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outubro 21, 2010

Camelódromo na beira do rio Negro: uma obra contra a cidade

PICICA: No post anterior deixei de mencionar uma outra ação nociva ao ambiente social manauara, nos tempo atuais. Trata-se da idéia fixa do prefeito de Manaus em construir um camelódromo. Até aí nada demais, não fosse a insistência em erguê-lo em área inapropriada. Onde já se viu emporcalhar o visual que se descortina para o rio Negro, entre a velha Alfândega e a Capitania dos Portos? Como é que se insiste em comprometer a paisagem fechando o olhar para o rio que banha a cidade, reproduzindo um erro das administrações que permitiram a ocupação desordenada da orla do rio Negro, conhecida entre nós como beiradão? Não me venham com a crítica anêmica de que estaríamos privilegiando a paisagem em detrimento do homem. Perguntem de qualquer especialista em turismo o significado desta perda. Faz-se necessário um camelódromo em Manaus? Sim. Que não se use a proximidade da Copa do Mundo em 2014 para executar projetos mal formulados, estrategica e arquitetonicamente. Caso contrário, é deixar recair sobre o cidadão o ônus de bancar novos "prosamins" para corrigir erros de inépcias administrativas. Taí o desabamento do porto do Chibatão que não nos deixa cair em contradição. O embargo da obra pelo Ministério Público Federal agiu em tempo, preventivamente. 
PICICA: O prédio da Alfandega de Manaus (acima), construído no século XIX, iria rivalizar com uma construção de arquitetura duvidosa para abrigar um camelódromo, não fosse a iniciativa do Ministério Público de embargar a obra. Como as vias naturais de deslocamento no Amazonas são os rios, nada mais óbvio do que construi-lo às margens do rio, naquela época. De lá prá cá, com os modernos meios de transporte não se justificam construções na orla do rio Negro. O vizinho estado do Pará deu um belo exemplo de como ressignificar e dar outra destinação social para as docas. Bons exemplos devem ser seguidos. O que fazem nossos legisladores que não se inspiram em bons exemplos? É hora de rever a legislação sobre a orla da cidade.

maio 25, 2010

Caravana fluvial "SOS Encontro das Águas"









Ilustríssimo Presidente do Instituto Brasileiro do Meio do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA
Ilustríssimo Diretor de Unidades de Conservação de Uso Sustentável / ICMBio – DIUSP
Sr. Paulo Fernando Maier Souza - paulo.maier@icmbio.gov.br
Ilustríssimo Diretor de Unidades de Conservação de Proteção Integral / ICMBio – DIREP
Sr. Ricardo José Soavinski - ricardo.soavinski@icmbio.gov.br
Ilustríssimo Diretor de Conservação da Biodiversidade/ ICMBio – DIBIO
Sr. Marcelo Marcelino de Oliveira - marcelo.oliveira@icmbio.gov.br
Ilustríssimo Sr. Superintendente Estadual do IBAMA/AM
Sr. Mário Lúcio da Silva Reis - mario.reis@ibama.gov.br
e-mail: gabinete.am@ibama.gov.br
Ilustríssimo Sra. Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas (SDS)
Sra. Nádia Cristina d’Ávila Ferreira
Ilustríssimo Sr. Procurador da República em Manaus
Dr. Edmilson  Barreiro
Ilustríssimo Sr. Promotor Estadual de Justiça do Amazonas
Dr. Mauro Veras Bezerra




Moção pela criação de Unidade de Conservação Encontro das Águas e pelo tombamento do Encontro das Águas como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade

Justificativas
O Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é uma das maravilhas naturais do Brasil, símbolo maior da paisagem amazônica, área onde se instalaram os primeiros núcleos indígenas e teve início o povoamento da cidade de Manaus. Esse monumento deve ser motivo de orgulho para todos que vivem nessa região e também preservado, para que as gerações atuais e futuras do mundo inteiro possam compartilhar de sua importância ecológica, cultural e cênica. Essa é uma responsabilidade de todos, especialmente dos empresários, gestores  e políticos.
Apesar da imensa importância do Encontro das Águas, a empresa Log-In Intermodal planeja construir no local um super-terminal portuário denominado “Porto das Lages”. Embora negado pela empresa e seus representantes, esse empreendimento  ocasionará impactos paisagísticos e socioambientais altamente negativos à área, notadamente nos sítios arqueológicos e históricos do entorno e na Ponta das Lajes, um sítio constituído por uma falésia e um grande afloramento de laje arenítica e que foi declarado Patrimônio Geológico Brasileiro. Além disso, o Porto das Lajes irá provocar assoreamento e poluição bioquímica, afetando diretamente a qualidade da água na estação de captação que está sendo construída pelo governo do Estado do Amazonas para abastecer 500 mil pessoas da zona leste de Manaus. Também não resta dúvida que esse porto colocará em risco a biodiversidade, sobretudo os recursos pesqueiros, uma vez que o encontro das águas é um dos principais locais de reprodução de muitas espécies, com destaque para o jaraqui, peixe tipicamente amazônico. A construção do terminal portuário também poderá acelerar o processo de poluição e assoreamento do lago do Aleixo, belíssima área de pesca e lazer, especialmente para a população da Colônia Antônio Aleixo, um bairro bastante populoso e originado do histórico Hospital Colônia para pessoas atingidas pela hanseníase.
Diante do exposto, viemos apresentar a presente moção, com os seguintes pleitos:
1 - Que o Porto das Lajes não seja construído no Encontro das Águas devido à importância ecológica, econômica e cultural deste local para o Amazonas e o mundo.  Além disso, que os órgãos ambientais não licenciem a instalação de terminais portuários de carga ou qualquer outra atividade impactante na região do Encontro das Águas e do Lago do Aleixo.
2 - Que o Encontro das Águas seja transformado pelo Instituto Chico Mendes (MMA) em Unidade de Conservação de Uso Sustentável (Área de Relevante interesse Ecológico – AREI) para as comunidades locais.
A Unidade de Conservação na categoria de AREI permite propriedades privadas e atividades sustentáveis, e deverá incluir as duas margens, ilhas e lagos, desde a Ilha de Marapatá e a foz do rio Negro, ilha Xiborena, lago Catalão, Sítio Geológico Ponta das Lajes, lago do Aleixo, Paraná do Careiro até pelo menos 18 km a jusante, incluindo a ilha Terra Nova e o Lago dos Reis.
3 - Que as áreas degradadas do Encontro das Águas sejam recuperadas e os dejetos lançados na região sejam tratados.  Que seja desenvolvido um programa governamental participativo de recuperação, com fins paisagísticos, conservacionistas e de lazer, garantindo assim o uso desse bem coletivo para as comunidades locais e para atividades turísticas.
4 – Que os órgãos oficiais ligados ao Meio Ambiente, Agricultura, Reforma Agrária e Assistência Social desenvolvam, em conjunto com as Universidades e Institutos de pesquisa, programas e projetos visando a sustentabilidade das comunidades da região do Encontro das Águas 
5 - Que o Encontro das Águas seja declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO e para isso reivindicamos ao IPHAN/Ministério da Cultura a homologação do Tombamento (proteção) desta região como Patrimônio Natural e Cultural do Brasil.

janeiro 24, 2010

"O filho da terra" - Álvaro Fernandes (Álvaro Tukano)


Nota do blog: A última vez que vi Álvaro Tukano foi no Flifloresta, em Manaus, no final do ano de 2009. Trocamos idéias a respeito da resistência popular contra a construção de um terminal portuário na região das Lajes, no Encontro das Águas (entre os rios Negro e Solimões, a partir do qual passa a chamar-se rio Amazonas), justamente um lugar sagrado para os índios manaós. Foi ali que o líder Ajuricaba atirou-se nas águas para não se entregar à coroa portuguesa. Como estamos provisoriamente sem contato, aonde você estiver manifeste-se amigo. Venha somar a força do movimento indígena ao movimento SOS Encontro das Águas, que está tentando salvar um patrimônio histórico, paisagístico e cultural, num dos estados que mais investiu em ciência e que curiosamente é o setor menos ouvido. Que empresas movidas pelo capital predatório façam ouvido de mercador é compreensível. O mesmo não se pode dizer das autoridades públicas. Sonegar informação de que o Encontro das Águas é o santuário da desova dos jaraquis que alimentam os manauras é crime. Por isso, haverão de responder. A luta também é sua meu caro e querido Álvaro Tukano. Saudações fraternas!

Quando criança, Álvaro foi matriculado pelos pais no colégio Dom Bosco aonde foi proibido severamente de praticar seus costumes. Quando voltou, resolveu fundar uma nova aldeia para preservar e fortalecer a cultura indígena de seu povo.

Este vídeo faz parte do projeto "Histórias que Mudam o Mundo", uma campanha do Museu da Pessoa, em parceria com a Caema, que mobilizou internautas de todo o Brasil a contar histórias sobre os mais variados tipos de mudança que acontecem na vida das pessoas, das mais cotidianas às mais extraordinárias atitudes transformadoras. O objetivo era exibir estas histórias para inspirar no público outras atitudes de transformação e novos olhares sobre o mundo. A campanha, que contou com o apoio do Instituto Oi Futuro, recebeu 91 vídeos e seu conteúdo gerou uma exposição virtual no portal do Museu da Pessoa.

novembro 11, 2009

Amazônia: Comunidade Tradicional x Exército Nacional


Doramir Viana da Cunha, presidente da Comunidade de Jatuarana, situada às margens do rio Amazonas, luta em defesa dos ribeirinhos (povos tradicionais), descendentes de indígenas. Eles estão sendo pressionados pelo Exército Nacional a deixar suas terras por um assentamento na região de Cuieiras, no rio Negro. A comunidade possui título de propriedade desde 1903.

outubro 28, 2009

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

SOS Encontro das Águas
Fotos: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil

SOS Encontro das Aguas (Amazzonia)

Redazione Liblab
25/10/2009

L’incontro delle acque del Rio Negro e del Rio Solimoes, che formano il Rio delle Amazzoni, è una delle meraviglie della natura amazzonica, del Brasile e del mondo. Questa icona è riconosciuta come patrimonio locale dell’umanità, che dovrà essere difeso dai popoli, oggi e nel futuro, per poter continuare ad ammirare le ricchezze naturali e umane di questo paesaggio.

Vero spettacolo della natura che ha suscitato negli esploratori sorpresa e meraviglia, l’incontro delle acque ha meritato, da parte di padre Gaspar de Carvajal (1542) queste parole: “abbiamo visto la bocca di altro grande fiume che penetrava in quello dove navigavamo, sul margine sinistro. Le acque erano nere come la tinta e, pertanto, lo abbiamo chiamato fiume Nero (Rio Negro). Le sue acque correvano così velocemente e con tale ferocia che per più di venti leghe formavano una fascia a ridosso dell’altra acqua senza mischiarsi con essa”.

Questo simbolo è ora minanciato dall’interporto “Porto das lajes” che è in procinto di essere costruito proprio sulla confluenza delle acque tra il Rio Negro e il Rio Solimoes, sulla margine sinistra del Rio delle Amazzoni, sulla foce del lago do Aleixo, a ridosso della riserva naturale Nossa Senhora das Lajes, del polo industriale di Manaus e delle comunità della Colonia Antonio Aleixo.

L’Incontro delle acque, cosi come le lajes, rappresentano la nostra identità geografica e la nostra memoria naturale, così come il Corcovado a Rio de Janeiro e la Chapada Diamantina a Bahia.In questa zona, dove si vuole costruire l’interporto, vorrebbero costruire il punto di osservazione dell’incontro delle acque, un progetto del comune di Manaus, firmato dall’architetto Oscar Niemayer.

Il mega-progetto di interporto prevede la costruzione di un’area com più di 100 mila metri quadri, con la capacità di accogliere 250 mila containers, colpendo la vita futura della città di Manaus e distruggendo i siti archeologici di Lajes e contaminerà, chimicamente e biologicamente, le risorse idriche della futura adduttrice – in via di costruzione - che fornirà acqua potabile a più di 500 mila persone.

Il Pubblico Ministero dello Stato di Amazonas e quello federale hanno avviato un processo civile pubblico per verificare alcune irregolarità nella costruzione del complesso portuario. Nello stesso tempo, le comunità del lago do Aleixo si sono manifestate contrarie alla costruzione dell’interporto, che porterà ad una degradazione del paesaggio, al disboscamento, alla cementificazione dei canali, all’inquinamento chimico e biologico delle acque dei fiumi e dei laghi, ad un impatto negativo sulla fauna acquatica - i delfini di acqua dolce - e alla degradazione delle risorse naturali e culturali comunitarie. Tutte conseguenze devastanti della costruzione dell’opera.

I firmatari chiedono, pertanto, che gli enti ambientali del Brasile promuovano valutazioni d’impatto ambientale più approfonditi rispetto a quelli già presentati, capaci di identificare gli impatti ambientali e sociali, ascoltando le comunità coinvolte.

Noi, rappresentanti della società civile e amici di Manaus, manifestiamo la nostra indignazione di fronte all’indiferenza dei governi che permettono il degrado delle risorse naturali e culturali dell’Amazzonia e del Brasile, senza tener conto delle reponsabilità sociali e ambientali. Pertanto, chiediamo che l’interporto “Porto das Lajes” non sia costruito nell’incontro delle acque e che la zona, con i due margini, le isole e I laghi, siano trasformati in Unità di Conservazione, garantendo questo patrimonio alle future generazioni.

Infine, chiediamo al Ministero della cultura del Brasile, e alla presidenza della Repubblica che la località conosciuta come “Porto das Lajes” sia dichiarata area di patrimonio naturale.

Manaus, 17 dicembre 2008

Associação Amigos de Manaus - AMANA /
Associação, Cultural, Ambiental e Tecnológica – WOMARÃ /
Fórum Permanente de Defesa da Amazônia /
Associação de Moradores da Colônia Antonio Aleixo /
Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus /
Núcleo de Cultura Política do Amazonas – NCPAM/UFAM /
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas /
Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo /
Associação Jesus Gonçalves /
Associação Beneficente dos Locutores Autônomos de Manaus /
Conselho Municipal de Mulheres /
Articulação de Mulheres do Amazonas - AMA /
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA /
Associação Chico Inácio.

Fonte: liberolaboratorio
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