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setembro 06, 2010

Projeto político das elites, tucanas e não tucanas, entram em colapso: "Não se engana todo mundo o tempo todo".

domingo, 5 de setembro de 2010

Os olhos da cara (a cegueira das elites tucanas ou não)

Tentando entender as razões do colapso generalizado do neoliberalismo no ocidente, (como capitalismo financeirizado) já nos estertores desde a Grande Recessão de 2008, até o presente colapso político do projeto do PSDB no Brasil, como atesta a queda vertical do candidato Serra (ou será a subida vertiginosa de Dilma que já alcança 51% das intenções de voto?), cujo índice de rejeição (30%) agora empata com o de intenções de voto (30%), me ocorreu um conceito formulado por Frederic Jameson (quem diria, o ideólogo do pós-modernismo como lógica cultural do capitalismo tardio!) que afirma: “Há sempre cegueira no centro” (1). 

E centro, para ele, são os EUA, mais especificamente, Washington e Nova York, isto é, o centro do poder da potência hegemônica para onde converge a elite norte-americana, cuja necessidade de poder e controle absoluto tornou-se uma espécie de psicose que, como qualquer psicólogo-junior pode explicar, tende a aumentar o ponto cego do olho. 

Ou seja, devido à cegueira que lhes oblitera qualquer antecipação/visão da realidade – uma vez que preferem confiar na manipulação e controle da população através da mídia hegemônica – as mudanças só chegam a tais elites já como fatos consumados. 

Se serviu com precisão à elite texano-fundamentalista-pós-Bush, os desastres da campanha Serra comprovam que o conceito de “cegueira no centro” se ajusta perfeitamente às elites tucano-subalternas. Sem contar que, lembrando Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil), a elite brasileira sempre acalentou “um verdadeiro horror à realidade”.


Em artigo (Valor Econômico, 25/8) com o sugestivo título “Requiescat in Pace”, o especialista em geopolítica José Luís Fiori sepulta a “terceira via” neoliberal que teve em FHC um dos seus ideólogos. Segundo ele, as idéias e os partidos socialistas e social-democratas deram uma contribuição decisiva à história do século XX, em particular com a criação do "estado do bem-estar social" depois da II Guerra Mundial. Mas, na década de 80, a social-democracia perdeu fôlego político e identidade ideológica, engolfada pela "restauração" liberal conservadora de Margareth Thatcher e Ronald Reagan. Fiori considera que “na América Latina, as novas políticas neoliberais surgiram associadas à renegociação da dívida externa do continente, como se fossem apenas um problema de política econômica.” 

Aqui, é importante ressaltar que, nos anos 80, a América Latina passava por um ciclo de espiral hiperinflacionária, crise resultante de dois fatores enraizados nas instituições financeiras de Washington. O primeiro foi a imposição de transferir para as novas democracias as dívidas ilegítimas contraídas na ditadura, o segundo foi a decisão de elevar a taxa de juros – tomada por Paul Volcker, presidente do Banco Central norte-americano – que elevou as dívidas externas a patamares estratosféricos. Nascia assim a espiral do endividamento, e em 1989, o “Consenso de Washington”, cujas políticas impuseram aos países as privatizações, a desregulamentação/liberação do comércio e os cortes drásticos dos gastos públicos como condição dos empréstimos contraídos junto ao FMI. 

Ou seja, a guerra econômica substituiu com vantagens as ditaduras sangrentas. Por conta da “terceira via”, vinha a nota “modernizante”, uma vez que “não havia alternativa” a não ser curvar-se às políticas de “livre mercado”. E os países se submetiam ao FMI mediante uma combinação de falsas pretensões e clara extorsão: quer salvar seu país? Venda-o. Os ajustes fiscais “para cima” - para beneficiar unicamente aos ricos e remunerar o capital - eram impostos por Washington e executados pelas elites locais, caracterizando um segundo saque pós-colonial.

Fiori assinala que, “em 90, só no Chile e no Brasil a proposta da "terceira via" teve uma repercussão importante. No caso do Brasil, com a formação do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) e a participação ativa do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) na formulação das idéias e reuniões do movimento, ao lado de Tony Blair e Bill Clinton. Mas a "terceira via" teve vida curta, talvez por causa da superficialidade e artificialidade das suas idéias, talvez porque seus líderes mais importantes acabaram sendo derrotados nas urnas ou passaram para a história como grandes fracassos ou blefes político-ideológicos. Como no caso do ex-primeiro-ministro Tony Blair, afastado da liderança trabalhista em 2007 e transformado no inimigo número um da opinião pública inglesa, sob acusação de ter mentido para justificar a entrada do país na Guerra do Iraque, além de acobertado a tortura por parte de suas tropas. Tony Blair foi substituído por Gordon Brown, outro ideólogo da "terceira via", que acabou sofrendo uma das derrotas eleitorais mais arrasadoras da história do trabalhismo inglês. Bill Clinton também não conseguiu fazer seu sucessor e passou para a história como símbolo do expansionismo imperial americano da década de 1990, a despeito da retórica globalista e democrática.”

“Mas esse factóide anglo-americano só será enterrado definitivamente em 2010, na América Latina. Primeiro, no Chile, depois da derrota eleitoral da "Concertación" de Ricardo Lagos, e depois, no Brasil, com a provável derrota do partido social-democrata de Fernando Henrique Cardoso nas eleições presidenciais deste ano. Nos dois casos, o que mais chama a atenção não é a derrota em si mesma, é a anorexia ideológica dos dois últimos herdeiros da "terceira via". Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, se trata do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata. Que repouse em paz !”

Mas necrológios do PSDB é que não faltam ultimamente. Para o crítico da USP, Vladimir Safatle, “o caráter errático da campanha Serra não é apenas um traço de seu caráter ou um problema de cálculo de marketing. Trata-se da dissolução ideológica de uma sigla (PSDB) que só teria uma chance se tivesse ensaiado algo que o PS francês tenta hoje: reorientação programática a partir de um discurso mais voltado à esquerda e (algo que nunca um tucano terá coragem de fazer) autocrítica em relação aos erros do passado.” De resto, para a grande maioria, o fracasso do PSDB se deve ao elitismo, ao descolamento da realidade social e regional. Por não ter percebido, gostando ou não, que os governos Lula mudaram o Brasil.

O fato é que os níveis baixíssimos de credibilidade da grande imprensa apontam para um desgaste irremediável: porque “não se engana todo mundo o tempo todo”. Com o perdão do trocadilho, a cegueira das elites, tucanas ou não (as tucanas apenas serviram de exemplo), que um dia tiveram em FHC seu ideólogo-mor, literalmente lhes custou os olhos da cara!

(1)In A Cultura do Dinheiro, pg. 48. Petrópolis, Vozes, 2001

*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 - Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II - Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell's Angel - foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell's Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.

* Agradeço ao meu sempre combativo amigo Luiz Cláudio Cunha pelo envio do texto.

Fonte: Quem tem medo de Lula?

agosto 25, 2010

Sônia Montenegro relata o que rolou no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas

1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas - O "Quem tem medo do Lula?" esteve lá

 
 
 
 
 
Por Sônia Montenegro (*)

Tive a honra de representar o QTML? neste evento, que aconteceu em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de agosto, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Na noite de sexta-feira, aconteceu um show de MPB, comandado pelo jornalista e blogueiro Luiz Nassif. Já para dar um indício do que seria esse encontro de altíssimo astral, Renato Rovai, da Revista Forum e blog do Rovai dá em 1ª mão o resultado da última pesquisa Datafolha, que seria publicada no jornal do dia seguinte: Dilma se distancia em 17 pontos de Serra, com 47% das intenções de votos, contra 30% de José Serra.

A programação do sábado começou com um debate sobre 'O papel e os desafios
da internet', tendo como moderadores os jornalistas Rodrigo Vianna e Leandro Fortes, e debatedores Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Débora da Silva, uma das criadoras do Movimento Mães de Maio, que perderam seus filhos nas ações truculentas da polícia de SP contra jovens trabalhadores sem qualquer ligação com os ataques do PCC ocorridos em maio de 2006.

No período da tarde, foi abordado o tema sobre questões jurídicas, como a forma de blogueiros se precaverem de ações judiciais, como vem acontecendo com vários deles, e uma proposta importante foi aclamada pelos presentes: cada texto interpelado judicialmente deverá ser repetido pelo maior número de blogs possível, numa demonstração explícita de solidariedade e união. Brizola Neto lembrou que o avô alertava para a necessidade de libertar a imprensa da censura do poder econômico.

A palestra seguinte abordou o tema 'Como financiar a blogosfera', uma das questões mais polêmicas do Encontro. Não se pode negar a necessidade de sobrevivência de blogueiros, que se dedicam a uma causa na qual acreditam, movidos apenas por idealismo, numa tarefa extenuante, na qual pagam para trabalhar, e o contraponto de Enio, do blog PTrem das Treze, que lembrou que quando a esquerda começa a contar dinheiro, vira direita.

O último painel do dia foi sobre as novas ferramentas na internet, para possibilitar a constante atualização tecnológica de blogueiros, e a sugestão da criação de um grande Portal ligando todos os blogs de linha progressista, que serviria como uma alternativa aos grandes portais da mídia "oficial".
 
No encerramento de sábado foi concedido, por aclamação, 2 troféus: "O Corvo do Ano", à D. Judith Brito, presidente da ANJ - Associação Nacional de jornais (patronal) e também diretora-superintendente da empresa que edita a Folha de São Paulo, por sua declaração: "Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. É o que estamos fazendo", que comprovou o termo criado pelo Deputado Fernando Ferro, que disse que a imprensa brasileira é um partido: PIG - Partido da Imprensa Golpista.

O Cloaca News (RS) recebeu o troféu "Barão de Itararé", como o Blog do Ano e agradeceu o prêmio a José Serra, Yeda Crusius, Ali Kamel e a Rede RBS, a Globo de SC e RS, figuras constantemente atacadas em seu blog.

No domingo os participantes foram divididos em grupos para fazer propostas e sugestões para os próximos encontros e à tarde, o relator de cada um dos grupos expôs o resultado do trabalho para o plenário. Finalmente, foi elaborada a carta de princípios, onde foram defendidos os direitos de liberdade de expressão, especialmente na internet, a democratização da comunicação e a universalização da banda larga no Brasil.

*Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”.
  
 

agosto 16, 2010

Os lobos vestem Marina Silva

Os lobos que se vestem de Marina Silva


Quando Marina Silva acordar da viagem na maionese em que embarcou ao aceitar ser candidata à presidência pelo PV e perceber que este partido não tem nada de verde e, na verdade, suas tonalidades giram em torno do “marrom”… – talvez seja tarde demais para reparar os danos à sua biografia. A ex ministra de Lula, deslumbrada com a projeção nacional do nada absoluto que representa, ou seja a tal terceira via, terá a difícil e solitária tarefa de se reconstruir em outra realidade.

Honestamente: um povo que foi subjugado por uma elite escravagista durante séculos e vislumbrou uma luz no fim do túnel nos últimos 8 anos, precisa de uma de terceira via? Um cidadão que acabou de sair da miséria absoluta; outro que acabou de chegar ao mercado de consumo pela primeira vez; outro que recuperou a dignidade de estar empregado, colocar o alimento na mesa de sua família e ver os filhos frequentando a escola – vão considerar a hipótese de darem seu voto a um grupo de oportunistas pintados de verde a serviço das mesmas elites que sempre lhes negaram a cidadania?

A verdadeira terceira via é coisa de primeiro mundo, onde a miséria e a falta de oportunidades foram superadas há décadas. Aí então, couberam outras variantes, mais sofisticadas, em seus processos eleitorais. Mas no Brasil de hoje, só cabem duas variantes distintas: inclusão e cidadania ou exclusão e escravidão. E ser ecológico não é uma postura política ou partidária. É obrigação de todos: desde o gari até o presidente da república. Não precisamos de um partido político para termos consciência ecológica e buscarmos desenvolvimento sustentável.

A única via que interessa à esmagadora maioria da população brasileira é o emprego com carteira assinada, o direito à saúde e à educação. O resto é conversa pra boi dormir.

Os românticos eleitores de Marina e seu partido lembram os caras-pintadas que saíram às ruas para derrubar Collor há 18 anos. Acreditaram que, naquele momento, borrifavam perfumes florais e pintavam de rosa a política brasileira. Em 1994, ajudaram a eleger um sociólogo emplumado que se transformou, da noite para o dia, no economista salvador da Pátria ao posar para a capa da revista Veja exibindo a cédula mágica – o Real – em tom paternal. FHC prometia felicidade. Mas, durante os 8 anos de sua aventura irresponsável, tudo o que se viu foi o país ajoelhar-se diante do “Plano Real”, que na verdade foi imposto pelo FMI a todas as economias inflacionárias da América Latina. Descobriu-se que não era a moeda que faria milagres e sim a maneira como os governos a utilizariam. Com FHC – que tinha Serra como Ministro do Planejamento e que, aliás, também não é economista – resultou em recessão, desemprego, arrocho salarial, falência estrutural, moral e física de toda a nação brasileira. Já os economistas do governo Lula souberam usar a moeda corretamente, tiraram o Brasil da estagnação e o projetaram para tornar-se, ainda nesta década, a quinta economia mundial. Esta, aliás, é a verdade que a “jornaleira” Miriam Leitão foge de ver ao comentar economia, política e as diferenças entre os governos FHC e Lula.

Obviamente, como é da natureza do processo político, não há perfumes florais que escondam-lhe as impurezas. Então alguns cidadãos, privados de seus sonhos cor-de-rosa diante das alianças e apoios da candidatura Dilma, optam pela terceira via. Assim, empunhando sua indignação moral e vestindo a fantasia do “politicamente correto”, registram seu protesto contra a classe política dando seu voto justamente à candidata “verde” que é o instrumento enganoso mais escancarado dos lobos travestidos de cordeiros. Pois não passa disso o Partido Verde.

Por outro lado, a direita e sua mídia fiel sabem que sua única chance é um contra-ataque golpista. E este ataque só seria mortal no cenário de um segundo turno – quando não haveria tempo para qualquer reação. Um factoide escandaloso bem elaborado e bem repercutido pelo consórcio sincronizado da mídia pode ser a “bala de prata” que derrubaria Dilma, sem chances nem tempo hábil para sua defesa.

Um primeiro ensaio dessa tramóia foram as entrevistas dos três candidatos ao Jornal Nacional nesta semana. O jogo de cena do casal de âncoras, requentando o caso do suposto mensalão do PT de 2005, mostrou até onde estarão dispostas a ir as velhas ratazanas da direta que conspiram por baixo da mesa de William Bonner e Fátima Bernardes.

Basta lembrarmos de 1989, Color x Lula, quando o sequestro de Abílio Diniz na véspera das eleições foi atribuído a grupos armados ligados ao PT e a Globo passou o dia inteiro ao vivo especulando em torno disso até o encerramento das votações, quando desmentiu todos os boatos e Collor já estava eleito; ou de 2006, quando a imagem do suposto dinheiro do suposto dossiê “vazou” na capa da Folha de SP na véspera das eleições, levando Alckmin ao segundo turno. Duas verdades foram provadas naquele momento: a primeira foi a de que a mídia paulista tem a capacidade de manipular o eleitor mesmo contra a sua vontade. A segunda a de que Lula era tão forte e popular que mesmo assim, venceu Alckmin de forma espetacular.

Dilma é o governo Lula, mas não é Lula. Tem competência gerencial infinitamente maior que José Serra. Mas não tem a trajetória de Lula. José Serra, só tem uma coisa que, somada aos fiéis serviços do PIG, pode lhe bastar: é, há 30 anos, o garoto propaganda do boneco de si mesmo. É isso que os velhos caras pintadas, eleitores de Marina, precisam entender. Marina não é um projeto. E o projeto da extrema direita com Serra é qualquer coisa, menos vencer democraticamente.

Por tudo isso, a inocente e útil candidata “verde” e seus inocentes e úteis eleitores, podem causar a desconstrução de todos os avanços do governo Lula, subtraindo – por mero capricho – os votos que elegeriam Dilma já em 3 de outubro. Isso levaria as eleições a um segundo turno, palco de perigos imprevisíveis, vindos de uma minoria disposta a tudo para reaver o que considera seu por desígnios celestiais.

Portanto, é melhor que os “sensíveis” eleitores de Marina Silva saibam que, ao votarem nesta senhora – que não se elegerá a nada, não fará parte de nada e ainda haverá de ser cuspida pelo seu partido na próxima esquina como um caroço seco – estarão fazendo exatamente o jogo que a direita e as elites paulistas precisam para recolocarem o Brasil e seu povo na senzala dos EUA como serviçais da nobreza global.

A não ser que acredite que um eventual governo Serra dará continuidade ao que está “dando certo” e – tsk! – corrigirá o que “estiver errado”, a pergunta que o eleitor de Marina deve se fazer é a seguinte:

Voto em Marina porque não quero Dilma nem Serra? ou Voto em Marina porque Dilma já venceu? Qualquer que seja sua resposta, o fato é que estará dando seu voto a Serra. O que, convenhamos, é o oposto exato de ser ecológico.

Do Blog O que será que me dá? Do ótimo articulista Roni Chira