Grupo Tortura Nunca Mais-RJ
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Carta Aberta à População
A ASFAP - Associação de Familiares e Amigos de Presoso e Presas da Bahia divulgou Carta Aberta, denunciando a desastrosa política carcerária aplicada no estado da Bahia
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Liberdade para os presos de Jaci-Paraná!
A repressão aos camponeses pobres em luta pela terra, no estado de Rondônia, continua cada vez mais absurda e brutal. Como ficou evidente no ataque policial do dia 09 de setembro último contra os camponeses de Jaci-Paraná, distrito de Porto Velho que, organizados, lutavam pela posse da Fazenda Mutum.
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O Manifesto dos Juristas
A comunidade jurídica abaixo assinada assiste a manifestações públicas em oposição ao debate sobre os limites da Lei 6.683/1979.
Imprescindível, portanto, que venha a público manifestar:1. Encontramo-nos em pleno processo de consolidação de nossa democracia. Dito processo dar-se-á por concluído quando todos os assuntos puderem ser discutidos livremente, sem que paire sobre os debatedores a pecha de revanchismo ou a ameaça de desestabilização das instituições. Só são fortes as instituições que permitem o debate público e democrático e com ele se fortalecem;2. A profícua discussão jurídica que ora se afigura não concerne à revisão de leis. Visa, em verdade, a aferição do alcance de dados dispositivos. É secundada por abundante doutrina jurídica e jurisprudências internacionais, de que crimes de tortura não são crimes políticos e sim crimes de lesa-humanidade. A perversa transposição deste debate aos embates políticos conjunturais e imediatos, ao deturpar os termos em que está posto, busca somente mutilá-lo e atende apenas aos interesses daqueles que acreditam que a impunidade é a pedra angular da nação e que aqueles que detêm (ou detiveram) o poder, e dele abusaram, jamais serão responsabilizados por seus crimes;
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Intimidar Defensores de Direitos Humanos: a quem interessa?
Mais uma vez o sitio do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ é atacadoNo dia 16 de junho de 2008 o sitio foi invadido e, dessa vez, todas as informações ali contidas foram apagadas. A partir do dia 18 – após a publicação da nota Tortura, Morte e Corrupção: Atuação das Forças Armadas, denunciando mais uma “morte em treinamento” e a invasão do Morro da Providência, no centro do Rio, desde dezembro de 2007, por militares do Exército que “venderam” de três jovens moradores daquele morro à traficantes do Morro da Mineira – todo sitio foi completamente apagado.
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Tortura, Morte e Corrupção: Atuação das Forças Armadas
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ tomou conhecimento de mais um caso de “morte em treinamento” na Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN. Com profunda indignação o GTNM/RJ foi informado da morte do cadete Maurício Silva Dias, de 18anos. Ele e mais outros dois alunos, Daniel Fernandes de Magalhães e Isaías Moises do Nascimento, “passaram mal” durante o treinamento na base militar de Resende, sul do estado do Rio de Janeiro, no dia 15 de junho do presente ano.Os três cadetes participavam, junto com 150 alunos de um treinamento programado para durar 60 horas. Segundo informações publicadas, um dos exercícios seria o de sobrevivência, com restrições de água e comida.
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Multifoco lança livro sobre segurança pública
Segurança Pública, Direitos Humanos e Violência , organizado por Rafael Fortes Entrevistas inéditas com Cecília Coimbra, Ignacio Cano, Julita Lemgruber, Vera Malaguti Batista, entre outros
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Anistia e Justiça - nota da Associação Juízes para a Democracia
O povo brasileiro tem o direito de conhecer a sua história, obrigação da qual os Poderes Judiciários, Executivo e Legislativo, não podem lavar as mãos.
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Quem denuncia é processado
No Brasil está se tornando comum não somente perseguir e criminalizar os defensores de direitos humanos, mas processá-los judicialmente.Como aconteceu recentemente a nós do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, mais uma valorosa defensora dos direitos humanos vem sendo processada pela justiça brasileira.Trata-se da professora Maria da Glória Costa Reis que há sete anos publica, na cidade de Leopoldina (MG), o Jornal Recomeço impresso e em site na internet. São matérias voltadas para a defesa dos direitos humanos, em especial sobre a questão carcerária, contando com a produção dos presos que ali têm um espaço de escuta e publicização de algumas de suas questões.
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Condenação do GTNM/RJ: Dificuldades na Comprovação dos Crimes de Tortura
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos. O processo encontra-se em fase de execução de sentença.A condenação decorre de texto contido no site do GTNM/RJ, no qual a entidade buscou repercutir a denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia, preso em 20 de agosto de 1996, em flagrante abuso de autoridade dos policiais federais, que o conduziram para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, o agrediram.O Judiciário entendeu que o GTNM/RJ teria extrapolado no relato dos fatos, acusando os policiais federais da prática de tortura sem que estes tenham sido condenados.Este processo traz à reflexão algumas questões que cercam os casos de denúncias de violência perpetrada por policiais em serviço. Sabe-se que, em muitos casos, as investigações são feitas pela própria instituição a que pertencem os policiais suspeitos da prática dos atos de violência. Em alguns casos, a investigação fica a cargo de colegas que mantêm convívio diário com os policiais suspeitos. Surgem, então, dúvidas quanto à isenção na apuração desses fatos.
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Campanha pela Imediata Abertura dos Arquivos do Terror.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ durante seus 20 anos de existência vem lutando pela abertura de todos os arquivos da repressão. E, durante todos esses anos as autoridades brasileiras teimam em afirmar que tais arquivos foram destruídos ou que nunca existiram.A divulgação de fotos provenientes de “investigação ilegal conduzida no ano de 1974, pelo antigo Serviço Nacional de Investigação” conforme a nota do secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, em 22/10/04, assim como, a sua rápida identificação pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) são provas cabais da existência desses arquivos.
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PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
setembro 28, 2008
Fundador do PT no Amazonas, o médico Marcus Barros diz porque aderiu à campanha de Serafim Corrêa (PSB)
Foto: Rogelio Casado - Marcus Barros - Manaus-AM, mar. 2008

Marcus Barros
Fundador do PT no Amazonas, o médico Marcus Barros diz porque aderiu à campanha de Serafim Corrêa (PSB).
Marcus Barros
Fundador do PT no Amazonas, o médico Marcus Barros diz porque aderiu à campanha de Serafim Corrêa (PSB).
"Eu já sofri muito por causa do coletivo" - Com esta manchete o jornal "A Crítica" publica a entrevista do meu amigo e compadre Marcus Luiz Barroso Barros, fundador, como 'nosotros', do glorioso Partido dos Trabalhadores. Para ler e compreender os comentários desse blogueiro acesse http://www.acritica.com.br/content/not-detail.asp?materia_id=139469
Sonho meu - Acordei no meio de um pesadelo na manhã deste domingo. Sonhei que Marcus Barros estava de saída para o PSB e Francisco Praciano para o PDT. Vixe! Vixe! Enxuguei o suor da fronte e voltei a dormir. Com os primeiros raios do sol, me deparo com a manchete acima. Sem dúvida, de um modo ou de outro, os coletivos costumam nos fazem sofrer. A vida nem sempre é uma festa. Já rimos juntos com as conquistas do PT; choramos juntos nossas derrotas; agora, a cidade assiste a sofrida divisão entre velhos companheiros. Está aberta a temporada de caça às bruxas.
Coragem - Pra começo de conversa, qualquer filiado ao PT pode assumir publicamente a mesma posição assumida pelo companheiro Marcus Barros, especialmente nas circunstâncias em que ele se encontra, desde que o faça após suspensão da sua filiação. Caso contrário, rasgue-se o estatuto do partido. Invocar a amizade pelo candidato do PSB tem algo de nobre. Reconheço que amizades estão acima de estatutos partidários, mas não eliminam os princípios éticos ali contidos. Uma longa amizade não se joga na lata do lixo, ainda mais no período em que ela nasceu, quando o candidato do PSB sofria acusações de colaboração com o regime militar e outras maledicências. Foi com esta mesma coragem que os amigos de Marcus Barros participaram de um delicado momento do PT, no qual uma dessas caricaturas de candidatura "para marcar posição" ameaçava arrastar o partido para uma aventura eleitoral. Nesse caso, o candidato não tinha nem a sombra dos votos que levaram Francisco Praciano para a Câmara Federal.
Caça às bruxas - Como acredito que o meu dileto amigo Marcus Barros procedeu à suspensão da sua filiação, certamente as baterias das forças internas do PT que antagonizam as do Secretário Extraordinário do Governo Serafim Corrêa, vão querer ver sangue jorrando. Recentemente, perderam essa oportunidade quando o governador do Estado reconheceu um descuido no trato com os companheiros do PT que ocupam cargos na sua administração. O semblante de gozo com a possibilidade de saída em massa do governo assanhou os partidários da candidatura única, esta, sim, decidida pela maioria do partido. Certamente são mais do que meia dúzia de "companheiros" os que assumem a condição de "inimigos cordiais", que querem ver cabeças rolar. Vai sobrar até para quem deu depoimento em santinhos de companheiros que atuam no campo da esquerda. Tenha santa paciência!
Declaração de voto - Por disciplina partidária, voto no Praciano. Falei e disse! Mas não me venham com Tribunais de Inquisição. Do contrário, até o nosso candidato acabará por ser submetido. Ou alguém aí já esqueceu que a coligação PT-PPS protocolou no Tribunal Regional Eleitoral um pedido de punição à companheira Marilene Corrêa da Silva Freitas - reitora da Universidade do Estado do Amazonas - por causa de um deslize da FGV numa prova do vestibular da UEA. Ora, bolas! Só faltava Marilene, um dos patrimônios do PT, ser autora de quesitos de uma prova que é responsabilidade da FGV. Nenhum assessor do candidato procurou dar um telefonema sequer para se assenhorar da natureza do processo de confecção de uma prova. Nem o DEM merecia atitude tão precipitada, ainda mais uma companheira do PT. Companheiro, que é companheiro, não sai atirando em companheiro. Devagar senhores(as), devagar com o andor que o santo é de barro!
Parada do Orgulho LGBT
Parada LGBT 2008 colore a Ponta Negra
"Ame, Viva e Vote Consciente". Este é o tema da oitava edição da Parada do Orgulho de Lésbicas, Gay, Bissexuais e Travestis, que acontece em Manaus neste domingo, dia 28. O evento acontece no Centro Cultural e Desportivo Praia da Ponta Negra.
De acordo com uma das coordenadoras geral, Bruna La Close, a idéia para este ano é fazer um evento mais político que festivo. "Resolvemos inovar. Como é um ano político, estamos chamando nossa comunidade para a reflexão do ato de votar. Necessitamos garantir políticas públicas para nosso segmento", afirma.
Ela ainda diz que durante a Parada para os que os LGBT conheçam bem os seus políticos. "Essa orientação é no sentido de procurar saber as propostas dos candidatos, o que ele defende. É para votar com consciência". Durante o evento serão abordados também temas como afalta de direitos para os homossexuais, o que precisa melhorar e as conquistas já alcançadas.
Weydman Lopes, que divide a coordenação juntamente com Bruna La Close, explica como será o Gay Pride deste ano. "A concentração para o evento terá início às 16h, na orla da Ponta Negra. Esperamos, aproximadamente, 200 mil pessoas. LGBT de todo o Amazonas e de outrosestados já estão confirmadas. Após o desfile dos trios daremos início as apresentações de bandas de forró, drag queen, go-go boy e go-go girl. Haverá tenda sonorizada para aqueles que curtem música eletrônica". Disse.
É comum também a presença de heterossexuais na parada. Para Weydman, este é um ponto muito positivo: "Todos os anos percebemos muita gente aderindo à parada. Às vezes, famílias inteiras participam, eles nos aplaudem, apoiam. Isso é legal porque não estamos ali para chocar. Queremos mostrar que podemos conviver de maneira igual, com os mesmosdireitos".
A parada, que reuniu 120 mil pessoas na última edição, vai protestar também contra a interferência da religião nas decisões políticas e jurídicas do País. Uma das principais bandeiras levantadas pelo tema "Ame, Viva e Vote Consciente" é a aprovação do Projeto de Lei 122/06,da Câmara dos Deputados. O PL criminaliza a homofobia e pune quem discriminar homossexuais em espaços públicos, privados, no ambiente de trabalho ou impedir a expressão de afetividade entre pessoas do mesmo sexo.
Para La Close, a parada pode sensibilizar deputados e senadores para que assegurem os direitos dos gays. "O Congresso não pode ser confundido com o púlpito de uma igreja", diz. "A lei deve servir a crédulos e incrédulos. O Estado precisa ser o maior protetor dos nossos direitos." O PL foi aprovado na Câmara, mas teve a votação adiada no Senado na quinta-feira por pressão de líderes religiosos.
Representantes dos segmentos foram escolhidos em noite glamurosa
Iniciando a oitava Parada do orgulho LGBT no dia 26, sexta-feira, houve o lançamento do evento, realizado no Balneário da Companhia.
Weydman foi a realizadora do evento que escolheu os representantes do segmento e que darão o tom da Pride 2008. Foram escolhidas uma lésbica, um gay, uma travesti e uma transexual. Cada um vai receber o prêmio de R$ 500, oferecido pela agência de viagens Log Tour.
Para Weydman, a função principal dos eventos é conscientizar a população. "Queremos vender conscientização, não um show popular", diz. "A maior beneficiada precisa ser a causa GLBT. É um protesto pelos direitos que nos são negados nos outros 365 dias do ano."
Para abrilhantar a noite atrações nacionais como Antara Gold, quedesembarcou diretamente de Florianópolis. Show de artistasperformáticos locais como, Branda Lamask, Claudia Barcelos, Renata Liae Clô Santana.
Show de homens e mulheres também se fez presente. Já no comando musical o DJ, Ruy Bentes, tocou as músicas da noite gls de Manaus, bandas de forró e axé music. E para o público que foi ao balneário, houve sorteio de muitos brindes.
Os ingressos foram vendidos na bilheteria do clube ao preço único de R$ 5, mesas R$ 25 e camarotes para 10 pessoas custa R$ 100.
Mais informações e agendamento de entrevistas:
Bruna La Close: 8145-6275
Weydman Lopes: 8118-1417
Fabrício Nunes: 8162-6623
"Ame, Viva e Vote Consciente". Este é o tema da oitava edição da Parada do Orgulho de Lésbicas, Gay, Bissexuais e Travestis, que acontece em Manaus neste domingo, dia 28. O evento acontece no Centro Cultural e Desportivo Praia da Ponta Negra.
De acordo com uma das coordenadoras geral, Bruna La Close, a idéia para este ano é fazer um evento mais político que festivo. "Resolvemos inovar. Como é um ano político, estamos chamando nossa comunidade para a reflexão do ato de votar. Necessitamos garantir políticas públicas para nosso segmento", afirma.
Ela ainda diz que durante a Parada para os que os LGBT conheçam bem os seus políticos. "Essa orientação é no sentido de procurar saber as propostas dos candidatos, o que ele defende. É para votar com consciência". Durante o evento serão abordados também temas como afalta de direitos para os homossexuais, o que precisa melhorar e as conquistas já alcançadas.
Weydman Lopes, que divide a coordenação juntamente com Bruna La Close, explica como será o Gay Pride deste ano. "A concentração para o evento terá início às 16h, na orla da Ponta Negra. Esperamos, aproximadamente, 200 mil pessoas. LGBT de todo o Amazonas e de outrosestados já estão confirmadas. Após o desfile dos trios daremos início as apresentações de bandas de forró, drag queen, go-go boy e go-go girl. Haverá tenda sonorizada para aqueles que curtem música eletrônica". Disse.
É comum também a presença de heterossexuais na parada. Para Weydman, este é um ponto muito positivo: "Todos os anos percebemos muita gente aderindo à parada. Às vezes, famílias inteiras participam, eles nos aplaudem, apoiam. Isso é legal porque não estamos ali para chocar. Queremos mostrar que podemos conviver de maneira igual, com os mesmosdireitos".
A parada, que reuniu 120 mil pessoas na última edição, vai protestar também contra a interferência da religião nas decisões políticas e jurídicas do País. Uma das principais bandeiras levantadas pelo tema "Ame, Viva e Vote Consciente" é a aprovação do Projeto de Lei 122/06,da Câmara dos Deputados. O PL criminaliza a homofobia e pune quem discriminar homossexuais em espaços públicos, privados, no ambiente de trabalho ou impedir a expressão de afetividade entre pessoas do mesmo sexo.
Para La Close, a parada pode sensibilizar deputados e senadores para que assegurem os direitos dos gays. "O Congresso não pode ser confundido com o púlpito de uma igreja", diz. "A lei deve servir a crédulos e incrédulos. O Estado precisa ser o maior protetor dos nossos direitos." O PL foi aprovado na Câmara, mas teve a votação adiada no Senado na quinta-feira por pressão de líderes religiosos.
Representantes dos segmentos foram escolhidos em noite glamurosa
Iniciando a oitava Parada do orgulho LGBT no dia 26, sexta-feira, houve o lançamento do evento, realizado no Balneário da Companhia.
Weydman foi a realizadora do evento que escolheu os representantes do segmento e que darão o tom da Pride 2008. Foram escolhidas uma lésbica, um gay, uma travesti e uma transexual. Cada um vai receber o prêmio de R$ 500, oferecido pela agência de viagens Log Tour.
Para Weydman, a função principal dos eventos é conscientizar a população. "Queremos vender conscientização, não um show popular", diz. "A maior beneficiada precisa ser a causa GLBT. É um protesto pelos direitos que nos são negados nos outros 365 dias do ano."
Para abrilhantar a noite atrações nacionais como Antara Gold, quedesembarcou diretamente de Florianópolis. Show de artistasperformáticos locais como, Branda Lamask, Claudia Barcelos, Renata Liae Clô Santana.
Show de homens e mulheres também se fez presente. Já no comando musical o DJ, Ruy Bentes, tocou as músicas da noite gls de Manaus, bandas de forró e axé music. E para o público que foi ao balneário, houve sorteio de muitos brindes.
Os ingressos foram vendidos na bilheteria do clube ao preço único de R$ 5, mesas R$ 25 e camarotes para 10 pessoas custa R$ 100.
Mais informações e agendamento de entrevistas:
Bruna La Close: 8145-6275
Weydman Lopes: 8118-1417
Fabrício Nunes: 8162-6623
setembro 27, 2008
Porque hoje é sábado
Nota do blog: Alô, alô geração marxista-umbandista-lennonista: porque hoje é sábado, vale a pena beber um vinho envelhecido na adega do Celso, autor da fotografia acima.
Iniciativa do UNFPA amplia apoio de parteiras para salvar mulheres e bebês
Iniciativa do UNFPA amplia apoio de parteiras para salvar mulheres e bebês
O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM, do inglês International Confederation of Midwives) acabam de lançar uma iniciativa para enfrentar a séria falta de parteiras nos países em desenvolvimento.
A cada ano, ½ milhão de mulheres morre durante a gestação ou o parto e entre 10 e 15 milhões de mulheres são vitimadas por doenças e seqüelas graves ou permanentes. Além disso, três milhões de recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e outros três milhões nascem mortos. Muitas dessas fatalidades poderiam ser prevenidas se todos os partos fossem, pelo menos, acompanhados por parteiras.
“Com o investimento em parteiras e no acesso universal à saúde reprodutiva, milhões de vidas poderão ser salvas e poderemos alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio no. 5, relativo à melhoria da saúde materna”, afirmou a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.
Seria necessário haver 334 mil parteiras adicionais em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que a atenção qualificada ao parto, com a garantia de cuidados obstétricos de emergência, poderia reduzir em 75% o número de mulheres mortas durante a gestação e o parto.
Leia em Cebes
O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM, do inglês International Confederation of Midwives) acabam de lançar uma iniciativa para enfrentar a séria falta de parteiras nos países em desenvolvimento.
A cada ano, ½ milhão de mulheres morre durante a gestação ou o parto e entre 10 e 15 milhões de mulheres são vitimadas por doenças e seqüelas graves ou permanentes. Além disso, três milhões de recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e outros três milhões nascem mortos. Muitas dessas fatalidades poderiam ser prevenidas se todos os partos fossem, pelo menos, acompanhados por parteiras.
“Com o investimento em parteiras e no acesso universal à saúde reprodutiva, milhões de vidas poderão ser salvas e poderemos alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio no. 5, relativo à melhoria da saúde materna”, afirmou a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.
Seria necessário haver 334 mil parteiras adicionais em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que a atenção qualificada ao parto, com a garantia de cuidados obstétricos de emergência, poderia reduzir em 75% o número de mulheres mortas durante a gestação e o parto.
Leia em Cebes
Solidariedade: Irmãos de Rua pedem ajuda
Nota do blog: Irmãos de Rua pedem ajuda na divulgação solidária da fotografia acima. Leia mensagem.
Pessoal
Sou Assistente Social da Entidade Irmãos de Rua,
estamos com um morador que reside na casa há quase 5 anos,
e não sabemos o seu nome e qual sua origem.
Não acreditamos que ele seja um morador de rua.
Por favor repassem esse e-mail para seus amigos, principalmente os de outras cidades.
Qualquer notícia, favor ligar (11) 9989-5846.
Agradeço,
Flávio.
Pessoal
Sou Assistente Social da Entidade Irmãos de Rua,
estamos com um morador que reside na casa há quase 5 anos,
e não sabemos o seu nome e qual sua origem.
Não acreditamos que ele seja um morador de rua.
Por favor repassem esse e-mail para seus amigos, principalmente os de outras cidades.
Qualquer notícia, favor ligar (11) 9989-5846.
Agradeço,
Flávio.
Florestano Vancini (1926-2008): A morte de uma antifascista
A morte de um antifascista
por Michelle Amaral da Silva — Última modificação 26/09/2008 13:26
Diretor italiano Florestano Vancini deixa esperança de que, mesmo num mundo em que o capitalismo mais desumano parece triunfar, há seres incorruptíveis e solidários como ele
Fonte: Brasil de Fato
El arte en el barrio, el arte en El Barro.

Varieté El Barro
Sábado 27 de septiembre, a las 23
Entrada solidaria 3 pesos
Av. Ing. de la Roza 271 (Oeste)
El arte en el barrio, el arte en El Barro.
Posted: 26 Sep 2008 12:58 PM CDT
Varieté El BarroSábado 27 de septiembre, a las 23Entrada solidaria 3 peAv. Ing. de la Roza 271 (Oeste)
El Barro es un Centro Cultural que arrancó a principios de año en San Juan. Funciona gracias al esfuerzo de un colectivo independiente de jóvenes que decidieron un día alquilar una casita, recuperarla, limpiarla, pintarla, ponerle onda y abrir un espacio donde los chicos y también adolescentes del oeste de la capital sanjuanina pudieran encontrar algo más que apoyo escolar. El objetivo de los "embarrados" es brindar herramientas de socialización y crecimiento personal alternativas a las que se encuentran en los espacios institucionalizados de la escuela, a través del acercamiento del arte como forma de expresión popular.
Entre otras actividades se dan funciones gratuitas de cine y clases de danzas folclóricas y tango. También promueven la lectura a través de una variada y completa biblioteca popular, y difunden la voz del barrio a través de un programa radial que se emite por la radio universitaria local. El Además del pilar humano que representa el trabajo de los que construyen con el barro en sus manos, el Centro se sostiene económicamente con el aporte solidario de familiares y vecinos, y con este varieté que se realiza una vez al mes donde participan no sólo los talleristas si no todos los habitantes del espacio cultural.
Óleo do Diabo, diretamente da Lapa
Oleo do Diabo
Rio Mon Amour (pout pourri de assuntos)
Posted: 26 Sep 2008 05:01 PM CDT
*Hoje - até o momento - li apenas o Estadão, e anotei algumas observações que gostaria de fazer aqui.
Número 1. É infantil o que eles fazem com o Mangabeira Unger. Qualquer matéria envolvendo seu nome traz sempre o seguinte aposto: "Mangabeira Unger, que uma vez afirmou que o governo Lula era o mais corrupto da história". Outro dia li uma matéria que trazia a informação duas vezes, no mesmo parágrafo! Se fossem honestos, podiam agregar a explicação que Unger já deu várias vezes sobre o motivo de ter feito um julgamento tão leviano e apressado: estava no estrangeiro e apenas lia os jornais de São Paulo! Número
2. O Estadão traz um editorial intitulado: "Está na hora de perder a paciência", no qual tenta pressionar o governo Lula a agir com dureza contra o Equador, por conta dos problemas enfrentados lá pela empresa brasileira Odebrecht. Ora, pintar a Odebrecht como coitadinha é ridículo. É uma das empresas que mais cresceu sob o governo Lula, tanto por conta do aumento dos investimentos privados como das grandes obras públicas que o governo vem realizando. A Odebrecth sabe se virar sozinha e o governo não tem que fazer guerra contra o Equador por conta dos erros da empresa naquele país. O mais absurdo, no entanto, é a miopia do Estadão e de seus missivistas otários. Falam que Lula não estaria contemplando os interesses nacionais com sua atitude "paternalista" para com Equador, Bolívia, Paraguai, entre outros hermanos. Ora, o jornal se dispusesse a estudar as estatísticas de comércio exterior, veria que a postura "gentil" e "generosa" de Lula colaborou para que as exportações brasileiras para os países da América do Sul registrassem um salto impressionante. Eu me pergunto: o que são os interesses brasileiros, segundo o Estadão? É do interesse brasileiro criar atritos diplomáticos com países que oferecem um potencial tão grande como parceiros comerciais? Por que o Estadão e seus missivistas otários estão sempre querendo que o Brasil faça guerra contra nossos instáveis e frágeis hermanos, e ao mesmo tempo instam constantemente para que o país se curve aos interesses norte-americanos, como foi o caso da campanha babaca que fizeram para o Brasil entrar na Alca? Aliás, que lembrança boa a minha: Alca. Lembram da Alca? FHC e mídia fizeram uma campanha maciça para o Brasil entrar na Alca. Diante da atual crise americana, vocês podem imaginar que maravilha seria se o Brasil estivesse umbilical e servilmente ligado aos EUA como eles queriam? Estaríamos, com perdão da palavra, literalmente fodidos.
[...] Leia mais em http://www.oleododiabo.com.br/
*Eu disse que ia falar de cinema. Esperem um pouco. O Festival do Rio começa hoje. Mas quero falar de um filme que assisti esta semana: Que viva México! do grande Eisenstein. É um filme incompleto. Eisenstein não conseguiu terminá-lo, por falta de verba. O filme foi feito no México com uma equipe de apenas 3 pessoas! O russo contou com a ajuda intelectual de gigantes mexicanos como Diogo Rivera, Orozco e Siqueros, representantes de uma época em que o gênio da arte flertava com o gênio da revolução. Entretanto, mesmo incompleto, trata-se de uma obra-prima magnífica. As cenas são tão bonitas que parecem canções visuais. Esse filme influenciou fortemente a obra de Glauber Rocha. Há cenas que se parecem muito com partes de Deus e Diabo na Terra do Sol. Glauber admitia essa influência.
*Ontem rolou a festa de abertura do Festival do Rio. Eu não fui. Fiquei na Lapa, nos bares de sempre. Com os amigos de sempre. E foi ótimo. Sinto-me como um Emile Zola: convivo apenas com artistas plásticos, quase não falo com outros escritores. Aliás um dia eu conto pra vocês a história da amizade entre Emile Zola e Cezanne. Meu consultor de artes, o Juliano Guilherme, me dizia ontem que o maneirismo está de volta às artes plásticas. Na história da arte, o maneirismo sempre aparece após épocas de crise profunda. O manerismo seria uma espécie de virtuosismo ou tecnicismo. Os artistas maneiristas dominam determinadas fórmulas e técnicas e permanecem nelas. O Juliano explicava que há maneiristas brilhantes no Brasil. Há, por exemplo (aí sou eu que digo), a Beatriz Milhazes, que acaba de vender um quadro por mais de 1 milhão de dólares em Londres, com seus lindos e enfadonhos arranjos florais. Ela é boa no que faz. Mas é sempre aquilo. As mesmas florzinhas de sempre. O problema do maneirismo é seu cinismo e frieza, que empobrecem sua densidade estética. Arte, para mim, precisa ser autêntica e apaixonada. É uma concepção pessoal, um tanto simplória. Sei que há outras concepções mais sofisticadas. Mas, neste caso, prefiro meu pão com manteiga do que me intoxicar com lagostas fora do prazo de validade. Há sempre algo de melancólico, falso e oportunista no maneirismo.
*Descobri um lance manero. Há um projeto no Rio de shows de blues ao vivo, grátis, no centro da cidade. Amanhã, 27, vai rolar mais uma edição, a partir das 20:00 até tarde da noite, na Avenida Rio Branco 311, Cinelândia, perto do Consulado Americano. Mais informações nesse blog.
Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
Rio Mon Amour (pout pourri de assuntos)
Posted: 26 Sep 2008 05:01 PM CDT
*Hoje - até o momento - li apenas o Estadão, e anotei algumas observações que gostaria de fazer aqui.
Número 1. É infantil o que eles fazem com o Mangabeira Unger. Qualquer matéria envolvendo seu nome traz sempre o seguinte aposto: "Mangabeira Unger, que uma vez afirmou que o governo Lula era o mais corrupto da história". Outro dia li uma matéria que trazia a informação duas vezes, no mesmo parágrafo! Se fossem honestos, podiam agregar a explicação que Unger já deu várias vezes sobre o motivo de ter feito um julgamento tão leviano e apressado: estava no estrangeiro e apenas lia os jornais de São Paulo! Número
2. O Estadão traz um editorial intitulado: "Está na hora de perder a paciência", no qual tenta pressionar o governo Lula a agir com dureza contra o Equador, por conta dos problemas enfrentados lá pela empresa brasileira Odebrecht. Ora, pintar a Odebrecht como coitadinha é ridículo. É uma das empresas que mais cresceu sob o governo Lula, tanto por conta do aumento dos investimentos privados como das grandes obras públicas que o governo vem realizando. A Odebrecth sabe se virar sozinha e o governo não tem que fazer guerra contra o Equador por conta dos erros da empresa naquele país. O mais absurdo, no entanto, é a miopia do Estadão e de seus missivistas otários. Falam que Lula não estaria contemplando os interesses nacionais com sua atitude "paternalista" para com Equador, Bolívia, Paraguai, entre outros hermanos. Ora, o jornal se dispusesse a estudar as estatísticas de comércio exterior, veria que a postura "gentil" e "generosa" de Lula colaborou para que as exportações brasileiras para os países da América do Sul registrassem um salto impressionante. Eu me pergunto: o que são os interesses brasileiros, segundo o Estadão? É do interesse brasileiro criar atritos diplomáticos com países que oferecem um potencial tão grande como parceiros comerciais? Por que o Estadão e seus missivistas otários estão sempre querendo que o Brasil faça guerra contra nossos instáveis e frágeis hermanos, e ao mesmo tempo instam constantemente para que o país se curve aos interesses norte-americanos, como foi o caso da campanha babaca que fizeram para o Brasil entrar na Alca? Aliás, que lembrança boa a minha: Alca. Lembram da Alca? FHC e mídia fizeram uma campanha maciça para o Brasil entrar na Alca. Diante da atual crise americana, vocês podem imaginar que maravilha seria se o Brasil estivesse umbilical e servilmente ligado aos EUA como eles queriam? Estaríamos, com perdão da palavra, literalmente fodidos.
[...] Leia mais em http://www.oleododiabo.com.br/
*Eu disse que ia falar de cinema. Esperem um pouco. O Festival do Rio começa hoje. Mas quero falar de um filme que assisti esta semana: Que viva México! do grande Eisenstein. É um filme incompleto. Eisenstein não conseguiu terminá-lo, por falta de verba. O filme foi feito no México com uma equipe de apenas 3 pessoas! O russo contou com a ajuda intelectual de gigantes mexicanos como Diogo Rivera, Orozco e Siqueros, representantes de uma época em que o gênio da arte flertava com o gênio da revolução. Entretanto, mesmo incompleto, trata-se de uma obra-prima magnífica. As cenas são tão bonitas que parecem canções visuais. Esse filme influenciou fortemente a obra de Glauber Rocha. Há cenas que se parecem muito com partes de Deus e Diabo na Terra do Sol. Glauber admitia essa influência.
*Ontem rolou a festa de abertura do Festival do Rio. Eu não fui. Fiquei na Lapa, nos bares de sempre. Com os amigos de sempre. E foi ótimo. Sinto-me como um Emile Zola: convivo apenas com artistas plásticos, quase não falo com outros escritores. Aliás um dia eu conto pra vocês a história da amizade entre Emile Zola e Cezanne. Meu consultor de artes, o Juliano Guilherme, me dizia ontem que o maneirismo está de volta às artes plásticas. Na história da arte, o maneirismo sempre aparece após épocas de crise profunda. O manerismo seria uma espécie de virtuosismo ou tecnicismo. Os artistas maneiristas dominam determinadas fórmulas e técnicas e permanecem nelas. O Juliano explicava que há maneiristas brilhantes no Brasil. Há, por exemplo (aí sou eu que digo), a Beatriz Milhazes, que acaba de vender um quadro por mais de 1 milhão de dólares em Londres, com seus lindos e enfadonhos arranjos florais. Ela é boa no que faz. Mas é sempre aquilo. As mesmas florzinhas de sempre. O problema do maneirismo é seu cinismo e frieza, que empobrecem sua densidade estética. Arte, para mim, precisa ser autêntica e apaixonada. É uma concepção pessoal, um tanto simplória. Sei que há outras concepções mais sofisticadas. Mas, neste caso, prefiro meu pão com manteiga do que me intoxicar com lagostas fora do prazo de validade. Há sempre algo de melancólico, falso e oportunista no maneirismo.
*Descobri um lance manero. Há um projeto no Rio de shows de blues ao vivo, grátis, no centro da cidade. Amanhã, 27, vai rolar mais uma edição, a partir das 20:00 até tarde da noite, na Avenida Rio Branco 311, Cinelândia, perto do Consulado Americano. Mais informações nesse blog.
Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
Enlace Zapatista: Violan y asesinan a Marcella Grace
Enlace Zapatista
Violan y asesinan a Marcella Sali Grace, internacionalista solidaria con la lucha de los pueblos de Oaxaca
Posted: 26 Sep 2008 12:17 PM CDT
Oaxaca de Juárez, Oaxaca. Jueves 25 de septiembre. ¡Justicia para nuestra hermana Marcella Sali Grace! Hermanos y hermanas. Nuestros corazones están llenos de tristeza y rabia porque nuestra hermana Sali fue violada y asesinada brutalmente a 20 minutos de San José del Pacífico y hasta este momento la procuraduría de Oaxaca como es su costumbre no esta haciendo nada [...]
Autoridades y GDF —que convocan a una marcha el 2 de octubre— responsables de las agresiones porriles del 12 de septiembre
Posted: 26 Sep 2008 12:14 PM CDT
A la Otra Campaña A los medios de comunicación libres A los grupos anarquistas, libertarios y autónomos A la comunidad universitaria Al pueblo de México Esta es nuestra posición respecto de los acontecimientos del 12 de septiembre y la respuesta de las autoridades. El día 11 de septiembre, las facultades de Contaduría, Ingeniería y Trabajo Social fueron cerradas bajo el pretexto [...]
Violan y asesinan a Marcella Sali Grace, internacionalista solidaria con la lucha de los pueblos de Oaxaca
Posted: 26 Sep 2008 12:17 PM CDT
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Autoridades y GDF —que convocan a una marcha el 2 de octubre— responsables de las agresiones porriles del 12 de septiembre
Posted: 26 Sep 2008 12:14 PM CDT
A la Otra Campaña A los medios de comunicación libres A los grupos anarquistas, libertarios y autónomos A la comunidad universitaria Al pueblo de México Esta es nuestra posición respecto de los acontecimientos del 12 de septiembre y la respuesta de las autoridades. El día 11 de septiembre, las facultades de Contaduría, Ingeniería y Trabajo Social fueron cerradas bajo el pretexto [...]
setembro 26, 2008
Pesquisador bolsista do INPA responde ao texto anti-indígena de um doutorando da Unicamp
UMA RESPOSTA AO TEXTO: PRÓXIMA GUERRA
ou
POR QUE RORAIMA É TÃO ANTI-INDÍGENA?
ou ainda
MITOLOGIAS GÖEBBELIANAS
“Um olhar crítico interno ao Brasil explica muito mais a natureza dos problemas que temos hoje em Roraima e na Amazônia brasileira, do que ficarmos buscando ameaças externas, tio sam & cia, e lavarmos nossas mãos enquanto cidadãos brasileiros mil maravilhas. A propaganda da havaiana de que só nós podemos falar mal de nós mesmos, nem sequer se aplica aqui.”
Vivo e trabalho aqui na Amazônia faz mais de 3 anos como arqueólogo do Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais (NPCHS) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no AM e em RR. Desenvolvo dois projetos com povos indígenas, em articulações com ong’s e com as universidades federais e estadual além dos próprios governos estadual e federal. Inclusive já estive na Raposa Serra do Sol e fui muito bem recebido pelas lideranças e população Makuxi e Wapixana, apesar das ações de milicianos de fazendeiros promovendo incêndios criminosos que cercaram nossa comitiva e nos deixaram presos numa ponte por horas em 2005 na saída da TI.
Acredito que esta pesquisadora, suposta autora ou redatora/relatora do texto “Próxima Guerra”, está completamente equivocada e está reproduzindo um discurso propositalmente construído pela grande mídia do sudeste, setores do Congresso, Senado e Palácio do Planalto apoiados e representando oligarquias agropecuárias de Roraima, do Mato Grosso, Rondônia, Pará, Goiás, SP, etc. Além de setores das próprias forças armadas interessadas na fragmentação das terras indígenas amazônicas, inclusive fora das áreas de fronteira. Um discurso perigoso, mal informado e mal informador que já faz tempo circula de email em email pela internet fazendo a cabeça da molecada.
A função estratégico-política desse discurso é essa mesma: formar uma opinião pública anti-indígena no Brasil como tem feito “excelentissimamente” em Roraima, o estado mais anti-indígena do Brasil, provavelmente. Assista o jornal da band com Boris Casoy, os comentários de Carlos Chagas e do âncora Nascimento no jornal do SBT, todos eles seguem a mesma linha de discurso, já conhecido por nós indigenistas, Joelmir Betting (acho que não é mais globo) e William Wack do jornal da globo não ficam atrás. Quando se encontra uma uniformidade geral nas posições noticiadas em telejornais de emissoras concorrentes pode coçar a barba.
Conheço razoavelmente Roraima, estive por duas vezes em pesquisas arqueológicas dentro de terras indígenas lá. E há muito tempo escuto o discurso paranóico norte-americanista espalhado por toda a Amazônia, pois inclusive eu fui partidário dele, antes de conhecer parcialmente a realidade complexa da Amazônia brasileira (e, como veremos, ele não é tão paranóico assim, pois existem elementos concretos para sua manifestação, mas têm que ser tratados com ponderação). E posso assegurar à minha consciência que o menor dos problemas da Amazônia brasileira é os Estados Unidos da América.
A falta de políticas públicas, sócio-ambientalmente, justas e sustentáveis, corretamente e democraticamente definidas, no âmbito das diretrizes dos governos é o pior problema da Amazônia hoje. As Terras Indígenas contínuas são as áreas melhor conservadas, mais do que unidades de conservação como Parques Nacionais (sonho dos Biólogos) e reservas extrativistas. As terras indígenas contínuas são os maiores exemplos da ineficácia das políticas públicas na floresta tropical brasileira, pois mostram que por sua autonomia na utilização dos recursos naturais, não pautadas, em sua maioria, pela lógica do mercado, se converteram em refúgios conservacionistas, e contrastam com estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia que se converteram em anti-exemplos da conservação, possuem as oligarquias do agrobusiness mais influentes em Brasília, junto aos setores mais retrógrados e perigosos, do desenvolvimento de qualquer jeito, dentro do Congresso, Senado e Palácio do Planalto, inclusive em direta articulação com o agrobusiness roraimense. Atropelar uma das constituições mais libertárias do mundo democrático é só uma questão retórica para esse pessoal.
A opinião desta senhora mostra um desconhecimento total da legislação indigenista brasileira, da constituição de 88, da História político-ambiental de Roraima e da Amazônia brasileira. Junta um monte de pseudo-fatos, generalizações e pseudo-argumentações como a classificação da ONU sobre nação aplicada à questão indígena no Brasil. E mostra também que (infelizmente) a estratégia de massificação de uma opinião pública anti-indígena no Brasil está dando certo. Inclusive entre pessoas estudadas e “bem informadas” como a classe dos pesquisadores. Mas que também são “ideologisáveis” porque são gente! E, além disso, têm partições políticas, muitas vezes, não declaradas, mas, normalmente do lado de onde deriva o financiamento. Bem, há pesquisadores e Pesquisadores.
Por que Roraima é tão anti-indígena?
RR era território federal até 89 e foi garantido historicamente ao Brasil pela presença massiva de povos indígenas que escolheram negociar com os Portugueses e lutar ao lado desses contra seguidas tentativas de invasão estrangeira, desde o século XVII. A região foi assolada primeiramente pelas frentes holandesas da Companhia das Índias Ocidentais até meados do século XVIII e depois pelos ingleses, até final do século XIX. Um dos fatores para a desistência da Inglaterra foi a questão lingüística que, entre muitas etnias, é política e territorial ao mesmo tempo, pois a segunda língua politicamente e historicamente optada e falada pelos indígenas de RR foi e é o português. Embora falem tranquilamente em Ingarikó, Wapixana, Yanomami ou Makuxi com seus parentes indígenas da Venezuela e da Guiana, falantes em segunda língua de espanhol e inglês respectivamente (sim se fala inglês na Guiana, não porque os índios são vendidos aos norte-americanos, mas porque a colonização histórica foi britânica e a população é uma mistureba de indianos, jamaicanos e indígenas sul-americanos e não se iludam a CIA na América do Sul fala castelhano).
O Povo de Roraima até meados da década de 70 era composto, basicamente, por: Maciçamente indígenas de diversas etnias, efetivos militares e alguns grupos de garimpeiros ilegais em terras indígenas, bem como, algumas frentes extrativistas, como o caucho, a seringa, exploração de madeira, mais na parte sul de Roraima por onde entraram paraenses, amazonenses, maranhenses, cearenses, pernambucanos, etc. Os "Pobres" basicamente, que com o tempo alguns poucos foram se enriquecendo com a pecuária entre outras formas. Esta era Roraima que sempre conservou sua natureza territorial estratégica nas mãos dos indígenas que historicamente e politicamente se aliaram aos portugueses e depois ao Estado brasileiro.
Havia uma minoria de colonos Gaúchos, Goianos, Paranaenses, do centro-sul de maneira geral, que desde fins dos anos 70 foram sendo implantados por subsídios dos governos militares, para aos poucos irem “desindiando” o território e “civilizando", "desenvolvendo" aquela porção. Comungavam uma visão racista que só os colonos de descendência européia recente, alemães ou italianos é que tinham capacidade de criar uma nação, e assim vieram a compor uma elite fundiária desenvolvimentista, dentro da ideologia integracionista e desenvolvimentista desastrosa dos anos 70 militarizados. O problema do Quartieiro em Pacaraima e de outros arrozeiros latifundiários "Gaúchos" começa por essa época, e o acirramento dos problemas das etnias indígenas também, que contabilizam hoje 3 décadas de guerra de baixa intensidade e de conflitos armados com milícias implantadas nas fazendas atuando fora delas, os jagunços de Roraima, de maneira ininterrupta.
Transformar Roraima de território federal em estado federativo implicava em reconhecer o status das terras indígenas como tais. A constituição de 88 trouxe esse aparato legislativo e jurídico, foi então reconhecido de fato o direito anterior dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais que eram praticamente as mesmas desde o início da colonização européia das Américas até os anos 80 do século XX, e isso foi matizado na Constituição. A grande maioria das ocupações não-indígenas no estado de Roraima é dos anos 70 em diante. Foram feitas conscientemente e na base da violência e opressão em cima de territórios indígenas conhecidos e reconhecidos oficialmente nos últimos 30 anos, ou seja, são na maioria constituídas numa base jurídica de má fé, e, portanto, a rigor ilegais.
De certa forma, o que os portugueses fizeram nos séculos XVI, XVII e XVIII no Brasil indígena, os colonos arrozeiros e pecuaristas centro-sulestinos, os militares e uma massa empobrecida de imigrantes nordestinos e nortistas (esses desde bem antes e com menos poder de fogo) veio fazendo desde os anos 70 até hoje em Roraima, já com uma base legal de reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. Portanto, foi até pior do que a colonização histórica. Foi mais perversa e vergonhosa.
A falta de uma identidade com a Terra é a única coisa na argumentação da referida pesquisadora que parece proceder do ponto de vista de demonstrar que o estado de Roraima possui uma população não-indígena e "não Roraimense" implantada recentemente, uma colonização recente que se encaminha para sobreocupar terras indígenas pretéritas, historicamente e juridicamente reconhecidas. Um conflito iminente já era previsível nos anos 70 quando essa política desastrosa de colonização e etnocídio dos governos militares começou a ser implantada. Gerou um monstro ideológico-administrativo, pós-democratização, anti-indígena rizi-bovino que temos hoje no governo de Roraima e em sua elite política.
No caminho entre os militares setentistas e Roraima estavam os Waimiri-Atroari. Os Waimiri-Atroari eram duas etnias diferentes que foram quase exterminadas pelos governos militares e frentes extrativistas nessa época. Sobreviveram cerca de 130 índios das duas etnias que foram ajuntados para garantir uma mínima reprodutibilidade cultural e física. A abertura em suas terras da BR 174 nos anos 70, foi a pior coisa que lhes aconteceu, e depois nos anos 80 foram coroados com a hidro-elétrica de Balbina, um fiasco energético, um Mamute Branco, que destroçou a bacia do rio Uatumã, principal rio do território tradicional dos Waimiri-Atroari. Não é gratuito, portanto, terem escolhido a partir de 88, é claro, manterem distância dos Brancos, arbitrariedades militares e das políticas de integração e geração de energia, além da história nos relatar que muitos índios pereceram por balas do fuzil Belga FAL.
NÃO ENTRAR NA TERRA INDIGENA WAIMIRI-ATROARI DEPOIS DAS 18:00 HORAS ATÉ AS 6 DA MANHÃ, PELA BR 174 É UMA REGRA GERAL APLICADA A TODOS. É UM ACORDO FORMAL COM O GOVERNO FEDERAL BRASILEIRO RESPEITADO POR AMBAS AS PARTES E NÃO UMA ARBITRARIEDADE INDÍGENA PRÓ-YANKEES. È O MÍNIMO QUE LHES SOBROU EM RESPEITO À PAZ DE ESPÍRITO MASSACRADA.
Um olhar crítico interno ao Brasil explica muito mais a natureza dos problemas que temos hoje em Roraima e na Amazônia brasileira, do que ficarmos buscando ameaças externas, tio sam e cia, e lavarmos nossas mãos enquanto cidadãos brasileiros achando que somos as mil maravilhas. A propaganda da havaiana de que só nós podemos falar mal de nós mesmos, nem sequer se aplica aqui.
O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, NÃO PORQUE A AMAZÔNIA O É, POIS ISSO É UM FATO INDISCUTÍVEL. O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, PORQUE FOMOS NÓS QUE O CRIAMOS, E, PORTANTO, PESA SOBRE NÓS A RESPONSABILIDADE DE RESOLVÊ-LO COM SOBRIEDADE E AVALIANDO SUAS CAUSAS DE MANEIRA CORRETA.
Existem ameaças externas sim à Amazônia: a Colômbia é quintal da CIA que, há quem diga, está afirmativamente trabalhando para um golpe de Estado na Bolívia; a bio-pirataria é outra bronca real, norte-americana, japonesa, francesa, alemã, etc. embora hoje existam mecanismos de controle que nos anos 80 e 90 não existiam. Missionários protestantes norte-americanos, cripto-missionários fantasiados de lingüístas antropólogos, de grupos como o SIL e Jomon estão soltos pra cima e pra baixo atuando em etnias pouco contatadas dentro do estado do Amazonas. Esses caras são reais, não são “ongueros” da CPI das ONGs, são Igrejas Evangélicas norte-americanas podres de rica que descem de hidro-avião nas TI’s, com telefonia de satélite, e nem a Funasa, nem a Funai conseguem ter as entradas que esses caras têm, na precariedade da assistência estatal, esses caras fazem a festa desautorizada pela União, mas sob a bandeira da liberdade de crenças religiosas. Mas é interessante como essas estórias não são contadas e viram lendas de cidades perdidas na floresta. Quem anda dentro dessas matas, como nós, é que sabe o que é que ta pegando de verdade, não precisamos inventar mitologias paranóicas convenientes.
Mais ameaças externas: Venezuela pode virar um pepino sul-americano gigante em cima da gente a qualquer momento (embora Chavez tenha plena consciência da importância do Mercosul e de seus vizinhos como um Buffer Zone para suas despirocações, e se os democratas assumem lá em cima, podemos ter uma descompressão do cenário). Bem, antes CHÁVEZ do que URIBE e a CIA.
Mas também existem aliados externos da Amazônia. Existe uma grande discussão global legítima sobre o meio ambiente, sobre mudanças climáticas, sobre equalização das diferenças sociais e econômicas, sobre os ecossistemas prioritários para conservação no mundo e a Amazônia e os povos amazônicos estão integrados nela. PORTANTO, NÃO ADIANTA O BRASIL DISCUTIR A AMAZÔNIA SOZINHO. DE IMEDIATO EXISTEM OUTROS 8 PAÍSES QUE DISCUTEM DIRETAMENTE CONOSCO O FUTURO DA AMAZÔNIA. A AMAZÔNIA É UMA QUESTÃO SUL-AMERICANA ANTES DE SER BRASILEIRA PORQUE OS ECOSSISTEMAS ESTÃO INTEGRADOS E NÃO SE SEPARAM POR FRONTEIRAS GEOPOLÍTICAS DAS NAÇÕES NÃO-INDÍGENAS.
Enfim, nós “indigenistas” que trabalhamos com a questão indígena no Brasil nos últimos anos, temos visto essa argumentação ideológica crescer em força e se popularizar. Inclusive em Roraima que, como dito acima, figura entre os estados mais anti-indígenas do Brasil, não sendo por acaso que 54% de suas terras sejam indígenas e gerem, aparentemente, o propagado engodo anti-desenvolvimentista. A cifra divulgada de 70% de terras indígenas em RR é mais uma manipulação Göebbeliana ninja e sacana. UMA MENTIRA REPETIDA MIL VEZES VIRA UMA VERDADE.
Não sei se esse papo explica porque RR é tão anti-indígena, mas faz um sentido arretado na minha cabeça!
Para finalizar só mais alguns dados:
1 - A Constituição federal brasileira pauta o Brasil e não a ONU. Na Constituição brasileira não se faz menção a nações indígenas. Nela expressões como Terras Indígenas; Povos Indígenas; Etnias Indígenas; Grupos Indígenas; ou Populações Indígenas são termos mais próprios, com responsabilidade jurídica e rigor antropológico.
2 - As Terras Indígenas pela Constituição federal são propriedades do Estado Brasileiro que concede o direito de usufruto dos recursos naturais, excetuando grosso modo, mineralógicos, hidro-energéticos e arqueológicos para os quais é reservada a prerrogativa do Estado no seu uso. A fiscalização, controle, permissão de entrada e saída, portanto, a administração das terras indígenas dentro do espaço nacional federativo, em interface com o território nacional e em fronteiras internacionais é responsabilidade da união e de suas partes constitutivas, como Forças Armadas, Polícia Federal, etc. Estes têm livre acesso às Terras Indígenas desde que pautados em demandas oficiais do Estado Brasileiro, legalmente sancionadas e corretamente acordadas com as demandas das populações indígenas. A rigor, as Terras Indígenas são espaços diretamente controlados pelo Estado Brasileiro, que tem pleno poder de trânsito nelas por constituir sua propriedade inalienável, incluindo aí a ação dos militares no Estado Democrático de Direito. Portanto, são áreas de "segurança nacional" das mais protegidas, e os indígenas funcionam aí como os principais "funcionários" do poder público, no controle e na preservação desses espaços. O que vêm fazendo historicamente.
Portanto, a discussão sobre o temor da soberania e independência das terras indígenas é infundada e alarmista, além disso, é intencionalmente manipulada e manipuladora. Pior que isso é a discussão de que as decisões indígenas são manipuladas por ongs estrangeiras em prol das prerrogativas de Estado Norte-americanas, sempre. Coitados dos abastados Noruegueses (cujos únicos problemas são os suicídios de seus jovens e as únicas ambições são dar sentido às suas vidas) que, dentre os gringos, são dos que mais financiam projetos indígenas.
3 - Afirmar pelo retrocesso ou redimensionamento das terras indígenas como hoje estão homologadas, ou em processo de demarcação e homologação, significa expressamente torná-las disponíveis à apropriação privada, entre outras modalidades. Ora, se a propriedade é privada ela passa a ser controlada por um cidadão com plenos poderes de negociar aquela posse com qualquer instância, inclusive com grandes conglomerados agro-exportadores transnacionais, o que já vem acontecendo em grande parte do Mato Grosso, Pará, Goiás, Ceará e em outros estados brasileiros. Se não pelo agro-negócio pela indústria internacional do turismo, é o caso dos espanhóis no litoral do Ceará, que ouviram do governo estadual que na Terra Indígena Demarcada Tremembé de Almofala não havia índios, só uns pescadores safados manipulados por uma ong para se fingirem de índios. Gerou uma das frases clássicas do anti-indigenismo: "E no Ceará tem índio?" qualquer semelhança com Roraima não é mera coincidência.
A lógica foi invertida, da propriedade privada para a propriedade do Estado. É essa Inversão lógica que tenta se afirmar pelo discurso da pesquisadora ou de suas fontes, que são meras reprodutoras (in?)conscientes de uma manipulação Göebbeliana da era informacional: a de que são as terras indígenas e não os latifúndios do agronegócio uma ameaça à soberania nacional.
Há também uma oposição que se camufla, se traveste: de um lado os Índios da Raposa que são acusados de serem influenciados por ongs estrangeiras pró-estados-unidenses, como a TNC ou TNT, sei lá, atrás do Nióbio (Ni 41) dentro das terras da União. A Raposa é do Estado Brasileiro, as terras são inalienáveis, ninguém pode mexer no nióbio salvo a União, e o usufruto dos índios de maneira nenhuma impede fiscalização do Estado Brasileiro pela PF ou pelas Forças Armadas, a mesma se não ocorre adequadamente não é por conta dos Índios, é porque o dono do quintal não limpa seu terreiro como deveria. Quem afirma o contrário desconhece profundamente a realidade das Terras Indígenas e a Constituição Federal Brasileira; de outro lado estão os Arrozeiros, que são sim invasores históricos, e legitimados pelo governo do estado de Roraima, mas são veiculados na mídia como produtores responsáveis pelo desenvolvimento nacional, pais de família, produtores de alimentos para as populações de Manaus e Boa Vista. A questão não é a função desempenhada por esses setores, mas a que custo, e com qual legitimidade ocuparam aquelas terras, e pior: através de quais processos. Pois são sim perpetradores de porte ilegal de armas, formação de quadrilha, pistolagem, homicídio doloso premeditado, ameaça à vida, roubo de terras federais, incitação ao ódio e ao crime racial e etnocídio. Tudo isso para se plantar arroz ? Isso não é só em Roraima, essa receita diabólica é lugar comum em todas as partes do Brasil onde se está tendo conflito por Terras Indígenas. Quem trabalha com índio está acostumado a lidar com isso sem o filtro dos telejornais.
É fato histórico repetido na América Latina como um todo desde o século XVI o que se tem feito de espoliação das terras indígenas e dos direitos anteriores dessas gentes. O que se tem passado em Roraima nos últimos 30 anos é explicitamente uma tentativa de limpeza étnica balcânica, limpar os territórios dessas gentes, como erva daninha e produzir para o agronegócio, rachar o solo, detoná-lo para produzir arroz, depois soja depois gado, depois o quê??? Francamente, existem muitas outras alternativas de geração de recursos alimentares que não estão pautadas necessariamente em violação dos direitos humanos e na usurpação das terras da União Federativa Brasileira, para não dizer em assassinato em massa. Deslocar esses povos de seus territórios tradicionais e forçá-los a serem sub-empregados de latifundiários centro-sulestinos, seus piores inimigos, é decretar o fim dessa gente, é caminhar para o etnocídio de Estado em larga escala em Roraima. PREFIRO PASSAR SEM COMER ARROZ!
Na verdade, se fôssemos uma população politicamente amadurecida, em termos de valores éticos, já teríamos feito boicote ao consumo de arroz “alma sebosa” de Roraima.
Minha gente (sem paráfrase Collorida): O CAPITAL DO AGROBUSINESS NÃO TEM FRONTEIRA, OS POVOS E AS TERRAS INDÍGENAS TÊM E SÃO BRASILEIRAS!!!
No caminho objetivado pelo Inpa para a consolidação de um Grupo de Assuntos Estratégicos ou Núcleo de Altos Estudos seria interessante se ter clareza para afirmar que ciência e política estão juntas na discussão de assuntos estratégicos e na contribuição efetiva nos debates relevantes que estão em curso como a Raposa Serra do Sol e a situação dos Povos Indígenas Amazônicos e suas Terras como um todo.
Achar que ciência está em isolamento axiológico é ingenuidade para não dizer que é intencionalmente pensado para escamotear posições políticas não declaráveis implícitas nos objetivos e justificativas de pesquisa. A questão indígena não é política, é antes de tudo ética, e se queremos continuar fazendo pesquisa na Amazônia de maneira ética, temos de nos posicionar no debate sobre as terras indígenas e seus povos de maneira correta e sem ambigüidade, até, pois, muitos dos colegas da casa trabalham em terras indígenas e têm algum tipo de conhecimento de causa. SER INDIGENISTA NÃO É SER POLÍTICO, É SER ÉTICO!!! Portanto, é possível ser científico na temática indígena desde que se seja ético.
Leiam a Constituição, leiam o voto do Ministro Ayres de Britto, conheçam a realidade das lutas indígenas nesse país e parem de se informar pelo Carlos Chagas ou pelo Boris Casoy. Analistas de conjuntura nunca foram fontes confiáveis historicamente.
E principalmente: biólogos, cientistas ambientais e da terra, que andam pela Amazônia enriqueçam epistemologicamente suas almas com a antropologia, a história, a sociologia, a arqueologia, a geografia e a economia antes de falarem em meio ambiente, povos amazônicos, em conspirações internacionais e em babilônias correlatas.
Raoni Valle - Pesquisador bolsista
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais - NPCHS
Pesquisador colaborador -
Projeto Amazônia Central - PAC - MAE/USP
* * *
Date: Wed, 24 Sep 2008 14:38:45 -0300
From: fabibrogli@yahoo.com.br
Subject: NOSSA próxima guerra _ repassem!
To: fabibrogli@yahoo.com.br
A PRÓXIMA GUERRA
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.
Um grande abraço a todos.
Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP - USP
Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.
Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail.
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
ou
POR QUE RORAIMA É TÃO ANTI-INDÍGENA?
ou ainda
MITOLOGIAS GÖEBBELIANAS
“Um olhar crítico interno ao Brasil explica muito mais a natureza dos problemas que temos hoje em Roraima e na Amazônia brasileira, do que ficarmos buscando ameaças externas, tio sam & cia, e lavarmos nossas mãos enquanto cidadãos brasileiros mil maravilhas. A propaganda da havaiana de que só nós podemos falar mal de nós mesmos, nem sequer se aplica aqui.”
Vivo e trabalho aqui na Amazônia faz mais de 3 anos como arqueólogo do Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais (NPCHS) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no AM e em RR. Desenvolvo dois projetos com povos indígenas, em articulações com ong’s e com as universidades federais e estadual além dos próprios governos estadual e federal. Inclusive já estive na Raposa Serra do Sol e fui muito bem recebido pelas lideranças e população Makuxi e Wapixana, apesar das ações de milicianos de fazendeiros promovendo incêndios criminosos que cercaram nossa comitiva e nos deixaram presos numa ponte por horas em 2005 na saída da TI.
Acredito que esta pesquisadora, suposta autora ou redatora/relatora do texto “Próxima Guerra”, está completamente equivocada e está reproduzindo um discurso propositalmente construído pela grande mídia do sudeste, setores do Congresso, Senado e Palácio do Planalto apoiados e representando oligarquias agropecuárias de Roraima, do Mato Grosso, Rondônia, Pará, Goiás, SP, etc. Além de setores das próprias forças armadas interessadas na fragmentação das terras indígenas amazônicas, inclusive fora das áreas de fronteira. Um discurso perigoso, mal informado e mal informador que já faz tempo circula de email em email pela internet fazendo a cabeça da molecada.
A função estratégico-política desse discurso é essa mesma: formar uma opinião pública anti-indígena no Brasil como tem feito “excelentissimamente” em Roraima, o estado mais anti-indígena do Brasil, provavelmente. Assista o jornal da band com Boris Casoy, os comentários de Carlos Chagas e do âncora Nascimento no jornal do SBT, todos eles seguem a mesma linha de discurso, já conhecido por nós indigenistas, Joelmir Betting (acho que não é mais globo) e William Wack do jornal da globo não ficam atrás. Quando se encontra uma uniformidade geral nas posições noticiadas em telejornais de emissoras concorrentes pode coçar a barba.
Conheço razoavelmente Roraima, estive por duas vezes em pesquisas arqueológicas dentro de terras indígenas lá. E há muito tempo escuto o discurso paranóico norte-americanista espalhado por toda a Amazônia, pois inclusive eu fui partidário dele, antes de conhecer parcialmente a realidade complexa da Amazônia brasileira (e, como veremos, ele não é tão paranóico assim, pois existem elementos concretos para sua manifestação, mas têm que ser tratados com ponderação). E posso assegurar à minha consciência que o menor dos problemas da Amazônia brasileira é os Estados Unidos da América.
A falta de políticas públicas, sócio-ambientalmente, justas e sustentáveis, corretamente e democraticamente definidas, no âmbito das diretrizes dos governos é o pior problema da Amazônia hoje. As Terras Indígenas contínuas são as áreas melhor conservadas, mais do que unidades de conservação como Parques Nacionais (sonho dos Biólogos) e reservas extrativistas. As terras indígenas contínuas são os maiores exemplos da ineficácia das políticas públicas na floresta tropical brasileira, pois mostram que por sua autonomia na utilização dos recursos naturais, não pautadas, em sua maioria, pela lógica do mercado, se converteram em refúgios conservacionistas, e contrastam com estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia que se converteram em anti-exemplos da conservação, possuem as oligarquias do agrobusiness mais influentes em Brasília, junto aos setores mais retrógrados e perigosos, do desenvolvimento de qualquer jeito, dentro do Congresso, Senado e Palácio do Planalto, inclusive em direta articulação com o agrobusiness roraimense. Atropelar uma das constituições mais libertárias do mundo democrático é só uma questão retórica para esse pessoal.
A opinião desta senhora mostra um desconhecimento total da legislação indigenista brasileira, da constituição de 88, da História político-ambiental de Roraima e da Amazônia brasileira. Junta um monte de pseudo-fatos, generalizações e pseudo-argumentações como a classificação da ONU sobre nação aplicada à questão indígena no Brasil. E mostra também que (infelizmente) a estratégia de massificação de uma opinião pública anti-indígena no Brasil está dando certo. Inclusive entre pessoas estudadas e “bem informadas” como a classe dos pesquisadores. Mas que também são “ideologisáveis” porque são gente! E, além disso, têm partições políticas, muitas vezes, não declaradas, mas, normalmente do lado de onde deriva o financiamento. Bem, há pesquisadores e Pesquisadores.
Por que Roraima é tão anti-indígena?
RR era território federal até 89 e foi garantido historicamente ao Brasil pela presença massiva de povos indígenas que escolheram negociar com os Portugueses e lutar ao lado desses contra seguidas tentativas de invasão estrangeira, desde o século XVII. A região foi assolada primeiramente pelas frentes holandesas da Companhia das Índias Ocidentais até meados do século XVIII e depois pelos ingleses, até final do século XIX. Um dos fatores para a desistência da Inglaterra foi a questão lingüística que, entre muitas etnias, é política e territorial ao mesmo tempo, pois a segunda língua politicamente e historicamente optada e falada pelos indígenas de RR foi e é o português. Embora falem tranquilamente em Ingarikó, Wapixana, Yanomami ou Makuxi com seus parentes indígenas da Venezuela e da Guiana, falantes em segunda língua de espanhol e inglês respectivamente (sim se fala inglês na Guiana, não porque os índios são vendidos aos norte-americanos, mas porque a colonização histórica foi britânica e a população é uma mistureba de indianos, jamaicanos e indígenas sul-americanos e não se iludam a CIA na América do Sul fala castelhano).
O Povo de Roraima até meados da década de 70 era composto, basicamente, por: Maciçamente indígenas de diversas etnias, efetivos militares e alguns grupos de garimpeiros ilegais em terras indígenas, bem como, algumas frentes extrativistas, como o caucho, a seringa, exploração de madeira, mais na parte sul de Roraima por onde entraram paraenses, amazonenses, maranhenses, cearenses, pernambucanos, etc. Os "Pobres" basicamente, que com o tempo alguns poucos foram se enriquecendo com a pecuária entre outras formas. Esta era Roraima que sempre conservou sua natureza territorial estratégica nas mãos dos indígenas que historicamente e politicamente se aliaram aos portugueses e depois ao Estado brasileiro.
Havia uma minoria de colonos Gaúchos, Goianos, Paranaenses, do centro-sul de maneira geral, que desde fins dos anos 70 foram sendo implantados por subsídios dos governos militares, para aos poucos irem “desindiando” o território e “civilizando", "desenvolvendo" aquela porção. Comungavam uma visão racista que só os colonos de descendência européia recente, alemães ou italianos é que tinham capacidade de criar uma nação, e assim vieram a compor uma elite fundiária desenvolvimentista, dentro da ideologia integracionista e desenvolvimentista desastrosa dos anos 70 militarizados. O problema do Quartieiro em Pacaraima e de outros arrozeiros latifundiários "Gaúchos" começa por essa época, e o acirramento dos problemas das etnias indígenas também, que contabilizam hoje 3 décadas de guerra de baixa intensidade e de conflitos armados com milícias implantadas nas fazendas atuando fora delas, os jagunços de Roraima, de maneira ininterrupta.
Transformar Roraima de território federal em estado federativo implicava em reconhecer o status das terras indígenas como tais. A constituição de 88 trouxe esse aparato legislativo e jurídico, foi então reconhecido de fato o direito anterior dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais que eram praticamente as mesmas desde o início da colonização européia das Américas até os anos 80 do século XX, e isso foi matizado na Constituição. A grande maioria das ocupações não-indígenas no estado de Roraima é dos anos 70 em diante. Foram feitas conscientemente e na base da violência e opressão em cima de territórios indígenas conhecidos e reconhecidos oficialmente nos últimos 30 anos, ou seja, são na maioria constituídas numa base jurídica de má fé, e, portanto, a rigor ilegais.
De certa forma, o que os portugueses fizeram nos séculos XVI, XVII e XVIII no Brasil indígena, os colonos arrozeiros e pecuaristas centro-sulestinos, os militares e uma massa empobrecida de imigrantes nordestinos e nortistas (esses desde bem antes e com menos poder de fogo) veio fazendo desde os anos 70 até hoje em Roraima, já com uma base legal de reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. Portanto, foi até pior do que a colonização histórica. Foi mais perversa e vergonhosa.
A falta de uma identidade com a Terra é a única coisa na argumentação da referida pesquisadora que parece proceder do ponto de vista de demonstrar que o estado de Roraima possui uma população não-indígena e "não Roraimense" implantada recentemente, uma colonização recente que se encaminha para sobreocupar terras indígenas pretéritas, historicamente e juridicamente reconhecidas. Um conflito iminente já era previsível nos anos 70 quando essa política desastrosa de colonização e etnocídio dos governos militares começou a ser implantada. Gerou um monstro ideológico-administrativo, pós-democratização, anti-indígena rizi-bovino que temos hoje no governo de Roraima e em sua elite política.
No caminho entre os militares setentistas e Roraima estavam os Waimiri-Atroari. Os Waimiri-Atroari eram duas etnias diferentes que foram quase exterminadas pelos governos militares e frentes extrativistas nessa época. Sobreviveram cerca de 130 índios das duas etnias que foram ajuntados para garantir uma mínima reprodutibilidade cultural e física. A abertura em suas terras da BR 174 nos anos 70, foi a pior coisa que lhes aconteceu, e depois nos anos 80 foram coroados com a hidro-elétrica de Balbina, um fiasco energético, um Mamute Branco, que destroçou a bacia do rio Uatumã, principal rio do território tradicional dos Waimiri-Atroari. Não é gratuito, portanto, terem escolhido a partir de 88, é claro, manterem distância dos Brancos, arbitrariedades militares e das políticas de integração e geração de energia, além da história nos relatar que muitos índios pereceram por balas do fuzil Belga FAL.
NÃO ENTRAR NA TERRA INDIGENA WAIMIRI-ATROARI DEPOIS DAS 18:00 HORAS ATÉ AS 6 DA MANHÃ, PELA BR 174 É UMA REGRA GERAL APLICADA A TODOS. É UM ACORDO FORMAL COM O GOVERNO FEDERAL BRASILEIRO RESPEITADO POR AMBAS AS PARTES E NÃO UMA ARBITRARIEDADE INDÍGENA PRÓ-YANKEES. È O MÍNIMO QUE LHES SOBROU EM RESPEITO À PAZ DE ESPÍRITO MASSACRADA.
Um olhar crítico interno ao Brasil explica muito mais a natureza dos problemas que temos hoje em Roraima e na Amazônia brasileira, do que ficarmos buscando ameaças externas, tio sam e cia, e lavarmos nossas mãos enquanto cidadãos brasileiros achando que somos as mil maravilhas. A propaganda da havaiana de que só nós podemos falar mal de nós mesmos, nem sequer se aplica aqui.
O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, NÃO PORQUE A AMAZÔNIA O É, POIS ISSO É UM FATO INDISCUTÍVEL. O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, PORQUE FOMOS NÓS QUE O CRIAMOS, E, PORTANTO, PESA SOBRE NÓS A RESPONSABILIDADE DE RESOLVÊ-LO COM SOBRIEDADE E AVALIANDO SUAS CAUSAS DE MANEIRA CORRETA.
Existem ameaças externas sim à Amazônia: a Colômbia é quintal da CIA que, há quem diga, está afirmativamente trabalhando para um golpe de Estado na Bolívia; a bio-pirataria é outra bronca real, norte-americana, japonesa, francesa, alemã, etc. embora hoje existam mecanismos de controle que nos anos 80 e 90 não existiam. Missionários protestantes norte-americanos, cripto-missionários fantasiados de lingüístas antropólogos, de grupos como o SIL e Jomon estão soltos pra cima e pra baixo atuando em etnias pouco contatadas dentro do estado do Amazonas. Esses caras são reais, não são “ongueros” da CPI das ONGs, são Igrejas Evangélicas norte-americanas podres de rica que descem de hidro-avião nas TI’s, com telefonia de satélite, e nem a Funasa, nem a Funai conseguem ter as entradas que esses caras têm, na precariedade da assistência estatal, esses caras fazem a festa desautorizada pela União, mas sob a bandeira da liberdade de crenças religiosas. Mas é interessante como essas estórias não são contadas e viram lendas de cidades perdidas na floresta. Quem anda dentro dessas matas, como nós, é que sabe o que é que ta pegando de verdade, não precisamos inventar mitologias paranóicas convenientes.
Mais ameaças externas: Venezuela pode virar um pepino sul-americano gigante em cima da gente a qualquer momento (embora Chavez tenha plena consciência da importância do Mercosul e de seus vizinhos como um Buffer Zone para suas despirocações, e se os democratas assumem lá em cima, podemos ter uma descompressão do cenário). Bem, antes CHÁVEZ do que URIBE e a CIA.
Mas também existem aliados externos da Amazônia. Existe uma grande discussão global legítima sobre o meio ambiente, sobre mudanças climáticas, sobre equalização das diferenças sociais e econômicas, sobre os ecossistemas prioritários para conservação no mundo e a Amazônia e os povos amazônicos estão integrados nela. PORTANTO, NÃO ADIANTA O BRASIL DISCUTIR A AMAZÔNIA SOZINHO. DE IMEDIATO EXISTEM OUTROS 8 PAÍSES QUE DISCUTEM DIRETAMENTE CONOSCO O FUTURO DA AMAZÔNIA. A AMAZÔNIA É UMA QUESTÃO SUL-AMERICANA ANTES DE SER BRASILEIRA PORQUE OS ECOSSISTEMAS ESTÃO INTEGRADOS E NÃO SE SEPARAM POR FRONTEIRAS GEOPOLÍTICAS DAS NAÇÕES NÃO-INDÍGENAS.
Enfim, nós “indigenistas” que trabalhamos com a questão indígena no Brasil nos últimos anos, temos visto essa argumentação ideológica crescer em força e se popularizar. Inclusive em Roraima que, como dito acima, figura entre os estados mais anti-indígenas do Brasil, não sendo por acaso que 54% de suas terras sejam indígenas e gerem, aparentemente, o propagado engodo anti-desenvolvimentista. A cifra divulgada de 70% de terras indígenas em RR é mais uma manipulação Göebbeliana ninja e sacana. UMA MENTIRA REPETIDA MIL VEZES VIRA UMA VERDADE.
Não sei se esse papo explica porque RR é tão anti-indígena, mas faz um sentido arretado na minha cabeça!
Para finalizar só mais alguns dados:
1 - A Constituição federal brasileira pauta o Brasil e não a ONU. Na Constituição brasileira não se faz menção a nações indígenas. Nela expressões como Terras Indígenas; Povos Indígenas; Etnias Indígenas; Grupos Indígenas; ou Populações Indígenas são termos mais próprios, com responsabilidade jurídica e rigor antropológico.
2 - As Terras Indígenas pela Constituição federal são propriedades do Estado Brasileiro que concede o direito de usufruto dos recursos naturais, excetuando grosso modo, mineralógicos, hidro-energéticos e arqueológicos para os quais é reservada a prerrogativa do Estado no seu uso. A fiscalização, controle, permissão de entrada e saída, portanto, a administração das terras indígenas dentro do espaço nacional federativo, em interface com o território nacional e em fronteiras internacionais é responsabilidade da união e de suas partes constitutivas, como Forças Armadas, Polícia Federal, etc. Estes têm livre acesso às Terras Indígenas desde que pautados em demandas oficiais do Estado Brasileiro, legalmente sancionadas e corretamente acordadas com as demandas das populações indígenas. A rigor, as Terras Indígenas são espaços diretamente controlados pelo Estado Brasileiro, que tem pleno poder de trânsito nelas por constituir sua propriedade inalienável, incluindo aí a ação dos militares no Estado Democrático de Direito. Portanto, são áreas de "segurança nacional" das mais protegidas, e os indígenas funcionam aí como os principais "funcionários" do poder público, no controle e na preservação desses espaços. O que vêm fazendo historicamente.
Portanto, a discussão sobre o temor da soberania e independência das terras indígenas é infundada e alarmista, além disso, é intencionalmente manipulada e manipuladora. Pior que isso é a discussão de que as decisões indígenas são manipuladas por ongs estrangeiras em prol das prerrogativas de Estado Norte-americanas, sempre. Coitados dos abastados Noruegueses (cujos únicos problemas são os suicídios de seus jovens e as únicas ambições são dar sentido às suas vidas) que, dentre os gringos, são dos que mais financiam projetos indígenas.
3 - Afirmar pelo retrocesso ou redimensionamento das terras indígenas como hoje estão homologadas, ou em processo de demarcação e homologação, significa expressamente torná-las disponíveis à apropriação privada, entre outras modalidades. Ora, se a propriedade é privada ela passa a ser controlada por um cidadão com plenos poderes de negociar aquela posse com qualquer instância, inclusive com grandes conglomerados agro-exportadores transnacionais, o que já vem acontecendo em grande parte do Mato Grosso, Pará, Goiás, Ceará e em outros estados brasileiros. Se não pelo agro-negócio pela indústria internacional do turismo, é o caso dos espanhóis no litoral do Ceará, que ouviram do governo estadual que na Terra Indígena Demarcada Tremembé de Almofala não havia índios, só uns pescadores safados manipulados por uma ong para se fingirem de índios. Gerou uma das frases clássicas do anti-indigenismo: "E no Ceará tem índio?" qualquer semelhança com Roraima não é mera coincidência.
A lógica foi invertida, da propriedade privada para a propriedade do Estado. É essa Inversão lógica que tenta se afirmar pelo discurso da pesquisadora ou de suas fontes, que são meras reprodutoras (in?)conscientes de uma manipulação Göebbeliana da era informacional: a de que são as terras indígenas e não os latifúndios do agronegócio uma ameaça à soberania nacional.
Há também uma oposição que se camufla, se traveste: de um lado os Índios da Raposa que são acusados de serem influenciados por ongs estrangeiras pró-estados-unidenses, como a TNC ou TNT, sei lá, atrás do Nióbio (Ni 41) dentro das terras da União. A Raposa é do Estado Brasileiro, as terras são inalienáveis, ninguém pode mexer no nióbio salvo a União, e o usufruto dos índios de maneira nenhuma impede fiscalização do Estado Brasileiro pela PF ou pelas Forças Armadas, a mesma se não ocorre adequadamente não é por conta dos Índios, é porque o dono do quintal não limpa seu terreiro como deveria. Quem afirma o contrário desconhece profundamente a realidade das Terras Indígenas e a Constituição Federal Brasileira; de outro lado estão os Arrozeiros, que são sim invasores históricos, e legitimados pelo governo do estado de Roraima, mas são veiculados na mídia como produtores responsáveis pelo desenvolvimento nacional, pais de família, produtores de alimentos para as populações de Manaus e Boa Vista. A questão não é a função desempenhada por esses setores, mas a que custo, e com qual legitimidade ocuparam aquelas terras, e pior: através de quais processos. Pois são sim perpetradores de porte ilegal de armas, formação de quadrilha, pistolagem, homicídio doloso premeditado, ameaça à vida, roubo de terras federais, incitação ao ódio e ao crime racial e etnocídio. Tudo isso para se plantar arroz ? Isso não é só em Roraima, essa receita diabólica é lugar comum em todas as partes do Brasil onde se está tendo conflito por Terras Indígenas. Quem trabalha com índio está acostumado a lidar com isso sem o filtro dos telejornais.
É fato histórico repetido na América Latina como um todo desde o século XVI o que se tem feito de espoliação das terras indígenas e dos direitos anteriores dessas gentes. O que se tem passado em Roraima nos últimos 30 anos é explicitamente uma tentativa de limpeza étnica balcânica, limpar os territórios dessas gentes, como erva daninha e produzir para o agronegócio, rachar o solo, detoná-lo para produzir arroz, depois soja depois gado, depois o quê??? Francamente, existem muitas outras alternativas de geração de recursos alimentares que não estão pautadas necessariamente em violação dos direitos humanos e na usurpação das terras da União Federativa Brasileira, para não dizer em assassinato em massa. Deslocar esses povos de seus territórios tradicionais e forçá-los a serem sub-empregados de latifundiários centro-sulestinos, seus piores inimigos, é decretar o fim dessa gente, é caminhar para o etnocídio de Estado em larga escala em Roraima. PREFIRO PASSAR SEM COMER ARROZ!
Na verdade, se fôssemos uma população politicamente amadurecida, em termos de valores éticos, já teríamos feito boicote ao consumo de arroz “alma sebosa” de Roraima.
Minha gente (sem paráfrase Collorida): O CAPITAL DO AGROBUSINESS NÃO TEM FRONTEIRA, OS POVOS E AS TERRAS INDÍGENAS TÊM E SÃO BRASILEIRAS!!!
No caminho objetivado pelo Inpa para a consolidação de um Grupo de Assuntos Estratégicos ou Núcleo de Altos Estudos seria interessante se ter clareza para afirmar que ciência e política estão juntas na discussão de assuntos estratégicos e na contribuição efetiva nos debates relevantes que estão em curso como a Raposa Serra do Sol e a situação dos Povos Indígenas Amazônicos e suas Terras como um todo.
Achar que ciência está em isolamento axiológico é ingenuidade para não dizer que é intencionalmente pensado para escamotear posições políticas não declaráveis implícitas nos objetivos e justificativas de pesquisa. A questão indígena não é política, é antes de tudo ética, e se queremos continuar fazendo pesquisa na Amazônia de maneira ética, temos de nos posicionar no debate sobre as terras indígenas e seus povos de maneira correta e sem ambigüidade, até, pois, muitos dos colegas da casa trabalham em terras indígenas e têm algum tipo de conhecimento de causa. SER INDIGENISTA NÃO É SER POLÍTICO, É SER ÉTICO!!! Portanto, é possível ser científico na temática indígena desde que se seja ético.
Leiam a Constituição, leiam o voto do Ministro Ayres de Britto, conheçam a realidade das lutas indígenas nesse país e parem de se informar pelo Carlos Chagas ou pelo Boris Casoy. Analistas de conjuntura nunca foram fontes confiáveis historicamente.
E principalmente: biólogos, cientistas ambientais e da terra, que andam pela Amazônia enriqueçam epistemologicamente suas almas com a antropologia, a história, a sociologia, a arqueologia, a geografia e a economia antes de falarem em meio ambiente, povos amazônicos, em conspirações internacionais e em babilônias correlatas.
Raoni Valle - Pesquisador bolsista
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais - NPCHS
Pesquisador colaborador -
Projeto Amazônia Central - PAC - MAE/USP
* * *
Date: Wed, 24 Sep 2008 14:38:45 -0300
From: fabibrogli@yahoo.com.br
Subject: NOSSA próxima guerra _ repassem!
To: fabibrogli@yahoo.com.br
A PRÓXIMA GUERRA
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.
Um grande abraço a todos.
Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP - USP
Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.
Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail.
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
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