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julho 24, 2010

Catalão pede socorro


O movimento SOS Encontro das Águas vem alertando que os limites do Encontro das Águas - onde nasce o rio Amazonas em território brasileiro, a partir do encontro dos rios Negro e Solimões - vai mais além do que registram os cartões postais.

A Comunidade da Costa do Catalão - Município de Iranduba faz parte do Entorno do Encontro das Águas.

O Catalão é uma comunidade afetada pelo fenômeno das terras caídas - erosão fluvial - onde a correnteza forte do rio Solimões  destroe as margens da comunidade.

Como o rio Amazonas é considerado um rio jovem, o fenômeno se estende pelas suas margens em quase todo o seu trajeto. Ao longo dos anos é possível verificar as mudanças provocadas pela erosão das margens dos rios, em alguns trechos dando lugar a praias antes inexistentes.

As fotografias da Comunidade do Catalão, aqui postadas, foram feitas no final de junho/2010 pelo fotógrafo Valter Calheiros. O que se vê é a redução do território, levada pelas águas, onde habitam comunidades tradicionais.
 
Por causa das terras caídas a população está solicitando à Prefeitura de Iranduba outro terreno em terra firme. Não precisa consultar a mãe Dinah para prever que a comunidade do Catalão está vivendo seus últimos anos de existência.

Contra um fenômeno natural a sociedade nada pode fazer, mas esta última pode fazer a diferença se apoiar o pedido de socorro da comunidade.   

O Catalão espera contar com o apoio d@s companheir@s do SOS Encontro das Águas e outros segmentos da sociedade civil organizada.


O Catalão espera, também, contar com o apoio do seu filho mais ilustre: o músico Teixeira de Manaus. Seria pedir muito que outros músicos apoiassem nossos irmãos catalãos?

Veja outras fotografias do Catalão feita por Valter Calheiros, fotógrafo, integrante do movimento SOS Encontro das Águas.

novembro 17, 2009

Processo de tombamento do Encontro das Águas está aberto

Encontro das Águas
Foto: Celio Moretti - Manaus - Amazonas - Brasil

Nota do blog: Duas cositas deixaram de ser mencionadas na matéria de Elaíze Farias, uma das mais queridas e competentes jornalistas do Estado do Amazonas, e que certamente nada tem a ver com ela, mas com o manual de procedimentos do jornal. O pedido de tombamento do Encontro das Águas foi feito pelo senador João Pedro, do PT-AM. Por sua vez o pedido decorreu da sensibilidade do parlamentar ao movimento social "SOS Encontro das Águas" na luta contra a construção de um terminal portuário na região das Lajes, local da desova dos jaraquis que alimentam a população manauara (fato sabido pelos pescadores do beiradão, e inteiramente desconhecido por quem subscreveu o relatório de impacto ambiental). A luta ainda não terminou, mas deu-se um passo importante na defesa daquele patrimônio histórico, paisagístico, cultural e simbólico. Bem que o jornal poderia encampar a defesa da revitalização do belo e piscoso lago do Aleixo, situado em frente ao Encontro das Águas, igualmente ameaçado por empresários inescrupulosos (um deles tentou aterrar a boca do lago, mas encontrou na própria natureza um adversário ao ver sua "obra" destruída pela força das águas do rio Negro). Ainda há tempo de salvá-lo. Fica lançado por este blog o "SOS Beiradão", posto que outras comunidades estão sofrendo os efeitos do racismo ambiental que campeia por aqui. A comunidade do Jatuarana que o diga (veja os vídeos ao lado: "Guerra na selva: SOS Beiradão" e "Amazônia: Comunidade Tradicional x Exército brasileiro").


* * *

Inventário vai delimitar área

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA

A delimitação da área do Encontro das Águas que poderá ser reconhecida como patrimônio nacional pelo Ministério da Cultura (Minc) começou esta semana a ser ser inventariada por dois profissionais das áreas de Geografia e Geologia. O estudo será entregue até o dia 12 de dezembro à superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), subordinado ao Minc. Na última quinta-feira, os dois profissionais áreas de Geografia e Geologia foram selecionados através de licitação, pelo Iphan local, para realizar o estudo.

[...]

O estudo foi uma sugestão dada pelo Departamento Geral dos Bens Imóveis do Iphan, após esta receber o pedido de tombamento, em agosto passado. De acordo com o coordenador de fomento e gestão deste departamento, José Leme Galvão Júnior, o processo de tombamento está aberto, mas é preciso um trabalho mais consistente e que apresente a área específica a ser tombada. “A área é um tremendo símbolo cultural e uma referência para Manaus que foi estendida para todo o Brasil. É uma proposta viável, por isso aguardamos a ampliação do estudo”, disse Galvão Júnior.

Leia mais em http://www.acritica.com.br/content/not-detail.asp?materia_id=154304
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outubro 28, 2009

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

SOS Encontro das Águas
Fotos: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

Redazione Liblab
25/10/2009

L’incontro delle acque del Rio Negro e del Rio Solimoes, che formano il Rio delle Amazzoni, è una delle meraviglie della natura amazzonica, del Brasile e del mondo. Questa icona è riconosciuta come patrimonio locale dell’umanità, che dovrà essere difeso dai popoli, oggi e nel futuro, per poter continuare ad ammirare le ricchezze naturali e umane di questo paesaggio.

Vero spettacolo della natura che ha suscitato negli esploratori sorpresa e meraviglia, l’incontro delle acque ha meritato, da parte di padre Gaspar de Carvajal (1542) queste parole: “abbiamo visto la bocca di altro grande fiume che penetrava in quello dove navigavamo, sul margine sinistro. Le acque erano nere come la tinta e, pertanto, lo abbiamo chiamato fiume Nero (Rio Negro). Le sue acque correvano così velocemente e con tale ferocia che per più di venti leghe formavano una fascia a ridosso dell’altra acqua senza mischiarsi con essa”.

Questo simbolo è ora minanciato dall’interporto “Porto das lajes” che è in procinto di essere costruito proprio sulla confluenza delle acque tra il Rio Negro e il Rio Solimoes, sulla margine sinistra del Rio delle Amazzoni, sulla foce del lago do Aleixo, a ridosso della riserva naturale Nossa Senhora das Lajes, del polo industriale di Manaus e delle comunità della Colonia Antonio Aleixo.

L’Incontro delle acque, cosi come le lajes, rappresentano la nostra identità geografica e la nostra memoria naturale, così come il Corcovado a Rio de Janeiro e la Chapada Diamantina a Bahia.In questa zona, dove si vuole costruire l’interporto, vorrebbero costruire il punto di osservazione dell’incontro delle acque, un progetto del comune di Manaus, firmato dall’architetto Oscar Niemayer.

Il mega-progetto di interporto prevede la costruzione di un’area com più di 100 mila metri quadri, con la capacità di accogliere 250 mila containers, colpendo la vita futura della città di Manaus e distruggendo i siti archeologici di Lajes e contaminerà, chimicamente e biologicamente, le risorse idriche della futura adduttrice – in via di costruzione - che fornirà acqua potabile a più di 500 mila persone.

Il Pubblico Ministero dello Stato di Amazonas e quello federale hanno avviato un processo civile pubblico per verificare alcune irregolarità nella costruzione del complesso portuario. Nello stesso tempo, le comunità del lago do Aleixo si sono manifestate contrarie alla costruzione dell’interporto, che porterà ad una degradazione del paesaggio, al disboscamento, alla cementificazione dei canali, all’inquinamento chimico e biologico delle acque dei fiumi e dei laghi, ad un impatto negativo sulla fauna acquatica - i delfini di acqua dolce - e alla degradazione delle risorse naturali e culturali comunitarie. Tutte conseguenze devastanti della costruzione dell’opera.

I firmatari chiedono, pertanto, che gli enti ambientali del Brasile promuovano valutazioni d’impatto ambientale più approfonditi rispetto a quelli già presentati, capaci di identificare gli impatti ambientali e sociali, ascoltando le comunità coinvolte.

Noi, rappresentanti della società civile e amici di Manaus, manifestiamo la nostra indignazione di fronte all’indiferenza dei governi che permettono il degrado delle risorse naturali e culturali dell’Amazzonia e del Brasile, senza tener conto delle reponsabilità sociali e ambientali. Pertanto, chiediamo che l’interporto “Porto das Lajes” non sia costruito nell’incontro delle acque e che la zona, con i due margini, le isole e I laghi, siano trasformati in Unità di Conservazione, garantendo questo patrimonio alle future generazioni.

Infine, chiediamo al Ministero della cultura del Brasile, e alla presidenza della Repubblica che la località conosciuta come “Porto das Lajes” sia dichiarata area di patrimonio naturale.

Manaus, 17 dicembre 2008

Associação Amigos de Manaus - AMANA /
Associação, Cultural, Ambiental e Tecnológica – WOMARÃ /
Fórum Permanente de Defesa da Amazônia /
Associação de Moradores da Colônia Antonio Aleixo /
Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus /
Núcleo de Cultura Política do Amazonas – NCPAM/UFAM /
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas /
Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo /
Associação Jesus Gonçalves /
Associação Beneficente dos Locutores Autônomos de Manaus /
Conselho Municipal de Mulheres /
Articulação de Mulheres do Amazonas - AMA /
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA /
Associação Chico Inácio.

Fonte: liberolaboratorio
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