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outubro 29, 2010

Receituário tucano: praticar atos de violência e culpar o PT

PICICA: Se tem uma coisa abominável é a agressão estimulada dentro ou fora das campanhas políticas. Os tucanos não aprendem com a experiência. A sociedade manauara, por exemplo, até hoje não perdoa Art(h)ur Virgílio que permitiu o espancamento de camelôs quando era Prefeito de Manaus. Pior é simular ações de violência com a finalidade de encriminar o adversário político. O que esperar de uma campanha em que o candidato dá receitas de sedução política para as jovens mulheres brasileiras conseguirem votos dos seus pretendentes. Nada mais amoral.

Marilena Chauí alerta sobre atos de violência para culpar PT



Marilena Chauí alerta sobre atos de violência para culpar PT
Ato público realizado na USP reuniu estudantes, funcionários e professores 
para manifestar apoio à candidatura Dilma ((Foto: Alci Matos/Divulgação) 
 
São Paulo – A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25) uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff a atos de violência. Ela afirmou, diante de um público de quase 2 mil pessoas, que soube de uma possível ação violenta que seria montada para incriminar o PT durante comício do candidato José Serra (PSDB) na próxima sexta-feira (29).

Segundo Marilena, a promessa dos participantes da suposta armação seria de "tirar sangue" durante o comício. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista tivesse tempo de responder. "Dois homens diziam: 'dia 29, nós vamos acertar tudo, vamos trazer o pessoal vestidos com camisetas do PT, carregando bandeiras do PT e vão atacar pra tirar sangue, no comício do Serra", reafirmou a filósofa, em entrevista à Rede Brasil Atual. "É preciso alertar a sociedade brasileira toda, alertar São Paulo e alertar os petistas", pediu Marilena. A ação estaria em planejamento em um bar de São Paulo, no final de semana.

Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.

A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo.  "Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem pelas redes sociais", divulguem.
Ela também criticou a campanha de Serra nestas eleições. "A campanha tucana passou do deboche para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na direita quanto nas religiões."
Em entrevista ao blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, o jornalista  Tony Chastinet já alertava sobre possíveis técnicas utilizadas para associar o PT à violência.

Mais panfletos

Também nesta segunda-feira o PT registrou um Boletim de Ocorrência (BO) no 45º DP contra um grupo que distribuía material irregular contra Dilma Rousseff na Praça Luis Neri, no bairro de Perus, em São Paulo. Aproximadamente 30 pessoas foram identificadas com o uniforme "Turma do Bem"; cinco foram presos em flagrante.

Fonte: Rede Brasil Atual

outubro 04, 2010

Nem Serra, nem Marina; vitorioso foi o latifúndio midiático

Serra não teve mérito por levar disputa ao 2º turno, diz analista

Para professor da UnB, tucano foi ao segundo turno mais por erros do adversário e bombardeio contra Dilma; diretor do Diap diz que petista será eleita com certa folga 
 

São Paulo – Na visão do cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, foi ao segundo turno por erros dos adversários e não por méritos próprios. Apesar de a disputa não ter sido definida neste domingo (3), a candidata é favorita, segundo Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

"A campanha dele (Serra) foi ruim, nos debates ele não se destacou. No último debate, parecia que ele já tinha assumido a condição de derrotado", comenta Barreto. Para ele, Serra precisaria mudar a estratégia drasticamente para cogitar uma virada. Ele também se mostrou surpreso com a reação de Marina Silva (PV), principalmente pela velocidade de crescimento. "Se houvesse uma semana ou dez dias a mais de campanha, talvez tivesse superado Serra", afirmou.

"Basta que um terço (do eleitorado de Marina) migre para que Dilma se eleja" –  Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
 
O analista acrescenta que Marina foi a grande beneficiada com a queda de Dilma Rousseff (PT) nas últimas semanas. "A Dilma enfrentou um final de primeiro turno muito pesado. Ela sofreu um bombardeio de três semanas, o que a levou a uma estratégia mais defensiva", avalia.

Como os votos foram perdidos para Marina, Barreto acredita que, em tese, a maior probabilidade é de que esses votos retornem para Dilma no segundo turno. Quanto ao candidato do PSDB, terá de buscar outro perfil de eleitor. "O eleitor de Serra não é tanto dele, tem conservadores, antipetistas... Ele tem de escapar desse patamar conservador", projeta.

Já o diretor do Diap vaticina que a candidata do PT ganhará com certa margem o segundo turno. "Sinceramente, acho que ele (Serra) não tem chance", afirma Queiroz. "Marina vai ter de declarar apoio a Dilma ou neutralidade", prevê, sem apostar na proposta de plenária apresentada neste domingo (3) pela candidata do PV.

"Essa vitória é dela, não é do PV. Basta que um terço (do eleitorado de Marina) migre para que Dilma se eleja." Para o diretor do Diap, a petista perdeu a chance de ganhar no primeiro turno basicamente por perder votos no eleitorado feminino.

Fonte: Rede Brasil Atual