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maio 07, 2010

Rumo à autonomia universitária

Luta pela democratizacão da Universidade do Amazonas
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas - Anos 1980
Nota do blog: Eleições diretas na UEA, em todos os níveis, sobretudo para escolha do reitor, exige um percentual de professores e servidores concursados ainda não atingidos. Esse detalhe legal ainda frusta os três segmentos da universidade na busca da democracia e autonomia desejada.

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Unidades da UEA na capital vão ter eleições diretas para escolher diretores
06/05/2010

O governador Omar Aziz considerou justas as reivindicações apresentadas

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) vai promover eleições diretas para a escolha da direção das unidades educacionais da capital. A autorização foi dada na manhã da quinta-feira, 6, pelo governador do Amazonas Omar Aziz, durante reunião com lideranças da instituição.

Ele também autorizou o pagamento de ticket-alimentação para os professores da instituição e o subsídio da alimentação para os alunos, com o objetivo de viabilizar a criação de um restaurante universitário.

“Estas reivindicações são justas. Lutei minha vida inteira por uma universidade de qualidade e agora tenho a oportunidade de consolidar projetos importantes para a UEA, como a construção do movimento democrático dentro da instituição com a eleição direta dos diretores de unidade”, disse o governador.

Em mais de duas horas de reunião, Omar decidiu com os representantes de alunos, professores e funcionários da UEA, que será formada uma comissão paritária para ouvir e discutir os projetos para a universidade a curto, médio e longo prazo.

O governador também ouviu questionamentos relacionados com a construção da sede do novo campus da UEA e explicou haver uma questão judicial envolvendo o caso. “Temos uma situação judicial a ser resolvida e a partir daí poderemos avançar nas conversas”, destacou.

Avanços

Para a representante dos alunos, Gislândia Batista, a conversa com o governador foi importante e significa avanços para a construção de uma universidade melhor. “Ser recebido pelo governador e perceber que ele está sensível a nosso projeto é importante. Tivemos avanços significativos e a chance de dizer o que pensamos e ouvir que há a possibilidade da construção de uma UEA melhor, sobretudo com a formação da comissão”, afirmou.

Ricardo Serudo, presidente do Sindicato da UEA, afirmou ter sido importante perceber que conceito de universidade o governador Omar Aziz possui. “Ele pensa como nós e a grande vitória ob
tida aqui foi a chance de discutirmos esta universidade, além da previsão de eleições para os diretores de unidades”.

Fonte: Portal do Governo do Estado do Amazonas
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março 11, 2010

Pela democratização dos meios de comunicação

ENTREVISTA TVE - RADIOS COMUNITARIAS - 2001 from louise lage on Vimeo.

Entrevista da jornalista Louise Lage à TVE - RS sobre rádios comunitárias, tema de sua tese de doutorado.

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Nova entidade une empresas e empreendedores da mídia alternativa

02/03/2010

Empresários, empreendedores individuais, estudantes, professores e ativistas da área da comunicação criaram sábado, 27 de fevereiro, em São Paulo, a Altercom — Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação.

Conforme ficou definido no encontro realizado durante todo o dia de sábado, a entidade terá como objetivo central defender os interesses políticos e econômicos das empresas e empreendedores de comunicação comprometidos com os princípios da democratização do acesso à comunicação, da pluralidade e da liberdade de expressão. Não a liberdade apenas para uns poucos grandes grupos midiáticos, como ocorre hoje — mas, sim, para a maioria da população que não tem respeitado hoje o direito a uma informação de qualidade.

Quanto mais proprietários e empreendimentos de comunicação houver no país, maior será a liberdade de expressão. Essa é uma das ideias que anima a criação da entidade: a garantia da expressão coletiva, a universalização do direito à liberdade de expressão. Por meio de uma intervenção coletiva organizada e articulada em todo o país, a Altercom pretende propor e disputar políticas públicas, além de regulamentações que democratizem o acesso aos meios e aos recursos de comunicação no Brasil.

Outro objetivo da entidade é dar visibilidade às novas experiências midiáticas e comunicacionais que vêm se expandindo pelo país. Uma Carta de Princípios, que será divulgada nos próximos dias, sistematizará esses princípios e objetivos que orientarão o funcionamento da associação.

A ideia de criar a nova entidade surgiu no processo de debates preparatórios para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro, em Brasília. De lá para cá ocorreram uma série de reuniões preparatórias, em São Paulo e em Porto Alegre, que culminaram no seminário realizado sábado na capital
paulista.

Além de debater os princípios e objetivos da nova entidade, o encontro também tratou de temas como liberdade de imprensa e liberdade de expressão, formas de associação, imprensa alternativa e independente e construção coletiva de uma comunicação contra-hegemônica. A mesa redonda que discutiu esses temas foi coordenada por Flavio Aguiar e reuniu os professores Bernardo Kucinski, Venício Lima, Laurindo Leal Filho e Denis de Oliveira.

Como resumiu Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, a Altercom deverá reunir editoras, sites, produtoras de vídeo, de rádio, revistas, jornais, blogueiros, agências de comunicação e tantos outros que não se sentem representados pelo condomínio comandado por Abril/Globo/Folha/Estadão, nem tem peso econômico para atuar junto às grandes teles.

Defender as posições políticas desse setor significa participar do debate nacional. Rodrigo Vianna dá um exemplo: se a Abert (que representa a Globo) ou a Aner (que representa a Abril, basicamente) divulgam uma carta criticando a Confecom por, supostamente, atentar contra a “liberdade de expressão”, a Altercom fará o contraponto em nome dos empresários e empreendedores que não se alinham com o grande
capital.

No terreno econômico, a associação defenderá, entre outras coisas, uma regulamentação mais justa e clara das verbas públicas de publicidade, de modo a estimular a diversidade de opiniões existente na sociedade brasileira. Além disso, procurará articular pequenos e médios empresários e empreendedores do setor para disputar também parte da verba dos anunciantes privados.

A Altercom pretende ainda abrir espaço para centenas de empreendedores individuais — a maioria deles blogueiros — que surgiram nos últimos anos no Brasil. Nomes como Luiz Carlos Azenha (Vi o Mundo), Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Marcelo Salles (Fazendo Media), Eduardo Guimarães (Cidadania.com) e Marco Aurélio Weissheimer (RS Urgente). Blogueiros de todo o país serão convidados a participar da entidade.

Fonte: Carta Maior e Portal Vermelho

fevereiro 03, 2010

PC do B cobra democratização da gestão da prefeitura de Salvador

Boletim Eletrônico
Edição Nº 171
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Salvador-BA


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Artigo
A prefeitura e os dentes do cavalo
Publicado no jornal A TARDE - Opinião - Pág. 3 - 02.02.10

Aladilce Souza*

A cavalo dado não se olham os dentes. A expressão foi utilizada pelo secretário municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Antônio Abreu, ao ser indagado por repórter de A TARDE sobre a origem do pacote de projetos apresentados pelo prefeito João Henrique, na última quinta-feira, 28, em ato público governamental.

Em outras palavras, o secretário disse que qualquer coisa oferecida de “graça”, sem custo imediato, serve para a cidade. Não importam a origem, concepção de cidade ou interesses particulares de quem ofereça. A declaração revela, sobretudo, o grau de desprezo do gestor para com a cidade. Ou, talvez, não tenha se dado conta da natureza pública e da responsabilidade do cargo que ocupa.

Mas importa sim. Intervenções urbanísticas, em qualquer cidade, devem ser muito bem pensadas e discutidas com os seus cidadãos, o mais amplamente possível. Porque a cidade é de todos e deve servir a todos. Num debate amplo e democrático de questões como essas, devem se confrontar os anseios e interesses do empresariado dos diversos setores, dos trabalhadores, urbanistas, cidadãos comuns, vendedores ambulantes, dos mais pobres, dos muito ricos, dos jovens, idosos, mulheres, negros. Num debate assim é possível e importante que ocorram confrontações e embates dos conceitos de cidade e de vida, ampla negociação e, desse modo, o resultado será o mais acertado, mais consistente e sustentável.

Salvador precisa urgentemente de intervenções urbanísticas, o que é notório e de conhecimento público. Entretanto, não podem ser feitas de qualquer maneira e exclusivamente ao alvitre do interesse de determinados grupos, desconsiderando o qualificado quadro técnico da prefeitura, a exemplo dos profissionais da Fundação Mário Leal. Tanto pior, descumprindo a obrigação de consultar e auscultar os diversos interesses da heterogênea população de nossa cidade.

É verdade que Salvador vive sérios problemas: alta densidade populacional, desmatamento e verticalização desenfreada, mobilidade e acessibilidade limitadas e um trânsito caótico, entre outros. Mas isso não se soluciona de qualquer jeito. É fundamental que tenhamos bons projetos. Para ser bom e adequado aos anseios da nossa gente, o projeto deve visar os reais interesses da população, abordar e resolver os seus problemas, obrigatoriamente, mediante amplo debate.

Somente assim estaremos contribuindo para a consolidação da cidadania.

A questão da democratização da gestão não é uma mera formalidade ou retórica, é uma obrigação governamental decorrente dos fundamentos do Estado democrático preconizados pela Constituição Federal de 88. Para infelicidade dos soteropolitanos, o slogan “Prefeitura de participação popular”, que encheu de expectativa os diversos segmentos da cidade, foi abandonado por completo a partir da adoção de outro lema, “Prefeitura de novo tempo”, cuja imagem com prédios altos, demonstra, claramente, o vínculo e o retrocesso da gestão.

O que vemos, atualmente, é a exclusiva prioridade aos interesses do setor privado, do grande empresariado da limpeza urbana, da construção civil e de transportes. Os interesses públicos e democráticos são afrontados, sendo seguidamente desconsiderados a Câmara Municipal e os conselhos gestores.

Neste 2010, com certeza, será um desafio para nós, cidadãos, mas manteremos erguida a bandeira do restabelecimento do processo de democratização da cidade de Salvador.

A propósito, a idade dos equinos é facilmente descoberta visualizando-se a sua boca.

Sabe-se que os cavalos trocam a dentição a partir dos dois anos de idade e que os dentes de leite são mais brancos que os permanentes.

Com o tempo, devido à mastigação, os dentes são desgastados e mudam o arco incisivo, sendo arredondados no animal jovem e mais alongados nos velhos. Daí é que surgiu a expressão "a cavalo dado não se olham os dentes", significando, originalmente, que ao se comprar um animal devemos nos preocupar em obter um animal jovem. Porém, se recebermos um de presente, não importa que ele seja velho. Em Troia, como agora em Salvador, contudo, vale ressaltar, a história é bem diferente.

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Vereadora de Salvador pelo PCdoB