PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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dezembro 27, 2009
Anonimato vs. cidadania
Nota do blog: Meu caro amigo João Bosco, uma criatura - daquelas que tia Pátria dizia que "cagam e andam pra opinião dos outros" - resolveu usar do anonimato para nos rotular de ignorantes e desonestos, e isso inclui você, eu e A Crítica, que vem repercutindo sua corajosa crítica ao traçado mal planejado do monotrilho de Manaus. Pelo discurso é fácil identificar a criatura. Mas, deixemos que ele o faça, se é que ele está interessado em discussões honestas. De minha parte fiz minhas observações em vermelho nos comentários ultrajantes que foram enviados para este blogueiro. O mesmo espaço está à sua disposição.
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "João Bosco Chamma alerta para o futuro de um monot...": (não supreende que o comentarista use do anonimato numa terra habituada a atropelar o mais elementar dos direitos de cidadania: o esclarecimento; pelo discurso do nosso anônimo comentarista trata-se de alguém muito cioso do seu anonimato, sob pena de ter contrariado seus interesses pessoais):
Visto que ninguem comenta seu blog certamente é porque a moderação é imoderada, ou moderada aos seus interesses, claro. Certamente você não vai tornar publico o que eu vou expressar aqui, mas será dito mesmo assim, nem que seja pelo menos pra você. (Espero que o comentarista anônimo revele sua identidade; de todo modo, sinto-me lisonjeado pelo monitoramento do meu blog, cujas mensagens são claras e transparentes, como é próprio do exercício da cidadania).
Comparar o projeto do monotrilho às obras do minhocão em Sampa é ser desonesto ou assinar atestado de ignorância. Que tal melhorar o nivel dessas criticas? (Desonesto é usar do anonimato; sobretudo quando as tintas indicam um discurso semelhante ao de alguns agentes do estado habituados a prevaricar, ali onde a democracia é mera peça retórica).
Veja o video no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=a6uAUjkj8t4
Projeto de Santos, leve, funcional, fino e bonito! (para mim a para a torcida do América, seu gosto é duvidoso e sua informação é desonesta, senão vejamos: ainda que haja uma distância razoável entre as torres do montrilho dos prédios da orla de Santos, não há informações sobre o que pensa a vizinhança sobre o impacto visual e sonoro - a propósito, meu ilustre comentarista anônimo sabe o que significa "impacto de vizinhança", quesito fundamental nos relatórios de impacto ambiental; ademais, uma coisa é um montrilho entre prédios, outro entre prédios de um lado, e a orla marítima de outro). Sim, fino porque não é uma via para carros (minhocão) e sim para um trem e é aí que reside o desconhecimento dos senhores ou a simples vontade de ser do contra pra chamar atenção, sabe-se la de quem. (Da opinião pública, meu caro Watson, anestesiada pela propaganda leviana, da qual a construção do terminal portuário das Lajes é exemplar, com uma diferença: uma tem interesses privados, outra interesses de governo; ambas, entretanto, devem esclarecimentos aos cidadãos).
Mesmo diante da objeção de que no caso de Manaus serão dois trens (ida e volta) ao invés de um, o que aumentaria a largura tornando-o um "bi-trilho", ainda assim é um exagero enorme comparar com os elevados de SP e RJ. (Exagero é usar mais de um bilhão de reais para construir um monotrilho, de efetivo interesse social, sem consulta pra valer das entidades de classe e da sociedade civil organizada).
O projeto do Sr.Chama deve ser interessante, mas parece que ele foi "rifado" deste processo que ao meu ver já está encaminhado (o comentarista anônimo bem que poderia informar aos meus silenciosos leitores como se deu o processo de rifagem do projeto do arquiteto João Bosco Chamma, que vem tornando públicas as suas objeções ao traçado proposta pela empresa construtora). Ninguém discutiu uma ponte de 500 milhões, vão discutir um trilho ? E outra, Constantino Nery e Djalma jão são terras de ninguém, ou melhor, de quem dá mai$! (as duas últimas frases são típicas do discurso obsceno dos agentes sociais que não tem o menor respeito pela opinião pública e que acham que Manaus é terra de ninguém; a opinião pública conhece pelo menos dois deles, que recentemente passaram a responder pelos exageros cometidos no exercício da função pública).
ET.: JB, uma coisa temos que admitir. O comentarista anônimo tá coberto de razão. Não vai dar pra instalar o escritório do tráfico de drogas, nem abrigar uma família de sem-tetos. Em compensação o que não vai faltar é lugar pra armar um monte de redes e tirar uma soneca, ao som do ranger de trilhos. "Nóis sofre, mais nóis goza", já dizia o macaco Simão.
João Bosco Chamma alerta para o futuro de um monotrilho mal planejado
Arquiteto João Bosco Chamma
Foto: Rogelio Casado - Câmara dos Vereadores - Manaus-Amazonas-Brasil, 2009
Nota do blog: Estava a refletir sobre o enigma da resignação da maioria dos intelectuais da terra de Ajuricaba, incapazes de esboçar qualquer movimento (exceções de praxe) contra às injúrias sofridas pela cidade onde habitam - salvo a retórica da lamentação -, quando resolvi ler as notícias do dia. Lá estava o arquiteto João Bosco Chamma, meu amigo de infância, desta vez nas páginas de A Crítica em sua cruzada solitária contra o impacto visual que a Av. Constantino Nery sofrerá com a construção do monotrilho. Estive com ele na Câmara dos Vereadores de Manaus num arremedo de debate sobre o plano diretor da cidade, proposto pela Prefeitura de Manaus. Ninguém conhecia o projeto do monotrilho. Os maledicentes dirão que João Bosco é parte interessada, tudo porque ele é um dos autores de um projeto de monotrilho que tem o mérito de não agredir moradores e comerciantes daquela via pública. A advertência de João Bosco é tão grave que os canais de TV deveriam abrir um espaço para que fosse feito uma comunicação em cadeia sobre o futuro de um monotrilho mal planejado. A matéria de hoje - domingo - do jornal A Crítica alerta para um fato conhecido pelos moradores e comerciantes das imediações do elevado Paulo Frontin, no Rio de Janeiro, e no "Minhocão", em São Paulo. A julgar por aqueles péssimos exemplos, debaixo do elevado que sustentará o monotrilho não faltará espaço para a população sem teto e para o tráfico de drogas, além da poluição sonora e visual. Ainda há tempo de rever o traçado proposto pela empresa construtora. O intelectual que aposta no quanto pior melhor, também ele e sua família pagarão o preço da omissão, salvo se ele estiver pretendendo mudar de cidade. Tia Pátria, que carregou João Bosco no colo, diria: "Quando é que vão acabar com essa patifaria de esculhambar com a cidade?". A Associação Amigos de Manaus - AMANA - é nosso instrumento de luta contra o ultraje às nossas cidadanias. Quem se habilita?Foto: Rogelio Casado - Câmara dos Vereadores - Manaus-Amazonas-Brasil, 2009
Efeito monotrilho na paisagem da cidade
Preocupação maior é com a parte inferior do elevado que será percorrido pelos trens
Gerson Severo Dantas
Da equipe de A CRÍTICA
O projeto de construção de um sistema de transporte coletivo de massas, o monotrilho, trará grandes impactos visuais à paisagem urbana de Manaus, sobretudo ao longo da avenida Constantino Nery, uma das áreas mais densamente povoadas da cidade. O pior cenário prevê para a parte baixa do corredor elevado o que ocorre em obras semelhantes, como a via expressa conhecida como ‘Minhocão’, em São Paulo, e o elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, onde a parte de baixo é feia, suja, escura e serve de abrigo para mendigos e para o tráfico de drogas.
[...]
De acordo com o arquiteto Bosco Chamma, o principal crítico do traçado proposto pela empresa PriceWaterhouse/Coopers, a Constantino Nery vai virar um inferno com a entrada em funcionamento do monotrilho. “Será que nós queremos mesmo um Minhocão aqui em Manaus? Lá em São Paulo já estão falando em derrubá-lo, porque deixa a cidade feia. Esse traçado está totalmente fora do contexto urbano de Manaus, é feio, vai deixar uma das principais avenidas da cidade mal iluminada”, afirma Bosco. Conforme o arquiteto, que apresentou um traçado alternativo seguindo o curso dos igarapés e a orla de Manaus, quem mora na avenida pagará um preço altíssimo pela “modernidade” do monotrilho. “Fiz o cálculo, com as composições de até 90 metros propostas, a cada um minuto e meio o cidadão vai ouvir o barulho passando em frente a janela dele. Será que é isso que nós queremos?”, critica.
[...]
Leia no Jornal A Crítica (nas bancas)
dezembro 14, 2009
Por um outro traçado do monotrilho
Nota do blog: Toda que vez que um dirigente do Iphan local se contrapõe a interesses não republicanos só dá pro dele, como diria tia Pátria. No caso da tentativa de construção de um terminal portuário na região das Lajes (defronte do Encotro das Águas, onde nasce o rio Amazonas em território brasileiro) foi preciso um senador da república - João Pedro, do PT-AM, se manifestar em Brasília para que o Iphan começasse a se movimentar, via Ministro da Cultura. Afinal de contas o rio é mais do que federal, é internacional. Mas o que dizer do monotrilho, questão eminentemente regional. Diante da fragmentação do movimento social, de umas reclamações aqui, outra ali, é bom começar a tirar o cavalinho da chuva: se não houver o "bom barulho", nada impedirá um outro desastre anunciado. Vem por aí uma tropa de choque provinciana a bom defender o traçado proposto pela empresa construtora. É, é do traçado que eu tô falando, que ninguém é besta de ser contra o monotrilho, uma solução inteligente para enfrentar a indústria do pneu. Nosso problema é o espírito provinciano de alguns setores da sociedade, espelhada na frase acima. Se os movimentos sociais não se irmanarem, teremos um monotrilho passando onde não devia. Melhor do que um mau traçado, é deixar de fazê-lo. A cidade não pode pagar por mais um erro de planejamento urbano. Tô com A Crítica e não abro. E você, vai deixar o cavalinho na chuva ou vai entregar o jogo? Minha sugestão é que chamem o arquiteto João Bosco Chamma para ser o parecerista do Iphan.
Monotrilho precisa do parecer do Iphan, diz MP
Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou processo solicitando o parecer técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a viabilidade da construção do monotrilho no Centro de Manaus. A informação foi dada ontem pelo superintendente do Iphan, Juliano Valente. O pedido de informações do MPF foi feito com base em questionamentos apresentados pelo Iphan sobre as propostas de traçados e estações do monotrilho no Centro em matéria publicada no jornal A CRÍTICA no dia 29 de novembro.
Fonte: A Crítica
Monotrilho precisa do parecer do Iphan, diz MP
Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou processo solicitando o parecer técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a viabilidade da construção do monotrilho no Centro de Manaus. A informação foi dada ontem pelo superintendente do Iphan, Juliano Valente. O pedido de informações do MPF foi feito com base em questionamentos apresentados pelo Iphan sobre as propostas de traçados e estações do monotrilho no Centro em matéria publicada no jornal A CRÍTICA no dia 29 de novembro.
Fonte: A Crítica
novembro 30, 2009
Monotrilho de Manaus tem erro de trajeto
Nota do blog: O projeto de monotrilho do arquiteto João Bosco Chamma para a cidade de Manaus é bom, mas tem um defeito: não teve a devida divulgação. Trata-se de um projeto arrojado, atual, amparado em modernos conceitos de urbanismo. A matéria de A Crítica é oportuna, mas tardia. O projeto oficial está em curso. Faltou debate público para demonstrar a impropriedade do traçado proposto. Imagine um trem desses passando por toda a extensão da av. Constantino Nery? Bom para olhos provincianos, péssimo para a cidade. Leia a excelente matéria da sempre competente Ana Célia Ossame.
Recado pro João Bosco: O blog está à disposição para postar os detalhes do projeto do arquiteto João Bosco, para que @s leitor@s possam a ter a dimensão do que Manaus perderá com o projeto oficial.
Monotrilho
Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA
O trajeto do monotrilho apresentado pelo Governo do Estado para o transporte público, pelo fato de Manaus ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, tem que ser modificado. A afirmação é do arquiteto João Bosco Chamma, que participou da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na bienal, Chamma foi convidado a apresentar o projeto com o qual pretendia entrar na concorrência pública realizada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), cujo vencedor foi o elaborado pela empresa de consultoria de viabilidade econômica que, segundo afirma, não tem conhecimento para tratar de projetos urbanos, a Pricewaterhouse.
De acordo com Chamma, no entanto, a utilização de vias saturadas como a Constantino Nery, proposta no projeto vencedor da concorrência, vai provocar imensa dificuldade às pessoas que a usam, grandes engarrafamentos e desvalorização de toda a avenida que, por sua vez, não tem uma largura apropriada para uma intervenção desta envergadura. Caso o trajeto fosse feito pelo igarapé dos “Franceses”, nada disso aconteceria e a cidade poderia ganhar um grande parque linear urbano com ciclovias (contribuição com menos gás carbônico na atmosfera), uma viagem mais bonita e agradável que acabaria ficando convidativa aos domingos e feriados, melhorando, com isso, a viabilidade econômica para a manutenção do sistema.
“Propomos, ainda, a não entrada do monotrilho pelo nosso centro, pois isso seria um verdadeiro estupro (coisas de quem não tem conhecimento e nem compromisso com a nossa cidade). Poderíamos ter um acesso ao Centro beirando o igarapé no Bariri, depois na Aparecida, onde vai acontecer um projeto do Prosamim. Dignificaríamos e requalificaríamos a orla, aproveitaríamos para aumentar a densidade populacional já que a nossa atual está em 40 hab/10.000 m² e o trajeto permitiria aos manauenses a contemplação do rio Negro”.
Erro de trajeto
O arquiteto acredita que, dada a magnitude do projeto estimado em R$ 958 milhões, os projetistas deveriam ter pensado a cidade no futuro. “E um erro de trajeto desse vai custar muito caro ao cidadão. Será dinheiro jogado fora, como no Expresso. Fora isso, ainda deixa um desconforto visual e desproporcional de grandes vigas de concreto por cima de nossas cabeças nas avenidas e ruas que não têm larguras suficientes para esta envergadura de projeto. No projeto proposto por sua equipe há um percurso de 41 quilômetros, com 29 estações circundando a cidade por todas as zonas, e utilizando áreas dos igarapés e do rio Negro. Nesse trajeto podem ser criados condomínios coletivos nos quais as pessoas terão espaços para o lazer e, assim, vão poder zelar pela obra", explica Chamma.
“O traçado deles só pensa na viabilidade econômica, mas não podemos fazer um monotrilho para ser usado somente cinco dias na semana”, alerta ele, lamentando não ter tido a oportunidade de participar da licitação devido a um erro no edital da concorrência lançada no dia 09/09/2009 que falava da construção de duas arenas, quando uma dessas, na verdade, era a implantação do sistema de transporte de alta capacidade. “Quando vimos a errata, não deu mais tempo de participar”, lamentou.
Fonte: A Crítica
Recado pro João Bosco: O blog está à disposição para postar os detalhes do projeto do arquiteto João Bosco, para que @s leitor@s possam a ter a dimensão do que Manaus perderá com o projeto oficial.
Monotrilho
Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA
O trajeto do monotrilho apresentado pelo Governo do Estado para o transporte público, pelo fato de Manaus ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, tem que ser modificado. A afirmação é do arquiteto João Bosco Chamma, que participou da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na bienal, Chamma foi convidado a apresentar o projeto com o qual pretendia entrar na concorrência pública realizada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), cujo vencedor foi o elaborado pela empresa de consultoria de viabilidade econômica que, segundo afirma, não tem conhecimento para tratar de projetos urbanos, a Pricewaterhouse.
De acordo com Chamma, no entanto, a utilização de vias saturadas como a Constantino Nery, proposta no projeto vencedor da concorrência, vai provocar imensa dificuldade às pessoas que a usam, grandes engarrafamentos e desvalorização de toda a avenida que, por sua vez, não tem uma largura apropriada para uma intervenção desta envergadura. Caso o trajeto fosse feito pelo igarapé dos “Franceses”, nada disso aconteceria e a cidade poderia ganhar um grande parque linear urbano com ciclovias (contribuição com menos gás carbônico na atmosfera), uma viagem mais bonita e agradável que acabaria ficando convidativa aos domingos e feriados, melhorando, com isso, a viabilidade econômica para a manutenção do sistema.
“Propomos, ainda, a não entrada do monotrilho pelo nosso centro, pois isso seria um verdadeiro estupro (coisas de quem não tem conhecimento e nem compromisso com a nossa cidade). Poderíamos ter um acesso ao Centro beirando o igarapé no Bariri, depois na Aparecida, onde vai acontecer um projeto do Prosamim. Dignificaríamos e requalificaríamos a orla, aproveitaríamos para aumentar a densidade populacional já que a nossa atual está em 40 hab/10.000 m² e o trajeto permitiria aos manauenses a contemplação do rio Negro”.
Erro de trajeto
O arquiteto acredita que, dada a magnitude do projeto estimado em R$ 958 milhões, os projetistas deveriam ter pensado a cidade no futuro. “E um erro de trajeto desse vai custar muito caro ao cidadão. Será dinheiro jogado fora, como no Expresso. Fora isso, ainda deixa um desconforto visual e desproporcional de grandes vigas de concreto por cima de nossas cabeças nas avenidas e ruas que não têm larguras suficientes para esta envergadura de projeto. No projeto proposto por sua equipe há um percurso de 41 quilômetros, com 29 estações circundando a cidade por todas as zonas, e utilizando áreas dos igarapés e do rio Negro. Nesse trajeto podem ser criados condomínios coletivos nos quais as pessoas terão espaços para o lazer e, assim, vão poder zelar pela obra", explica Chamma.
“O traçado deles só pensa na viabilidade econômica, mas não podemos fazer um monotrilho para ser usado somente cinco dias na semana”, alerta ele, lamentando não ter tido a oportunidade de participar da licitação devido a um erro no edital da concorrência lançada no dia 09/09/2009 que falava da construção de duas arenas, quando uma dessas, na verdade, era a implantação do sistema de transporte de alta capacidade. “Quando vimos a errata, não deu mais tempo de participar”, lamentou.
Fonte: A Crítica
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