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novembro 06, 2010

Paulinho projeta o futuro da eleição presidencial: vai dar trabalho

Caro amigo Kaamirã (*), os espíritos da Floresta ajudaram o PT a fazer história. Primeiro elegeu o presidente operário, e reelegeu agora a primeira presidente mulher. Caso consigamos reeleger Dilma, o próximo presidente tem que ser ou negro, ou índio ou gay assumido.


Saravá e muito axé!

Paulo José (**) 


PICICA: Meu querido Paulinho, se a eleição de uma mulher no Brasil fez sair do túmulo as múmias paralíticas da política nacional, imagina a nova onda de preconceitos que vem por aí. Estou com você. É pra frente que se anda. Agora, cá pra nós, se a logomarca contra o Lula é a que se vê acima, imagina qual as imagens a serem usadas para os textos: "Veado, não!", "Bugre, não!", ou ainda "Preto, nem a pau!" Oxalá estejamos preparados pra aguentar o rojão de 2018. Como nós não somos de fugir da luta, é bom começar a botar o bloco na rua. Afinal, tudo é possível quando a alma não é pequena, não é mesmo? Ademais, quem diria que teríamos uma legítima representante da geração de 1968 no poder? Liberté, égalité, fraternité! Et axé, que ninguém é de ferro, maninho.                                                                                                                          
(*) Kaamirã é a assinatura usada pelo blogueiro para postar textos e imagens no PICICA. Tem origem kaiapó e significa "o dia amanhecendo".
(**) Em tempo: Paulo José Azevedo de Oliveira é um amigo mineiro da área de comunicação.         

março 01, 2010

Eu gosto de ser Mulher

O cartaz que promove o evento mostra um órgão genital feminino coberto pelas cores do arco-íris e uma seta.

Grupo Matizes causa polêmica com cartaz de evento sobre mulher

O grupo Matizes causa polêmica ao anunciar um show em homenagem às mulheres com um show a ser realizado no próximo dia 6 de março na Zona Norte de Teresina.

O cartaz que promove o evento mostra um órgão genital feminino coberto pelas cores do arco-íris (símbolo da cultura LGBTTS) e uma seta.

Segundo release enviado pelo Matizes à imprensa "com essa atividade, o Grupo pretende dissipar a ideia equivocada e preconceituosa de que as mulheres lésbicas querem ser homem".

A nota diz ainda que a arte foi confeccionada pela artista plástica Marleide Lins que pretendeu, de uma forma criativa e provocante e usando do artifício de um jogo de palavras, o duplo sentido da expressão "eu gosto de (ser) mulher". "A imagem criada por Marleide também aposta na dubiedade das imagens, sugerindo um misto de órgão genital feminino com um coração", justifica a nota.

O evento terá a participação das cantoras Jô Ribeiro, Elines Andrade, Rita Farias, Dj Laís e do Grupo Afoxá.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Fonte: cidadeverde.com

fevereiro 18, 2010

Uganda quer instituir pena de morte para gays: DIGA NÃO!

Foto publicada em AVAAZ.org

CLIMA DE MEDO: Frank, um militante de direitos humanos e contra a nova proposta de lei na Uganda, já recebeu ameaças e precisa proteger a sua identidade

Uganda: Direitos, e não repressão

Caso a proposta de legislação sendo debatida no momento passe, cidadãos gays da Uganda podem ser sentenciados à morte.

Desaprovação de alto nível internacional levou o presidente a pedir revisão da lei, mas aliados na Uganda dizem que só uma mobilização mundial pode afastar parlamentares dessa proposta, alarmando eles para um possível isolamento global.

Nós só temos mais alguns dias -- assine a petição abaixo se opondo à lei anti-gay da Uganda e envie para amigos e família, que será entregue aos políticos da Uganda, doadores e embaixadas ao redor do mundo.


Para Museveni, presidente da Uganda, membros do comitê de revisão e governos doadores,:
Nós apoiamos cidadãos da Uganda que vem pedindo que seu governo retire a proposta de lei anti-homossexual, e que proteja os direitos humanos incorporados à constituição da Uganda. Nós pedimos que líderes e doadores se juntem a nós para rejeitar a perseguição e assegurem justiça e tolerância.


Para assinar a petição acesse AVAAZ.org

fevereiro 09, 2010

José Genoíno critica a homofobia nas Forças Armadas brasileira


Em frente ao Quartel da Mouraria, da 6a Região Militar, gays protestam contra a prisão dos Sargentos do Exército, Laci e Fernando, em razão da homossexualidade e parceria dos mesmos. Para as lideranças da manifestação a homofobia é a causa da perseguição aos militares. No protesto, com faixas e cartazes, militantes históricos como o "Decano do Movimento Homossexual Brasileiro", o prof. Dr. Luiz Mott. (O vídeo é de 2008).

***

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ
Sessão: 004.4.53.O Hora: 16:48 Fase: CP

Orador: JOSÉ GENOÍNO Data: 04/02/2010

O SR. JOSÉ GENOÍNO (PT-SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero pronunciar-me sobre um assunto que é importante ser discutido no Congresso Nacional, é um assunto delicado, mas sobre o qual tenho opinião e posição definida. Refiro-me à matéria do jornal O Globo, que transcreve as declarações do General Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, a mais contundente, e também do Almirante Luiz Pinto, quando foram sabatinados pela Comissão de Justiça, do Senado Federal.

Esses oficiais pronunciaram- se na sabatina de que as Forças Armadas não devem aceitar a presença de gays, sugerindo que eles procurem outras atividades. Na argumentação, o oficial admitiu a existência de gays nos quartéis, mas disse que eles só devem ser aceitos se mantiverem a opção sexual em segredo. Fala que o indivíduo não consegue comandar, a tropa não vai obedecer, não que o indivíduo seja criminoso, e, sim, o tipo de atividade, se ele é assim, talvez, haja outro ramo de atividade que possa desempenhar. E fala que essa opção não é condizente com a atividade militar.

Em primeiro lugar, quero manifestar-me contrário a essas declarações . Faço isso como um Deputado que defende, respeita e trabalha em torno de uma agenda para as Forças Armadas, que organize, com base no projeto nacional, sua profissionalização, sua valorização salarial, o acesso à tecnologia de ponta. Valorizo a presença das Forças Armadas em missões importantes. Ontem fizemos, com relação aos militares brasileiros no Haiti, e sei que o Deputado Raul Jungmann vai falar sobre o assunto, e dirigiu uma comitiva de Deputados, uma homenagem com 1 minuto de silêncio.

Tenho uma visão positiva sobre esta agenda que estamos discutindo acerca do tema da defesa, e mantenho um diálogo permanente e positivo com as Forças Armadas. Exatamente por este motivo faço questão de manifestar minha discordância e a opinião pessoal de que, do ponto de vista das Forças Armadas, não condiz com o mundo atual.

O Presidente Obama está discutindo com as forças armadas norte-americanas o ingresso de gays nelas. Isso acontece nos Estados Unidos. As Forças Armadas ganham o prestígio e a popularidade do povo brasileiro. Opiniões como estas estão na contramão, são de um nível de reacionarismo e preconceito que não condizem com o papel democrático de futuro para as Forças Armadas.

Vejam bem, a Constituição deixa clara a livre opção sexual: não pode sofrer discriminação. A livre opção sexual tem de ser reconhecida, e não pode haver discriminação, nem mesmo no local de trabalho. Pode existir em segredo — publicamente, não existe. Quer dizer, existe uma discriminação dupla. Não é crime. A pior coisa é a seguinte: não é crime, conforme diz o oficial, mas só se for em segredo, porque, se for reconhecida, é crime. Isso não pode. Não é crime, mas não pode ser militar. A propósito, já houve episódios nesse sentido. Eu acho que este não é o pensamento dominante das Forças Armadas, nem do oficialato brasileiro.

Nós temos de tratar essas questões, Sr. Presidente, sem preconceito, sem tabu. A atividade militar é essencial para o País. A atividade militar baseia-se na hierarquia, na disciplina e na capacidade de combate — é isso que se exige. Não é a opção sexual, não é a condição deste ou daquele militar que vai discriminar. A visão não pode ser esta.

Se ele diz que um oficial ou um militar gay não pode comandar, e um prefeito? Um governador? Não pode comandar? Não pode haver isso. Não é bom. Eu chamo a atenção destes 2 oficiais. Eu defendo as Forças Armadas. Trabalho, repito, com uma agenda positiva. Mas manifestações como estas são desnecessárias, não contribuem, muito menos para 2 oficiais que vão para o Superior Tribunal Militar. Lá, certamente terão de decidir sobre questões disciplinares dessa natureza. Como se dará esse tipo de posicionamento?

Eu gostaria de fazer este registro. Faço-o porque, desde a Constituinte, tenho posição clara quanto a não discriminar homens e mulheres por orientação sexual, por livre opção sexual.

Participei recentemente de uma conferência latino-americana e Caribe, que defende os direitos de gays, lésbicas, transexuais e homossexuais. A sociedade moderna, Sr. Presidente, é plural e tem que conviver com as diferenças, as maiores diferenças, as mais complexas, sem discriminar, sem humilhar, sem excluir. É nesse processo democrático que a sociedade amadurece.

No meu modo de entender, as Forças Armadas, que representam o Estado brasileiro naquilo que é fundamental, que é a defesa, o poder armado, têm que refletir sobre estes tempos em que estamos vivendo, um mundo democrático.

Eu tenho uma posição clara sobre esse tema. Sou autor de um projeto que defende a união estável entre pessoas do mesmo sexo, para efeito de direitos civis. Trata-se de união estável não para constituir família, necessariamente, nem para adoção, mas de união estável para reconhecer direitos civis em relação à partilha, aposentadoria, garantias de direitos e cidadania, que eu coloco no tema dos direitos civis.

Por isto, faço esta manifestação. E a faço também para defender o papel das Forças Armadas, a agenda das Forças Armadas, a estratégia nacional de defesa, o aparelhamento das Forças Armadas, o acesso à alta tecnologia, a valorização profissional e o respeito ao papel das Forças Armadas como instituição permanente do Estado.

No entanto, sobre esses 2 oficias, que, ao serem sabatinados no Senado, emitem esse tipo de opinião, sendo que irão para o STM e poderão cair naquele Tribunal questões relacionadas à livre opção sexual de militares, eu não poderia ficar calado.

Por isso, faço esta manifestação com um objetivo duplo: primeiro, porque defendo a união estável para efeito de direitos civis — sou contra qualquer tipo de preconceito. Segundo, porque sou um defensor das Forças Armadas e reconheço seu papel positivo como instituição do Estado. Tenho que me manifestar até para separar a instituição da manifestação desses 2 oficiais.

(O Deputado Raul Jungmann faz intervenção fora do microfone.)

O SR. JOSÉ GENOÍNO - Muito bem. O Deputado Raul Jungmann disse: bravura não é questão de gênero. Muito bem, Deputado Raul Jungmann.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

dezembro 04, 2009

Cardeal diz que homossexuais não vão para o céu

O beijo
Foto postada em pirosfera.files.wordpress.com

Cardeal diz que homossexuais não vão para o céu, (3/12/2009)

BBC Brasil


Declarações de religioso mexicano foram criticadas por ativistas gays na Itália.

O cardeal mexicano Javier Lozano Barragán causou polêmica nesta quarta-feira ao afirmar que homossexuais e transexuais não vão para o céu.

Transexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus, disse o religioso em declarações publicadas no site católico conservador Pontifex.roma. E não sou eu que digo, mas São Paulo.

Questionado sobre se a opinião também vale para uma pessoa que nasce homossexual, o cardeal disse que não se nasce homossexual.

Por várias razões, por razões de educação, por não haver desenvolvido sua própria identidade na adolescência. Talvez não sejam culpados, mas agindo contra a dignidade do corpo, certamente não entrarão no Reino dos Céus, disse.

Tudo que consiste em ir contra a natureza e contra a dignidade do corpo ofende a Deus.

Diversas organizações de defesa dos homossexuais na Itália criticaram as declarações do religioso mexicano.

Lozano Barragán é presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde.

O Vaticano se distanciou dos comentários do cardeal. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Fonte: http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=8942
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