Mostrando postagens com marcador IHU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IHU. Mostrar todas as postagens

novembro 27, 2010

A regeografização do crime no Rio de Janeiro

PICICA: A Rede Globo quer convencer os incautos que o conflito urbano entre a Polícia e o Tráfico no Rio de Janeiro  é uma "Guerra entre o Bem e o Mal". O sociólogo José Claúdio Souza Alves mostra que o buraco é mais em baixo. Depois de ver as imagens do cerco policial por Carlos Latuff, leia a entrevista com este professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O José Padilha pode continuar achando que uma imagem vale mais que muitas teses sociais, mas na ausência de análise das imagens impossível ler a realidade sem as distorções midiáticas costumeiras.
Latuff | 27 de novembro de 2010
Manhã de hoje, sábado, dia 27 de novembro de 2010. Imagens do conjunto de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, cercado por gigantesco efetivo de policiais militares, civis, federais, tropas do exército, tanques e helicópteros. Seus moradores encontram-se na linha de tiro.
* * *

7/11/2010
Uma guerra pela regeografização do Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves

“O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade”. Assim descreve o sociólogo José Cláudio Souza Alves a motivação principal dos conflitos que estão se dando entre traficantes e a polícia do Rio de Janeiro. Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, o professor analisa a composição geográfica do conflito e reflete as estratégias de reorganização das facções e milícias durante esses embates. “A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime”, explica.

José Cláudio Souza Alves
é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor, na mesma área, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e membro do Iser Assessoria..

Confira a entrevista.


IHU On-Line – O que está por trás desses conflitos atuais no Rio de Janeiro?

José Cláudio Alves – O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade. Isso já vem se dando há algum tempo e culminou na situação que estamos vivendo atualmente. Há elementos presentes nesse conflito que vêm de períodos maiores da história do Rio de Janeiro, um deles é o surgimento das milícias que nada mais são do que estruturas de violência construídas a partir do aparato policial de forma mais explícita. Elas, portanto, controlarão várias favelas do RJ e serão inseridas no processo de expulsão do Comando Vermelho e pelo fortalecimento de uma outra facção chamada Terceiro Comando. Há uma terceira facção chamada Ada, que é um desdobramento do Comando Vermelho e que opera nos confrontos que vão ocorrer junto a essa primeira facção em determinadas áreas. Na verdade, o Comando Vermelho foi se transformando num segmento que está perdendo sua hegemonia sobre a organização do crime no Rio de Janeiro. Quem está avançando, ao longo do tempo, são as milícias em articulação com o Terceiro Comando.

Um elemento determinante nessa reconfiguração foi o surgimento das
UPPs a partir de uma política de ocupação de determinadas favelas, sobretudo da zona sul do RJ. Seus interesses estão voltados para a questão do capital do turismo, industrial, comercial, terceiro setor, ou seja, o capital que estará envolvido nas Olimpíadas. Então, a expulsão das favelas cariocas feita pelas UPPs ocorre em cima do segmento do Comando Vermelho. Por isso, o que está acontecendo agora é um rearranjo dessa estrutura. O ComandoVermelho está indo agora para um confronto que aterroriza a população para que um novo acordo se estabeleça em relação a áreas e espaços para que esse segmento se estabeleça e sobreviva.

IHU On-Line – Mas, então, o que está em jogo?


José Cláudio Alves – Não está em jogo a destruição da estrutura do crime, ela está se rearranjando apenas. Nesse rearranjo quem vai se sobressair são, sobretudo, as milícias, o Terceiro Comando – que vem crescendo junto e operando com as milícias – e a política de segurança do Estado calcada nas UPPs – que não alteraram a relação com o tráfico de drogas. A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime.

A realidade do RJ exige hoje uma análise muito profunda e complexa e não essa espetacularização midiática, que tem um objetivo: escorraçar um segmento do crime organizado e favorecer a constelação de outra composição hegemônica do
crime no RJ. 

Leia mais. Acesse IHU.

outubro 29, 2010

Salve, Pedro Casaldáliga!

PICICA: Tenho por Pedro Casaldáliga um profundo respeito. Sua ligação com a mais sublime das igrejas, sob a inspiração da Teologia da Libertação, inteiramente voltada para os mais pobres, e sua luta implacável contra o latifúndio tinha a admiração de todos que lutávamos contra a ditadura militar. Tenho dele, também, uma doce lembrança, ali pelos anos 1980. Participava de um debate sobre a causa indígena na Biblioteca Pública do Estado, aqui em Manaus. O auditório lotado. Só encontrei assento nas últimas filas de cadeiras. Eis que chega o bispo mais amado dos movimentos sociais da época. Alvoroço no auditório. Subitamente, ele se aproxima da minha cadeira, põe as mãos em minha longa cabeleira e pergunta docemente: "E este índio, vem de onde?" Devolvo-lhe, agora, o carinho, desejando saúde e paz.
D. Pedro Casaldáliga - Foto: Sérgio Lima
29/10/2010
Cirurgia de Pedro Casaldáliga será realizada neste sábado, 30 de outubro

Dom Pedro Casaldáliga, 83 anos, bispo emérito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, será internado novamente nesta sexta-feira, dia 29, à tarde no Hospital do Rim, de Goiânia, para passar por uma cirurgia da próstata no sábado pela manhã.




Devido ao seu frágil estado de saúde, a cirurgia foi marcada para o próximo sábado, segundo Marlene Ossami de Moura, jornalista e antropóloga leiga que está acolhendo Dom Pedro em sua casa neste período pré-operatório, em Goiânia.


Ela disse à IHU On-Line, por telefone, que o bispo encontra-se muito bem de saúde e mais fortalecido, descansando agora em sua casa, depois de retornar de um longo período de internação, desde o início de outubro.


Segundo Marlene, Dom Pedro havia passado as últimas semanas muito fragilizado devido à arritmia e ao mal de Parkinson. Porém, com o descanso e o retorno para casa, sua arritmia acalmou, e os médicos preferiram retirar os remédios do Parkinson, o que deixou Dom Pedro mais fortalecido. Porém, ele tem dificuldades para caminhar, tendo que ser sempre acompanhado.


A cirurgia, comentou Marlene, é bastante simples, não trazendo maiores preocupações. Dom Pedro será operado neste sábado pela manhã no Hospital do Rim, de Goiânia. Ele deverá ficar internado por uma semana, para recuperação.


A expectativa é que, após a recuperação, Dom Pedro volte para São Félix do Araguaia, conforme o Pe. Paulo Gabriel Blanco, que mora com o bispo no Mato Grosso.


Dom Pedro Casaldáliga é catalão, nascido em 1928. Veio para o Brasil recém-ordenado sacerdote claretiano, em 1968. Em 1971, foi nomeado bispo prelado de São Félix do Araguaia pelo Papa Paulo VI. Grande nome da teologia da libertação, Dom Pedro foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas, no ano 2000. Desde 2005, é bispo emérito de São Félix do Araguaia.


Ele também é o autor, junto com Pedro Tierra, do texto da Missa Terra Sem Males, que foi encenada na noite desta segunda-feira, na Unisinos, espetáculo de abertura do XII Simpósio Internacional IHU – A experiência missioneira: território, cultura e identidade.


(Por Moisés Sbardelotto)


Para ler mais:

FONTE: IHU

setembro 11, 2010

Pelo direito de decidir: católicas repudiam o autoritarismo da hierarquia eclesiástica

Igreja conservadora desrespeita as mulheres
Em documento lançado ontem, o grupo de mulheres Católicas pelo Direito de Decidir repudia com veemência a nota pública da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Segue o texto, recebido por e-mail:

    Católicas pelo Direito de Decidir em Defesa da Vida
    
(em resposta ao texto “Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras” sobre como votar nas eleições 2010)

 No final de agosto último, a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elaborou um texto com o propósito de orientar seus e suas fiéis sobre como votar bem nas próximas eleições.  A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, por sua vez, divulgaram nota em que afirmam acolher e recomendar a divulgação dessas orientações.

Católicas pelo Direito de Decidir, após tomar conhecimento do teor desses documentos, vem a público manifestar seu estranhamento e repúdio às afirmações falaciosas presentes no referido texto, o que de forma nenhuma condiz com o que esperamos de líderes religiosos que deveriam ser exemplo de ética e correção, especialmente ao assumir tarefa que não é própria do âmbito religioso, ou seja,  interferir nas eleições, dirigindo-se inclusive a não católicos/as.

 Como católicas, estranhamos que Igreja católica no Brasil, que há 30 anos orientou cristãos e cristãs a participarem da política sem assumir posições partidárias, venha agora a público fazer uma campanha tão declaradamente contrária à candidata do atual governo, distorcendo informações e faltando com a verdade. Se não, vejamos:

1. Não é verdade que o projeto apresentado pela Comissão Tripartite em 2005 propunha a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez. Cópia fiel do  texto do projeto começa com a seguinte frase: “O Congresso Nacional decreta:  Art. 1º – É livre a interrupção da gravidez, até a décima segunda semana de gestação, nos termos desta lei.” No texto “Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras”, portanto, há uma evidente distorção dos fatos, haja vista que existe uma regulamentação explícita no Projeto de Lei 1135/91 (e que é  detalhada nos artigos seguintes) que não permitiria a interrupção de gravidez a qualquer momento da gestação. Para mais informações, veja em: Comissão de Seguridade Social e Família – Substituto da relatora ao projeto de lei n.1135, de 1991.

 2. Não é verdade que o plano de governo do segundo e atual mandato do Presidente da República,  de setembro de 2006, reafirme o compromisso de legalizar o aborto. Reiterada e publicamente o presidente vem afirmando que o aborto é uma questão de saúde pública e deve ser discutido no Congresso Nacional.

3. Ao afirmar a suposta existência de um Imperialismo demográfico que está implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional, o texto da comissão da CNBB utiliza um argumento antigo, falso e inconsistente, sobretudo em tempos em que esse controle significaria uma estratégia obsoleta e desnecessária, pois é sabido que há tempos o Brasil é um país cuja população envelhece mais do que cresce. Além disso, o que ganharia o capitalismo em produzir menos consumidores? E o que o texto ganha, em termos pastorais, ao insinuar uma espécie de  teoria da conspiração absolutamente fantasiosa?

 4. Perguntamo-nos ainda por que os nossos eminentes Bispos silenciam princípios doutrinais católicos que legitimam o direito de uma mulher optar pelo aborto,  como o recurso à própria consciência e a escolha do mal menor? Seria por um autoritarismo misógino? Ou seria por “mero” abuso de poder?

Como católicas comprometidas com a defesa da vida e da dignidade das mulheres, repudiamos a irresponsabilidade de integrantes da hierarquia católica que vêm insistentemente a publico para condenar o aborto – reforçando o estigma e o sofrimento de milhares de pessoas -, mas silenciam em conivência com as múltiplas formas de violência que as mulheres sofrem cotidianamente no Brasil apenas por serem mulheres. Lembramos que casos como os assassinatos de Eliza Samúdio e Mércia Nakashima não são exceção, mas regra corrente em nosso país misógino e machista.

Como católicas comprometidas com a justiça social, lamentamos profundamente que a CNBB não faça notas públicas para orientar a população católica a  votar em candidatos reconhecidamente favoráveis às lutas sociais,  à erradicação da miséria e da violência e à implementação de políticas públicas no Brasil que resolvam a injusta distribuição de renda de nosso país.

A Igreja católica na qual fomos formadas foi, em tempos de ditadura militar, no Brasil a voz daqueles que não têm voz, mas hoje cala-se vergonhosamente frente aos problemas mais graves do país, insistindo apenas na condenação dos direitos humanos das mulheres e de pessoas homossexuais, bissexuais, de travestis e transexuais. É sabido, entretanto, que há inúmeros/as católicos/as que, à revelia das posições oficiais da CNBB, continuam dando sua vida em prol daqueles que sofrem discriminações de todo o tipo. Parte significativa de padres, freiras e leigos/as não expressam sua discordância da oficialidade católica, porque temem ser punidos com expulsão das pastorais e das dioceses, imposição do silêncio e até mesmo afastados do serviço sacerdotal. Para nós, no entanto, são essas as pessoas que mantém vivo o espírito do evangelho!
A oficialidade católica necessita ouvir essas vozes e trabalhar por uma igreja coerente com os valores cristãos, com menos escândalos sexuais e voltada para aqueles/as que mais sofrem. Não é tarefa da Igreja assumir posições partidárias no processo político eleitoral, muito menos atentar contra a laicidade do Estado.

Como Católicas pelo Direito de Decidir, somos favoráveis à democracia, não queremos que o Estado se deixe pressionar por interferências indevidas de setores religiosos fundamentalistas. Defendemos o respeito merecido por todo/a o cidadão/ã brasileiro/a na hora de votar.

Como Católicas pelo Direito de Decidir, queremos fazer pública uma das vozes dissonantes dos diversos movimentos católicos  que não concordam com o autoritarismo da hierarquia eclesiástica.  Manifestamos nossa imparcialidade no processo eleitoral, repudiando o uso político das religiões para alcançar votos, bem como o uso que a oficialidade católica vem fazendo da política para impor questões supostamente doutrinais.


CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR
São Paulo, 10 de setembro de 2010

Fonte: IHU

Nota do blog: A imagem acima foi postada por este blog. Ela não consta no post do IHU. 

agosto 10, 2010

A constituição da subjetividade na contemporaneidade (Peter Pál Pelbart)

Encontro Nacional de Saúde Mental
Foto: Rogelio Casado - Belo Horizonte-MG, 2006

Peter Pál Pelbart no Simpósio IHU

A constituição da subjetividade na contemporaneidade. Este será o tema abordado por Peter Pàl Pelbart durante o XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana, que ocorrerá no mês de setembro. Nascido na Hungria, Pàl Pelbart vive em São Paulo, onde atua como filósofo e ensaísta. Graduado em Filosofia pela Université Paris IV (Sorbonne), é mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

Pàl Pelbart é tradutor e estudioso da obra de Gilles Deleuze (traduziu para o português “Conversações”, “Crítica e Clínica” e parte de “Mil Platôs”) e é professor-titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O filósofo coordena ainda a Companhia Teatral Ueinzz e atua como bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Publicou, entre outros, O Tempo Não-Reconciliado (Perspectiva); A Vertigem Por um Fio (Iluminuras), Da Clausura do Fora ao Fora da Clausura: Loucura e Desrazão (Brasiliense), A Nau do Tempo-Rei (Imago).

No artigo de Pàl Pelbart intitulado “Sob o fio da ameaça, a captura de sentido”, publicado no sítio de IHU On-Line em 2006, o filósofo tratou sobre dois sequestros da época: a captura de soldados israelenses pelo Hezbollah, na fronteira com o Líbano, e o dos funcionários da TV Globo pelo PCC, em São Paulo. “No contexto biopolítico a guerra deixou de ser apenas uma invocação retórica ou metafórica para tornar-se a matriz geral de todas as relações de poder e das técnicas de dominação”, opinou.

Fonte: IHU

maio 20, 2010

Justiça concede liberdade a condenado pela morte de Dorothy Stang









Justiça concede liberdade a condenado pela morte de Dorothy Stang

A desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu liberdade provisória ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como "Taradão" e condenado a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang. Galvão foi o último réu julgado neste caso e, segundo a acusação, foi um dos mandantes do crime.

A reportagem é da Agência de Notícias G1, 19-05-2010.

O julgamento ocorreu entre 30 de abril e 1º de maio deste ano. Ao juiz, Galvão negou as acusações. A defesa do fazendeiro recorreu da decisão de condenação, em 3 de maio. Ele aguarda o julgamento do recurso em liberdade.

“A lei garante que ele aguarde o julgamento do recurso em liberdade, desde que ele não tenha criado nenhum embaraço ao bom andamento do processo e não haja risco de fuga”, diz ao G1 o advogado Jânio Siqueira, que defende Galvão. De acordo com o advogado, a decisão de liberdade ainda tem caráter liminar. A decisão definitiva deve sair em até 60 dias. No pedido de liberdade, os advogados alegaram que o fazendeiro é réu primário, possui bons antecendetes, residência fixa e ocupação lícita.

Stang foi morta a tiros em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Segundo a Promotoria, a missionária foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram reivindicadas por fazendeiros e madeireiros da região.

Galvão foi acusado de ser um dos mandantes do crime. Outros quatro acusados de envolvimento, Rayfran das Neves Sales, Clodoaldo Carlos Batista, Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura, foram julgados e condenados a penas que variam de 17 a 30 anos de reclusão.

Para ler mais: