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agosto 05, 2010

Declaração do Parlamento Cubano sobre preso político nos EUA


gmb6927 | 29 de junho de 2010
Slides comentado sobre La Habana Vieja

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Declaración del Parlamento cubano


Desde el miércoles 21 de julio Gerardo Hernández Nordelo está, otra vez, en el "hueco". En esta ocasión en condiciones particularmente duras que atentan gravemente contra su salud y su integridad física.


Encerrado en una celda de castigo, un espacio mínimo que comparte con otro prisionero, carente de ventilación, soportando temperaturas superiores a los 35 grados centígrados y sin contacto con el mundo exterior.


En esta acción contra nuestro compatriota intervinieron oficiales del Buró Federal de Investigaciones (FBI) quienes dejaron claro que Gerardo está confinado por una decisión de esta Agencia.


A lo largo del prolongado proceso contra los Cinco las autoridades federales han empleado procedimientos semejantes para impedir su defensa y obstruir la justicia. En vísperas de cada decisión importante nuestros compañeros fueron aislados en el “hueco” para hacer imposible toda comunicación con sus abogados
defensores.


La historia se repite ahora cuando Gerardo ha presentado una demanda de habeas corpus, último recurso legal que le queda en el sistema norteamericano que lo condenó injustamente y le impuso la bárbara sentencia de dos cadenas perpetuas más 15 años de prisión. Durante los doce años transcurridos desde su arresto las
autoridades norteamericanas han prohibido que lo visite su esposa, Adriana Pérez Oconor.


Gerardo mantiene su indomable resistencia, su voluntad irreductible, su optimismo y convicción en la victoria. Es un joven que acaba de cumplir 45 años de edad pero doce años de encierro en condiciones de extrema crueldad han comenzado a quebrantar su salud. Sufre varias dolencias que no son atendidas y causan profunda preocupación.


Desde abril Gerardo estuvo solicitando infructuosamente ser visto por un médico de la prisión. Esto no ocurrió hasta el martes 20 de julio cuando se le diagnosticaron dos problemas serios y se definió la necesidad de hacerle exámenes adicionales. Pero al día siguiente Gerardo no fue remitido al hospital sino que fue encerrado en una brutal celda de castigo.


Desde entonces no lo ve el médico ni recibe tratamiento alguno.


Esta situación debe cesar inmediatamente. 

Hacemos responsable al Gobierno de Estados Unidos por la salud y la integridad física de Gerardo Hernández Nordelo.


Alcemos nuestras voces, todas y todos, para salvar a Gerardo, un héroe admirable, un inocente que merece vivir en libertad.


Asamblea Nacional del Poder Popular de la República de Cuba
La Habana, Agosto 1ro de 2010

abril 09, 2010

Um Beatle contra o presidente dos Estados Unidos


[ Amálgama ]


Os Estados Unidos X John Lennon


por Jean Garnier – Semana passada, enquanto eu lia uma reportagem sobre a série de homenagens prestadas ao saudoso Armando Nogueira, na mesma página uma outra matéria sobre novas suspeitas de desvio de dinheiro em Brasília me chamou a atenção. Logo fiz a mim mesmo uma pergunta: que tipo de legado essa classe política pensa em deixar para as futuras gerações, se é que isso passa pela cabeça dela? Foi impossível não lembrar novamente no assunto quando vi a abertura do documentário Os Estados Unidos X John Lennon (em cartaz no Brasil), no qual a imagem do ex-Beatle fica em oposição, como se fosse um confronto, à do ex-presidente Richard Nixon.

Com direção e roteiro de David Leaf e John Scheinfeld, o filme, que se estende do período de 1966 a 1976, pouco fala sobre os Beatles, apenas é enfatizada a passagem polêmica em que Lennon declara que sua banda é mais popular que Jesus Cristo. Sequências mostram as pessoas juntando pilhas e pilhas de quaisquer quinquilharias que dissessem respeito aos rapazes de Liverpool e tacando fogo. Aqueles que pouco sabem do lado militante do vocalista, irão se deliciar. Depois do casamento com a artista plástica Yoko Ono, ele se especializou em protestos provocantes contra o desperdício de vidas que acontecia no Vietnã.

Criticas à guerra, injustiça racial e social se tornaram para Lennon muito mais importantes do que sua banda, e imagens são entrelaçadas a relatos de Tariq Ali (escritor), Carl Bernstein (jornalista), Noam Chomsky (linguista) e Bob Gruen (fotógrafo), e ainda juntam-se o fundador dos Panteras Negras, Bobby Seale, e a própria Yoko. Está tudo bem contado, desde o famoso “bed-in for peace” no Hotel Hilton de Amsterdã em 1969 (que parte da imprensa considerou oportunista) até entrevistas em diversos programas e um show em homenagem ao poeta John Sinclair, que fora preso injustamente por um motivo banal. Como o FBI achava Lennon suspeito, Nixon viu aí uma grande oportunidade de ganhar a reeleição para presidente e camuflar o massacre que seu exército estava levando a cabo no Vietnã. Uma solução para melhorar sua popularidade foi deportar Lennon sob a desculpa “o problema não é a sua música, mas os seus amigos”.

Infelizmente, vendo o passado notamos que pouca coisa mudou: censuras à liberdade de expressão, abuso do poder por governantes e guerras horrorosas e sem sentido ainda estão presentes. A diferença talvez seja a ausência de artistas politizados e realmente engajados como Lennon.

Voltando à questão do início do texto, enquanto o ícone, quase três décadas depois de morto, ainda tem suas músicas tocadas mundo afora e sua memória ainda é uma de energia que ofuscará a história do rock por muito tempo, as proezas de Nixon – que renunciou em 1974 depois do escândalo do Watergate – por vezes são temas de filmes (como o recente Frost/Nixon), motivo de piada em programas como os da série Futurama, e o ex-presidente é constantemente lembrado no topo de listas dos piores mandatários dos Estados Unidos, posição que George W. Bush fez tanto esforço para ocupar.

novembro 09, 2009

A anexação da Colômbia aos Estados Unidos

Fidel Castro
Foto: Reporte360

A ANEXAÇÃO DA COLÔMBIA AOS ESTADOS UNIDOS

Reflexões do Fidel Castro


Qualquer pessoa medianamente informada compreende de imediato que o adoçado “Acordo Complementar para a Cooperação e a Assistência Técnica em Defesa e Segurança entre os governos da Colômbia e dos Estados Unidos”, assinado em 30 de outubro e publicado na tarde do dia 2 de novembro equivale a anexação da Colômbia aos Estados Unidos.

O acordo põe em dificuldades a teóricos e políticos. Não é honesto guardar silêncio agora e falar depois sobre soberania, democracia, direitos humanos, liberdade de opinião e outras delicias, quando um país é devorado pelo império com a mesma facilidade com que um lagarto captura uma mosca. Trata-se do povo colombiano, abnegado, trabalhador e lutador. Procurei no longo calhamaço uma justificação digerível e não encontrei razão alguma.

Nas 48 páginas de 21 linhas, cinco são dedicadas a filosofar sobre os antecedentes da vergonhosa absorção que torna a Colômbia em território de ultramar. Todas se baseiam nos acordos assinados com os Estados Unidos após o assassinato do prestigioso líder progressista Jorge Eliécer Gaitán no dia 9 de abril de 1948 e a criação da Organização de Estados Americanos em 30 de abril de 1948, discutida pelos Chanceleres do hemisfério, reunidos em Bogotá sob a batuta dos Estados Unidos nos dias trágicos em que a oligarquia colombiana truncou a vida daquele dirigente e desatou a luta armada nesse país.

O Acordo de Assistência Militar entre a República da Colômbia e os Estados Unidos, no mês de abril de 1952; o vinculado à “uma Missão do Exército, uma Missão Naval e uma Missão Aérea das Forças Militares dos Estados Unidos”, assinado no dia 7 de outubro de 1974; a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas, de 1988; a Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Multinacional, de 2000; a Resolução 1373 do Conselho de Segurança de 2001 e a Carta Democrática Interamericana; a de Política de Defesa e Segurança Democrática, e outras que são invocadas no referido documento. Nenhuma justifica transformar um país de 1 141 748 quilômetros quadrados, situado no coração da América do Sul, em uma base militar dos Estados Unidos. A Colômbia tem 1,6 vezes o território de Texas, segundo Estado da União em extensão territorial, arrebatado ao México, e que mais tarde serviu de base para conquistar a sangue e fogo mais da metade desse irmão país.

Por outro lado, transcorreram já 59 anos desde que soldados colombianos foram enviados até a longínqua Ásia para combaterem junto às tropas ianques contra chineses e coreanos no outubro de 1950. O que o império tenta agora é enviá-los a lutar contra seus irmãos venezuelanos, equatorianos e outros povos bolivarianos e da ALBA para destruir a Revolução Venezuelana, como tentaram fazer com a Revolução Cubana no mês de abril de 1961.
Durante mais de um ano e meio, antes da invasão, o governo ianque promoveu, armou e utilizou os bandos contra-revolucionários do Escambray, como hoje utiliza os paramilitares colombianos contra a Venezuela.

Quando o ataque de Bahia dos Porcos, os B-26 ianques tripulados por mercenários que operaram desde a Nicarágua, seus aviões de combate eram transportados para a zona das operações num porta-aviões e os invasores de origem cubana que desembarcaram naquele ponto vinham escoltados por navios de guerra e pela infantaria de marinha dos Estados Unidos. Hoje seus meios de guerra e suas tropas estarão na Colômbia não apenas como uma ameaça para a Venezuela senão para todos os Estados da América Central e da América do Sul.

É verdadeiramente cínico proclamar que o infame acordo é uma necessidade de combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo internacional. Cuba tem demonstrado que não é preciso a presença de tropas estrangeiras para evitar a cultura e o tráfico de drogas e para manter a ordem interna, apesar de que os Estados Unidos, a potência mais poderosa da terra, promoveu, financiou e armou durante dezenas de anos as ações terroristas contra a Revolução Cubana.

A paz interna é uma prerrogativa elementar de cada Estado; a presença de tropas ianques em qualquer país da América Latina visando esse objetivo é uma descarada intervenção estrangeira em seus assuntos internos, que inevitavelmente provocará a rejeição de sua população.

A leitura do documento demonstra que não apenas as bases aéreas colombianas são postas nas mãos dos ianques, mas também os aeroportos civis e no fim das contas, qualquer instalação útil a suas forças armadas. O espaço radioelétrico fica também à disposição desse país portador doutra cultura e de outros interesses que não têm nada a ver com os da população colombiana.

As Forças Armadas norte-americanas gozarão de prerrogativas excepcionais.

Em qualquer parte de Colômbia os ocupantes podem cometer crimes contra as famílias, os bens e as leis colombianas, sem ter que responder perante as autoridades do país; a não poucos lugares levaram os escândalos e as doenças, como o fizeram com a base militar de Palmerola, nas Honduras. Em Cuba, quando visitavam a neocolônia, sentaram-se escarranchados sobre o colo da estátua de José Martí no Parque Central da capital. A limitação vinculada ao número total de soldados pode ser alterada a pedido dos Estados Unidos, sem restrição alguma. Os porta-aviões e navios de guerra que visitem as bases navais concedidas terão quantos tripulantes precisarem, e podem ser milhares em um só de seus grandes porta-aviões.

O Acordo será prorrogado por períodos sucessivos de 10 anos e ninguém pode alterá-lo senão no fim de cada período, comunicando-o com um ano de antecedência. O que farão os Estados Unidos se um governo como o de Johnson, Nixon, Reagan, Bush pai ou Bush filho e outros semelhantes recebesse a solicitação de abandonar Colômbia? Os ianques foram capazes de derrocar dezenas de governos em nosso hemisfério. Quanto duraria um governo na Colômbia se anunciasse tais propósitos?

Os políticos da América Latina têm agora perante si um delicado problema: o dever elementar de explicar seus pontos de vista sobre o documento de anexação. Compreendo que o que acontece neste instante decisivo das Honduras ocupe a atenção dos meios de divulgação e dos Ministros das relações Exteriores deste hemisfério, mas o gravíssimo e transcendente problema que acontece na Colômbia não pode passar inadvertido para os governos latino-americanos.

Não tenho a menor dúvida sobre a reação dos povos; sentirão o punhal que se crava no mais profundo de seus sentimentos, especialmente no profundo da Colômbia: eles opor-se-ão, jamais se resignarão a essa infâmia!

O mundo encara hoje graves e urgentes problemas. A mudança climática ameaça a toda a humanidade. Líderes da Europa quase imploram de joelhos algum acordo em Copenhague que evite a catástrofe. Apresentam como realidade que na Cúpula não se alcançará o objetivo de um convênio que reduza drasticamente a emissão de gases estufa. Prometem continuar a luta por consegui-lo antes de 2012; existe o risco real de que não se possa conseguir antes que seja demasiado tarde.

Os países do Terceiro Mundo reclamam com razão dos mais desenvolvidos e ricos centenas de milhares de milhões de dólares anuais para custear as despesas da batalha climática.

Tem algum sentido que o governo dos Estados Unidos dedique tempo e dinheiro na construção de bases militares na Colômbia para impor aos nossos povos sua odiosa tirania? Por esse caminho, se um desastre ameaça o mundo, um desastre maior e mais rápido ameaça o império e tudo seria resultado do mesmo sistema de exploração e saqueio do planeta.

Fidel Castro Ruz
6 de novembro de 2009
10h39

Agência Cubana de Notícias

www.cubanoticias.ain.cu

ain portugues@ain.cu

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Leia ainda:

Fidel Castro afirma que Colombia se anexó a EE.UU. con acuerdo militar

El ex presidente cubano advirtió que "el acuerdo se extenderá por períodos sucesivos de 10 años, y nadie puede modificarlo sino al final de cada período, advirtiéndolo un año antes"

La Habana, ABN.- En su artículo de opinión que publicó este sábado el diario Gramma de La Habana, el líder de la revolución cubana, Fidel Castro, expresa que cualquier persona medianamente informada comprende de inmediato que el edulcorado “Acuerdo complementario para la Cooperación y Asistencia Técnica en Defensa y Seguridad entre los gobiernos de Colombia y Estados Unidos”, firmado el 30 de octubre y publicado en la tarde del 2 de noviembre, equivale a la anexión de Colombia a Estados Unidos.

Destacó que "lo que el imperio pretende ahora es enviarlos (a los militares colombianos) a luchar contra sus hermanos venezolanos, ecuatorianos y otros pueblos bolivarianos y del ALBA, para aplastar la Revolución Venezolana, como trataron de hacer con la Revolución Cubana en abril de 1961".

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