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setembro 25, 2010

Para o velho e bom Brizola, máquinas de comunicação "têm o poder de criar um ambiente no qual o falso parece verdadeiro"

A Imprensa X Lula - Golpe ou “Sangramento”?

Antonio Barbosa Filho
Política
R$ 20,00
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Resenha do Livro
A mídia brasileira, desde o início do governo Lula, assumiu postura e estratégia de partido político de oposição. Ao longo de quase oito anos, gerou ou fomentou constantes crises e, na falta delas, inventou fatos, manipulou informações, e tentou tumultuar o processo democrático. Isto não é uma acusação do Autor deste trabalho: tudo isso vem sendo admitido – melhor dizer, confessado – por destacados membros dos grupos que detêm o controle da imprensa e da Comunicação eletrônica no Brasil. O embate tem sido entre o chamado PIG – Partido da Imprensa Golpista, e os blogs e sites independentes que surgiram como resposta ao anti-jornalismo dominante.Além de uma significativa pesquisa bibliográfica, aqui resumida, Antonio Barbosa Filho nos traz depoimentos de figuras notáveis

Nota do blog: A dica do livro é do jornalista Miguel do Rosário.  Agora, leia o que dizia o velho e bom Brizola, sobre a mídia: "As máquinas de comunicação, que conquistam e impõem sistemas de dominação e exploração das nações ricas sobre as pobres, são os exércitos e as armadas destes tempos. Têm o poder de criar um ambiente no qual o falso parece verdadeiro". Leia mais no Tijolaço.

setembro 24, 2010

Nunca antes, na história da humanidade, um presidente socialista captou tanto recurso financeiro para um projeto nacional

luciaorpham | 24 de setembro de 2010
Ironicamente um socialista faz a maior capitalização da história do capitalismo mundial. Parabéns ao povo Brasileiro, Parabéns Petrobras, Parabéns Presidente Lula!

Nota do blog: Enquanto isso, a mídia comercial está em busca de uma "bala de prata" (leia-se, um novo escândalo) para cravar no peito da candidata do presidente Lula. A dica do vídeo é do Brizola Neto, no Tijolaço. 

A grande imprensa já não tem o poder do silêncio

 

Tijolaco | 23 de setembro de 2010

A Globo confirma: Globo engavetou denúncia

O telejornal local da Globo no Mato Grosso do Sul colocou ontem no ar uma matéria que confirma o que o Tijolaco.com afirmou: a Rede Globo ocultou a denúncia de corrupção envolvendo deputados estaduais, Ministério Público, Judiciário e o Governador André Puccinelli, aliado de Serra no Estado.

Na matéria, se aproveitam trechos de uma reportagem preparada para o Fantástico de domingo, dia 19, que não foi levada ao ar, já contendo os vídeos que, na terça-feira, explodiram no Youtube.
 

Foi o que salvou o povo sul-mato-grossensse de continuar ignorando o esquema. Porque a Globo engavetou a matéria, que estava pronta no final de semana e não foi veiculada. A emissora que colocou, sem qualquer prova, um homem condenado por receptação de carga e de um BMW roubados, guardou a matéria feita pelo seu próprio repórter Maurício Ferraz, que tinha para comprovar as denúncias nada menos que o vídeo-confissão do operador do esquema de Puccinelli.

O jornal local da emissora, ontem à noite, veiculou trechos da matéria produzida e editada uma semana antes, porque explodiu na internet. Coloco aí em cima uma versão editada, com o trecho onde se admite que o Fantástico tinha o material. A versão na íntegra você pode assistir aqui.


A liberdade de imprensa da Globo é assim. Só quando a verdade inconveniente vaza publicamente é que vai ao ar.


A da Folha vai ao mesmo caminho. Hoje, veicula-se a explicação do editor de política do jornal, via “ombudsman”, de que nada havia sido publicado sobre a denúncia da Carta Capital envolvendo a quebra de sigilo de milhões de brasileiros pela empresa dirigida pela filha de José Serra e pela irmã de Daniel Dantas. O jornal diz, candidamente, que “está apurando” o fato, que estaria sob sigilo judicial.


O repórter Leandro Fortes, em seu blog, informa que não há nenhum procedimento judicial instaurado. Portanto, não há sigilo algum.


O jornal está apurando há 15 dias uma história que é de seu conhecimento desde 2001, quando a publicou sem revelar a quem pertencia a empresa. Agora, não publica uma linha. Mas abre, em apenas um dia, seus espaços para o receptador condenado e recém saído da prisão para atacar integrantes do Governo. Leia aqui a impressionante descrição do caso, feita pelo blogueiro e supercineasta Jorge Furtado.


É isso que a oligarquia dos dirigentes da grande imprensa não compreende. Agora, com a internet, eles já não têm o poder do silêncio.


O poder da censura.


Fonte: Tijolaço

setembro 22, 2010

Um discurso pra lavar a alma do povo brasileiro


Tijolaco | 21 de setembro de 2010 
 
Nota do blog: A dica do discurso é de Brizola Neto, no Tijolaço: "No trecho que reproduzo, Lula fala do comportamento da mídia brasileira – o que tem lhe valido uma sanguinária reação dos grandes veículos de comunicação – e do fortalecimento da nossa Petrobras, que os tucanos fizeram tudo para destruir. 
...
E o povo brasileiro, neste confronto, vai pode se esclarecer mais ainda. Milhares, centenas de milhares de consciências vão se acender em todo este país. E o nosso povo, a quem já não puderam parar com todo este império que vai desmoronando com a internet, vai ter a lucidez necessária para fazer o Brasil ser do tamanho que os brasileiros merecem".

setembro 21, 2010

“Blogosfera: A imprensa alternativa do século 21?”

Blogueiros do Rio protestam contra mídia

A blogosfera progressista do Rio de Janeiro vai se manifestar amanhã pela democracia e contra o golpismo da velha mídia, que tenta interferir na vontade popular de eleger Dilma Rousseff no próximo dia 3 de outubro.

O Centro Cultural Banco do Brasil vai promover o debate “Blogosfera: A imprensa alternativa do século 21?”, Mauro Santayana, colunista do Jornal do Brasil, e Luiz Carlos Azenha, do blog Vi o Mundo,vão discutir o papel da internet nas comunicações, a partir das 18 horas. Vou ver se consigo me desvencilhar de alguns compromissos de campanha e dar uma passada lá.

Mas temos de chegar antes, porque a galera está combinando de se encontrar a partir das 17 horas na fila de senhas para o debate, porque às, 17h45 será feito um ato na calçada em frente ao CCBB contra a mídia golpista e em defesa da democracia.

Quem puder ir, além de ver dois craques da comunicação, vai poder ajudar a defender a liberdade de informação no país.

Fonte: Tijolaço

setembro 19, 2010

Procuradora eleitoral intimida a Carta Capital

Não querem só calar Carta Capital. Querem matá-la

Os donos da grande mídia no Brasil adoram montar seminários para dizer que a liberdade de imprensa está ameçada no país. Seus argumentos são ridídulos e nem mesmo eles acreditam nisso, tanto que ousam as maiores irresponsabilidades com a certeza de que nada lhes acontecerá. Jornalistas estrangeiros, que trabalham em veículos respeitáveis, afirmam que o Brasil desfruta de uma liberdade de imprensa difícil de ver em outros lugares.

Se alguém acredita no apreço que esse grupo tem pela liberdade de imprensa ,veja o que acontece agora, quando a revista Carta Capital é intimada por ofício da procuradora eleitoral Sandra Cureau a apresentar a relação da publicidade e dos valores recebidos do governo federal em 2009 e 2010. Ninguém deu um pio. Pior ainda, nem uma linha. O assunto só circulou na blogosfera, já que a grande mídia tenta aparentar que Carta Capital não existe.

Se tal medida fosse tomada em relação à Veja ou Folha de S.Paulo, por exemplo, todos os jornais estariam escrevendo editoriais, o instituto Millenium já teria convocado o Reinaldo Azevedo e o Jabor para bradarem contra censura e o totalitarismo no país e a Sociedade Interamericana de Imprensa alardearia o fato além das nossas fronteiras.

É claro que dessa turma não podemos esperar nada. Mas temos que exigir que a sociedade e principalmente os órgãos de classe se manifestem. Cadê a Associação Brasileira de Imprensa? Onde estão os sindicatos de jornalistas? A Ordem dos Advogados do Brasil? É preciso denunciar a tentativa de censura que fazem a um veículo da imprensa brasileira que ousa desafiar a voz comum e pratica um jornalismo de personalidade e qualidade únicos.

Disse mais cedo: quem cria um estado de intimidação e vassalagem no Brasil não é o Estado, mas o statablishment, o poder empresarial.
Mino Carta, diretor de redação da Carta Capital, não pode ficar se defendendo sozinho, embora tenha talento bastante para isso, como ao responder a Bob Fernandes, do Terra Magazine, sobre a intenção do ofício da dra. Cureau. “A senhora Cureau entende que nós somos comprados pelo governo federal, via publicidade. Se ela se dedicasse, ou se dedicar, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revista, e outros órgãos da mídia verificaria, verificará, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que Carta Capital.”

E ainda completou: “Aliás, me ocorre recordar que durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, dito FHC, fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade do governo federal. E a pergunta que faço é a seguinte: então, alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso? Ninguém considerou esse fato estranho? Uma revista de alcance nacional não receber publicidade alguma enquanto todas as demais recebiam?”

A indagação de Mino Carta é óbvia. Se hoje a grande mídia busca silenciar Carta Capital, no governo dos tucanos ela tinha o apoio do governo para isso. Não só silenciá-la, mas se possível asfixiá-la economicamente até a morte.

Mas enganam-se. Em pouco tempo, se houver uma ação aguda de um governo comprometido com a liberdade de informação, e a internet chegar à toda a população, eles estarão reduzidos ao monopólio do…. nada…

Escrevam o que digo, vamos enfrentar uma batalha pesadíssima no Congresso para abrir a internet a todos os brasileiros. Os “donos” da informação farão de tudo – como vocês já viram que eles são capazes – para, em nome de sua arrogância empresarial, continuarem negando ao povo brasileiro o direito de saber a verdade.

Fonte: Tijolaço

setembro 17, 2010

Lula, o marco regulatório de comunicação, a internet e a participação popular

Tijolaco | 17 de setembro de 2010
Em entrevista ao IG, Lula fala sobre a "Revolução na Internet".

*** 

Lula: internet é participação popular


Em entrevista ao IG, o presidente Lula afirma que a grande imprensa banaliza a democracia e toca no assunto que leva os barões midiáticos a entrar em pânico: o debate sobre o novo marco regulatório da comunicação no país.

O desespero da grande imprensa e seu apoio incondicional a Serra passa muito por aí. Lula já mudou um pouco as regras do jogo. O governo teve interesse em fortalecer a imprensa regional e o surgimento de novas mídias, distribuindo de forma mais democrática a sua publicidade, antes concentrada nos jornalões, revistonas e redes de rádio e TV. Não é por outro motivo que a procuradora eleitoral Sandra Cureau quer saber o que Carta Capital recebe de propaganda do governo.

Mas o principal avanço de Lula foi a realização ano passado da primeira Conferência Nacional de Comunicação, que pela primeira vez debateu com vários setores da sociedade o futuro do setor no país.

Os grandes meios fizeram o que foi possível para inviabilizar a conferência, tentaram deslegitimá-la, mas ela foi adiante e apresentou uma série de conclusões que a sociedade quer ver debatidas.

E Lula não só deu o seu aval ao encontro como quer levar adiante a melhoria da comunicação no país. “Queremos a contribuição de todo mundo no debate que nós vamos fazer sobre o marco regulatório de comunicação. Vocês sabem que não pode ficar do jeito que está porque nós estamos com um marco regulatório de 1962, quando não tinha TV digital, quando não tinha TV a cabo, quando não tinha internet, quando não tinha nada”, afirma Lula.
O presidente lembra que foi atacado impiedosamente em seus oito anos de mandato, muitas vezes de forma desrespeitosa, o que o atingia e à instituição Presidência da República. “Peguem algumas capas de revista, peguem algumas coisas que, sabe, você aí foge da liberdade de imprensa e anda na banalização da democracia”, critica.
Lula adverte que a grande imprensa não aprendeu a lição de que o país é outro e que a informação se dá por outras fontes, especialmente a internet. A velocidade da informação deixa a imprensa tradicional com “gosto de pão velho”, diz Lula, que se mostrou entusiasmado com a capacidade da internet.

“A maior vantagem e que eu acho que é importante, é que é uma coisa interativa. O cidadão participa do processo. Ele participa”, destaca.

Para nós, que estamos nesse front da internet, as palavras de Lula são gratificantes. Sobretudo por saber que funcionamos como contraponto ao massacre que sofreu durante todo o seu mandato e que está em curso contra Dilma na tentativa desesperada e irrealizável de mudar o curso da história.

Fonte: Tijolaço

setembro 11, 2010

Ministra Elenice Guerra recebe apoio contra a delinqüência político-eleitoral da revista Veja

A Veja não é jornalismo, é panfleto sujo


Este senhor, famoso na Chicago dos anos 30, não faria melhor na direção da Veja

Quero registrar de público meu aplauso à reação pronta e dura da Ministra Elenice Guerra ao monte de lixo publicado hoje pela Veja, acusando-a e ao seu filho de reberem propinas para intermediarem negócios públicos. Reagiu como devem reagir pessoas de bem, não gaguejando explicações, mas partindo para cima de seus ofensores com a civilizada arma do processo judicial.

A vocês, posso dizer que, depois de três anos e meio circulando em Brasília, que é literalmente impossível que um rapaz, filho da pessoa que todos sabemos ser braço direito – e, agora ela própria Ministra – da Casa Civil estivesse vendendo lobby a empresários na capital. Isso ia correr à boca pequena no máximo por alguns poucos dias e logo estouraria. Não há segredos deste tamanho em Brasília que não sejam cochichados ou virem boatos.


Se há algo que deploro, neste assunto, foi a ministra ter recebido o enviado da Veja como jornalista e prestado os esclarecimentos que julgou necessário. Uma autoridade do Governo, ao ser procurada pela Veja, deve imediatamente munir-se de uma câmara, um gravador e um advogado. Porque certamente se estará preparando ali um ato de delinqüência político-eleitoral.


A história da Veja não bate, nem precisa bater. Não é jornalismo, é patifaria. A Veja é um panfleto sujo de uma campanha suja.

A ministra reagiu com uma nota firme, em linguagem clara e induvidosa, que transcrevo a seguir:

“Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:

1) Procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos –tanto eu quanto os meus familiares– as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;

2) Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;

3) Como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, à disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;

4) Lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República.”




Fonte: Tijolaço

setembro 08, 2010

O fim do império global

O declínio do império da TV Globo

Reproduzo artigo do deputado Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:

Leio no ótimo blog do nosso amigo Cláudio Ribeiro – o Palavras Diversas - a notícia que, domingo passado, a Rede Globo teve de amargar, pela primeira vez em décadas, o segundo lugar em audiência no Rio de Janeiro. Melhor ainda, houve equilíbrio entre as três maiores emissoras. E bem melhor ainda que os números revelam que já vai longe o tempo em que a televisão ficava ligada em quase 90% dos lares.

Era fatal, mesmo, que isso viesse a acontecer. O fim do império global é como, em geral, é o fim de todo império: lento, inexorável, fruto das mudanças sociais, econômicas e tecnológicas mas, também, da perda de sua capacidade de impor seus padrões de cultura sobre a sociedade.

Mas não é de televisão que quero falar, ao ler esta notícia. É de imprensa e de liberdade de imprensa.

O privilégio de impressão dado pela nobreza e pelo clero, há cinco séculos, depois de evoluir para uma certa democratização com a pequena imprensa, que se multiplicava em pequenos jornais, no século 19 e começo do século 20, regrediu para a condição monopolista, à medida em que começaram a se formar os conglomerados de comunicação, nos últimos 50 anos.

Tendo Assis Chateaubriand como pioneiro, o poder de imprensa tornou-se tão concentrado que seus veículos se confundiam com as famílias proprietárias: os jornais eram o “da Condessa (Pereira Carneiro)”, o JB, o de Roberto Marinho (Globo), o “dos Mesquita” (Estadão) e, mais recentemente, o “do seu Frias”.

Embora se fale muito em sinergia com a televisão, isso não foi uma regra para a evolução dos jornais. A aliança entre Marinho e a ditadura fez declinar o poder do grupo de Chateaubriand na TV, que começava a se afirmar, e fechou a porta para todos os outros grupos de mídia impressa que pretendiam nele se aventurar. Quem tentou, como o JB, pagou um preço altíssimo pela ousadia de pisar no terreno do “é meu” global, porque televisão envolve custos altíssimos e inviáveis para empresários que têm mais pompa que recursos.

O advento da internet pareceu ser a área onde isso ia se materializar. À exceção do JB, já combalido, eles e as empresas de telefonia ensaiaram um controle oligopolista do novo meio. Para existir na intenet, era preciso estar “pendurado” num dos grandes portais. Estes, por sua vez, terceirizavam o custo da produção de conteúdo.

Blogueiros que viveram estes tempos podem contar muito melhor do que eu esta história.

Eu quero falar é justamente deles. Ontem à noite fiquei pensando: será que não vai aparecer, como aconteceu com o bloqueio dos grandes jornais a Getúlio Vargas, o Samuel Wainer da internet, alguém que abra um espaço de comunicação com uma ótica popular e progressista?

Quase de imediato, vi que não é isso, porque o caminho que as iniciativas vitoriosas tomaram não é o da criação de um grande empreendimento, mas o da afirmação da vontade e da capacidade (diria, até, da resistência física) que centenas, talvez milhares de pessoas em romper o monopólio e o dirigismo da informação.

Os blogs progressistas, ao contrário do que ocorreria com grupos de motivação meramente econômica, não competem por receita. Aliás, muitos de nós não as tem ou quase nada as tem, embora o sr. José Serra sustente que somos “sujos” por vivermos de publicidade (?) estatal (?!!). Vivemos uma experiência colaborativa, reproduzimos, uns nos outros, o que nos chama a atenção, não pensamos que o crescimento de nossos acessos se fará “roubando” leitores uns dos outros.

E a realidade mostra que é assim que dá certo. Quem se interessar em pesquisar a evolução do volume de acessos dos blogs de Paulo Henrique Amorim, do Azenha, do Nassif e, até, deste Tijolaço, verá que todos eles crescem de maneira quase harmônica e todos estamos cada vez mais bem situados nos ranqueamentos de sites brasileiros.

O mais legal, em tudo isso, é que acho que nenhum de nós tem a menor idéia de onde e em que isso vai parar. Numa cooperação editorial? Numa cooperação em matéria de estrutura – até porque vocês devem ver a gente saindo do ar volta e meia por problemas de suporte técnico ou, como diz uma amigo meu, “suporte o técnico”?

Querem uma resposta? Não tenho a menor idéia. Só me ocorrem os versos do Gonzaguinha: “Passado/ é um pé no chão e um sabiá/ Presente/ é a porta aberta/E futuro é o que virá..."


Fonte: Altamiro Borges

Quebra de sigilo em 2000 foi tratado como caso de polícia, em 2010 virou manipulação eleitoral

Violado sigilo fiscal de FHC! Em 2000…


Por sugestão de um comentarista, foi possível lembrar que há dez anos atrás, vazaram da Receita Federal os dados do Imposto de Renda de Fernando Henrique Cardoso, Sílvio Santos, Gugu Liberato e dados cadastrais de “apenas” 17 milhões de brasileiros.

Isso foi em abril de 2000. O presidente (o presidente “é o responsável pela bandidagem”, disse há dias o Estadão sobre o caso da atual quebra de sigilo) era um certo senhor chamado Fernando Henrique Cardoso, atualmente em viagem ao exterior e que se apresenta apenas nos seus artigos de jornal, onde pede ao Ministério Público que casse a candidatura de Dilma Rousseff.


Os dados eram vendidos em disquete, pela quantia de R$ 6 mil e a desfaçatez era tanta que chegavam a anunciar em classificados de jornal.


Não me recordo de o assunto ter ido parar nas manchetes de todos os jornais. Não me lembro de uma indignação da grande mídia, dos colunistas advertindo que a democracia estava ameaçada. Não registro a revolta de Serra e de outros “graúdos” da política com o vazamento.


Era um caso de polícia e como caso de polícia foi tratado.


Mas as matérias da Época e a da Folha de 2000 estão aí, recordadas e disponíveis para os “lasserras” de ocasião olharem e se cobrirem de vergonha.


Tolice minha: como hão de se cobrir com o que não têm?


Fonte: Tijolaço - O Blog do Brizola Neto

agosto 19, 2010

É Serra negando FHC, é Art(h)ur negando Serra... Esse PSDB é uma negação!


Nota do blog: Já o Brizola Neto, que não tem nada a negar, definiu muito bem, no seu blog, o nome que se dá à atitude do senador amazonense em negar seus pares (leia abaixo). Enquanto isso, o Cloaca News pretende interpelar judicialmente o Serra por afirmar, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, que o governo federal financia "blogs sujos". Caramba! Ainda não caiu nenhum real na minha conta.

O líder do PSDB  no Senado, Arthur Virgílio Neto, baniu três coisas de sua propaganda de televisão. O “H” do seu nome, que achou que dificultava um pouco no povão, a sigla do PSDB e, sobretudo, José Serra, que dificulta muito mais ainda com o povão. Nem o “H” de Arthur é tão mudo quanto o senador foi sobre sua condição de um dos maiores opositores de Lula no Senado. Posto aí em cima o seu primeiro programa de televisão que descreve com fotografias e textos a sua trajetória, tomando o cuidado de “pular” qualquer imagem ou referência a Fernando Henrique Cardoso (esqueci, o quarto sujeito oculto), José Serra ou ao fato de ele ser um tucano de alta plumagem. A foto que coloquei lá em cima, no destaque, agora é coisa proibida.

Ele diz que é “independente”. Na minha terra, o nome para isso era cara de pau.

Fonte: Tijolaço