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novembro 23, 2010

Nota de desagravo, em defesa do tombamento do Encontro das Águas

PICICA: O arqueólogo Eduardo Góes Neves, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi alvo de argumentos reacionários (aqueles que querem neutralizar os efeitos de uma mudança: o povo não é mais passivo) de um articulista do jornal Amazonas em Tempo (reprodução abaixo), com a intenção de desqualificar o parecer que fundamentou o tombamento do Encontro das Águas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), postado anteriormente aqui neste blog. Ao tentar atingir o ilustre professor com a suspeita de trabalhar por encomenda, impossível não reconhecer neste gesto uma projeção mental do modo como opera o acusador. O movimento socioambiental SOS Encontro das Águas, que nasceu no interior da Universidade do Estado do Amazonas, quando tive a honra de ocupar o cargo de Pro-Reitor de Extensão (2007-2010), não tem dúvida sobre os interesses em jogo: de um lado os que fazem a defesa popular contra o capital predatório, e do outro os que operam a favor deste. Construir um terminal portuário nas imediações de um importante patrimônio natural, seja do ponto de vista paisagístico, geológico, cultural ou arqueológico (estão a viajar pelo mundo as fotografias de Valter Calheiros sobre os desenhos rupestres achados recentemente na região das Lajes, a mesma onde desovam os jaraquis, peixe da culinária popular), só poderia merecer o mais veemente repúdio da parte de quem defende a posição republicana-participativa, que entende que bem comum é produção de discurso entre cidadãos livres e iguais. Não são os representantes dos "bourgeois" privados que tem o costume de se orientar para o bem comum, mas os "citoyens", politicamente virtuosos, que tem os interesses subordinados à soberania popular. Certamente, estes dois campos são marcados por atos lutúrgicos diferentes. O movimento SOS Encontro das Águas, por amor à verdade, vem desconstruindo os argumentos falaciosos dos porta-vozes do privatismo ensimesmado que põe em risco nossa "ecologia social". Quero dar apenas meu testemunho sobre quem recusa o debate, na prática. A fotografia abaixo (no qual o articulista mencionado, observa as lamentações de outro defensor do capital predatório: "Você veio aqui só pra detonar nossa reunião?") foi feita após o momento em que este blogueiro "desmonta" um cenário onde se tentava praticar a domesticação de uma audiência pública, suspensa por liminar da Promotoria Pública Estadual. Logo após o comunicado da decisão judicial, a população da comunidade de São Francisco, na margem direita do rio Amazonas, município de Careiro da Várzea, fora submetida à condição de espectadores dos argumentos da empresa em prol da construção do terminal portuário. Perguntei se haveria direito ao contraditório. Diante do argumento de que só haveria espaço para "esclarecimentos" da empresa, convidei os comunitários a se retirarem, menos por infração contra a liminar mencionada, do que pelo modo ignóbil com que os presentes estavam sendo tratados. Todos se retiraram do local. O articulista, que acusa os intelectuais do movimento popular de aversão ao debate, mais uma vez incorre numa projeção mental de uma covardia moral que não nos diz respeito. Não fomos nós que usamos da manipulação midiática, mediante campanhas publicitárias de conteúdo duvidoso, tentando criar opinião pública sem debate. O movimento popular foi a todas as instâncias onde se processava o debate público, muitas vezes com nítidas desvantagens ao interagir com interlocutores que não tem respeito por uma concepção radical de cidadania, em que a pluralidade das comunidades éticas e associativas disputam espaço na comunidade política, no enfrentamento entre os discursos públicos institucionalizados e não institucionalizados. Desqualificar o relatório do professor Eduardo Góes Neves e insistir em falácias já desconstruídas, merece o mais veemente repúdio. E mais, é agredir um movimento social que há dois anos trabalha na construção da verdade que vem subtraindo da opinião pública os interesses que sustentam a agressão ao Encontro das Águas, patrimônio da humanidade. A luta continua. 

Foto: Marisa Lima
Da esq. para dir.:  psiquiatra Rogelio Casado, filósofo Alfredo Lopes e o economista Machado

Artigo Amazonas Em Tempo 19 11 2010
 
Tombamento sob encomenda
Alfredo MR Lopes (*)
Saudado por movimentos ambientalistas de bandeiras seletivas e por intelectuais que se recusam ao debate do interesse público envolvido, aparentemente pelo ganho promocional que a causa propicia, o tombamento da área que abriga o fenômeno do Encontro das Águas traz à tona, mais uma vez, velhas fórmulas messiânicas de salvação da Amazônia. As bravatas fazem sucesso desde os hits ecológicos da dupla indígena-country formada por Sting e Raoni nos anos 90, às vésperas da Conferência da ONU, a Rio-92. Manipulada para responsabilizar a região pelos gases do efeito-estufa, causadores do aquecimento global, a Conferência foi pródiga nessas fórmulas de altruísmo maroto, absoluto descaso às demandas das populações locais e desacato à sua habilidade para identificar e decidir uso e ocupação de seu território. Decididamente a Amazônia continua sendo um bom negócio eco-publicitário, mesmo para aqueles que fingem não compreender a viabilidade sustentável de seu aproveitamento racional.  
Decidido num evento seleto, sem direito a voto, e celebrado no cenário glamoroso da arquitetura neoclássica do império lusitano - a sede Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico Nacional, no  Rio de Janeiro - o tombamento do Encontro das Águas se baseou num parecer do arqueólogo Eduardo Góes Neves, conselheiro do Instituto, através de um texto, não menos elegante, mas eivado de contradições, equívocos e inverdades, como é freqüente e peculiar nessas fórmulas de proteção messiânica da Hiléia. Ali não esteve presente a representação do tecido social envolvido pela medida, que prioriza na prosa o biótico/paisagístico em detrimento do antrópico-social, numa inversão inaceitável da escala de valores e prioridades do dogma darwinista. Neves, entre outros tropeços, atribui aos índios da região – e não aos heróis e mártires nordestinos – a força de trabalho que viabilizou o Ciclo  da Borracha e responsabiliza a “...a construção do Porto das Lajes pelos impactos arqueológicos” já detectados na área. Além da deselegância histórica, é a primeira vez que um projeto, em fase de licenciamento, retido há dois anos pela estratégia de protelação de interesses inconfessos, causa estrago arqueológico na condição de croqui.
Ora, diferentemente de todas as formas de ocupação antrópica da área em questão, o projeto do Terminal Portuário das Lajes – contra o qual se encomendou a liturgia publicitária do tombamento – é, segundo a Vara Ambiental e o Órgão Ambiental local (desculpem a ambigüidade dos significados) - o único que cumpriu a legislação dos estudos e relatórios de impacto ambiental, dedicou 70% de sua área para abrigar um parque botânico, com fins de reposição florestal  e educação ambiental, envolveu a comunidade na definição de demandas, formas de atendimento e oferta de oportunidades do empreendimento. A obra ficará à jusante da Tomada d’Água, portanto, sem risco de contaminar o aqüífero, e distante 2,4 quilômetros da APA, Área de Proteção Ambiental, o epicentro do fenômeno, já tombado pela autoridade estadual. Só nos resta cuidá-lo. Ou seja, a proposta é rigorosamente sustentável, paradigmática e adequada à preservação do fenômeno, como todos nós,  os nativos, queremos. Como bom arqueólogo, o professor Neves tratou de destruir para depois estudar. No caso, ele destruiu a objetividade dos fatos para legislar sobre uma realidade que, tudo indica, parece desconhecer.
   (*) Alfredo é filósofo e consultor ambiental.

novembro 10, 2010

Pelo Tombamento e Criação da Unidade de Conservação do Encontro das Águas

PICICA: "Foi um grande erro estratégico o IPHAN-AM não ouvir o movimento SOS Encontro das Águas, a sociedade científica e comunitários da região para estabelecer a delimitação do tombamento do Encontro das Águas".
 Parecer sobre a delimitação do IPHAN para o Tombamento do Encontro das Águas

Elisa Wandelli
Bióloga – SOS Encontro das Águas

Contextualização do Parecer
Em reunião do movimento SOS Encontro das Águas realizada no dia 22/10 decidiu-se por apoiar o tombamento proposto pelo IPHAN, por ser a única alternativa ao não tombamento nos concedida, pois a Notificação publicada no Diário Oficial em 11/09/2010 permitiu somente a faculdade de anuir ou impugnar a iniciativa do tombamento. Portanto, o presente parecer sobre a delimitação irrisória do Tombamento do Encontro das Águas proposta pelo IPHAN-AM objetiva tão somente demonstrar o quanto foi importante que pelo menos o polígono proposto pelo Instituto (Figura 1) tenha sido tombado como Patrimônio Cultural e Natural.


Foi um grande erro estratégico o IPHAN-AM não ouvir o movimento SOS Encontro das Águas, a sociedade científica e comunitários da região para estabelecer a delimitação do tombamento do Encontro das Águas. Enquanto ambientalistas, cientistas e comunitários não foram ouvidos pelo IPHAN-AM, apesar dar inúmeras solicitações do movimento SOS Encontro das Águas, os defensores da construção do terminal portuário Porto das Lajes no Encontro das Águas foram os únicos convidados a constituir a comitiva oficial do IPHAN que sobrevoou de helicóptero a região e tiveram acesso antecipado do polígono de tombamento, segundo pronunciamento do representante da Lajes Logística no Jornal A Crítica em 05/11/2010. 

No entanto, todos os membros do Encontro das Águas reconhecem a importância do tombamento do Encontro das Águas para o qual tanto trabalharam e contaram com a ética e o espírito de defesa do bem comum de diversos homens públicos, pesquisadores, escritores e artistas e instituições como, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, CPRM e IPHAN Nacional.

Este parecer objetiva também subsidiar as instituições competentes e a sociedade para a necessidade de ampliação, em relação a área que foi tombada pelo IPHAN em 04/11/2010, da área a ser protegida pela Unidade de Conservação do Encontro das Águas (Figura 2 e 3), a ser criada pelo Instituto Chico Mendes. A criação de uma Unidade de Conservação será fundamental para a efetivação do Tombamento do Encontro das Águas, pois, uma Reserva Federal possui instrumentos gerenciais, jurídicos e financeiros que por meio do plano de manejo permitirá o planejamento participativo, o zoneamento, a educação ambiental, a recuperação ambiental, a criação de alternativas econômicas, a pesquisa, o monitoramento e a fiscalização.

O que o Tombamento do IPHAN excluiu do Encontro das Águas
Delimitar o Encontro das Águas, realmente e uma ação complexa e demanda diferentes ciências como a hidrologia, a ecologia, a antropologia, a limnologia, assim como os saberes locais sobre este fenômeno. O significado ecológico e paisagístico do fenômeno foi subestimado pelo IPHAN-AM,  já que estabeleceu um polígono da área a ser tombada que contempla apenas  5%  da amplitude geográfica do Encontro das Águas. O polígono de tombamento excluiu fisionomias vegetais, lagos essenciais para a avifauna e a reprodução de peixes, importantes sítios arqueológicos, históricos e geológicos, comunidades tradicionais, reservas já existentes como a da Soka Gakai, a do Exercito e a de Iranduba, além de  ilhas, lagos, paranás e margens de terras-firmes, que obviamente fazem parte do complexo. 

Ilha do Careiro
A ilha do Careiro com seus inúmeros lagos berçários de aves e espécies aquáticas do Encontro das Águas e que constitui uma ilha fluvial, e não a margem direita do rio Amazonas como o tombamento do IPHAN-AM definiu, deveria ter sido contemplada em sua totalidade pelo polígono do Tombamento. Inexplicavelmente o polígono de tombamento do Encontro das Águas abrigou somente uma faixa de 200 m de margem do extremo oeste da ilha do Careiro e excluiu todos seus lagos que possuem estreito sinergismo com o canal principal do rio e constituem território das populações tradicionais que ali vivem.  

Ilha Xiborena
A ilha de Xiborena, por onde no período de cota máxima do rio o Encontro das Águas se inicia em sua porção oeste, na altura do furo do Piracacuia e da Ilha do Marapatá, também só teve seu extremo oriental contemplado no polígono. A ilha Xiborena situada no interflúvio dos rios Negro e Solimões, com suas dezenas de lagos, como o Catalão, abriga tradicional comunidade de pescadores e constitui importante refúgio e área de reprodução para a vida aquática do Encontro das Águas e de toda a bacia hidrológica. A ilha Marchetaria, situada ao lado da ilha Xiborena também deveria ser incluída por ter abrigado a maior parte dos estudos limnológicos do INPA na região do Encontro das Águas.

Ilha de Marapatá
A simbólica ilha Marapatá com suas ruínas, que representava para os navegantes a chegada a Manaus também foi excluída do Tombamento. O escritor Euclides da Cunha, no seu livro Terra Sem História e Mário de Andrade, ao escrever Macunaíma, referem-se à ilha Marapatá. O compositor Armando de Paula e o poeta Anibal Beça na música Marapatá cantam: “É Marapatá, porta de Manaus”. De fronte a ilha do Marapatá inicia-se o Encontro das Águas no auge da estação cheia, quando as águas do Solimões entram no leito do rio Negro pelo ístimo da parte oeste da Ilha Xiborena (Figura 4). 
 
Margens e  terra firme
O tombamento proposto pelo IPHAN-AM não considerou sequer o limite de 500 m de mata ciliar que a Lei Federal estabelece como Área de Preservação Permanente para rios com a magnitude do Amazonas, e somente entre o canal de entrada do Lago do Aleixo e as Lajes areníticas, em uma extensão de 500 m, foi contemplado 200 m de margem de terra firme. No entanto, o IPHAN não esclareceu se considerará como margem na delimitação do tombamento os 200 m a partir da cota da estação cheia ou da chuvosa, e obviamente a Legislação determina que seja a partir da cota máxima do rio. Contudo, no edital de notificação de tombamento do IPHAN foi usada a imagem satélite Google Earth de 1/9/2010, representando o extremo da estação seca, e, portanto conclui-se que a cota mínima do rio foi utilizada para estabelecer os 200 m de margens, o que significa que possivelmente somente as áreas de praia serão contempladas pelo polígono. Na região do Sítio Geológico das Lajes em fonte a Reserva da Soka Gakai o afloramento arenítico das Lages na vazante se estende a mais de 350m dentro do rio Amazonas, o que indica que 40% deste raro fenômeno não serão contemplados pelo tombamento. 

Encontro das Águas termina no paraná da Eva
O Encontro das águas, como se observa nitidamente nas imagens satélites (Figura 5), pode se prolongar sem homogeneizar suas águas até a jusante da foz do Rio Preto da Eva, no Paraná da Eva, a 100 km da foz do rio Negro e não somente até a desembocadura do lago do Aleixo, distante 5 km da foz. Sequer uma arvore adulta de Sumaumeira (Ceiba pentandra), gigante majestosa e típica das várzeas do Encontro das Águas foi contemplada no tombamento. 

Sítio Geológico Ponta das Lajes
O sítio geológico Ponta das Lajes, formado por uma falésia de 90 m de altura, de onde se contempla o Encontro das Águas e por um afloramento arenítico, já tombado como Patrimônio Geológico por sua excepcionalidade na bacia sedimentar amazônica, só foi contemplado a parte inundável das lajes que aflora na estação seca. O Sitio Geológico Ponta das Lajes recebeu o status de Patrimônio Geológico graças ao trabalho dos Professores da UFAM Elena Franzinelli e Hamilton Igreja que registraram a raridade geológica, morfológica, paleológica da falésia e da laje arenítica de aproximadamente de nove ha que aflora na vazante no rio Amazonas sobre as águas do rio Negro. O sítio geológico Ponta das Lages, além de sua importância geomorfológica, pedológica, geológica e cênica, registra importantes arquivos fósseis e arqueológicos como pinturas rupestres, registros líticos e terras preta de índio com suas cerâmicas e urnas funerárias.

Sítios arqueológicos
A densa população de habitantes pré-colombianos que a grandiosidade biológica do Encontro das Águas abrigou propiciou o legado de grande quantidade de sítios arqueológicos constituídos principalmente de ricos utensílios e urnas funerárias  de cerâmicas encontrados nas terras preta de índio, fértil solo de origem antrópica. O polígono de tombamento do IPHAN-AM não incluiu nenhum dos ricos e diversos sítios arqueológicos encontrados sobre terra preta de índio ao longo de toda margem esquerda do Encontro das Águas. Na margem esquerda do rio Negro, na altura da ilha do Marapatá encontra-se um importante sítio arqueológico representante da população indígena existente na chegada dos europeus, caracterizado pelo pesquisador alemão Peter P. Hilbert nos anos 1950 como da fase ceramista Paredão ligadas à Tradição Borda Incisa. Este sítio arqueológico com também o que descreveu a subtradição denominada “Guarita, ligada à Tradição Policrômica da Amazônia”, situado na região do Aeroporto Ponta Pelada e na Refinaria também não foram contemplados no tombamento para que fosse estimulado um processo de resgate, ao menos parcial, e uma recuperação paisagística desta região, atualmente bastante degradada.
 
Em novembro de 2010, durante a vazante estrema, membros do movimento SOS Encontro das Águas mudaram o conhecimento etnoarqueológico sobre os povos do Encontro das Águas, ao registrarem em um levantamento arqueológico na Ponta das Lajes a existência de um importante sítio arqueológico não cerâmico, nunca antes registrado e bastante raro para a região. O sítio arqueológico é constituído de gravuras rupestres e centenas de polidores redondos e ovais, que afloraram na superfície e em abrigos da laje arenítica e que nunca haviam sido registrados possivelmente devido a estarem sempre submersos em outras vazantes e devido a pesquisa arqueológica da região ser centrada mais em sítios cerâmicos do que em inscrições na pedras, que são raras nesta região da bacia sedimentar amazônica. As gravuras rupestres, símbolo da comunicação social de povos que residiam e visitavam o Encontro das Águas consistem de espirais, formas serpentiformes e principalmente cabeças humanas. Este novo sítio arqueológico encontrado nas Lajes na forma de gravuras rupestres, conjuntamente com a raridade paisagística, geológica e paleontológica do Sitio Geológico Ponta das Lages, aumentou ainda mais a necessidade de sua criteriosa conservação. Infelizmente este sítio arqueológico que já é submetido às intempéries hidrológicas porque é anualmente inundado e seus principais painéis passaram décadas submersos, recebem também a ação corrosiva dos resíduos industriais lançados no Encontro das Águas pelo Distrito Industrial da SUFRAMA e pela ação predatória de exploradores do Arenito Manaus das Lages para obtenção do minério para construção civil. Até a década de 80 exploradores de rochas  dinamitaram grande parte das bordas e da superfície das Lajes, o que deve ter causado a perda de muitos vestígios arqueológicos deste sítio.

As inscrições rupestres foram encontradas por membros do movimento SOS Encontro das Águas durante uma tormenta que caiu no dia 06/10/2010 após a piracaia de comemoração do tombamento do Encontro das Águas que ocorreu na RPPN da Soka Gakai e contou com a presença do poeta Thiago de Mello, comunitários da Colônia Antonio Aleixo e demais defensores do Encontro das Águas.

Sítios históricos
O Farol da Pedra do Jacaré (1905) e o Farolete Moronas (1910), situados no Encontro das Águas e representantes maiores da sinalização náutica fluvial do Brasil também foram excluídos do polígono de tombamento. Também não foi incluída no polígono de tombamento a antiga Vila da Colônia Antônio Aleixo com seus pavilhões, casarões e hospitais que constituíram o antigo hospital de hansenianos e que representa importante parte da história da saúde pública brasileira e cuja comunidade foi o baluarte da luta pelo tombamento do Encontro das Águas. Os históricos casarões da década de 40, que em sua maioria foram demolidos em 2009 pelo Governo do Estado do Amazonas, tinham como uma de suas preciosidades arquitetônicas lajotas com desenhos em mosaico do Encontro das Águas.

Reservas já existentes
Não foram incluídos também as Unidades de Conservação já regulamentadas e que poderiam com facilidade fortalecer o tombamento do Encontro das Águas, como a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) da Soka Gakai, Nossa Senhora das Lajes, criada pelo Decreto Presidencial de 1995, a APA Encontro das Águas do município de Iranduba, criada pela Lei Municipal nº041/2000, e a Reserva do Exército situada entre o rio Puraquequara e Rio Preto da Eva que juntamente com comunidades tradicionais, como a Jatuarana preservam grande refúgio florestal ao leste de Manaus. A RPPN Nossa Senhora das Lajes situada ao lado da recém construída Adutora de Água é um exemplo de recuperação ambiental e paisagística a ser seguido para toda a região do Encontro das Águas. A adutora de água construída pelo governo do Estado em 2010 infelizmente destruiu um importante sítio geológico e degradou severamente a paisagem do Encontro das Águas devido sua arquitetura impactante e nada mimética.

Comunidades tradicionais
Diversas comunidades tradicionais com seus conhecimentos e usos sustentáveis dos recursos pesqueiros e sistemas agroflorestais adaptados aos ciclos dos rios foram desconsideradas no polígono do Tombamento.

Porto das Lajes
Na Amazônia, as hidrovias são preferencialmente prioritárias em relação às Rodovias, devido seu menor impacto na cobertura vegetal. Terminais Portuários que permitam a rápida circulação de mercadorias e que suportam navios de grande calado são fundamentais para privilegiar o transporte hidroviário. No entanto, o local escolhido para a instalação do Porto das Lajes irá causar perdas socioambientais irreversíveis e o plano de mitigação e compensação ambiental apresentado pela Lajes Logística é inconsistente e omisso. Portanto, este, ou qualquer outro empreendimento deverá ser construído em local já degradado, distante do Encontro das Águas, distante dos lagos de desova e de pesca e em local de menor importância paisagística, social, cultural, turística e ecológica. Na imagem satélite Google Earth de 1/9/2010 utilizada pelo IPHAN para traçar o polígono do Tombamento do Encontro das Águas a cota do rio está baixa e há orla de praia é de pelo menos 200m. Portanto o polígono proposto pelo IPHAN não contempla margens de terra firme, assim como também não contempla a área de propriedade da Lajes Logística onde se pleiteia construir o Porto das Lajes. A única área do empreendimento que foi contemplada pelo polígono de tombamento do IPHAN é a área alegável pertencente a União e situada no extremo sudeste do local previsto para a construção do Porto das Lajes (Figura 6).

novembro 08, 2010

Luis Fernando de Almeida, presidente do IPHAN, é contra a construção de terminal portuário no Encontro das Águas

PICICA: O que o presidente do IPHAN, Luís Fernando de Almeida, disse ao poeta Thiago de Melo ("Nenhum terminal portuário será construído nas imediações do Encontro das Águas"), ele já esboçara o que pensava a respeito quando concedeu entrevista para o Diário do Amazonas, em abril deste ano. Data daí a saia justa com o titular do IPHAN local, que teria facilitado a participação da empresa que pretende construir o terminal portuário no reconhecimento aéreo feito naquela ocasião. É impagável o desconsolo de um dos apoiadores dessa malfadada iniciativa. Ele está sentado ao fundo, ouvindo, perplexo, o pronunciamento de Luís Fernando. A companheira Elisa Wandelli, bióloga estava presente e confirma.  Confira.
JornalDEZMinutos | 13 de abril de 2010
O presidente do Instituto do Patrimônio Hisorico e Artístico Nacional (IPHAN) , Luís Fernando de Almeida, veio a Manaus e deu sua opinião sobre o tombamento do Encontro das Águas, que passou a ser considerado um monumento natural.

outubro 28, 2010

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avaliará tombamento do Encontro das Águas

PICICA: É reconfortante para o leitor ver uma página de jornal ocupada por um tema de interesse tão relevante como o tombamento do Encontro das Águas do rio Negro com o rio Solimões, que formam, em território brasileiro, o majestoso rio Amazonas. Finalmente está chegando a termo uma fase da luta pela conservação desse belo patrimônio, prenhe de significado histórico, cultural, social e paisagístico para os amazonenses. Quantos dias de angústia para o movimento SOS Encontro das Águas, quando os jornais suspenderam matérias alusivas à construção de um porto nas imediações de um dos nossos mais importantes patrimônios naturais, deixando-se infestar por propagandas enganosas da empresa responsável pela construção do terminal portuário, que pretendia atender as demandas do Polo Industrial de Manaus, desprezando outros locais mais adequados para tal empreendimento. Costuma-se dizer nessas hora: "vão cantar em outro lugar". Mas não desejamos que essa mal recaía sobre qualquer outra comunidade que não tenha a mesma garra da sociedade civil organizada do bairro Colônia Antônio Aleixo. Uma vitória da persistência. Cresce a expectativa de que o lago do Aleixo venha a ser salvo da incúria administrativa que até hoje permite seu assoreamento, como também o despejo criminoso em suas águas de poluentes da fábrica Sovel (celulose). Basta uma decisão política para garantir que esse patrimônio paisagístico e turístico seja também conservado, para o bem da cidade, que vem sendo castigada com projetos que promovem conflitos socioambientais e comprometimento de patrimônios sagrados para os amazonenses. Ainda há tempo de salvar a cidade. A luta continua. Parabéns ao jornalismo de A Crítica, que soube se por em defesa da nossa história e da nossa cultura. 

 

Encontro das Águas no Amazonas será avaliado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

O fenômeno natural poderá ser o mais novo bem protegido pelo Iphan no norte do país em função de sua singularidade e excepcionalidade

Brasília, 27 de Outubro de 2010

Iphan

Encontro das Águas entre os rios Negro e Solimões deve integrar o rol dos bens protegidos pelo Iphan
Encontro das Águas entre os rios Negro e Solimões deve integrar o rol dos bens protegidos pelo Iphan (AC)

Os mais de 10 quilômetros em que é possível observar as águas escuras e transparentes do Rio Negro correndo ao lado das águas turvas e barrentas do Rio Solimões, no Amazonas, podem se tornar o mais novo bem protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan no norte do país. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido nos próximos dias 4 e 5 de novembro, no Rio de Janeiro para avaliar a proposta de tombamento do Encontro das Águas como bem cultural brasileiro, considerando seu alto valor paisagístico.
De acordo com o parecer do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização – Depam/Iphan, o fenômeno de encontros das águas é relativamente comum na bacia amazônica. Acontece sempre que um chamado rio branco encontra com um de águas escuras, como no caso do encontro entre o Tapajós e o Amazonas em Santarém, no Pará. Entretanto, em Manaus, no Amazonas, o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões é coberto de excepcionalidades e singularidades.
Um dos principais destaques são o volume e a vazão das águas dos dois rios no momento do encontro. A força e grandeza são tão expressivos que, certamente, trata-se do maior encontro das águas do mundo, pois são mais de 10 quilômetros de distância entre o ponto onde as águas se encontram até a diluição total entre as duas. Os primeiros três quilômetros são marcados por uma linha quase rígida onde, à margem direita estão as águas claras e barrentas do Solimões e à esquerda, as escuras e transparentes do Rio Negro.
Outra singularidade do fenômeno é que ele ocorre a poucos quilômetros da cidade de Manaus, a maior concentração populacional da região, com uma população que ultrapassa 1,7 milhões de pessoas.
Levando-se em conta cidades vizinhas, o aglomerado humano ultrapassa 2 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Manaus possui cerca de 60% da população do estado do Amazonas. Por isso, o Encontro das Águas de Manaus se reveste de valores simbólicos e afetivos para população amazonense. É também, um dos principais cartões postais do Estado do Amazonas e da cidade de Manaus, constituindo um de seus mais importantes atributos turísticos.
A proposta de tombamento do Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões
Além da excepcionalidade do Encontro das Águas no rio Amazonas, o Depam reforça no parecer favorável ao tombamento que a área deve integrar o rol dos bens protegidos pelo Iphan e também de bem em risco, considerando que alguns dos recentes projetos de intervenção na área a ser protegida não respeitam os valores culturais e paisagísticos deste que é um fenômeno natural revestido de singularidades.
Como se trata de um fenômeno formado essencialmente por obra da natureza, o parecer destacada a oportunidade e atualidade de um dos mais belos e importantes parágrafos do Decreto Lei 25/37, que apesar dos mais de 70 anos de publicação, está ainda bastante atual, visto que expressa textualmente que “são também sujeitos a tombamento os monumentos naturais, bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana”.
A proposta do Iphan é que tombamento do Encontro das Águas seja delimitado por poligonal que proteja tanto a superfície líquida da área principal de ocorrência como uma pequena porção da Ilha do Xiborema (a última ocorrência natural antes da junção dos rios Negro e Solimões), uma faixa de 200 metros das margens direita e esquerda, além de lagoa próxima à Colônia de Aleixo e primeira ilha fluvial da margem direita do Amazonas, considerando serem o conjunto de elementos da paisagem que compõem e conformam o Encontro das Águas de Manaus.
Dentro dos limites do perímetro de tombamento, não deverá ser permitida nenhuma nova construção e nem instalação que avance o leito aparente do rio.
Já em relação ao aspectos paisagísticos e a necessidade de resguardar uma faixa contígua ao perímetro de tombamento de interferências nocivas à apreensão do fenômeno, o Depam sugeriu como área de entorno uma faixa de mil metros a partir do perímetro de tombamento. Nesta faixa, toda nova intervenção que possa interferir nos valores arqueológicos, etnográficos e paisagísticos do bem deverão passar pela avaliação prévia do Iphan.

A bacia Amazônica
O Rio Amazonas é o maior do mundo, tanto em volume de água quanto em comprimento. Desde sua nascente, no Peru, até a foz, que no Oceano Atlântico, o Amazonas percorre 6,9 quilômetros. Sua bacia hidrográfica também é a maior do mundo e o sua vazão é de aproximadamente 209 mil metros cúbicos por segundo, o que representa 1/5 de toda a água fluvial da Terra. Até os estudos realizados em 2007, afirmava-se que as nascentes do Rio Amazonas estava na cabeceira do Rio Marañon. Entretanto, a pesquisa revelou que na verdade o rio nasce a partir da laguna McIntyre, ao sul do Peru, e recebe diversos nomes ao longo do percurso. Entra no Brasil com o nome de Solimões e, a partir do encontro com as negras e transparentes do Rio Negro, recebe o nome de Amazonas.

O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do Amazonas e o segundo em volume de água. Nasce na bacia do Orinoco, na Colômbia, e percorre cerca de 1,7 mil quilômetros. Caracteriza-se pelas águas negras, decorrentes da existência de matéria orgânica vegetal em decomposição.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
A reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural será nos próximos dias 4 e 5 novembro, no Salão Portinari, que fica no Palácio Gustavo Capanema, sede do Iphan no Rio de Janeiro. O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.
Além do tombamento do Encontro das Águas, fazem parte da pauta da reunião do Conselho Consultivo a proposta de registro como Patrimônio Cultural do Brasil o Ritual dos sistemas agrícolas do Alto Rio Negro e do Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe no Mato Grosso. Os conselheiros avaliarão também a possibilidade de tombamento para o sítio histórico de São Félix, na Bahia, da paisagem natural de Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, e do Monumento aos Mortos, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: A Crítica

outubro 21, 2010

O movimento socioambiental SOS Encontro das Águas está de olho no tombamento "fake" do IPHAN

PICICA: Aviso aos navegantes - O movimento socioambiental SOS Encontro da Águas tem expertise para identificar falhas graves no projeto de tombamento do Encontro das Águas (rio Negro e rio Solimões). Segundo o SOS, o que está sendo proposto pelo IPHAN é insuficiente. O movimento recomenda que se forme uma junta de reconhecidos e renomados cientistas para demonstrar porque a demarcação proposta deixa a região vulnerável ao ataque de eventuais especulações com a expansão da região metropolitana, o que poderá acarretar no futuro danos sociais e ambientais irreparáveis, como o comprometimento da fauna ictiológica que serve de alimento à população ribeirinha. Ademais, o fenômeno do encontro das águas se estende por uma extensão que vai além do que pode nosso olhar, ou seja, ele é muito mais do que um olhar contemplativo.
Tombamento IPHAN x Tombamento SOS Encontro das Águas
Polígono do tombamento com nomes geográficos completos

abril 15, 2010

O Iphan e a maldição de Ajuricaba

 Acervo SOS Encontro das Águas
Movimento SOS Encontro das Águas

No jornal A Crítica de ontem foi publicado matéria de página inteira sobre a visita do Presidente do Iphan ao Encontro das Águas. Estranhamente, Luiz Fernando de Almeida se fazia acompanhar por um defensor intransigente da construção do terminal portuário das Lajes, incapaz de dialogar com outros saberes que constestam a iniciativa que tem a frente uma subsidiária da VALE (leia postagem neste blog).

A matéria cita que o Iphan vai pedir prorrogação do prazo para o tombamento do Encontro das Águas.

Mais estranho ainda é o fato de que em entrevista do Diretor do Departamento do Patrimônio e Fiscalização do Iphan de Brasília, Dalmo Vieira Filho, à Critica, em 10/02/2010, antes da decisão da Justiça Federal estabelecendo prazo de seis meses para conclusão da avaliação do tombamento, declarou que “o estudo deve ser finalizado em maio e encaminhado ao Conselho Consultivo do Ministério da Cultura” (artigo abaixo).

É dele também a frase “Desenvolvimento não se faz a qualquer preço” - Dalmo Vieira Filho, Diretor do Departamento do Patrimônio e Fiscalização do IPHAN de Brasília. Seria bom se a teoria fosse aliada à prática.

Como o movimento SOS Encontro das Águas não foi consultado - o que confirma a unilateralidade de entidades públicas que deveriam se comportar de maneira transparente em questões de interesse coletivo -, fica aqui o nosso repúdio e um pedido de esclarecimento: "Por que as regras de avaliação do tombamento foram modificadas sem consulta ao movimento SOS Encontro das Águas e em franco desrespeito à decisão tomada pelo Ministério Público Federal?". Quem se arroga o direito de agir unilateralmente, pode até gozar dos benefícios concedidos pelas brechas da lei - não lhes resta outa opção do que recorrer da decisão do MPF -, mas, estejam certos, não escaparão da maldição de Ajuricaba.

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Centro Histórico de Manaus pode passar por tombamento

A Crítica - AM - Manaus/AM - CIDADES - 10/02/2010 - 08:03:16

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA


A superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai propor o tombamento nacional do Centro Histórico de Manaus. Até o final deste mês, o estudo apresentado pelo Iphan será analisado por uma comissão de historiadores e pesquisadores. O passo seguinte é encaminhar o documento com a proposta ao Conselho Estadual de Cultura e Patrimônio. Caberá a este formular o pedido de tombamento. As informações foram dadas ontem, pelo superintendente do Iphan, Juliano Valente. O estudo está sendo analisado pelos historiadores Luiz Balkar e Otoni Mesquita; pelo arquiteto Bosco Chamma; pelo advogado e cientista social, Pontes Filho; pelo secretário estadual de cultura, Robério Braga, e pela diretora de operações da Manaus Cult, Grace Benayon.

O tombamento do Centro da cidade daria a Manaus o status de cidade histórica do País. No Brasil, 100 cidades são consideradas históricas pelo Governo Federal. Conforme Juliano Valente, o tombamento do Centro Histórico de Manaus, caso seja aprovado, vai regular o
ordenamento urbanístico da cidade de uma forma mais rigorosa. É que uma parte do Centro de Manaus já é tombada pela Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman). "Um bem tombado pela União pressupõe outro tipo de rigor, que é mais impessoal, disse
Valente.

O resultado prático de um tombamento seria a criação de regulação da área para que obrasnão comprometam a preservação dos imóveis. Valente salientou, contudo, que tombamento não implica "congelamento"; nem transformação do Centro em uma área "proibitiva".

Segundo o diretor do Departamento do Patrimônio e Fiscalização do Iphan, Dalmo Vieira Filho, o processo de tombamento de Manaus como cidade histórico deve durar até dois anos.

Atualmente, o Iphan realiza estudos técnicos para propor o tombamento cultural e natural do fenômeno Encontro das Águas. O estudo deve ser finalizado em maio e encaminhado ao Conselho Consultivo do Ministério da Cultura.

O Amazonas possui cinco bens tombados pelo Iphan: Teatro Amazonas, Reservatório do Mocó, Mercado Adolpho Lisboa, Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus e Parque Nacional do Jaú.

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Leia mais sobre a luta do movimento SOS Encontro das Águas contra a construção do terminal portuário das Lajes:

http://www.ncpam.com/2010/04/vergonha-para-cultura-nacional.html
http://rogeliocasado.blogspot.com/2010/04/ate-tu-luiz-fernando.html

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100414/not_imp537987,0.php

http://www.ohoje.com.br/cidades/14-04-2010-encontro-das-aguas-pode-virar-monumento/

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=20&id=283745

abril 14, 2010

Até tu, Luiz Fernando!?

 Audiência Pública sobre o Terminal Portuário das Lajes
 Rogelio Casado - Pro-Reitor de Extensão da UEA (colete)
 José Alberto Machado - economista (boné)
Acervo SOS Encontro das Águas - Comunidade S. Francisco-Amazonas, 2009
 Rogelio Casado: O terminal pode comprometer os jaraquis (peixe popular, saborosíssimo) que desova nas Lajes.
José Alberto Machado: Quem disse que os jaraquis desovam nas Lajes?
Rogelio Casado: O Ênio Candotti (diretor do MUSA, que montou um aquário reproduzindo
a vida aquática do Encontro das Águas no congresso da SBPC, em Manaus) e os pescadores...
José Alberto Machado: Ora, o Ênio é físico!...

(Pelo princípio de exclusão, segundo a lógica machadiana, o economista José Alberto Machado
está fora da discussão da construção do terminal portuário das Lajes)
 
Diário do Amazonas - 14.04.2010 
Nota do movimento SOS Encontro das Águas

Estranho posicionamento do IPHAN


Foi publicado na coluna Sim e Não de ontem, do jornal A Crítica, que o Presidente Nacional do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, estaria em Manaus e daria uma coletiva para a imprensa, às 8 h da manhã, no Aeroclube. O movimento SOS Encontro das Águas passou por lá para conhecer as boas novas do IPHAN Nacional quanto ao tombamento do Encontro das Águas e quanto ao cumprimento das decisões da Justiça Federal (Processo Nº 2010.32.00.001541-4).

A coletiva com o Presidente Nacional, o Superindente Regional e o Diretor do Departamento do Patrimônio e Fiscalização do IPHAN de Brasília, Dalmo Vieira Filho, foi concedida logo após o sobrevôo dos membros do IPHAN na região do Encontro das Águas. No entanto, ficamos surpreendidos. A única pessoa que a equipe do IPHAN convidou para sobrevoar de helicóptero (r$ 6.500,00) o Encontro das Águas foi o grande defensor do terminal portuário Porto das Lajes Sr. José Alberto Machado.


Para quem não sabe o economista José Alberto Machado esteve presente em todas as audiências públicas realizadas pelo IPAAM (nas legais e ilegais). Vestindo literalmente a camiseta do Porto das Lajes, sempre fez apologias ao terminal, atuando como uma espécie de "coordenador de convencimento dos populares". O Sr. Alberto Machado esteve presente em vários outros debates públicos, e matérias em rádio e televisão, defendendo a construção do porto das Lajes no canal de entrada do lago do Aleixo.

Durante a entrevista no aeroclube de Manaus, o Superintendente foi questionado pela correspondente da Folha de S. Paulo, Katia Brasil, quanto à coerência da participação do Sr. José Alberto Machado no vôo de reconhecimento no Encontro das Águas e da coletiva, já que era de conhecimento publico seu posicionamento favorável a construção do terminal portuário Porto das Lajes. O Presidente Nacional do IPHAN declarou que convidou o Sr. Alberto Machado para o vôo de reconhecimento do Encontro das Águas “porque quer ouvir todas as partes”.

Achamos muito estranho o fato do IPHAN ter convidado o Sr. Machado, que é economista. Afinal, nenhum cientista de ciências naturais, nenhum pescador, nenhum morador ribeirinho e nenhum membro do SOS Encontro das Águas, verdadeiros conhecedores do Encontro das Águas, foi convidado para se manifestar e nem para o sobrevôo. Ao contrário, o superintendente regional do IPHAN, Juliano Valente recebeu e aceitou quatro convites dos comunitários da Colônia Antônio Aleixo para conhecer a região, mas não compareceu em nenhuma das vezes.

O Presidente Nacional do IPHAN Luiz Fernando de Almeida durante a entrevista comunicou enfático que em sua opinião o Porto das Lajes não deve ser construído naquela região devido aos impactos paisagísticos, ambientais e sociais e que o Encontro das Águas será tombado. O movimento SOS Encontro das Águas maniifesta preocupação com a interferência da Lajes Logística, fazendo lobby no IPHAN em Brasília e em Manaus - a tal ponto de ter seu maior defensor no sobrevôo oficial do Encontro das Águas e na coletiva à imprensa. Este lamentável episódio revela que a transparência da delimitação da área a ser tombada, a imparcialidade e a qualidade da avaliação poderão ser comprometidas se não houver a intenção de ouvir o outro lado da história.

Vamos lá, Luiz Fernando, a cultura nacional só tem a ganhar com a presevação do Encontro das Águas, o que deveríamos ter feito há 40 anos. Pior será ter que recuperá-lo no futuro. Não haverá Prosamim que dê jeito!

Leia a crítica feita pelo Núcleo de Cultura Política do Amazonas em :http://www.ncpam.com/2010/04/vergonha-para-cultura-nacional.html
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abril 11, 2010

Mais uma vitória do movimento SOS Encontro das Águas

O encontro do Negro com o Solimões
é um dos principais cartões postais da
região, por sua beleza e peculiaridade
Nota do blog: Bem ao lado da adutora de captação de águas, defronte de um igapó que nasce na boca do lago do Aleixo, tendo como paisagem um dos maiores patrimônios da Amazônia - o Encontro das Águas (lugar nasce o rio Amazonas), uma subsidiária da VALE pretende construir um terminal portuário, valendo-se da esperteza e falta de amor para com a história de Manaus de amazonenses comprometidos até o tucupi com o capital predatório. A comunidade altiva do bairro Colônia Antônio Aleixo, que há anos luta contra a poluição ambiental provocada pela expansão do Distrito Industrial II, da Zona Franca de Manaus, inicialmente sob a liderança da Igreja Católica, desde outubro de 2008 ganhou a adesão da sociedade civil organizada, do sindicalismo indenpendente e de professores e alunos que prezam a autonomia universitária. Juntos criaram o movimento SOS Encontro das Águas, que tem neste blog o apoio solidário, amplo, geral e irrestrito. A lamentar o papel do titular do Iphan de Manaus, que resolveu jogar farofa no ventilador, desrespeitando decisão judicial e a autoridade em nivel nacional da sua propria entidade. Te manca, Valente! Registro, para a memória do movimento, o papel do senador João Pedro, do PT, o primeiro parlamentar a enviar ofício ao Ministro da Cultura pedindo pelo tombamento desse patrimônio da humanidade, símbolo da cultura dos amazonenses, documento que deflarou o processo de tombamento, para o qual foi decisiva a movimentação dos(as) companheiros(as) do SOS Encontro das Águas. Seria paid'égua se o Iphan local ao menos não atrapalhasse quem tem respeito e amor pelos valores da sua terra!

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Iphan de Brasília acata decisão de juíza federal

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) avalia que o prazo de 180 dias (seis meses) dado pela Justiça Federal do Amazonas para que se realize o processo de tombamento provisório da área do encontro das águas (rios Solimões e Negro) “é viável e totalmente possível”, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão, sediado em Brasília. O superintendente do Iphan, no Amazonas, Juliano Valente, considera o prazo curto para finalizar o processo de tombamento. Valente disse que o órgão vai entrar com um recurso contra a decisão judicial. “A gente entende que é impraticável fazer o tombamento devido à complexidade”, disse.

O Iphan em Brasília não contestará a decisão judicial e nem entrará com recurso contra a liminar, ao contrário da superintendência do órgão em Manaus. A assessoria de imprensa do Iphan, em Brasília, informou que consultou o Departamento do Patrimônio e Fiscalização do Iphan, cujo titular é Dalmo Vieira Filho, e que foi informada que o órgão não vai pedir um novo prazo para concluir o inventário a respeito do pedido de tombamento. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, caso “apareçam alguns problemas” no decorrer de seis meses ou situações que pedirão a extensão do prazo, “a situação será resolvida”.

O Iphan, em Brasília, esclarece que já existe um processo de tombamento do encontro das águas tramitando e é de interesse do órgão preservar a área. No entanto, a solicitação ainda passará por uma câmara especial que analisa o pedido e se aprova ou não, “seguindo um rito próprio”.

Juliano Valente afirmou que o Iphan já possui um estudo sobre o tombamento do encontro das águas desde o ano passado. A delimitação da área a ser tombada, contudo, será definida por uma técnica cujo contrato acaba em agosto, segundo ele. Valente informou que o processo de tombamento continua na superintendência, em Manaus.

Pedido

Autor do pedido de liminar pelo tombamento do encontro das águas, o procurador da República Edmilson Barreiros, explicou que a ação ocorreu porque “todos esperavam que até o fim de 2009 o processo estaria acabado”, o que acabou não acontecendo. Ele também questionou a construção de um porto na área do encontro das águas, quando um empreendimento deste porte pode ser feito em qualquer outro lugar da região de Manaus. “Por que querem fazer ali? Isso ninguém explicou tecnicamente”, afirmou.

Fonte: A Crítica

abril 07, 2010

Superintendente do Iphan do Amazonas quer "melar" o tombamento do Encontro das Águas

Encontro das Águas do Rio Negro com o Rio Solimões
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil, 2010


Nota do blog: Matéria do Diário do Amazonas alerta para a morosidade no processo de tombamento do Encontro das Águas, segundo acusação do Ministério Público Federal. É hora dos nossos parlamentares em Brasília tomar a iniciativa de impugnar o titular do Iphan do Amazonas por não acatar decisão judicial. Pede pra sair, Valente! O movimento SOS Encontro das Águas tá de olho em ti.

abril 01, 2010

O Iphan do Amazonas põe as manguinhas de fora

Nota do blog: A matéria do Diário do Amazonas enche de alegria o coracão dos militantes do movimento SOS Encontro das Águas. A manchete "Justiça manda tombar o Encontro das Águas" é de encher os olhos. Mas é seu conteúdo que é revelador da pusilanimidade dos nossos dirigentes. No caso, o do Iphan. Seu titular diz "não entender porque a idéia de tombar o fenômeno natural só aconteceu agora". Gracinha! Nós entendemos muito bem porque só agora você saiu da toca. É bom que o movimento SOS Encontro das Águas fique de olho no Iphan. Não é a primeira organização que pratica a falsa omissão. Por trás disso, interesses (in)confessáveis! Aproveito a oportunidade para homenagear os profissionais de comunicação do Rede Amazônica de Televisão pela cobertura dada nos últimos 12 meses do movimento SOS Encontro das Águas. Que o Iphan não brinque em serviço! Milhões de telespectadores estão de olho no Encontro das Águas.

janeiro 07, 2010

Enquanto isso, em Manaus...

Robério Braga
Foto: Zefofinho de Ogum - Petropólis-RJ, 2008

...mais um corre o risco de ir para o lixo da história: o Secretário de Cultura Robério Braga.

A poucos metros da Secretaria de Cultura, ninguém viu quando a empresa Andrade Gutierrez começou a demolir quatro casarões históricos - vizinhos do Palácio Rio Negro, antiga sede do governo -, onde está em andamento as obras de finalização do Parque Senador Jefferson Peres. Afinal, quem fiscaliza a obra?

Embora o jornal A Crítica tenha denunciado esse descaso com o patrimônio destruído, a certeza de que não haverá manifestação popular em defesa da história da cidade obriga os leitores a engolir essa pérola publicada na matéria de hoje sobre a violação daquele patrimônio centenário (a matéria não informa se eles estão tombados), depois que o IPHAN notificou a empresa sobre o ocorrido (a mesma entidade que notificou os responsáveis pela restauração do Mercado Público Municipal, na administração Serafim Corrêa, impedindo que aquele patrimônio fosse descaracterizado):

Quanto a uma notificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Robério afirmou não precisar desse tipo de intervenção para tomar as providências, pois o Iphan não tem jusrisdição na área, já que as casas não têm tombamento federal. “O Estado não precisa da proteção do Iphan. Temos políticas mais eficientes do que as do Governo Federal. Várias restaurações já foram feitas naquela e em outras áreas e vamos apurar o que houve”, finalizou. (Fonte: A Crítica)
A matéria sugere que houve imperícia. Queremos, como cidadãos, a verdade dos fatos. Uma coisa é certa, a ausência de diálogo entre os três poderes tem deixado vulnerável o patrimônio histórico dos amazonenses. Aqui e ali ele está desaparecendo para dar lugar a uma arquitetura de gosto duvidoso. Invocar a eficiência das políticas estaduais é esconder esse mal estar, além de uma deselegância com o principal parceiro político do Estado: o governo Lula. Por essa e por outras, Robério Braga, Secretário de Cultura, é candidato ao mesmo destino de FHC.
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dezembro 14, 2009

Por um outro traçado do monotrilho

Nota do blog: Toda que vez que um dirigente do Iphan local se contrapõe a interesses não republicanos só dá pro dele, como diria tia Pátria. No caso da tentativa de construção de um terminal portuário na região das Lajes (defronte do Encotro das Águas, onde nasce o rio Amazonas em território brasileiro) foi preciso um senador da república - João Pedro, do PT-AM, se manifestar em Brasília para que o Iphan começasse a se movimentar, via Ministro da Cultura. Afinal de contas o rio é mais do que federal, é internacional. Mas o que dizer do monotrilho, questão eminentemente regional. Diante da fragmentação do movimento social, de umas reclamações aqui, outra ali, é bom começar a tirar o cavalinho da chuva: se não houver o "bom barulho", nada impedirá um outro desastre anunciado. Vem por aí uma tropa de choque provinciana a bom defender o traçado proposto pela empresa construtora. É, é do traçado que eu falando, que ninguém é besta de ser contra o monotrilho, uma solução inteligente para enfrentar a indústria do pneu. Nosso problema é o espírito provinciano de alguns setores da sociedade, espelhada na frase acima. Se os movimentos sociais não se irmanarem, teremos um monotrilho passando onde não devia. Melhor do que um mau traçado, é deixar de fazê-lo. A cidade não pode pagar por mais um erro de planejamento urbano. com A Crítica e não abro. E você, vai deixar o cavalinho na chuva ou vai entregar o jogo? Minha sugestão é que chamem o arquiteto João Bosco Chamma para ser o parecerista do Iphan.

Monotrilho precisa do parecer do Iphan, diz MP

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou processo solicitando o parecer técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a viabilidade da construção do monotrilho no Centro de Manaus. A informação foi dada ontem pelo superintendente do Iphan, Juliano Valente. O pedido de informações do MPF foi feito com base em questionamentos apresentados pelo Iphan sobre as propostas de traçados e estações do monotrilho no Centro em matéria publicada no jornal A CRÍTICA no dia 29 de novembro.

Fonte: A Crítica
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novembro 17, 2009

Processo de tombamento do Encontro das Águas está aberto

Encontro das Águas
Foto: Celio Moretti - Manaus - Amazonas - Brasil

Nota do blog: Duas cositas deixaram de ser mencionadas na matéria de Elaíze Farias, uma das mais queridas e competentes jornalistas do Estado do Amazonas, e que certamente nada tem a ver com ela, mas com o manual de procedimentos do jornal. O pedido de tombamento do Encontro das Águas foi feito pelo senador João Pedro, do PT-AM. Por sua vez o pedido decorreu da sensibilidade do parlamentar ao movimento social "SOS Encontro das Águas" na luta contra a construção de um terminal portuário na região das Lajes, local da desova dos jaraquis que alimentam a população manauara (fato sabido pelos pescadores do beiradão, e inteiramente desconhecido por quem subscreveu o relatório de impacto ambiental). A luta ainda não terminou, mas deu-se um passo importante na defesa daquele patrimônio histórico, paisagístico, cultural e simbólico. Bem que o jornal poderia encampar a defesa da revitalização do belo e piscoso lago do Aleixo, situado em frente ao Encontro das Águas, igualmente ameaçado por empresários inescrupulosos (um deles tentou aterrar a boca do lago, mas encontrou na própria natureza um adversário ao ver sua "obra" destruída pela força das águas do rio Negro). Ainda há tempo de salvá-lo. Fica lançado por este blog o "SOS Beiradão", posto que outras comunidades estão sofrendo os efeitos do racismo ambiental que campeia por aqui. A comunidade do Jatuarana que o diga (veja os vídeos ao lado: "Guerra na selva: SOS Beiradão" e "Amazônia: Comunidade Tradicional x Exército brasileiro").


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Inventário vai delimitar área

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA

A delimitação da área do Encontro das Águas que poderá ser reconhecida como patrimônio nacional pelo Ministério da Cultura (Minc) começou esta semana a ser ser inventariada por dois profissionais das áreas de Geografia e Geologia. O estudo será entregue até o dia 12 de dezembro à superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), subordinado ao Minc. Na última quinta-feira, os dois profissionais áreas de Geografia e Geologia foram selecionados através de licitação, pelo Iphan local, para realizar o estudo.

[...]

O estudo foi uma sugestão dada pelo Departamento Geral dos Bens Imóveis do Iphan, após esta receber o pedido de tombamento, em agosto passado. De acordo com o coordenador de fomento e gestão deste departamento, José Leme Galvão Júnior, o processo de tombamento está aberto, mas é preciso um trabalho mais consistente e que apresente a área específica a ser tombada. “A área é um tremendo símbolo cultural e uma referência para Manaus que foi estendida para todo o Brasil. É uma proposta viável, por isso aguardamos a ampliação do estudo”, disse Galvão Júnior.

Leia mais em http://www.acritica.com.br/content/not-detail.asp?materia_id=154304
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