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novembro 20, 2010

Pela abertura de todos os arquivos da ditadura militar

PICICA: "Essa é a maior perversidade do cérebro do PIG. Querer dizer que quem lutou contra a Ditadura com as armas que tinha na época estava errado."

Dilma Roussef

Abertura do processo da ditadura contra Dilma: uma perversão


Esta semana, a Folha de S. Paulo obteve autorização para ter acesso ao processo da Ditadura Militar contra Dilma Roussef. Fui contra isso antes das eleições, porque era evidente o objetivo eleitoral de atingir a candidatura de Dilma. Mas agora estou achando ótimo, porque se liberaram um processo que envolveu a atual presidente da República, a Justiça vai ser obrigada a liberar todos os podres da Ditadura. É, ou não é?

Sei, o cérebro do PIG é perverso é já deve ter antecipado uma medida contra essa abertura ampla, geral e irrestrita. Vai que apareçam as colaborações que fizeram à Ditadura? Como explicar?
Se os relatos dos Inquéritos Militares não trouxerem nenhuma inverdade (o que é pouco provável, porque depoimentos obtidos sob tortura por princípio nunca são verdadeiros nem traduzem a verdade), podem conferir o que eu tenho a dizer: Dilma não matou ninguém, não feriu ninguém. Dilma não teve em sua militância nenhuma ação armada direta. Diz o folclore no Rio Grande do Sul que a única ação em que teria participado teria sido a do “roubo” do cofre do Ademar. Como Ademar de Barros é tido um ladrão renomado na política brasileira, teria havido justiça na “expropriação”. 

O que também não quer dizer nada. Dilma poderia ter participado de ações consideradas pela Ditadura como “terroristas” e isso, hoje, a rigor, foi um ato de bravura. Porque não se pode julgar atos passados com critérios posteriores. Imaginem julgar hoje um escravocrata do século XVII com critérios do século XXI. Não é possível. Essa é a maior perversidade do cérebro do PIG. Querer dizer que quem lutou contra a Ditadura com as armas que tinha na época estava errado.

Dilma, pessoalmente, pode, hoje, diante desta perversidade, ter tido a sorte política de não ter participado de nenhuma ação “terrorista” direta em sua juventude. Mas, hoje, não podemos lhe negar o direito de haver sido subversiva, assim como não podemos negar o direito a Tiradentes de haver conspirado contra o Império. 

O valor da subversão no twitter
 
“Pensando bem, a melhor justificativa para votar em Dilma é ela ter sido “guerrilheira” e “terrorista”. Mulher assim é de faca na bota. Beleza!”


Esta manifestação no twitter, no dia 23 de outubro, no calor dos acontecimentos, do jornalista e escritor gaúcho Juremir Machado, dá um pouco o tom com que os gaúchos encararam esta história da Dilma “terrorista”. Ninguém levou muito a sério. E se for pra levar, quero saber quantos brasileiros a Folha ajudou a conduzir pros cárceres da Ditadura nos anos de chumbo….. 

setembro 30, 2010

Dilma e a TV Globo

Lélia Abramo
Aonde foi que Dilma errou?

Nos últimos dias, alguns blogs lulistas têm demonstrado uma grande preocupação com os lances finais dessa campanha eleitoral de 2010, que poderá ter um desfecho inesperado. Sobre os acontecimentos das últimas quatro semanas, muito há o que ser considerado.

1- A manifestação mais eloqüente de que algo não vinha andando bem nos rumos da campanha foi à tensa participação da candidata, no último debate promovido pela Tevê Record, no domingo dia 26. Dois personagens muito caros a Dilma, lamentavelmente ausentes, hoje (a atriz Lélia Abramo * e o jornalista Jorge Batista **), com toda a certeza, dariam a ela nesse momento a palavra certa. Lélia dizia que em política não se pode errar, porque isso pode ser fatal; e a direção da campanha do PT tem cometeu alguns erros imperdoáveis. No caso citado, não orientou a candidata a ser incisiva, em duas questões cruciais. Dilma deveria responder, objetivamente, principalmente sobre a questão de Erenice Guerra e, também, da liberdade de Imprensa:

a) No primeiro caso, quando uma das jornalistas fez a pergunta, carregando nas tintas, ao lembrar outras denúncias de corrupção no governo Lula, Dilma não deveria aceitar o estigma de “corrupção consentida”, no governo do qual ela fez parte. O mais acertado seria Dilma afirmar que, diante de qualquer suspeita de irregularidade, houve medidas cirúrgicas para que uma investigação fosse feita e justiça, idem. Ao mesmo tempo, alertar que não se comprovou até este momento nada que indicasse concordância e/ou aproveitamento de atos ilícitos, por parte do governo; pelo contrário, caso houvesse qualquer ato ilícito, não duvidem que este já teria sofrido processo de impeachment;

b) A segunda questão (sobre a liberdade de imprensa) a mais importante, se considerarmos o momento político atual, quanta falta fez a presença, ao seu lado, do amigo e companheiro de luta estudantil, Jorge Batista. Ao ser chamada para comentar a pergunta feita a Plínio de Arruda, sobre censura à imprensa ou normas de controle ao que pode ser publicado, faltou ser enfática ao afirmar que ela, o PT e o governo Lula são absolutamente FAVORÁVEIS À LIBERDADE DE IMPRENSA, em todos os sentidos, e isso não poderia ser diferente. Lula e o PT sempre estiveram à frente da Sociedade Civil, ao longo de três décadas, como peças fundamentais da democratização do Brasil. Alguém duvida? E, partindo para o ataque, dizer que ainda existem inúmeras questões que necessitam ser resolvida para o aperfeiçoamento democrático. Indagar à jornalista que a escalou para comentar, o que fazer diante da ação danosa de alguns setores da imprensa que misturam prerrogativas garantidas pela Constituição a interesses políticos, partidários? Em qualquer situação que envolva calúnia, pronunciamentos danosos à vida de uma pessoa, inocente, essa mesma Constituição garante à vítima uma indenização material. A questão é, como vamos tratar as questões que envolvam danos eleitorais, irreversíveis, a um candidato ou candidata? Pior, como devemos nos conduzir, diante do uso criminoso dessas prerrogativas constitucionais, como à liberdade de imprensa, e o uso mal intencionado que provoca a mudança no rumo da história? Esta é uma questão que diz respeito a todos nós, e não somente ao PT.

2 - Toda eleição presidencial trás uma novidade, dessa vez trata-se do desenvolvimento da comunicação, virtual, aonde todos os assuntos são dissecados ao limite. Esta discussão que, de fato, já existe e interfere positivamente na escolha do eleitor, por outro lado abre espaço para a prática do crime, sendo que um deles é a calunia e, com toda certeza, a sua assessoria não pensou nisso antes. E se pensou não fez nada, preventivamente. Jorge Batista - jornalista e ex-companheiro de luta mais radical - diria que no processo de mudança, é sempre importante dar o primeiro tiro. Claro que falamos, aqui, de uma luta democrática, justa, e sem armas letais. Dilma precisa reagir, inspirada nesses seus amigos, ausentes, antes que seja tarde, especialmente, hoje, durante o debate na Tevê Globo. Objetividade e o destemor serão o caminho, uma vez que ela estará ali defendendo o sonho e a realização de inúmeros brasileiros e, por isso, não há margem de erros.


(*) Atriz e fundadora do PT falecida em 09/04/2004 (foto acima)

(**) Jornalista e amigo de Dilma desde o Movimento Estudantil em BH - falecido em 24/12/1986
Foi candidato a Constituinte no ano de sua morte.

Nota do blog: Texto enviado por Ana Engelen / Pulsar.

setembro 24, 2010

Nos próximos sete dias, aguardem artilharia pesada do PIG

Bessinha
Publicada em contrapontopig.blogspot.com
Republicada no PICICA com uma alteração
Guerra aberta Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
21-Set-2010
 
Se antes poderia haver alguma dúvida, entre alguns setores da campanha Dilma, de que a guerra contra a candidata petista se tornaria aberta, suja e sem qualquer limite, talvez a última semana tenha sido a demonstração clara de que tais dúvidas não passavam de ilusões infantis.
 
Veja, Globo, Folha de S. Paulo, Estadão e outros órgãos da famosa grande imprensa, o chamado quarto poder, não demonstram qualquer preocupação em serem vistos como a artilharia pesada dessa guerra. Suas manchetes diárias e semanais são sempre, inexoravelmente, a pirita garimpada em investigações cuja credibilidade dificilmente pode ser comprovada. Para quem criou o escândalo da Escola Base e outros, forjados nas cozinhas das redações, que diferença faz criar estes, em que se joga o destino da política que essa grande imprensa defende?
 
"Cartas abertas", assinadas por "personalidades" que talvez não saibam que seus nomes estão sendo utilizados, repetem pela Internet os antigos e surrados argumentos anti-Lula e anti-PT, que pareciam enterrados desde 2002. Bolsões reacionários de militares da reserva saem a público para ameaçar golpes. FHC compara Lula a Mussolini e apela a forças ocultas para barrar a caminhada do petismo. E, em drops da imprensa, repetem-se os comentários que sustentam as possíveis semelhanças do governo Lula com Vargas e seu fim.
 
Se a campanha Dilma e a direção do PT continuarem ignorando esse conjunto de sinais de desespero de uma direita reacionária que tinha como certa sua volta ao governo, o caminho para o segundo turno e até para uma derrota podem estar traçados. Essa direita não vai se contentar com a saída de Erenice da Casa Civil e quase certamente jogará novos pacotes podres sobre a mesa, na expectativa de que o governo, o PT e a campanha Dilma continuem cometendo erros, e ignorando a natureza da atual ofensiva oposicionista.
 
Os dados do Instituto Datafolha, divulgados no dia 16/9, parecem moldados de forma que o PT e a campanha Dilma continuem acreditando que vencerão no primeiro turno, sem necessidade de qualquer reação maior. Dilma marcou 51% das preferências eleitorais, enquanto Serra se manteve com 27% das intenções de voto, e Marina seguiu com 11%. Aparentemente, o melhor dos mundos.
 
No entanto, podem-se descobrir algumas surpresas nessa pesquisa, desde que se coloque de lado a euforia e se busquem as tendências reais. Entre os eleitores bem informados, a intenção de votos em Dilma desceu para 46%, enquanto em Serra subiu para 33%, e em Marina para 14%. Com isso compreende-se por que a grande imprensa vem martelando incessantemente para ‘informar’ o eleitorado sobre os ‘fatos’ que tem criado nos bastidores, mesmo que tais ‘fatos’ não passem de falsificações. Se conseguir que o conjunto do eleitorado se deixe convencer por essas informações falsas, o segundo turno estará configurado.
 
É significativo que Dilma tenha caído na preferência do eleitorado, em caso de segundo turno, em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, assim como em Brasília. E que sua subida em outros estados e cidades importantes tenha se mantido dentro da margem de erro. Este pode ser um sinal de que o ritmo de crescimento da candidatura Dilma foi afetado pelas denúncias e escândalos criados pela aliança do tucano-pefelismo com a grande imprensa, embora ainda não de forma avassaladora.
 
Nos próximos quinze dias antes das eleições, se a campanha Dilma e o PT não forem suficientemente ágeis para criar mobilizações massivas, passar ao contra-ataque na diferenciação entre seu projeto político e o projeto de Serra e Marina, e gerar fatos políticos de repercussão, a corrosão da candidatura Dilma pode chegar àquele nível procurado pelo quarto poder.
 
Feito isso, a grande imprensa continuará convencida de que é capaz de moldar a opinião pública com mentiras e falsificações, da mesma forma que Goebbels e outros gurus da comunicação de massa acreditavam. E, certamente, configurado o segundo turno, virá com armas ainda mais letais. Se a meta da campanha Dilma é evitar que isso aconteça, esta é a semana decisiva para revirar o jogo.
 
Wladimir Pomar é analista político e escritor.

Fonte: Correio da Cidadania

setembro 22, 2010

A eleição agora é entre Dilma e a mídia, segundo Paulo Henrique Amorim

Dilmanarede | 21 de setembro de 2010
Segunda parte da entrevista de Dilma Rousseff ao telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que foi ao ar no dia 21 de setembro de 2010.

setembro 17, 2010

A onda vermelha

canal13anajulia | 16 de setembro de 2010 
Nota do blog: Quem não foi ao comício de Ana Júlia, Dilma e Lula em Belém perdeu. Ao menos dá pra curtir aqui "Vermelho", letra e música do imortal Chico da Silva, filho da cidade de Parintins-AM, que muito internautas atribuem erroneamente a Fafá de Belém.  

setembro 12, 2010

Hildegard Angel critica o preconceiro contra Lula e Dilma

"Radical Chique": Hildegard Angel concede entrevista à Carta Capital e fala do preconceito contra Lula

Foto: Marcelo Borgongino
Enquanto seu irmão Stuart era preso e morto pela ditadura, em 1971, a jovem Hildegard Angel iniciava trajetória oposta, no colunismo social do jornal O Globo, onde trabalharia, entre idas e vindas, por quase 40 anos. Em 1976, quando a mãe dos dois, a estilista Zuzu, foi assassinada pelo regime em um “acidente” de carro, Hildegard já era uma jornalista conhecida e atriz de tevê. Não deixa de ser interessante que, aos 60, recém-saída do extinto Jornal do Brasil (agora só on-line), assuma uma postura de franco-atiradora. 

Suas armas são um blog e o twitter. Seus alvos: a mídia e a preferência pelo candidato José Serra, do PSDB. No mês passado, ela declarou voto em Dilma Rousseff, do PT. Na entrevista concedida à CartaCapital em sua cobertura de frente para o mar em Copacabana, Hildegard Angel, criadora do termo “emergente” para definir os novos ricos cariocas, diz que Lula sofre preconceito por ser um deles, na política. “Já o Serra é o valoroso self-made-man”, ironiza. 

CC: Por que a senhora decidiu apoiar Dilma Rousseff? H: Ela estava sendo tão massacrada que achei ser o momento de me posicionar. Era um bombardeio de e-mails, de sobrenomes coroadíssimos, atacando a Dilma. Começaram denegrindo pelo físico, que ela era feia, horrorosa, megera, medonha. Aí ela ficou bonita e não puderam mais falar. Então começaram a atacar a parte moral, que ela é assassina, terrorista, ladra. Isso é um reflexo da impunidade. Enquanto não colocarmos nos devidos lugares os que foram responsáveis pelas atrocidades da ditadura, eles vão se sentir no direito de forjar uma realidade inexistente, de denegrir nossos mártires, nossos heróis.


CC: Antes desta eleição, a senhora já tinha se posicionado politicamente? H: Não. Em nível nacional é a primeira vez. E acho que meu depoimento e o almoço que a Lily Marinho (viúva de Roberto Marinho) promoveu romperam o círculo “demonizante” erguido em torno da Dilma. Ali se fez uma fissura. A classe alta pensante e os ricos mais liberais se permitiram uma abertura.

CC: Lily Marinho apoia Dilma? H: A Lily passou a apoiar Dilma depois que a conheceu. Quando ela fez o almoço pra Dilma, estava agindo como a mulher do Roberto Marinho, que está acima do bem e do mal e que pode se dar ao luxo de receber quem bem entende. Mas a Dilma conquistou a Lily. Antes do almoço, podia até haver a ideia de receber também os outros candidatos. Depois, não havia mais.

CC: Houve reação dos filhos de Roberto Marinho pela madrasta ter recebido a candidata do PT? H: A Lily tem uma relação tão harmoniosa, tão respeitosa com eles, que acho que jamais teriam qualquer tipo de reação. O jornal e toda a organização têm sido muito duros com a Dilma. A única matéria positiva sobre ela, até hoje em O Globo, da primeira até a última palavra, foi a do almoço com a Lily.

CC: Há quatro anos o ex-governador de São Paulo Claudio Lembo criticou a “elite branca”. A senhora acha que ele falava só da paulistana ou da carioca também? H: Da elite brasileira como um todo. É uma elite preconceituosa, que tem seus valores, seus princípios, e acha muito difícil abrir mão de suas convicções.

CC: Que tipo de rico tem preconceito com o Lula? H: O rico do passado, da herança, do aluguel, muito apegado a tradições, a sobrenome. É, na maioria, uma elite não produtiva. Porque a elite produtiva, o homem que emprega, que gera progresso, desenvolvimento, não deixa de aplaudir o Lula. Mas, às vezes, a mulher deste homem não aplaude… Diplomatas aposentados também têm preconceito com Lula. O Itamaraty sempre foi o filé mignon do serviço público brasileiro, pela cultura, pela erudição, pelo savoir faire. E a política externa atual vai na contramão disso tudo. Esse é um segmento social que rejeita o Lula, o dos punhos de renda.

CC: Nos círculos que frequenta, ainda há gente que faz piada com a origem humilde de Lula? H: O vaivém dos e-mails de gente da classe A contra o Lula é de uma variedade enorme… Por exemplo, as festas caipiras do Lula incomodaram muito. Já a Zuzu Angel sempre viu uma beleza extraordinária na caipirice, tanto que foi a primeira a usar as rendas do Norte, a misturar com organza, a usar as chitas, hoje tão na moda. Minha mãe tinha uma frase: a moda brasileira só será internacional se for legítima. Por isso foi a primeira a ter penetração no exterior. De certa forma, o Lula, com as festas caipiras dele, fez o que a Zuzu fez em 1960 com a moda caipira dela.

CC: Serra também tem origem humilde. Por que não existe esse preconceito contra ele? H: Porque o perfil do Lula se encaixa mais no do emergente. O do Serra é o do valoroso self-made man… O Serra, para ser o homem que é, teve de dominar os códigos da elite, pelo estudo, pela convivência com pessoas intelectualmente superiores. Já o Lula foi abrindo caminho na base da cotovelada. E, de certa maneira, se manteve fiel à sua raça. Não se transformou com a ascensão, não se desligou, guardou seu ranço de pobreza, a memória do sofrimento. Isso o tornou mais sensível.

CC: E por outro lado o faz ser malvisto? H: Sim, porque nunca será um igual, nem faz questão. A dona Marisa Letícia nunca abriu seus salões. Durante o governo FHC, fui inúmeras vezes convidada para recepções no Itamaraty e, em governos anteriores, até no Palácio da Alvorada. No governo Lula, só fui convidada uma vez, para o Itamaraty. Black-tie nunca existiu. Isso cria uma limitação de trânsito social. Não há uma interação para esta sociedade se inserir dentro de uma linguagem que não seja de gabinete junto à família Lula.

CC: Ainda tem muito preconceito de classe no Brasil? H: Cada vez menos, mas tem. O que Lula sofre é preconceito de classe, mas está sendo superado por ele mesmo. Essa possível vitória da Dilma mostra que não é só o povão, não só aqueles que melhoraram de situação. Tem muito rico pensando diferente, saindo do casulo, desse gueto de pensamento.

CC: O interessante é que o dinheiro também tem de ser bem-nascido. De padaria, de marmita, não é dinheiro “bom”? H: O dinheiro do comércio sempre foi visto no Brasil como um dinheiro sem base cultural, de origem ruim. Já o dinheiro da indústria, da área financeira, era “digno”. Agora, com a falta generalizada de dinheiro no meio dos que eram muito ricos, estas pessoas com dinheiro de origem menos nobre conseguiram uma posição de respeitabilidade no ambiente social.
CC: Os emergentes são mais respeitados? H: São mais aceitos, embora o verdadeiro emergente não esteja mais preocupado com isso. O verdadeiro emergente não tem aquelas veleidades do nouveau riche de antigamente. O nouveau riche de ontem queria entrar para o soçaite, queria que seus filhos estudassem com os filhos do soçaite, tinham aquela visão encantada de alta sociedade. O emergente de hoje tem mais noção do seu poder, não é tão submisso. Com o empobrecimento do rico tradicional, o rico do dinheiro novo se achou numa posição de não precisar fazer tanto a corte a essas pessoas.

CC: O dinheiro de Eike Batista, por exemplo, é “nobre”? H: Culturalmente falando, sim. Ele é filho de Eliezer Batista, que tinha grande status no País há muitas décadas. O que acontece é que o Eike sabe muito bem o que quer. Gosta de esporte, de mulher bonita, dos filhos e do trabalho dele. Sua vida é um retrato disso. Tem um carro espetacular de corrida na sala, tem casa decorada com troféus das suas lanchas. Ele poderia ter um Picasso, mas não é aquele rico tradicional. Nós temos no País essa classe da riqueza envergonhada, que não tem muito como explicar o seu dinheiro, da riqueza escondida, que não pode ser fotografada… E o Eike, como tudo dele, acredito, seja declarado lá no imposto, pode expor seu dinheiro. Ele é o rico da riqueza assumida.

CC: O jornalista Mauricio Stycer estudou a coluna de Cesar Giobbi no Estadão em 2002, quando Lula se candidatou pela primeira vez, e concluiu que o colunista fez campanha disfarçada para Serra. Isso é comum? H: Ah, a Miriam Leitão também faz… É comum o colunista ter afinidade com o veículo e ter uma linha de raciocínio que vai ao encontro da dele e ao meio em que convive. O Giobbi é uma pessoa estimadíssima na alta sociedade paulistana, não é visto nem como jornalista, é visto como “da turma”. A Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) não é vista como uma “da turma”. O Giobbi é um do time, então raciocina de acordo com seu time.

CC: Dos colunistas sociais clássicos, como Ibrahim Sued, tinha algum que era mais de esquerda? H: O Zózimo (Barroso do Amaral) era visto à esquerda, mas era muito discreto, eu nunca o vi se posicionar ostensivamente na contramão do seu grupo social. Isso não existe. Havia na época uma coisa charmosa, atraente, um esquerdismo light, fazia parte do put together da elegância.

CC: Manifestar-se politicamente agora a recoloca mais no caminho do Stuart e da Zuzu? H: Sinto-me um pouco refém da coragem da minha família, é como se tivesse retomado meu curso. Como se cumprisse uma trajetória que estava ali me esperando, neste momento que as pessoas se acomodaram, que estão submetidas a seus empregos, todas colocadas na grande imprensa, com uma posição monocórdia, um pensamento único.

CC: Pretende se tornar uma guerrilheira on-line? H: Eu seria muito pretensiosa e desrespeitosa se de alguma maneira usasse essa qualificação de guerrilheira. Guerrilheiro foi meu irmão. Eu não fui. Estou tirando o atraso, só isso.

setembro 05, 2010

Os Estados em que Serra está em primeiro, segundo Emir Sader

duserra | 12 de março de 2010 
Nota do blog: Segundo Emir Sader, eis os "Estados em que Serra está em primeiro: estado de desolação, estado de frustração, estado de desalento, estado de ira, estado de desmoralização". Aproveite e leia abaixo, o estado de desespero do FCH, democrata de araque, terrorista de gravata, pai do verdadeiro mensalão, criado especialmente para sua reeleição. Com medo da hegemonia das classes trabalhadoras do Brasil, ele agora invoca o medo de uma suposta democracia virtual.  Descanse em paz, FHC.

Democracia virtual

05 de setembro de 2010 | 0h 00


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - O Estado de S.Paulo
Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos, mas no sentido que atribui à palavra "virtual" o dicionário do Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa vazia por dentro.

Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana. Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a questão política - como se estivessem tratando com um povo de parvos -, proclamam que "não foi nada, não; apenas um balcão de venda de dados..." E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o tempo passe e nada aconteça.

Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o "dossiê" contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da República, misturando dados para fazer crer que também nós nos fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos da atual Presidência não se transformaram em "secretos" em nome da segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.

No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que, além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária. Chama a atenção que nenhum procurador da República - nem mesmo candidatos ou partidos - haja pedido o cancelamento das candidaturas beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é assim mesmo.

Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista - que ainda dá para evitar - incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano - se o PT conseguir a proeza de ser "hegemônico" - ou do peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como durante o autoritarismo militar.

Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária. Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O "dirigismo à brasileira", mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos do rei ou da rainha.

É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.

Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18 que se foram transformando em prática política e que devem ser resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas. É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela "vontade geral" encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.

SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Fonte: O Estado de S. Paulo

Nota do blog: O vídeo acima foi postado em Xeque Mate. 

setembro 03, 2010

Dilma vai derrotar os meios de comunicação habituados a "mamar" gordas verbas publicitárias


dilmanaweb | 2 de setembro de 2010 
Nota do blog: Segundo, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, se Dilma continuar crescendo nas pesquisas de intenção de votos para a presidência da república, depois de tanta manipulação midiática, será a maior derrota já imputada aos meios de comunicação que descaradamente se aliam a candidatos da direita brasileira. Segundo, Guimarães, esse tipo de apoio, mais do que ideológico, é econômico: todos estão quebrados financeiramente, precisando do auxílio de um governo de direita. Com Dilma, eles não tem a menor chance. Até porque Lula tratou a questão de verbas publicitárias de modo democrático, deixando de lado as grandes corporações, que perderam o filé que lhes vinha sendo servido. Dá-lhe, Dilma! Em tempo: Não deixe de ler o texto postado pelo Eduardo Guimarães no seu blog: Mídia tucana prepara ataque a blogs progressistas.

setembro 02, 2010

Factóide tucano é arquivado, e o povo continua ao lado de Dilma


dilmanaweb | 1 de setembro de 2010 
***
Nota do blog: Serra cria factóide, a mídia vai na corda, mas a "opinião pública", vacinada, não arreda o pé: tá com Dilma e não abre. E o TSE acaba de arquivar o pedido do PSDB de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff. Era só o que faltava, o Serra ganhar eleição com acusações levianas, desprovidas de provas. Só pra deixar de ser besta, vai perder a eleição vergonhosamente. O povo não é bobo não, viu Marina? (A candidata tentou tirar uma casquinha do factóide e se deu mal). "Pega o tucano e pela, e joga na panela!"

Enquanto Serra vive de factóides, Dilma arrebata os eleitores com propostas


dilmanaweb | 31 de agosto de 2010

agosto 06, 2010

Dilma Roussef se sai bem, em dabate morno


dilmanaweb | 5 de agosto de 2010
A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, finaliza sua participação no 1º debate entre os presidenciáveis, transmitido pela TV Bandeirantes, no dia 05/08/2010.

***

Nota do blog: Tem luz própria a candidata do PT, Dilma Roussef. No seu primeiro debate público televisivo, até os tropeços em algumas palavras contribuiu para a percepção de quem estamos diante de uma candidata que não perde o rebolado frente a um adversário habituado a manipular e distorcer os fatos políticos da história recente da república. No quesito saúde, enquanto o sinistro Serra tentou a pegadinha do mutirão, pratica assistencialista feita pra tapar o sol com a peneira, ela perdeu a oportunidade de defender um novo modo de lidar com a questão do crack. Dilma não embarcou na onda do furor midiático da questão das susbstâncias psicoativas, que já foi chamado, inapropriadamente, de "epidemia de crack". Mas, convenhamos, faltou assessoria. Ou, no mínimo, a assessoria agiu de modo particularmente conservador, para não estimular, mais ainda, o viés sensacionalista com que a mídia trata a questão. Ao dar visibilidade à existência das eufêmicas "comunidades terapêuticas", deixou de reconhecer nosso know how em redução de danos, que tão bem ensinamos aos canadendes, a ponto deles terem ultrapassado os mestres, tornando-se referência mundial. É fundamental dar visibilidade à política de redução de danos, aliado aos dispositivos previstos para acolher com dignidade os usuários no Sistema Único de Saúde. A resposta da candidata ainda está aquém do que temos de conhecimento para mudar os rumos da atual política para tratar os problemas do uso abusivo de substâncias psicoativas.

agosto 04, 2010

Senador, habitualmente falante, emudeceu



Carta Diária Óleo do Diabo, terça-feira 3 de agosto de 2010

Tá dando até pena. E deixo os trocadilhos sobre tucanos depenados para vocês. A candidatura de José Serra afunda a olhos vistos. Sem tempo de TV, sem dinheiro de campanha, sem discurso, caindo nas pesquisas, só resta mesmo ao tucano se enfiar em São Paulo, seu reduto eleitoral, como fez ontem, e tentar se consolar com os afagos diários que recebe na grande imprensa.

Outro dia, conversando com um colega, a gente estava brincando sobre isso. Serra deve ler a Veja com os olhos esbugalhados de prazer, pensando algo como:

- Como eu sou bom!!!! Como Dilma é horrível!!! Lula é uma droga!!!!

E aí parte para os blogs da Veja, e tem mais prazer ainda:

- Ulalá!!! Eu sou demais!!! Lula é mesmo um apedeuta!!!

Acontece que a Veja, pelo menos por enquanto, ainda não conseguiu moldar a realidade a seu mundinho esquizóide-fascista. O máximo que a revista consegue é moldar a mente de alguns débeis mentais que ainda acreditam nela. Políticos do DEM chegam ao cúmulo de estampar anúncios grátis da Veja em seus blogs.

O blog Amigos do Serra tem uma seção intitulada "blogueiros", onde Reinaldo Azevedo, o esgotão da Veja, é praticamente o único autor linkado.

Quer dizer, era. O blog saiu do ar...

Por fim, as publicações serristas estão perdendo ações na Justiça... PT acaba de ganhar direito de resposta na Veja.

Pelo visto, a diatribe do (cadê ele, sumiu?) vice-índio rendeu anúncio grátis de página inteira para o PT na publicação mais antipetista do mundo...

*

No Amazonas, o senador Arthur Virgílio, aliou-se ao candidato dilmista ao governo do estado, e tem evitado sequer mencionar o nome do tucano em público.

Em todo o Brasil, a mesma cena se repete.

José Serra está vivenciando, ao vivo e a cores, o clássico processo de CRISTIANIZAÇÃO. Ou seja, é o candidato oficial da oposição, mas grande parte dos quadros ligados ao PSDB e DEM aliaram-se às forças dilmistas em virtude de necessidade de sobrevivência política.

O que nós esperamos é que esses oportunistas que se agarram parasitariamente em Dilma não consigam realizar seu intento, e que ganhem apenas aqueles que, efetivamente, integrem o leque das alianças em torno da ex-ministra.

*

Dentro de alguns dias, começa a propaganda eleitoral. Na quinta-feira, teremos o debate dos presidenciáveis na Band. A campanha vai esquentar.



***

Nota do blog: Já para a Crônica Bipolar, de Jorgito Laborda, assim foi lida a traição do Arthur:

Arthur Virgilio Cardoso trai Serra. A coisa tá feia !

Aparentemente, Arthur Virgilio Cardoso se aliou ao candidato do Lula no Amazonas para tentar a re-eleição.

Arthur Virgilio Cardoso foi aquele que se aliou ao Farol de Alexandria e ao presidente da FIE P (*) para tirar o remédio da boca das crianças e derrotar a CPMF.

Arthur Virgilio Cardoso é aquele que estourou o VISA em Paris e mandou o Senado cobrir.

É aquele que disse que ia dar uma surra no Lula e teve 5% dos votos para governador do Amazonas.

Agora, trai o Serra.

É uma questão de estilo. 


Fonte: Crônica Bipolar

julho 10, 2010

junho 28, 2010

O Amazonas vai dar a Dilma uma das maiores votações proporcionais à presidência da república

Tribuna Petista



Por Guina

A onda Dilma parece mesmo que está tomando conta do país: uma nova pesquisa Ibope no estado do Amazonas mostra Dilma com 66% contra 18% de José Serra.

Isso só vem a confirmar que o povo brasileiro sabe exatamente que somente Dilma pode dar continuidade às mudanças realizadas por Lula nestes ultimos 8 anos.

O povo não que saber de mais privatizações e pedágios. Não deseja ver o país nas mãos dos companheiros de José Serra: ACM Neto, Roberto Jeferson, José Roberto Arruda, Eduardo Azeredo, FHC e cia.

O Brasil cansou das calúnias e dos ataques baixos de uma oposição raivosa e invejosa, que tenta atacar a honra de Lula e de Dilma criando factóides a todo instante.

É por isso que a onda Dilma toma conta do país.

Vamos junto eleger uma mulher competente e dar uma basta de vez nos golpistas e mentirosos da oposição e da mídia.

Chega de mentiras!

O povo é quem decide e não adianta mais achar que através de boatos e ataques mentirosos se ganha uma eleição.

Fonte: Tribuna Petista

junho 24, 2010

Dilma 45% x Serra 35%

Dilma e Lula
Dilma aponta para vitória no primeiro turno

Por Redação - de São Paulo

Dilma assume a dianteira nas pesquisas
Candidata do PT à Presidência da República, a economista de esquerda Dilma Rousseff superou pela primeira vez o colega da direita, o tucano José Serra, na corrida ao Planalto. Distante mais de três meses das eleições, a petista mantém uma curva ascendente que a coloca, neste momento, com 45% dos votos contra 38% de Serra, em um cada vez mais improvável segundo turno. Analistas estatísticos mostram que a trajetória da candidata indicada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aponta para a vitória ainda no primeiro turno. A pesquisa Ibope foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada na tarde desta quarta-feira. Segundo o estudo, Dilma já lidera também no primeiro turno com 40% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 35% e Marina com 9%.

Leia mais em Jornal Correio do Brasil

junho 11, 2010

Ferreira Gullar, em nova versão-regina-duarte

Gullar sobre Lula e Dilma

"Eu, pessoalmente, vejo com muita apreensão a possibilidade de uma vitória do PT na próxima eleição presidencial.

"Se isso ocorrer, nós podemos entrar num caminho bastante negativo. Porque, aí, essa 'era Lula' pode perdurar por muitos anos. E com consequências muito graves.

"Porque o Lula não é um democrata. E não é à toa que ele mostra simpatia por Chávez, por Ahmadinejad...

"Ele tem horror à imprensa. (...)Como ele disse outro dia: 'A imprensa só é pra informar, não é para analisar ou especular'. (...)Toda informação que não convém a ele é 'especulação', é 'mentira', é 'conspiração'.

"E, pior ainda, é o assessor dele: Marco Aurélio... Aquilo é inacreditável. A declaração dele de que 'tem de proibir filme americano na televisão, porque é igual à Quarta Frota'...

"O cara diz uma coisa dessas e ele é o coordenador da campanha da Dilma Rousseff. Então, é uma coisa ameaçadora, tá me entendendo?

"E, se eles ganharem, eles vão se sentir autorizados a fazer qualquer coisa no País...

"Que nem o Chávez está fazendo: abusa de tudo, fecha jornal, fecha rádio, fecha o diabo.

"(...)Esse é o temor que eu tenho em relação a essa situação(...)"

Ferreira Gullar, no final do podcast #138 da Rio Bravo, há pouco mais de um mês. 



por Julio Daio Borges

Fonte: http://www.digestivo.com.br

maio 18, 2010

Biografia da Dilma e do Serra, segundo a Tribuna Petista

Tribuna Petista



*Dilma e José Serra tem suas biografias comparadas em texto que está circulando pela internet. É uma boa comparação sobre ambos. De um lado a biografia de Dilma e do outro a biografia de José Serra:

José Serra tem 68 anos é paulista, filho único de imigrantes italianos, o pai, empresário no ramo de frutas. José Serra foi criado em uma ampla e confortável casa na Mooca, São Paulo.

Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha do imigrante Pedro Rousseff, búlgaro naturalizado brasileiro, e da professora Dilma Jane Silva.

Quando Serra tinha 11 anos, sua família mudou para uma luxuosa casa em São Paulo na Rua Antônio de Gouveia Giudice, no bairro nobre de Alto Pinheiros.
Imóvel não era problema para a rica família Serra, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Serra utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupo terrorista Ação Popular do qual foi um dos fundadores, que pouco tempo depois viriam a praticar atentados, roubar e seqüestrar.

Aluna da escola pública (escola estadual Milton Campos em Minas Gerais), Dilma conseguiu ingressar na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, e, no início dos anos sessenta, tornou-se uma grande militante do movimento estudantil combatendo a ditadura militar no país.

Serra, por sua vez, neste mesmo período, ajudou a fundar a Ação Popular (grupo radical e adepto da luta armada que explodiu o aeroporto de Gurarapres em 25/07/1966).
Quando presidente da UNE vivia encangado na barra da calça de Jango.


Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Tornado-se economista, mestre em teoria econômica pela Unicamp e doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade.

Aos 18 anos, Serra ingressou no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o qual nunca concluiu. Com o golpe militar de 1964, ele exilou-se na Bolívia, no Uruguai e, em seguida, no Chile, onde fez o “Curso de economia” da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), de 1965 a 1966, especializando-se em planejamento industrial. Apenas 2 (dois) anos de curso! Quer dizer, não é um curso superior formal. Depois disso, fez mestrado em Economia pela Universidade do Chile (1968), da qual foi professor entre 1968 e 1973. Em 1974, fez Mestrado e Doutorado em Ciências Econômicas na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, sem nunca ter concluído uma faculdade. Como foi possível isso? No Chile e nos EUA não é exigido curso superior para fazer pós-graduação, o que não é permitido aqui no Brasil. Além disso, os cursos de pós-graduação que Serra cursou na Cornell (com que dinheiro não sei, porque são caríssimos) não são “strictu senso“ mas “lato senso“ como os fornecidos pela rede privada aqui no Brasil. Em suma: não valem nada em termos acadêmicos. Serra permaneceu 13 anos longe do Brasil. Autoexilando-se (ou melhor, fugindo) no Chile, junto com FHC ao invés de lutar pelo povo contra a ditadura. Na volta ao Brasil, logo locupletou-se com as elites brasileiras.

Enquanto isso, Dilma estava sendo presa e torturada. Combateu até o fim a ditadura militar no Brasil. Sempre esteve ao lado das forças progressistas e democráticas brasileiras. E ainda é, incansável defensora que se abra os arquivos secretos da ditadura militar. É direito de todo o povo saber o que realmente acontecia nos porões da ditadura.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Teve sua candidatura a deputado impugnada, pois estava com os direitos políticos suspensos devido à explosão do aeroporto de Guararapes. Foi admitido como editorialista do jornal que também apoiou a ditadura (Folha de São Paulo).

Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo, por também combater a ditadura militar. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer as disciplinas do mestrado na UNICAMP.

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, quando fez um péssimo trabalho. Braço direito do governador Montoro, não conseguiu sequer arrumou as finanças do Estado, sucateando ainda mais a Educação e a Saúde.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, e teve um dos piores desempenhos, como pode-se conferir abaixo:


a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
e) negou seu voto pelo direito de greve;
f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
g) negou seu voto pelo aviso pró prévio porcional;
h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte”;pág. 621.


Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, que classificou a gestão “como exemplo de competência e transparência”.Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, quando se afastou para se dedicar à campanha de Carlos Araújo(um dos fundadores do PDT ao lado de Leonel Brizola) à prefeitura de Porto Alegre.

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, (á época do PT), nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal quando teve novamente péssimo mandato.

Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, saindo de lá para ser presidente da Fundação de Economia e Estatística, no governo de Alceu Collares.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano de Privatização de Fernando Henrique Cardoso, deixando um rastro de enormes prejuízos para o povo brasileiro:
· 166 empresas privatizadas entre 1990 e 1999;
· 546 mil postos de trabalho extintos diretamente;
· 17,1% dos 3,2 milhões de empregos formais perdidos na década.
(Fontes: Pochmann, Márcio. A década dos mitos. São Paulo, Editora Contexto, 2001. Biondi, Aloysio. O Brasil privatizado. São Paulo, Editora Perseu Abramo, 2001)

Depois foi eleito senador por São Paulo, em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento, onde por pura incompetência deixou o país à mercê de um racionamento durante o famoso “apagão” no governo FHC que durou Oito meses.

Em 1995, Dilma Rousseff voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômica.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde. Junto com FHC, zerou o investimento na área de saneamento, o que causou a propagação de várias doenças no país. Além disso, José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti. Dos R$ 81 milhões gastos em publicidade do seu ministério em 2001, apenas R$ 3 milhões foram utilizados em campanhas educativas de combate à doença. O resultado desta política criminosa se fez sentir no Rio de Janeiro que, entre janeiro e maio de 2002, registrou 207.521 casos da dengue e a morte de 63 pessoas.

Em 1998, Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, um ministério que cuida de questões relevantes para o país como o petróleo, o gás, a energia elétrica e as energias renováveis.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo e prejudicou sua já arranhada imagem ao mentir para o povo de São Paulo quando no debate da Band, diante de Boris Casoy,  afirmou que em caso de não cumprir a promessa, que seus eleitores nunca mais votassem nele. Disse ainda que “embora alguns candidatos adversários gostem de dizer que eu sairei candidato à presidência da República ou ao governo do estado, eu assumo esse compromisso, meu propósito, minha determinação é governar
São Paulo por quatro anos”. Deu sua palavra em rede nacional e depois voltou atrás, mentindo para o povo.

Em junho de 2005, Dilma assumiu o ministério da Casa Civil quando coube a ela tarefa de comandar o principal programa do segundo mandato de Lula, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Em 2006, Serra elegeu-se Governador de São Paulo (confirmando que mentira mesmo ao povo), cargo que exerceu até o último dia 31 de março de 2010. O governo foi marcado pela tragédia no Metrô e o escândalo no Caso Alstom.
É o candidato natural da oposição à Presidência da República. Oposição esta composta pelo PSDB (partido à qual pertence o chefe do mensalão mineiro, Eduardo Azeredo e Yeda Crusius, governadora do RS, envolvida em um escândalo no Detran daquele estado). Ainda possui aliança com o DEM (partido do mensalão do DF no qual o ex-governador e principal operador do esquema, José Roberto Arruda, iria ser o candiato à vice de José Serra).

De 2006 para cá, Dilma vem ganhando destaque na mídia por sua excelente atuação na Casa Civil e crescendo a cada dia pela sua determinação. É a candidata natural escolhida pelo presidente para dar continuidade ao projeto de crescimento econômico e investimentos sociais do Governo Lula.
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*Este currículo comparado não tem autoria conhecida, está circulando pela internet, mas é uma boa comparação entre a biografia de Dilma com a biografia de José Serra. Copie e envie para todos os seus amigos, conhecidos, colegas e parentes. Faça um bem para o Brasil. Faça um bem para as pessoas. Ajude a desmanchar a maior mentira que já inventaram na história deste país: José Serra.

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maio 17, 2010

Enquanto Dilma sobe, Serra desce e FHC afunda


Brazukace — 20 de junho de 2009 — As crises que FHC "enfrentou" eram muito menores do que a atual. Se limitavam a continentes, e não eram crises mundiais como a de agora.
Mesmo assim o país se F*DIA. O governo tucano não governava para o povo e sim para uma minoria da elite e para um único estado chamado São Paulo.
Observe na parte do vídeo em que aparece Paulo Renato Souza ao lado de FHC. Ele poderá ser o futuro ministro da fazenda se Zé pedágio for eleito. Há um serviço que não foi realizado por completo, por isso os tucanos precisam voltar ao poder para finalizá-lo. Entregarão nossos recursos naturais, estatais e o que puderem para os europeus e americanos.

Isso se chama "GLOBALIZAÇÃO" no dicionário tucano.

maio 10, 2010

A pergunta que tucanos não respondem


ptbr2010 — 8 de maio de 2010 — O governo Lula já criou mais de 12 milhões de emprego. Quem você acha que pode aumentar mais rápido esse número? Uma pessoa que tem a mesma visão de Lula ou uma pessoa que fez parte de um dos governos que menos criou emprego no Brasil?