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novembro 12, 2010

"Quando cantavam as cigarras", de Manuel Callado

Foto: Divulgação (enviada sem o crédito)
 A Livraria Valer convida para o lançamento do documentário “Quando Cantavam as Cigarras”, do professor Manuel Callado, que acontecerá na manhã do dia 13 de novembro de 2010, a partir das 9h30, no Espaço Cultural da Livraria Valer. A entrada é franca
 
 
O documentário “Quando Cantavam as Cigarras” retrata essencialmente a Manaus dos anos 1950 e 1960. Apresenta aspectos importantes da ecologia, cinema, teatro, Clube da Madrugada, novelas de rádio, fotonovelas, concursos de Miss Amazonas, futebol e especialmente a música e o rádio com suas múltiplas funções. 
O documentário mostra imagens de Manaus em 1965 e 1966, incluindo o Teatro Amazonas, o primeiro Festival Norte do cinema Brasileiro, no qual Silvino Santos foi homenageado, o jogo da Seleção Brasileira e Seleção do Amazonas em 1970 na pré inauguração do Estádio Vivaldo Lima e interpretações musicais marcantes de Lili Andrade, Kátia Maria, Manoel Passos, Inês e Candinho, além da música tema composta e interpretada por Roberto Dibo.
Participam do filme: Lili Andrade, Kátia Maria, Joaquim Marinho, Valdir Correia, Arnaldo Santos, Baby Rizzato, Oscar Ramos, Ednelza Sahdo, entre outros. A Direção do Documentário é de Manuel Callado.
 
Serão exibidas duas sessões do documentário, a primeira às 9h30 e a segunda às 11h. Após a exibição haverá um debate sobre a arte e a cultura do Amazonas. O DVD estará à venda pelo valor de R$ 20.
 
 Ficha Técnica:
Diretor – Manuel Callado: 8133-8399
Produtor – Hamilton Salgado
 
Roteiristas:
Manuel Callado
Francisco Callado Filho
Jose Wellington Ferreira
Música – Roberto Dibo
Imagens – João de Deus e Luiz Carlos Rodrigues
Edição – Edson Egas
Narração – Ivo Aguiar
 
 
Evento: Lançamento do documentário “Quando Cantavam as Cigarras”
Preço do DVD: R$ 20,00
Data: 13 de novembro de 2010 (sábado)
Horário: A partir das 9h30
Local: Espaço Cultural da Livraria Valer
Endereço: Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro
Entrada: franca
Contatos: 3635-1245 (Editora Valer) / Diretor – Manuel Callado: 8133-8399


novembro 05, 2010

Amazonas, Amazonas, de Glauber Rocha

PICICA 1: O cineasta Aurélio Michiles, exultante com o tombamento do Encontro das Águas, postou no Facebook um link para o único documentário de Glauber Rocha sobre o Amazonas. Divido a alegria de Aurélio com meus leitores. Veja cenas inéditas da Manaus dos anos 1960. Vou ali comprar um bebedouro para os beija-flores que frequentam a varanda de casa; na volta, farei um breve comentário. Ciao.
dross87 | 25 de abril de 2009
Amazonas, Amazonas (1965)
Glauber Rocha


PICICA 2: Caraca! O trânsito está insuportável em Manaus. Dá impressão que os cidadãos estão entregues à própria sorte. Não se vê um guarda orientando o trânsito, pelo menos no trajeto em que me desloquei. Lugares onde um sinal poderia resolver problemas de fluxo, fica a critério do motorista iniciativas disparatadas: os veículos cruzam em todas as direções, sem a menor civilidade. A irracionalidade é do tamanho das dificuldades dos administradores públicos em apresentarem soluções compatíveis com a complexidade dos problemas gerados pela civilização do automóvel. No meio do caminho, aproveitei o tempo para conversar com um amigo sobre as conquistas do dia. Papeamos longas horas.

Voltemos ao documentário de Glauber Rocha. Em conversa com Márcio Souza, na época de sua realização, Glauber teria revelado sua perplexidade para com a cultura da região, inapreensível para ele. Para o manauara menos crítico, comparada ao tempo dos ônibus de madeira, a cidade progrediu. Em compensação ela perdeu em qualidade de vida, frente ao despreparo das autoridades em preservar as áreas verdes e sua rede de igarapés gelados. Todos estão poluídos. A rede de esgoto é lançada diretamente nas águas do igarapé ou na baía do rio Negro, para horror dos bons arquitetos, como meu amigo Roger Abrahim.

A cena em que aparece a promiscuidade da velha cidade flutuante, em frente da antiga escadaria dos Remédios, em nada lembra a urbanização meia-boca a que foi submetido aquele território. O que se observa hoje é que as soluções urbanísticas da atualidade pecam pelo mau gosto e pelo uso de materiais que não condiz com a modernidade pretendida pela Zona Franca de Manaus.  

Quando se revê o abandono de Manaus com o fim do ciclo da borracha, dá pra imaginar o que aconteceria com o nosso Polo Industrial se a economia mundial mudasse de rumo. Dizem alguns experts que tais chances são remotas. A preocupação, contudo, é legítima. Embora já vai longe o período da monocultura, o Amazonas está longe de ter uma economia diversificada e autosustentada.

O impacto do novo modelo econômico, baseado na exportação dos produtos made in Zona Franca, gerou um apartheid social até então desconhecido pela minha geração. Nós que fomos educados em colégios públicos, onde conviviam fraternalmente todas as classes sociais. Entre os colegas de rua (brincava-se na rua naquela época, sem receio de ser nomeado como pivete, menino-de-rua, ou coisa que o valha) e os de escola, ainda que fossem perceptíveis as diferenças de classe, havia menos preconceito do que os que seriam gerados posteriormente com a divisão do trabalho na sociedade manauara. Até então, as diferenças existentes não eram impeditivas de um convívio mais civilizado. Pessoalmente travei relacionamento com pessoas como Belmirinho Vianez, William, Margareth e Gracemar Abrahim, Nora Benchimol, Cid Loureiro Nadaf, Jorge, Neneca e Beth Azize, Omar e Abdon Hauache, Sérgio Pessoa Neto, Sebastião Botelho, Pauloney Avelino, Renato Simões, Maura Bianco, Magnólia Raphael, Baby, Paula Valério, Nelson Fraiji, João Bosco Chamma, Alexandre Souza Cruz, entre outros filhos das classes média e alta; como, também, Hilda Bunda de Mola, Nega Nazinha, Charuto, Mingau, Mococa, Navarro, Lulu Bell, Aldenora, Siloca, Cleide, Hanneman Bacelar, Fátima Fernandes, Jorge Aragão, Guto Rodrigues, Juacy Botelho, Carmen Doida, Margareth, José e Jorge Pereira, Pantoja, Moisés, Nina e Jacó Laredo, Adelaide Macedo, Marilene, Heloisa Helena e Nazaré Correa, Simão Pessoa entre os filhos das classes populares. É certo que só mais tarde iria explodir o preconceito que subjaz às relações sociais em todos os quadrantes do planeta, que nem a política de conciliação entre as classes proposta pelo governo Lula conseguiu esconder. Ao contrário, amorteceu-as provisoriamente.

O documentário de Glauber é um bom registro para quem deseja estudar o modo como essas duas sociedades convivem numa Manaus que fez da Belle Époque um falso mito, e da Zona Franca uma ideologia de superação da decadência.  A ver aonde nos levará essa nova aventura do capital. Au revoir!

PS.: Um amigo me perguntou de que lugar estou vendo o mundo, a partir do texto acima. Certamente, o olhar da infância, amoroso, não se compara ao da vida adulta, mais racional-sensitivo, que é olhar de que me valho agora. A pergunta, entretanto, tinha a intenção de me situar no espectro social da época. Muito bem! Meus pais vinham da superação da pobreza. Meu avô paterno, lusitano, era funcionário da firma J.G. Araújo. (O neto de J. G Araújo, Joaquim, foi meu colega no Gymnasio Pedro II, conhecido como Colégio Estadual). Com sua morte, minha avó Tereza, também lusitana, assumiu com a filha Pátria, uma banca de tacacá. Ou seja, eu era o sobrinho da tacacazeira mais querida da Praça dos Remédios, época em que nos indentificavamos por nossas comunidades, onde ela serviu pelo menos a três gerações de sírio-libaneses e seus descendentes. Meu avô paterno superou a pobreza através do ofício da praticagem, em Belém-PA, profissão que fez meu pai ingressar na elite da praticagem amazônia, pela qual foi comandante de embarcações da Booth Line, recebendo, como seus pares, o maior salário das profissões do norte do país. Antes disso, minha avó paterna, peruana, que viveu uma linda e trágica história de amor, viveu parte da sua vida como costureira, depois que deixou Iquitos, onde ficaram seus irmãos, sua mãe e seu pai, um espanhol de Valladolid, na Espanha, que exerceu a função de vice-consul da Espanha naquela cidade do Peru. Em casa, todos temos orgulho da história de superação da pobreza de nossos pais, e dos nossos avós imigrantes que começaram a vida do nada, que pouco se beneficiaram do ensino público que mais tarde seus filhos gozariam. Tenho um irmão jornalista, duas irmãs enfermeiras e uma que cursou agronomia na Universidade Federal do Amazonas. Um dos meu filhos, formado na área de informática, é servidor público e tem um programa de esportes na TV. O outro é fisioterapeuta. Quanto a mim, além de blogueiro, sou médico do serviço público de saúde amazonense, e mantenho um consultório onde atuo como psicoterapeuta. Meu filho mais novo, de 5 anos de idade, é ainda uma promessa de futuro. Sua mãe é psicóloga. Eis aí um breve esboço indicativo da superação das dores sociais e existenciais que alguns de nossos familiares enfrentaram para que sua prole vivesse com mais dignidade a vida que vivemos hoje.

outubro 08, 2010

"Perdão Mister Fiel"

Trecho do filme Perdão, Mister Fiel


O filme
A morte do operário  Manoel Fiel Filho, no DOI CODI em São Paulo em 1976, é a base do documentário que mostra a atuação  dos Estados Unidos na caça aos comunistas e nas ditaduras militares na América do Sul.
Documentário, 95 minutos

Na imprensa
Jorge Oliveira passou  30 anos nas redações dos principais jornais do país  até criar a  JCV e  dedicar-se ao marketing político e à realização de documentários autorais. Perdão Mister Fiel é seu primeiro longa-metragem.

Imprensa
Perdão Mister Fiel traz revelações inéditas de personagens históricos que estiveram em lado opostos durante a ditadura militar no Brasil. O filme é destaque na imprensa. 

setembro 20, 2010

Retomada Indígena III


SertaoFilmes | 18 de março de 2009
Início do primeiro episódio da série Xingu - A Terra Ameaçada, dirigida por Washington Novaes e coproduzida pela WN Produções, Intervídeo e Sertão Filmes.

***

Retomada Indígena III 20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP

POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE

20/9 – 2ª feira – Abertura da semana
18,30h. Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi).
19h. Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP) – O olhar indígena sobre a cidade e a aldeia (fotos de indígenas que vivem em São Paulo), e mostra de instrumentos de caça, guerra e pesca de várias etnias do Brasil. (Duração da exposição: de 20/9 a 8/10, das 10h às 19h, exceto em finais de semana).
19,15 h. Mesa redonda 1: Povos indígenas frente à sociedade brasileira hoje. Debatedores: Prof. Rinaldo Arruda (antropólogo da PUC-SP), Cristiano Navarro (jornalista do semanário Brasil de Fato) e Prof. Sílvio Mieli (Prof. da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP).

21/9 – 3ª feira
19,15h. Mesa redonda 2: Os indígenas Guarani Kaiowá do MS. Projeção do curta À beira da estrada (do documentário La lotta e la speranza – Luci nel Mondo/Cimi). Debatedores: Valdelice Veron (filha do cacique Marcos Veron) e liderança Guarani Kaiowá do MS, e Dra. Maria Luiza Grabner (Procuradora do Ministério Público Federal- PR/SP).

22/9 – 4ª feira
19,15h. Mesa redonda 3: Lideranças indígenas: Jerry Matalawê (liderança Pataxó e membro da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia); Timóteo Popyguá (liderança Guarani da aldeia Tenondé Porã-São Paulo) e Maria Cícera de Oliveira (povo Pankararu e da coordenação do Programa Pindorama, PUC-SP) Local: Museu da Cultura – PUC-SP.

23/9 – 5ª feira
19,15h. Mesa redonda 4: A questão indígena e os movimentos sociais: Edson Kayapó (doutorando da PUC-SP e coordenador dos Ceci da Prefeitura de São Paulo); Israel Sassá Tupinambá (membro do Tribunal Popular e da Org. Popular Aymberê), Regina Lúcia dos Santos (geógrafa e membro do Movimento Negro Unificado-MNU) e Gilmar Mauro (coordenação nacional do MST).

24/9 – 6ª feira
19,15h. Lançamento do Relatório de Violência de 2009–CIMI, com comentários da Profa. Lúcia Helena Rangel, PUC-SP (organizadora do trabalho), Sarlene Soares Makuxi (mestranda PUC-SP, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol) e Bruno Martins (graduando da Faculdade de Direito da USP). Encerramento: reza indígena e toré com os povos presentes (Wassu Cocal, Fulni-ô, Pankararé, Pankararu…)

SEMANA DE CURTAS METRAGENS COM TEMÁTICA INDÍGENA

21/9 – 3ª feira
O amendoim da cotia (Sobre o povo Panará/PA, dir. Vincent Carelli. Vídeo nas Aldeias, 50’) 12,30 h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca).

22/9 – 4ª feira
Pisa Ligeiro (Luta dos povos indígenas hoje. 50’). 12,30h e 18h: sala 134 C (1º andar, PUC, entrada pela Rua Ministro Godoi).

23/9 – 5ª feira
Xingu, terra ameaçada (dir. Washington Novaes, TV Cultura, 48’). 12,30h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca)

VENDA DE ARTESANATO

Durante a semana haverá venda de artesanato dos povos Pankararé, Fulni-ô, Guarani, Kaimbé e Kariri Xokó. Local: PÁTIO DA CRUZ (pátio interno do prédio velho da PUC)

setembro 19, 2010

"O Fim e o Princípio", de Eduardo Coutinho

nandoarara | 14 de janeiro de 2010
A zona rural e o cinema brasileiro.
O homem rural foi um dos temas recorrentes do cinema brasileiro na década de 50 e 60. Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha construíram boa parte do que conhecemos como Cinema Novo voltando suas câmeras para o Brasil rural, país que tentava se industrializar a todo custo, importando o modelo em que desenvolvimento e urbanização eram sinônimos.
Na contracorrente dos cinemanovistas, Mazaroppi emplacou o filme que estigmatizaria a imagem do homem do campo brasileiro. O Jeca, personagem de Monteiro Lobato, foi um grande sucesso do cinema paulista e ajudou a fixar a imagem que associa o atraso, a ingenuidade e a pobreza ao homem que opta pela vida no campo.
Desde então a mídia, e particularmente a industria cinematográfica, elegeram o espaço urbano das grandes cidades como local privilegiado da vida moderna. Os poucos filmes que se arriscam a falar do homem do campo ainda hoje o associam ao Jeca de Lobato e Mazaroppi.
Eduardo Coutinho é o diretor brasileiro que foge desta perspectiva na hora de filmar a zona rural brasileira. Em 1984, com o lançamento de Cabra marcado para Morrer, ele já indicava a opção por mostrar o homem do campo e a questão agrária brasileira a partir da voz e do olhar do camponês. Com O fim e o princípio o diretor volta a dialogar com uma comunidade rural.
O documentário expõe histórias de camponeses que vivem num sítio no interior da Paraíba. Coutinho conta com Rosa, moradora da comunidade, que aleatoriamente o leva as pequenas propriedades do sítio Araçás para que possa conversar com as famílias. Durante todas as entrevistas o diretor ouve histórias do cotidiano e procura compreender como os trabalhadores rurais encaram a morte e a velhice, temas que o ajudarão a amarrar a edição do filme.
O que continua impressionando no trabalho de Eduardo Coutinho é a capacidade que tem de situar o espectador sem ter que recorrer a dados e estatísticas para nos dizer como vive aquela comunidade. Ele consegue, como nenhum outro documentarista, ouvir e dialogar com o camponês, desconhecido para ele e para a platéia dos espaços urbanos. Através destas conversas, preocupadas em escutar histórias da vida de gente comum à geografia rural do Brasil, o diretor demarca o amplo contexto que compõe cultura do homem campo. Consegue superar os estereótipos, para mostrar a zona rural a partir de uma perspectiva densa, distante das superficialidades do Jeca.

Título Original: O Fim e o Princípio
País de Origem: Brasil
Gênero: Documentário
Duração: 101 min
Ano de Lançamento: 2005
Estúdio/Distrib.: Videofilmes
Direção: Eduardo Coutinho

Nota do blog: A dica do documentário é do Luís Fernando Tófoli.

agosto 31, 2010

Luto como Mãe, um documentário sobre chacinas cometidas por policiais no Rio de Janeiro


cinemanosso | 16 de julho de 2010
A partir de 20 de Agosto, Luto como Mãe de Luis Carlos Nascimento. 1º Longa Metragem do Cinema Nosso.

***
Estréia no Espaço cinema Nosso o documentário
Luto como Mãe.
“ Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher por trás”,
Luis Carlos Nascimento, diretor do documentário.

O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as “Mães de Acari”, “Chacina da Candelária”, “Chacina da Baixada” e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto junto com uma equipe de cinema o drama dessas mães, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça.

- Assista aqui o Trailer Oficial de Luto como Mãe -

“Luto como Mãe” participou da 14ª edição do Festival Internacional do Rio (2009) - onde concorreu a três prêmios: melhor direção, melhor documentário e melhor filme do júri popular; no Festival Viña del Mar (Chile/2009); no 12ª Festival de Cinema Brasileiro de Paris (França/2010); no 1ª Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa – FESTin (Portugal/2010); na 3ª Mostra Internacional de Cinema em Língua Portuguesa, entre outros.

O documentário "Luto como Mãe" tem a direção do cineasta Luis Carlos Nascimento, produção da TV Zero, Jabuti Filmes e Cinema Nosso. O longa foi realizado em parceria com CES- Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e CESEC- Centro de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e conta também com o apoio da Fundação Ford , IPAD- Instituto Português para o Desenvolvimento, Sebrae/Rj e Fase. 

- Aonde assistir ?
Em cartaz a partir do dia 27 de Agosto ao dia 2 de Setembro.
Horário da sessão: 16h e às 19h.

Local:
 Espaço Cinema Nosso - Rua do Resende, 80, Lapa, Rio de Janeiro - Tel: (21) 2505-3300

Conheça-nos, participe, divulgue.
Twitter Oficial: @lutocomomae

julho 11, 2010

Música independente na Baixada Fluminense


onfrontotv | 6 de julho de 2010
Previa do Documentário elaborado por Renato de Paula e a banda Confronto sobre a diferente realidade entre a periferia do Rio de Janeiro e a vida Europeia. O ducumentario Meritiurope também abordará temas complexos como a dificuldade de musicos, produtores e pessoas envolvidas com a musica independente da Baixada Fluminense em manter os sonhos e dividir suas vidas entre a desejo de seguir em frente e a triste realidade do cotidiano pobre do Rio de Janeiro.
Documentário estará disponível em DVD. Em breve!

Confronto - 10 Anos de Guerra

O DVD "Confronto - 10 Anos de Guerra" apresentará para todos um show histórico da banda realizado em abril de 2009 no Estado de São Paulo, mais precisamente no bairro do Jabaquara. O DVD também contará parte da história escrita pelo Confronto em seus 10 anos de estrada com entrevistas, imagens de shows, Tour report, todos os videoclipes da banda e muito mais! Tudo isso com legendas em português, inglês e espanhol.
A arte da capa, encarte e toda parte gráfica do DVD 10 anos de guerra mais uma vez ficaram nas mãos de Patrick Witsttock, artista alemão que, além de já ter trabalhado assinado no ultimo disco do Confronto, Sanctuarium, Também realiza trabalhos para bandas mundialmente importantes como Grave, Heaven Shall Burn, Marron, Dismember e selos como Metal Blade e Nuclear Blast. A produção ficou por conta da Toro produções ( que já executou trabalhos para Sepultura, Freddy Madball, Planet Hemp, Charlie Brown Jr., entre muitos outros...) e a parte de captação, mixagem e masterização do áudio ficou a cargo do produtor musical Davi Baeta, o mesmo que foi responsável pela gravação do álbum Sanctuarium.
O DVD Confronto 10 anos de guerra será lançado e distribuído por um dos mais atuantes e importantes selos independentes do país: Seven Eight Life Recordings.

Em 10 anos de carreira a banda soma mais de 170 shows no exterior e uma extensa agenda de shows pelo Brasil afora, onde tocaram para pequenos e grandes públicos, dividindo o palco com nomes como Agnostic Front, Napalm Death, Força Macabra, Garotos Podres, Tidal, Cólera, The Haunted, Sick of it All, Brutal Truth, Ratos de Porão, The Black Dahlia Murder, Madball e Misery Índex.
Essa característica de estar sempre na estrada, tem feito com que a banda Confronto seja considerada uma das melhores bandas de metal/hardcore do Brasil.


DVD: Confronto- 10 anos de guerra

- Show principal: Gravado em abril de 2009 em São Paulo, Jabaquara.
- Extras contendo:
* Documentário/ Trailer.
* Entrevista
* Making Off
* Imagens de arquivo.

"O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter".


NatoRJ | 3 de abril de 2008
Trailer do documentário Abaixando a Máquina

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Pelo Twitter: Acabei de retornar com Estelita, minha esposa, do aniversário do querido e genial Guillermo Planel. Ele deu-me a honra de lançar em 2008 no JPPS o filme dele, com Renato de Paula, Abaixando a Máquina: Ética e Dor no Fotojornalismo Carioca, que em seguida fez uma linda e merecida carreira internacional inclusive no CineSul e no Festival do do Rio. Agora no dia 23 de agosto vamos lançar o segundo filme dele! aqui o trailer do Abaixando! http://www.youtube.com/watch?v=JGk6J59C7OE É denso, nnao ee um filme fácil mas é verdadeiro! Carinhosa-mente, e. (Evandro Vieira Ouriques)

junho 19, 2010

"Cocais, a cidade reinventada", de Inês Cardoso, hoje na TV Cultura

redeminas — 9 de março de 2009 — Nesta matéria a realizadora Inês Cardoso comenta seus trabalhos "Cocais, a cidade reinventada", "Dormentes" e "Transe confiante, Confrontando a vida".

Nota do blog: Logo mais, às 22h30, no programa Zoom, da TV Cultura, será exibido "COCAIS, A CIDADE REINVENTADA". Documentário sobre uma cidade feita para hansenianos, e que na década de 1970 passou a ser uma cidade para pessoas com transtornos mentais. Logo após o programa "Viola, minha viola", de Inesita, que comemora 30 anos de programação ininterrupta na TV brasileira. A dica é da militante antimanicomial Mirsa, de São Paulo.

junho 16, 2010

Lançamento Documentário "Casimiro"


Olá a todos!

Gostaria de convidá-los para o lançamento do documentário "Casimiro", no próximo dia 17, quinta-feira, às 20:30 na Unidade I da Uninorte. Os detalhes estão no convite em anexo.

"Casimiro" é um documentário média-metragem sobre a ação das missões salesianas no Amazonas e sua relação com o processo de colonização dos índios brasileiros. O filme parte da história do Pe. Casimiro Béksta, que atuou desde os anos 50 até década de 70, na Missão Salesiana, no Alto Rio Negro. Além de entrevistas com o personagem principal, o documentário busca os ex-alunos indígenas que participaram dessa história, investigando suas memórias sobre o Pe. Casimiro e sobre a atuação da missão salesiana na região. Dirigido por Erlan Souza e Fernanda Bizarria, com o apoio de: Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas - NAVI, Instituto Socioambiental - ISA, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN 1. SR, e BASA-Banco da Amazônia; E patrocínio de Petrobrás e Ministério da Cultura - Lei de Incentivo à Cultura.

Depois da projeção ocorrerá um breve debate sobre o filme. 

Aguardo presença de todos.


Erlan Souza

maio 07, 2010

Entre a luz e a sombra


entrealuzeasombra — 4 de novembro de 2009 — * Em cinemas de SP e RJ *

Dirigido por Luciana Burlamaqui, o documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de personagens que tiveram seus destinos cruzados no complexo Carandiru, considerado até então o maior presídio da América Latina. Uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário. A dupla de rap 509-E, formada por Dexter e Afro-X dentro do Carandiru. Um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os encarcerados. Entre a Luz e a Sombra acompanha a vida desses personagens durante sete anos, a partir do ano 2000. As temáticas da prisão, crime, violência, reintegração social extrapolam para o encontro de classes sociais distintas e as mais difusas contradições do ser humano na busca de seus ideais.

***

Nota do blog: Você tem alguma idéia do que seja reabilitação psicossocial? Aprenda com Sophia Bisilliat, modelo e atriz, que fez o filme "Entre a Luz e a Sombra", um dos mais brilhantes documentários sobre o Carandiru, o que é, na opinião da militante antimanicomial Mirsa Delosi, a verdadeira reabilitação psicossocial. 

Não Vale!


padredario — 3 de maio de 2010 — Trailer do filme de Silvestro Montanaro sobre o impacto do ciclo de mineração e siderurgia no corredor de Carajás (PA-MA). O filme destaca de forma particular as responsabilidades da Companhia Vale do Rio Doce, seu impacto socioambiental e os conflitos trabalhistas. Para conseguir cópias do filme contatar justicanostrilhos@gmail.com - www.justicanostrilhos.org





Assista e divulgue o trailer do filme de Silvestro Montanaro sobre os impactos do ciclo de mineração e siderurgia ao longo do corredor de Carajás (PA-MA).

O filme, de 75 minutos, documenta os impactos socioambientais e os conflitos trabalhistas provocados pelos empreendimentos da Vale na região. 

Uma revista de aprofundamento, com o mesmo título, acompanha o filme.

Peça esse material à coordenação da campanha Justiça nos Trilhos: justicanostrilhos@gmail.com
Fonte: Justiça nos Trilhos
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abril 09, 2010

TV Brasil: Três Irmãos de Sangue


Sinopse: O filme mostra a história do sociólogo Betinho, do humorista Henfil e do músico Chico Mário, símbolos da luta contra a AIDS e contra a ditadura no Brasil. Com solidariedade e esperança, os três irmãos contribuíram muito para o processo brasileiro de redemocratização.

Três Irmãos de Sangue foi premiado como Melhor Filme – Vídeo Saúde Mostra Internacional de Vídeo em Saúde – Júri Popular – 2008; Melhor Filme - V Cine Fest Petrobras Brasil – New York – Public´s Choise Award- 2007; Melhor Longa-Metragem - Festival de Cinema de Natal - Prêmio do Júri- 2007; Melhor Filme – Festival de Cinema de Natal - Júri Universitário – 2007; Melhor Roteiro – Recine – 2007; Menção Honrosa Competitiva Internacional de Curtas e Longas 2007 e Melhor Roteiro para Documentário - Festival de Cinema de Goiânia – 2006.

Ano: 2006/2007

Gênero: Documentário

Duração: 102 min

Direção: Ângela Patrícia Reiniger


Fonte: TV Brasil
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fevereiro 17, 2010

Aviso aos navegantes: "Balbina no País da Impunidade" vai para o Youtube


Selda Valle, professora da Universidade Federal do Amazonas, abre a IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico (2009) e cita, na sua fala, o documentário Balbina no País da Impunidade - sobre a construção da hidrelétrica de Balbina -, cujas cópias viraram raridade.

***

Nota do blog: Aviso aos navegantes que o vídeo "Balbina no País da Impunidade" brevemente estará no YouTube. Graças à professora Edneia Mascarenhas Dias, Pro-Reitora de Graduação da Universidade do Estado do Amazonas, que me presenteou com uma cópia em DVD, finalmente poderei socializar as imagens de uma obra que faz jus à sandice do capitalismo desvairado. Quando realizei esse "documentário de urgência" em 1989, a mídia da época resumia-se ao VHS, material que se deteriora com o tempo, principalmente pela ação de fungos. Vendi uma mísera dúzia de cópias, mal paguei o microfone comprado para registro das entrevistas durante a viagem até o local da barragem, patrocinada pela Associação dos Servidores do INPA - ASSINPA. Trinta outras cópias foram feitas para a CPT e o Movimento contras as Barragens; a minha sumiu no tempo. É possível que a Universidade Federal da Bahia tenha uma cópia, pois o vídeo participou da Mostra de Cinema e Vídeo sobre Meio Ambiente, realizado por aquela universidade. A extinta Associação Brasileira de Vídeo Popular possuia no seu acervo oito horas da filmagem que fiz no rio Uatumã, inclusive a entrevista com o missionário Egydio Schwade. Soube que no catálogo da ABVP havia um certo vídeo sobre Balbina. Espero, ao menos, que tenham me concedido o crédito. Minha profunda gratidão à professora Edineia. Aguarde! Brevemente na tela do seu computador.

fevereiro 04, 2010

Um documentário proibido e editais de produção audiovisual


O documentário acima foi proibido no Brasil. Na verdade, trata-se de uma produção da Channel 4, e não da BBC.

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Produção Audiovisual: editais do Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, lançou nesta quinta-feira, 28 de janeiro, cinco editais voltados à produção de conteúdos audiovisuais. São eles: Longa Metragem de Ficção ou animação com temática infantil, Longa Metragem de Ficção de Baixo Orçamento, Curta Metragem de Ficção ou Documentário, Longa Metragem de Ficção para Roteiristas Estreantes e Longa Metragem de Ficção Para Roteiristas Profissionais. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail concurso.sav@cultura.gov.br ou no site www.ancine.gov.br

Fonte: www.culturaemercado.com.br

janeiro 23, 2010

Os melhores documentários da década


kkk

http://carmattos. wordpress. com/2009/ 12/31/os- melhores- da-decada/

Os melhores da década

31 12 2009

Nesse derradeiro suspiro do ano, eu devo estar sendo o último a divulgar sua lista de melhores da década. Se você já não aguenta mais tanta lista, navegue para outra página da web. Pode ser também que você seja daqueles rigorosos que consideram 2009 o nono ano da década, e listas como essas apenas fetiches de gente apressada. Se não for um caso nem outro, veja abaixo os filmes de longa metragem que mais apreciei entre os lançados comercialmente no Rio de Janeiro entre 2000 e 2009. Ao final, coloquei as listas dos melhores docs brasileiros e estrangeiros por enquanto exibidos somente em festivais, mostras, na TV ou na internet.

Melhores docs brasileiros da década (lançados em cinemas)

Jogo de Cena – Eduardo Coutinho

Santiago – João Moreira Salles

Ônibus 174 – José Padilha e Felipe Lacerda

Serras da Desordem – Andrea Tonacci

Edifício Master – Eduardo Coutinho

Pan-Cinema Permanente – Carlos Nader

Hércules 56 – Silvio Da-Rin

500 Almas – Joel Pizzini

Entre a Luz e a Sombra – Luciana Burlamaqui

Estamira – Marcos Prado

Mais 12 destaques: O Fim e o Princípio, Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, Vinicius, Soy Cuba – O Mamute Siberiano, A Pessoa é para o que Nasce, Entreatos, O Prisioneiro da Grade de Ferro, O Engenho de Zé Lins, Personal Che, Samba Riachão, Pierre Fatumbi Verger, Cidadão Boilesen.

Melhores ficções brasileiras (lançadas em cinemas)

Lavoura Arcaica – Luiz Fernando Carvalho

Cidade de Deus – Fernando Meirelles e Katia Lund

O Céu de Suely – Karim Aïnouz

Estômago – Marcos Jorge

Nome Próprio – Murilo Salles

É Proibido Fumar – Anna Muylaert

Mutum – Sandra Kogut

Árido Movie – Lírio Ferreira

Amarelo Manga – Claudio Assis

Contra Todos – Roberto Moreira

Mais 10 destaques: O Invasor, Eu me Lembro, Quanto Vale ou é por Quilo?, Meu Tio Matou um Cara, Antonia – O Filme, Bicho de Sete Cabeças, Eu Tu Eles, Separações, Linha de Passe, Villa Lobos – uma Vida de Paixão

Melhores docs estrangeiros (lançados em cinemas)

O Homem-Urso – Werner Herzog

O Equilibrista – James Marsh

Mataram Irmã Dorothy – Daniel Junge

O Advogado do Terror – Barbet Schroeder

Tiros em Columbine – Michael Moore

Fahrenheit 11 de Setembro – Michael Moore

Buena Vista Social Clube – Wim Wenders

O Show não Pode Parar – Brett Morgen e Nanette Burstein

Bolívia: História de uma Crise – Rachel Boynton

The Corporation – Jennifer Abbot e Mark Achbar

Melhores ficções estrangeiras (lançadas em cinemas)

Luz Silenciosa – Carlos Reygadas

Três Macacos – Nuri Bilge Ceylan

A Vida dos Outros – Florian Henckel Donnersmarck

Sangue Negro – Paul Thomas Anderson

Amor à Flor da Pele – Wong Kar-Wai

Fale com Ela – Pedro Almodóvar

Beleza Americana – Sam Mendes

Ratatouille – Brad Bird

Desejo e Perigo – Ang Lee

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias – Christian Mungiu

Mais 10 destaques: Filhos da Esperança, Orgulho e Preconceito, A Rainha, A Hora do Show, Dançando no Escuro, O Escafandro e a Borboleta, Em Busca da Vida, Medos Privados em Lugares Públicos, Diários de Motocicleta, Boa Noite e Boa Sorte.

Melhores docs brasileiros não lançados

O Homem que Engarrafava Nuvens – Lírio Ferreira (Festival do Rio)

Morro do Céu – Gustavo Spolidoro (Semana dos Realizadores)

Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado – Joel Zito Araújo (F. Rio)

Novela na Santa Casa – Cathie Levy

O Risco – Lúcio Costa, uma Utopia Moderna – Geraldo Motta Filho

Carrego Comigo – Chico Teixeira

Estrada Real da Cachaça – Pedro Urano (F. Rio)

A Alma do Osso – Cao Guimarães (É Tudo Verdade)

Jardim Ângela – Evaldo Mocarzel

Os Melhores Anos de Nossas Vidas – Andrea Pasquini (ÉTV)

Melhores docs estrangeiros não lançados

En Construcción – Jose Luis Guerin (DVD)

Of Time and the City – Terence Davies (Festival do Rio)

Desobediência – Licínio Azevedo (Cineport)

The Revolution Will Not Be Televised – Kim Bartley e Donnacha O’Briain (É Tudo Verdade)

A Música de Meu Pai – Igor Heitzmann (ÉTV)

Jonestown: Life and Death of the People’s Temple – Stanley Nelson (F.Rio)

Five Days – Yoav Shamir (ÉTV)

Férias Prolongadas – Johann Van der Keuken (ÉTV)

Stranded – Gonzalo Arijón (ÉTV)

Up the Yangtze – Yung Chang (ÉTV)

Mais 10 destaques: O Pesadelo de Darwin, Sergio, Living With Michael Jackson, S-21 – A Máquina de Morte do Khmer Vermelho, Little Dieter Needs to Fly, Profiles Paysans: La Vie Moderne, Iraq in Fragments, Why We Fight, In the Shadow of the Moon, Cruel Separación.

novembro 28, 2009

Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada


Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada

A Central Única das Favelas – CUFA, em parceria com a Assembléia Legislativa do Ceará, convida você a participar da primeira exibição do vídeo-documentário Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada.

A atividade acontecerá no dia 1º. de dezembro de 2009, a partir das 17 horas, no Plenário 13 de Maio da ALEC, com a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro e do ativista e rapper MV Bill.

O vídeo abordará os danos sociais do crack em nosso estado e é uma ferramenta produtora de conhecimentos sobre a vida dos usuários e dos impactos sociais produzidos pela relação de dependência.

A sua presença é essencial para o debate.

Francisco José Pereira de Lima – Preto Zezé
Coordenador Geral Cufa Ceará
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novembro 10, 2009

Granito de Arena

Eduardo Galeano
Nota do blog: O título do filme é "Pequeno Grão de Areia" (Granito de Arena / Grain of Sand). Sinopse: documentário sobre a luta dos professores mexicanos de Oaxaca contra o neoliberalismo na educação. O filme trata como a destruição da educação é um projeto articulado a partir de diretrizes internacionais. As políticas implementadas na educação mexicana são as mesmas que muitas vezes vemos travestidas de "modernas" no Brasil. A dica é do CMI - Panamazônico. O filme proporciona excelente discussões sobre o valor da educação na sociedade capitalista liberal. Imperdível! Acesse a página de Granito de Arena: http://www.corrugate.org/granito_de_arena/granito_de_arena

Granito de Arena


Filme: "Pequeno grão de areia"

“Qual é o papel do professor neste novo contexto mundial,(...)?”

“Sabe o que eles querem?
Querem serventes, querem que a escola só sirva para capacitar melhor a força de trabalho que será explorada neste país, nas fábricas de zonas francas”.

“Quando o professor luta, ele também está ensinando”

Fragmentos extraídos de alguns depoimentos do filme Granito de Arena

O filme “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg retrata a história da organização e luta dos professores em defesa da escola pública, assim como por melhores condições de vida e preservação da identidade cultural das comunidades indígenas mexicanas, a partir da mobilização dos trabalhadores do ensino, dos estudantes e seus pais contra a destruição da Escola Normal Rural MACTUMACTZA – localizada em Tuxtla Gutierrez, Chiapas – México.

Jill Freidberg, diretor estadunidense independente (de Seattle), passou dois anos no sul do México para documentar os esforços dos mais de 100.000 professores, pais, estudantes que lutam para defender o sistema de educação pública do país dos devastadores impactos da política imperialista (da chamada “globalização econômica”). No filme, Freidberg combina imagens de greves e ações diretas com imagens inéditas de 25 anos de arquivo para oferecer um registro desta altiva e inquietante história de resistência, repressão, dedicação e solidariedade.

Mactumactza é uma das dezessete escolas públicas conhecidas como escola normal rural onde estudantes de famílias rurais pobres se preparavam para serem professores das escolas públicas do México. A maioria dos estudantes é de origem camponesa e na escola tinham direito ao alojamento, alimentação e garantia de que teriam vaga quando se formassem professores. Escolas deste tipo serviram durante 46 anos a algumas das comunidades mais pobres do Estado.

Em 2002, o Banco Mundial ofereceu empréstimo de U$S 40 milhões de dólares para o Estado de Chiapas com a condição de que as escolas normais rurais fossem transformadas em Escolas Técnicas semi-particulares.

“A principal característica das escolas rurais é oferecer uma formação política aos estudantes. Se elas acabarem, perderemos os professores que têm um enfoque diferenciado, um enfoque mais próximo do povo, das pessoas, dos camponeses”. (Claudia Herrera, jornalista do La Jornada).

O governo estadual respondeu às recomendações do Banco Mundial, impondo um exame padronizado para todos os estudantes que estudavam em MACTUMACTZA, alegando a inexistência de vagas no Estado para todos os professores que se formavam nesta escola.

“Este é um projeto para ir fechando aos poucos as escolas rurais. Precisamos de muitos professores em Chiapas. No entanto, não há disposição do governo para melhorar essa situação, o governo é manipulado pelo Banco Mundial e pelo FMI” (liderança sindical de Chiapas)

Determinados a defender o caráter público de MACTUMACTZA, os estudantes, pais e professores saíram às ruas e insistiram na negociação com as autoridades. Quando o governo respondeu com o cancelamento do semestre, houve ocupação da escola.

A polícia invadiu a escola, reprimiu e espancou violentamente os estudantes e trabalhadores que a ocupavam. Foram utilizados helicópteros e gás lacrimogêneo - não importando que lá estivessem crianças, mulheres e idosos que apoiavam o movimento em defesa da escola. O conflito se estendeu durante semanas e mais de 150 professores e estudantes foram presos e torturados em uma prisão de segurança máxima, um motorista de ônibus escolar foi assassinado.

Após este enfrentamento, centenas de professores saíram às ruas, em caravana que seguiu de Chiapas ao Distrito Federal, ganhando a adesão de inúmeras pessoas a cada parada nas comunidades pelo caminho. “Hoje a luta tem início! Essa luta é por MACTUMACTZA! Essa luta é por todas as escolas normais rurais deste país! Essa luta é em defesa da escola pública!”.

Os depoimentos de lideranças sindicais, professores, estudantes, pais de estudantes e pesquisadores da área da educação, revelam o processo de precarização e tentativa de privatização da educação pública no México, assim como, de precarização das condições de trabalho dos professores.

São denunciados também os diversos acordos estabelecidos entre o governo mexicano, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), nas últimas décadas, que acarretaram a degradação e destruição de inúmeras escolas públicas e que significaram concretamente a transformação da educação pública em serviço mercantil, limitando o acesso do povo mexicano à educação pública garantida como direito. Direito conquistado desde a revolução mexicana em 1910. Acordos que implicaram também no avanço das políticas de privatização, de baixos salários dos professores, de saturação de alunos por sala, de pouco investimento na educação, de estímulo à competição entre os professores, de redução do número de vagas e, através de “Programas de Qualidade”, da adequação dos currículos escolares aos interesses de empresas privadas como a Ford, Coca-cola, entre outras.

O filme resgata a história de resistência do povo e dos trabalhadores da educação do México a este processo e mostra as raízes das lutas populares recentes na área de ensino e da criação da Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE).

“Mais importante foi que começou a ter uma organização pela base. Ser professor se transformou em uma definição de dignidade. O que é ser um professor digno? É aquele que não permite que atropelem os seus direitos, mas também não permite que atropelem os direitos dos demais”

“A luta é necessária. Com nossas marchas e mobilizações estamos colocando nosso pequeno grão de areia para a transformação desde país”

Fragmentos extraídos de alguns depoimentos do filme Granito de Arena

Granito de Arena (Pequeno grão de areia)
México, 2005
Diretor: Jill Freidberg
Premiado documentário sobre a luta dos professores, alunos e comunidade, com depoimentos de Eduardo Galeano, Maude Barlow.
Duração: 59 minutos


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novembro 01, 2009

“Il figlio del serpente incantato”

Paulo Mamulengo/Conde Ermanno Stradelli
Foto: Tiago Barnabé - Paricatuba-Amazonas-Brasil, 2006

Documentário - Se eu fosse você, acordava cedinho, ia até a banca de jornal e comprava o Diário do Amazonas deste domingo. A crônica do meu considerado José Ribamar Bessa Freire está imperdível. Versa sobre o Conde Ermanno Stradelli, personagem que viveu no Amazonas por mais de 43 anos, entre o final do século XIX e início do século XX. Em 2006, o conde foi o sujeito do documentário “Il figlio del serpente incantato”, dirigido pelo jornalista italiano Andrea Palladino, e interpretado por Paulo de Tarso, filósofo e mamulengueiro, que mora na Vila de Paricatuba (do outro lado de Manaus), onde Stradelli foi enterrado. Foi Câmara Cascudo quem iniciou o processo de recuperação da história desse pesquisador/aventureiro. Andrea Palladino presta uma homenagem inestimável à cultura amazonense ao documentar a vida do conde entre nós.
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