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janeiro 07, 2010

Enquanto isso, em Manaus...

Robério Braga
Foto: Zefofinho de Ogum - Petropólis-RJ, 2008

...mais um corre o risco de ir para o lixo da história: o Secretário de Cultura Robério Braga.

A poucos metros da Secretaria de Cultura, ninguém viu quando a empresa Andrade Gutierrez começou a demolir quatro casarões históricos - vizinhos do Palácio Rio Negro, antiga sede do governo -, onde está em andamento as obras de finalização do Parque Senador Jefferson Peres. Afinal, quem fiscaliza a obra?

Embora o jornal A Crítica tenha denunciado esse descaso com o patrimônio destruído, a certeza de que não haverá manifestação popular em defesa da história da cidade obriga os leitores a engolir essa pérola publicada na matéria de hoje sobre a violação daquele patrimônio centenário (a matéria não informa se eles estão tombados), depois que o IPHAN notificou a empresa sobre o ocorrido (a mesma entidade que notificou os responsáveis pela restauração do Mercado Público Municipal, na administração Serafim Corrêa, impedindo que aquele patrimônio fosse descaracterizado):

Quanto a uma notificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Robério afirmou não precisar desse tipo de intervenção para tomar as providências, pois o Iphan não tem jusrisdição na área, já que as casas não têm tombamento federal. “O Estado não precisa da proteção do Iphan. Temos políticas mais eficientes do que as do Governo Federal. Várias restaurações já foram feitas naquela e em outras áreas e vamos apurar o que houve”, finalizou. (Fonte: A Crítica)
A matéria sugere que houve imperícia. Queremos, como cidadãos, a verdade dos fatos. Uma coisa é certa, a ausência de diálogo entre os três poderes tem deixado vulnerável o patrimônio histórico dos amazonenses. Aqui e ali ele está desaparecendo para dar lugar a uma arquitetura de gosto duvidoso. Invocar a eficiência das políticas estaduais é esconder esse mal estar, além de uma deselegância com o principal parceiro político do Estado: o governo Lula. Por essa e por outras, Robério Braga, Secretário de Cultura, é candidato ao mesmo destino de FHC.
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FCH vai pro lixo da história

FHC
Publicado em casadonoca.blogspot.com

FHC vai pro lixo da história

Zefofinho de Ogum, correspondente do PICICA
Petrópolis-RJ


Elio Gaspari deixou assanhado o ninho dos tucanos ao escrever um artigo, digamos, positivo sobre FHC. Eu, hein! Pé de pato, mangalô... A blogosfera tucana cuidou de espalhar a novidade pelos quatro cantos do país. Os tolinhos não esperavam que Miguel do Rosário, do Óleo do Diabo, atento às omissões do Gaspari, cujas análises pecam por falta de cientificidade (com perdão dessa palavra tão maltratada), mostrasse o lado negativo - va lá - do nosso tucano metido a pavão. Com perdão do maniqueísmo, mas, por essas e por outras, FHC vai pro lixo da história. Tenho dito.

***


Oleo do Diabo

[...]

Entretanto, o que realmente irrita no texto de Gaspari é a ausência de cientificidade. A base comparativa não é válida. Ele compara 8 anos com 6 anos, o que é um absurdo, pois as políticas estruturantes são as que mais demoram a aparecer e, portanto, tendem a se manifestar com mais clareza nos últimos anos de um governo. Mas o pior não é isso. Não há qualificação. A pesquisa é apenas quantitativa.

FHC não era um Satã instalado no Planalto para fazer o mal à população brasileira. O grande problema de FHC não foi a ausência de políticas públicas, e sim a mesquinhez de suas ações sociais, a brutalidade e frieza com que lidou com movimentos sociais e sindicatos, além do desmonte do Estado, com privatizações açodadas e irresponsáveis de setores estratégicos do país, como a mineração e a telefonia. A privatização da Vale impediu que o Estado fizesse investimentos para ampliar a industrialização do ferro no Brasil, e a entrega criminosa da telefonia a estrangeiros levou o custo da comunicação telefônica no Brasil a atingir verdadeiros recordes mundiais.

O problema, entenda-se, não foi a privatização em si, mas a maneira como ela foi realizada, sem atender aos interesses nacionais. Não houve preocupação em impedir que as companhias explorassem o preço das ligações telefônicas, sobretudo de celulares. Então o Brasil se tornou uma nação de "não-ligadores", e hoje as próprias empresas telefônicas debocham dos consumidores ao criarem um personagem publicitário, o "ligador, um jovem que se destaca de todos a seu redor porque ele "pode ligar". Uma ligação de celular no Brasil chega a custar quase 2 reais por minuto. Duvido que haja algum país no mundo com uma ligação tão cara.

Além disso, é preciso diferenciar as coisas. O primeiro mandato de FHC foi razoável. O desastre aconteceu no segundo. Até porque os métodos usados pelos tucanos para vencer as eleições de 1998 deveriam botá-los todos na cadeia. Mantiveram a moeda valorizada artificialmente, e para isso queimaram dezenas de bilhões de reais de nossas reservas internacionais. A medida foi criminosa em vários sentidos. A moeda valorizada prejudicou nossas exportações e criou uma bolha que explodiu em fevereiro de 1999, quase levando o país a bancarrota. Outro método criminoso foi a aprovação da reeleição para o próprio presidente, sem ao menos ter a delideza democrática de fazer uma consulta popular.

No segundo mandato de FHC, o desemprego aumentou. A dívida externa explodiu. Todos os índices pioraram terrivelmente. Mesmo o Plano Real aconteceu a um custo terrível. O Real sobrevalorizado derrubou as exportações, fazendo com que o Brasil, um potência em recursos naturais, atravessasse quase todo o período fernandista com enormes déficits cambiais (importava mais que exportava), e a estabilidade foi comprada com um aumento gigantesco da dívida pública, interna e externa. É fácil melhorar índice sociais pegando dinheiro emprestado aqui e no estrangeiro. Eu quero ver melhorá-los pagando a dívida externa e reduzindo a dívida pública. Os governantes devem cuidar para que esses progressos sejam sustentáveis, não apenas soluços efêmeros com vistas à ganhar mais uma eleição e, para usar o vocabulário gaspariano, ganhar mais tempo para tungar a choldra com outros bilhõezinhos da privataria.

Nem falei das ações da Polícia Federal, que vem realizando uma verdadeira limpeza ética no país, investigando governadores, empresários, desembargadores, juízes, prefeitos, parlamentares. O combate à corrupção em alta escala no Brasil iniciou-se somente agora, durante o governo Lula. A Polícia Federal de FHC servia apenas para queimar maconha diante das câmeras do Jornal Nacional.

Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
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dezembro 25, 2009

Educação Ambiental em vez de Taxa do Lixo!

Artigo do Vereador José Ricardo publicado no Jornal Dez Minutos sobre a Taxa de Lixo – 23/12/2009

Educação Ambiental em vez de Taxa do Lixo!

O Projeto de Lei que cria a taxa de coleta de lixo na cidade de Manaus chegou à Câmara Municipal com pedido de urgência e gerou muita polêmica. Pela proposta, os moradores da cidade teriam que pagar de R$ 10 a R$ 90 por mês para a realização de serviços de coleta do lixo, o que por ano poderia chegar a R$ 2,7 mil, para quem tem imóvel avaliado em mais de R$ 35 mil. Aos cofres públicos, esse novo imposto iria gerar anualmente mais de R$ 150 milhões.

A coleta de lixo e limpeza pública faz parte do saneamento, e está submetida à Lei Nacional 11.445/2007, do Governo do Federal, que prevê a necessidade da realização de audiências públicas e de uma maior discussão do assunto com a sociedade. Isto não aconteceu. O povo não está sendo ouvido.

Esse Projeto do Lixo afeta a vida da maioria das pessoas, já que onera o bolso do cidadão, e não vai diminuir a quantidade de lixo na cidade. Defendemos que o lixo deve ser utilizado para geração de emprego e renda, por meio da coleta seletiva e da reciclagem. Há alguns anos, apoiamos a organização de grupos de catadores e reciclagem na cidade, como o grupo do Rio Piorini, Zona Norte. Mas por parte da Prefeitura, pouco ou quase nada foi feito nesse sentido.

O prefeito da cidade anda na contramão. Não discutiu esse assunto com a sociedade e nem tem interesse em conscientizar a população a diminuir a quantidade de lixo em suas casas, bem como reduzir os entulhos e a não jogar lixo nas ruas. Seria uma atitude nobre da Prefeitura se em vez de criar imposto organizasse uma premiação para os moradores que conseguissem reduzir o lixo doméstico. No entanto, prefere penalizar a população.

O orçamento destinado à coleta de lixo da Secretaria Municipal de Limpeza Pública, para o próximo ano, é de R$ 94 milhões. Se a Prefeitura conseguisse reduzir a quantidade de lixo, por meio da educação ambiental, sobraria mais dinheiro para ser investido em construção de escolas. Mais uma vez o prefeito promete e não cumpre. Porque prometeu reduzir os impostos, mas hoje quer cobrar esta taxa do lixo. Aproveito para desejar a todos e a todas um Feliz Natal.
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