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novembro 25, 2010

Coletiva de Lula com os "blogueiros sujos" não rendeu uma pergunta relevante sobre a Amazônia

PICICA: O meu considerado Altino Machado, jornalista da pesada, único representante da Amazônia na coletiva dos "blogueiros sujos" com o presidente Lula, perdeu extraordinária oportunidade de fazer a pergunta crucial que tira o sono dos amazônidas, em favor de uma questão paroquial. Ele quis saber porque Lula não era mais "o cara" no Acre. No entanto, a construção de sessenta hidrelétricas previstas no plano energético para a Amazônia não mereceu uma mísera pergunta. É como se o entrevistado fosse o estimado jornalista acreano, e perguntássemos porque ele embarcou na "canoa furada" de Marina Silva, sem que se explorasse a percepção jornalística deste respeitado profissional da imprensa sobre a polêmica construção de hidrelétricas na Amazônia. Aproveite e leia o texto "Bastidores de uma entrevista histórica", de Renato Rovai.
PalaciodoPlanalto | 24 de novembro de 2010 
Presidente Lula concede a primeira entrevista a blogueiros no Palácio do Planalto, em Brasília

setembro 16, 2010

Ainda é hora de defendermos os rios da Amazônia


xinguvivoparasempre | 14 de setembro de 2010
Assine a petição agora para parar o Complexo de Belo Monte! https://hq-salsa.democracyinaction.or...

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Nota do blog: Sem contar com o ovo no c... da galinha, mas certo de que a eleição de Dilma são favas contadas, proponho que desde já comecemos a elencar criticamente os projetos sobre os quais pairam dúvidas sobre a pertinencia de seus propósitos.  Favor não confundir crítica fraterna com fogo amigo. Começo com o caso das hidrelétricas na Amazônia. Em sã consciência não se pode afirmar que eles são geradores de empregos por excelência, salvo por ocasião da construção das barragens. No mais, eles deixam um rastro de destruição, tanto na perspectiva da bio-diversidade, quanto das populações atingidas pelas hidrelétricas. Certo mesmo são os benefícios para os conglomerados do grande capital que atuam na Amazônica, pródigos em extrair riquezas através do emprego de escassa mão de obra. Não sei que apito toca a atriz paraense Dira Paes, quando o assunto é simpatia político-partidária. A mim pouco importa. Estou entre os fundadores do PT do Amazonas que são contra hidrelétricas na Amazônia. Somos poucos. Aprendi que toda unanimidade é burra... por conveniência. com a Dira e não abro. A construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, e a projeção da construção de mais sessenta outras hidrelétricas é um dos desafios para nossas inteligências.  O vídeo acima é auto-explicativo. Brevemente estarei postando neste blog meu vídeo "Balbina no País da Impunidade", um documentário sobre um mau exemplo que, infelizmente, não convenceu o governo do companheiro presidente. Novos péssimos exemplos estão vindo por aí.

agosto 25, 2010

Resistência aos projetos de construção de hidrelétricas no bioma amazônico


24/08/2010 - 15:05 - Organizações articulam oposição unificada a hidrelétricas na Amazônia

De 25 a 27 de agosto, cerca de 600 lideranças sociais e indígenas dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Pará promovem o I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por grandes projetos de infra-estrutura no município paraense de Itaituba, para articular estratégias conjuntas de resistência aos projetos de construção de hidrelétricas no bioma amazônico. O foco principal serão as obras em andamento no rio Madeira (RO) e as usinas planejadas nos rios Teles Pires (MT), Tapajós (PA) e Xingu (PA).
O evento ocorre no Parque de Exposição de Itaituba, e contará com a presença de pesquisadores do Painel de Especialistas que avaliou os impactos da usina de Belo Monte, do Ministério Público Federal e de várias organizações socioambientais.  
O encontro é organizado pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre; Movimento Tapajós Vivo; Movimento em Defesa do Rio Teles Pires; Movimento em defesa Rio Madeira Vivo; Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento dos Pequenos Agricultores; Movimento Indígena (RO, PA, MT), Coiab; Comitê Metropolitano do Comitê Xingu Vivo para Sempre Fórum da Amazônia Oriental (Faor), Fase,  Fundo Dema, Fórum dos Movimentos Sociais, Frente em Defesa da Amazônia, Cimi, CPT, Faoc e International Rivers.

Sobre os projetos

Rio Madeira – Serão apresentados e discutidos os problemas que já ocorrem nas obras das usinas de Santo Antonio e Jirau, como superpopulação da região de Porto Velho, desmatamentos, mortalidade de peixes, epidemias de dengue, altíssimos índices de prostituição, aumento da violência, ameaça a índios isolados, abandono das populações atingidas, gravíssimos problemas de exploração dos trabalhadores, com dois casos de trabalho escravo nas obras das duas usinas, entre outros. 

Teles Pires – O governo já anunciou que fará o leilão de comercialização da energia da primeira das cinco hidrelétricas mapeadas e em processo de licenciamento no rio, a Hidrelétrica de Teles Pires, localizada entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). De acordo com o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe, titular da Procuradoria Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do MP/MT, pelo menos 26 municípios do Estado de Mato Grosso sofrerão algum tipo de impacto negativo com a construção do complexo de empreendimento hidrelétricos no rio. Conforme a Avaliação Ambiental Integrada (AAI) do projeto, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética, entre os prejuízos ambientais previstos e stão a alteração do regime fluvial, perda de habitats específicos da ictiofauna, contaminação por mercúrio, redução da cobertura vegetal, perda de áreas produtivas e alteração da estrutura fundiária.

Tapajós – O Complexo Tapajós deverá ter cinco usinas hidrelétricas, São Luiz de Tapajós, Jatobá, Cachoeira dos Patos, Jamanxim e Cachoeira do Caí, que afetarão diretamente 871 km² de áreas protegidas de floresta (Parque Nacional da Amazônia, que será inundado em 9.632 hectares e Parque Nacional do Jamanxin, a ser inundado em 24.202 hectares, uma área equivalente à metade da cidade de São Paulo, segundo o jornal Folha de São Paulo). Também serão impactadas diretamente as Terras Indígenas demarcadas Mundukuru e Sai Cinz a (55 kms²), situadas a montante de Jacareacanga.

Rio Xingu – Os complexos processos de licenciamento e leilão da usina de Belo Monte foram marcados por uma série de ilegalidades que perpassam da inconstitucionalidade (a não consulta, prevista por lei, às populações indígenas) à falta de garantias ambientais expressas pelo próprio Ibama. O projeto de Belo Monte ainda é alvo de 15 questionamentos judiciais sobre a viabilidade econômica da obra e os impactos sociais e ambientais na região. Devido às grandes mudanças sazonais do rio, a usina só produziria 39% da sua capacidade, pouco menos de 4200 megawatt dos 11 mil prometidos, o que a torna inviável do ponto de vista econômico. Na Volta Gran de do Xingu, onde está sendo planejada a usina, 100 quilômetros praticamente secarão, deixando os habitantes ao redor do rio – entre eles duas comunidades indígenas - sem acesso à água, a peixes, ou a meios de transporte. Ao mesmo tempo, grandes áreas urbanas na cidade de Altamira serão alagadas, forçando o deslocamento de 20 mil a 40 mil pessoas.

Serviço:
O que: I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas por Projetos de Infra-Estruturas nas Bacias dos Rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu
Quando: 25 a 27 de agosto
Onde: Parque de Exposição de Itaituba, Itaituba, PA
Mais informações:
Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre) - (93) 9135-1505
Iremar Ferreira (Movimento em Defesa Rio Madeira Vivo) – (69) 9206 6723
Nilfo Wandscheer (Movimento em Defesa do Rio Teles Pires) – (65) 9995-7668
Padre Edilberto Sena (Movimento Tapajós Vivo) - (93) 9122-6398
Assesoria de Comunicação: Verena Glass – (11) 9853-9950

Fonte: CIMI

agosto 14, 2010

Lula quer mais hidrelétricas na Amazônia... PQP, tamo pebado!


RogelioCasado | 5 de novembro de 2009
Selda Valle, professora da Universidade Federal do Amazonas, abre a IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico e cita, na sua fala, o documentário Balbina no País da Impunidade - sobre a construção da hidrelétrica de Balbina -, cujas cópias viraram raridade.

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4/8/2010
‘Vai ter muito mais hidrelétricas’, diz Lula
Ao visitar hoje nessa sexta-feira as obras de Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, que foi alvo de protestos de ambientalistas e sofreu atrasos na liberação de licenças ambientais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sem energia não há desenvolvimento. “O Brasil não vai abrir mão de ser autossuficiente em produção de energia, e energia limpa”, disse. 

A reportagem é de Yara Aquino e publicado pela Agência Brasil, 13-04-2010.

Jirau fica a cerca de 120 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia. A usina terá capacidade de produção de 3.300 megawatts (MW), suficiente para abastecer 10 milhões de casas. A previsão é de que a usina comece a operar em 2012. 

O potencial do país para produzir energia limpa também foi ressaltado pelo presidente Lula. “O Brasil tem uma situação altamente privilegiada. Enquanto o mundo rico tem apenas 13% da sua energia elétrica limpa, o Brasil tem 85% da energia elétrica limpa. É um privilégio em um mundo que tanto clama para que se deixe de emitir gases de efeito estufa que estão esquentando o planeta”.

O presidente da República garantiu para os trabalhadores, vindos de vários estados para a construção das usinas, que não faltará emprego para eles após a conclusão das obras, em 2012. “Vai ter muito mais hidrelétricas”, disse Lula. 

Um desses trabalhadores é Cley Xavier Valadares, que veio do Maranhão há um ano e meio para trabalhar na construção de Jirau. Ele disse que no alojamento da hidrelétrica, a maioria das pessoas é de outros estados. “Só está desempregado quem quer. Oportunidade tem muito”.

Ao conceder a licença de instalação tanto para Jirau quanto para Santo Antônio, o Ibama determinou que os consórcios vencedores realizem uma série de medidas mitigatórias como projetos de habitação popular, saneamento e aplicação de recursos para pesquisa de espécies em extinção.

Para a construção de Jirau, foi preciso retirar populações ribeirinhas que foram realocadas pelo consórcio construtor da obra na Vila Nova Mutum-Paraná. Antes de seguir para a usina, Lula visitou a vila, onde afirmou, em discurso, que não se pode fazer obra de grande porte sem cumprir as compensações acordadas. “Não podemos mais fazer hidrelétricas como na década de 50, que se prometia um monte de coisa e não se cumpria, tanto o governo quanto os empresários”.

Jirau é construída pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pelas empresas Suez Energy (50,1%), Eletrosul (20%), Chesf (20%) e Camargo Corrêa (9,9%). No leilão de concessão para a construção de Jirau, o preço inicial proposto foi de R$ 91 por MW-hora e o grupo vencedor ofereceu R$ 71,40. 

A usina terá 46 turbinas do tipo bulbo, usadas quando a força do próprio rio gera energia contínua, sem necessidade de grandes quedas d’água e diminui a extensão da área alagada. Jirau integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é a maior hidrelétrica em construção hoje no Brasil, na qual serão investidos R$ 11 bilhões. Parte desse dinheiro vem do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para ler mais:
Fonte: IHU

junho 18, 2010

Acordo Brasil-Peru põe em risco comunidades indígenas e ecossistemas amazônicos

Manisfestação contra a hidrelétrica de Balbina
Foto: Rogelio Casado - São Sebastião do Uatumã - AM, 1989

Nota do blog: O companheiro-presidente não aprendeu com a lição da construção da hidrelétrica de Balbina, no rio Uatumã. Que o diga o acordo firmado entre o Brasil e Peru para a construção de seis grandes hidrelétricas. Em abril de 2007, postei um longo artigo intitulado "Balbina no País da Impunidade" (clique para ler), o qual foi copiado descaradamente pelo blog de um deputado verde do Amazonas, sem dar o devido crédito. Digo isso porque o documento era inédito. Durante quase 20 anos mantive-o a sete chaves. Vale a pena ler de novo. A Amazônia latino-americana sofrerá, nos próximos anos, enorme pressão pela construção de barragens de modo a gerar o que eufemisticamente vem sendo chamada de "energia limpa". As comunidades indígenas precisarão do nosso apoio. Habitantes originários, eles não perdem por lutar pela revisão constitucional sobre as riquezas do sub-solo e, agora, da bio-diversidade que será perdida com as novas barragens. É justo.

Acordo Brasil-Peru: Seis represas vão deslocar comunidades indígenas e ameaçar ecossistemas amazônicos - 18/06/2010


Local: Berkeley - ex
Fonte: International Rivers Network
Link: http://www.irn.org/


Afirmando o papel do Brasil como potência regional, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem um acordo energético com o Presidente peruano Alan Garcia que prevê a construção de cerca de seis grandes hidroelétricas na Amazônia Peruana para gerar mais de 6.000 MW de energia, principalmente para exportação ao Brasil.

Os projetos foram desenvolvidos pela estatal Eletrobrás em parceria com grandes empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht e Andrade Gutierrez, que também devem participar da construção dos empreendimentos, com financiamento previsto pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Com um custo estimado em US$15 bilhões, as hidreletricas foram concebidas para produzir energia voltada principalmente para fornecimento ao Brasil.

“Este acordo não irá garantir energia limpa e renovável para o Peru. Ao contrário, vai impor uma série de impactos ambientais e sociais negativos, como o deslocamento de povos indígenas e o desmatamento acelerado em pelo menos cinco provincias do Peru, colocando em grave risco o futuro da Amazônia Peruana,” afirmou Mariano Castro, ex-Secretário-Executivo do Conselho National Peruano de Meio Ambiente (CONAM) e advogado da Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA).

Um dos primeiros projetos a serem construídos no âmbito do acordo seria a Hidreletrica de Paquitzapango no Rio Ene, que afetaria cerca de 17.000 indígenas da etnia Ashaninka, ameaçando a Reserva Comunitária Ashaninka, assim como o Parque Nacional Otishi, ambos áreas legalmente protegidas.

“A represa de Paquitzapango está sendo planejada sem o diálogo entre o governo peruano e as pessoas que seriam afetadas por esses projetos,” afirma Ruth Buendia Mestoquiari, líder indígena Ashaninka. “O Rio Ene é a alma de nossas terras, o rio que alimenta nossas florestas, animais, plantas, plantações e, especialmente, nossos filhos.”

A Hidrelétrica de Inambari no rio Madre de Dios provavelmente seria construída também no âmbito do acordo bilateral assinado ontem pelos presidentes Lula e Garcia. Inambari inundaria mais de 46.000 hectares, deixando mais de 15.000 pessoas sem terras agricultáveis. O projeto também inundaria trechos da rodovia Interoceânica, para a qual os peruanos já pagaram um preço altíssimo.

“O Peru não precisa dessas represas, temos um potencial de cerca de 50.000 MW de energia de fontes renováveis, como eólica, solar e geotermal, sem precisar de grandes represas nas planicies da Amazônia. Esse acordo somente beneficiaria o Brasil, e não vamos deixar isso acontecer,” afirmou o engenheiro Alfredo Novoa Pena, fundador da organização ambiental peruana Pro-Naturaleza.
Apesar do acordo já ter sido assinado pelos presidentes, é provável que sofrerá obstáculos legais no Peru. “Como este acordo implica no estabelecimento de mudanças no arcabouço legal para a construção de hidroelétricas em terras peruanas, ele deve ser revisado pelo Congresso Nacional antes de ser aprovado,” observa Cesar Gamboa, advogado da ONG Direitos Ambientais e Recursos Naturais (DAR).

O acordo também foi recebido com preocupação no Brasil. “Os resultados desse acordo vão afetar de forma irreversível o bioma na Amazônia peruana, e a energia que será produzida atenderá aos interesses de empresas minero-metalúrgicas internacionais que estão, em ritmo cada vez maior, se instalando na região amazônica continental. Essa energia não vai ser direcionada para as necessidades da população peruana, nem tampouco à população brasileira,” afirmou o Professor Célio Bermann, Professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo.

O acordo não prevê provisões para o bem-estar das comunidades afetadas pelos projetos, seus direitos e participação nos benefícios dos projetos.

Fonte: Amazonia.org.br

março 30, 2010

Diretor de Avatar é contrário à construção de Belo Monte


James Cameron's given us a whole lot of big-name movies over the years, but his newest, Avatar, might be his biggest yet. Already, tickets for a free sneak preview were snatched up so fast online that servers were crashed.

When a paraplegic war veteran is taken to a distant planet, he's going to discover that there's a whole lot of bad blood between the humans who've moved there and the planet's indigenous life. But how bad can things get? Oh, you'll find out soon enough. Check out the trailer that everyone's been dying to see.

Now here's the interesting question--considering the amount of hype that this one has already brought into play, can it possibly live up to all that hype? There's plenty of star power in this one, and James Cameron rarely disappoints--but there's a first time for everything. Is this it? Head on down to the comments section below and weigh in. Thanks for watching!

Avatar Cast: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Peter Mensah, Laz Alonso, Wes Studi, Stephen Lang, Matt Gerald

Avatar movie trailer courtesy 20th Century Fox. Avatar opens in US theaters December 18th, 2009. Avatar is directed by James Cameron.

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Diretor de Avatar diz que Belo Monte 'vai destruir a vida das populações ribeirinhas' - 28/03/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br


O cineasta e diretor do filme Avatar, James Cameron, que esteve presente no Fórum Internacional de Sustentabilidade, realizado em Manaus (AM), fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com relação à construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). "A barragem vai destruir a vida das populações ribeirinhas. Eles são povos ameaçados como os Navi, mas não têm aquelas criaturas aladas para ajudar na luta", disse. As informações são da Agência Estado.

Cameron sobrevoou a floresta dos arredores de Manaus até o complexo de Anavilhanas e ficou maravilhadom, mas descartou deixar os estúdios para filmar dentro da mata. No seu discurso durante o Fórum, o cineasta se mostrou engajado na defesa do meio-ambiente e disse querer ver seu filme mais recente como um ícone de defesa às florestas. "Avatar não é uma condenação à humanidade, mas um convite à ação".

Para ele, as mortes no Haiti não foram nada frente ao que vai acontecer com as mudanças climáticas nos próximos anos. "Só com os dois graus a mais na temperatura que o IPCC apontou para este século há pelo menos 42 espécies de plantas na Amazônia que não iriam sobreviver, além de comunidades ribeirinhas que devem desaparecer com a água dos rios de volume aumentado pelo degelo", destacou.

Cameron elogiou a gestão do governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), segundo ele, o administrador do Estado brasileiro com a floresta mais preservada. "Não conheço nenhum outro lugar como o Brasil, onde o governo e as indústrias tenham essa preocupação ambiental, que é ainda maior no Amazonas".

Porém, o cineasta acredita que os países industrializados é que deveriam se mobilizar para financiar a floresta em pé.

Segundo o diretor, Avatar é seu filme mais pessoal. "Não fiz o filme para ganhar dinheiro, mas por algum motivo se tornou o filme mais visto da história. E acho que o sucesso significa que as pessoas estão despertando para este perigo".

Ele também fez analogias com símbolos dos seus filmes Avatar e Titanic. "Será que não estamos entre aqueles noventa segundos em que o marinheiro avista o iceberg e o desastre? E esse desastre vai atingir a todos porque precisamos ter claro que quando Titanic afundou a primeira e a quarta classe foram para o fundo".

março 22, 2010

Que que é isso, companheiro?


Moradores e ambientalistas de Altamira (PA) expressam preocupação quanto à projetada construção da mega-usina hidrelétrica Belo Monte, a poucos quilômetros da cidade, na região conhecida por Volta Grande do rio Xingu.

Nota do blog: Companheiro presidente, quanto tive a notícia de que na Bahia o glorioso Partido dos Trabalhadores deixou de lado alianças históricas para apoiar para o senado um carlista de carteirinha, pensei com meus botões: "Tamo pebado!". Cuidado companheiro, temos exemplos da história recente de que esses cabras, numa hora dessas, mandam cobrar a conta. Que o diga Zé Dirceu! E esses apressadinhos não tardam a cobrar o preço da aliança. Por falar em aliança com quem mesmo o nosso governo está comprometido até o tucupi para fazer tanto mal para a Amazônia? Nunca tivemos vocação rodoviária. Mas nosso governo insiste em caminhar na contra-mão do bom senso. Os projetos de hidrelétricas, nascidos na ditatura militar, continuam sendo executados. Não foste tu quem disseste em Manaus para não esquecermos das lições deixadas pela hidrelétrica de Balbina? Quando foi que o nosso governo passou a apoiar idéias carlistas de desenvolvimento, passando por cima da opinião pública. Pior do que isso, passando por cima do estudo de respeitados cientistas do país. Logo o teu governo que tanto investiu em ciência! Nessa altura do campeonato, em que o rumo dos acontecimentos apontam para o fim da Amazônia, sem que ela tenha merecido projetos que respeitem sua vocacação, é lamentável ter que admitir que desse jeito o teu governo será conhecido como o "coveiro da Amazônia", como disse um religioso desencantado com tanta sandice social-ambiental proposta para a região mais cobiçada do planeta. Antes que algum apressadinho queira se apropriar da fala deste petista de carteirinha, deixo claro que todos os governos que te antecederam não fariam nada diferente. Atualmente, não há força política capaz de reverter esse quadro. Caminhamos para uma hecatombe..., salvo se por força da conjunção dos astros mudar alguma coisa na mentalidade do povo brasileiro. Ou então, como dizia a saudosa tia Pátria - "o Lula é muito cagão (não aquele que tem medo, mas aquele que tem sorte), nascido com o rabo pra lua" -, quem sabe num papoca novas idéias nessa cabecinha que fez o povo brasileiro acreditar em melhores dias para todos, que impeçam (antes que seja tarde) a destruição do nosso maior patrimônio natural, com sua extraordinária diversidade biológica. Te cuida, parente!

março 08, 2010

Amazônia: entre a cruz e a caldeira

Alfredo Wagner
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, 2007

Nota do blog: Leia a entrevista do professor Alfredo Wagner e entenda porque este blog é contra a construção do terminal portuário das Lajes, BR-319, hidrelétricas no Madeira e outras sandices que trarão graves impactos socioambientais. O governo Lula não aprendeu a lição com a desastrada construção da hidrelétrica de Balbina e frustra o eleitor consciente.

"O que está em jogo no Madeira é o planejamento para a última grande fronteira amazônica", diz antropólogo - 01/03/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br


Fabíola Munhoz

Lançado na semana passada, o livro Conflitos Sociais no "Complexo Madeira", faz o mapeamento de todas as áreas de conflito existentes na região de abrangência do rio Madeira, na Amazônia.

Reunindo estudos de pesquisadores de algumas das principais unidades de ensino superior amazônicas, como Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Pará (UFPR), a obra tem como objetivo apresentar dados sobre a ocupação histórica dessa área estratégica e de crescente interesse econômico, por povos tradicionais, como índios, quilombolas e ribeirinhos.

O coordenador do projeto, o antropólogo da Universidade do Estado do Amazonas, Alfredo Wagner, que, desde 1972 estuda a região amazônica, concedeu entrevista exclusiva ao site Amazonia.org.br, em que fala sobre os empreendimentos que atualmente impactam a área de influência do rio Madeira, gerando conflitos e impactos socioambientais graves.

Wagner afirma que obras, como as usinas de Jirau e Santo Antônio, bem como o asfaltamento das BR-319 e BR-317, poderão retalhar um dos últimos redutos de biodiversidade intacta e cultura nativa da Amazônia. Ele também compara as audiências públicas sobre esses empreendimentos ao desenvolvimentismo autoritário da época da Ditadura. Confira.

Amazonia.org.br- De quem foi a ideia de produzir este livro?

Alfredo Wagner- Nós temos o projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, e estamos em contato com várias associações de ribeirinhos, indígenas e quilombolas lá da região do Alto Madeira, na fronteira com a Bolívia. E, no Fórum Social Mundial, estivemos em contato com o movimento campesino boliviano. Sobretudo, os pescadores artesanais e os ribeirinhos foram nos solicitando o mapeamento das áreas das comunidades, das territorialidades específicas. Então, nós fomos fazendo esse trabalho, ministrando para eles noções de GPS, discutindo com eles a legislação ambiental, a legislação relativa a comunidades e povos tradicionais e os instrumentos jurídicos pertinentes e referentes a essas leis. Com isso, fomos produzindo um mapa bastante detalhado que acompanha o livro, e pega todos os conflitos socioambientais, todas as áreas reservadas e todas as territorialidades específicas em que essas comunidades de pescadores artesanais, ribeirinhos, castanheiros, quilombolas e povos indígenas foram se constituindo.

Amazonia.org.br- Quanto tempo foi necessário para conclusão deste trabalho?

Wagner- Nós demoramos dois anos para fazer isso. O trabalho pegou a fase de início do licenciamento das usinas do Madeira e foi simultâneo ao início da obra, agora que os consórcios já estão começando a construir as barragens. Então, foi possível acompanhar em algum lugar o deslocamento compulsório de povoados, as audiências públicas [sobre o projeto das hidrelétricas], e ver o tipo de participação e a limitação dessa participação. Tem alguns pesquisadores aqui que até chegaram a produzir teses sobre isso.

Amazonia.org.br- Os conflitos sociais da região do Madeira são todos decorrentes de empreendimentos como as usinas de Jirau e Santo Antônio, ou há outros problemas estruturais, que fazem parte da realidade local?

Wagner- A ideia da área de influência do Complexo do Madeira, no nosso ponto de vista, não são cinco, dez, vinte quilômetros de cada lado. Se nós pegarmos desde a região de Pando, na Bolívia, até a desembocadura do Amazonas, nós vemos mais 60 milhões de hectares em jogo. E eles estão palmilhados por estradas como a BR-319 ou a BR-317, que pega lá no Purus, na boca do Acre, e Lábrea (AM). Também, por: hidrelétricas, hidrovia, estradas como a BR-230, que corta área indígena e, inclusive, tem uma cobrança de pedágio, a situação dos garimpos no Madeira, empresas de certificação como a antiga Getal, que vendeu sua área a um grupo pertencente a um banqueiro britânico e gerou uma suspeição sobre as irregularidades nessa compra de terra. A ideia desse Complexo do Madeira é, então, uma simultaneidade de intervenções.

Amazonia.org.br- Esse contexto de intervenções e conflitos pode ser comparado ao cenário causado por outros empreendimentos na Amazônia?

Wagner- Sim. Isso já ocorreu em outras áreas amazônicas. No período ditatorial, isso ocorreu no Carajás (PA). Você tinha minas de ferro gusa, ferrovias, porto da Madeira, e tudo isso feito simultaneamente na serra do Carajás e no porto de Itaqui por onde ainda se escoa a produção de minério. E, no caso do Pará, isso foi feito na Ditadura sem uma regularização fundiária, o que gerou os conflitos, até hoje, incontroláveis no Sudeste do Pará, no oeste do Maranhão e no norte do Tocantins. A gente não tem nem estimativa do número, que são dezenas de milhares, de mortos nos conflitos. Aqui no Madeira, as coisas são feitas num momento democrático. Tem audiências públicas, mas tem outros tipos de, digamos, arbitrariedades que devem ser discutidas para se aperfeiçoarem os procedimentos democráticos. São audiências públicas com pouca participação, limitando a participação das pessoas. Esse foi um elemento que a gente percebeu.

Amazonia.org.br- Vocês pretendiam, com esse estudo, suprir a falta de participação popular durante as consultas públicas sobre as obras na região do Madeira?

Wagner- Não foi nossa pretensão fazer isso. Nós ouvimos reclamações, mas não substituímos ninguém, não falamos em nome de ninguém. Somos um projeto de pesquisa de universidades amazônicas, que têm advogados especialistas em Direito Ambiental, antropólogos, sociólogos, economistas, engenheiros agrônomos e biólogos. Vários pesquisadores produziram dissertações de mestrado sobre o assunto. Isso também está ajudando o conhecimento dessa realidade localizada.

Amazonia.org.br- Por que, em sua opinião, as audiências públicas para apresentação do projeto do Complexo do rio Madeira não foram suficientemente democráticas?

Wagner- Para as consultas públicas, houve pouco acesso a informação prévia. Isso foi observado em dissertação de mestrado de colegas nossos pesquisadores. Nossa preocupação é aprimorar procedimentos democráticos e, ao mesmo tempo, fazer distinção para outros momentos autoritários em relação à Amazônia. Isso é um dado significativo de discutirmos hoje. Essa região de fronteira agrícola, sociológica, como é a Amazônia, parece que é um lugar que não tem lei e onde é muito restrita a circulação de informações. Então, um dado que a gente percebeu nas audiências públicas foi pouco acesso a informações prévias relativas aos empreendimentos. E os empreendedores tendo quase o total do tempo para falar.

Amazonia.org.br- A partir do que você e outros pesquisadores ouviram da população local, quais têm sido os impactos mais graves da construção das hidrelétricas do rio Madeira?

Wagner- Uma vez que as usinas não vêm sozinhas, mas vem também o asfaltamento da BR 319, agora o licenciamento da BR-317, já tinha o problema da Transamazônica estar cortando a área indígena Tenharim. Só isso, são três eixos rodoviários importantes. O que nós sentimos foi uma falta de discussão aprofundada das formas de apossamento prévio. Como as comunidades tradicionais manejam os recursos naturais na ocupação da terra? Essa discussão ficou de fora. Não se fala que existe gestão comunitária dos recursos naturais, fala-se apenas em assentamento. Os projetos de assentamento, mesmo os extrativistas, têm uma pressuposição de que parcelar, dividir, é o modelo universal de assentar, e ele não respeita a especificidade de uma região como essa.

Se você pensar, essa é, sem dúvida alguma, a última grande fronteira amazônica. Tem um ramo de estrada que joga para Tefé, lá no Solimões, tem outro ramo que de lá joga no Juruá. Tem um ramo que vai lá para Benjamin Constant, um que sai de Lábrea cortando tudo. Então, com isso, você vai retalhar o último grande espaço amazônico. Aqui no Estado do Amazonas, são 157 milhões de hectares, o Brasil tem 850 milhões de hectares. Você vai ver que tem ramais que se expandem e já estão na fronteira com a Colômbia e com o Peru. Então, é a ultima grande fronteira. O que está em jogo no Madeira é o procedimento de planejamento governamental para a última grande fronteira amazônica. Nós estamos discutindo o futuro da Amazônia, não tenha dúvida disso.

Tudo o que estou te falando está no mapa com ponto de GPS pego. Isso você não vai encontrar em mapa oficial nem em banco de dados de nenhuma instituição. É uma informação super detalhada. Se você, por exemplo, quiser saber quais os municípios com maior índice de desmatamento, você tem o norte de Mato Grosso. Se você quiser saber onde estão os processos do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), quais as áreas de subsolo já requisitadas, onde estão as licitações da Petrobras, tudo isso está se dando na grande região do Madeira.

Então, tem petróleo, ouro, terras indígena, ribeirinhos, recursos hídricos, antigas empresas madeireiras de certificação, pelas quais as pessoas, por um clique, adquirem cotas para conservação na Europa. Esse site da empresa britânica que comprou a área da Getal, numa só semana de agosto, teve 20 mil acessos. E, no livro, a gente conta quanto eles pagam em libras por meio acre, que é a cota que eles vão vender. Então, quer dizer que tem um mercado de terras que está sendo acionado nessa região da Amazônia. Isso, sem dizer privatização de florestas públicas que começa na região do Jamari, que também está próxima a Porto Velho (RO). Essas discussões todas nos levaram a produzir esse mapa com os detalhes e todos os conflitos socioambientais, envolvendo quilombolas, pescadores artesanais, os chamados ribeirinhos...

Amazonia.org.br- Além do impacto ambiental desses empreendimentos, pode-se dizer que desalojar a população tradicional que lá vive tem como impacto a perda da cultura desses povos?

Wagner- Seguramente. Há uma insensibilidade muito grande para essas questões étnicas, culturais, para a questão da reprodução dos grupos, como eles se reproduzem física e socialmente. Nesse sentido, tem um parentesco com procedimentos de outros momentos históricos que tratam tudo de uma maneira autoritária, homogenizam e perdem de vista essa diversidade cultural e afetam, com isso- e para mim esse é maior impacto-, a autoconsciência cultural que os grupos têm, que cada um tem da sua situação.

Amazonia.org.br- Há, ainda, possibilidade de esses estudos, que dão voz à população local, surtirem algum efeito, se a construção das usinas já começou?

Wagner- As obras já estão em andamento, houve pouca informação prévia, e as pessoas têm uma ideia de progresso que move tudo, e é muito soberana, dominante e definitiva. E ela considera todos esses povos tradicionais como arcaicos, vivendo sobre uma economia primitiva. No entanto, se você for ver, são essas comunidades que são mais balizadas com o futuro das áreas mais preservadas. São as áreas onde eles ainda estão as mais preservadas, onde as águas estão mais límpidas, onde a cobertura vegetal está mais integral. Inclusive, em Alcântara (MA), são os quilombolas de lá que mantém o local preservado. Essa binacional Brasil-Ucrânia entrou lá na área devastando tudo e nem licenciamento ambiental têm. Foram os quilombolas que se contrapuseram a eles.

Amazonia.org.br- Há ações pelas quais o governo e os empreendedores possam compensar os impactos dessas obras?

Wagner- Sobre isso aí teria que abrir um processo amplo de discussão, um processo mais efetivo de participação do que foram as audiências públicas. Esses mecanismos de participação que estão aí são um avanço em relação à Ditadura, ou Tucuruí, e Itaipu também, ou no São Francisco. Até hoje, nesses lugares, está todo mundo desalojado, muitos deles sem indenização.

O nosso ponto de vista é o ponto de vista das comunidades tradicionais. A nossa ideia é trazer a experiência das comunidades tradicionais para dentro do planejamento. Faltam articulação e criação de mecanismos de participação mais amplos.

Fonte: Amazônia.org.br

"Sul Maravilha" será beneficiado com as hidrelétricas do Madeira






Nota do blog: Saudades do Henfil.

Energia gerada por usinas do Madeira irá para São Paulo - 05/03/2010

Local: São Paulo - SP

Fonte: Amazonia.org.br

Link: http://www.amazonia.org.br

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a realização de estudos geológicos e topográficos para a elaboração do projeto básico da Linha de Transmissão Coletora de Porto Velho (RO) a Araraquara (SP), em corrente contínua, com 2.375 quilômetros de extensão. Isso significa que a energia gerada pelas usinas do Rio Madeira não ficará em Rondônia. As informações são do jornal Rondonia Ao Vivo.

De acordo com a Superintendência de Concessões e Autorizações de Transmissão e Distribuição, os levantamentos de campo junto às propriedades particulares situadas na rota da linha de transmissão serão realizados pela empresa Norte Brasil Transmissora de Energia S.A. O despacho foi assinado nesta quarta-feira (3), em Brasília.

Os estudos topográficos serão realizados nos seguintes municípios: Ariquemes, Alto Paraíso, Alvorada, Cabixi, Castanheiras, Cerejeiras, Chupinguaia, Colorado, Corumbiara, Governador Jorge Teixeira, Itapuã, Jaru, Monte Negro, Nova Brasilândia, Ouro Preto, Parecis, Porto Velho, Presidente Médici, Primavera, Rolim de Moura, São Felipe, Teixeirópolis e Urupá.

Mobilização fracassa

Com a autorização da Aneel, o movimento em defesa da construção do sistema de corrente alternada de energia não surtiu efeito. A mobilização foi encabeçada, no ano passado, por Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia (SENGE), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetos (CREA) e Associação em Defesa dos Consumidores Proprietários e Usuários de Veículos Automotor (Adecon).

Segundo engenheiros, a construção do linhão em corrente alternada prevê o emprego de tecnologia brasileira, o que geraria emprego no Brasil. Já por meio do sistema de corrente contínua, a tecnologia é estrangeira, assim como a mão-de-obra para implantação e manutenção do sistema.

Fonte: Amazônia.org.br


dezembro 22, 2009

Lúcio Flávio crítica métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil


Assista a entrevista de um dos mais importantes jornalistas da Amazônia e depois leia a entrevista em que ele crítica os métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil.

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É preciso mudar radicalmente o método de decidir e colocar em prática projetos hidrelétricos no Brasil. Entrevista especial com Lúcio Flávio Pinto

A polêmica construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (Pará) é o tema desta entrevista com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Para ele, a hidrelétrica foi concebida para atender os grandes consumidores de energia, no caso, as fábricas de alumínio da Albrás, no Pará, e da Alumar, em São Luís do Maranhão.

Confira a entrevista no site Instituto Humanitas Unisinos

dezembro 16, 2009

Usinas do rio Madeira provocam danos ambientais


Matéria produzida por Vanessa Ibrahim para o programa Interesse Público, parceria do Ministério Público Federal com a TV Cultura, que vai ao ar em r
ede nacional pela TV Justiça. Em entrevistas com membro da procuradoria da república, presidente da assembléia legislativa, secretário do meio ambiente e diretor institucional do consórcio construtor, a reportagem aborda a construção da usina pelo viés ambiental.

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Nota do blog: "No quisiera caer en una descortesia, todavia el problema es obedecer sin chistar; ese és el asombro, Zapatero"- así habló Zefofinho de Ogum, corresponsal del PICICA".

Estado financia ditadura das empresas contra os ribeirinhos

Não fosse pelo BNDES, usinas como Belo Monte jamais seriam bancadas pela iniciativa privada

15/12/2009

Alexania Rossato


de São Paulo (SP)

Uma coisa é certa: sem o financiamento do BNDES, usinas hidrelétricas como Santo Antônio, Jirau, no rio Madeira em Rondônia, e Belo Monte, no rio Xingu no Pará, não sairiam do papel e, conseqüentemente, milhares de pessoas não estariam morando de favor na casa de amigos e parentes e não teriam perdido suas condições de sobrevivência, como está acontecendo com os ribeirinhos do Madeira.

Leia mais em Brasil de Fato

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Sequência de fotos evidencia dano ambiental causado por usinas do rio Madeira - 16/12/2009

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

As fotos foram apresentadas ontem à CPI das usinas do Madeira, na Assembleia Legislativa de Rondônia

Bruno Calixto

Uma apresentação feita pela Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Rondônia, criada para investigar as obras das usinas do rio Madeira (RO), impressionou os deputados estaduais. As fotos mostram o estrago que a usina de Jirau vem causando ao meio ambiente.

As imagens foram apresentadas pela ambientalista e pesquisadora da área de energia Telma Monteiro, representante da Kanindé. A associação foi convidada pela CPI a prestar informações e apresentar documentos que comprovem a existência de irregularidades no processo de licenciamento das usinas do Madeira e impactos sociais e ambientais causados pelas obras.

"As imagens das obras de Jirau mostram claramente os danos que o empreendimento tem causado. As últimas fotos são avassaladoras, e os deputados ficaram mudos ao ver o estrago", explica Telma.

A pesquisadora também apresentou estudos e respondeu perguntas dos deputados. "Nós trouxemos muitas informações e documentos que os deputados desconheciam, como as fichas de resumo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sobre as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que mostram custos ambientais no valor de R$ 1,2 bilhão para cada usina. Os deputados quase caíram da cadeira quando viram essas cifras", explica Telma.

Reprodução de parte da ficha de resumo de Santo Antonio, produzido pela Aneel, que apresenta um custo ambiental de R$ 1,2 bilhão

A ambientalista cobrou da CPI que peça explicações aos consórcios responsáveis pelas obras sobre os custos ambientais do projeto, já que a Aneel aprovou esse documento, assim como os estudos de viabilidade da usina, sem que fossem explicados os critérios utilizados para se chegar a esse valor.

A pesquisadora também denunciou problemas envolvendo a contaminação do rio por mercúrio, o aumento da malária e a mortandade de peixes, além de impactos sociais, envolvendo índios e ribeirinhos. "As usinas têm causado violações dos direitos humanos, dano às terras indígenas e principalmente a tribos de índios isolados".

A equipe da Kanindé participou de uma operação junto com a Fundação Nacional do Índio (Funai), que fez o levantamento de índios isolados existentes nas unidades de conservação Mujica Nava, Serra dos Três Irmãos e Mapinguari. Lá, encontraram vestígios da presença de indígenas isolados. Oito índios- seis homens e duas mulheres-foram vistos por garimpeiros que estão invadindo a região.

Veja a sequência de fotos do dano ambiental causado por Jirau:

Fonte: Amazonia.org.br

dezembro 04, 2009

População atingida repudia construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA)

Manifestação contra a Usina de Belo Monte
Postada em www.diariodopara.com.br

População atingida repudia construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA)

Dezenas de índios, ribeirinhas e representantes de movimentos sociais se reuniram ontem (01/12) no auditório da Procuradoria Geral da República (PGR) para a audiência pública que debateu a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A intenção era promover o debate entre o Governo Federal e as populações que serão mais atingidas caso o projeto se concretize.

A mesa de debates foi coordenada pela Dra. Débora Duprat, vice- Procuradora Geral da República.

Apesar da relevância do debate, os representantes de importantes órgãos do Governo Federal não compareceram ao encontro. Fundação Nacional do Índio (Funai), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), por exemplo, faltaram ao debate. Diante da ausência, a vice-procuradora pediu que se registrasse formalmente estas faltas. Já a Presidência da República e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviaram representantes.

Os indígenas, maioria no auditório, foram categóricos: repudiam a construção da barragem e da hidrelétrica de Belo Monte. Eles expressaram seu descontentamento não apenas por meio dos discursos, mas também pelos documentos que entregaram. Várias lideranças afirmaram que não vão desistir da luta assim tão facilmente. Alguns chegaram mesmo a dizer que haveria derramamento de sangue na defesa do rio.

Marcos Apurinã, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), ressaltou que no Xingu existem ainda muitas aldeias indígenas que só se alimentam de peixe. “Se o peixe acabar os índios morrem”, disse. Ele também expressou seu descontentamento com a ausência de atores estratégicos durante o debate. “Se o governo não quer nos ouvir, paciência. Depois também nós não teremos mais o que falar com eles”, declarou.

A ribeirinha Antônia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, ressaltou que a população não teve o direito de ser ouvida e que a voz dos indígenas pouco importou ao governo. “Hoje, mais uma vez, eles não quiseram ouvir o povo. Não quiseram debater com o povo”. E continuou: “É uma vergonha a arbitrariedade com que estão tratando nossa gente”.

Índios, pesquisadores, estudiosos e participantes de diversos movimentos foram unânimes ao dizer que a obra é inviável, um empreendimento destruidor. Os participantes da audiência também informaram em diversas ocasiões alertaram que a construção da usina representa uma catástrofe para os habitantes da região. Eles afirmaram, ainda, que estas áreas estão sendo destruídas por empreendimentos desse tipo e declararam que não vão deixar mais isto acontecer.

As lideranças indígenas avisaram que vão lutar por seus direitos até o último índio. Elas também lembraram que são os primeiros brasileiros e que são os donos destas terras, embora tenham enfrentado perdas de vidas e de riquezas culturais nos últimos 500 anos. Todas foram enfáticas ao dizer que não aceitam a hidrelétrica e que estão dispostas a defender de forma aguerrida o rio Xingu e suas populações.

O coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Rogério Hohn, ressaltou a importância da solidariedade nestes casos. Ele frisou que os impactos que acontecem com uma população, com uma região, afetam outras partes do mundo. "Temos que acreditar na nossa força e parar de acreditar em discursos demagogos que só fazem mal ao povo brasileiro". Hohn finalizou dizendo que enquanto o BNDES vê no rio Xingu dinheiro e lucro, a população enxerga neste mesmo rio a tradição, a sobrevivência e a vida.

No fim, a Dra. Débora Duprat se comprometeu a combater o avanço deste projeto enquanto ele estiver apresentando tantas irregularidades ou enquanto afrontar os direitos humanos. O representante da Presidência da República, Paulo Muldus, disse que vai levar todas estas questões e realidades ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse acreditar que o presidente vai tomar sua decisão com base na justiça.

Fonte: Instituto de Estudos Socioeconômicoa

Marquinho Mota
Assessor de Comunicação - Rede FAOR
faor.comunicacao@faor.org.br
(91) 32614334 - FAOR
(91) 8268 4457 - Belém
(93) 9142 4472 - Santarém
Pai da Iamã, da Anuã e do Iroy
Assessoria à Rádios Comunitárias

Fonte:
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outubro 31, 2009

Rios pela Vida! Terceiro Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e seus Aliados

GUARDE ESTA DATA!

Rios pela Vida! Terceiro Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e seus Aliados

Temacapulín, México, 1-7 de outubro, 2010

Convidamos vocês de participar no Terceiro Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e seus Aliados, que acontecerá em Temacapulín, Mexico em outubro de 2010. A comunidade de Temacapulín se encontra em plena mobilização para impedir a construção da hidrelétrica El Zapotillo. Eles estarão recebendo militantes do movimento internacional contra as barragens na sua aldéia e nas suas casas para esta reunião importante.

Mais de 300 atingidos por barragens, representantes de ongs e especialistas do mundo inteiro deveriam reunir para compartir experiências e informação, desenvolver estrategias em comúm, e fortalecer o movimento internacional em proteção dos rios e os direitos das populações ribeirinhas.

Por favor marcar a data nos seus calendários e planeje sua participação. Os recursos para financiar a participação de entidades do Sul são muito limitados. Seria importante que vocês prioritizem a busca de recursos para possibilitar sua viagem e participação. Se tiver possibilidades de buscar recursos para outros participantes, por favor entrar em contato com susanne@internationalrivers.org.

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QUÊ: Terceiro Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e seus Aliados

QUANDO: 1-7 de outubro de 2010. O dia 1 e 7 serão dedicados às chegadas e saídas de pessoal. Vai ter quatro dias de reuniões e oficinas, além de uma saída de um dia para visitar com atingidos e aprender mais sobre a luta das comunidades regionais contra as barragens.

ONDE: Temacapulín, México. O aeroporto mais próxmo é de Guadalájara.

QUEM: Atingidos por barragens e ativistas do mundo inteiro.

PORQUE: Os primeiros dois encontros de atingidos por barragens e seus aliados tiveram muita influência, ajudando no fortelecimento do movimento internacional contra as barragens. O movimento já comemorou várias vitórias desde o último encontro na Tailândia em 2003. Porém, ainda enfrentamos graves ameaças aos nossos rios e aos nossos direitos. Uma nova geração de barragens estão sendo financiadas pelos governos do Sul, e por empresas que desmostram pouca preocupação em cumprir a legislação nacional e os direitos dos povos. As barragens estão sendo colocadas como se fossem soluções aos câmbios climáticos, apesar de dúvidas sobre como as mudanças climáticas deveriam afetar o seu desempenho.

Agora é o momento para juntarmos em solidaridade para compartir experiências e desenvolver estratégias em comúm para proteger os nossos rios e defender os nossos direitos.

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PARA MAIS INFORMAÇÃO
Visite o nosso site
www.internationalrivers.org/riversforlife3. Estaremos atualizando as informações sobre o evento. Qualquer dúvida, entre em contato com o Movimento dos Atingidos por Barragens, ou contatar Susanne Wong na International Rivers, susanne@internationalrivers.org.

AJUDEM COM A DIVULGAÇÃO! especialmente às comunidades de atingidos por barragens.

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O comitê organizativo inclui a International Rivers, três parceiros da região, e um comitê internacional:


Parceiros locais:
Instituto Mexicano para Desarrollo Comunitário (IMDEC)
Comitê para Salvar Temaca, Acasico ty Palmarejo
Movimiento Mexicano de los Afectados por Presas y en Defensa de los Ríos (MAPDER)

Comitê Internacional:
Sena Alouka, Young Volunteers for the Environment, Togo
Robert Kugonza, Africa Rivers Network, Uganda
Ercan Ayboga, Initiative to Save Hasankeyf, Turkey/Germany
Catriona Vine, Kurdish Human Rights Project, United Kingdom
Lata Anantha, River Research Centre, India
Tek Vannara, Culture and Environment Preservation Association, Cambodia
Luiz dalla Costa, Movimento dos Atingidos por Barragens, Brasil
Roberto Epple, European Rivers Network, France
Gustavo Castro Soto, MAPDER y Otros Mundos, México
Marco von Borstel e Carmen Diaz, IMDEC, México
Susanne Wong e Berklee Lowrey-Evans, International Rivers, USA

Glenn Switkes,
Director, Amazon Program
International Rivers
São Paulo, Brazil
glenn@internationalrivers.org
www.internationalrivers.org
tel: +55 11 3666 7084
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