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outubro 24, 2010

PV europeu apoia Dilma Rousseff contra Serra, o candidato da direita

 PICICA: A falsa independência dos líderes do PV no Brasil contrasta com a visão realista do PV europeu. Enquanto os primeiros flertam com Serra, o obscuro, o segundo pede que não permitam que “o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente se transforme em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza!”
Dilma Rousseff

Verdes europeus declaram apoio à candidata Dilma Rousseff e fazem duras críticas à Serra


Membros dos Partidos Verdes de vários países Europeus, entre eles Daniel Cohn-Bendit (um dos principais líderes estudantis do maio de 68), publicaram uma carta de apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff.

Eles pedem que os brasileiros não permitam que “o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente se transforme em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza!”


A eleição de Dilma é a única forma de garantir que os projetos ambientalistas mundiais sejam postos em prática e que o Brasil continue avançando nas políticas de inclusão social.


“É impossível acreditar que a esperança suscitada pelos dois mandatos presidenciais de Lula acabe terminando no segundo turno com a eleição do candidato da direita”, aponta a carta.


Afirmam que a batalha do segundo no Brasil será bastante dura e diz que não se pode fechar os olhos para o “avanço da direita no maior País da América Latina”.


“José Serra não é um social democrata de centro. Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão”, avaliam os verdes franceses.


Na carta os verdes repudiam a campanha de baixarias promovida pela candidatura de José Serra:


"Dilma tem sido alvo de campanhas anônimas na internet que acusam de terrorismo e de bandidagem por ter participado na luta contra o regime militar, ela que foi por este motivo presa e barbaramente torturada...


... Contra as mulheres, as facções mais reacionárias das igrejas cristãs – incluindo aquela da mulher do candidato da direita [referindo-se à Mônica Serra] que declarou publicamente que Dilma quer assassinar criancinhas – acusam a candidata de ser favorável ao aborto, mesmo que esta questão não faça parte de seu programa de governo, tampouco do programa do Partido dos Trabalhadores".


Assinam o manifesto:


- Daniel Cohn Bendit (da Alemanha, presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu);

- Jérôme Gleizes (francês, dirigente da comissão internacional dos Verdes);
- a italiana Monica Frassoni (co-presidente do Partido Verde europeu);
- Dominique Voynet (senadora francesa e refeita da Cidade de Montreuil, ex-Ministra do Meio Ambiente);
- Philippe Lamberts (belga co-presidente do Partido Verde europeu);
- Alain Lipietz (dirigente do PV francês e ex-deputado europeu);
(Do Último Segundo)


Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

outubro 01, 2010

Rafael Correa, com apoio do povo e da comunidade internacional, derrota tentativa de golpe de Estado

Fracassa golpe de estado no Equador

Uma operação de tropas de elite da Polícia leal ao Governo, com apoio do Exército, resgatou o presidente do Equador, Rafael Correa, que estava retido por homens da Polícia amotinados em uma hospital da instituição.

Já da varanda do palácio presidencial (foto), em Quito, Rafael Correa chamou de "desequilibrados" aos que tentaram o golpe de Estado e disse que este foi um dos dias mais tristes da sua vida.

"Daqui para a frente vamos virar-nos para o futuro com mais entusiasmo, esperança e convicção", disse.

Correa acabou saindo do hospital sob uma forte escolta militar, entre tiroteios de soldados legalistas e policiais amotinados.

Dois policiais morreram e 37 pessoas ficaram feridas na Operação.

A tentativa de golpe, foi uma iniciativa de policiais em motim, mas não contou com nenhum apoio institucional interno no Equador e, desde a primeira hora, foi condenada por toda a comunidade internacional. (Com informações das Agências EFE e ANDES). 


Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

setembro 26, 2010

Apoio popular a Dilma é reflexo do projeto pluriclassista de Lula

Lula, o popular
Postado em parte1.wordpress.com

A história e seus ardis - O lulismo posto à prova em 2010

André Singer aplica às eleições de 2010 sua tese do "realinhamento" do eleitorado brasileiro, caracterizado pela adesão das classes baixas ao "lulismo" (por verem em Lula a possibilidade de ascensão social sem confronto) e pelo afastamento da classe média tradicionalmente petista, após o escândalo do mensalão. Para os leitores do blog que escreveram solicitando a publicação, á partir de um comentário do ministro Paulo Bernardo no Twitter, segue a íntegra do artigo publicado na Folha, para assinantes...

Apoio popular a Dilma é reflexo do projeto pluriclassista de Lula

CONTA-SE QUE CERTA VEZ o engenheiro Leonel Brizola teria levado o metalúrgico Lula ao túmulo de Getúlio Vargas em São Borja (RS). Lá chegando, o gaúcho pôs-se a conversar com o ex-presidente. Depois de algumas palavras introdutórias, apresentou o líder do PT ao homem que liderou a Revolução de 1930: "Doutor Getúlio, este é o Lula", disse, ou algo parecido. Em seguida, pediu que Lula cumprimentasse o morto. Não se sabe a reação do petista.

Será que algum dos personagens do encontro pressentiu que, naquela hora, estavam sendo reatados fios interrompidos da história brasileira? Desconfio que não.

Os tempos eram de furiosa desmontagem neoliberal da herança populista dos anos 1940/50. Mesmo aliados, em 1998 PT e PDT -praticamente tudo o que restava de esquerda eleitoralmente relevante- perderiam para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno. O consulado tucano parecia destinado a durar pelo menos 20 anos e trazer em definitivo o neoliberalismo para o Brasil.

BRECHA

Foi por uma brecha imprevista, aberta pelo aumento do desemprego no segundo mandato de FHC, que Lula encontrou o caminho para a Presidência da República. Para aproveitá-la, fez substanciais concessões ao capital, pois a ameaça de radicalização teria afastado o eleitorado de baixíssima renda, o qual deseja que as mudanças se deem sem ameaça à ordem.1

Apesar da pacificação conquistada com a "Carta ao Povo Brasileiro" ter sido suficiente para vencer, o subproletariado não aderiu em bloco. Havia mais apoio entre os que tinham renda familiar acima de cinco salários mínimos do que entre os que ganhavam menos do que isso, como, aliás, sempre acontecera desde 1989. Ainda que as diferenças pudessem ser pequenas, elas expressavam a persistente desconfiança do "povão" em relação ao radicalismo do PT.

Depois de 2002, tudo iria mudar. A vitória levaria ao poder talvez o mais varguista dos sucessores do dr. Getúlio. Não em aspectos superficiais, pois nestes são expressivas as diferenças entre o latifundiário do Sul e o retirante do Nordeste. Tampouco no sentido de arbitrar, desde o alto, o interesse de inúmeras frações de classe, fazendo um governo que atende do banqueiro ao morador de rua. Dadas as condições, todos os presidentes tentam o mesmo milagre.

O que há de especificamente varguista é a ligação com setores populares antes desarticulados. Ao constituir, desde o alto, o povo em ator político, o lulismo retoma a combinação de autoridade e proteção aos pobres que Getúlio encarnou.

BURGUESIA EM CALMA

Mas em 1º de janeiro de 2003 ninguém poderia prever o enredo urdido pela história. Para manter em calma a burguesia, o mandato inicial de Lula, como se recorda, foi marcado pela condução conservadora nos três principais itens da macroeconomia: altos superavits primários, juros elevados e câmbio flutuante. Na aparência, o governo seguia o rumo de FHC e seria levado à impopularidade pelas mesmas boas razões.

De fato, 2003 foi um ano recessivo e causou desconforto nos setores progressistas. Ao final, parte da esquerda deixou o PT para formar o PSOL. Mesmo com a retomada econômica no horizonte de 2004, Brizola deve ter morrido em desacordo com Lula, por ter transigido com o adversário.

Ocorre que, de maneira discreta, outro tripé de medidas punha em marcha um aumento do consumo popular, na contramão da ortodoxia. No final de 2003, dois programas, aparentemente marginais, foram lançados sem estardalhaço: o Bolsa Família e o crédito consignado. Um era visto como mera junção das iniciativas de FHC. O segundo, como paliativo para os altíssimos juros praticados pelo Banco Central.

Em 2004, o salário mínimo começa a se recuperar, movimento acelerado em 2005. Comendo o mingau pela borda, os três aportes juntos começaram a surtir um efeito tão poderoso quanto subestimado: o mercado interno de massa se mexia, apesar do conservadorismo macroeconômico.

Nas pequenas localidades do interior nordestino, na vasta região amazônica, nos lugares onde a aposentadoria representava o único meio de vida, havia um verdadeiro espetáculo de crescimento, o qual passava despercebido para os "formadores de opinião".

PASSO DECISIVO

Quando sobrevém a tempestade do "mensalão" em 2005 -e, despertado do sono eterno pela reedição do cerco midiático de que fora vítima meio século antes no Catete, o espectro do dr. Getúlio começa a rondar o Planalto-, já estavam dadas as condições para o passo decisivo.

Em 3 de agosto -sempre agosto-, em Garanhuns (PE), perante milhares de camponeses pobres da região em que nascera, Lula desafiou os que lhe moviam a guerra de notícias: "Se eu for [candidato], com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez".

Até então, a ligação entre Lula e os setores populares era virtual. Chegara ao topo cavalgando uma onda de insatisfação puxada pela classe média. Optou por não confrontar os donos do dinheiro. Perdeu parte da esquerda. Na margem, acionou mecanismos quase invisíveis de ajuda aos mais necessitados, cujo efeito ninguém conhecia bem.

Foi só então que, empurrados pelas circunstâncias, o líder e sua base se encontraram: um presidente que precisava do povo e um povo que identificou nele o propósito de redistribuir a renda sem confronto.

PLACAS TECTÔNICAS

Os setores mais sensíveis da oposição perceberam que fora dada a ignição a uma fagulha de alta potência e decidiram recuar. A hipótese de impedimento foi arquivada, para decepção dos que não haviam entendido que placas tectônicas do Brasil profundo estavam em movimento.

Em 25 de agosto, um dia depois do aniversário do suicídio de Vargas, Lula podia declarar perante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que a página fora virada: "Nem farei o que fez o Getúlio Vargas, nem farei o que fez o Jânio Quadros, nem farei o que fez o João Goulart. O meu comportamento será o comportamento que teve o Juscelino Kubitschek: paciência, paciência e paciência". Uma onda vinda de baixo sustentava a bonomia presidencial.

O Lula que emerge nos braços do povo, depois da crise, depende menos do beneplácito do capital. Daí a entrada de Dilma Rousseff e Guido Mantega em postos estratégicos, o que mudou aspectos relevantes da política macroeconômica. Os investimentos públicos, contidos por uma execução orçamentária contracionista, foram descongelados no final de 2005. O salário mínimo tem um aumento real de 14% em 2006.

POLARIZAÇÃO

Para o público informado, a constatação do que ocorrera ainda demoraria a chegar. Foi preciso atingir o segundo turno de 2006 para que ficasse claro que o povo tinha tomado partido, ainda que em certos ambientes de classe média "ninguém" votasse em Lula.

A distribuição dos votos por renda mostra a intensa polarização social por ocasião do pleito de 2006. Pela primeira vez, o andar de baixo tinha fechado com o PT, antes forte na classe média, numa inversão que define o realinhamento iniciado quatro anos antes.

Embora, do ponto de vista quantitativo, a mudança relevante tenha se dado em 2002, o que define o período é o duplo movimento de afastamento da classe média e aproximação dos mais pobres. Por isso, o mais correto é pensar que o realinhamento começa em 2002, mas só adquire a feição definitiva em 2006. Como, por sinal, aconteceu com Roosevelt entre 1932 e 1936.

SEGUNDO MANDATO

Assentado sobre uma correlação de forças com menor pendência para o capital, o segundo mandato permitirá a Lula maior desenvoltura. Com o lançamento do PAC, fruto de um orçamento menos engessado, aumentam as obras públicas, as quais vão absorver mão de obra, além de induzir ao investimento privado.

Em 2007, foi gerado 1,6 milhão de empregos, 30% a mais do que no ano anterior. A recuperação do salário mínimo é acelerada, com aumento real de 31% de 2007 a 2010, contra 19% no primeiro mandato, conforme estimativa de um dos diretores do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)2. A geração de emprego e renda explica os 70% de aprovação do governo desde então.

Nem mesmo a derrubada da CPMF, com a qual a burguesia mostrou os dentes no final de 2007, reduziu o ritmo dos projetos governamentais. A transferência de renda continuou a crescer. Foi só ao encontrar a parede do tsunami financeiro, no último trimestre de 2008, que se interrompeu o ciclo ascendente de produção e consumo. Teria chegado, então, segundo alguns, a hora da verdade. Com as exportações em baixa, o lulismo iria definhar.

COMPRAR SEM MEDO

Mas o lulismo já contava com um mercado interno de massa ativado, capaz de contrabalançar o impacto da crise no comércio exterior. A ideia, difundida pelo presidente, de que a população podia comprar sem medo de quebrar, ajudou a conter o que poderia ser um choque recessivo e a relançar a economia em tempo curto e velocidade alta.

Além da desoneração fiscal estratégica, como a do IPI sobre os automóveis e os eletrodomésticos da linha branca, o papel dos bancos públicos -em particular o do BNDES- na sustentação das empresas aumentou a capacidade do Estado para conduzir a economia. Numa manobra que lembra a de Vargas na Segunda Guerra, Lula utilizou a situação externa para impulsionar a produção local.

Surge uma camada de empresários -Eike Batista parece ser figura emblemática, como notava dias atrás um economista-, dispostos a seguir as orientações do governo. A principal delas é puxar o crescimento por meio de grandes obras, como as de Itaboraí -o novel polo petroquímico no Estado do Rio-, as de Suape (PE) e de Belo Monte, na Amazônia. Cada uma delas alavancará regiões inteiras.

Por fim, a aliança entre a burguesia e o povo, relíquia de tempos passados que ninguém mais achava que pudesse funcionar, se materializa diante dos olhos. Que o estádio do Corinthians em Itaquera não nos deixe mentir.

PROJETO PLURICLASSISTA

A candidatura Dilma representa o arco que o lulismo construiu. A ex-ministra, por sua biografia, é talhada para levar adiante um projeto nacional pluriclassista. O fato de ter sido do PDT até pouco tempo atrás não é casual. A mãe do PAC tem uma visão dos setores estratégicos em que a burguesia terá que investir, com o BNDES.

O povo lulista, que deseja distribuição da renda sem radicalização política, já dá sinais de que o alinhamento fechado em 2006 está em vigor. Em duas semanas de propaganda eleitoral na TV, Dilma subiu 9 pontos percentuais e Serra caiu 5. À medida que os mais pobres adquirem a informação de que ela é a candidata de Lula, o perfil do seu eleitorado se aproxima do que foi o de Lula em 2006. Ou seja, o voto em Dilma cresce conforme cai a renda, a escolaridade e a prosperidade regional.

A classe média tradicional, em que pese aprovar o governo, continuará a votar na oposição, como demonstram a dianteira de Serra em Curitiba e o virtual empate em São Paulo, municípios em que o peso numérico das camadas intermediárias é significativo.

Parte delas, sobretudo entre os jovens universitários, deverá optar por Marina Silva. Isso explica por que os que têm renda familiar mensal acima de cinco salários mínimos dão 12 pontos percentuais de vantagem para a soma de Serra e Marina sobre Dilma na pesquisa Datafolha concluída em 3/9.

O problema da oposição é que esse segmento reúne apenas 14% do eleitorado, de acordo com a amostra utilizada pelo Datafolha, enquanto os mais pobres (até dois salários mínimos de renda familiar mensal) são 48% do eleitorado. Nesse segmento, Dilma possui uma diferença de 22 pontos percentuais sobre Serra e Marina somados! Se vier a ganhar no primeiro turno, será graças ao apoio, sobretudo, dos eleitores de baixíssima renda, como ocorreu com Lula na eleição passada.

REALINHAMENTO

A feição popular da provável vitória de Dilma confirma, assim, a hipótese que sugerimos no ano passado a respeito da novidade que emergiu em 2006. Se estivermos certos, por um bom tempo o PSDB precisará aprender a falar a linguagem do lulismo para ter chances eleitorais. Não se trata de mexicanização, mas de realinhamento, o qual significa menos a vitória reiterada de um mesmo grupo e mais a definição de uma agenda que decorre do vínculo entre certas camadas e partidos ou candidatos.

Quando um governo põe em marcha mecanismos de ascensão social como os que se deram no New Deal, e como estamos a assistir hoje no Brasil, determina o andamento da política por um longo período. Num primeiro momento, trata-se da adesão dos setores beneficiados aos partidos envolvidos na mudança -o Partido Democrata nos EUA, o PT no Brasil.

Com o passar do tempo e as oscilações da conjuntura, os aderentes menos entusiastas podem votar em outro partido, mesmo sem romper o alinhamento inicial. Foi o que aconteceu com as vitórias do republicano Eisenhower (1952 e 1956) e dos democratas Kennedy (1960) e Johnson (1964).

Mas para isso a oposição não pode ser extremada, como bem o percebeu a hábil Marina Silva. Até certa altura da sua campanha, José Serra igualmente trilhou esse caminho. Foi a fase em que propôs cortar juros e duplicar a abrangência do Bolsa Família.

Depois, tragado pela lógica do escândalo, retornou ao caminho udenista da denúncia moral, que só garante os votos de classe média -o que, no Brasil, não ganha eleição. Convém lembrar que no ciclo dominado pelo alinhamento varguista, a UDN só conseguiu vencer com um candidato: Jânio Quadros, que falava a linguagem populista. Fora disso, resta o golpe, sombra da qual estamos livres.

DURAÇÃO

Qual será a duração do ciclo aberto em 2002, completado em 2006, e, aparentemente, a ser confirmado em 2010? O realinhamento abrange, por definição, um período longo. O último que vivemos, dominado pelo oposicionismo do MDB/PMDB, durou 12 anos (1974-86) e foi sepultado, quem sabe antes do tempo, pelo fracasso em controlar a inflação. A resposta para o atual momento também deve contemplar a economia.

Por isso, as condições de manter, pelo menos, o ritmo de crescimento médio alcançado no segundo mandato de Lula, algo como 4,5% de elevação anual do PIB, estarão no centro das preocupações do novo presidente. Sem ele, as premissas do lulismo ficam ameaçadas. Recados criptografados sobre a necessidade de reduzir a rapidez do crescimento e de fazer um ajuste fiscal duro já apareceram na imprensa, dirigidos a Dilma, provável vencedora.

O capital financeiro -apelidado na mídia de "os mercados"- vai lhe cobrar o tradicional pedágio de quem ainda não "provou" ser confiável. Caso os reclamos de pisar no freio não sejam atendidos, sempre haverá o recurso de o BC -cuja direção deverá continuar com alguém como Henrique Meirelles, senão o próprio- aumentar os juros. O aumento real do salário mínimo no primeiro ano de governo, que dependerá da presidente, pois o PIB ficou estagnado em 2009, será outro teste relevante.

CABO DE GUERRA

Convém notar que, no segundo mandato de Lula, ainda que de modo relutante, o BC foi obrigado a trabalhar com juros mais baixos. Mas o cabo de guerra será reiniciado no dia 3 de janeiro de 2011. Com os jogadores em posse de um estoque de fichas renovados pela eleição, uns apostarão em uma recuperação do espaço perdido, outros numa aceleração do caminho trilhado no segundo mandato.

O PMDB, elevado à posição de sócio importante da vitória, atribuiu-se, na campanha, o papel de interlocutor com o empresariado. O PT, possivelmente fortalecido por uma bancada maior, deverá, pela lógica, fazer-lhe o contraponto do ângulo popular. A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, em fevereiro, servirá de termômetro para o balanço das respectivas forças.

O futuro do lulismo dependerá de continuar incorporando, com salários melhores, os pobres ao mundo do trabalho formal. Em torno desse ponto é que se darão os principais conflitos e se definirá a extensão do ciclo. Alguns analistas da oposição alertam para a proximidade de um índice de emprego que começará a encarecer a mão de obra e gerar inflação. Como mostra Stiglitz,3 é a conversa habitual dos conservadores para brecar a expansão econômica.

Por fim, não se deve esquecer que uma palavra decisiva sobre esses embates virá de São Bernardo, onde residirá o ex-presidente, bem mais perto da capital do que foi, no passado, São Borja.

Aguardam-se os conselhos de Vargas e Brizola, dos quais poderemos tomar conhecimento naquelas mensagens psicografadas por Elio Gaspari.

Empurrados pelas circunstâncias, o líder e sua base se encontraram: um presidente que precisava do povo e um povo que identificou nele o propósito de redistribuir a renda sem confronto

Em 2006, pela primeira vez, o andar de baixo tinha fechado com o PT, antes forte na classe média, numa inversão que define o realinhamento iniciado quatro anos antes

A aliança entre a burguesia e o povo, que ninguém mais achava que pudesse funcionar, se materializa diante dos olhos. Que o estádio do Corinthians em Itaquera não nos deixe mentir .ANDRÉ SINGER

Notas 1. Ver André Singer. "Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo", "Novos Estudos", 85, nov 2009. Link para o artigo em folha.com/ilustríssima 2. Ver João Sicsú. "Dois Projetos em Disputa". "Teoria e Debate", 88, mai/jun 2010.

3. Ver Joseph Stiglitz, "Os Exuberantes Anos 90", Companhia das Letras, 2003. Ao constituir, desde o alto, o povo em ator político, o lulismo retoma a combinação de autoridade e proteção aos pobres que Getúlio encarnou 


Fonte: Os Amigos do Presidente Lula 

Nota do blog: A dica do artigo é da intrépida Maria Rita Chaves, lulista até o último fio de cabelo. 

setembro 23, 2010

Serra tenta golpe, com a ajuda dos gabeiras e robertofreires-da-vida

Bessinha
Postado em contrapontopig.blogspot.com

José Serra tenta o golpe convocando o cansei das dondocas enfadadas e sonegadores de impostos


Vocês já repararam que a imprensa está dando o tom do golpe?. Note que em todas  as matérias publicadas na Folha durante a semana, inclusive as manchetes, ditaram o tom a ser usado no programa eleitoral de TV do candidato José Serra (PSDB)

A mídia convocou durante toda campanha eleitoral a turninha do cansei. E hoje, eis que meia dúzia de desocupados anunciaram que vão ressuscitar o velho partido dos golpistas lançando um manifesto em "defesa da democracia" (Aqui)

Quem são os patéticos tucanos cansados?..."Cansei" é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem, disse certa vez Cláudio Lembo

Veja quem assina o manifesto.Nomes conduzido por figuras conhecidas que sempre possuíram e possuem uma visão elitista do país e da sociedade.


01. Hélio Bicudo - (Jurista, deixou o PT em 2005, apóia Marina Silva)

02. D. Paulo Evaristo Arns - ( frade da Igreja Católica)

03. Carlos Velloso - (Ex-ministro do STF, indicado por Collor)

04. René Ariel Dotti - (Jurista. Penalista)

05. Therezinha de Jesus Zerbini (???)

06. Celso Lafer - (Ministro das Relações Exteriores no governo FHC - que tirou o sapato no aeroporto dos EUA para ser revistado)

07. Adilson Dallari - (Professor titular de Direito Administrativo da PUC/SP)

08. Miguel Reali Jr.- (Ministro da Justiça no governo FHC - Foi tesoureiro da campanha do Geraldo Alkmin em 2006)

09. Ricardo Dalla - (Advogado. Presidente do IBDTI – Instituto Brasileiro de DireitoTributário)

10. José Carlos Dias - (Ministro da Justiça durante o governo FHC, de jul/99 a abr/2000)

11. Maílson da Nóbrega - (Ministro da Fazenda na Ditadura, colunista da FSP, Veja e Estadão)

12. Ferreira Gullar -(Poeta - de boca fechada)

13. Carlos Vereza - (Ator da Globo, apóia César Maia - candidato ao Senado pelo DEM)

14. Zelito Viana - Cineasta, irmão do comediante Chico Anysio e pai do ator global Marcos Palmeira)

15. Everardo Maciel - (Ex-secretário da Receita Federal nos 08 anos de governo FHC)

16. Marco Antonio Villa - (Historiador. Escreve na Folha de São Paulo)

17. Haroldo Costa - (Ator, escritor, produtor e sambista brasileiro)

18. Terezinha Sodré - (Ex- atriz da Globo. Mora em Miami, tem um programa semanal, "Planet Flórida")

19. Mauro Mendonça - ( Tucano declarado. Ator da Globo casado com a signatária abaixo)

20. Rosamaria Murtinho - ( Tucana declarada. Atriz da Globo casada com a signatário acima)

21. Marta Grostein - (Mãe do Luciano Huck, apresentador da Globo)

22. Marcelo Cerqueira - (Político. Filiado ao partido PPS)

23. Boris Fausto - ( Se diz, historiador e cientista político brasileiro)

24. José Alvaro Moisés - (Secretário Nacional de Apoio à Cultura (1995-1998), Secretário Nacional de Audiovisual (1999-2002) – governo FHC)

25. Leôncio Martins Rodrigues (Cientista Político)

26. José A. Gianotti - (Cientista Político)

27. Lurdes Solla - ( Diz que é Socióloga Cientista Política)

28. Gilda Portugal Gouvea - (Socióloga, diversos cargos na área da educação no governo PSDB em São Paulo)

29. Regina Meyer

30. Jorge Hilário Gouvea Vieira -(Empresário, marido da vereadora Andréa Gouvêa Vieira – do PSDB)

31. Omar Carneiro da Cunha - (Economista, ex-presidente de multinacionais como a Shell e AT&T)

32. Rodrigo Paulo de Pádua Lopes - (Engenheiro, consultor da empresa Dragagem Fluvial Ltda.)

33. Leonel Kaz - (Jornalista, foi diretor editorial adjunto da Abril e Secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio de Janeiro. Curador do Museu do Futebol, em São Paulo)

34. Jacob Kligerman - (Medico. Foi nomeado diretor-geral do INCA pelo Ministro da Saúde Jose Serra, sendo substituído por Jamil Haddad no governo Lula)

35. Ana Maria Tornaghi-(Promoter Carioca)

36. Alice Tamborindeguy - (Política. Filiada ao PSDB desde 1995)

37. Tereza Mascarenhas -(?)

38. Carlos Leal-(???)

39. Maristela Kubitschek -(Filha adotiva de Juscelino Kubitschek)

40. Verônica Nieckele - (Socialite e empresária, esposa de Cesar Ramos Filho)

41. Cláudio Botelho - (Diretor de teatro)

42. Jorge Ramos - (?)

43. Fábio Cuiabano - (Dermatologista de  atrizes da Globo como,Malu Mader e Luana Piovani)

44. Luiz Alberto Py -(Medico Psiquiatra, psicanalista, palestrante. Colunista do jornal O Dia, e da revista Caras. Consultor de diversos programas da TV Globo - Amigo e Linha Direta, Domingão do Faustão, Luciano Hulck etc)

45. Gabriela Camarão - (???)

46. Romeu Cortes - (???)

47. Maria Amélia de Andrade Pinto - (???)

48. Geraldo Guimarães - (???)

49. Verônica Nieckele - (?)

50. Martha Maria Kubitschek - (???)

51. Gilza Maria Villela - (???)

52. Mary Costa

53. Silvia Maria Melo Franco Cristóvão (???)

54. Glória de Castro

55. Risoleta Medrado Cruz

56. Gracinda Garcez - (???) aparece uma Gracinda Garcez no blog da promoter Ana Maria Tornaghi (n.º 35)

57. Josier Vilar

58. Jussarah Kubitschek

59. Luiz Eduardo da Costa Carvalho- (Presidente do Jockey Club Brasileiro)

60. Tereza Maria de Britto Pereira - (Filha do diretor-geral da Imprensa Nacional Alberto Sá Souza de Britto Pereira, no governo JK)

Ou seja,essa gente tem o objetivo é retomar o controle do poder, que sempre esteve nas mãos da elite branca, má e perversa, para usar uma definição do ex-governador Cláudio Lembo. Sabem que se não fizerem nada desde já, os partidos que os representam serão escurraçados nas urnas. Sendo que um deles, o dos demos, pode se tornar um nanico já em 2011.

Golpistas

"Golpista é alguém que defende um golpe de Estado, ou seja, defende a derrubada de um governo legitimamente eleito por meio de um putsch anticonstitucional, um golpe de força." É sobretudo - preparar o imaginário da população para a derrubada de um governo legitimamente eleito.

É também  repercutir com intensidade uma notícia, mesmo sabendo que ela se desmentirá depois, e não dar o mesmo espaço ao desmentido.

É, por exemplo, comparar a classe média nas filas dos aeroportos com as vítimas dos campos de concentração nazistas, como fez Alexandre Garcia. É o apelo fácil ao sentimentalismo, na tentativa de manipular as consciências de leitores e telespectadores. No jogo do "fala e esquece" da midia, muitas perguntas ficam sem reposta.

Do que reclama a imprensa?



A Imprensa escolhe e protege seus candidatos, malhando impiedosamente seus adversários, distorcendo os fatos, fazendo ilações maldosas, acusando e já dando apressadamente o veredito que lhe interessa. E quando é questionada - simplesmente questionada! - já se faz de vítima, sente-se ameaçada e faz novas ilações, achando que a democracia está sob ameaça. Ora, democracia é um regime em que todos podem questionar e ser questionados. Por que a imprensa, que mais questiona, acha que não pode?

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

Nota do blog: Leia mais sobre a marcha do golpe contra o governo Lula. Desta vez, Gabeira discursa no Clube Militar, reduto dos militares conservadores, 'sobre o risco de desestabilização democrática do país, liberdade de imprensa e a "sedução" do governo pelo totalitarismo'. Acesse Óleo do Diabo.  

setembro 21, 2010

Enquanto Serra perde o roço e baixa a trunfa, o Brasil é manchete na mídia internacional

Enquanto a imprensa brasileira tenta eleger Serra, Brasil é manchete na mídia internacional

A Associated Press foi até Paraisópolis para o longo perfil "Mais do mesmo? Eleitores brasileiros estão amando". Destaca como 29 milhões entraram na classe média, com Lula, que transferiu essa base para Dilma. A descrição da petista se estendeu sobre os anos de ditadura.

Pragmático



No topo das buscas de Brasil no Google News, a Reuters produziu especial sobre o eventual ministério de Dilma. Na reportagem central, "Gabinete de Rousseff é visto como pragmático e contra elevar gastos", dá Antonio Palocci e Luciano Coutinho como "figuras-chave" -e cita, de um executivo financeiro do exterior, que, "se eles forem parte da mistura, isso nos ajudará a dormir à noite". Em texto à parte, são perfilados outros nomes "prováveis, segundo fontes próximas de Dilma e analistas", como Paulo Bernardo e Nelson Barbosa, além de Mantega e Meirelles.

Ator Global



O correspondente do "Washington Post" na América do Sul, Juan Forero, produziu ontem a longa reportagem "Brasil está rapidamente se tornando ator na economia global". Escreveu de Puerto Tirol, na Argentina, onde uma fábrica de jeans foi montada por brasileiros dois anos atrás. Registra ser efeito, "em parte, da confiança inspirada nos empreendedores brasileiros pelo governo do presidente Lula".


Sites dos EUA à Índia dão o relatório "Governança Global 2025: Numa conjuntura crítica" -dos EUA em conjunto com União Europeia, postado no site da CIA. Lista as maiores potências, na ordem: EUA, China, UE, Índia, Japão, Rússia e Brasil. E avisa que as organizações globais foram "ultrapassadas" pelo rápido "mundo multipolar"

Humilhado


""El País" diz que Serra pode ser "humilhado" nas urnas". No título original, alto de página ontem no jornal espanhol, "A queda surpreendente de José Serra", um político que, "se perder no primeiro turno, pode dizer adeus a toda a sua carreira" Nelson Sá

Lula foi o presidente que modernizou o Brasil, diz jornal francês



Uma reportagem na edição desta terça-feira do jornal francês Le Figaro afirma que Luiz Inácio Lula da Silva foi o presidente responsável por "modernizar o Brasil".

O texto, que recebeu uma chamada na capa do Le Figaro, é assinado pela correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Lamia Oualalou.

A reportagem conta a história de Ricardo Mendonça, paraibano de Itatuba que se mudou para o Rio de Janeiro em busca de emprego em 2003 e conseguiu entrar na universidade graças a uma bolsa do programa Pro-Uni, do governo federal.

O jornal atribui o sucesso de Mendonça às políticas do governo Lula.

"Histórias como esta de Ricardo o Brasil registra aos milhões. A três meses do fim do seu segundo mandato, este é um país mudado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará ao seu sucessor", escreve o Le Figaro.

'Barbudo onipresente'

O jornal diz que quando Lula chegou ao poder, em 2003, o Brasil era um país sem "grandes esperanças" que havia finalmente dado uma chance a um "turbulento barbudo onipresente na cena eleitoral desde o restabelecimento da democracia".

O Le Figaro destaca que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu combater a hiperinflação com o Plano Real, mas que se tornou "muito impopular" antes de deixar o poder em 2002.

Citando analistas políticos brasileiros, o jornal diz que Lula foi responsável por ampliar políticas sociais do governo anterior.

"O chefe de Estado reagrupou algumas medidas sociais do seu antecessor e lhes deu uma dimensão inimaginável", diz a reportagem do jornal.

"Pela primeira vez na história, o Brasil assiste a uma redução contínua e inédita das desigualdades. Em dois mandatos, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e 31 milhões entraram para a classe média."

O jornal diz que o governo quer agora usar a riqueza dos novos campos de petróleo descobertos no litoral brasileiro para criar um fundo que beneficie os mais pobres.

agosto 23, 2010

Saiba porque Serra foi o carrasco da Zona Franca de Manaus

Animação de Serra com as últimas pesquisas
Imagem postada no blog Amigos do presidente Lula

Mentira de Serra em Manaus: ele realmente foi carrasco da Zona Franca


Em visita a Manaus (AM), José Serra (PSDB) disse ser vítima de boatos dos adversários, que o acusam de prejudicar a Zona Franca.

Vanessa Graziotin (PCdoB) desmente: “É uma questão ideológica. Todo mundo sabe que Serra sempre foi contra a Zona Franca. Como governador de São Paulo, ele sobretaxou os produtos do Amazonas”.

Vanessa tem razão, porque os fatos desmentem o demo-tucano.

Voltando ao tempo, em 2007 e 2008:

- O então governador José Serra faz uma lei sobretaxando em 6% eletrônicos da Zona Franca de Manaus vendidos em São Paulo (principalmente celulares e monitores digitais).

- Essa sobretaxa criada por Serra era a principal causa do enfraquecimento do Pólo Industrial de Manaus.

- O governador do Amazonas, Eduardo Braga, denuncia uma guerra fiscal decretada por José Serra, de um Estado gigante que representa 36% do PIB (Produto Interno Bruto) contra o Amazonas que representa 2% do PIB.

- O governo do Amazonas entrou com recurso na Justiça para contestar a sobretaxa, argumentando que a mesma é inconstitucional. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) número 3935 está tramitando na Advocacia Geral da União (AGU) contra São Paulo.

- Lula dá total apoio a Zona Franca, contra a gula de José Serra, querendo asfixiar o Amazonas, para enriquecer mais São Paulo. O presidente diz que não se furtará de derrotar de vez a guerra fiscal contra a Zona Franca.

- Os incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus foram prorrogados até 2023.

São Paulo é o estado mais rico e mais desenvolvido do Brasil. Precisa competir com países estrangeiros, e não contra Estados mais pobres, da região Norte e Nordeste.

Os estados mais pobres precisam de incentivos para se desenvolverem, e isso é bom para todos, pois ao enriquecerem, também comprarão mais produtos paulistas.

O Amazonas precisa da Zona Franca de Manaus para não ter que recorrer a atividades econômicas que desmate a floresta.

Arthur Virgílio não teve jeito de escapar de Serra

Arthur Virgílio tentar fazer campanha independente, escondendo o nome e imagem de Serra de sua campanha, mas foi obrigado a carregar Serra por Manaus.

Nas foto abaixo, tudo indica que o senador arrastou Serra para um beco escuro, em uma feira de peixes, para evitar ser visto por muita gente ao lado do presidenciável demo-tucano:

 

Fonte: Os amigos do presidente Lula