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outubro 24, 2010

Comunidade tradicional versus exército nacional: notícias de um conflito sobre terras

PICICA: "Disputa de terra" entre comunidades tradicionais e exército nacional, noticiada a seco, como aconteceu na edição do dia 23.10.2010, do Diário do Amazonas, faz o leitor perder a dimensão da informação. Fica-se sem saber quem invadiu o território de quem. Como nenhum instituição está acima da crítica em regimes democráticos, convidamos o leitor do PICICA a ver o vídeo abaixo, a título de restituição do contexto histórico. Com este post homenageio a briosa comunidade do Jatuarana, no dia do aniversário de 341 anos da cidade de Manaus.
RogelioCasado | 3 de novembro de 2009
Depoimento de Marisa Lima - militante do movimento SOS Encontro das Águas, comunitária do lago do Aleixo -, sobre as pressões iniciada no início dos anos 1990 pelo Exército Brasileiro contra a comunidade do Jatuarana, vizinha da comunidade do Puraquequara, ambas no beiradão do rio Amazonas, região próxima de Manaus. Objetivo: ampliar a área territorial onde se pratica a chamada "guerra na selva" para além da área doada pelo governo do estado, nos anos 1970. Marisa é integrante dos povos tradicionais que habitam esse território.

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dezembro 02, 2009

Jatuarana luta pelo direito de propriedade

Comunidade Tradicional do Jatuarana
Foto: Rogelio Casado - Jatuarana - Amazonas - Brasil, 2009

Nota do blog: Minhas fontes revelam que hoje pela manhã o jornal A Crítica acompanhará o Exército Nacional em visita à costa do Jatuarana. Esse território, às margens do majestoso rio Amazonas, desde 1997 vem sofrendo com a invasão de suas terras pela prática do treinamento de guerra na selva. O CIGS desrespeitou todas as regras do bom convívio. Um projeto pretendia transferir duzentas famílias das comunidades tradicionais que ali vivem para a região de Cuieiras, no rio Negro. Tratados como invasores, os comunitários vinham comendo o pão-que-o-diabo-amassou, até que em reunião com o general comandante fosse tudo esclarecido. O presidente da comunidade, conhecido como Radir, apresentou títulos de terra que remontam a um século atrás: 1903. Foi aí que os militares apearam do cavalo. Sutilezas à parte, foi acordado que seria realizado um cadastramento que contariam com o apoio do INCRA e do ITERAM. Na data aprazada - dia 18 de novembro - só apareceram os representantes do Exército Nacional, as outras instituições neca de pitibiriba. Estamos de olho no lance. Veja na coluna ao lado dois vídeos da Kaamirã Vídeos Produções; neles o depoimento de duas lideranças do lugar: "Guerra" na selva: SOS Beiradão e Amazônia: Comunidade Tradicional e Exército Nacional.
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