PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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maio 16, 2010
abril 13, 2010
Salvador pronta para a II Conferência Municipal de Saúde Mental
Participe da II Conferência de Saúde Mental de Salvador
A 2ª Conferência Municipal de Saúde da cidade de Salvador será realizada nos dias 13 e 14 de abril, a partir das 8h, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Rua Augusto Viana, s/nº - Canela. As inscrições só poderão ser feitas no local, respeitando o número de vagas disponíveis. Além de Salvador, outros 33 municípios baianos estão com datas previstas para realização de conferências municipais – etapas que antecedem a Conferência Estadual, que acontecerá entre os dias 25 e 27 de maio, e a IV Conferência Nacional de Saúde Mental, agendada entre os dias 27 e 30 de junho, em Brasília com o tema “Saúde Mental, direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”.
A IV CNSM foi uma conquista da Marcha dos Usuários que aconteceu no dia 30 de setembro de 2009 e levou mais de 2 mil pessoas à Brasília lutando pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial. Usuário, familiares e trabalhadores se reuniram na capital federal para exigir uma série de mudanças no que diz respeito às políticas públicas de saúde e saúde mental no campo do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Conselho Federal de Psicologia e a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA) publicaram o documento Por uma IV Conferência Antimanicomial: contribuições dos usuários para ser discutido durante as conferências municipais, estaduais e a IV Conferência Nacional. O documento reúne todas as pautas propostas durante a Marcha.
O Conselho Regional de Psicologia da 3ª Região BA/SE faz parte da Comissão Organizadora da Conferência Municipal de Salvador. Psicóloga (o), junte-se a nós e participe das etapas preparatórias para a IV Conferência Nacional de Saúde Mental.
Para saber a programação da conferência de Salvador e ter outras informações clique aqui.
Acesse também informações sobre concursos, cursos, eventos e congressos no site do CRP-03 - www.crp03.org.br
Assessoria de Comunicação
Conselho Regional de Psicologia 3ª Região Bahia e Sergipe
End: Rua Professor Aristides Novis, 27, Federação - Salvador - Bahia
Tel: (71) 3247-6716 Ramal 212. E-mail: comunicacao@crp03.org.br
www.crp03.org.br
fevereiro 11, 2010
O carnaval classista de Salvador
Ivete "Cansei do seu Galo"
Foto postada em www.quintacategoria.com.br
Nota do blog: A crônica do carnaval da Bahia pelo poeta cordelista Barreto é o retrado cuspido e escarrado do apartheid a que são submetidos os soteropolitanos no período da maior festa popular brasileira. Com o capitalismo triunfante do carnaval comercial de Salvador, isso sim, Boris Casoy, é que é uma discriminação classista de merda!CARNAVAL DE SALVADOR
comércio, camarotes e vaidades
Antonio Barreto, cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
Dei uma de jornalista
Em Salvador da Bahia
E fui consultar o povo
Pra comentar a folia
Que se chama Carnaval
Uma festa cultural
Que declina a cada dia.
Busquei a neutralidade
Sem fazer intervenção
Apenas eu transformava
Com muita dedicação
Tudo em versos de cordel
E anotava no papel:
Conforme vocês verão:
— O carnaval tá careca
E fingindo que tem trança !
Muitos a ganhar dinheiro
Engordando sua poupança
E o pobre do folião
Precisa de um dinheirão
Pra poder entrar na “dança”.
— O carnaval era público
Porém tornou-se privado.
Toda a espontaneidade
Acabou-se com o mercado
De gente gananciosa
Prepotente e vaidosa:
Um esquema bem fechado.
— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.
— Agora ninguém me engana:
Já não podemos pensar
Neste Carnaval baiano
Como festa popular
Já que a praça, que é do povo
Tem agora um “Kartel novo”
Pra excluir, pra faturar !
— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.
— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização.
— Os artistas e empresários
Que comandam o carnaval
Eu não vou citar os nomes
Dessa prole tão banal
Figuras tão conhecidas
Porém não comprometidas
Com o lado social.
— Em perfeito e alto astral
Fico com Moraes Moreira
Artista conceituado
Que enxergou a baboseira:
A ganância, a hipocrisia
Dessa gente da Bahia
Prepotente e ‘aberteira’.
— Vai morrendo a tradição
Da nossa rica cultura
Pouco a pouco os blocos-afros
Caem na “rua da amargura”
Porque a força do mal
Que comando o carnaval
Já domina a Prefeitura.
— O empresário fatura
Sem visar o social.
Já criou-se um apartheid
Nesse belo carnaval
Que em vez de ser do povo
Já pertence a esse novo
Megaesquema industrial.
— Na perda da tradição
Lá se vão o afoxé,
O sambinha, o ijexá,
A magia, o candomblé
Que perderam seu espaço
Para o tal do “pagodaço”
E a elite do axé.
— Logo eu estarei em Marte
Longe de tanta artimanha.
Veja agora que o Rei Mono
Não precisa ter mais banha !
O processo é político
De prefeito paralítico
Que só pensa em barganha.
— Cada um compra seu “lote”
No circuito Barra-Ondina
Monopolizando espaço
Que logo terá piscina !
Camarotes suntuosos
Dos artistas vaidosos
Cuja luz não me fascina.
— Aumentando a hipocrisia
Criaram os tais “cordeiros”
Pessoas submetidas
Aos blocos de interesseiros
Que fazem do pobre: escravos
E lhes dão alguns centavos
Para serem seus obreiros.
— Quem ousar cortar o mal
Da Máfia pela raiz
Logo será destruído
Vai ser mais um infeliz
Pois o “plano” é muito forte:
Eles sabem dar o corte
Porque são pessoas vis.
— Muitas cenas de mau gosto
São vistas à luz do dia
Em cima dos Camarotes
Onde rola a mordomia
Das grandes “celebridades”
As famosas “majestades”
Do Carnaval da Bahia.
— Mas também há folião
Que não tem discernimento
E acaba endeusando
Certo bando de ‘jumento’
Que faz música sem critério
Só leva o dinheiro a sério
Visando enriquecimento
— Cadê a preservação
Da cultura africana
Que muito contribuiu
Pra essa festa baiana?
Perdemos nossa beleza
E o critério, com certeza
Por causa da ratazana.
— Na voz dos ‘grandes artistas’
Desse nosso carnavá
Essa estória de dizer:
“ onde tem povo tô lá”:
Isso é mentira pura
Eles vão pela usura
De ganhar muito bambá !
— As ruas e avenidas
Estão sendo dominadas
Por blocos e trios elétricos
Das estrelas ”endeusadas”.
E os afoxés da gente
Raiz afrodescendente
Desfilam nas madrugadas.
— Não me venham com lambança
Ainda sou pipoqueiro
Folião independente
Não quero ser chicleteiro.
Tenho cérebro, não sou besta
(segunda nunca foi sexta !)
Tampouco sou pagodeiro.
— E da forma que prossegue
Essa louca trajetória
No futuro não se assuste
De um Carnaval sem glória
Que ficará registrado
E muito pouco lembrado
Nas páginas da nossa história.
— Os empresários têm manha
Pra matar a tradição...
Antes era o Carnaval
Festa da população
Hoje é tudo demarcado
Pelo tal Poder Privado:
Que se lasque o folião !
— Gosto mesmo é de Gerônimo
Tapajós, Ilê, Missinho
Luiz Caldas, Olodum
Dez mil vezes Armandinho
Botando pra rebentar
Trilhando Dodô e Osmar
Com Aroldo, André e Betinho.
— Sou Muzenza, Sarajane
A Mudança do Garcia
Filhos de Gandy, Ara Ketu
Walter Queiroz: poesia !
Apaches e muito mais:
Carnaval de glória e paz...
Quem jamais esqueceria ?!
— Só queria um por cento
Da riqueza de Guanaes
De Sangalo, de Chiclete
Etecéteras e tais...
Êta indústria de dinheiro
Deste Carnaval fagueiro
Alienante demais !
— 60 anos de Trio
Nós precisamos louvar
Porque os nossos heróis
Chamados Dodô e Osmar
Tão chorando lá no céu
Diante do escarcéu
Que acabaram de instalar.
E aqui Barreto encerra
Esses versos de cordel
Desejando que essa Festa
Tenha mais sabor de Mel
E a praça do povão
Volte a ter animação
Sem a onda do “Kartel”” !
FIM
Salvador, Carnaval de 2010
fevereiro 03, 2010
PC do B cobra democratização da gestão da prefeitura de Salvador
Boletim EletrônicoEdição Nº 171
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Salvador-BA
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Artigo
A prefeitura e os dentes do cavalo
Publicado no jornal A TARDE - Opinião - Pág. 3 - 02.02.10
Aladilce Souza*
A cavalo dado não se olham os dentes. A expressão foi utilizada pelo secretário municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Antônio Abreu, ao ser indagado por repórter de A TARDE sobre a origem do pacote de projetos apresentados pelo prefeito João Henrique, na última quinta-feira, 28, em ato público governamental.
Em outras palavras, o secretário disse que qualquer coisa oferecida de “graça”, sem custo imediato, serve para a cidade. Não importam a origem, concepção de cidade ou interesses particulares de quem ofereça. A declaração revela, sobretudo, o grau de desprezo do gestor para com a cidade. Ou, talvez, não tenha se dado conta da natureza pública e da responsabilidade do cargo que ocupa.
Mas importa sim. Intervenções urbanísticas, em qualquer cidade, devem ser muito bem pensadas e discutidas com os seus cidadãos, o mais amplamente possível. Porque a cidade é de todos e deve servir a todos. Num debate amplo e democrático de questões como essas, devem se confrontar os anseios e interesses do empresariado dos diversos setores, dos trabalhadores, urbanistas, cidadãos comuns, vendedores ambulantes, dos mais pobres, dos muito ricos, dos jovens, idosos, mulheres, negros. Num debate assim é possível e importante que ocorram confrontações e embates dos conceitos de cidade e de vida, ampla negociação e, desse modo, o resultado será o mais acertado, mais consistente e sustentável.
Salvador precisa urgentemente de intervenções urbanísticas, o que é notório e de conhecimento público. Entretanto, não podem ser feitas de qualquer maneira e exclusivamente ao alvitre do interesse de determinados grupos, desconsiderando o qualificado quadro técnico da prefeitura, a exemplo dos profissionais da Fundação Mário Leal. Tanto pior, descumprindo a obrigação de consultar e auscultar os diversos interesses da heterogênea população de nossa cidade.
É verdade que Salvador vive sérios problemas: alta densidade populacional, desmatamento e verticalização desenfreada, mobilidade e acessibilidade limitadas e um trânsito caótico, entre outros. Mas isso não se soluciona de qualquer jeito. É fundamental que tenhamos bons projetos. Para ser bom e adequado aos anseios da nossa gente, o projeto deve visar os reais interesses da população, abordar e resolver os seus problemas, obrigatoriamente, mediante amplo debate.
Somente assim estaremos contribuindo para a consolidação da cidadania.
A questão da democratização da gestão não é uma mera formalidade ou retórica, é uma obrigação governamental decorrente dos fundamentos do Estado democrático preconizados pela Constituição Federal de 88. Para infelicidade dos soteropolitanos, o slogan “Prefeitura de participação popular”, que encheu de expectativa os diversos segmentos da cidade, foi abandonado por completo a partir da adoção de outro lema, “Prefeitura de novo tempo”, cuja imagem com prédios altos, demonstra, claramente, o vínculo e o retrocesso da gestão.
O que vemos, atualmente, é a exclusiva prioridade aos interesses do setor privado, do grande empresariado da limpeza urbana, da construção civil e de transportes. Os interesses públicos e democráticos são afrontados, sendo seguidamente desconsiderados a Câmara Municipal e os conselhos gestores.
Neste 2010, com certeza, será um desafio para nós, cidadãos, mas manteremos erguida a bandeira do restabelecimento do processo de democratização da cidade de Salvador.
A propósito, a idade dos equinos é facilmente descoberta visualizando-se a sua boca.
Sabe-se que os cavalos trocam a dentição a partir dos dois anos de idade e que os dentes de leite são mais brancos que os permanentes.
Com o tempo, devido à mastigação, os dentes são desgastados e mudam o arco incisivo, sendo arredondados no animal jovem e mais alongados nos velhos. Daí é que surgiu a expressão "a cavalo dado não se olham os dentes", significando, originalmente, que ao se comprar um animal devemos nos preocupar em obter um animal jovem. Porém, se recebermos um de presente, não importa que ele seja velho. Em Troia, como agora em Salvador, contudo, vale ressaltar, a história é bem diferente.
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Vereadora de Salvador pelo PCdoB
janeiro 25, 2010
CAPSad Pernambués convoca reunião e lança Carta Aberta
Salvador - Bahia - Brasil
Foto: Rogelio Casado, 1999

- Olhe, meu rei, o que tá acontecendo em Pernambués é pra deixar o povo arretado...
Foto: Rogelio Casado, 1999

- Olhe, meu rei, o que tá acontecendo em Pernambués é pra deixar o povo arretado... CAPSad URGENTE: Convite de reunião e Carta Aberta
Prezados parceiros,
Segue anexa a CARTA ABERTA DO CAPSad que contém informações sobre a atual situação deste serviço.
Aproveito este momento para convida-los para uma reunião com os técnicos do serviço, representantes das Redes de Saúde e Jurídica-social, usuários da Rede de Saúde Mental, imprensa e comunidade em geral.
A reunião ocorrerá no dia 28 de janeiro (quinta-feira) às 14:00horas, no Centro Social Urbano de Pernambués (CSU), local em que o CAPS ad foi acolhido no momento que foi desalojado.
Conto com a presença de todos para que juntos possamos solucionar tais problemas e continuar a ofertar um atendimento pautado nos princípios do SUS e a Constituição Federal.
Atenciosamente,
Equipe CAPSad
***
Carta Aberta do Caps ad Pernambues.
Salvador, 22 de janeiro de 2010.
Prezados Senhores,
Em julho de 2009 o CAPSad foi municipalizado, desde então, a proprietária do imóvel, que era locado pela SESAB, requereu sua desocupação num prazo de trinta dias. Neste período, foram localizados pela equipe do CAPSad, dois imóveis no bairro de Pernambués e informado à Secretaria Municipal de Saúde.
No dia 04 de janeiro de 2010 recebemos um comunicado da Secretaria Municipal de Saúde que deveríamos desocupar o local até o dia 08 de janeiro. Frente à emergência de sair do local onde funcionava o CAPSad Pernambués, a coordenação e sua equipe, procurou junto a rede que trabalha em parceria, um apoio, sendo socorrida pelo Centro Social Urbano de Pernambués ( CSU ), para o acolhimento de seus materiais, técnicos e, principalmente, de seus pacientes e familiares.
Desta forma, fomos atendidos prontamente pelo dirigente do CSU Pernambués, nos oferecendo, provisoriamente, duas salas de aula para acomodar os diversos atendimentos que o CAPSad oferece como: farmácia, enfermagem, alimentação, suporte terapêutico e, tantos outros serviços que compõe um plano terapêutico. Mesmo com a suspensão de novos acolhimentos e matrículas, estávamos tentando manter o acompanhamento de nossos usuários, mas, apesar de todo esforço, este movimento está sendo inviável, devido à falta de adequação física e de infra-estrutura para o desenvolvimento das atividades, visto que, o CSU desenvolve para a comunidade outras programações direcionadas a crianças, adolescentes etc.
O prazo estipulado para permanência deste serviço no CSU é até o dia 27 de janeiro de 2010 e, após esta data, seremos obrigados a desocupar o espaço.
Até o momento estávamos funcionando em condições precárias:
· Falta de um local privativo para atendimento aos usuários e familiares, comprometendo o acolhimento de suas demandas num momento difícil como o pós festas, onde crises e recaídas fazem parte do cotidiano da instituição;
· Lugar inapropriado para guarda de medicamentos e prontuários, pois não temos armários;
· As medicações estão sendo guardadas no CAPS II, necessitando que um técnico todos os dias se dirija a este local pela manhã e a tarde para buscar e guardar;
· Inexistência de um local salubre para atendimentos clínicos, haja vista que intercorrências como convulsão e surtos fazem parte da rotina do serviço;
· Espaço físico sujeito a chuva e alagamentos; impossibilidade de realizar atividades administrativas (ofícios, encaminhamentos, APAC, articulação institucional) que são indispensáveis ao serviço, pois não temos computador e telefone;
· Condição insalubre para a guarda e distribuição de alimentação, pois não temos refeitório;
· A farmácia, enfermaria e atendimento psiquiátrico estão funcionando em uma única sala;
· Falta de espaço físico para realização de atividades em grupo e oficinas terapêuticas;
· Ausência de água apropriada para o consumo;
· Um único banheiro de uso coletivo de pacientes e funcionários do CAPS, bem como toda a comunidade do CSU.
Tendo em vista a total inexistência da possibilidade de continuar realizando atendimentos, pelos motivos expostos, a equipe resolveu, em reunião, suspender as atividades que estavam sendo realizadas, de maneira precária, até que seja estabelecido um local com infra-estrutura adequada.
Conforme a lei 10.216/2001 que estabelece a mudança do modelo de Atenção a Saúde Mental e criação da rede de serviços substitutivos, definindo, portanto, as condições para o seu funcionamento, vimos ressaltar que uma mudança provisória do CAPSad para uma casa residencial, sem uma mínima adaptação as necessidades básicas de funcionamento, nos torna vulneráveis a cometer ações contrárias aos princípios que regem a saúde exigidos pelo próprio Ministério da Saúde, a exemplo das exigências para montagem de uma enfermaria, guarda de medicamentos, equipamentos, salas para atendimentos individual e em grupo, entre outros, além de outros princípios contrários ao Código de Ética e postura de cada categoria profissional.
Insistimos em salientar a grande necessidade e importância da manutenção do nosso serviço pautado no conhecimento técnico e atuação já reconhecida pelos pacientes e comunidade.
Diante de todo o cenário apresentado, solicitamos uma posição urgente dos órgãos competentes, no sentido de reconduzir as nossas atividades, garantindo a prestação de serviço aos pacientes e comunidade, de forma digna e profissional.
Cordialmente,
Equipe Técnica do CAPSad Pernambúes.
janeiro 20, 2010
Maria Dirlene Trindade fala do seminário preparatório para o Fórum de Salvador
Entrevista com Maria Dirlene Trindade, do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial, logo após seminário preparatório
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