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setembro 20, 2010

Retomada Indígena III


SertaoFilmes | 18 de março de 2009
Início do primeiro episódio da série Xingu - A Terra Ameaçada, dirigida por Washington Novaes e coproduzida pela WN Produções, Intervídeo e Sertão Filmes.

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Retomada Indígena III 20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP

POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE

20/9 – 2ª feira – Abertura da semana
18,30h. Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi).
19h. Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP) – O olhar indígena sobre a cidade e a aldeia (fotos de indígenas que vivem em São Paulo), e mostra de instrumentos de caça, guerra e pesca de várias etnias do Brasil. (Duração da exposição: de 20/9 a 8/10, das 10h às 19h, exceto em finais de semana).
19,15 h. Mesa redonda 1: Povos indígenas frente à sociedade brasileira hoje. Debatedores: Prof. Rinaldo Arruda (antropólogo da PUC-SP), Cristiano Navarro (jornalista do semanário Brasil de Fato) e Prof. Sílvio Mieli (Prof. da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP).

21/9 – 3ª feira
19,15h. Mesa redonda 2: Os indígenas Guarani Kaiowá do MS. Projeção do curta À beira da estrada (do documentário La lotta e la speranza – Luci nel Mondo/Cimi). Debatedores: Valdelice Veron (filha do cacique Marcos Veron) e liderança Guarani Kaiowá do MS, e Dra. Maria Luiza Grabner (Procuradora do Ministério Público Federal- PR/SP).

22/9 – 4ª feira
19,15h. Mesa redonda 3: Lideranças indígenas: Jerry Matalawê (liderança Pataxó e membro da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia); Timóteo Popyguá (liderança Guarani da aldeia Tenondé Porã-São Paulo) e Maria Cícera de Oliveira (povo Pankararu e da coordenação do Programa Pindorama, PUC-SP) Local: Museu da Cultura – PUC-SP.

23/9 – 5ª feira
19,15h. Mesa redonda 4: A questão indígena e os movimentos sociais: Edson Kayapó (doutorando da PUC-SP e coordenador dos Ceci da Prefeitura de São Paulo); Israel Sassá Tupinambá (membro do Tribunal Popular e da Org. Popular Aymberê), Regina Lúcia dos Santos (geógrafa e membro do Movimento Negro Unificado-MNU) e Gilmar Mauro (coordenação nacional do MST).

24/9 – 6ª feira
19,15h. Lançamento do Relatório de Violência de 2009–CIMI, com comentários da Profa. Lúcia Helena Rangel, PUC-SP (organizadora do trabalho), Sarlene Soares Makuxi (mestranda PUC-SP, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol) e Bruno Martins (graduando da Faculdade de Direito da USP). Encerramento: reza indígena e toré com os povos presentes (Wassu Cocal, Fulni-ô, Pankararé, Pankararu…)

SEMANA DE CURTAS METRAGENS COM TEMÁTICA INDÍGENA

21/9 – 3ª feira
O amendoim da cotia (Sobre o povo Panará/PA, dir. Vincent Carelli. Vídeo nas Aldeias, 50’) 12,30 h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca).

22/9 – 4ª feira
Pisa Ligeiro (Luta dos povos indígenas hoje. 50’). 12,30h e 18h: sala 134 C (1º andar, PUC, entrada pela Rua Ministro Godoi).

23/9 – 5ª feira
Xingu, terra ameaçada (dir. Washington Novaes, TV Cultura, 48’). 12,30h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca)

VENDA DE ARTESANATO

Durante a semana haverá venda de artesanato dos povos Pankararé, Fulni-ô, Guarani, Kaimbé e Kariri Xokó. Local: PÁTIO DA CRUZ (pátio interno do prédio velho da PUC)

março 22, 2010

Que que é isso, companheiro?


Moradores e ambientalistas de Altamira (PA) expressam preocupação quanto à projetada construção da mega-usina hidrelétrica Belo Monte, a poucos quilômetros da cidade, na região conhecida por Volta Grande do rio Xingu.

Nota do blog: Companheiro presidente, quanto tive a notícia de que na Bahia o glorioso Partido dos Trabalhadores deixou de lado alianças históricas para apoiar para o senado um carlista de carteirinha, pensei com meus botões: "Tamo pebado!". Cuidado companheiro, temos exemplos da história recente de que esses cabras, numa hora dessas, mandam cobrar a conta. Que o diga Zé Dirceu! E esses apressadinhos não tardam a cobrar o preço da aliança. Por falar em aliança com quem mesmo o nosso governo está comprometido até o tucupi para fazer tanto mal para a Amazônia? Nunca tivemos vocação rodoviária. Mas nosso governo insiste em caminhar na contra-mão do bom senso. Os projetos de hidrelétricas, nascidos na ditatura militar, continuam sendo executados. Não foste tu quem disseste em Manaus para não esquecermos das lições deixadas pela hidrelétrica de Balbina? Quando foi que o nosso governo passou a apoiar idéias carlistas de desenvolvimento, passando por cima da opinião pública. Pior do que isso, passando por cima do estudo de respeitados cientistas do país. Logo o teu governo que tanto investiu em ciência! Nessa altura do campeonato, em que o rumo dos acontecimentos apontam para o fim da Amazônia, sem que ela tenha merecido projetos que respeitem sua vocacação, é lamentável ter que admitir que desse jeito o teu governo será conhecido como o "coveiro da Amazônia", como disse um religioso desencantado com tanta sandice social-ambiental proposta para a região mais cobiçada do planeta. Antes que algum apressadinho queira se apropriar da fala deste petista de carteirinha, deixo claro que todos os governos que te antecederam não fariam nada diferente. Atualmente, não há força política capaz de reverter esse quadro. Caminhamos para uma hecatombe..., salvo se por força da conjunção dos astros mudar alguma coisa na mentalidade do povo brasileiro. Ou então, como dizia a saudosa tia Pátria - "o Lula é muito cagão (não aquele que tem medo, mas aquele que tem sorte), nascido com o rabo pra lua" -, quem sabe num papoca novas idéias nessa cabecinha que fez o povo brasileiro acreditar em melhores dias para todos, que impeçam (antes que seja tarde) a destruição do nosso maior patrimônio natural, com sua extraordinária diversidade biológica. Te cuida, parente!

dezembro 22, 2009

Lúcio Flávio crítica métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil


Assista a entrevista de um dos mais importantes jornalistas da Amazônia e depois leia a entrevista em que ele crítica os métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil.

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É preciso mudar radicalmente o método de decidir e colocar em prática projetos hidrelétricos no Brasil. Entrevista especial com Lúcio Flávio Pinto

A polêmica construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (Pará) é o tema desta entrevista com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Para ele, a hidrelétrica foi concebida para atender os grandes consumidores de energia, no caso, as fábricas de alumínio da Albrás, no Pará, e da Alumar, em São Luís do Maranhão.

Confira a entrevista no site Instituto Humanitas Unisinos

Dom Erwim Kräutler: Belo Monte é um projeto faraônico e gerador de morte


Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), defende os indígenas Kayapó contra as difamações pela mídia no encerramento do Encontro Xingu Vivo Para Sempre

Altamira/PA, 23 de maio de 2008

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Belo Monte. 'Projeto faraônico e gerador de morte''. Entrevista especial com Dom Erwin Kräutler

“Eu sei quanto suor esse povo derramou e quanto tempo gastou para construir suas casas. Digo mais uma vez: são casas de alvenaria e não barracos ou palafitas! Agora esse povo será compulsoriamente arrancado de seus lares e transferido para onde?”, pergunta Dom Erwin Kräutler, na entrevista que concedeu à IHU On-Line, realizada via e-mail. O bispo de Altamira, município situado em plena selva amazônica do Pará, descreve o apoio que a Igreja tem dado ao povo que luta contra a hidrelétrica de Belo Monte e também o que ocorreu depois do encontro que teve com Lula em setembro deste ano. “Não faltam opções e não faltam cientistas de renome que apresentam alternativas. Mas são silenciados imediatamente e até ridicularizados quando falam em energia solar ou eólica”, apontou ele.

Dom Erwin também analisou o apagão que ocorreu em novembro. “Até hoje, não foram reveladas as verdadeiras causas que provocaram o apagão. Mas a ocorrência de uma falha no sistema ou até de uma irresponsabilidade na manutenção não justifica nunca uma construção gigantesca de consequências imprevisíveis, nocivas para os povos da região do Xingu e para o meio ambiente”. Quando questionado sobre como Marina Silva e Lula têm agido em relação à Belo Monte, Dom Erwin é veemente: “Marina Silva me decepcionou. Jamais pensei que ela se submetesse tão tranquilamente aos ditames de sua candidatura à presidência da República”.

Confira a entrevista no site Instituto Humanitas Unisinos