PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
fevereiro 14, 2010
Marchinha da Dilma
Depois do cara a gente vota é na coroa
A gente quer
É gente boa
Deixa o Lulinha sair
Deixa a Dilminha entrar
Porque assim o Brasil não vai parar...
A morte do "Unidos do Eduardinho"
Oficina de Percussão Batuque de Bamba tocando na Urca, desfile do Bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou.
***
Nota do blog: O bloco "Tá Pirando, Pirado, Pirou" foi fundado na Urca, no Rio de Janeiro, em 2005. Um ano depois, em Manaus, o "Unidos do Eduardinho", saiu pela primeira e última vez no carnaval de rua amazonense. Os deuses sabiam o que faziam ao deixar que os reformistas de araque o matassem precocemente. Caso contrário, sua existência seria a prova inconteste do estado de letargia em que o hospital psiquiátrico de Manaus vegetou durante anos. Seria trágico se hoje ele servisse como instrumento para reforçar no imaginário popular a cultura manicomial, ou seja, a de que hospícios ainda são compatíveis com a vida moderna (vixe!). A criação do bloco fazia parte de uma estratégia de sensibilizar as autoridades e a opinião pública de que a inclusão social de pessoas portadoras de transtorno mental não podia mais andar a passos de tartaruga. Por enquanto, a tartaruga está vencendo. Neste blog, você pode encontrar as fotografias do glorioso momento em que o "Unidos do Eduardinho" desfilaram na av. Eduardo Ribeiro. A propósito, o meu considerado José Ribamar Bessa Freire é o único jornalista amazonense que escreve crônicas sobre o tema loucura & sociedade nos últimos 30 anos. Hoje você pode ler "Bombalá e os loucos foliões" na crônica domingueira publicada no Diário do Amazonas. Leitura obrigatória para a militância antimanicomial. Valeu, Babá!
Coça que eu gosto
Letra do samba vencedor do concurso realizado em dezembro de 2009, durante a feijoada promovida pelo cordão e confeccionada pelo Bar BiBiTanTã.
Tema carnaval de 2010: Coça que eu Gosto.
Autora: Juliana Russo
Nome do samba: Vem Coçar
***
O Cordão BiBiTanTã convida para seus três desfiles neste carnaval.Os mais animados podem (e devem!) desfilar conosco. É só ir junto! Já os mais maneiros...podem ir só assistir e prestigiar...
1- Dia15/02/10, segunda-feira de carnaval, abriremos o desfile dos blocos carnavalescos de São Paulo, na avenida Politécnica.
(Entre a Marginal Pinheiros e a avenida Corifeu de Azevedo Marques, perto da USP, no Butantã.)
17h: concentração no Caps Itaim Bibi.
19h: concentração na av. Politécnica.
20h: desfile
2- Dia 19/02/10, sexta-feira, saindo do Caps Itaim, passando pelo Parque do Povo e fazendo um baile de carnaval no Teatro Vento Forte.
13h: concentração.
14h: desfile
3- Dia 27/02/10, sábado, saindo do Vale do Anhangabaú, atual Rua do Samba.
14h: concentração no Caps Itaim Bibi
16h: desfile
TUDO GRÁTIS (desfilar ou assistir)
Apoio para o carnaval 2010: Escola de Enfermagem da USP
Mais informações no www.fotolog.terra.com.br/cordaobibitanta2009
e no Caps Itaim Bibi
Av. Horácio Lafer, 560
Fone: 3078-6886
fevereiro 13, 2010
BH: Por um carnaval popular - Escola de Samba Cidade Jardim
Nota do blog: Quem ficar em BH tem uma bela opção: participar da Escola de Samba Cidade Jardim. Os ensaios estão rolando neste final de semana (sexta, sábado e domingo), a partir das 20 horas a Rua dos Gentios 1415 - Conjunto Santa Maria. Pegue qualquer ônibus que suba pela Raja Gabaglia e desça próximo ao número 1710. A dica é da professora Maria Dirlene Trindade Marques. Veja o convite abaixo.
Prezados/as Companheiros/as,
Depois de muita luta junto a Belotur, a Escola de Samba Cidade Jardim conseguiu realizar sua inscrição e participará do Grupo do Carnaval em Belo Horizonte.
Não foi fácil, mas nada é fácil para aqueles que ousam pensar e agir diferente, que desejam regastar um outro carnaval, que não seja construído sobre a lógica empresarial.
A Escola de Samba Cidade Jardim, quer fazer um carnaval diferente, no qual a comunidade e a militância social se encontre para construir uma perspectiva diferente de manifestação cultural. Lutamos por carnaval popular, que ultrapasse o momento do desfile e que ressoe nos corações e mentes de todos/as que desejam uma cidade onde o povo tenha acesso aos espaços públicos, e possam se manifestar abertamente.
PARTICIPEM CONOSCO DO NOSSO OUTRO CARNAVAL, UM CARNAVAL POPULAR!
Leiam e divulguem o informativo em anexo com as atualizações das datas de ensaios e desfiles. Repassem para seus contatos e venha sambar conosco.
Calorosamente,
Comissão de Apoio da Escola de Samba Cidade Jardim!
fevereiro 11, 2010
O carnaval classista de Salvador
Nota do blog: A crônica do carnaval da Bahia pelo poeta cordelista Barreto é o retrado cuspido e escarrado do apartheid a que são submetidos os soteropolitanos no período da maior festa popular brasileira. Com o capitalismo triunfante do carnaval comercial de Salvador, isso sim, Boris Casoy, é que é uma discriminação classista de merda!CARNAVAL DE SALVADOR
comércio, camarotes e vaidades
Antonio Barreto, cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
Dei uma de jornalista
Em Salvador da Bahia
E fui consultar o povo
Pra comentar a folia
Que se chama Carnaval
Uma festa cultural
Que declina a cada dia.
Busquei a neutralidade
Sem fazer intervenção
Apenas eu transformava
Com muita dedicação
Tudo em versos de cordel
E anotava no papel:
Conforme vocês verão:
— O carnaval tá careca
E fingindo que tem trança !
Muitos a ganhar dinheiro
Engordando sua poupança
E o pobre do folião
Precisa de um dinheirão
Pra poder entrar na “dança”.
— O carnaval era público
Porém tornou-se privado.
Toda a espontaneidade
Acabou-se com o mercado
De gente gananciosa
Prepotente e vaidosa:
Um esquema bem fechado.
— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.
— Agora ninguém me engana:
Já não podemos pensar
Neste Carnaval baiano
Como festa popular
Já que a praça, que é do povo
Tem agora um “Kartel novo”
Pra excluir, pra faturar !
— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.
— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização.
— Os artistas e empresários
Que comandam o carnaval
Eu não vou citar os nomes
Dessa prole tão banal
Figuras tão conhecidas
Porém não comprometidas
Com o lado social.
— Em perfeito e alto astral
Fico com Moraes Moreira
Artista conceituado
Que enxergou a baboseira:
A ganância, a hipocrisia
Dessa gente da Bahia
Prepotente e ‘aberteira’.
— Vai morrendo a tradição
Da nossa rica cultura
Pouco a pouco os blocos-afros
Caem na “rua da amargura”
Porque a força do mal
Que comando o carnaval
Já domina a Prefeitura.
— O empresário fatura
Sem visar o social.
Já criou-se um apartheid
Nesse belo carnaval
Que em vez de ser do povo
Já pertence a esse novo
Megaesquema industrial.
— Na perda da tradição
Lá se vão o afoxé,
O sambinha, o ijexá,
A magia, o candomblé
Que perderam seu espaço
Para o tal do “pagodaço”
E a elite do axé.
— Logo eu estarei em Marte
Longe de tanta artimanha.
Veja agora que o Rei Mono
Não precisa ter mais banha !
O processo é político
De prefeito paralítico
Que só pensa em barganha.
— Cada um compra seu “lote”
No circuito Barra-Ondina
Monopolizando espaço
Que logo terá piscina !
Camarotes suntuosos
Dos artistas vaidosos
Cuja luz não me fascina.
— Aumentando a hipocrisia
Criaram os tais “cordeiros”
Pessoas submetidas
Aos blocos de interesseiros
Que fazem do pobre: escravos
E lhes dão alguns centavos
Para serem seus obreiros.
— Quem ousar cortar o mal
Da Máfia pela raiz
Logo será destruído
Vai ser mais um infeliz
Pois o “plano” é muito forte:
Eles sabem dar o corte
Porque são pessoas vis.
— Muitas cenas de mau gosto
São vistas à luz do dia
Em cima dos Camarotes
Onde rola a mordomia
Das grandes “celebridades”
As famosas “majestades”
Do Carnaval da Bahia.
— Mas também há folião
Que não tem discernimento
E acaba endeusando
Certo bando de ‘jumento’
Que faz música sem critério
Só leva o dinheiro a sério
Visando enriquecimento
— Cadê a preservação
Da cultura africana
Que muito contribuiu
Pra essa festa baiana?
Perdemos nossa beleza
E o critério, com certeza
Por causa da ratazana.
— Na voz dos ‘grandes artistas’
Desse nosso carnavá
Essa estória de dizer:
“ onde tem povo tô lá”:
Isso é mentira pura
Eles vão pela usura
De ganhar muito bambá !
— As ruas e avenidas
Estão sendo dominadas
Por blocos e trios elétricos
Das estrelas ”endeusadas”.
E os afoxés da gente
Raiz afrodescendente
Desfilam nas madrugadas.
— Não me venham com lambança
Ainda sou pipoqueiro
Folião independente
Não quero ser chicleteiro.
Tenho cérebro, não sou besta
(segunda nunca foi sexta !)
Tampouco sou pagodeiro.
— E da forma que prossegue
Essa louca trajetória
No futuro não se assuste
De um Carnaval sem glória
Que ficará registrado
E muito pouco lembrado
Nas páginas da nossa história.
— Os empresários têm manha
Pra matar a tradição...
Antes era o Carnaval
Festa da população
Hoje é tudo demarcado
Pelo tal Poder Privado:
Que se lasque o folião !
— Gosto mesmo é de Gerônimo
Tapajós, Ilê, Missinho
Luiz Caldas, Olodum
Dez mil vezes Armandinho
Botando pra rebentar
Trilhando Dodô e Osmar
Com Aroldo, André e Betinho.
— Sou Muzenza, Sarajane
A Mudança do Garcia
Filhos de Gandy, Ara Ketu
Walter Queiroz: poesia !
Apaches e muito mais:
Carnaval de glória e paz...
Quem jamais esqueceria ?!
— Só queria um por cento
Da riqueza de Guanaes
De Sangalo, de Chiclete
Etecéteras e tais...
Êta indústria de dinheiro
Deste Carnaval fagueiro
Alienante demais !
— 60 anos de Trio
Nós precisamos louvar
Porque os nossos heróis
Chamados Dodô e Osmar
Tão chorando lá no céu
Diante do escarcéu
Que acabaram de instalar.
E aqui Barreto encerra
Esses versos de cordel
Desejando que essa Festa
Tenha mais sabor de Mel
E a praça do povão
Volte a ter animação
Sem a onda do “Kartel”” !
FIM
Salvador, Carnaval de 2010
janeiro 27, 2010
Tarde carnavalesca com o Bloco "Tremendo nos Nervos"
Olá, Amigos (as)
O Bloco "Tremendo nos Nervos" - Projeto desenvolvido no CPRJ,
convida VOCÊ para cair na folia , na Praça da Harmonia,
Dia: 03 de fevereiro de 2010, inicio às 14 horas.
SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE
janeiro 19, 2010
Carnaval de corrupcão: tema da Banda dos Jornalistas Imprensa Que Eu Gosto
SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS NO ESTADO DO AMAZONAS
A T E N Ç Ã O P E S S O A L!!!!!!!!!
Neste sábado, dia 23, acontece o último Esquenta do sindicato. É uma espécie de ensaio geral para a Banda dos Jornalistas Imprensa Que Eu Gosto. Este ano, a banda traz como tema a corrupção. O CD com a marchinha O Escambau já está gravado. As camisas da banda já estão à venda e cada unidade custa R$ 15,00. A banda sai no dia 30 deste mês, no mesmo local do ano passado: rua Getúlio Vargas (entre Boulevard Álvaro Maia e avenida Ayrão - referência é o banco HSBC).
Então não esqueçam, sábado, dia 23, último Esquenta da Banda dos Jornalistas.
Local: Área de Lazer do Sindicato (sede do sindicato)
Hora: a partir das 16 horas
Venha brincar o Carnaval 2010 com a gente!
Acesse o nosso site: www.jornalistasam.com.br
Sindicato dos Jornalistas
www.jornalistasam.com.br
(92) 3234-9977
(92) 3635-9445
(92) 9985-6585
(Presidente César Wanderley)

