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setembro 08, 2010

O fim do império global

O declínio do império da TV Globo

Reproduzo artigo do deputado Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:

Leio no ótimo blog do nosso amigo Cláudio Ribeiro – o Palavras Diversas - a notícia que, domingo passado, a Rede Globo teve de amargar, pela primeira vez em décadas, o segundo lugar em audiência no Rio de Janeiro. Melhor ainda, houve equilíbrio entre as três maiores emissoras. E bem melhor ainda que os números revelam que já vai longe o tempo em que a televisão ficava ligada em quase 90% dos lares.

Era fatal, mesmo, que isso viesse a acontecer. O fim do império global é como, em geral, é o fim de todo império: lento, inexorável, fruto das mudanças sociais, econômicas e tecnológicas mas, também, da perda de sua capacidade de impor seus padrões de cultura sobre a sociedade.

Mas não é de televisão que quero falar, ao ler esta notícia. É de imprensa e de liberdade de imprensa.

O privilégio de impressão dado pela nobreza e pelo clero, há cinco séculos, depois de evoluir para uma certa democratização com a pequena imprensa, que se multiplicava em pequenos jornais, no século 19 e começo do século 20, regrediu para a condição monopolista, à medida em que começaram a se formar os conglomerados de comunicação, nos últimos 50 anos.

Tendo Assis Chateaubriand como pioneiro, o poder de imprensa tornou-se tão concentrado que seus veículos se confundiam com as famílias proprietárias: os jornais eram o “da Condessa (Pereira Carneiro)”, o JB, o de Roberto Marinho (Globo), o “dos Mesquita” (Estadão) e, mais recentemente, o “do seu Frias”.

Embora se fale muito em sinergia com a televisão, isso não foi uma regra para a evolução dos jornais. A aliança entre Marinho e a ditadura fez declinar o poder do grupo de Chateaubriand na TV, que começava a se afirmar, e fechou a porta para todos os outros grupos de mídia impressa que pretendiam nele se aventurar. Quem tentou, como o JB, pagou um preço altíssimo pela ousadia de pisar no terreno do “é meu” global, porque televisão envolve custos altíssimos e inviáveis para empresários que têm mais pompa que recursos.

O advento da internet pareceu ser a área onde isso ia se materializar. À exceção do JB, já combalido, eles e as empresas de telefonia ensaiaram um controle oligopolista do novo meio. Para existir na intenet, era preciso estar “pendurado” num dos grandes portais. Estes, por sua vez, terceirizavam o custo da produção de conteúdo.

Blogueiros que viveram estes tempos podem contar muito melhor do que eu esta história.

Eu quero falar é justamente deles. Ontem à noite fiquei pensando: será que não vai aparecer, como aconteceu com o bloqueio dos grandes jornais a Getúlio Vargas, o Samuel Wainer da internet, alguém que abra um espaço de comunicação com uma ótica popular e progressista?

Quase de imediato, vi que não é isso, porque o caminho que as iniciativas vitoriosas tomaram não é o da criação de um grande empreendimento, mas o da afirmação da vontade e da capacidade (diria, até, da resistência física) que centenas, talvez milhares de pessoas em romper o monopólio e o dirigismo da informação.

Os blogs progressistas, ao contrário do que ocorreria com grupos de motivação meramente econômica, não competem por receita. Aliás, muitos de nós não as tem ou quase nada as tem, embora o sr. José Serra sustente que somos “sujos” por vivermos de publicidade (?) estatal (?!!). Vivemos uma experiência colaborativa, reproduzimos, uns nos outros, o que nos chama a atenção, não pensamos que o crescimento de nossos acessos se fará “roubando” leitores uns dos outros.

E a realidade mostra que é assim que dá certo. Quem se interessar em pesquisar a evolução do volume de acessos dos blogs de Paulo Henrique Amorim, do Azenha, do Nassif e, até, deste Tijolaço, verá que todos eles crescem de maneira quase harmônica e todos estamos cada vez mais bem situados nos ranqueamentos de sites brasileiros.

O mais legal, em tudo isso, é que acho que nenhum de nós tem a menor idéia de onde e em que isso vai parar. Numa cooperação editorial? Numa cooperação em matéria de estrutura – até porque vocês devem ver a gente saindo do ar volta e meia por problemas de suporte técnico ou, como diz uma amigo meu, “suporte o técnico”?

Querem uma resposta? Não tenho a menor idéia. Só me ocorrem os versos do Gonzaguinha: “Passado/ é um pé no chão e um sabiá/ Presente/ é a porta aberta/E futuro é o que virá..."


Fonte: Altamiro Borges

junho 19, 2010

Ofensiva imperial contra Venezuela, Cuba e Irán

Presidente do Império

Estudiante venezolano realiza gira en EEUU para coordinar acciones contra el gobierno de Hugo Chávez
Washington organiza red estudiantil contra Venezuela, Cuba e Irán

Eva Golinger
Tercera Información

Durante el último año, distintas agencias de Washington han estado financiando, promoviendo y organizando grupos de jóvenes y estudiantes en Venezuela, Irán y Cuba, para crear movimientos de oposición contra sus gobiernos. Los tres países, dos de los cuales son considerados “enemigos” por el gobierno estadounidense, han sido víctimas del incremento en las agresiones de Washington, que busca provocar un cambio de “régimen” favorable a sus intereses.

Esta semana, la ofensiva continuó con una gira realizada por el dirigente estudiantil venezolano Roderick Navarro en territorio estadounidense. Navarro, presidente de la Federación de Centros Universitarios de la Universidad Central de Venezuela (FCU-UCV), fue hasta Miami para “reunirse con el movimiento estudiantil venezolano en el exterior” y trabajar con la creación de “una red internacional que incluya a los estudiantes de Irán y Cuba”. Según Navarro, la red se creará “para que el mundo sepa de las violaciones a los derechos humanos que se viven en nuestros países”.

Durante su gira, Navarro se reunió con representantes de la Fundación para la Defensa de los Presos, Exiliados y Familiares (Fundaprefc) en Miami, que es un pequeño grupo de venezolanos antichavistas residenciados en Miami; la Red de Estudiantes Venezolanos Unidos (Revu), otro pequeño grupo de venezolanos que estudian en EEUU; y miembros del Directorio Democrático Cubano, organización de cubanos en Miami financiados por la USAID, el National Endowment for Democracy (NED) y otras agencias de Washington.

Desde 2005, Washington ha estado reorientando recursos a través de la NED y la USAID hacia el sector estudiantil en Venezuela. De los $15 millones de USD invertidos y canalizados por estas agencias estadounidenses en Venezuela, más de 32% está dirigido a los jóvenes. Su programa principal está direccionado hacia la “capacitación en el uso de las nuevas tecnologías y las redes sociales para organizarse de manera política”, según los propios informes de la USAID sobre su trabajo en Venezuela.

Ofensiva imperial

En agosto 2009, Washington comenzó una ofensiva internacional utilizando a los estudiantes venezolanos como los “voceros” de la oposición contra el Presidente Chávez. Durante el mes de agosto a septiembre, el Departamento de Estado organizó una gira para ocho jóvenes políticos venezolanos en Estados Unidos para denunciar al gobierno venezolano y estrechar los vínculos entre jóvenes republicanos de ese país y la derecha venezolana. Los ocho jóvenes venezolanos fueron seleccionados por el Departamento de Estado como parte del programa “La Democracia para los jóvenes líderes políticos”, un proyecto del programa de intercambio “Líderes Visitantes Internacionales - Venezuela”, lo cual es utilizado por el gobierno de Washington para captar y formar actores políticos que luego promueven la agenda norteamericana en Venezuela.

Los jóvenes venezolanos, pagados y acompañados por el Departamento de Estado durante su visita a EEUU, dieron declaraciones a la prensa estadounidense, atacando, denunciando e intentando desacreditar al presidente Chávez y las políticas del gobierno venezolano.
Justo después de su gira en EEUU, se organizó una manifestación a través de Facebook, titulada “NO MÁS CHÁVEZ”, que buscaba incitar al odio y promover la desestabilización y el magnicidio contra el Presidente Chávez.

Un mes después, durante los días 15 y 16 de octubre de 2009, la Ciudad de México fue la sede de la segunda Cumbre de la Alianza de Movimientos Juveniles (“AYM” por sus siglas en inglés). Patrocinado por el Departamento de Estado, el evento contó con la participación de la Secretaria de Estado Hillary Clinton y varios “delegados” invitados por la diplomacia estadounidense, como los venezolanos Yon Goicochea (Primero Justicia), el dirigente de la organización Venezuela de Primera (grupo fundado por Goicochea), Rafael Delgado, y la ex dirigente estudiantil Geraldine Álvarez, ahora miembro de la Fundación Futuro Presente, organización creada por Yon Goicochea con financiamiento del Instituto Cato de Estados Unidos. También asistieron Marc Wachtenheim de Cuba Development Initiative (proyecto financiado por el Departamento de Estado y la USAID a través de la Fundación del Desarrollo Panamericana “PADF”), y otros representantes de Cuba, Irán, Bolivia, Ecuador, Sri Lanka, la India, Canadá, Reino Unido, Colombia, Perú, Brasil, Líbano, Arabia Saudí, Jamaica, Irlanda, Turquía, Moldavia, Malasia, Estados Unidos y México.

Junto a representantes de las agencias de Washington, como Freedom House, el Instituto Republicano Internacional, el Banco Mundial y el Departamento de Estado, los jóvenes invitados recibieron talleres de “capacitación y formación” de los funcionarios estadounidenses y los creadores de tecnologías como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker y YouTube.

Según la AYM, la entidad nació en 2008 debido a la aparición “… en la escena mundial [de] una serie de casi desconocidos, generalmente jóvenes [que] dominaban las técnicas más recientes y habían hecho cosas asombrosas. Han causado grandes transformaciones en el mundo en países como Colombia, Irán y Moldavia, valiéndose de esas técnicas para mover a la juventud. Y esto ha sido sólo el comienzo”.
El movimiento estudiantil de la oposición, “manos blancas”, en Venezuela, financiado y formado por las agencias estadounidenses; las protestas anticomunistas en Moldavia; las manifestaciones contra el gobierno iraní y las protestas virtuales contra el Presidente Chávez son ejemplos de como han estado ejecutando esta nueva estrategia. Las nuevas tecnologías –Twitter, Facebook, YouTube y otras– son sus principales armas, y los medios tradicionales, como CNN y sus afiliados, ayudan a exagerar el impacto real de estos movimientos, promoviendo matrices de opinión falsas y distorsionadas sobre su importancia y legitimidad.

Ciberdisidencia

En abril de este año, el Instituto George W. Bush, junto a la organización estadounidense Freedom House, convocaron un encuentro de “activistas por la libertad y los derechos humanos” y “expertos en Internet” para analizar el “movimiento global de ciberdisidentes”.

Al encuentro, que se celebró en Dallas, Texas, fueron invitados Rodrigo Diamanti, de la organización Futuro Presente de Venezuela, Arash Kamangir, de Irán, Oleg Kozlovsky, de Rusia, Ernesto Hernández Busto, de Cuba (vive en Barcelona y es conocido en la red cubana como “Pájaro Tieso”), Isaac Mao, de China y Ahed Alhendi, de Siria.

También estuvieron presentes miembros del gobierno estadounidense y otras organizaciones vinculadas con la comunidad de inteligencia de Washington. El propósito de ese evento era “coordinar una campaña internacional a través del Internet para denunciar a los gobiernos de Cuba, Irán, Venezuela, Siria, Rusia y China” por supuestas “violaciones de los derechos humanos” y la libertad de expresión.

Esa misma semana, un grupo de estudiantes venezolanos fueron invitados a la conferencia anual del Movimiento Mundial por la Democracia (WMD en inglés), una organización creada y financiada por la NED. En la reunión, que tuvo lugar en Yakarta (Indonesia), los estudiantes venezolanos denunciaron y atacaron al gobierno del Presidente Chávez, presentándolo como “dictatorial” y “violador” de sus derechos.

Fuente: http://tercerainformacion.es/spip.php?article16185

Fuente de la fuente: Rebelión

janeiro 18, 2010

Cuidado: Obama quer "pacificar" a América Latina


Aqui Chomsky da una breve descripcion de los planes de EUA para america latina y la histeria que despierta la desobediencia de Chavez. Muy interesante.

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Os EUA e a "pacificação presidencial" na América Latina

O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda América Latina e Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em junho passado. O apoio ao processo eleitoral garantiu para os EUA o uso da base aérea de Palmerola, em território hondurenho, cujo valor para o exército estadunidense aumenta na medida em que está sendo expulso da maior parte da América Latina. Obama abriu a brecha ao apoiar um golpe militar, repetindo uma prática dos EUA bem conhecida na América Latina. O artigo é de Noam Chomsky.

Noam Chomsky

Barack Obama é o quarto presidente estadunidense a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, unindo-se a outros dentro de uma longa tradição de pacificação que desde sempre serviu aos interesses dos EUA. Os quatro presidentes deixaram sua marca em nossa “pequena região” ("nosso quintal"), que "nunca incomodou ninguém", como caracterizou o secretário de Guerra, Henry L. Stimson, em 1945. Dada a postura do governo de Obama diante das eleições em Honduras, em novembro último, vale a pena examinar esse histórico.

Theodore Roosevelt
Em seu segundo mandato como presidente, Theodore Roosevelt disse que a expansão de povos de sangue branco ou europeu durante os quatro últimos séculos viu-se ameaçada por benefícios permanentes aos povos que já existiam nas terras onde ocorreu essa expansão (apesar do que possam pensar os africanos nativos, americanos, filipinos e outros supostos beneficiados).

Portanto, era inevitável e, em grande medida, desejável para a humanidade em geral que o povo estadunidense terminasse por ser maioria sobre os mexicanos ao conquistar a metade do México, além do que estava fora de qualquer debate esperar que os (texanos) se submetessem à supremacia de uma raça inferior. Utilizar a diplomacia dos navios de artilharia para roubar o Panamá da Colômbia e construir um canal também foi um presente para a humanidade.

Woodrow Wilson
Woodrow Wilson é o mais honrado dos presidentes premiados com o Nobel e, possivelmente, o pior para a América Latina. Sua invasão do Haiti, em 1915, matou milhares de pessoas, praticamente reinstaurou a escravidão e deixou grande parte do país em ruínas.

Para demonstrar seu amor à democracia, Wilson ordenou a seus mariners que desintegrassem o Parlamento haitiano a ponta de pistola em represália pela não aprovação de uma legislação progressista que permitiria às corporações estadunidenses comprar o país caribenho. O problema foi resolvido quando os haitianos adotaram uma Constituição ditada pelos Estados Unidos e redigida sob as armas dos mariners. Tratava-se de um esforço que resultaria benéfico para o Haiti, assegurou o Departamento de Estado a seus cativos.

Wilson também invadiu a República Dominicana para garantir seu bem-estar. Esta nação e o Haiti ficaram sob o mando de violentos guardas civis. Décadas de tortura, violência e miséria em ambos países foram o legado do idealismo wilsoniano, que se converteu em um princípio da política externa dos EUA.

Jimmy Carter
Para o presidente Jimmy Carter, os direitos humanos eram a alma de nossa política externa. Robert Pastor, assessor de segurança nacional para temas da América Latina, explicou que havia importantes distinções entre direitos e política: lamentavelmente a administração teve que respaldar o regime do ditador nicaragüense Anastásio Somoza, e quando isso se tornou impossível, manteve-se no país uma Guarda Nacional treinada nos EUA, mesmo depois de terem ocorrido massacres contra a população com uma brutalidade que as nações reservam para seus inimigos, segundo assinalou o mesmo funcionário, e onde morreram cerca de 40 mil pessoas.

Para Pastor, a razão era elementar: os EUA não queriam controlar a Nicarágua nem nenhum outro país da região, mas tampouco queria que os acontecimentos saíssem do seu controle. Queria que os nicaragüenses atuassem de forma independente, exceto quando essa independência afetasse os interesses dos Estados Unidos.

Barack Obama
O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda América Latina e Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em junho passado. A quartelada refletiu abismais e crescentes divisões políticas e socioeconômicas, segundo o New York Times. Para a reduzida classe social alta, o presidente hondurenho Manuel Zelaya converteu-se em uma ameaça para o que esta classe chama de democracia, que, na verdade, é o governo das forças empresariais e políticas mais fortes do país.

Selaya adotou medidas tão perigosas como o incremento do salário mínimo em um país onde 60% da população vive na pobreza. Tinha que ir embora. Praticamente sozinho, os EUA reconheceram as eleições de novembro (nas quais saiu vitorioso Pepe Lobo), realizadas sob um governo militar e que foram uma “grande celebração da democracia”, segundo o embaixador de Obama em Honduras, Hugo Llorens. O apoio ao processo eleitoral garantiu para os EUA o uso da base aérea de Palmerola, em território hondurenho, cujo valor para o exército estadunidense aumenta na medida em que está sendo expulso da maior parte da América Latina.

Depois das eleições, Lewis Anselem, representante de Obama na Organização de Estados Americanos (OEA), aconselhou aos atrasados latinoamericanos que aceitassem o golpe militar e seguissem os EUA no mundo real e não no mundo do realismo mágico.

Obama abriu a brecha ao apoiar um golpe militar. O governo estadunidense financia o Instituto Internacional Republicano (IRI, na sigla em inglês) e o Instituto Nacional Democrático (NDI) que, supostamente, promovem a democracia. O IRI apóia regularmente golpes militares para derrubar governos eleitos, como ocorreu na Veenzuela, em 2002, e no Haiti, em 2004. O NDI tem se contido. Em Honduras, pela primeira vez, esse instituto concordou em observar as eleições realizadas sob um governo militar de facto, ao contrário da OEA e da ONU, que seguiram guiando-se pelo mundo do realismo mágico.

Devido à estreita relação entre o Pentágono e o exército de Honduras e à enorme influência econômica estadunidense no país centroamericano, teria sido muito simples para Obama unir-se aos esforços latinoamericanos e europeus para defender a democracia em Honduras. Mas Barack Obama optou pela política tradicional.

Em sua história das relações hemisféricas, o acadêmico britânico Gordon Connell-Smith escreve: "Enquanto fala, da boca para fora, em defesa de uma democracia representativa para a América Latina, os Estados Unidos têm importantes interesses que vão justamente na direção contrária e que exigem um modelo de democracia meramente formal, especialmente com eleições que, com muita freqüência, resultam numa farsa".

Uma democracia funcional pode responder às preocupações do povo, enquanto os EUA estão mais preocupados em construir as condições mais favoráveis para seus investimentos privados no exterior? Requer-se uma grande dose do que às vezes se chama de ignorância intencional para não ver esses fatos. Uma cegueira assim deve ser zelosamente guardada se é que se deseja que a violência de Estado siga seu curso e cumpra sua função. Sempre em favor da humanidade, é claro, como nos lembrou Obama mais uma vez ao receber o Prêmio Nobel.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior