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setembro 08, 2011

O Grito dos Excluídos 2011 em Manaus

PICICA: A presença do movimento por uma sociedade sem manicômios, representada pela Associação Chico Inácio, no Grito dos Excluídos 2011, foi uma espécie de reconciliação com a Igreja Católica, depois de um grave ruído de comunicação. Vale a pena contar a história. Ali pelo início dos anos 2000 busquei apoio da igreja para angariar assinaturas para um projeto de lei de Saúde Mental, que reorientasse o modelo de atenção no Estado do Amazonas. Não obtive resposta. Fiquei intrigado já que tinha identidade política partidária com alguns companheiros - senão todos - presentes à reunião. Só mais tarde pude juntar as peças do quebra-cabeças. Cometi um equívoco, involuntariamente. Me fiz acompanhar de um anarquista de meia-tigela,  que em discussão com o arcebispo de Manaus costumava tratá-lo com grosseria inominável. A referida criatura tinha pelo menos uma qualidade, pelo qual nos aproximamos. Foi ele quem ajudou o recompor o tecido da resistência à passividade que se abateu sobre o setor de Saúde Mental, fator que contribui para que a Reforma Psiquiátrica no Amazonas ficasse à deriva. Entretanto, o tratamento dispensado a alguns de seus interlocutores era deplorável. Faz parte da cultura cristã: paga o justo pelo pecador. Foi meu caso. Ontem, lavei a burra. Santo Grito dos Excluídos! Aproveite e leia o texto de Frei Betto: Grito dos Excluídos 2011.

Enviado por  em 08/09/2011
Pela primeira vez o movimento social por uma sociedade sem manicômios, dignamente representado pela Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) participou "oficialmente" do Grito dos Excluídos. Estavamos em boa companhia. Para citar apenas um deles: os(as) companheiros(as) do movimento socioambiental SOS Encontro das Águas. Na terceira parada, nosso representante, o militante Rogelio Casado pediu pelo fim do manicômio. Já vai tarde!

***

Leia a repercussão do Grito dos Excluídos na mídia e na rede alternativa de comunicação (contribuição da companheira Elisa Wandelli):




setembro 02, 2009

15° GRITO DOS EXCLUÍDOS

15° GRITO DOS EXCLUÍDOS

VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR

Este é o tema que apresenta o 15° Grito dos Excluídos, uma manifestação popular carregada de simbolismo, e também um espaço de animação sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.
O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:

- Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;

- Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;

- Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos/as os cidadãos/ãs.

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos - e se estendem por todo o território nacional.

Aqui no Rio de Janeiro vamos nos concentrar na Av. Presidente Vargas, esquina com Uruguaiana, às 8hs, e iremos fazer a caminhada após o desfile oficial. Somos diversos movimentos sociais, movimento estudantil, sindical e partidário expondo as nossas criticas ao atual modelo.
Estamos por meio deste solicitando ajuda financeira que contribuirá com o deslocamento dos militantes organizados em diversas entidades. Estes recursos estarão contribuindo no aluguel de ônibus, elaboração de faixas, material de agitação e propaganda que servirá para o dia do Grito dos Excluídos e para mobilização da sociedade.

O custo total deste orçamento é de aproximadamente R$ 16.000,00, este valor foi dado somada as demandas apresentadas nas reuniões de organização do Grito dos Excluídos.

Sem mais para o momento e contando com a contribuição de sua entidade.

Atenciosamente,

Comissão Organizadora do Grito dos Excluídos
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setembro 06, 2011

Em Manaus, o Grito dos Excluídos vai protestar contra a construção do terminal portuário das Lajes

PICICA: Ontem, num jornal local, a empresa construtora Lages Login voltou a usar a mídia para confundir a opinião pública, ao informar que as obras, que estão sub judice, irão começar no final do ano. A referida empresa continua a desafiar a lei, inclusive pagando cantores para fazer shows para os desinformados, patrocinando "passeatas" na comunidade, o que está expressamente proibido, sob pena de ser tipificado como abuso do poder econômico. Já basta o período em que a mídia local foi silenciada, mediante farta publicidade de páginas inteiras. O povo deixou de ser leso, e é da camada mais humilde da sociedade que se faz a resistência. A luta continua. Amanhã, dia 7 de setembro - Dia do Grito dos Excluídos - é dia de manifestação contra essa obra insana. E não me venham com história de lobos e carneirinhos, em que estes são acusados por crimes que não cometeram. É o capital predatório quem precisa de limites. Nem todos estão à venda nesta cidade. Cuidados, fariseus, vendilhões do templo, tua hora está chegando.

Grito dos Excluídos vai protestar contra obra em Manaus

KÁTIA BRASIL
DE MANAUS

O arcebispo de Manaus, d. Luiz Soares Vieira, 74, disse nesta segunda-feira que o 17º Grito dos Excluídos, manifestação que acontece no Dia da Independência (Sete de Setembro) em várias cidades do país, vai protestar contra a obra de um porto na margem direita do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que formam o Amazonas.


"Colocar um bem econômico [o porto] acima das questões da preservação do encontro das águas, que é um patrimônio natural, pode trazer danos irreversíveis. Depois será complicado acertar de novo", afirmou à Folha d. Luiz Soares Vieira.


Justiça anula tombamento de encontro dos rios Negro e Solimões
Órgão ambiental do Amazonas licencia obra em lugar tombado

No mês passado, a Justiça Federal anulou o tombamento do encontro das águas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A decisão, que atendeu ação do governo do Amazonas, foi justificada pela ausência de audiências públicas no processo de tombamento.



Rickey Rogers/Reuters

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões, no Amazonas, foi tombado em 2010

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões, no Amazonas, foi tombado em 2010

A medida beneficiou a empresas Log-In Logística Intermodal e Juma Participações (Grupo Simões). O projeto do porto fica dentro do limite da área tombada. O Iphan entrou com um recurso contra a decisão.
D. Luiz Soares Vieira afirmou que se não ocorreram audiências públicas, que se faça o procedimento. "O que não pode deixar é fazer o que bem entendem na Amazônia, destruindo a floresta, à vida e seu povo", disse.


Em Manaus, o 17º Grito dos Excluídos acontece a partir das 15h desta quarta-feira, no Parque dos Bilhares, zona centro-sul. O arcebispo de Manaus disse que 5.000 pessoas são esperadas na manifestação.
A reportagem não conseguiu localizar representantes das empresas para comentar as manifestações. Em outra ocasião, a Log-In Logística Intermodal disse que recebeu a licença de instalação da obra do governo estadual. Disse que iniciará a construção do terminal nos próximos meses.


O líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Sinésio Campos (PT) disse que o governo pediu a redução da área tombada ao Iphan para beneficiar a obra e as empresas da Zona Franca. O Iphan respondeu que não atendeu ao pedido do governo. 

Fonte: Folha de S. Paulo

setembro 02, 2009

Nivaldo de Lima antecipa o Grito dos Excluídos

Nivaldo de Lima - o fotógrafo dos excluídos
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, outubro 2007
Nota do blog: O Grito dos Excluídos se aproxima. Em Manaus, Nivaldo de Lima, o fotógrafo dos excluídos, continua fora dos circuitos da arte. Só os curadores do Museu Arthur Bispo do Rosário (Flavia Corpas, entre eles) perceberam arte, ali onde se via mera denúncia social. A população de rua - excluidinha da silva - é um dos temas da sua obra fotográfica. Nivaldo de Lima certamente participará do Grito dos Excluídos no próximo dia 7 de Setembro.
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setembro 06, 2010

Chamada Geral para o Grito dos Excluídos



Assim seremos mais forte, presente na luta diária do povo. Somos muitos, somos cúmplice, somos aliados e aliadas, pensadores e pensadoras. Somos gente que de qualquer forma somos excluídos e excluídas do ciclo dominado pelo capital. 

No 16° Grito dos excluídos e excluídas iremos mais uma vez as ruas, empunhando nossas bandeiras, gritando ao silêncio dos poderosos que desta forma não dá mais para agüentar. Onde estão os nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular. Direitos não chegam como concessão dos detentores do poder ou da riqueza, direito são conquistas que requerem consciência, organização, articulação e mobilização. Precisamos de outro projeto de sociedade, de uma vida mais limpa, de uma maneira nova de viver. 

Sabemos que as mudanças ocorrem de forma lenta e às vezes lenta de mais. Porem quando acontecem é pra valer. È como as serpentes elas nunca dão bote a toa, esperam à hora exata, a respiração, movimentação minimamente pensada, exaurida e TCHUMmmm. Assim somos todos e todas picadas pela indignação, pela força, pela vontade da mudança. E essa tem que sintonizar todos os ecos do corpo e do espaço, fazendo uma grande onda, movimentando, acordando, transformando o agir e pensar da sociedade manauara. 

Para isso, temos momentos como do grito que nos traz de forma pedagógica o plebiscito popular e dessa vez sobre o limite Maximo da propriedade da terra. Queremos com isso chamar a atenção da zona urbana e rural para reforma agrária. Para mudança do pensar a terra. Queremos que o povo reflita sobre a trajetória dos alimentos que chegam a nossas mesas, sobre a soberania alimentar, sobre o desenvolvimento desse Estado na ótica do fortalecimento da agricultura familiar. 

Com sinais de esperanças, novo olhar sobre as coisas publica vamos gritar, participar, movimentar nossas bandeiras de luta por:

·         Por Melhorias no sistema de transporte coletivo;
·         Por Melhorias no sistema de Saúde Publica;
·         Pelo Tombamento do Encontro das Águas como Monumento Natural;
·         Pela Regularidade dos Serviços de Abastecimento de Água com as Taxas Sócias;
·         Pela Transparência nos Gastos do Dinheiro Público;
·         Pelo Limite da Propriedade da Terra;
·         Por Justiça e não Violência.
 
Vem! Vamos À luta!
Grito dos Excluídos e Excluídas 2010.
Onde estão os nossos Direitos?
Dia 07 de setembro
Local: Terminal 3 – Cidade Nova
Concentração 15h30min horas.


Francy Junior
Equipe de articuladoras e articuladores do Grito 2010.
(92) 84148446/32129030

Entidades articuladoras do Grito 2010: Arquidiocese de Manaus/Pastorais Sociais - Rede de Educação Cidadã - Cáritas Arquidiocesana – SARES - Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – Sindicato dos Jornalistas do Amazonas - Movimento Comunitário Vida e Esperança – MOCOCI – Comitê Social – Escolas e Fórum de Fé Política e Cidadania - Casa Mamãe Margarida - CEBI - CPT - AGN - Rádio Comunitária Voz das Comunidades – Movimento LGBT- FOPAAM – CONLUTAS - CIMI – COOASTEPS da Amazônia- FOCOINTPP – SOS Encontro das Águas – Comitê de Combate a Corrupção Eleitoral - Mutirão pela Amazônia - Fórum de Economia Solidária - Fórum Amazonense de Reforma Urbana e Eco recicla.

setembro 14, 2007

Plebiscito recebe 6 milhões de votos


Plebiscito recebe 6 milhões de votos

Escrito por Mayrá Lima
12-Set-2007

Foram mais de 35 mil urnas espalhadas nos 27 Estados brasileiros. Mais de 80 mil voluntários em todo o Brasil que participaram como mesários, debatedores e outras tarefas. E a expectativa é que mais de 6 milhões de pessoas tenham dado seu voto, questionando a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), mineradora brasileira vendida pelos parcos R$ 3,3 bilhões em 1997, quando seu valor era estimado em mais de R$ 92 bilhões. Durante os próximos dias, a tarefa dos comitês estaduais do plebiscito se concentra na contagem de votos para que, no próximo dia 25, os resultados sejam entregues aos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), além do Superior Tribunal de Justiça em Brasília.
De acordo com o membro da secretaria do Serviço Pastoral dos Migrantes e da coordenação do Grito dos Excluídos Continental, Luiz Basségio, o processo, enquanto forma pedagógica de se exercer a cidadania e fazer a discussão política, está sendo uma escola de educação popular. “Conseguiu-se juntar os movimentos sociais, os partidos, seja qual for a tendência, e estabelecer uma parceria muito grande neste processo de democracia participativa”, explicou.
A colocação deste tema dentro do debate público também é um fator considerado importante. Segundo uma das articuladoras do Jubileu Sul-Brasil, Rosilene Wansetto, aproximar-se de espaços de difíceis diálogos demonstra a grande vitória deste plebiscito. “Intelectuais, artistas, todos contribuíram para o processo de mobilização popular durante o plebiscito”, afirmou.
A unidade do conjunto da esquerda brasileira, incluindo partidos políticos e o Movimento Estudantil também foi celebrada pelo membro da Consulta Popular em Curitiba (PR), Waldemar Simão. “Aqui, tivemos a participação do governo do Estado que possibilitou que as escolas também estivessem no processo. Foi importante essa reunificação de vários atores, inclusive os professores que levaram o debate para a sala de aula”, disse.

Além da pergunta sobre a privatização da CVDR, os temas sobre dívida pública, preço da energia elétrica e previdência social também foram debatidos e votados pela sociedade brasileira. Em algumas localidades, como no Rio Grande do Sul, perguntas locais foram adicionadas. No caso gaúcho, o pedágio nas estradas estaduais foi questionado pelo plebiscito popular.
Grito

Para Basségio, o ponto culminante de toda campanha realizada pelo conjunto de entidades que organizaram o plebiscito foi o Dia da Independência do Brasil, o 7 de setembro e o conjunto das manifestações do 13° Grito dos Excluídos. O Grito reuniu em todo o País pelo menos 212 mil pessoas que levaram o tema “Isto Não Vale! Queremos Participação no Destino da Nação” e denunciaram todo o processo de privatização da CVRD.“Foi um momento muito forte com o Grito dos Excluídos. O Grito cresceu e se expande cada vez mais e recebe a adesão cada vez maior da sociedade brasileira, independentemente se a pessoa participa de algum movimento social”, avaliou.

O Estado de São Paulo foi o que reuniu o maio número de manifestantes. Segundo a organização, mais de 95 mil pessoas em Aparecida, somaram-se aos 13 mil na capital para fazer o protesto e votar nas perguntas do plebiscito. Em João Pessoa, capital paraibana, cerca de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação que foi barrada pela Polícia Militar. Caso semelhante aconteceu em Brasília, cujo manifestantes foram impedidos de maneira truculenta pela Polícia Militar de seguir a manifestação na Esplanada dos Ministérios. O carro que distribuia água para os manifestantes chegou a ser multado pelo Detran-DF sem motivos aparentes.

Fonte: Brasil de Fato

setembro 20, 2011

Grito dos Excluídos, trabalhador rural assassinado na BA e violação de regras sobre agrotóxico, leia no Boletim da CPT

PICICA: Uma igreja comprometida com os excluídos merece o respeito da sociedade. A igreja católica tem uma história de resistência à ditadura militar, no Brasil e na América Latina.

Ano 24 - Goiânia, Goiás.            Edição nº. 18 de 2011 – De 14 a 28 de setembro.
Veja nesta edição:
- Milhares de trabalhadores e trabalhadoras levantam sua voz durante o Grito dos Excluídos
- Povo Awá-Guajá e missionários são atacados no Maranhão
- Em protesto, famílias denunciam que “Transnordestina vai deixar 100 famílias Sem Teto”
- Trabalhador é assassinado na Bahia
- Justiça decreta prisão de fazendeiro por morte de Dorothy Stang
- Chefão da CNA foge de debate na TV Justiça
- A Novela Brejo dos Crioulos continua
- Projeto torna crime hediondo a violação de regras sobre agrotóxicos
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Milhares de trabalhadores e trabalhadoras levantam sua voz durante o Grito dos Excluídos

Enquanto o país celebrava oficialmente sua independência no dia 7, milhares de brasileiros e brasileiras saíram às ruas para protestar contra as desigualdades e injustiças causadas pelo sistema capitalista e cobrar mudanças. Sob o lema “Pela vida grita a terra... por direitos, todos nós”, aconteceu em todos os estados a 17ª edição do Grito dos Excluídos, organizado por várias pastorais, organizações e movimentos sociais. “Em lugar de um patriotismo passivo, que assiste da arquibancada ao desfile comemorativo, propõe-se um patriotismo ativo, que toma as ruas e reflete sobre os destinos do país”, afirma o padre Alfredo José Gonçalves, assessor das pastorais sociais. Este ano, o lema apontou para a importância da participação popular na defesa da biodiversidade do país e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Além das pautas gerais, que incluem a denúncia do uso abusivo de agrotóxicos, a oposição à proposta de alteração do Código Florestal encabeçada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB) e o questionamento das obras para a Copa do Mundo de 2014, em cada cidade o Grito incorporou pautas locais de acordo com a luta dos moradores. (Fonte/ Site do MAB)

Povo Awá-Guajá e missionários são atacados no Maranhão

Depois da detenção de dois ‘mateiros’ – indivíduos que marcam as árvores para a derrubada – dentro da Terra Indígena Caru, oeste do Maranhão (MA), a tensão tomou conta do povo Awá-Guajá e de seus apoiadores. No dia 3, a casa que serve de base para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na aldeia foi atacada e incendiada e os indígenas estão ameaçados de serem mortos caso entrem na mata. A ação de madeireiros não é novidade dentro do território, já demarcado e homologado. No dia 8, o indígena Kamajru Awá-Guajá (50 anos de idade), foi pego por madeireiros na floresta, enquanto estava caçando com sua esposa. Ele teve as mãos amarradas e o rosto vendado e ainda sofreu tentativa de estrangulamento. O fato foi imediatamente comunicado ao coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Awá-Guajá, Sr. Bruno, e outras autoridades, porém, até o momento, nenhuma providência foi tomada. Povo caçador e coletor, os Awá convivem com a ameaça e presença dos invasores há anos. De acordo com os relatos dos indígenas, cerca de 40 caminhões, cinco tratores e uma tropa de mateiros atuam diariamente dentro da floresta. Para indígenas e missionários a ausência e omissão da Funai motivam a invasão do território, bem como as ameaças e assédios. Madeireiros armados circulam livres e sem qualquer impedimento pelas aldeias. Entre os Awá, tudo se resume numa frase: "Naxatarihi areka'a mama ta" que em português significa: "Não queremos ver a destruição da nossa floresta!". (Fonte/Cimi Nacional)

Em protesto, famílias denunciam que “Transnordestina vai deixar 100 famílias Sem Teto”

Cerca de 150 pessoas que moram às margens da linha férrea no distrito de Freixeiras, município de Escada/PE, realizaram uma manifestação no dia 12 de setembro contra as obras da Transnordestina. As famílias bloquearam por cerca de três horas a BR 101, na altura do trevo que dá acesso aos municípios de Primavera e Amaraji. Portando cartazes e faixas com dizeres “Transnordestina vai deixar 100 famílias Sem Teto” e “Queremos nossas casas e queremos justiça”, as famílias denunciaram que serão expulsas do local onde vivem para dar lugar à Ferrovia e que em nenhum momento foram ouvidas e não tiveram garantia de nenhum direito. “Não temos para onde ir”, afirma uma das moradoras da Linha, como é conhecido o local. A empresa Transnordestina Logística S/A, responsável pela obra, moveu uma ação de reintegração de posse contra as famílias e o juíz federal da 6ª vara, Dr. Helio Silvio, concedeu liminar à Empresa no início deste mês, determinando a reintegração de posse e autorizando a demolição das casas, dando um prazo de até o fim de setembro para que as famílias saíssem da área. (Fonte/CPT PE)

Trabalhador é assassinado na Bahia

Mais um trabalhador rural é assassinado no país depois de receber ameaças. Leonardo de Jesus Leite, de 37 anos, do povoado de Mandassaia, em Monte Santo (BA), foi assassinado a tiros na noite do dia 6 de setembro. Os assassinos invadiram a casa, agarraram Leo e o arrastaram para o terreiro onde o executaram com um tiro na cabeça na presença de sua esposa e filhos.O Leo pertencia ao CETA – Coordenação Estadual de Trabalhadores Assentados - e fazia parte de um grupo de trabalhadores rurais sem-terra que, há mais de 10 anos, lutam bravamente pelo direito à Terra, Trabalho e Justiça na região e especialmente pela desapropriação para fins de Reforma Agrária da fazenda Jibóia, no município de Euclides da Cunha, de propriedade do Sr. José Renato, ex-prefeito deste mesmo município. Nos últimos quinze dias, Leo vinha sendo ameaçado por pistoleiros que atuam na região de Monte Santo a mando de um grupo de fazendeiros. Há muitos anos, este grupo age em quadrilha, perseguindo e matando todo cidadão que ousar se insurgir contra o latifúndio e contra seus desmandos de corrupção e roubalheira. As autoridades públicas (Poder Judiciário, Polícia Civil, Ministério Público, INCRA, Ouvidoria Agrária e outros) estavam cientes das ameaças e sabem quem são estes “fazendeiros”. No entanto, nada fizeram. (Fonte/ Movimento CETA)

Justiça decreta prisão de fazendeiro por morte de Dorothy Stang

A 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Pará negou, no dia 6 de setembro, o recurso apresentado pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta em 2005, com seis tiros. Além de rejeitar o apelo do fazendeiro e manter a condenação, os juízes aprovaram, por unanimidade, o pedido da relatora, a juíza convocada Nadja Nara Cobra, de prisão preventiva de Galvão. Considerado mandante do crime, Galvão tentava anular a sentença proferida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém (PA), em abril de 2010. Ele foi condenado a cumprir a pena inicialmente em regime fechado e obteve habeas corpus que lhe permitiu recorrer da sentença em liberdade provisória, sendo o único dos cinco acusados pelo assassinato da missionária a continuar solto. O fazendeiro sempre negou qualquer participação no crime. Galvão ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Fonte/ Portal Terra)

Chefão da CNA foge de debate na TV Justiça

Um episódio marcado pela falta de respeito à democracia e ao livre debate de ideias provou, mais uma vez, que os ruralistas não têm como defender o indefensável. Na tarde do dia 06/09, a TV Justiça, em Brasília, iria gravar um debate sobre o aumento do uso de agrotóxicos no Brasil, no programa “Meio ambiente por inteiro”. Para o debate foi convidado um dos representantes da Campanha contra os Agrotóxicos e Pela Vida, do Distrito Federal e integrante do SINPAF, Vinícius Freitas, e o presidente da Federação da Agricultura de Goiás e integrante da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), José Mário Schreiner. No início da gravação, a jornalista apresentou os participantes e chamou o VT de um trecho do documentário “O veneno está na mesa”, recém-lançado pelo cineasta Silvio Tendler e que ganhou repercussão nacional, que serviria como pontapé inicial para o debate. Antes que a transmissão do trecho do filme terminasse, um dos três assessores de Schreiner determinou a interrupção da gravação. “Não sabíamos que vocês iriam exibir esse filme, podem parar”, bradou o assistente. O dirigente ruralista, por sua vez, passou a argumentar de forma agressiva com a equipe de jornalistas que não continuaria com a gravação e que não estava ali “para que seus filhos o vissem como assassino”. A produção se desculpou e propôs a exclusão do video, o que não foi aceito por Schreiner. Os ruralistas deixaram o local alegando “insegurança” para continuar a gravação. “Lamentamos não ter podido promover um debate saudável sobre um assunto tão importante para a população. Continuamos à disposição do programa e da sociedade brasileira para ouvir e argumentar”, afirma Freitas. (Fonte/ Site Jornal Brasil de Fato)

A Novela Brejo dos Crioulos continua

A luta pela desapropriação do território de Brejo dos Crioulos de 17.302 hectares que se arrasta há mais de dez anos, teve mais um desfecho na madrugada do dia 10/09 com a ocupação da Fazenda Lagoa da Varanda de propriedade de Raul Ardito Lerário. O processo de Brejo dos Crioulos já se encontra na Casa Civil desde março deste ano para ser entregue a presidenta Dilma para que o decreto de desapropriação seja assinado. Nos últimos sete anos mais de doze ocupações já ocorreram no referido território e sempre foi tratado como caso de polícia. Vários despejos já ocorreram (legais e ilegais) assim como as várias ações de pistoleiros na área. Tiroteios, ameaças e tentativas de assassinatos foram já constantemente denunciados. O Poder judiciário ferrenho defensor da propriedade privada nunca tratou a questão como um problema social e por isso o conflito se arrasta há anos. O executivo com sua morosidade é o maior responsável pela continuidade deste conflito. Por que um processo de desapropriação necessita de tanto tempo para ser concluído? Quatro anos de FHC, oito de Lula e já quase um ano de Dilma não foram suficientes para terminar esse processo e acabar com o conflito. Há mais ou menos 20 dias lideranças quilombolas estiveram reunidas com a assessoria da Casa Civil, no intuito de buscar agilização da assinatura do decreto. E enquanto a assinatura do decreto não acontece, o período de realizar as roças vai chegando e cansados de verem os filhos terem que migrar para as colheitas longe da região, as ocupações vão ocorrendo acirrando o clima já tão tenso. (Fonte/CPT MG)

Projeto torna crime hediondo a violação de regras sobre agrotóxicos

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1811/11, do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que caracteriza como crime hediondo a produção, a comercialização, o transporte e a destinação de agrotóxicos ou de seus componentes em descumprimento às exigências legais. A lei atual (7.802/89) penaliza com dois anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de multa, quem descumprir as normas sobre agrotóxicos. Ao tornar essas condutas crimes hediondos, o autor quer dar a elas tratamento mais severo. Os crimes hediondos são inafiançáveis e não podem ser objeto de graça, anistia ou indulto. Teixeira argumenta que a falta de controle na manipulação dos agrotóxicos e de seus componentes tem efeitos graves na população. Segundo ele, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) registram cerca de 20 mil mortes por ano nos países em desenvolvimento causadas pela manipulação, inalação e consumo indireto de pesticidas. “O uso negligente de agrotóxicos tem causado diversas vítimas, além de abortos, fetos com má formação, suicídios, câncer, dermatoses e outras doenças”, justifica o deputado. Hoje, a legislação determina que todos os agrotóxicos e componentes só poderão ser utilizados se registrados em órgão federal, cumprindo exigências dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura. A norma proíbe o registro de defensivos e componentes para os quais não haja antídoto ou que causem danos à saúde ou ao meio ambiente. A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votada no Plenário. (Fonte/Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

setembro 01, 2011

Grito do Excluídos - versão 2011

PICICA: "Bem aventurados os que tem sede de justiça..." Só entre os que passaram pelo hospício de Manaus, e que esperam pelos serviços que substituam o modelo manicomial, já somam mais de 50 mil pessoas.  Se essa multidão for pra rua cobrar o que lhe é de direito, para o trânsito em Manaus. Lamentavelmente, não há o menor risco desse "acontecimento", tamanho é o divórcio entre a prática clínica comportada e a inquietação da prática política. Macacos me mordam, se isto não é produto da omissão dos reformistas de araque!
Grito do Excluídos - versão 2004 - Foto: Rogelio Casado


GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS 2011

O Grito dos/as Excluídos/as é uma manifestação popular, aberto às pessoas, grupos, igrejas e movimentos sociais. A cada ano, no dia 7 de Setembro, milhares de cidadãos e cidadãs, vão às ruas do Brasil a fora para gritar contra todas as formas de injustiça, que causam a destruição da vida do povo. O Grito dos/as Excluídos/as, também, quer chamar a atenção da população para a necessidade de transformação da sociedade através da unidade, organização e lutas populares, pois existem sinais de esperança para os que estão à margem  de nossa sociedade. Neste ano, no dia 7 de Setembro, convidamos você a ir às ruas, junto com as organizações sociais, para reivindicar a denunciar a violação dos nossos direitos: direito a transporte coletivo de qualidade e não ao aumento da tarifa; direito a educação cidadã; direito à moradia digna e segurança pública. 

DIA: 7 de Setembro de 2011.
LOCAL: (concentração) PRAÇA DOS BILHARES, Av. Constatino Nery, às 15:00hs,.

MAIS UMA VEZ VAMOS ÀS RUAS GRITAR PELOS DIREITOS SOCIAIS!!

PEDIMOS QUE REPASSEM ESTE CONVITE AOS SEUS CONTATOS

Abraços Fraternos,

Antônio Fonseca
Assessor Cáritas - EFFC
Contato: (92) 9162-4048
                       8423-0265

dezembro 05, 2008

Movimentos sociais querem novo modelo de desenvolvimento

Ano VI - nº 157

quinta-feira, 04 de dezembro de 2008


Movimentos sociais querem novo modelo de desenvolvimento

Nós do MST, ao lado de centrais sindicais, organizações de estudantes, movimentos populares e entidades da sociedade civil, construímos um documento com preocupações acerca do atual quadro social e econômico do país e propostas para a superação da crise econômica mundial. Defendemos que o país deve mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal e construir um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno. Na semana passada, participamos de reunião com o governo federal e aproveitamos a oportunidade para apresentar o documento, assinado por mais de 50 entidades, com propostas para o nosso país diante da crise.

Nossa participação na reunião não significa nenhum tipo de apoio a qualquer candidato. “Estamos preocupados com o futuro do nosso país, que não será resolvido de eleição em eleição, mas com um novo ascenso do movimento de massas em defesa das mudanças estruturais e de um projeto nacional”, afirma Marina dos Santos, da coordenação nacional do MST, que leu o documento durante a reunião. Estavam presentes os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Dilma Roussef (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).

Publicamos, abaixo, a íntegra da carta dos movimentos sociais:

CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS APRESENTADA EM REUNIÃO COM GOVERNO FEDERAL

Cumprimentamos o Governo Federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer - se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro.

Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o Governo Federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro do capital.

O conjunto dessas propostas se insere no espírito geral, de que devemos aproveitar a brecha da crise para mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal, e ir construindo um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado em outros parâmetros, sobretudo na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno.

Nossa preocupação fundamental é aproveitar para que nessa mudança se logrem medidas concretas que visem melhorar as condições de vida de nosso povo, garantindo os direitos à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade em todos níveis, à moradia digna, ao acesso à cultura e às reformas urbana e agrária.

Infelizmente, a maioria do nosso povo não tem acesso a esses direitos básicos. Sabemos que poderosos interesses dos capitalistas locais, das empresas transnacionais e, sobretudo do sistema financeiro, concentra cada vez mais riqueza, renda, e impedem que nosso povo usufrua da riqueza por ele produzida.

Já estamos cansados de tanta dominação capitalista, e agora assistimos às crises financeiras e à ofensiva dos interesses do império que controla as riquezas naturais, minerais, a água, as sementes, o petróleo, a energia e o resultado de nosso trabalho.

Diante disso, queremos apresentar-lhe algumas propostas concretas para que possamos resolver, de fato, os problemas do povo, e impedir que de novo as grandes empresas transnacionais e os bancos transfiram para o povo o custo da crise:

Propostas de articulações internacionais:

1. Defendemos como resposta à crise o fortalecimento da estratégia de integração regional, que se materializa a partir dos mecanismos como: MERCOSUL, UNASUL e ALBA.

2. Apoiamos medidas como a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais, como recentemente fizeram Brasil e Argentina, e sugerimos que esta medida deva ser adotada pelo conjunto dos paises da América Latina.

3. Defendemos a consolidação o mais rápido possível do BANCO DO SUL, como um agente que promova o desenvolvimento regional e que auxilie o crescimento do mercado interno entre os paises da América Latina e como um mecanismo de controle de nossas reservas, para impedir a especulação dos bancos, do FMI, e dos interesses do capital dos Estados Unidos.

4. Nós afirmamos que a atual crise econômica e financeira é de responsabilidade dos países centrais e dos organismos dirigidos por eles, como a OMC, o Banco Mundial e o FMI. Defendemos uma nova ordem internacional, que respeite a soberania dos povos e nações.

5. Pedimos vosso empenho e compromisso pela retirada imediata de todas as forças estrangeiras do Haiti. Nenhum país da América Latina deve ter bases e presença militar estrangeira. Propomos, em seu lugar, a constituição de um fundo internacional solidário para reconstrução econômica e social daquele país. Apresentamos também nossa oposição à reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos em águas da América Latina.

Propostas de políticas internas:

1. Controlar e reduzir imediatamente as taxas de juros.

2. Impor um rigoroso controle da movimentação do capital financeiro especulativo, instituindo quarentenas e impedindo o livre circular, penalizando com elevados impostos suas ganâncias.

3. Defendemos que todos os governos devem utilizar as riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para criar fundos solidários para investir na solução definitiva dos problemas do povo, como direito ao emprego, educação, terra e moradia. Para isso, o governo brasileiro precisa cancelar imediatamente o novo leilão do petróleo, marcado para dia 18 de dezembro.

4. O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha e desgastada orientação do FMI - um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais, na construção de transporte publico e de moradias populares para a baixa renda, dando assim uma grande valorização à reforma urbana e agrária, incentivando a produção de alimentos pela agricultura familiar e camponesa. É preciso investimentos maciços, na construção de escolas, contratação de professores para universalizar o acesso à educação de nossos jovens, em todos os níveis, em escolas públicas, gratuitas e de qualidade.

5. Defendemos que o governo estabeleça metas para a abertura de novos postos de empregos, a partir de um amplo programa de incentivo à geração de empregos formais, em especial entre os jovens. Reajustar imediatamente o salário mínimo e os benefícios da previdência social, como principal forma de distribuição de renda entre os mais pobres.

6. Controlar os preços dos produtos agrícolas pagos aos pequenos agricultores, implantando um massivo programa de garantia de compra de alimentos, através da CONAB. Hoje, as empresas transnacionais que controlam o comércio agrícola estão penalizando os agricultores, reduzindo em 30%, em média os preços pagos do leite, do milho, dos suínos e das aves. Mas, no supermercado, o preço continua subindo.

7. Revogar a Lei Kandir e voltar a ter imposto sobre as exportações de matérias primas agrícolas e minerais, para que a população não seja mais penalizada, para estimular sua exportação.

8. O governo federal não pode usar dinheiro público para subsidiar e ajudar a salvar os bancos e empresas especuladoras, que sempre ganharam muito dinheiro e agora, na crise querem transferir seu ônus para toda sociedade. Quem sempre defendeu o mercado como seu "deus-regulador", agora que assuma as conseqüências dele. Nesse sentido os bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) deveriam estar orientados não para socorrer o grande capital e sim para o benefício de todos os povos.

9. Reduzir a jornada de trabalho, em todo o país e em todos os setores, sem redução de salário, como uma das formas de aumentar as vagas. E penalizar duramente as empresas que estão demitindo.
10. A mídia permanece concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos. Este quadro reforça a difusão de um pensamento único que privilegia o lucro em detrimento das pessoas e exclui a visão dos segmentos sociais e de suas organizações do debate publico. Para reverter esta situação e colocar a mídia a serviço da sociedade, é preciso ampliar o controle da população sobre as concessões de rádio e TV, fortalecer a comunicação pública e garantir condições para o funcionamento das rádios comunitárias, acabando com a repressão sobre elas. Por tudo isso, é urgente que o governo federal convoque a Conferencia Nacional de Comunicação.

11. Para garantir os territórios e a integridade física e cultural dos povos indígenas e quilombolas como determina a Constituição, o Governo Federal deve continuar demarcando as terras e efetivando a desintrusão desses territórios em todo o país, sem ceder às crescentes pressões dos setores antiindígenas – tanto políticos, como econômicos. Na luta por seus direitos territoriais, os povos indígenas e quilombolas têm enfrentado a violência e a discriminação cada vez mais forte em todo o país. Chamamos especial atenção, nesse momento, para a urgência de se demarcar as terras tradicionais do povo indígena Guarani Kaiowá que vive no Mato Grosso do Sul. Atualmente, eles estão confinados em ínfímas porções de terra e, principalmente por causa disso, há um alto índice de suicídios entre o povo.

12. Realizar a auditoria integral da dívida pública para lançar as bases técnicas e jurídicas para a renegociação soberana do seu montante e do seu pagamento, considerando as dívidas histórica, social e ambiental das quais o povo trabalhador é credor.

13. Defendemos uma reforma política que amplie os espaços de participação do povo nas decisões políticas. Uma reforma não apenas eleitoral, mas que amplie os instrumentos de democracia direta e participativa.

14. Em tempos de crise, há uma investida predatória sobre os recursos naturais como forma de acumulação fácil e rápida, por isso não podemos aceitar as propostas irresponsáveis de mudanças na legislação ambiental por parte dos representantes do agronegócio, que pretende reduzir as áreas de reservas legais na Amazônia e as áreas de encosta, topo de morros e várzeas no que resta da Mata Atlântica. Propomos a criação de uma política de preservação e recuperação dos biomas brasileiros.

15. Contra a criminalizacao da pobreza e dos movimentos sociais. Pelo fim da violência e pelo livre direito de manifestação dos que lutam em defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais dos povos.

Esperamos que o governo ajude a desencadear um amplo processo de debate na sociedade, em todos os segmentos sociais, para que o povo brasileiro perceba a gravidade da crise, se mobilize e lute por mudanças.

Atenciosamente,

Via Campesina
Assembléia Popular – AP
Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS
Grito dos Excluídos Continental
Grito dos Excluídos Brasil
Associação Nacional de Ong’s – ABONG
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Central Única dos Trabalhadores – CUT
União Nacional dos Estudantes – UNE
Marcha Mundial de Mulheres – MMM
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB
Central de Movimentos Populares – CMP
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Confederação das Associações das Associações de Moradores – CONAM
Caritas Brasileira
CNBB/Pastorais Sociais
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
União Brasileira de Mulheres – UBM
Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Movimento dos Trabalhadores Desempregados – MTD
Movimento Trabalhadores Sem Teto – MTST
União Nacional Moradia Popular – UNMP
Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM
Movimento Nacional de Luta por Moradia – MNLM
Ação CidadaniaConselho Brasileiro de Solidariedade com Povos que Lutam pela Paz – CEBRAPAZ
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – ABRAÇO
Coletivo Brasil de Comunicação – INTERVOZES
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Jubileu Sul Brasil
Movimento pela Libertação dos Sem Terras – MLST
União Estudantes Secundaristas – UBES
União Juventude Socialista – UJS
Evangélicos pela Justiça – EPJ
União nacional de Entidades Negras – UNEGRO
Federação Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Pastoral da Juventude do Meio Rural – PJR
Associação dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
Confederação Nacional Trabalhadores Entidades de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional Trabalhadores da Educação – CNTE
Confederação Nacional do Ramo Químico – CNQ/CUT
Federação Única dos Petroleiros – FUP
Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas – SINTAP/CUT
Associação Nacional de Pós-graduandos – ANPG
Confederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM/CUT
Movimento Camponês Popular – MCP
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Conselho Indigenista de Roraima – CIR
Federação Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul
Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade
Instituto Nacional Estudos Sócio-econômicos - INESC
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setembro 06, 2011

Em Manaus, o Grito dos Excluídos terá a participação do movimento por uma sociedade sem manicômios

PICICA: "Terceira Parada ► Em frente ao hospital Eduardo Ribeiro ► Tema: Saúde Mental - Responsável → (Pastoral da Saúde/Rogelio Casado). ► Debater o tema da saúde mental, da morosidade na implantação dos CAPS, da situação dos internos no Hospital Eduardo Ribeiro..."
Rogelio "Bispo do Rosário" Casado - Foto: Nivya Valente

Pela Vida grita a terra... Por direitos todos nós
Programação do dia 07 Setembro - Grito dos Excluídos e Excluídas 2011

Concentração: 15 horas: Em frente a Stock Casa – av. Constantino Nery ► Temas abordados na concentração:
Grandes Projetos para Amazônia:Responsáveis → (CIMI/CPT); ► trabalhar a questão dos grandes projetos para a Amazônia, situação agrária da região (conflitos agrários), meio ambiente (degradação ambiental);
  • Copa do Mundo e as implicações sociais para a cidade de Manaus: → (Comitê Popular Copa 2014 Manaus); ► Expor as implicações que as obras da copa do mundo trará para a cidade de Manaus: transporte, mobilidade urbana, água e saneamento, segurança pública;
  • Extermínio de Jovens: → (Pastoral da Juventude);
  • Corrupção: → (Fórum de Combate a Corrupção);
  • Comarcas e Judiciário→ (CDH);
O tempo de apresentação para cada tema ficou definido entre 5 a 10 minutos.
Depois dos temas abordados haverá uma Tribuna Livre, onde haverá manifestação de movimentos e reivindicações localizadas, o tempo para o uso da tribuna será de 3 minutos.
Saída em caminhada: 16 horas
Primeira Parada ► Em frente a Fechacon ► Tema → Trabalho – Responsável → (Pastoral Operária). ► debater a questão do trabalho no distrito industrial versus a maior renda per capita, questão dos trabalhadores informais, fazer ligação com o programa ‘Brasil sem miséria’.

Segunda Parada ► Em frente a quadra da Chapada ► Tema: Moradia - Responsável → (Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM). ► Debater a questão da habitação, déficit habitacional, programas do governo, propriedade de terra, habitação direito social...

Terceira Parada ► Em frente ao hospital Eduardo Ribeiro ► Tema: Saúde Mental - Responsável → (Pastoral da Saúde/Rogelio Casado). ► Debater o tema da saúde mental, da morosidade na implantação dos CAPS, da situação dos internos no Hospital Eduardo Ribeiro...
Quarta Parada ► Em frente ao Vivaldão ► Tema: Exploração sexual de crianças, jovens e mulheres e tráfico de mulheres - Responsáveis → (Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – FPMM e Pastoral do Menor)
Ato Final ► Área externa da arena Amadeu Teixeira ► Ato simbólico sob responsabilidade da coordenação.


IMPORTANTE:
Ficou definido que o tema central que conduzirá toda a reflexão do Grito será a Ligação com a Campanha da Fraternidade que teve como tema: Fraternidade e a Vida no Planeta e a Copa do Mundo e suas implicações para a população e a cidade de Manaus, a idéia é estabelecer uma ligação entre o tema tratado na Campanha da Fraternidade e o discurso corrente do tal “legado da copa do mundo” expondo as contradições do tema.
Na concentração serão abordados dois grandes temas: Grandes Projetos para a Amazônia e Copa do Mundo e suas implicações para a população e a cidade de Manaus. Contudo será espaço para expor outras demandas.
Venham! Movimentos e entidades, grupos das mais diversas etnias, comunidades e cidadão identificados com as lutas populares, tragam suas faixas, suas reivindicações, seus gritos e vamos Gritar Pela Vida Grita a Terra... Por Direitos Todos Nós!
Coordenação das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus
Contato: Guadalupe (92) 9120-7657 / 8401-1117 / 3212-9047
Antonio Fonseca (92) 9162-4048 / 8423-0265
Pe. Anselmo Dias (92)8186-9129 / 3212-9042