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maio 04, 2010

Lixo no centro histórico de Manaus

Rua Barão de São Domingos
Foto: Raimundo Neleto da Silva - Manaus-AM, 2010
Nota do blog: A fotografia acima foi feita pelo artista plástico Raimundo Neleto da Silva. Trata-se da rua Barão de São Domingos, no centro histórico da cidade de Manaus, à beira da baía do rio Negro. Sujeira igual pode ser encontrada em várias ruas adjacentes. Em 2014, seremos sub-sede da Copa do Mundo. A demolição do velho estádio de futebol, para dar lugar a uma moderna praça de esportes, está atrasada. O monotrilho, projetado por uma empresa sem intimidade com a história do patrimônio arquitetônico de Manaus, teve o processo licitatório suspenso pelo Ministério Público. Neste caso, nada a ver com o surto cívico, de última hora, com manifestações contrárias à construção da obra do novo estádio, que surpreendeu por ter sido feitra fora dos prazos estabelecidos para a devida contestação. O caso do monotrilho tem a ver com o processo licitatório. Oxalá, seja corrigido o seu traçado, reconhecidamente equivocado, e que vem recebendo críticas de respeitáveis entidades amazonenses. Se conseguirmos respeitar os prazos estabelecidos pela FIFA, resta o desafio de re-educar os hábitos de comerciantes formais e informais, reforçar a coleta de lixo e estabelecer outros procedimentos civilizatórios até o início da Copa. Caso contrário, temo que a região venha a ser isolada do roteiro turístico, como estratégia para esconder o vergonhoso estado em que se encontra o centro histórico de Manaus.
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abril 21, 2010

Por amor a Manaus

Centro Histórico de Manaus
Nota do blog: Duas notas da coluna Claro & Escuro e o artigo de Lino Chíxaro, no Diário do Amazonas, ensejam a presente nota. As duas primeiras comentam movimento liderado pela Federação do Comércio e Turismo de Manaus, através do seu presidente José Roberto Tadros. Na pauta da discussão o esforço para evitar que a construção do monotrilho afete o Centro Histórico de Manaus. José Roberto Tadros ganhou respeito de setores de opinião pública, entre outras coisas, quando à frente do SESC abriu espaço para o teatro experimental de Márcio Souza, conhecido como TESC, um dos nossos mais importantes patrimônios culturais. Na nota, esse estimado empresário amazonense reafirma a importância da obra e apela para que o monotrilho margeie o rio Negro, única maneira de evitar uma intervenção urbana desastrada, como a que está proposta no projeto da empresa contratada para o empreendimento. Já o artigo do meu estimado amigo Lino Chíxaro, repercute uma carta do presidente do Implurb, Manoel Ribeiro, que valoriza o empenho deste respeitado advogado em seus artigos na abordagem pela "mobilização da sociedade e a criação do sentimento de defesa de Manaus". Aliás, de um modo geral, nunca os colunistas do Diário do Amazonas batucaram tanto em seus teclados em defesa de Manaus. Macacos me mordam se este não for o sinal para que esse prestigiado jornal tome o mesmo caminho que o jornal A Crítica, primeira empresa jornalística a sair em defesa do Encontro das Águas, nosso principal patrimônio paisagístico, ameaçado pela construção de um terminal portuário por uma empresa subsidiária da VALE. Os colunistas do Diário estão todos comprometidos em salvar o Centro Histórico de Manaus. É o que se lê nos artigos de Felix Valois, Paulo Figueiredo, Odenildo Sena e Lino Chíxaro. O que falta para o Diário assumir publicamente a defesa do Centro Histórico de Manaus, ameaçado pelo traçado proposto para o monotrilho manauara? Estou certo de que os companheiros do movimento SOS Encontro das Águas, os remanescentes da Associação Amigos de Manaus e tantos outros estão prontos a participar da defesa coletiva do patrimônio contido no quadrilátero histórico de Manaus. Falo com a autoridade de quem participou de um esforço coletivo que agregou segmentos representativos da opinião pública na construção da Associação Amigos de Manaus, quando a cidade foi ameaçada pela construção de um camelódromo em pleno coração da cidade. Quanto ao novo traçado do monotrilho, chame-se o arquiteto João Bosco Chamma, que lidera um grupo de profissionais capaz de esclarecer porque o traçado proposto ameaça nossa história e quais as soluções para um novo traçado. É isso aí!
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