônia
Xochicuautla y la autopista from desinformémonos on Vimeo.
La comunidad se ha organizado y está luchando para que el proyecto sea cancelado.
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abril 17, 2010
Memórias de um partido de trabalhadores
RogelioCasado — 16 de abril de 2010 — Deputado Estadual Sinésio Campos saúda o Senador João Pedro, histórico articulador de candidaturas no PT do Amazonas.
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Nota do blog: Com sutileza elefantina, o deputado estadual Sinésio Campos tenta demonstrar, no debate público sobre a candidatura com a qual o PT do Amazonas vai marchar, que sua opção para o governo do estado do Amazonas é a melhor. O novo presidente do diretório regional do PT - senador João Pedro -, principal articulador da candidatura do Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, elegantemente preferiu não usar a memória como espaço de luta política. Por falar em memória, continuam desaparecidas as fotografias do meu acervo pessoal, emprestadas ao Partido dos Trabalhadores para uma das suas festas de aniversário. Peço, publicamente, o empenho pessoal do presidente João Pedro para que seja resgatada mais de duzentas fotografias que compõem a memória da fundação do PT do Amazonas, pela qual antecipo meus agradecimentos.
abril 15, 2010
Serra, o candidato anti-Lula
FHC e o anti-Lula
A aliança demotucana tenta a todo custo afastar Fernando Henrique Cardoso da campanha eleitoral. O temor que a altíssima rejeição ao ex-presidente contamine o desempenho de José Serra é grande e, convenhamos, cheio de razão. No entanto, fica cada vez mais claro que eles não podem prescindir do talento de seu líder máximo não só na elaboração do programa a ser apresentado pelos tucanos mas também para o rascunho do discurso que o PSDB/DEM irá fazer nas eleições deste ano. Não há como negar a evidência de FHC ser o estrategista maior das forças de oposição ao governo Lula.
Prova disto é a repercussão que teve seu artigo “Hora de União” publicado em vários jornais do país, turbinada pela divulgação de trechos da sua conversa com três professores-discípulos no caderno Alias do Estadão de domingo último.
O mérito do artigo é que nele, pela primeira vez, um líder da aliança que hoje aglutina a direita brasileira, afirma que o que estará em jogo nas eleições deste ano são dois projetos antagônicos. “Por trás das duas candidaturas polares há um embate maior” diz - com razão - FHC, desfazendo qualquer tentativa de Serra, seu ex-ministro e hoje candidato a presidente, se apresentar como o pós-Lula. FHC entra em jogo para, com sua experiência, revelar a artificialidade desta construção tática. O artigo de Fernando Henrique politiza o debate e comprova que não demandará muito esforço para que se explicite todo conteúdo anti-Lula da candidatura José Serra.
Entretanto, o debate político logo se transforma num monólogo acusatório e preconceituoso, onde a ficção toma o lugar do argumento.
Leia mais no blog do Genoino
abril 11, 2010
Mais uma vitória do movimento SOS Encontro das Águas
é um dos principais cartões postais da
região, por sua beleza e peculiaridade
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Iphan de Brasília acata decisão de juíza federal
Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) avalia que o prazo de 180 dias (seis meses) dado pela Justiça Federal do Amazonas para que se realize o processo de tombamento provisório da área do encontro das águas (rios Solimões e Negro) “é viável e totalmente possível”, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão, sediado em Brasília. O superintendente do Iphan, no Amazonas, Juliano Valente, considera o prazo curto para finalizar o processo de tombamento. Valente disse que o órgão vai entrar com um recurso contra a decisão judicial. “A gente entende que é impraticável fazer o tombamento devido à complexidade”, disse.
O Iphan em Brasília não contestará a decisão judicial e nem entrará com recurso contra a liminar, ao contrário da superintendência do órgão em Manaus. A assessoria de imprensa do Iphan, em Brasília, informou que consultou o Departamento do Patrimônio e Fiscalização do Iphan, cujo titular é Dalmo Vieira Filho, e que foi informada que o órgão não vai pedir um novo prazo para concluir o inventário a respeito do pedido de tombamento. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, caso “apareçam alguns problemas” no decorrer de seis meses ou situações que pedirão a extensão do prazo, “a situação será resolvida”.
O Iphan, em Brasília, esclarece que já existe um processo de tombamento do encontro das águas tramitando e é de interesse do órgão preservar a área. No entanto, a solicitação ainda passará por uma câmara especial que analisa o pedido e se aprova ou não, “seguindo um rito próprio”.
Juliano Valente afirmou que o Iphan já possui um estudo sobre o tombamento do encontro das águas desde o ano passado. A delimitação da área a ser tombada, contudo, será definida por uma técnica cujo contrato acaba em agosto, segundo ele. Valente informou que o processo de tombamento continua na superintendência, em Manaus.
Pedido
Autor do pedido de liminar pelo tombamento do encontro das águas, o procurador da República Edmilson Barreiros, explicou que a ação ocorreu porque “todos esperavam que até o fim de 2009 o processo estaria acabado”, o que acabou não acontecendo. Ele também questionou a construção de um porto na área do encontro das águas, quando um empreendimento deste porte pode ser feito em qualquer outro lugar da região de Manaus. “Por que querem fazer ali? Isso ninguém explicou tecnicamente”, afirmou.
Fonte: A Crítica
abril 06, 2010
Miguel do Rosário: pesquisa e guerra ideológica da mídia corporativa contra o PT


Outro número que chama a atenção na última pesquisa Datafolha é a força do Partido dos Trabalhadores. No universo de todos os entrevistados, o PT ficou em primeiríssimo no ranking de preferência partidária, com 24%. PMDB e PSDB marcaram um longínquo segundo lugar, com 6%. O PSOL manteve a sólida marca de 0%. Esses dados não tiveram, curiosamente, nenhum destaque na mídia.
O que revelam esses dados?Em primeiro lugar, que o PSDB não conseguiu se firmar como um partido de militância. Apesar do discurso moderninho, os tucanos formam uma agremiação oligárquica, que escolhe seus dirigentes e candidatos através de métodos obscuros, plutocráticos. Com raras exceções, os candidatos tucanos são sempre figuras ricas, brancas e pedantes.
No Rio, tentaram mudar um pouco isso, atraindo o prefeito de Caxias, o Zito, mas a manobra foi prejudicada por seu artificialismo, para não dizer falta de respeito. Para os tucanos, Zito é só um moreninho bom de voto. Tanto é assim que, apesar de ser presidente da legenda no estado, Zito não teve sequer voz na escolha de Gabeira como cabeça da chapa tucana que disputa o governo fluminense. Zito não apóia Gabeira, o que é uma situação ridícula. O tucano com mais votos no Rio não apóia o candidato dos... tucanos.
Voltando à pesquisa: em segundo lugar, ela mostra a força do PT. As provas pelas quais o partido tem passado, em função da guerra movida pela imprensa, ao que parece apenas serviram para tornar a militância petista mais combativa, mais consciente e mais unida. As bandeiras estreladas voltaram a tremular em passeatas e manifestações.
Chega a ser engraçado. Apesar de ser o partido do poder, o PT conseguiu manter um certo charme maldito, que tanto atrai a juventude. E para isso, com certeza, a imprensa ajudou muito. Ou seja, qual Mefistófeles, do Fausto, a mídia foi aquela que "fazendo o mal, emprenhou o bem". A guerra midiática não deixou os petistas descansarem, e com isso fortaleceu-os.
É uma ironia lindíssima, sensual, perigosa, que todos esses ataques vis e covardes, configurando uma verdadeira campanha orquestrada, de alguns órgãos midiáticos ao Partido dos Trabalhadores, não tenham tido outro resultado que estimular e exercitar a combatividade da militância petista. Quer dizer, muitos abandonaram a luta, mas os que permaneceram, e os que entraram, endureceram e aperfeiçoaram sua fé no partido.
A coisa é ainda mais interessante porque não se trata de uma guerra convencional onde vale a força bruta. É uma guerra ideológica, de inteligência, e a mídia tem usado seus melhores cérebros na luta contra o PT. Eu estou sempre fazendo graça contra o Jabor, o Merval, a Miriam, mas não nego que são pessoas extremamente astutas e talentosas. Não é moleza. A mídia obriga a militância a manter a cachola ativa. O petista tem que ler muito, informar-se em fontes diversas, estar sempre disposto a participar de complicadas discussões.
*
Esta superioridade partidária, verificada nas pesquisas, será uma grande vantagem para o PT nas eleições de outubro. Não vi nenhum analista mencionar esse fato.
*
Por falar em analista, a Folha entrevistou nesta segunda-feira um cientista político, um jovem de 33 anos que dá aula em Yale. A manchete da matéria é: "Lula atraiu pobres das metrópoles, diz analista". As partes mais interessantes do texto, contudo, são onde ele faz as seguintes afirmações:
E a oposição vai ter problemas. Ganhar uma eleição sem levar os pobres é muito difícil. (...) Acho pouco provável que o governo perca a eleição. (...) tem muito pouca chance de o governo perder.
Por que será que a matéria não teve destaque nos portais, não teve chamada na primeira página, e seus trechos mais calientes não mereceram menção no título nem nos destaques laterais? Mistério...
Leia www.oleododiabo.blogspot.com
fevereiro 19, 2010
Para ler Leonardo Boff
Uma disputa eleitoral séria, à altura da fase planetária da humanidade e da importância fundamental do Brasil dentro dela, não deveria estar voltada para o passado a ser continuado, mas, sim, para o futuro a ser construído coletivamente. Quem apresenta o melhor projeto de Brasil para o nosso povo e em sua relação para com a nascente sociedade mundial? Que contribuição essencial podemos dar face aos cenários dramáticos que se desenham no horizonte?
Ao reduzir a perspectiva de futuro ao desenho do melhor projeto de Brasil, o pensador deixa invísivel o percurso histórico do capitalismo, as ideologias que a sustentam e a ordem em que estão baseada os dispositivos que alimentam a servidão aos podres poderes. Essa é a parte pobre do discurso de Leonardo Boff. Ecologicamente correto, seu ideal de justiça passa a idéia de que ele está descolado da ideologia e da moral que sustentam a candidatura de sua preferência. Para quem lutou a favor do desmonte dos mecanismos de servidão e opressão vigentes nas relações entre a sociedade e o sistema de poder, sua visão revisionista está longe de ameaçar a capacidade de sobrevivência dos poderes do capital. É um discurso que certamente é uma evolução ideológica do pensador, rumo à remobilização das classes médias. É pouco.
O texto de Boff é para ser lido nas entrelinhas. Não pode ser deprezado in totum. Boa leitura!
PT: qual a grande transformação?
Leonardo Boff
Não sou membro do PT, mas um cidadão que se interessa pelos destinos do nosso Pais, nos últimos sete anos moldados pelo governo Lula.
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fevereiro 16, 2010
Época repete história conhecida no meio político

Nota do blog: A revista Época, das Organizações Globo, reproduz uma história conhecida no meio político. Se na primeira vez essa história tinha um caráter trágico - até então dizia-se que a esquerda comia criancinhas -, dessa vez a opinião pública está vacinada contra a farsa da família Roberto Marinho.A revista Época já está com medo
por Daniel Lopes – Até o momento, nenhuma estrela global manifestou qualquer sentimento mais forte em relação à pré-candidata Dilma Rousseff, mas a revista semanal das Organizações, sim.
-- Matéria de 14 de fevereiro de 2010 --
Dê uma lida na reportagem. O diabo, segundo ela, é que o Partido dos Trabalhadores, nem bem o ano começou, já aparece articulando “propostas esquerdistas” para um eventual governo Dilma. Imagine uma revista britânica mostrando surpresa diante do fato de propostas conservadoras estarem sendo fomentadas no seio do Partido Conservador, ainda mais a poucos dias do congresso nacional da agremiação. Ou imagine uma revista estadunidense indignada por propostas liberais estarem pululando em segmentos do Partido Democrata. Pois é.
Mas – ah sim! – eu já ia esquecendo. É que para a imprensa brasileira as ideologias morreram na década de 1990, então como diabos alguém pode se atrever a elaborar propostas de esquerda? O documento do PT, “A grande transformação”, informa a Época, propõe entre outras coisas uma “maior influência do Estado nos rumos da economia, com o fortalecimento de empresas e bancos estatais” – algo que o Carlos Alberto Sardenberg já disse que não funciona! Vasculhando os arquivos da revista, não consegui encontrar nenhuma crítica à reestatização de agências de crédito, resultado da última crise do sistema laissez-faire. Vai ver foi porque a reestatização das agências privatizadas na década de 1980 se deu nos EUA.
O único intelectual não petista que a Época consultou foi o sociólogo Francisco de Oliveira. Não é alguém muito conhecido por suas posições moderadas, mas serve. Não, ele garante, o PT não é de esquerda. Ideias como as contidas no documento “A grande tranformação” são meros “exercícios de intelectuais desocupados”. “O programa petista de esquerda é pura fantasia”. E, já que estamos por aqui mesmo neste ilustre veículo, “o Zé Dirceu é hoje um homem de negócios”.
Não faz sentido que durante o ano a imprensa conservadora recorra a Chico de Oliveira e outros esquerdistas da gema para acalmar o Mercado. Para isso, bastará ela comparar a situação econômica do país durante os governos FHC e Lula. Os intelectuais do PSoL serão úteis para mostrar aos leitores que PT e PSDB são a mesma coisa, que nenhum é mais de esquerda que outro – não tratam os movimentos sociais diferentemente, nem a saúde e educação públicas, nem os estados mais pobres, nem têm políticas de emprego ou sociais diferentes.
O importante não é mostrar coerência, é minar a candidata do Lula – por um lado, o partido do presidente não é substancialmente diferente do principal partido da oposição (diz Chico); por outro, mesmo os dois partidos sendo parecidos, um, com seus esqueletos esquerdistas no armário, tem mais potencial para causar sustos do que o outro, que não tem nada de ideológico, como mostra seu comportamento em relação ao movimento dos sem-terra e suas propostas para a política externa.
Assim, o PT assusta a Época em 2010 exatamente como assustou a Veja em 2002, em matéria da edição de 23 de outubro de 2002 (foto acima).
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Para ler o texto original, acesse Amálgama











