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setembro 15, 2010

Marcelo Tas, o Goebbels tupiniquim

Marcelo Tas e a falsificação da verdade

Conforme dito no post anterior, e em todos os reinos (animal, vegetal e mineral), Lula disse ontem, em comício na cidade de Joinville (SC):

“Nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira”

Tá aqui o vídeo, que não me deixa mentir.


Aí vem o Marcelo Tas e me lança essa no twitter:


Marcelo Tas, o 'bravo defensor da democracia e da moralidade'... Que democracia ele defende dessa maneira? Como é que um sujeito que tem quase um milhão de seguidores no twitter faz um negócio desses assim, sem nem ficar com vergonha?


Tá certo, o moço não tem a menor obrigação de gostar do Lula. Está no direito dele, inclusive, falar mal do presidente toda vez que ele bem entender. Liberdade de expressão está aí pra isso, mas daí a deturpar as palavras dele já não tem mais nada a ver com democracia e muito menos com liberdade de expressão. É irresponsável. É criminoso! 


Quando Lula diz que é preciso extirpar o DEM da vida política deste país (coisa que eu, Juliana, concordo em gênero, número e grau) ele fala de um partido específico. Ele deu nome aos bois. Ele citou nomes, aliás. Quando Marcelo Tas simplesmente substitui a sigla dos Democratas pela palavra "oposição" ele muda completamente a frase do presidente e, com isso, seu sentido. Segundo Tas, Lula disse que toda e qualquer oposição deve ser limada do país. Sacou a diferença? Gritante!!! Absurdamente diferente!


Não é de hoje que Tas vem agindo de má fé, enganando telespectadores e/ou seguidores. Os desavisados acabam acreditando, retuitando ou repetindo o que ele diz, e pronto, Tas virou o Goebbels tupiniquim. Transformou a mentira em verdade.


Não, não estou aqui fazendo patrulhamento ideológico. Odeio. Respeito o direito que cada um de nós temos de votar em quem bem entendermos, de dizer tudo o que pensamos e até mesmo, se não principalmente, de declarar apoio a qualquer candidato. Não deixei de cantar Trem das Cores, do Caetano, pro meu filho dormir só porque o mesmo chamou Lula de analfabeto e vai votar no César Maia (DEM) pra senador, por exemplo. O  que eu não admito é que entrem na minha casa e tentem me fazer de idiota. O que eu não aceito é lobo travestido de cordeiro, um sujeito que FINGE ser democrático, mas que a todo momento atenta contra a democracia, inventando mentiras, deturpando frases. Comigo não, violão.


É uma pena que não haja espaço na grande mídia para desmentir e desmascarar essas farsas que vira e mexe aperecem por aí. Quantos não são enganados por esses falsificadores da verdade? Acho que só me resta esperar porque, de um jeito ou de outro, uma hora ou outra, a verdade - de verdade - sempre aparece.

É como aquela frase do Abraham Lincoln: "Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo."

Fonte: Boca Digital

dezembro 16, 2009

Custe o que custar

CQC
Foto postada em obufao.wordpress.com


"Rapazes, sigam o líder. A ordem é: façam humor custe o que custar."
Tv em Questão

CUSTE O QUE CUSTAR

Há diferença entre liberdade e libertinagem, ok?

Por Emanuelle Najjar em 15/12/2009

Creio que todos sabem da importância do que chamamos de liberdade de expressão. Muito provavelmente todos alardeiam tal liberdade; afinal, em um país com histórico de ditadura, cada pequena liberdade faz a diferença. Um direito fundamental e que vive sendo usado para outros fins. Sob seu pretexto, atos de imaturidade e provocação são propagados. Não que seja crime, mas pelo menos é de mau gosto, para não dizer outra coisa. Falta de bom senso, no mínimo.

Tomo como exemplo, novamente, o famigerado twittie do Rafinha Bastos, do CQC.

"A todos os q se ofenderam c/ o q eu disse da Leila Lopes: A vida é ótima e suicida tem mais é q se f****."
Não é a primeira vez que acontece algo desse gênero. Danillo Gentilli cometeu a mesma gafe (para não falar coisa pior). Isso me faz pensar que realmente não é à toa que o programa apresentado por eles se chama Custe o que Custar.

Com certeza, um twittie pessoal é bem diferente de um posicionamento de um programa inteiro, mas há uma relação, ainda que pequena: há uma linha tênue entre o pessoal e o público quando se é famoso, especialmente nas mídias sociais.

"A besteira é a mesma"

Não escondo o fato de que não sou telespectadora do CQC. Não que não haja méritos naquilo que fazem, mas simplesmente não gosto. Acho as piadas forçadas, os quadros exagerados e sem graça, mas até aí é uma questão de gosto pessoal. Isso não me impede de reconhecer sua audiência e seu poder de alcance, que é louvável em tempos em que a TV já não tem mais o mesmo poder.

Porém, a falta de respeito aqui foi a olhos vistos, e fez com que o seu Custe o que Custar me valesse a paciência e o crédito por seu mérito inicial. Não posso negar que o CQC seja instigante. Sua proposta é boa, mas peca a partir do momento em que seu humor deixa de ser uma provocação e passa a ser baixo. Há diferenças significativas entre humor e falta de respeito embora a linha entre uma coisa e outra seja tênue.

Se a sua proposta é um humor diferenciado, concordo com o texto escrito pelo internauta Dois Clicks no blog Cena Aberta:

"CQC é um chuchu na televisão, um programa que estreou com a proposta de ser um humor diferenciado, `inteligente´, mas que no fundo não tem nada disso.

A ideia de ser considerado inteligente ou politizado foi só para se diferenciar do Pânico na TV. Pura estratégia de marketing, a besteira é a mesma."
Isto é apenas a opinião de uma telespectadora quase desistindo da TV aberta.

Fonte: Observatório da Imprensa
Posted by Picasa