Mostrando postagens com marcador césar benjamim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador césar benjamim. Mostrar todas as postagens

dezembro 11, 2009

Magnoli e a inominável calúnia de Benjamim

Lula
Foto: Rogelio Casado - Manaus - Amazonas - Brasil, 2002

Oleo do Diabo

[...]

Eu queria ainda comentar um artigo de Demétrio Magnoli, intitulado "Uma estátua equestre para Lula", a coisa mais ridícula que li em muito tempo. Diz que o filme foi feito para "domesticar o PT". Leiam o trecho inicial:

Tirando a espuma, o filme "Lula, o filho do Brasil" não passa de mais uma versão da fábula do indivíduo virtuoso que, arrostando a adversidade extrema, luta, persevera e triunfa montado apenas nos seus próprios esforços. Como cada um encontra aquilo que procura, o fiel extrai dessa fábula uma lição singela sobre a intervenção misteriosa da providência, enquanto o doutrinário liberal nela encontra o argumento clássico em defesa do princípio do mérito individual. Nenhuma das interpretações amolda-se ao pensamento de esquerda, que se articula ao redor das noções de circunstância histórica e sujeito social. "Lula, o filho do Brasil" é uma narrativa avessa ao programa do PT.
Pelo amor de Deus, o cara é uma mula! Resumir o pensamento de esquerda a "noções de circunstância histórica e sujeito social" é algo tão grotesco e infantil que só posso sentir pena de um sujeito desse. Oxalá esses reacionários permaneçam ad eternum chafurdando em sua própria debilidade mental. Como eu desejo, de todo o coração, que eles encerrem sua carreira no inferno mesmo, não me esforçarei muito para adverti-los do abismo moral e eleitoral que os espera logo à frente.

Aí ele envereda por uma comparação esdrúxula, entre Lula e Luíz XIV, mas aí é demais para mim. Meu estômago não aguenta lidar com algo tão estúpido. O artigo é inteiramente assim, um amontoado de absurdos que chegam a ser inocentes de tão mal ajambrados. Nem iria comentá-lo se não encontrasse nele um ponto que realmente me chamou a atenção: ele cita o repugnante artigo de César Benjamin, da seguinte forma:

Indignado com a mistificação cinematográfica dos Barreto, Cesar Benjamin relatou, em artigo publicado pela Folha de São Paulo, que Lula gabou-se durante a campanha presidencial de 1994 de ter tentado currar um "menino do MEP", preso político com quem dividiu uma cela no Deops.

Só isso. Não cita os desmentidos cabais dos presos que compartilharam a cela de Lula. Não cita o próprio "menino do MEP", que também negou veementemente a história. Detalhe: o "menino do MEP" tinha 30 anos quando ficou preso junto a Lula, que tinha uns 35 na época. Não cita a denúncia do próprio ombudsman da Folha. Não, Magnoli chancela a calúnia de Benjamin. Defende-a. Agora vemos para que serviu o artigo de Benjamin, para que outros possam reproduzir a calúnia acriticamente, sem nem ao menos se comprometer com as palavras, já que essas pertencem à Benjamin e à Folha. E assim se dissemina uma calúnia que atenta gravemente contra a honra do presidente da república. E daí. Dane-se a honra do presidente. É o Lula, não? Um paraíba que não merece honra nenhuma...

Vemos também a integridade de Magnoli, que aceita o uso de uma inominável calúnia simplesmente por que Benjamin estava "indignado com a mistificação cinematográfica dos Barreto".

Termina citando Golbery, que disse que Lula destruiria a esquerda. Bem, pelo menos ele revelou quem admira: o homem que ajudou a articular e a sustentar a ditadura. Como Magnoli certamente é daqueles que acha que a esquerda no Brasil é representada por Roberto Freire e José Serra, torço para que a profecia de Golbery se realize o mais rápido possível. De preferência em 2010.

Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
Posted by Picasa

novembro 29, 2009

Mais um calhorda na praça

Marcelo Madureira
Foto postada em otempo.com.br


"Já vi essa cara em algum lugar"
Nota do blog: Em Tabatinga (Brasil), fronteira com Letícia (Colômbia), durante uma jornada de trabalho conheci um professor cubano com quem tive o prazer de uma longa conversa num hotel da cidade. Disse-me que em Cuba os professores comprometidos com o ensino público saem do país para pós-graduação, mestrado e doutorado, retornam e circulam pelo mundo disseminando seus saberes. Para tanto, parte do salário dos professores é usado na formação de novos professores. Compromisso com a educação é isso aí! Entretanto, vai ter algum calhorda a criticar esse compromisso ideológico com a solidariedade e a cidadania internacional, abstraindo um fato escandaloso: Cuba vive o mais odiento embargo econômico nunca sofrido por qualquer outro país no planeta. Mas foi a perplexidade do ilustre professor com o Programa Casseta & Planeta que me chamou atenção. Em sua opinião o humor agressivo do programa de TV da Rede Globo era inteiramente desrespeitoso para com o presidente da república. Tentei argumentar que a democracia brasileira convive historicamente com esse tipo de humor. Getúlio Vargas chegou a usá-la a seu favor. Disse ainda que existe, paradoxalmente, um humor de direita. Finalizou a conversa com um dura crítica à democracia ocidental. Deu como exemplo, o caso das eleições manipuladas pela força do capital. "Quanto custa um senador, um deputado e um governador nesse tipo de democracia?". Vai ter canalha dizendo que esse argumento é típico dos partidários da "ditadura do proletariado". Taí um conceito que o "casseta" calhorda conhecido como Madureira (leia matéira abaixo) não tem a menor idéia do que se trata, salvo aquilo que ele reproduz como aquele papagaio histérico e moralista das piadas infames do submundo da cultura de esgoto. Paro por aqui para fumar um charuto presenteado pelo professor cubano. É mais prazeroso do que falar de um catimbeiro contumaz, agora que entendi o humor degradante do grupo que um dia subverteu a linguagem do humor, a ponto de ser saudado como um importante evento pelos psicanalistas da Escola Freudiana do Rio de Janeiro. Lamentavelmente, o "casseta" perdeu o bonde da história.

Oleo do Diabo

Folha atinge o paroxismo da calhordice

Creio que todos estamos ainda em estado de perplexidade. Sim, porque a Folha hoje volta à sua calhordice. Publica no Painel de Leitores cartas de leitores que afirmam ter acreditado na história contada por César Benjamin. A Folha publica a carta de um global, Marcelo Madureira, que desde longe vem realizando, de todas as maneiras, oposição sistemática ao Lula:

"Em tempos de unanimidades, bajulação, mentiras, censuras veladas e neoperonismos, o corajoso e sensível depoimento de César Benjamin só vem confirmar aquilo de que eu já desconfiava havia muito tempo: que o Brasil está sendo governado por um bando de cafajestes sem escrúpulos. E o que é pior:
recebem indenizações pelas suas cafajestadas. Parabéns a César Benjamin e a esta Folha."
MARCELO MADUREIRA, "Casseta & Planeta' (Rio de Janeiro, RJ)
Madureira é um canalha alienado. Quer transformar vítimas da ditadura, pessoas que foram presas e torturadas em "cafajestes sem escrúpulos". Quando ele fala que já desconfiava, revela o objetivo da matéria publicada pela Folha, que era ir de encontro ao subconsciente de seus leitores, já devidamente preparado por manipulações diárias. Todos os antilulistas fanáticos agora se encarregarão de espalhar boatos e "confirmar" o que já suspeitavam.

[...]

Leia mais em www.oleododiabo.blogspot.com
Posted by Picasa