Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens

novembro 25, 2010

Coletiva de Lula com os "blogueiros sujos" não rendeu uma pergunta relevante sobre a Amazônia

PICICA: O meu considerado Altino Machado, jornalista da pesada, único representante da Amazônia na coletiva dos "blogueiros sujos" com o presidente Lula, perdeu extraordinária oportunidade de fazer a pergunta crucial que tira o sono dos amazônidas, em favor de uma questão paroquial. Ele quis saber porque Lula não era mais "o cara" no Acre. No entanto, a construção de sessenta hidrelétricas previstas no plano energético para a Amazônia não mereceu uma mísera pergunta. É como se o entrevistado fosse o estimado jornalista acreano, e perguntássemos porque ele embarcou na "canoa furada" de Marina Silva, sem que se explorasse a percepção jornalística deste respeitado profissional da imprensa sobre a polêmica construção de hidrelétricas na Amazônia. Aproveite e leia o texto "Bastidores de uma entrevista histórica", de Renato Rovai.
PalaciodoPlanalto | 24 de novembro de 2010 
Presidente Lula concede a primeira entrevista a blogueiros no Palácio do Planalto, em Brasília

novembro 23, 2010

Lula concede entrevista histórica aos "blogueiros sujos"

PICICA: "A coletiva constitui mais um marco na ascensão da blogosfera em 2010. “É uma vitória dos ‘blogs sujos’”, diz Miro, em ironia ao presidenciável do PSDB, José Serra. Às vésperas do Encontro de Blogueiros Progressistas, o tucano chamou de “sujos” os blogs que denunciavam as contradições de sua candidatura."

Lula dá entrevista a blogueiros sujos

    Publicado em 23/11/2010
  • Compartilhe Envie Para um Amigo  Share with Delicious Share with Digg Share with Facebook Share with LinkedIn Share with MySpace Share on Google Reader Share with Twitter

Sujos, porém destemidos

Extraído do site do Barão de Itararé:

Lula concede entrevista histórica à blogosfera nesta 4ª feira


A 37 dias do fim de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concederá uma entrevista coletiva histórica, às 9 horas desta quarta-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). De forma inédita, Lula estará frente a frente não com jornalistas da mídia grande e golpista — mas, sim, com pelo menos dez representantes da blogosfera progressista.


Os entrevistadores confirmados são Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Conceição Lemes (Viomundo), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna). Segundo Rovai — um dos articuladores da iniciativa —, “outros dois blogueiros buscam desmarcar compromissos para se integrar ao grupo”.


A entrevista com Lula foi reivindicada pela blogosfera em julho e tornou-se mais viável no mês seguinte, quando 330 blogueiros e tuiteiros participaram, em São Paulo, do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. O evento será exibido em tempo real pelo Blog do Planalto.


“Não dava para incluir na entrevista os 330 participantes do Encontro — mas todos eles poderão participar na hora, por chat”, afirma o jornalista-blogueiro Altamiro Borges, o Miro, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.


A coletiva constitui mais um marco na ascensão da blogosfera em 2010. “É uma vitória dos ‘blogs sujos’”, diz Miro, em ironia ao presidenciável do PSDB, José Serra. Às vésperas do Encontro de Blogueiros Progressistas, o tucano chamou de “sujos” os blogs que denunciavam as contradições de sua candidatura.


“Além de ter promovido um encontro nacional bem-sucedido, a blogosfera se organizou, teve papel relevante na campanha eleitoral e vem ganhando reconhecimento. Uma entrevista com o presidente só fortalece nossa luta”, agrega Miro.


Segundo ele, a coletiva não será “chapa-branca”, apesar do apoio maciço da blogosfera progressista ao governo Lula. “Não é uma festa. É uma entrevista séria, jornalística. Ninguém aqui vai se reunir com Lula para bajulá-lo ou poupá-lo de perguntas apimentadas.”


Em seu blog, Renato Rovai também saudou o acontecimento. “Será uma entrevista coletiva, mas também é um momento de celebração da diversidade informativa. Ao abrir sua agenda à blogosfera o presidente demonstra estar atento às transformações que acontecem no espaço midiático e ao mesmo tempo atesta a importância dessa nova esfera pública da comunicação.”


(André Cintra)


Fonte: Conversa Afiada

novembro 04, 2010

Salvar Cesar Battisti da vendetta dos neofascistas italianos

PICICA: Está nas mãos de Lula, ainda que ele diga que a decisão é do advogado da União, o destino de Cesare Battisti. O presidente, homem justo que é, saberá salvá-lo da  vendetta  dos neofascistas italianos.

FIM DE PESADELO PARA BATTISTI

Está próximo do desfecho justo o caso do escritor e perseguido político Cesare Battisti, preso há 45 meses no Brasil por causa de crimes ocorridos há mais de três décadas na Itália.

Crimes de que não foi acusado no seu primeiro julgamento, em julho de 1979, quando recebeu a exageradíssima sentença de 12 anos de prisão, por mera subversão contra o Estado italiano.

Crimes que lhe foram jogados nas costas quando o processo, já transitado em julgado, foi reaberto em 1987 por conta das delações premiadas de Pietro Mutti, o líder do grupo de ultraesquerda do qual Battisti havia participado.

Acusado por um juiz, noutro processo, de mentir sistematica e descaradamente à Justiça, distribuindo culpas de acordo com suas conveniências, Mutti inculpou Battisti por quatro assassinatos -- e, pateticamente, a acusação teve de ser reescrita pelos promotores quando se constatou que dois desses episódios haviam ocorrido com intervalo de tempo insuficiente para que Cesare pudesse ter se locomovido de uma a outra cidade.

Em vez de jogarem esse amontoado de mentiras no lixo, inventaram que Battisti teria sido o autor intelectual de um desses homicídios. Poderiam também ter-lhe atribuído o dom da ubiquidade, por que não? As fábulas aceitam tudo...

Com o único respaldo de outros interessados em favores da Justiça italiana, cujos depoimentos  magicamente  se casaram com os de Mutti, Battisti foi condenado em 1987 à prisão perpétua.

Depois ficou indiscutivelmente provado que, foragido no México, ele esteve representado nesse julgamento por advogados que não constituíra para tanto, os quais fraudaram procurações para apresentarem-se como seus defensores (embora houvesse conflito de interesses entre Battisti e os co-réus que eles também defendiam).

Nem sequer isto foi levado em conta pela Justiça italiana, que lhe nega o direito líquido e certo a novo julgamento, como qualquer sentenciado à pena máxima cuja condenação tenha se dado à revelia.

O quadro se completa:
  • com as pressões políticas e caríssimas campanhas de mídia que a Itália desenvolveu para convencer a França a renegar o compromissso solene que assumira com os perseguidos políticos italianos, de deixá-los em paz desde que se abstivessem de interferir na política de sua pátria;
  • com as descabidas pressões políticas sobre o governo brasileiro, depois que este, soberanamente, concedeu refúgio a Battisti; e
  • com a interferência exorbitante nos trâmites do caso no STF, servilmente consentidas por Cezar Peluso, que em momento algum mostrou a isenção inerente a um relator, tomando invariavelmente partido pela posição italiana contra Battisti e contra o ministro da Justiça do Brasil (que sempre deu e deveria continuar dando a última palavra nos casos de asilo político e refúgio humanitário).
Nem sequer a GRITANTE prescrição do caso foi levada em conta por Peluso, que recorreu a filigranas jurídicas para confundir o óbvio, com a anuência de outros ministros reacionários do Supremo.

Depois de rasgar a Lei do Refúgio e desconsiderar a jurisprudência consolidada em vários outros casos, o STF não ousou, contudo, consumar o linchamento de Battisti: contra a vontade dos ministros alinhados com a posição italiana, reconheceu que continuava cabendo ao presidente da República dar a última palavra no assunto.

Já se roubaram quase quatro anos da vida de Cesare Battisti, cidadão que  foi mais do que punido pelo que realmente fez, mas quiseram transformar em bode expiatório do que não fez, como um símbolo do triunfo da pior direita européia sobre os ideais de 1968.

Os brasileiros ciosos da soberania nacional e inspirados pelo espírito de Justiça esperam que o presidente Lula dê um fim a essa jornada kafkiana, confirmando o direito que o Ministério da Justiça já reconheceu, de Battisti morar e trabalhar no Brasil, definitivamente a salvo da  vendetta  dos neofascistas italianos.

novembro 01, 2010

Dilma se emociona ao agradecer o apoio de Lula, o companheiro presidente

PICICA: Mulher testada na dureza que a vida lhe proporcionou no período mais repressivo da história da república, e habituada ao universo racional das decisões políticas, Dilma Rousseff deixou-se levar pela emoção quando, no discurso da vitória, agradeceu o apoio do operário-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Momento de singular beleza é ver um líder manifestar o gesto mais humano de gratidão para com seus companheiros. Só os grandes líderes são capazes reconhecer gestos magnânimos com a gratidão das emoções mais simples. Não, Dilma não chorou. O que se viu foi sua alma chorar por ela. Afinal, Lula levou-a ao mais alto posto do país graças à sua extraordinária habilidade política e por uma razão suprema: "ponho minhas mãos no fogo por Dilma". A confiança é a prova que dá dignidade nas relações entre companheiros. Quem tem a graça de ter Lula como conselheiro e companheiro de partido, tem tudo o que se pode desejar para alcançar todos os sonhos de um país mais justo, mais fraterno e solidário. Começamos a viver a mais sentida despedida de um líder político de um cargo público. Novos vôos aguardam Lula. Estaremos com ele. Indissolúveis são os laços que nos une, porque mais fortes são os poderes do povo. A dica dos vídeos abaixo é do blog Conexão Maranhão Brasília.
rogeriotomazjr | 31 de outubro de 2010
Brasília(DF), 31/10/2010 - Primeiro pronunciamento oficial de Dilma Roussef (PT), após ter sido eleita à Presidência da República Federativa do Brasil. Primeira mulher na história a ser eleita para governar o Brasil. PARTE 1/2/3


outubro 28, 2010

Joelmir Betting: sigam a voz da experiência. Dia 31, vote 13.

PICICA: Em Manaus tem um segmento da classe média tão inculto que não respeita nem o conhecimento, nem a experiência. Este segmento é capaz de negar os ricos dados da economia brasileira oferecidos pelo jornalista e economista Joelmir Betting, no jornal da TV Bandeirantes da noite do dia 27 de outubro. As viúvas do tucanato emplumado tem faniquitos só de pensar que esses avanços continuarão no governo Dilma Rousseff. Só o ódio de classe justifica a cegueira para o avanço da sociedade brasileira sob o governo Lula. É o tipo de gente que quer pobre calado e submisso. Não suportam pobres falantes, que lutam pela democracia econômica. Chega de miséria. Pobreza, nunca mais.
augusto65 | 27 de outubro de 2010
Gostemos ou não do economista da Band, o fato é que Joelmir apresentou hoje, dia 27, no jornal de sua emissora, 5 razões para que qualquer brasileiro sensato vote em Dilma no domingo. Não citou Dilma, mas nem precisamos entender de economia pra chegarmos a essa conclusão.
As palavras de Joelmir:
"No segundo turno de 2002, nós estávamos no fundo do poço. Agora, no melhor dos mundos em 40 anos.
Em 2002, INFLAÇÃO de 12,5. Agora de 5,1.
O DÓLAR de 3,94 para 1,70.
O PIB de 2,7 para agora acima de 7.
DESEMPREGO de 12,7 para 6,2.
E o chamado RISCO-PAÍS da dívida externa acima de 2400 pontos em 2002 para 174 pontos apenas hoje. O menor da história."

outubro 26, 2010

Os tucanos surtam quando leem os números do governo Lula

PICICA: Votar em Serra é votar em FHC, o rei dos índices mais desastrados da economia brasileira. Por isso, Dilma sobe e Serra desce. Veja abaixo os números do governo Lula, enviados gentilmente pelo Alexandre Teixeira. A propósito, você votaria num candidato cujo governo sabe quem é o vencedor de licitação de uma linha de metrô 6 meses antes do resultado. Leia mais um dos escândalos do governo Serra no Blog do Favre.
Bessinha


BALANÇO GOVERNO LULA E GOVERNO FHC

(elaborado pela liderança do PT na Câmara)

 

O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.

 

Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.

 

Dilma é a única garantia de que o país continuará nesse caminho de crescimento econômico, distribuição de renda e redução das desigualdades iniciado pelo presidente Lula.

Para o Brasil Seguir Mudando, vote 13, vote Dilma!


Economia

Salário Mínimo – o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.

 

Emprego Formal – o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 5,0 milhões de empregos. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais. (este é o tema que o Serra mais odeia debater ... pura INvêja)


Taxa de desemprego – em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.

 

Inflação – a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.

 

Exportações – subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.

 

Reservas internacionais – passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.

 

Dívida com o FMI – FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.

 

Investimento Público (Governo Federal e estatais) – a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).

 

Risco Brasil – teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.

 

Dívida pública líquida – a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.


Agricultura

Safra de grãos – em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas – a maior safra da história.

 

Pronaf – o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.

 

Programa de Aquisição de Alimentos – com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.

 

Eletrificação Rural – o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.

 

Reforma agrária – no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.


Desenvolvimento Social

Estrutura social – em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.

 

Desigualdade de renda – o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.

 

Índice de Desenvolvimento Humano – subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.

 

Programas de transferência de renda – a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.

 

Benefício de Prestação Continuada (BPC) – o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.

 

Equipamentos sociais – já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.

 

Restaurante popular – não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.

 

Liderança mundial no combate à fome – o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.


Saúde

Desnutrição infantil – caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.

 

Taxa de mortalidade infantil – caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.

 

Saúde da Família – em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.

 

Agentes comunitários de saúde – eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.

 

Equipes de saúde bucal – eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.

 

Serviços de reabilitação – os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.

 

SAMU 192 – Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.

 

Assistência farmacêutica – os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.


Educação

Analfabetismo – a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.

 

Ensino Técnico – o número de escolas técnicas cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Até o final de 2010, estarão funcionando 214 novas escolas. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.

 

Prouni – com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.

 

Universidades Federais – Lula e Dilma criaram 15 novas universidades e, até o final de 2010, terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.

 

Matrículas no ensino superior – o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.

 

Educação especial – o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.

 

Orçamento do MEC – o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 317,2 bilhões.

 

Alunos inscritos no ENEM – no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).

 

Alimentação escolar – o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.


Segurança Pública

Investimentos federais – os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.


Política urbana

Investimentos em Habitação – os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.

 

Minha Casa, Minha Vida – o Governo Lula criou o Minha Casa, Minha Vida, que vai construir 1 milhão de moradias – a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.

outubro 24, 2010

Lula, o adorável "analfabeto"

PICICA: Nunca antes, neste país, um "analfabeto" fez tanto pelos brasileiros. (Dedico este post ao Max Teixeira, que morria de medo pelo operário Lula não falar inglês, e viu seu temor ser afastado pela mais alta performance, jamais atingida por qualquer outro presidente da república, que fez em oito anos o que num século e meio a burguesia letrada não fez pelo país).

Lula - Foto: Fernando Bonasci, 2006

Pedro Lima

(Economista e Professor da UFRJ)

Lula, que não entende de sociologia,
levou 32 milhões de miseráveis e pobres
à condição de consumidores;
e que também não entende de economia; 
pagou as contas de FHC,
 
zerou a dívida com o FMI
 e
ainda empresta algum aos ricos;


Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi],
e ainda criou o PRÓ-UNI,
que leva o filho do pobre à universidade
[meio milhão de bolsa para pobres
em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças
nem de contas públicas, 
elevou o salário mínimo de
64 para mais de 291 dólares [valores de
janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.


Lula, que não entende de psicologia,
levantou o moral da nação e disse que o 

Brasil está melhor que o mundo.
Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia,
nem de mecânica,
nem de nada, 
reabilitou o Proálcool,

acreditou no biodiesel e levou o país
à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta]. 

 
Lula, que não entende de política,
mudou os paradigmas mundiais e 
colocou o Brasil na liderança
dos países emergentes,
passou a ser respeitado 

e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de
conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos
da América Latina, onde exerce
liderança absoluta sem ser imperialista.
Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc.
Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de
mulher nem de negro,
colocou o primeiro negro no Supremo e
uma mulher no cargo de primeira ministra,
e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta,
sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento,
nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC;
antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é
hora de o Estado investir; 
hoje o PAC é um amortecedor da crise.
 
Lula, que não entende de crise,
mandou baixar o IPI e levou a
indústria automobilística a
bater recorde no trimestre
[como também na linha branca de eletrodomésticos].


Lula, que não entende de português
nem de outra língua, tem fluência entre
os líderes mundiais; 
é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual
[o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...]. 


Lula, que não entende de respeito a seus pares,
pois é um brucutu,
já tinha empatia e relação direta com George Bush -
notada até pela imprensa americana -
e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato,
pois era apenas um agitador...
é amigo do tal John Sweeny
[presidente da AFL-CIO -
American Federation Labor-Central
Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]
e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia,
pois não sabe interpretar um mapa
é autor da maior mudança geopolítica
das Américas na história.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado,
age com sabedoria em todas as frentes e se
torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história,
pois é apenas um locutor de bravatas;
faz história e será lembrado por um grande
legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de
conflitos armados nem de guerra,
pois é um pacifista ingênuo,
já é cotado pelos palestinos para
dialogar com Israel.

 
Lula, que não entende nada de nada...
é bem melhor que todos os outros...!


Pedro Lima *
Economista e professor de economia da UFRJ 

OBSERVAÇÃO:


DESCULPEM-ME OS NAO-LULAS MAS
COMO RECEBO MUITOS EMAILS IRONIZANDO E FALANDO HORRORES DELE
ACHO QUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR 
UM UNICO EMAIL
 QUE FALE BEM DESSE
MARAVILHOSO "ANALFABETO".
SAUDAÇÕES BRASILEIRAS!

outubro 23, 2010

Lula se emociona ao falar do legado de seu governo

 PICICA: Numa entrevista emocionante, Lula fala do legado do seu governo. Tá chovendo na horta do presidente mais popular do Brasil.
TheAllankomedeiros | 21 de julho de 2010
[...] Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo. É como se você tivesse ficado o tempo todo com gente olhando a sua roça e falando "não vai dar nada, não vai plantar". E de repente, a planta brota, cresce e eu estou colhendo.
"Luiz Inácio Lula da Silva"

outubro 05, 2010

Veja o casseta Marcelo Madureira recebendo um "art(h)ur virgílio" em programa de TV. Até quando essa patifaria?

xb9100 | 5 de outubro de 2010
Marcelo Madureira fala sobre o Lula no Manhatan Conection do dia 03 de outubro de 2010 - dia da eleição

* * *

Casseta xinga Lula de ‘vagabundo’ e é censurado


Marcelo Madureira no Manhattan Connection do último domingo, em que xingou o presidente Lula

Convidado especial do programa Manhattan Connection do último domingo (3/10), o humorista Marcelo Madureira, integrante do Casseta & Planeta, xingou o presidente Lula de "vagabundo, picareta e impostor", que "não vale nada".

Devido às eleições, o programa foi exibido ao vivo pelo canal pago GNT, da Globosat, programadora de canais pagos da Globo. Nas reprises apresentadas na madrugada e às 10h e às 14h de ontem, no entanto, a fala de Madureira foi cortada pelo próprio canal. Na versão que está no site oficial do GNT, o xingamento do casseta também sumiu.

Madureira falava com cara de sério. "O pior desses oito anos do governo Lula foi transformar a política definitivamente numa coisa de chacota. É impressionante como a política foi desmoralizada. Acho incrível, porque na minha opinião a política é a mais nobre atividade do ser humano. E é impressionante como atrai vagabundo, picareta e tal, a começar pelo presidente da República, que não vale nada!", discursou o humorista.

Esse trecho foi censurado pelo GNT na reprise.

Madureira disse ainda que o país vai demorar "gerações" para se recuperar do "mal" causado por Lula. "Eu quero desmistificar esse picareta que está na Presidência da República", encerrou.

Ele foi muito ácido também com Dilma Rousseff. Referindo-se às roupas usadas pela candidata, disse que ela parece "um travesti de Kim Jong-Il [ditador da Coreia do Norte]".

O blog está tentando falar com o canal GNT desde as 10h32 de hoje. Até o momento, o canal não se pronunciou.

Clique na imagem acima e veja o trecho em que Marcelo Madureira xingou Lula e que não foi reprisado pelo GNT:

Espalhe por aí:
Nota do blog: Não é de hoje que o casseta Marcelo Madureira recebe um "art(h)ur vigílio" na cabeça. O mais curioso é que ele continua impune. A dica do texto e do vídeo foi catada no blog do Nassif. 

outubro 04, 2010

Quem diria!? Art(h)ur Virgílio aceitaria tomar uma pinga com Lula.


portald24am | 3 de outubro de 2010
Após a confirmação do resultado, o senador Artur Virgílio criticou adversários em entrevista coletiva, na noite de domingo, 3 de outubro, no Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Nota do blog: Para uns o regozijo, para outros o nó na garganta. Tens razão Art(h)ur, só uma pinga para serenar os ânimos, descontada a malícia da alusão ao gosto etílico do presidente da república. Se o Lula não te convidar, convido-te eu para tomarmos uma pinga no democrático Bar do Armando. Vou logo avisando, ali tem neo-bajuladores, críticos mordazes, marinados, serristas, lulistas e outros bichos. Mas é divertido. Quem sabe desse papo não sai o tema da banda no próximo carnaval.

outubro 03, 2010

Una revolución em ocho años, según Lula

EL MUNDO › REPORTAJE A LULA ANTES DE LAS ELECCIONES QUE HOY PLEBISCITARAN SU MANDATO Y PONDRAN A PRUEBA LA CANDIDATURA DE DILMA ROUSSEFF

“En ocho años hicimos una revolución”

El presidente brasileño aceptó conceder una entrevista a tres medios de América latina, uno de ellos Página/12, horas antes de que Brasil defina si Dilma Rousseff gana en primera vuelta. Lula habló de su historia, de sus sueños, de América latina, de los cambios en la Argentina, de las élites y de la prensa conservadora.

 Por Martín Granovsky
Desde Brasilia

Es el último día de la campaña electoral. A las 12 de la noche empieza la veda. El presidente brasileño concederá esta entrevista y volará de inmediato a San Pablo. Quiere reforzar a Dilma Rousseff, la candidata del Partido de los Trabajadores. Es jueves a la mañana. Todavía no le llegaron a Luiz Inácio Lula da Silva las informaciones sobre la rebelión en Ecuador, a la que luego calificaría de “salvajada” e “intento de golpe de Estado”, pero habla una y otra vez de la democracia en América latina. Reforzarla, explica, será parte de su futuro.

La conversación se realiza en un despacho del Planalto, la Casa Rosada de Brasilia. La inmensa construcción diseñada por Oscar Niemayer, el arquitecto que acaba de cumplir 103 años y vive en Copacabana, está recién acondicionada. Paredes repintadas de blanco, cuadros en los pasillos, una berlina del siglo XIX en la planta baja.

Es una entrevista con tres medios: Página/12, el diario La Jornada de México y el sitio web Carta Maior de Brasil. Por La Jornada está Carmen Lira, su directora. Carmen es la periodista a la que Fidel Castro le dijo hace muy poco, entre otras cosas, que se arrepentía de la política cubana hacia los homosexuales. Por Carta Maior ahí ya está sentado Emir Sader, secretario general del Centro Latinoamericano de Ciencias Sociales y uno de los ensayistas más agudos de la región. También su editor, Joaquim Palhares, responsable de la hazaña de haber convertido a Carta Maior en una referencia mundial con decenas de miles de visitas y 65 mil usuarios registrados con nombre y apellido.

A las 8 de la mañana el equipo multinacional de entrevistadores ya se había reunido delante de un buen desayuno brasileño para conversar sobre la charla con Lula. Fue un momento de concentración. Tanto que nadie pudo conversar con un amigo de Emir que compartía la mesa: Perry Anderson, el marxista inglés.
Por el despacho del Planalto pasa, fugaz, Marco Aurelio García, el asesor internacional de Lula. También él viajará a San Pablo. Engripado en medio de la campaña, no quiere descanso ni pierde el optimismo. Tampoco Lula puede disimularlo. Está rozagante. Cuando entra y saluda uno por uno es tentador sacar una conclusión: si hubiera que hacer el retrato de un hombre feliz, de un dirigente político satisfecho, no estaría mal elegir a este señor que entregará el mando el 1º de enero de 2011 después de dos mandatos y con un 80 por ciento de imagen positiva.

–¿Qué aprendió en casi ocho años de Presidencia? ¿Qué entiende hoy mejor que antes? ¿Qué diferencia tiene el Lula de hoy con el que asumió el 1º de enero de 2003?
–En la Presidencia lo primero que aprendemos es a gobernar. Cuando uno llega a la presidencia de la República normalmente antes estuvo muchos años en la oposición. Cuando iba un debate o a una reunión yo les decía a mis interlocutores: “Me parece”, “pienso”, “creo...”. En el Gobierno uno no piensa que, a uno no le parece que, uno no cree que. O hace, o no hace. Gobernar es una eterna toma de decisiones. Uno aprende a ser más tolerante y a consolidar la práctica democrática. La convivencia política en la adversidad es una enseñanza estupenda para quien cree en la democracia como un valor supremo dentro del arte de hacer política. Y eso lo aprendemos ejercitándolo todo el santo día. No creo que haya una universidad capaz de enseñarle a alguien a hacer política, a tomar decisiones. Uno puede teorizar, pero entre la teoría y la práctica hay una enorme diferencia diaria. Tomemos, por ejemplo, mi segundo mandato, que empezó en el 2007. Todo el mundo sabe que yo le tenía miedo a ese segundo mandato presidencial. Tenía miedo del agotamiento, de la chatura, de repetir todo. Pero cuando lanzamos el PAC, el Programa de Aceleración del Crecimiento, la verdad es que hicimos un transplante de todos los órganos vitales del Gobierno y creamos un gobierno nuevo, más productivo, mucho más eficaz, más activo. Eso es lo que tenemos hoy en funcionamiento. Para mí ése fue un gran aprendizaje. Tanto que no quiero olvidarlo cuando deje la Presidencia. Preciso continuar aprendiendo. Pasar por la Presidencia, enfrentar las adversidades que enfrentamos nosotros y llegar al final del segundo mandato con esta buena situación de hoy es algo que logramos porque practicamos intensamente el ejercicio democrático. Convocamos a 72 audiencias nacionales sobre todos los temas, desde la seguridad pública a la comunicación, pasando por la discapacidad. Todas las políticas que implementamos fueron resultado de audiencias. El pueblo participó activamente de las decisiones y de las políticas públicas. Ese es el cambio fundamental. Cuando llegué, en 2003, en el Ministerio de Transportes se gastaban mil millones de reales por año. Hoy gastamos 1,6 mil millones de reales por mes. O sea que aprendimos a gastar y aprendimos a hacer obras.

–¿En el mismo ministerio?
–El mismo. Con esos 1,6 mil millones pagamos y contratamos lo que hace falta. En 2003 teníamos 380 mil millones de reales de crédito para todo Brasil. Hoy, 1,6 billones.

–¿Eso es mucho?
–Es poco. Pero es mucho si se lo compara con lo que teníamos en 2003.

“No dependemos de la prensa”

Lula suele hacer comentarios ocasionales sobre la política de algunos grandes medios de comunicación, pero no de una manera permanente: parece creer que cuando los hechos son tozudos se vuelven indestructibles. La última tapa del semanario Veja parece escrita en medio de una guerra. En lugar de anunciar las elecciones, alerta contra una supuesta amenaza contra la libertad. La causa de tanta alarma es que Lula sólo dijo que a veces, cuando los partidos conservadores son insuficientes, algunos medios actúan como partidos conservadores.

–El día que la prensa decida divulgar la revolución que se produjo en Brasil –dice ahora con ironía–, el pueblo se va a dar cuenta del todo. En los sondeos el Gobierno aparece con un 80 por ciento de aprobación. No es Lula, es el Gobierno. ¡Y estamos en el octavo año de mandato! ¿Cuál es el fenómeno? Que no dependemos de la prensa. Si fuera por la prensa, yo tendría 10 por ciento de aprobación. O hasta les debería algunos puntos. El fenómeno es que los resultados llegan a las manos del pueblo. El pueblo recibe los beneficios, ve que las cosas se hacen. Entonces, el que no habló no formó parte de la historia de ese período. Ese fue el gran cambio entre 2003 y 2010.

–Usted dice que hizo cosas que quizás algún día la prensa divulgará. Y el gobierno, ¿no lo divulgó?
–En Brasil hay un debate muy interesante. Y sé que no es una discusión sólo brasileña. En la Argentina se da el mismo debate, y lo mismo en los otros países de América latina. Hasta Barack Obama, a poco de asumir, dijo que la cadena Fox no es un medio de comunicación sino un partido político. Yo converso con dirigentes de todo el mundo. Todos se quejan. Yo no me quejo mucho de la prensa porque también llegué adonde llegué a causa de la prensa. Contribuyó mucho a que yo llegara donde llegué. Por eso soy un defensor juramentado de la libertad de expresión y la democracia. Ahora, hay gente que confunde la democracia y la libertad de comunicación con actitudes extemporáneas. No sé si es una tendencia mundial. No sé si será que las buenas noticias no venden diarios. Tal vez los escándalos vendan... Yo voy a terminar mi mandato sin haber almorzado con ningún dueño de diario, con ningún dueño de un canal de televisión, con ningún dueño de revista. Sí mantuve con todos ellos una actitud respetuosa y democrática. Quise entender su papel y que ellos entendieran el mío. Muchas veces el pueblo se entera de las cosas buenas que suceden en este país porque las divulgamos nosotros a través de la publicidad, por Internet o por el blog del Planalto. A veces, si sólo dependiese de determinados medios de comunicación, ni siquiera hablarían de algunos temas. Algunos hasta dicen: “No nos interesa cubrir eso, esa inauguración...”. Por ahí es verdad, no sé... El dato concreto es que, en mi opinión, si el pueblo fuese mejor informado, sabría más cosas y podría hacer mejores juicios de valor. Para mí el arte de la democracia es ése: que la gente tengan seguridad de la calidad de la información, de la honestidad de la información y de la neutralidad de la información. Y quizás hubiera sido más fácil que los medios de comunicación asumiesen categóricamente su compromiso partidario. Así todos sabríamos quién es quién. Pero ésa no es la situación actual en Brasil. Hoy parece todo independiente, pero basta ver las tapas para darse cuenta de que la independencia termina donde comienza el comercio. También se trata de un aprendizaje. Tenemos poco tiempo de democracia. En este momento estamos viviendo el mayor período de democracia constante de Brasil, sea a partir de la Constitución de 1988 o sea a partir de la asunción del presidente José Sarney. Son poco más de 20 años. Es una democracia muy incipiente, aunque es muy fuerte y goza de instituciones sólidas. Hicimos un impeachment y no pasó nada. Aquí eligieron a un metalúrgico. Percibimos un avance general en América latina. Eso va consolidando la democracia independientemente de los nostálgicos que siempre dijeron que un metalúrgico no podría llegar a la cima, que un indio tampoco, que un negro no podría llegar, que una mujer tampoco. Estamos quebrando esos tabúes.

“Opción por la democracia”

Lula creció políticamente como dirigente sindical, como luchador por la libertad en Brasil y como uno de los líderes del movimiento a favor de las elecciones libres en medio de la dictadura que gobernó nada menos que 21 años, entre 1964 y 1985. El Partido de los Trabajadores se fundó en 1980. No necesitó adaptarse, como otros partidos de izquierda, a la democracia como un valor supremo. Así surgió.

–Hay que valorar esto –dice Lula cuando revisa qué pasa hoy en Sudamérica–: la izquierda en América latina hace opción por la democracia y por esa vía está llegando al poder en varios países. Los golpes no son de la izquierda. Nadie de izquierda dio el golpe en Honduras. Entonces, la gente precisa saber que si la información fluye correctamente, eso facilitará la toma de decisiones para su vida. En Brasil estamos aprendiendo. Así vamos construyendo nuestra democracia. No tengo derecho a quejarme. Voy a terminar mi mandato con el mayor nivel de aprobación que jamás alguien haya alcanzado. Hay presidentes que ni siquiera comienzan con esa cifra del 80 por ciento. Por eso tengo que agradecer al pueblo brasileño, a la democracia brasileña y –por qué no decirlo– también a la prensa: su comportamiento, a favor o en contra, fue formando un juicio de valor. Tengo una tesis que vale tanto para la prensa como para nuestra conducta cotidiana: si todos los días alguien está a favor del gobierno, perderá credibilidad. Pero también la perderá si todos los días está en contra. Los dos extremos son malos. Hay que hablar de las cosas buenas del gobierno cuando suceden. Entonces, cuando se hable de las cosas malas, la credibilidad estará intacta. Eso es lo que desarrollaría y consolidaría la libertad de comunicación en el país: el compromiso sólo con la verdad y nada más que con la verdad, le duela a quien le duela.

–En la campaña electoral de 2002 usted decía que el mercado no era capaz de entender la necesidad de que los brasileños comieran tres veces por día. Después de dos mandatos, ¿cumplió con ese objetivo?
–En dos mandatos y ocho años de gobierno conseguimos hacer una revolución. Sacamos a 27 millones que estaban por debajo de la línea de pobreza absoluta y al mismo tiempo llevamos 36 millones de personas a convertirse en parte de la clase media. No es poca cosa. Generamos 15 millones de empleos.

–Treinta y seis millones es casi una Argentina entera.
–Sí, casi una Argentina. Y simultáneamente desplegamos programas para atender a la franja más pobre de la población. Programas simples pero objetivos, como la Bolsa Familia, como el programa Luz para todos, como el PPA, que es para compra de alimentos, o el plan de Agricultura Familiar. Realizamos políticas públicas que no estaban previstas en el escenario político nacional. El pueblo brasileño hoy vive más feliz, mejor, pero todavía hay mucho que hacer. Espero que en los próximos tiempos la compañera Dilma pueda concluir el trabajo que comenzamos. Ya probamos que era posible. Lo hicimos con mucha fuerza y, diría, mucha eficacia. No quiero ser presuntuoso, pero lo que hicimos en política social es una revolución en Brasil. Una revolución que aún debe ser completada. No se puede desmontar el aparato de exclusión de 500 años en 8 años. Pero ahora contamos con una base extraordinaria y tenemos que extender la experiencia a otros países. Porque algunas cosas son sagradas para nosotros. Combinamos crecimiento económico con baja inflación. En Brasil, eso parecía imposible. Y era imposible aumentar los salarios en términos reales y mantener controlada la inflación. O mantener una política de exportación creciente y, al mismo tiempo, una política de fortalecimiento del mercado interno. Todo esto demuestra un alto grado de estabilidad en las políticas que desplegamos. Si esas políticas tuvieran un horizonte de otros cuatro u ocho años, sin duda dentro de poco tiempo seremos la quinta economía del mundo. Las condiciones están dadas. Ese horizonte es posible porque avanzamos gracias a la relación que establecimos con la sociedad.

Ya no manda la “Casa Grande”

En 1933, el sociólogo Gilberto Freyre escribió un libro con destino de clásico: Casa Grande e Senzala. Había comenzado preguntándose qué era ser brasileño. Y el libro describía una sociedad esclavócrata, híbrida de indios y negros. En la colonización portuguesa, la casa grande era el casco de la fazenda azucarera y después cafetalera, en medio de un mestizaje permanente con las guaraníes. Las condiciones se hicieron más duras con la introducción de los esclavos negros, que vivían en las barracas, las senzalas, y proveían tanto la mano de obra como las domésticas y las amantes forzadas.
–Se terminó el tiempo en que la “casa grande” decía qué tenía que hacer la senzala –subraya ahora este Lula que en el siglo XIX sin duda hubiera estado confinado en un rancho.

–Si no hay intermediarios, ¿cómo se comunica un presidente como usted?
–El tono oficial me da un poco de miedo. Puede tener credibilidad durante un tiempo, pero después la pierde. Yo tengo un programa de radio. Sale los lunes. Dura cinco minutos. A veces hasta llego a seis minutos. Lo grabo el domingo a la noche y después no es obligatorio difundirlo. Lo transmite la radio que quiere hacerlo. Sí disponemos de la NBR, la televisión del gobierno, que divulga íntegramente las cosas que hacen los gobiernos. Se transmiten enteros todos los discursos.

–¿La NBR está en televisión abierta?
–No, no. Aún estamos construyendo todavía la tevé pública. Es un proceso de fortalecimiento. Pero no queremos que la tevé pública quede como un canal para transmitir las actividades del presidente. Nadie soporta eso todos los días. Mi ideal es que todos nos comprometamos con la verdad. Incluso los medios de comunicación. Cuando el pueblo esté bien informado, todos estarán bien informados. El Estado no tiene por qué tener un instrumento oficial para transmitir. Sí debe contar con una tevé pública con programación de calidad, de contenido competitivo en forma y en fondo. El Estado no debe competir con los privados en materia de financiamiento. Debe ser el primero en pluralidad de informaciones, porque eso dará credibilidad al Estado. Y al mismo tiempo, ser el primero en la seriedad de las informaciones. La tevé pública no debe decir que el presidente Lula está vestido con traje blanco cuando tiene uno negro. No tiene por qué decir que juega bien o mal al fútbol. Si, al contrario, se compromete con la verdad, puede ser que a un presidente o a otro no le guste lo que dice la tevé, pero la democracia lo agradecerá. Yo no hubiera sido presidente sin democracia. Recordemos, por ejemplo, aquella foto famosa del primer gobierno de la Revolución Rusa. En esa dirección política no hay un solo obrero metalúrgico. Y así pasa normalmente en muchas revoluciones. Las direcciones políticas son siempre de clase media. O de intelectuales. Pero en Brasil conseguimos crear democráticamente un partido con mayoría de trabajadores y llegamos a la presidencia de la República. Y todo eso en poco más de 20 años.

“El derecho de comer”

Hay una imagen famosa de Lula. Lo muestra dando un discurso en un estadio de San Pablo mientras sobrevuelan los helicópteros de la dictadura.

–Tengo una conducta que viene del movimiento sindical –dice–. La democracia, para mí, no es una media palabra. Es una palabra completa. Algunos entienden por democracia apenas el derecho del pueblo a gritar que tiene hambre. Yo entiendo por democracia no sólo el derecho de gritar contra el hambre sino el derecho de comer. Esa es la diferencia fundamental. Democracia, para mí es permitir el derecho de adquirir conquistas, y no sólo el derecho a la protesta. Es un tema delicado. Aquí en Brasil hicimos una Conferencia de Comunicación. Participaron algunos dueños de medios de comunicación, de telefonía, gente del movimiento social, los blogueros... Todos. Todos los que quisieron participar. No me quejo. Pero aquí debería invitar a Emir Sader a que dé una conferencia para los dueños de diarios y les diga lo que él sostiene: que tienen obligación de informar. Ellos no lo creen así. Muchas veces parece que tuvieran obligación de desinformar. Miren los diarios y las revistas de los últimos tiempos. ¡Y no hubo un presidente que haya dado a la democracia la importancia que le di yo! Es importante entender lo que pasa en Brasil. El pueblo levantó la cabeza y la autoestima a un nivel extraordinario. Y todavía va a mejorar más. Cuanto más pluralismo tengamos, cuantas más opciones tengamos, mejor informado estará el pueblo, porque el pueblo dispondrá de una canasta de informaciones. Por eso es importante la revolución de Internet, que mucha gente no comprende o no quiere comprender. Después de Internet todo queda viejo. La Internet es en tiempo real. O sea: termino de dar una entrevista colectiva, vuelvo a mi oficina, me conecto y en 30 segundos están las noticias de todo el mundo. Incluso mi propia conferencia de prensa. No sé cómo hará el mundo para sobrevivir a esa avalancha de informaciones que recibe la sociedad. Las personas interactúan, responden, critican, se sienten coautoras de la noticia. Es extraordinario.
Compartir: 
Twitter
 
Fuente: Página 12

outubro 01, 2010

Heloísa Helena paga por erros políticos

Heloisa Helena
Postada em blogdoprotasio.blogspot.com
 Heloisa Helena e a vingança de Lula

Por Altamiro Borges

A vingança é maligna. Eleita senadora pelo PT, em 2002, a alagoana Heloisa Helena se tornou uma das vozes mais estridentes contra o governo Lula. Já no processo traumático da contra-reforma da previdência, ela e mais três deputados deixaram a legenda petista para fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em junho de 2004. Logo depois, na chamada crise do “mensalão”, ela passou a ter destaque nas telinhas da televisão com duros ataques ao presidente – muitas vezes acompanhada de senadores demos e tucanos.

Esta forte exposição a projetou nacionalmente e garantiu uma expressiva votação nas eleições presidenciais de 2006. A exemplo que faz hoje com Marina Silva, o grosso da mídia vitaminou sua campanha como forma de barrar a reeleição de Lula. Heloisa teve 6,5 milhões de votos (6,85% do total), o que inclusive ajudou a manter a bancada do PSOL com três deputados. Na sequência, porém, a ex-senadora deixou mais explicita sua visão limitada da política, quase que udenista, e caiu num certo ostracismo.

Cenas fatais de um vídeo

Para as eleições deste ano, Heloisa Helena voltou a tentar vôos maiores. Lançou-se ao Senado e, no início, era tida como imbatível. Hoje, porém, o jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo, noticia que sua candidatura “está afundando em Alagoas”. E, por ironia da história, o maior motivo, segundo o colunista, é o próprio Lula. “São fatais os vídeos, exibidos no horário eleitoral, onde ela xinga o presidente Lula quando era senadora”.

Ela já havia perdido a corrida pelas duas vagas ao Senado para o ex-presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB). Agora, disputa a segunda com o usineiro Benedito Lira (PP), velho conhecido da ex-senadora. Caso se confirme esta mudança abrupta, Heloisa Helena estará pagando por seus próprios erros, pela visão política udenista e messiânica. Enquanto serviu à tática diversionista das elites, ela foi insuflada. Hoje, ela é descartada.

Qual será a reação do PSOL?

É difícil imaginar qual será a reação de centenas de lutadores sociais que confiaram na ex-senadora e investiram as suas melhores energias na construção do PSOL. Há tempos que Heloisa Helena já causava desconfiança no próprio partido, que ainda preside. Na convenção do início deste ano, ela adotou um comportamento arrivista, retirando-se do evento por discordar do lançamento da candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. Ela já havia sinalizado o seu apoio a verde Marina Silva.

Em vários momentos da campanha, ela fez comentários agressivos contra o candidato da própria legenda, mostrando total desprezo pelo coletivo. “Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou”, fustigou a ex-senadora, num ataque explícito a Plínio de Arruda. Até o colunista Lauro Jardim, da revista Veja, registrou sua trairagem numa nota no final de agosto:

“Heloísa Helena vem gravando pequenas participações em programas de candidatos do PSOL Brasil afora. Até Jefferson Moura, inexpressivo candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, foi contemplado com um rápido vídeo. Enquanto isso, Plínio Arruda Sampaio segue sem qualquer manifestação de apoio daquela que ainda é a principal liderança do PSOL no país”. O desespero da ex-senadora nesta reta final de campanha talvez sirva como penitência pelos erros políticos cometidos no período recente.


Fonte: Blog do Miro