Nota do blog: A dica é do jornalista Paulo Henrique Amorim.
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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outubro 05, 2010
Por que essa gente - Serra et caterva - não pode voltar ao poder Executivo Federal, segundo Ciro Gomes
Ciro fala e justifica os motivos dele não querer que Serra e FHC voltem ao poder no Executivo Federal
* * *
Ciro Gomes propõe enfrentar a mídia
Reproduzo entrevista concedida ao jornalista João Peres, publicada na Rede Brasil Atual:Ciro Gomes está de volta à vida eleitoral? Difícil dizer. O deputado federal assegura que será um cabo eleitoral de Dilma Rousseff na disputa do segundo turno, mas evita entrar em detalhes.
Em se tratando do ex-ministro da Integração Nacional, a única certeza é de que surpresas não são exceção. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Gomes garante que não guarda nenhum ressentimento de ter sido preterido pelo presidente Lula na disputa ao Planalto, mas admite ter sentido uma grande tristeza que, garante, já passou.
O deputado, que ficou uma temporada fora do país para curar as mágoas, esteve nesta segunda-feira (4) na reunião que reuniu parte importante da base aliada ao governo na discussão dos rumos da campanha do segundo turno. O ex-ministro mostrou que há uma característica sua que não muda: a língua afiada. Confira a entrevista:
Qual será seu papel no segundo turno na campanha de Dilma?
Sou cabo eleitoral no Ceará.
E no resto do Brasil? O senhor é uma personalidade de projeção nacional.
Estou 100% à disposição para participar desse debate porque o Brasil está acima de tudo. Todo mundo sabe que fiquei muito triste por ver frustrada minha justa intenção de participar desse debate, mas para mim está tudo superado e o mais importante é ajudar o povo brasileiro a ver com serenidade qual o melhor caminho para o país. E estou seguro que o melhor caminho é a Dilma.
Dilma deixou muito marcado o tom de comparação entre os dois governos (FHC e Lula). E que agora é hora de enfatizar essa comparação. É esse o caminho?
Esse é um dos caminhos, mas é preciso também compreender porque 20% dos brasileiros, tudo gente boa, da melhor intenção, tudo gente progressista, trabalhadora, amada, porque não veio conosco no primeiro turno. Por que foi com a Marina? O que a Marina interpretou? Acho que uma certa frouxidão do PSDB acabou sendo replicada por certa frouxidão do PT, e tem uma parte de nós, brasileiros, que não gostamos dessa frouxidão.
Sei disso porque uma parte dessas pessoas já votou comigo em outras ocasiões. É classe média, estudante, jovens, gente preocupada com alguma intransigência. Não é de intolerância que estou falando, mas de intransigência em matéria de comportamento político.
Uma das questões que se tocou aqui é sobre quanto os boatos espalhados na reta final tiraram votos de Dilma. Esses boatos, ao serem disseminados por parte da imprensa, foram importantes nisso?
Perifericamente. Boato só prospera onde há perplexidades, vácuos, vazios. Como essa questão do aborto. É complexa, é delicada. Interagem com esse assunto questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas. Questões terríveis.
E os políticos, por regra, detêm um oportunismo muito rasteiro a respeito deste assunto. Acho que esse é o vácuo. Quando você tem um vácuo e não tem clareza, o boato acaba prosperando mais do que devia.
E, claro, há o papel de uma parte da imprensa brasileira. E isso não é novidade, não temos que nos assustar com isso. Quem se enganou foi quem imaginou que haveria essa cordialidade que eu sempre soube que não haveria. Uma parte da imprensa brasileira tem preferência, o que é legítimo.
Apenas deveríamos ajudar o eleitor brasileiro a saber que a Veja é reacionária. É direito do povo brasileiro saber que a Veja é reacionária. A Veja deve existir, deve fazer o que bem entender. Se passar da conta, temos um sistema democrático que garante reparos no Judiciário, mas nada de ir contra a imprensa. A imprensa é sagrada para nós, democratas.
A Veja passou da conta no primeiro turno?
A Veja? A Veja passa da conta. Vive a serviço do que há de mais espúrio na sociedade brasileira. É isso que a gente deve explicar para as pessoas. Que a Veja tenha longa vida, mas que todos fiquem sabendo que a Veja não é uma observadora neutra da vida brasileira: ela está a serviço dos interesses internacionais, da privataria, da escória brasileira. Isso sempre foi. Desde que a turma de melhor nível saiu, virou isso (referindo-se a jornalistas mais antigos). Um instrumento de achaque.
Para a campanha de Dilma, como é melhor lidar com essa contra-informação?
Falar com o povo. Sincera e humildemente. Falar com o povo. Enfrentar. Isso sou eu que estou falando. Essa cordialidade só ajuda àquelas pessoas que têm as ferramentas clandestinas de mentir contra a vontade popular.
Resta algum ressentimento por ter sido preterido nessa disputa?
Não. Não tive ressentimento em momento algum. Tive muita tristeza, que é mais amargo do que ressentimento. Mas já passou.
Fonte: Blog do Miro
Nota do blog: "De acordo com Tim Maia, com todo o respeito, "O Brasil é o único país onde prostituta tem orgasmo, cafetão tem ciúme, traficante é viciado, e pobre é de direita." E um amigo me disse: "E onde o PV apoia o neo-liberalismo". Com amor, e". Esse texto é do eminente professor Evandro Vieira Ouriques, postado no Facebock, de onde catamos a dica do vídeo acima.
abril 26, 2010
Nem Serra, nem Ciro Gomes estão preparados para o Brasil
Ciro Gomes
Foto postada em 94fm.com.br
Oleo do Diabo Foto postada em 94fm.com.br
Não, Ciro. Serra não é mais preparado para enfrentar crise
Brizola Neto, em seu Tijolaço, comenta as manipulações feitas em torno das declarações de Ciro Gomes, exagerando sempre suas críticas ao governo e à Dilma, e omitindo os petardos que ele solta, como de praxe, contra o serrismo.
Não dá, todavia, para tampar o sol com a peneira. Ciro conhece de perto a disposição antilulista da mídia e tem inclusive se utilizado dessa contraforça para se projetar. É muito fácil. Basta criticar o PT em temas mais ou menos óbvios, de forma não muito violenta para não queimar pontes, nem suave demais a ponto de não chamar a atenção dos hidrófobos antipetistas da big press, obcecados em coletar e divulgar qualquer crítica a seus inimigos.
O Ciro de ontem resolveu elevar a dose de antipetismo para, proporcionalmente, ganhar mais mídia. Quanto mais violento for seu ataque ao PT e, particularmente, à menina dos olhos do petismo, a sua candidata Dilma Rousseff, mais holofotes se acenderão para Ciro Gomes desfilar.
Conseguiu. O nome Ciro aparece em todas as manchetes de jornal.
Ou seja, Ciro Gomes sabe o que fez.
A mídia parou de xingar Ciro Gomes, pintado agora como um campeão. Destemperado, mas valente.
As forças dilmistas, como era de se esperar, assistem a cena estarrecidas, com medo de qualquer manifestação que bote ainda mais fogo na fogueira.
Segundo a pesquisa Ibope, Ciro Gomes marcou 8% na pesquisa estimulada. Isso corresponde a quase 10 milhões de votos. Ele é uma figura importante no xadrez eleitoral, e sabe disso. Suas manifestações serviram como advertência, tanto aos governistas, quanto para a oposição. Ciro tem expertise midiática. Na verdade, ele se tornou uma espécie de celebridade.
Mas Ciro, outra vez, deslumbra-se com a luz dos holofotes. Por mais intensa que esta seja, o poder não está em quem está sob a luz, e sim em quem liga ou desliga a lâmpada. E não é Ciro quem faz isso.
O deputado está nitidamente confundindo política com uma cultura de celebridade, e querendo impor a sua opinião política, que é válida, mas é SUA opinião pessoal, ao povo brasileiro. Isso não se impõe. Conquista-se. Ser presidente da República não pode ser puramente uma ambição pessoal. O candidato deve estar no centro de um conjunto de forças políticas, partidárias e sociais, para ser um representante dessas idéias, e não de SUAS idéias.
Daí que o parlamentar declarou, no meio dessa confusão, que pode abandonar a política e virar "intelectual". Toda frase de Ciro recende a uma arrogância que me assusta. Em primeiro lugar, ele parece menosprezar a função do intelectual. Se quer virar intelectual, ótimo. O Brasil precisa tanto de intelectuais como de políticos, contanto, claro, que seja um intelectual competente e corajoso. Afinal, da mesma forma que há políticos corruptos e incompetentes, também há intelectuais desprezíveis.
Em segundo lugar, Ciro simula um ceticismo em relação à política que não é coerente, nem com sua astúcia, nem com as circunstâncias históricas. Nunca houve política ideal em lugar nenhum do mundo. Muito menos no Brasil. Provavelmente nunca haverá. A política, por ser um ringue onde se disputa o poder, sempre atrairá os espíritos mais violentos e mais ambiciosos. Isso é natural e por isso mesmo que os cidadãos devem se organizar para lidar da melhor forma possível com esse Leviatã.
As circunstâncias históricas atuais, por outro lado, também não respaldam o sarcasmo e o cinismo de Ciro Gomes, porque estamos testemunhando mudanças sócio-econômicas profundas no país e o deputado sabe disso. Em meio à névoa neo-maquiavélica em que partidos e forças sociais se digladiam, pode-se vislumbrar o povo caminhando, silenciosamente, discretamente, indiferentemente, em direção à um futuro um pouco melhor. É um silêncio cheio de orgulho, porque os governos não lhe fazem favor algum. É uma conquista de seus próprios direitos, e que lhe custou, nos últimos séculos, muita fome, muito trabalho, muito sofrimento. Ciro Gomes sabe disso. Ciro Gomes sabe que dezenas de milhões de nordestinos já morreram de inanição e doenças. Ciro Gomes sabe que as capitais do Sudeste foram construídas por braços nordestinos, ao mesmo tempo que o Nordeste agonizava.
Ciro Gomes sabe, enfim, que o Nordeste passa por uma fase de grande transformação social, registrando índices de crescimento econômico muito superiores ao do resto do país.
Não quero acreditar que Ciro, mesmo sabendo e testemunhando tudo isso, quer pular para o outro lado do balcão e defender os conservadores do Sudeste.
Irá Ciro agora defender que Serra está mais preparado que Dilma para enfrentar crise? Por quê? Serra não será um ditador. Será a cabeça de um conjunto de forças políticas, e essas forças, na minha opinião, não estão nada preparadas para enfrentar nenhuma crise, principalmente porque foram essas mesmas forças as grandes produtoras de crises no Brasil. A ideologia política do serrismo não passa de um êmulo tropical e mambembe das idéias estrangeiras que geraram a última grande crise econômica mundial.
O governo Serra não apenas não estaria preparado para enfrentar crises, como seria o pivô de muitas crises. Sua conhecida intransigência e seu centralismo autoritário deflagrariam conflitos em toda parte: com prefeitos, com governadores, com movimentos sociais, com sindicatos, com outros partidos.
Além disso, Serra se elegeria com um reduzido grupo de partidos. Os únicos aliados do PSDB são partidos decadentes, reacionários. Quase não são mais partidos. PPS e DEM já articulam integrar-se ao PSDB para escaparem a uma humilhante extinção natural. Ninguém mais quer votar em PPS e DEM. Esse é o governo mais preparado para crise?
Não tem sentido.
Um governo mais preparado para enfrentar uma crise é um governo forte, que lidera um amplo leque de alianças partidárias, que exerce com sucesso a mediação entre segmentos sociais fortemente antagônicos. Serra não serve para fazer esta mediação porque os tucanos defendem apenas um lado. Serra não tem apoio de nenhuma entidade sindical, trabalhista, estudantil, indígena, camponesa. Nenhum instituição com um mínimo de enraizamento popular apóia ou apoiará Serra.
Não, Ciro, Serra não está preparado.
Ao longo de sua carreira, Serra afastou-se do povo brasileiro, e de seus interesses.
Serra não está preparado para representar o Brasil lá fora.
Ele já começou atacando o Mercosul, uma das maiores conquistas da América do Sul das últimas décadas. Ao mesmo tempo em que defende que o Brasil amplie suas exportações de manufaturados, Serra não vê (por cegueira ideológica) que é o Mercosul, e a América Latina, o destino de 90% de nossos manufaturados.
Serra defende o belicismo neocon dos norte-americanos e já escreveu um artigo fortemente ofensivo ao Irã.
Contribuirá, portanto, para as articulações pró-guerra que os poderosos lobbies armamentistas semeam na mídia corporativa mundial.
Não, Ciro. Serra não está preparado. E, pelo jeito, tampouco você está.
Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
abril 25, 2010
Coriolanou de vez
jangadeiroonline — 23 de abril de 2010 — Ciro reafirma a vontade em disputar as eleições de outubro para a Presidência da República.
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Oleo do Diabo |
Meu artigo sobre Ciro, modéstia à parte, acertou na mosca. O nobre parlamentar continua flertando com o personagem de Shakespeare, o general romano Caio Márcio, também conhecido pelo nome Coriolano. A figura existiu historicamente, e foi biografada por Plutarco.
Deixem-me, portanto, terminar de contar a história da peça. Coriolano, um patrício reacionário que odiava a plebe, é banido da cidade. Cheio de ressentimento, ele se dirige à Ancio, cidade dos Volscos, os piores inimigos de Roma, apresenta-se a Tulo Aufídio, até pouco seu adversário número 1, e se oferece para ajudar a destruir sua antiga pátria.
Esperemos, naturalmente, que Ciro Gomes seja mais esperto que isso. A mídia vem atiçando, sutilmente, o lado mais inflamável do ex-candidato. Hoje a Dora Kramer nos conta que Ciro, de fato, evitou deliberadamente criticar Serra, para ganhar o eleitorado antilulista. O cálculo é válido, inteligente até se considerarmos que Ciro quase se lançou candidato ao governo de São Paulo, o estado mais conservador do país. Mas é perigoso também. Cativando o cidadão conservador, o próprio Ciro se tornou um.
O comportamento de Ciro mostrou-se errático, esquizofrênico. Ele iniciou seu périplo eleitoral fazendo críticas extremamente duras à Serra e à big press, que se popularizaram muito através da internet. Depois disso, no entanto, o parlamentar mudou de estratégia. Passou a criticar o PT, o que lhe abriu as portas da mesma mídia que ele havia criticado tão acerbamente.
Tudo bem, política é assim mesmo. Um jogo de morder e assoprar o tempo todo. Não se pode ser ingênuo, todavia. A mídia é vingativa e só não é mais brutal com Ciro justamente porque anseia que ele ao menos não auxilie Dilma Rousseff. E está conseguindo. Por meio de elogios, chantagens, ofensas, a mídia conseguiu manipular a vaidade de Ciro e intrigá-lo com a campanha da ministra.
Alguém deve lembrar a Ciro que o final de Coriolano é triste. Movido por seu rancor vingativo, ele se junta aos volscos para atacar Roma, mas quando, já no acampamento militar diante de sua cidade natal, recebe a visita de sua mãe instando-o a não cometer um ato de traição tão vil, ele se comove e desiste. De volta à Ancio, é linchado pelos populares, furiosos com sua indecisão.
As atitudes de Ciro, intempestivas, coléricas, solitárias, não repercutem bem em nenhuma parte. O roçado de escândalos, frase que o parlamentar proferiu num dia de Roberto Jefferson, atravessou a cerca e chegou à sua própria horta. Afinal, depois de tantos rasgados elogios ao presidente Lula, a omissão de Ciro Gomes na luta eleitoral deste ano, não é nada menos do que escandalosa.
Deixem-me, portanto, terminar de contar a história da peça. Coriolano, um patrício reacionário que odiava a plebe, é banido da cidade. Cheio de ressentimento, ele se dirige à Ancio, cidade dos Volscos, os piores inimigos de Roma, apresenta-se a Tulo Aufídio, até pouco seu adversário número 1, e se oferece para ajudar a destruir sua antiga pátria.
Esperemos, naturalmente, que Ciro Gomes seja mais esperto que isso. A mídia vem atiçando, sutilmente, o lado mais inflamável do ex-candidato. Hoje a Dora Kramer nos conta que Ciro, de fato, evitou deliberadamente criticar Serra, para ganhar o eleitorado antilulista. O cálculo é válido, inteligente até se considerarmos que Ciro quase se lançou candidato ao governo de São Paulo, o estado mais conservador do país. Mas é perigoso também. Cativando o cidadão conservador, o próprio Ciro se tornou um.
O comportamento de Ciro mostrou-se errático, esquizofrênico. Ele iniciou seu périplo eleitoral fazendo críticas extremamente duras à Serra e à big press, que se popularizaram muito através da internet. Depois disso, no entanto, o parlamentar mudou de estratégia. Passou a criticar o PT, o que lhe abriu as portas da mesma mídia que ele havia criticado tão acerbamente.
Tudo bem, política é assim mesmo. Um jogo de morder e assoprar o tempo todo. Não se pode ser ingênuo, todavia. A mídia é vingativa e só não é mais brutal com Ciro justamente porque anseia que ele ao menos não auxilie Dilma Rousseff. E está conseguindo. Por meio de elogios, chantagens, ofensas, a mídia conseguiu manipular a vaidade de Ciro e intrigá-lo com a campanha da ministra.
Alguém deve lembrar a Ciro que o final de Coriolano é triste. Movido por seu rancor vingativo, ele se junta aos volscos para atacar Roma, mas quando, já no acampamento militar diante de sua cidade natal, recebe a visita de sua mãe instando-o a não cometer um ato de traição tão vil, ele se comove e desiste. De volta à Ancio, é linchado pelos populares, furiosos com sua indecisão.
As atitudes de Ciro, intempestivas, coléricas, solitárias, não repercutem bem em nenhuma parte. O roçado de escândalos, frase que o parlamentar proferiu num dia de Roberto Jefferson, atravessou a cerca e chegou à sua própria horta. Afinal, depois de tantos rasgados elogios ao presidente Lula, a omissão de Ciro Gomes na luta eleitoral deste ano, não é nada menos do que escandalosa.
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