maio 29, 2008

2 de Junho - Dia Internacional da Prostituta: mutirão da cidadania

Arte de Picasso - As damas d'Avignon
A Associação das Prostitutas do Amazonas e a Associação Garotos da Noite, estarão realizando no dia 02 de junho em comemoração ao Dia Internacional da Prostituta um mutirão da cidadania.

Na oportunidade além das informações sobre as atividades das Associações sobre a prevenção as DST/HIV e AIDS entre as profissionais do sexo de Manaus, haverá emissão de RG (1ª e 2ª via), emissão de Carteira do Trabalho e corte de cabelo.

O evento acontecerá no auditório do Sindicato dos Estivadores de Manaus e conta com o apoio do: Centro de Referência de Combate a Homofobia Adamor Guedes, SEAS, SEMDIH, Associação Amazonense de Gays Lésbicas e Travestis e Transexuais, Fundação Alfredo da Mata, Sindicato dos Estivadores, Coordenação Estadual de DST/AIDS, Remulos, Delegacia Regional do Trabalho, Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas e Fórum OSC/AIDS/AM

Contatos:

Denise Maia
Associação das Prostitutas do Amazonas
Fone: 8141-6955

Dartanhã Silva
Associação Garotos da Noite
8168-5231


História - No dia dois de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma "guerra contra o rufianismo", e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados. No dia 10 de junho, as mulheres na igreja de Saint-Nizier foram brutalmente expulsas pela polícia. Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito as prostitutas de Lyon entraram para a história.

Conquistas - Algumas conquistas já foram atingidas. Entre elas, o reconhecimento pelo Ministério do Trabalho da atividade da prostituta, na Classificação Brasileira de Ocupações; ações de promoção da cidadania e de prevenção das DST/Aids, em parceria com o Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde; e a apresentação ao Congresso Nacional de projeto de lei que formaliza a profissão e dá direitos às profissionais do sexo, pelo deputado Fernando Gabeira.

Classificação Brasileira de Ocupações

5198-05 - Profissional do sexo - Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual (profissionais do sexo), Travesti (profissionais do sexo).

Descrição sumária

Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.
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Show "A idéia não morre"

Cabano
DOMINGO 01/JUNHO NO AOMIRANTE A PARTIR DAS 16H ACONTECE A FESTA DE LANÇAMENTO DO CD "A IDÉIA NÃO MORRE" DO GRUPO CABANOS.

O show "A Idéia não Morre" terá a participação da cantora Márcia Siqueira na música "Pensamentos Malditos", do Núcleo de Arte Contemporânea com performance art e vídeo performance temáticos ao show, texto "Ajuricaba" de Márcio Souza interpretado pelo artista e arte-educador Odacy Oliveira, programação visual multimídia de Michelle Andrews e vídeos informativos do coletivo Difusão.

A festa terá participação especial do DJ MC Fino, dos grupos de Rap: Versuspeitos, União Periférica, Decreto de Rua e Sistema Periférico.

Ingressos:
R$ 5,00 – Estudante
R$ 10,00 - Inteira

OBS: Até as 18h ingressos promocionais a R$5,00
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MST critica a "legalização da grilagem"

Estimado amigo e amiga do MST,

A aprovação da Medida Provisória (MP) 422 pelos deputados federais na noite de terça-feira, poucas horas após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, confirma que a defesa da biodiversidade vem perdendo a batalha contra o desmatamento e o desenvolvimento a qualquer custo, defendido por diversos setores do governo.

A recém aprovada MP 422 pode ser traduzida como a “legalização da grilagem”. Ela trata da dispensa de licitação para a venda de terras públicas com até 1.500 hectares – limite ampliado em mil hectares – sob a tutela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Agora, a MP 422 aguarda a companhia do Projeto de Lei proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o PL 6.424, outro grande incentivo à devastação, que reduz de 80 para 50% a exigência de reserva legal (área de preservação de floresta) em propriedades na Amazônia.

Ambas as propostas evidenciam a prioridade do governo federal: abrir terreno para o agronegócio, seja ele qual for. O setor do agronegócio é hoje protagonista do grande processo de devastação da Amazônia que, nos últimos cinco meses de 2007, excedeu a medida de 3.000 quilômetros quadrados de floresta, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente.

Não é por acaso que os ventos apontam para o Norte e o agronegócio segue essa direção. É na região amazônica que está concentrado o maior volume de terras devolutas do país. Essa é a base de um processo de ocupação e devastação que, aliado ao uso da máquina estatal para fins privados, abre espaço para as diversas frentes do agronegócio em destaque no mercado, em especial o extrativismo de madeira, pecuária e a monocultura da soja.

Trocar a floresta por boi é projeto antigo. Sabe-se que a iniciativa de ocupar a região com gado remonta à década de 1950 e começou a dar passos mais firmes durante o governo militar, quando em 1966 foram aprovados os primeiros projetos agropecuários para região.

A Amazônia sofre hoje com uma dose cavalar de ocupações ilegais realizadas por latifundiários pecuaristas e produtores de soja, desenvolvidas por meio da grilagem de terras e pactuada com a pilhagem de madeira. Os últimos dados sobre o avanço da produção de gado, por exemplo, são emblemáticos e assustadores.

O montante de áreas usadas para a pecuária na região é de 32,6 milhões de hectares, o que corresponde à soma das áreas dos estados de São Paulo, Rio e Espírito Santo. Dos 30,6 milhões de hectares devastados entre os anos de 1990 e 2006, 25 milhões foram transformados em pasto.

O roteiro é simples: primeiro é preciso cercar a terra adquirida junto ao Incra – geralmente de maneira ilegal –, vende-se a madeira da área e então, depois de uma pequena queimada para construir pasto, toma-se a terra para a criação de gado ou, com mais investimento, para a plantação de soja.

Um esquema que conta também com empresas exportadoras brasileiras e estrangeiras. Um terço da carne produzida nessas áreas ilegais, bem como grande parte da madeira roubada e da soja, vão para fora do país. Ou seja, parte do superávit da balança comercial do país, principal “benefício” do modelo do agronegócio, é sustentado na devastação da Amazônia.

O que evidencia a disposição do agronegócio no Brasil: usar a terra que pertence a todo o povo em função única e exclusivamente do lucro, sem levar em conta questões ecológicas ou de outra ordem, atentando contra condições humanas de sobrevivência.

O problema da pilhagem de madeira e ocupação pelo gado está longe de ser resolvido. Pelo contrário. Agora a investida desses latifundiários é descaradamente travestida de assentamento, a exemplo das denúncias que marcaram o fim de 2007, sobre projetos irregulares no Oeste do Pará, os quais, em vez de abrigarem agricultores, estariam sendo explorados ilegalmente por madeireiras.

O escândalo que revelou a existência de um pacto entre madeireiras e o Incra do Pará, acusado de destinar áreas da floresta para assentamentos falsos que são depois exploradas pelos latifundiários, há muito vinha sendo denunciado pelo MST.

Nessa ciranda, a monocultura da soja muitas vezes trabalha em parceria com a pecuária, já que o grão se expande por áreas de pastagem degradada. O cultivo já devasta o cerrado e avança sobre a Floresta Amazônica.

Encabeçando esse processo estão o capital financeiro e as grandes transnacionais do agronegócio, como Cargill, Bunge, Monsanto, Syngenta, Stora Enzo e Aracruz, que orientam um modelo de produção agrícola baseado na expulsão dos trabalhadores rurais, indígenas do campo e na destruição do meio ambiente.

Entre 1995 e 2003 a produção de soja cresceu mais de 300% nos estados do Pará, Tocantins, Roraima e Rondônia e essa expansão tem previsão de continuidade até 2020. A área de cultivo de soja na Amazônia passou de 20 mil hectares no ano de 2000 para 200 mil em 2006.

Mais impressionante e incriminador são os dados do aumento da produção em Santarém, no Pará. Um claro exemplo da relação dos investimentos dessas transnacionais com a devastação de nossa floresta. A área colhida em Santarém saltou de 200 hectares em 2002, para 4,6 mil em 2003 e hoje corresponde a 16 mil. Curiosamente, foi no ano de 2003 que o porto construído na cidade pela Cargill, destinado para o escoamento de grãos, começou a operar. Porto que, aliás, foi instalado ilegalmente, pois à época não apresentou o Estudo de Impacto Ambiental que é precedente obrigatório para tal empreendimento, segundo a Constituição de 1988.

As transnacionais buscam agora introduzir no mercado novas sementes transgênicas, tornando ainda mais acirrado o avanço sobre a floresta. E isso já está acontecendo. Amargamos recente liberação de duas variedades de milho transgênico da Monsanto e da Bayer que agora poderão ser comercializadas.

A decisão do CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança) põe em risco um longo trabalho de conservação a campo de centenas de variedades de milho adaptadas a diferentes regiões e a diferentes usos e cultivadas livremente pelos agricultores.

A conseqüência mais grave diz respeito à soberania alimentar do país. Isso porque o milho está na base da estrutura alimentar brasileira e as variedades transgênicas a serem cultivadas atendem prioritariamente à produção de ração e agrodiesel. Mesmo se direcionadas à alimentação, o alerta permanece, haja vista a desaprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto ao processo de liberação, por não conter dados que comprovassem a segurança do grão para o consumo humano.

Há anos o movimento vem reivindicando que a criação de assentamentos seja concentrada em áreas com maior número de acampamentos, como no Nordeste, Sul e Sudeste. Enxergamos as florestas como patrimônio da humanidade e sabemos que os maiores prejudicados com a devastação são os camponeses. Tal posicionamento encontra referência em nossas ações, que se contrapõem ao modelo agroexportador. Apostamos na agricultura camponesa desenvolvida em pequenas propriedades, com base na agroecologia e sabemos que são os camponeses os guardiões de nossa terra.

Secretaria Nacional do MST
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V Encontro Estadual da Rede de Educação Cidadã - Talher Amazonas

Manaus-AM, 28 de maio de 2008.

CONVITE

Prezado(a) Senhor(a)

A Rede de Educação Cidadã/Talher Amazonas, dando continuidade ao seu processo de formação junto aos movimentos, entidades e educadores populares, vem através deste convidá-lo(a) para participar do V Encontro Estadual que será realizado nos dias 30, 31 de maio e 01 de junho em Manaus, onde teremos a presença do Assessor Especial do Gabinete de Mobilização Social da Presidência da Republica, Sr. Selvino Heck.
Esse encontro pretende fortalecer as lutas dos movimentos e organizações sociais pela garantia dos Direitos Humanos às populações que se encontra em situação de vulnerabilidade social.
A programação segue em anexo.

Atenciosamente,

Equipe Recid-Talher Amazonas.


LOCAL: Centro de Espiritualidade “Monsenhor Giordano”

ENDEREÇO: Avenida Cosme Ferreira, 5122 – Zumbi I.

REFERÊNCIA: Próximo ao Terminal V – Zona Leste.

FONE: (92) 3248 – 1834 / 3644 – 5573 / 8194 – 4346


V ENCONTRO ESTADUAL DA REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ
TALHER AMAZONAS



29 DE MAIO Quinta Feira

17: 00 Acolhida e credenciamento - Equipe Talher Amazonas
18: 00 Jantar

30 DE MAIO Sexta feira

7: 00 - Café da manhã

8: 30 - Acolhida/Mística – Ribamar Oliveira/Antonia Maria/Francy Junior

9: 10 - Solenidade de Abertura

10: 00 - Coquetel

10: 45 - Memória do IV encontro Estadual


11: 20 - Trabalho de grupo – Amazonas que temos e Amazonas que queremos

12: 30 - Almoço

14: 00 - Os Grandes Projetos para a Amazônia – Para quê e para quem? Marta Valéria (Comissão Pastoral da Terra -CPT ).

16: 00 - Intervalo

16: 20 - Trabalho de grupo.

17: 00 - Partilha do trabalho em grupos

18: 00 – Encerramento do dia.


18h30 - Jantar.

SÁBADO 31/05

7: 00 - Café da manhã

8: 00 - Mística

8: 20 - Memória do dia anterior

9: 00 - Contexto histórico das organizações sociais no Estado do Amazonas (as grandes lutas, bandeiras, DESCs etc.) – Vera Lúcia Barreto e Prof. Carlos Augusto Santos.

10: 30 - Intervalo

10: 45 - Trabalho de grupo

11: 30 - Partilham dos trabalhos em grupos

12: 30 - Almoço

14: 00 - Salas temáticas – a luz dos princípios e diretrizes do Projeto Político Pedagógico -PPP

16: 00 - Intervalo

16: 15 – Partilha da discussão nos grupos e Planejamento

18: 00 – Encerramento do dia.

18: 30 – Jantar

19: 30 - Noite cultural.

DOMINGO 01/06

7: 00 - Café da manhã

8: 00 - Memória do dia anterior

8: 20 - Problemas que são considerados gargalos nos diferentes municípios

10: 00 - Intervalo

1: 15 - Partilha do trabalho nos grupos

11: 30 - Fórum Social Mundial – Como podemos nos inserir na discussão e participar? Vera Lúcia Barreto

12: 00 Avaliação e mística de encerramento do V encontro estadual.

13: 00 Almoço.

Equipe Rede de Educação Cidadã/ Talher Amazonas

AV. Joaquim Nabuco, 1023 – Centro – Fone: (92) 3233-6487 Fax: (92) 3212-9030
E-mail:
talheram@recid.org.br - Manaus-Amazonas
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maio 28, 2008

Brasil tem que optar pela vida

TENDÊNCIAS/DEBATES FSP: Brasil tem que optar pela vida
(28/5/2008)

Folha de São Paulo

MARA GABRILLI

As células-tronco embrionárias são as únicas que podem se transformar em qualquer um dos tecidos do corpo humano

MUITO JÁ se falou sobre a permissão das pesquisas com células-tronco extraídas de embriões humanos. Hoje, o Supremo Tribunal Federal retomará o julgamento -interrompido em 5 de março pelo ministro Menezes Direito- do artigo da Lei de Biossegurança que autoriza as pesquisas no Brasil e decidirá se ele fere a Constituição.

Estava em Brasília, na ocasião, com muita esperança. O ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação, e a então presidente do STF, Ellen Gracie, julgaram que a lei respeita, sim, a Constituição e protege o embrião, já que proíbe a clonagem e determina claramente qual poderá ser doado: o embrião congelado há mais de três anos e, apenas, no momento da sua promulgação (março de 2005), para evitar a produção para o comércio -o que é crime de acordo com a lei. Isso significa que os embriões possíveis para pesquisa estão congelados há, pelo menos, seis anos. O que fazer com eles? Condená-los à pena de prisão perpétua, congelados em tubos de ensaio? Ou autorizar as pesquisas de modo adequado? Ayres Britto e Ellen Gracie optaram por esta última.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), contrária às pesquisas, acusou quem as defende de querer exterminar a vida de outros seres humanos para obter a cura de doenças degenerativas, genéticas, cânceres, derrames e deficiências. Não é verdade. Defendemos a lei como foi aprovada por 96% dos senadores e 85% dos deputados no Congresso Nacional porque acreditamos que as pesquisas éticas promovem a vida. A CNBB ainda colocou as pesquisas no mesmo patamar do aborto -a eliminação de um feto em desenvolvimento dentro do útero materno.

São coisas completamente diferentes e vou contar por quê.

A lei determina que os cientistas somente poderão pesquisar as células dos embriões doados por seus genitores -como a incentivada doação de órgãos após a morte cerebral. Esse embrião congelado, que não tem cérebro, nem concluído, nem em formação, jamais será alguém porque não terá um útero materno para desenvolver-se. É o excedente da fertilização feita em laboratório, que permite que 12 mil casais por ano no Brasil superem os obstáculos do organismo e se tornem pais. Lembro-me de que, quando o ministro Menezes Direito adiou seu voto -que esperamos que seja proferido hoje-, não pude deixar de pensar na dona Maria Lúcia, uma senhora que morava numa favela da periferia de São Paulo e que me ensinou que, para quem não tem nada, a esperança é muita coisa. Ela não podia mais andar, falar ou respirar sozinha. Será que os milhões de brasileiros que têm nas pesquisas a esperança de vencer doenças terão tempo para esperar?

Maria Lúcia não teve. No retorno a São Paulo, recebi a triste notícia do seu falecimento. Ela tinha a mesma doença degenerativa -esclerose lateral amiotrófica- que minha amiga, Alexandra Szafir, a quem homenageei pelo Dia da Mulher, na Câmara Municipal, no dia seguinte. Isso não escolhe cor, credo ou classe social, como já versava o poeta...

A mulher que se levantou da cadeira e discursou quando recebeu, em 2006, o prêmio Advocacia Solidária, por democratizar o direito à defesa, perdeu todos os movimentos e respira com dificuldade. Seus olhos, no entanto, brilham com força surpreendente. Transbordam vida. No discurso, agora lido em seu nome, Alexandra afirmou que ainda tem muito o que fazer, quer se curar e defendeu as pesquisas como sua única esperança. Eu e mais 29 pessoas fomos cobaias de uma pesquisa com células-tronco adultas. Cinco anos de testes e todos continuam paraplégicos ou tetraplégicos, mas vivendo sem risco de morte. Ao contrário das minhas amigas ou de quem nasce com uma doença genética (as células-tronco adultas não servem porque já contêm o gene da doença), como a mais comum das 30 formas de distrofia muscular, que atinge 1 a cada 3.500 meninos, se manifesta antes dos cinco anos de idade e impede que muitos cheguem até a adolescência. Existem outras 450 doenças progressivas e degenerativas como essa.

Para esses brasileiros, as pesquisas são urgentes porque as células-tronco embrionárias são as únicas que podem se transformar em qualquer um dos 216 tecidos do corpo humano, inclusive o nervoso. Podem fazer entender a formação de doenças e tumores.
Podem revolucionar a medicina. A saúde dos brasileiros não pode depender das pesquisas em andamento em outras nações. Por isso, pedimos: permitam que o embrião seja um doador de vida!

MARA GABRILLI, 40, psicóloga e publicitária, é vereadora em São Paulo e fundadora da ONG Projeto Próximo Passo. Foi secretária Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo. Tetraplégica há 14 anos, fomenta pesquisas para cura de paralisias.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
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Visões teocráticas enclausuram as biociências no Brasil

FÁTIMA OLIVEIRA (*): É verdade. Em ciência, promessa é a regra

Visões teocráticas enclausuram as biociências no Brasil

Em 30.5.2005, o então procurador-geral da República Cláudio Fonteles protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin nº 3.510-0), na qual insta o STF a considerar inconstitucional o disposto na Lei de Biossegurança referente a pesquisas em células-tronco embrionárias. Os argumentos do então procurador, uma obra-prima de abuso de poder, alicerçada na fé vaticanista para enclausurar a biociência nacional, diz apenas uma coisa: o então procurador, declarado católico, não teve senso em declarar que lava as mãos para a democracia quando é para impor a vontade de sua grei em leis laicas. Mas qual é o dispositivo legal questionado na Adin?

O art. 5º e parágrafos da lei nº 11.105, de 24.3.2005, que diz: "É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: I. sejam embriões inviáveis; ou II. sejam embriões congelados há três anos ou mais, na data de publicação desta lei, ou que, já congelados na data da publicação desta lei, depois de completarem três anos, contados a partir da data de congelamento. § 1º. Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores. § 2º. Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisas ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética e pesquisa. § 3º. É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da lei nº 9.434, de 4.2.1997".

Em 5 de março passado, data do julgamento final, após os votos, pela improcedência da Adin, do ministro Carlos Brito e da ministra Ellen Gracie, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu "vistas". Enquanto o STF não "bate o martelo" sobre a constitucionalidade da matéria, cientistas brasileiros não pesquisam em células-tronco embrionárias em solo nacional, submissos aos ditames de uma fé com ar de verdade única que reverencia a intocabilidade de embriões cujo destino é o lixo. Atrás dos panos, há o desejo confesso de mandar nos corpos das mulheres! Como o tempo não pára, perdem a ciência brasileira e a sociedade.

Falamos de embriões humanos destinados ao lixo, mas que podem servir à ciência, com o consentimento de quem lhes deu origem! Nada a ver com "fazendas de embriões"! Ademais, não há contradição em pesquisar células-troncos oriundas de embriões humanos, de humanos adultos, do cordão umbilical e do líquido amniótico, pois todas são ainda rotas de pesquisas não estabelecidas em plenitude. É engodo dizer qual a melhor sem que se saiba bem onde cada uma nos levará.

Sempre que a ciência estaciona ou se atrasa, as perdas sociais são de grande vulto. Alegam que falamos de promessas. É verdade. Em ciência, promessa não é crime, é a regra. A história da ciência é pródiga em demonstrar que, fora um acaso aqui e outro acolá, o desenvolvimento científico decorre de hipóteses que apostam em possibilidades. A discussão de fundo, que tem sido escamoteada, é a exigência de um contrato social e ético que as pesquisas das biociências, desde as rotas, se pautem pela ética e não pela fé; e opositores do progresso científico se estribem no respeito à ética condizente e necessária à ciência do seu tempo e não em oratórios do fundamentalismo e visões teocráticas de Estado, adornados do desejo de emparedar as biociências e cercear liberdades democráticas.

Publicado em: 27/05/2008

Fonte: Mhário Lincoln do Brasil

(*) Fátima Oliveira é médica, feminista, escritora, uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005. Autora de 8 livros e inúmeros artigos publicados. Articulista do jornal O Tempo, BH, MG, e do Portal Mhário Lincoln do Brasil.

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Seminário em Belém reúne Gilberto Lopez y Rivas, Bernard Cassen, Tibúrcio, Richard Sarmiento, entre outros

Programação

Local: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Av. Doutor Freitas, s/n. Belém – Pará - Brasil

Dia - 29 de maio de 2008

08:30h - 09:30h - ABERTURA

Pronunciamento da Governadora do Estado do Pará - Ana Júlia Carepa. A Política de Cooperação Internacional do Governo do Pará
Pronunciamento do Representante do Comitê Promotor do Fórum Social Mundial Daltro Paiva - Sociólogo. Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - ABONG

1ª PARTE - A AMÉRICA LATINA NO CONTEXTO GEOPOLÍTICO MUNDIAL

09:30h - 10:30 - Conferência e Mesa Redonda: " AS LINHAS DE FRATURA PLANETÁRIAS "

Coordenador:
Alex Fiúza de Mello - Pós-Doutor pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França. Reitor da Universidade Federal do Pará, Brasil.

Conferencista: Ignacio Ramonet - Doutor em Semiologia pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales , França. Diretor do periódico Le Monde Diplomatique, Espanha.

Debatedor: Emir Sader - Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, Brasil. Secretário Executivo do Conselho Latino - Americano de Ciências Sociais, CLACSO.

10:30h - 11:00h - Debates

11:00h - 11:10h - Intervalo

11:10h - 12:10h - Mesa Redonda:

" DO RIO GRANDE À TERRA DO FOGO: PANORAMA HEMISFÉRICO "

Coordenador:
Valter Pomar - Doutor em História pela Universidade de São Paulo, Brasil. Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores.

Participantes:
Maurice Lemoine - Redator-Chefe do periódico Le Monde Diplomatique, França.
Lilia Solano Ramirez - Diretora do Projeto Justiça e Vida, Colômbia. Integrante do Pólo Democrático Alternativo, atuando como defensora dos direitos humanos.
Roberto Regalado - Secretário Executivo adjunto da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina e do Caribe, COPPPAL. Editor da revista Contexto Latinoamericano, Cuba.

12:10h - 12:40h - Debates

12:40h - Almoço

2ª PARTE - EXPERIÊNCIAS LATINO - AMERICANAS

14:30h - 15:30h - Mesa Redonda:

" CUBA: DO PERÍODO ESPECIAL À ELEIÇÃO DE RAUL CASTRO "

Coordenador:
Ana Cláudia Cardoso - Doutor em Arquitetura pela Oxford Brooks University, Grã - Bretanha. Secretária de Estado de Governo, Pará, Brasil.

Participantes: Aurélio Alonso - Sub-Diretor da revista Casa de las Américas. Professor Titular Adjunto da Universidad de La Habana, Cuba.

Julio César Guanche - Doutorando em Ciências Sociais pela Universidad de La Habana, Chefe de Redação da Revista Internacional de Pensamiento Crítico Ruth, Cuba.

Stephen Wilkinson - Doutor em Literatura Cubana. Diretor-Assistente do International Institute for the Study of Cuba, London Metropolitan University, Grã - Bretanha.

15:30h - 16:00h - Debates

16:00h - 17:00h - Mesa Redonda:

" DO CARACAZO À REVOLUÇÃO BOLIVARIANA "

Coordenador:
Iracy Gallo - Mestre em História pela Universidade Federal do Pará. Secretária de Estado de Educação, Pará, Brasil.

Participantes:
Maximilien Arvelaiz - Cientista Político. Conselheiro Diplomático da Presidência da República Bolivariana da Venezuela.

Ingo Niebel - Mestre em Ciências Políticas pela Universität zu Köln, Alemanha. Colaborador dos periódicos Gara, Espanha, e Junge Welt, Alemanha. Editor do Portal Amerika21.

Rosa Acevedo Marin - Historiadora. Doutor em História e Civilização pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França.

17:00h - 17:20h - Debates

17:20h - 17:30h - Intervalo

17:30h - 18:50h - Mesa Redonda:

" AMAZÔNIA: DE PULMÃO DO MUNDO À REGIÃO ESTRATÉGICA GLOBAL "

Coordenador:
Cássio Pereira - Mestre em Biologia Vegetal Tropical pela Universidade Federal Rural da Amazônia, Brasil. Secretário de Estado de Agricultura, Pará, Brasil.

Participantes:
Valmir Ortega - Geógrafo. Secretário de Estado de Meio-Ambiente, Pará, Brasil.

Armelinda Zonta - Agrônoma, Diretora do Instituto para o Homem, Agricultura e Ecologia - IPHAE, Bolívia.

Richard Sarmiento - Antropólogo, Diretor do Centro Educacional pela Autogestão Indígena - CEPAI, Venezuela.

Nazaré Imbiriba - Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo, Brasil. Secretária-Chefe da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável do Governo do Pará, Brasil.

18:50h - 19:20h - Debates

Dia - 30 de maio de 2008.

08:30h - 09:30h - Mesa Redonda:

" A QUESTÃO DO PODER PARA AS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS NO MÉXICO "

Coordenador:
Marcílio Monteiro - Mestre em Planejamento do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Pará, Brasil. Secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Pará, Brasil.

Participantes:
Juan Calderón - Jornalista, Especialista em Novas Tecnologias de Informação. Analista político. Viveu e trabalhou em Chiapas, no México, de 1994 a 2001.

Gilberto Lopez y Rivas - Doutor em Antropologia pela University of Utah, Estados Unidos. Foi Assessor do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Yeidkcol Polevnsk Gurwitz - Senadora da República do México, eleita pelo Partido de la Revolución Democrática, PRD.

09:30h - 10:00h - Debates

10:00h - 10:10h - Intervalo

10:10h - 11:30h - Mesa Redonda:

" AS FORÇAS DE MUDANÇAS NO CONE SUL "

Coordenador:
José Tadeu Arantes - Editor do periódico Le Monde Diplomatique, Brasil.

Participantes:
Carlos Henrique Árabe - Mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Membro da Comissão Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores de São Paulo, Brasil.

Victoria Donda - Deputada Federal da República Argentina eleita pela Frente de la Victoria.

Sixto Pereira - Senador da República do Paraguai eleito pelo Movimento Popular Tekojoja.

Victor Hugo de La Fuente - Diretor do periódico Le Monde Diplomatique, Chile.

11:00h - 12:00h - Debates

12:00h - Almoço

14:30h - 15:50h - Mesa Redonda:

" MOVIMENTOS SOCIAIS, MOVIMENTOS INDÍGENAS E PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÕES NA AMÉRICA CENTRAL, BOLÍVIA E EQUADOR "

Coordenador:
Maurílio Monteiro - Doutor em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará, Brasil. Secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Pará, Brasil.

Participantes:
Richard Gott - Pesquisador Honorário do Institute for the Study of the Americas - University of London, Grã - Bretanha. Jornalista e historiador com 40 anos de experiência em América Latina.

Alejandro Moreano - Escritor e Doutor em História pela Universidad Pablo de Olavide, Espanha. Coordenador do Fórum em Defesa da Humanidade do Equador.

Wim Dierckxsens - Doutor em Ciências Sociais pela Radboud Universiteit Nijmegen, Países Baixos. Membro da Junta Diretora da Socieda- de Latino-Americana de Economistas Políticos, SEPLA. José Pimentel - Deputado Nacional da República da Bolívia eleito pelo Movimiento al Socialismo, MAS.

15:50h - 16:20h - Debates

3ª PARTE - PAZ, DEMOCRACIA E SOCIALISMO NO SÉCULO XXI

16:20h - 17:20 - Mesa Redonda:

" A ECONOMIA POLÍTICA DO PÓS -NEOLIBERALISMO "

Coordenador:
José Júlio Ferreira Lima - Doutor em Arquitetura pela Oxford Brookes University, Grã-Bretanha. Secretário de Estado de Planejamento, Pará, Brasil.

Participantes:
Cláudio Puty - Doutor em Economia pela New School for Social Research, Estados Unidos. Chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Pará.

Carlos Gabetta - Diretor da edição Cone - Sul do periódico Le Monde Diplomatique, Argentina.

Thomas Mitschein - Doutor em Sociologia, História da Economia e Ciência Política pela Westfäliesche Wilhelms Universität Münster, Alemanha.

17:20h - 17:50h - Debates

17:50h - 18:00h - Intervalo

18:00h - 19:20h - Mesa Redonda:

" OS DESAFIOS DO SOCIALISMO NO SÉCULO XXI "

Coordenador:
Fábio Castro- Doutor em Sociologia pela Université de Paris V, França. Secretário de Estado de Comunicação Social, Pará, Brasil.

Participantes:

- O PROCESSO DE PAZ NA AMÉRICA LATINA
Piedad Córdoba - Senadora da República da Colômbia eleita pelo Partido Liberal Colombiano, PLB.

- AS MASSAS POPULARES VOLTAM À CENA
Gustavo Codas - Economista e Jornalista, Assessor de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores, CUT, Brasil. Membro, em representação da CUT, do Grupo de Enlace do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

- A BATALHA MIDIÁTICA
Carlos Tibúrcio - Jornalista. Assessor Especial da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil. Um dos fundadores do Fórum Social Mundial.

- CONTRA A PRESSÃO IMPERIALISTA

Bernard Cassen - Professor Emérito da Université Paris VIII. Secretário-Geral da Maison de L'Amérique Latine (Paris). Secretário-Geral da Fundação Mémoire des Luttes, França.

19:20h - 19:50h - Debates.

19:50h - Encerramento
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Austregésilo Carrano Bueno - 1957-2008

Austregésilo Carrano

Foi tirar umas férias, nosso guerreiro imbatível.
Implacável com sua arma, as palavras, deixou muitos donos de manicômio sem ação.
Amoroso e atencioso com os amigos, seu legado é a coragem e a persistência de não aceitar as injustiças.
Estará para sempre em nossos corações e mentes.
A gente se vê por aí, irmão!

Nilo Neto


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Austregésilo Carrano Bueno foi um escritor brasileiro, integrante do Movimento da Luta Antimanicomial. Autor do livro "Canto dos Malditos" onde conta sua experiência nos hospitais psiquiátricos e denuncia os absurdos cometidos diariamente nessas instituições. O livro baseou o premiado filme "Bicho de Sete Cabeças". Morto aos 51 anos, na tarde de 27 de maio 2008.

Índice
1 História
2 O livro
3 Austregésilo Carrano Bueno
4 Obras e atividades do autor

História
Nasceu em 1957, em Curitiba, Paraná. Em 1974, então com 17 anos, era um jovem rebelde que se drogava com maconha e outros medicamentos de uso restrito. Quando o pai de Austregésilo encontrou alguns cigarros de maconha no bolso de uma jaqueta do filho, resolveu interná-lo em um hospital psiquiátrico, para tratar de seu vício (embora admitisse que era apenas usuário). Sem ao menos ter sido examinado, em um período de três anos, Austregésilo foi transferido de um hospital a outro, submetido a torturas e eletrochoques (no total de 21 sessões). Isso durou até que, desesperado, ateou fogo em sua própria cela, sendo retirado a tempo. O ato despertou seu pai, que o tirou do manicômio. Desajustado pelos eletrochoques, pela sedação pesada e torturas variadas, ele acabou sofrendo também nas mãos da polícia, que lhe proporcionou doses extras de humilhação e espancamento. [1]

O livro
O autor foi a primeira pessoa no Brasil a mover uma ação indenizatória por erros de diagnóstico, tratamentos torturantes e crimes contra médicos psiquiatras, em 13 de maio de 1998. Porém, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná a pagar a médicos psiquiatras e seus familiares 60 mil reais de indenização por danos morais devido as críticas aos "médicos" contidas em seu livro. Uma segunda ação, agora por parte das famílias dos médicos mencionados em seu livro, conseguiu que "O Canto dos Malditos" fosse retirado de circulação das lojas e livrarias de todo o país.

Austregésilo Carrano Bueno
Foi o Representante Nacional dos Usuários na Reforma Psiquiátrica do Brasil. Homenageado em 28 de Maio de 2003 pelo Ministério da Saúde e pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, por sua Luta e Empenho na Construção da Rede Nacional de Trabalhos Substitutivos aos Hospitais Psiquiátricos no Brasil.

Obras e atividades do autor
Palestrante sobre Saúde Mental. Temas: Pequeno histórico da proliferação das Côlonias e Hospícios no Brasil; Fortunas Psiquiátricas Brasileiras; Holocausto Psiquiátrico Brasileiro com mais de trezentas mil mortes num total de seiscentas mil vítimas psiquiátricas em menos de cem anos de uma falsa psiquiatria; Indenizações Dignas como as pagas aos Presos Políticos as Vítimas do Holocausto Psiquiátrico; Nova Visão, Tratamentos e Conceitos sobre Saúde Mental; Preconceitos Sociais; Rede Nacional de Trabalhos Substitutivos aos Hospitais Psiquiátricos...
O livro "O Canto dos Malditos" já é indicado em mais de 20 Universidades e Faculdades de Psicologia, Assistentes Sociais, Terapias Ocupacionais, Direito, Enfermagem e outras.
Textos - Teatro (esgotado, a espera de nova Editora) Seis peças para Teatro.
Um dos textos, premiado da ECO 92, adaptado pelo autor para livro infanto-juvenil com o título provisório de SOS... Os senhores egoístas avarentos de tudo estão devorando a mãe natureza. Pronto e ilustrado a espera de Editora.
Filhas da noite. Pronto a espera de Editora.

Fonte: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Austreg%C3%A9silo_Carrano_Bueno"

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Leia mais sobre a morte do escritor que inspirou o filme 'Bicho de sete cabeças' morre em SP
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL581104-7084,00-ESCRITOR+QUE+INSPIROU+O+FILME+BICHO+DE+SETE+CABECAS+MORRE+EM+SP.html

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Elogio da loucura

Foto: Rogelio Casado - Seu Manoel - Manaus-AM, anos 1980
Elogio da loucura

Imagine Ivan, personagem popular das ruas de Manaus, sendo recolhido ao hospital psiquiátrico. Ele que fez da Rua Simão Bolívar, canto com a Praça da Saudade, o lugar de um ritual diário de “autoflagelação”, jogando-se de costas, com abraços abertos, em direção ao muro de uma casa, desenhando uma cruz com seu corpo, envolvido numa manta encardida e maltrapilha que lhe servia de agasalho. Mais do que sua morte civil, certamente abrir-se-ia caminho para sua morte física, habituado que está a viver em espaços abertos.

A história da Reforma Psiquiátrica no Amazonas tem um registro que vale a pena refletir. Chamava-se Manoel o personagem que habitava uma ambulância dos anos 1950, abandonada nos fundos do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. Com longos cabelos presos num turbante, cuidava de manter cheias de água mais de 1500 garrafas espalhadas entre árvores próximas da sua estranha habitação. Raramente falava. Restringia sua comunicação às cozinheiras, por razões óbvias: saciar a fome.

Pois bem! Para permitir a construção de um Pavilhão de Oficinas de Trabalho, Manoel foi convidado a retirar-se do espaço que ocupou por décadas. Foi quando passou a falar pelos cotovelos. Invocou respeito pelos seus poderes, indagando como poderia continuar fabricando dinheiro, se o espaço já não lhe pertenceria mais. Embora tenha sido acolhido num pavilhão aberto, foi definhando, definhando... Acabou morrendo de tristeza. Nem só de pão vivia Manoel.

Num certo dia (faz tempo), um diretor do hospital psiquiátrico amazonense revelou para a imprensa local sua intenção de fotografar os “loucos de rua” para posterior recolhimento. Neste mesmo dia, psicanalistas e psiquiatras paulistanos defendiam o direito de circulação no espaço social dos “loucos de todos os gêneros”. Por essa e por outras entendo quando Marcio Souza, ao se exilar no Rio de Janeiro, declarou sua vergonha em ser amazonense. Por pouco, deixei de fazer declaração semelhante. É de morrer de vergonha tanta indigência cultural.

Manaus, Maio de 2008.
Rogelio Casado, especialista em Saúde Mental
Pro-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA
www.rogeliocasado.blogspot.com

Nota do blog: O presente artigo publicado no Caderno Raio-X, do jornal Amazonas em Tempo, que circula às quartas-feiras, foi inspirado numa discussão que tá rolando, na net, num grupo-de-defesa da Reforma Psiquiátrica.
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`O Espirito da Intimidade - ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar`

Sobonfu Somé
Nota do blog: Tá rolando um papo na net sobre cuidados com a população de rua de altíssimo nível. Fruto dessa discussão, Gaby enviou para todos uma dica genial, que divido com meus leitores. Pela indicação, meu carinho para você, Gaby!

O Espírito da Intimidade
Nov 5, '07

Category: Books
Genre: Other
Author: Sobonfu Somé
Editora: Odysseus

"O Espírito da Intimidade " Trata dos ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar.

Alguns trechos do livro:...

Socialmente ou em comunidades, não somos tão diferentes das comunidades tribais de outros lugares. Talvez o que se deva ser mencionado é que não temos as amenidades que as pessoas aqui do Ocidente têm, como eletricidade e água corrente...

...Na aldeia, a vida é diretamente inspirada pela terra, pelas árvores,montanhas e rios... Nossa economia pode ser chamada de agrária ou de subsistência; produzimos o alimento que precisamos para viver...

...Nossa principal forma de negociação é a troca...

...O povo tribal está sofrendo uma tremenda pressão cultural, por causa do êxodo dos jovens para as cidades e a decorrente exposição desses jovens à mídia em massa...

...Na vida tribal, a pessoa é forçada a diminuir o ritmo, a vivenciar o momento e comungar com a terra e a natureza. Paciência é essencial...

...A intimidade,em termos gerais,é uma canção do espírito,que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito. É uma canção que ninguém pode resistir. Acordados ou dormindo, em comunidade ou sozinhos,ouvimos a canção. Não conseguimos ignorá-la...

...A comunidade é o espírito,a luz-guia da tribo; é onde as pessoas se reúnem para realizar um objetivo específico, para ajudar os outros a realizarem seu propósito e para cuidar umas das outras... O elemento da pessoa é determinado pelo ano em que nasce: há anos água, fogo,mineral e terra... Se o seu ano de nascimento terminar com zero ou cinco-ou seja, se você tiver nascido, por exemplo, em 1950 ou 1965, você é uma pessoa terra: se terminar em um ou seis, você é um bebê água; dois ou sete, fogo; três ou oito, natureza; quatro ou nove mineral... cada número leva uma energia, que nos afeta, independentemente de nossa criação...

O povo Dagara não tem uma palavra específica para se referir ao sexo. Expressamos o conceito de sexo como uma viagem com alguém...

...Para quem estiver interessado na intimidade espiritual: ouça mais os ancestrais, o espírito, as árvores, os animais. Concentre-se no ritual. Ouça todas essas forças que vêm e falam conosco e que, normalmente, ignoramos...

Fonte: Site da Yara
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Mirsa Delosi chora pela morte de João Ferreira

Foto: Rogelio Casado - Reunião do Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental -
Brasília-DF, 2003

Mirsa Delosi, Alfredo Schechtman e Sandra Fagundes
Amigos,

João Ferreira...
Um homem naturalmente cavalheiro.
Um mestre da Saúde Mental, da Ética e dos Direitos Humanos.
Um professor do bom humor.
Um amigo que nos traz sempre caras lembranças...
Certa vez, quando discutíamos sobre epidemiologia e médias, contou a seguinte história: um caçador atirou duas vezes no coelho; o primeiro tiro passou um metro além, o segundo caiu um metro antes do coelho... na média o caçador matou o coelho...a média pode nada significar...
Sou grata a João Ferreira por muitas coisas que nos ensinou e compartilhou.
A notícia de sua morte me entristeceu e me fez chorar literalmente e, até por isto, também, sou grata.

Mirsa Delosi
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Rio de Janeiro recebe a rota AIESEC pela Sustentabilidade

Maio 27, 2008
Rio de Janeiro recebe a rota AIESEC pela Sustentabilidade

No dia 30 de maio, a cidade do Rio de Janeiro receberá a visita da Rota AIESEC pela Sustentabilidade, uma caravana que está percorrendo nove capitais brasileiras com o objetivo de divulgar e estimular a participação dos universitários no I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade (11 e 12 de junho em Brasília). O projeto é uma iniciativa da AIESEC, maior organização estudantil do mundo, em parceria com a Atitude Brasil, empresa responsável pela organização do evento.

No Rio de Janeiro, a visita será na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Campus da Praia Vermelha. A Rota teve início em São Paulo no último dia 20 de maio. Já esteve em Porto Alegre, Florianópolis e passará por Curitiba, outras capitais da região Sudeste, além das cidades de Goiás e Brasília.

Dois representantes da AIESEC, a bordo de um veículo preparado especialmente para divulgar o Fórum, vão percorrer universidades e, além de convidar os estudantes para participar do evento, promoverão um concurso de atividades com o tema sustentabilidade. Os vencedores das duas melhores redações sobre o tema serão premiados com uma viagem a Brasília (incluindo hospedagem) para participar do Fórum. O encontro tem inscrição gratuita para todos os interessados, basta se inscrever no site oficial do evento, em www.comunicacaoesustentabilidade.com

Calendário da Rota

26 de maio - Porto Alegre (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS)
27 de maio - Florianópolis (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC)
28 de maio - Curitiba (universidade ainda não confirmada)
30 de maio - Rio de Janeiro (Universidade Federal do Rio de janeiro - UFRJ)
2 de junho - Vitória (Universidade Federal do Espírito Santo - UFES)
4 de junho - Belo Horizonte (Faculdade Alpha)6 de junho - Goiânia (Universidade Federal de Goiás - UFG)
9 de junho até o início do Fórum - Brasília (Universidade de Brasília - UnB)

Participação dos estudantes

O I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, organizado pela Atitude Brasil, reunirá cerca de dois mil estudantes universitários e 200 professores para o entendimento do conceito de sustentabilidade. A proposta é discutir o papel estratégico e educativo da comunicação neste processo de mudança cultural nos sistemas político, econômico e social.

Os estudantes e professores presentes no Clube do Exército, em Brasília, poderão participar das discussões num auditório para mais de duas mil pessoas que fica próxima ao local do evento. Eles vão acompanhar tudo ao vivo via telão e poderão fazer perguntas aos palestrantes. No evento estarão os dois últimos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz: Muhammad Yunus (2006) e Rajendra Pachauri (2007), além de Paulo Vannuchi, Ministro dos Direitos Humanos, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e Oded Grajew, empresário.

Segundo Marta Rocha, diretora da Atitude Brasil, o papel da comunicação e de todos os envolvidos em seus processos é fundamental para promover a mudança de conduta da sociedade e aproximar o discurso à prática: "Temos o potencial de multiplicar a consciência de responsabilidade e respeito para com a vida humana e a natureza, educando e influenciando por meio da disseminação desses valores. O jovem é peça-chave fundamental nesse processo".

Haverá uma programação especial com debates, apresentações culturais e shows de grandes artistas. "A idéia é transformar Brasília na capital mundial da juventude, despertando nos estudantes e professores o interesse por temas ligados à sustentabilidade de maneira instigante e interativa", explica Marta.

Sobre a AIESECA AIESEC é a maior organização estudantil no mundo e a cada ano proporciona mais de 5 mil posições de liderança aos seus membros, além de 350 conferencias anuais e são realizados 4500 intercâmbios de trabalho.

Anualmente, a entidade promove o IC (International Conference), evento que reúne jovens de mais de 100 nacionalidades para discutir questões globais. Este ano, a organização completa 60 anos e as comemorações acontecerão em São Paulo, no mês de agosto.

Os participantes da Rota

O veículo promocional da Rota AIESEC pela Sustentabilidade será conduzido pelos por Eduardo Migliano (Diretor de Marketing da AIESEC e estudante de Comunicação Social na ESPM) e Carlos Canhisares (consultor de Gestão Pessoal na AIESEC da Fundação Getúlio Vargas e Bacharel em Esporte pela USP).

Serviço

I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade
Data: 11 e 12 de junho em 2008
Horário: das 9h às 18h30
Local: Hotel Brasília Alvorada (antigo Blue Tree) - Brasília (DF)
Participação dos Estudantes e Professores
Local: Clube do Exército - Brasília (DF)
Informações: (11) 3815-6400
Site: www.atitudebrasil.com
E-mail: atitudebrasil@atitudebrasil.com
Site Oficial do Fórum: www.comunicacaoesustentabilidade.com
Blog do Fórum: http://dialogosustentavel.wordpress.com/

I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

A Atitude Brasil, empresa de consultoria em cultura e negócios, realizará nos dias 11 e 12 de junho, em Brasília (DF), o I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade. Com o objetivo de discutir, trocar experiências, buscar caminhos e democratizar as informações ligadas ao tema "sustentabilidade", o encontro promete reunir os grandes nomes nacionais e internacionais ligados ao assunto como os dois últimos prêmios Nobel da Paz, Muhammad Yunus e Rajendra Pachauri.

Toda discussão a ser promovida na primeira edição do Fórum está fundamentada nos preceitos da Carta da Terra: respeitar e cuidar da comunidade da vida; integridade ecológica; democracia; não violência e paz; justiça social e econômica. O evento deve reunir dirigentes, gestores, especialistas e profissionais que atuam em empresas privadas, organizações públicas e da sociedade civil, nacionais e internacionais.

Sobre a Atitude Brasil

A Atitude Brasil presta consultoria nas áreas de Cultura e Negócios. É uma empresa de comunicação especializada em desenvolver políticas de patrocínio visando à integração da comunicação, em criar programas e projetos para empresas e em promover diálogos necessários para o entendimento da nova cultura dos novos negócios - pois é sempre necessário atualizar a linguagem de comunicação social de uma empresa para atender as exigências do novo modelo de consumo.

A articulação de parcerias e captação de recursos para projetos e programas socioculturais tem como objetivo a promoção do diálogo na busca de soluções e na criação de processos que, de alguma forma, venham criar estas soluções. Com isso, a Atitude Brasil oferece aos seus clientes um conjunto de experiências para que possam criar um relacionamento com seus diferentes públicos através de alguns pontos importantes como: Valorização de suas marcas; Aumento da confiança do consumidor no produto; Melhora da reputação da empresa; Integração com a comunidade; e Identificação com o consumidor. Fundada pela comunicadora Marta Rocha, a Atitude Brasil é responsável pela organização de grandes projetos, entre eles, o Festival Internacional de Fotografia de Paraty.

Jornalistas Responsáveis

Assistente de atendimento: Flávia Ferreira - e-mail: flavia@tramaweb.com.br - (11) 9270-4238
Gerente de atendimento: Ana Paula Dini - e-mail: ana_dini@tramaweb.com.br
Coordenadora de atendimento: Helen Garcia - e-mail: helen@tramaweb.com.br
Diretora de atendimento: Leila Gasparindo - e-mail: leila@tramaweb.com.br

Sobre a Trama

Há 12 anos, a Trama Comunicação desenvolve e executa estratégias diferenciadas de relacionamento e comunicação para empresas e instituições de diversas áreas com foco em tecnologia, educação e inovação e sustentabilidade. Foi uma das agências pioneiras em oferecer e administrar a sala de imprensa das organizações na Internet e postar diariamente releases com informações a respeito dos clientes atendidos, baseada no conceito de comunicação interativa.

Preparada para atender marcas com presença na América Latina, possui sede em São Paulo e escritório em Buenos Aires, além de operar internacionalmente por meio de parcerias com agências locais. Entre os serviços oferecidos estão: auditoria de imagem e opinião, assessoria de imprensa, clipping digital, comunicação interna, comunicação interativa (blog corporativo, podcast, conteúdo para website, sala de imprensa interativa), organização de eventos, gestão de crises, media training, planejamento estratégico de comunicação, publicações corporativas e relações públicas.
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Começa a mobilização para a 61ª Reunião Anual da SBPC, em 2009, na capital do Amazonas

Manaus - Amazonas - Amazônia - Brasil

Começa a mobilização para a 61ª Reunião Anual da SBPC, em 2009, na capital do Amazonas

A preocupação com o que deve ser feito e como deve ser feito para mobilizar a comunidade acadêmica e científica durante a 61ª Reunião Anual da SBPC, que será sediada em Manaus, em julho de 2009, foi a pauta da reunião técnica realizada na manhã desta segunda, dia 26, na Sala dos Conselhos da UEA, com secretários de Estado, representantes de instituições de ensino e pesquisa e o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp.

Segundo a reitora da UEA, Marilene Corrêa, a reunião da SBPC, sediada em Manaus, tem um caráter mobilizador enorme. Ela garantiu que a Universidade terá uma participação maciça no evento. “As pró-reitorias irão orientar os alunos e professores, principalmente no interior do Estado”, uma vez que a UEA faz-se presente nos 62 municípios do interior.

Para ela, a interiorização da América Latina é um motivo oportuno. “A Venezuela é um dos países que já manifestou interesse”, acrescentou, enfatizando que reuniões anteriores já focaram exaustivamente questões referentes à Amazônia, como a problemática indígena, a interiorização do capitalismo e a sociodiversidade. “Como nesta reunião a Amazônia é a própria agenda, poderíamos explorar mais a presença da região panamericana”.

Durante a reunião, foram definidas, ainda, as instituições que irão participar da 60ª Reunião da SBPC, em Campinas (SP): Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

(Assessoria de Comunicação da UEA)

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SBPC põe a Amazônia na pauta nacional

A Amazônia ora faz parte da agenda nacional ora é a própria agenda. É o que sugere o diretor da SBPC, José Raimundo Coelho. Fala-se e discute-se muito, referem-se à região como uma questão de soberania nacional. Ouvem-se notícias sobre desmatamento, queimadas, seqüestro de carbono, mortes de indígenas ou de ambientalistas. Mas a realidade é que a região morre a cada dia quando o País não reconhece sua importância por meio de políticas públicas.

E, para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Teixeira Sena, políticas públicas se refletem em investimentos no fortalecimento dos cursos de pós-graduação, na formação de pesquisadores. Segundo ele, é preciso formar cientistas para produzir conhecimento sobre a região.

“Fala-se muito em Amazônia como estratégica, prioridade, mas isso não é traduzido em ação efetiva. A 61ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada no Amazonas, em 2009, é a oportunidade para ratificarmos essa importância”, acredita Sena.

Sena disse que a SBPC é uma das maiores vitrines da ciência brasileira, onde a ciência acontece e os olhos do País se voltam para a região Norte. Embora, segundo a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Vera Val, a imagem projetada ainda não seja fiel à realidade.

Para ela, o Sul e o Sudeste do País não podem pensar a região como algo distante ou apenas como uma questão de divisa, poder ou soberania. Deve-se refletir sobre a Amazônia, e a SBPC já vem fazendo isso desde 1985. “A realização pela primeira vez de uma reunião nacional da SBPC no Amazonas mostra que há uma quebra de paradigmas. O Brasil começa a enxergar o País como um todo”, ressaltou.

O processo de difusão do conhecimento em nível nacional, segundo o Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, José Aldemir de Oliveira, começa, primeiramente, dentro do próprio Amazonas, por meio da articulação das Instituições, por exemplo, a Universidade do Estado do Amazonas – UEA, e Universidade Federal do Amazonas – Ufam.

Ou seja, é preciso mobilizar as prefeituras dos 62 municípios para que os estudantes e professores participem da reunião anual. “A Ufam e a UEA são as instituições responsáveis por esse processo de mobilização e execução do conhecimento científico no interior do estado”, afirmou.

Pólo de produção de conhecimento

A mobilização dos grupos de pesquisas, cientistas e especialistas para o fortalecimento da Amazônia como um pólo produtor de conhecimento acontece nacionalmente. É o que garante o presidente da SBPC, Raupp. Ele disse que a organização, em parceria com a Academia Brasileira de Ciência (ABC), tem apresentado propostas ao Ministério da C&T, a fim de criar novas instituições de ensino e pesquisa na região, além de aumentar os recursos financeiros destinados aos Institutos locais.

Segundo ele, a conservação da biodiversidade passa pelo investimento em conhecimento, de tal forma que a Amazônia possa ser economicamente viável.

Isso significa que a floresta em pé tem mais valor do que derrubada. Ele garante que, apesar das dificuldades logísticas, a 61ª reunião da SBPC será um sucesso, pois as questões amazônicas são muito importantes.(

Agência Fapeam)

27/05/2008

Fonte: SBPC

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Grupo de Risco realiza vídeo sobre ocupação de vazios urbanos: veja aqui

MTST - Ocupação Chico Mendes - SP
No dia 28 de março de 2008, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam um terreno vazio com 88 mil metros quadrados na região Sul do município de Campinas. Segundo dado veiculado na imprensa local, os donos do imóvel negociam o pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) há dez anos, acumulando uma dívida com o município de aproximadamente R$ 2 milhões. Já no terceiro dia de ocupação, haviam no local aproximadamente três mil pessoas e mil barracos de lona, madeira e bambu. Mesmo assim aconteceu a reintegração de posse, somente duas semanas após o início do acampamento. O acompanhamento deste processo, desde a escolha do terreno ao despejo das famílias, resultou no material audio-visual que pode ser assistido através do link abaixo:

http://gruporisco.org/v5.html

Espero que o vídeo possa contribuir para o aprofundamento das discussões acerca dos vazios urbanos, da luta por moradia e do direito à cidade.

Saudações

Diana Heleneh

http://gruporisco.org
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Supremo pode decidir amanhã (hoje) autorização de pesquisas com células-tronco

Supremo pode decidir amanhã ( hoje ) autorização de pesquisas com células-tronco

(27/5/2008)

Marco Antônio Soalheiro Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma amanhã (28), a partir das 8h30, o julgamento de ação de inconstitucionalidade, ajuizada pelo então procurador-geral da República Cláudio Fonteles, contra artigo da Lei de Biossegurança que autoriza as pesquisas com células-tronco embrionárias. Após três anos de espera, o julgamento começou em 5 de março, quando foi suspenso por um pedido de vista do ministro Menezes Direito. O relator, ministro Carlos Ayres Britto, e a então presidente da corte, ministra Ellen Gracie, já votaram pela constitucionalidade das pesquisas.

Naquela data, Menezes Direito argumentou que a matéria era controvertida e de alta complexidade , o que exigiria dele mais tempo de análise: O dever é fazer uma reflexão profunda, para que possam ser pensados todos os argumentos.

O posicionamento de Direito provocou uma observação da então presidente do STF, que lembrou ao ministro existirem no Supremo, naquele momento, mais de 565 processos à espera de votação. O adiamento da decisão também frustrou portadores de doenças degenerativas que vêem nas pesquisas oportunidade de recuperação.

Já o jurista Ives Gandra, que representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no julgamento, afirmou que o pedido de vista foi uma amostra de que não haveria unanimidade dentro do tribunal sobre o assunto.

O julgamento no STF pode ser longo e deve ser acompanhado por integrantes de movimentos pró e contra as pesquisas, portadores de necessidades especiais, advogados e cidadãos em geral com interesse no tema.

A Lei de Biossegurança foi aprovada em 2005 e o s ministros vão decidir se o seu artigo 5º, que permite que embriões congelados há mais de três anos sejam usados para pesquisas, fere ou não a Constituição Federal.

Ainda precisam se manifestar nove ministros. Na primeira sessão, somente o voto do relator durou mais de uma hora. Ao defender a continuidade das pesquisas, Ayres Britto afirmou que Constituição brasileira trata de direitos e garantias apenas de seres humanos já nascidos. Ele citou reportagens que mostravam que cerca de 5 milhões de brasileiros poderiam ser beneficiados com os estudos e definiu o embrião, o feto e a pessoa humana como "realidades distintas que não se confundem". O voto foi classificado como "antológico" pelo ministro mais antigo da corte, Celso de Mello, apesar de o mesmo não ter antecipado sua oposição.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) receberam, nessa segunda-feira, documento do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias. O material é composto de 21 páginas que reúnem as leis e as normas de 25 países, dos quais apenas um, a Itália, proíbe as pesquisas.

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STF deve liberar pesquisa com embriões

(27/5/2008)

Estado de São Paulo

O julgamento sobre a constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias no Supremo Tribunal Federal pode terminar amanhã com a sensação de ganha, mas não leva. Ministros contrários à liberação das pesquisas buscam argumentos para, no caso de aprovação, apontar falhas na Lei de Biossegurança que levem à restrição dos efeitos da legislação.
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