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maio 10, 2010

Mortalidade materna mantém índices altos no Norte e Nordeste

Mortalidade materna diminui no Brasil, mas regiões Norte e Nordeste mantêm índices altos

Da Agência Brasil

Brasília – O Brasil registrou uma queda de quase 50% na taxa de mortalidade materna de 1990 a 2007, segundo o relatório do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (5). De 140 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 1990, a Razão da Mortalidade Materna passou para 75 mortes em 2007.

De acordo com o ministério, índices como o de partos assistidos por profissionais de saúde qualificados, gestante com acompanhamento pré-natal e uso de contraceptivos cresceram desde 2006. A cobertura pré-natal do Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 1904%, entre 1994 e 2009.

Apesar dos números animadores de redução de morte materna, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu, na última terça-feira (4), que não será fácil cumprir a meta do milênio que estabelece uma queda de 75% na razão de mortes maternas até 2015.

Ainda existem problemas como as discrepâncias regionais, já que o Norte e o Nordeste apresentam índices maiores do que o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste. Em 2008, por exemplo, a região Nordeste registrou em 543 mortes maternas. Na região Sul o número foi de 189.

"A morte materna no Brasil mantém a mesma lógica de equidade do desenvolvimento industrial, acesso a emprego, renda e escolaridade. Por isso encontramos índices maiores no Nordeste e na Amazônia Legal. Por outro lado, há cidades como Curitiba com 12 mortes para cada cem mil nascidos. O recomendado pelo OMS é de 20 para cada cem mil", explica o assessor especial do ministro da Saúde, Adson França.

Para o coordenador estadual de Saúde da Mulher do governo do Ceará, Garcia Souza Neves, essas regiões deveriam receber atenção espacial do governo. "Falta ainda a sensibilidade dos gestores federais para equipararem os recursos financeiros das regiões Norte e Nordeste com o restante do país", avalia. O Ceará é o estado do Nordeste que mais reduziu a quantidade de mortes, de 110 em 1990 para 63 em 2008. "Cumprimos na íntegra a política nacional, mas só foi possível porque criamos mecanismos próprios no estado", completa.

Além do Ceará, somente o Rio Grande do Norte e Sergipe conseguiram diminuir a razão de mortes maternas no Nordeste. No Maranhão, Piauí, em Pernambuco, Alagoas, na Paraíba e Bahia os índices cresceram, apesar das políticas nacionais que estabeleceram, por exemplo, a distribuição gratuita de contraceptivos em todo o país, o que reduz as gestações indesejadas e mortes por aborto.

Edição: Rivadavia Severo

Fonte: Agência Brasil
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janeiro 26, 2010

Movimento camponês exige liberdade dos companheiros presos

Liberdade imediata para os nossos companheiros!

Escrito por LCP do Norte de Minas e sul da Bahia
Qui, 21 de Janeiro de 2010


No dia 16 de janeiro, sábado a noite, na BR 401, entre os municípios de Matias Cardoso e Jaíba, os companheiros Wanderson Antônio e
Flavia Avelina, assessores da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, foram arbitrariamente presos, acusados de porte ilegal de arma.

Os companheiros são responsáveis pelo trabalho de organização de cursos de formação do movimento e apoiadores do trabalho de alfabetização de jovens e adultos no campo.

O movimento camponês combativo tem enfrentado um cerco e perseguições por parte do latifúndio e seus bandos armados e pelo aparelho jurídico e repressivo do Estado. Que a todo custo tentam criminalizar a luta pela terra, com ameaças, perseguições, calunias e toda sorte de acusações, no intuito de barrar a luta pela terra, e taxar de criminoso qualquer um que participe e apóie a luta.

Os companheiros por participarem do movimento e exercerem esse importante trabalho, consequentemente são muito conhecidos na região. Nesses últimos dias tem sofrido diversas perseguições e ameaças, inclusive de morte e logo nesse momento são presos, acusados dessa forma.

O que comprova mais uma vez a quem serve esse Estado burguês e latifundiário, que persegue e prende os camponeses que lutam pela conquista da terra e aqueles que lutam por uma verdadeira e nova democracia.

A Liga dos Camponeses Pobres vem à publico repudiar e denunciar toda à ação de criminalização, banalização, desmoralização e perseguições que o Estado vem impondo ao movimento camponês combativo de uma forma geral, bem como aos camponeses e apoiadores da luta camponesa combativa em particular.

Como exemplo dessa perseguição é caso do companheiro Wilson, Presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Santa Rita. Que foi preso e interrogado de forma truculenta, sob tortura psicológica, por ter cedido a sede do assentamento para a realização de um Curso de Formação de Professores de Alfabetização de Jovens e Adultos da Escola Popular, já que o mesmo tem muito interesse da escola funcionando em sua área. E também o caso do companheiro Gerônimo Gomes, que foi detido em sua casa e interrogado durante 3 horas sob as mesmas acusações infundadas e absurdas.

Responsabilizamos o Estado por tudo o que vier à acontecer contra os dois companheiros e contra qualquer outro camponês ou companheiro simpatizante e apoiador da luta camponesa pela destruição do latifúndio. Convocamos a todos os democratas, cidadãos de bem, progressistas e intelectuais honestos a apoiarem e defenderem esses companheiros que lutam por uma verdadeira democracia!

Liberdade imediata para os companheiros presos!

Viva a Revolução Agrária!

O povo quer terra e não repressão!

Fonte: Resistência Camponesa
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