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novembro 21, 2010

Companheiros da "Chico Inácio", sintam-se abraçados

PICICA: Amanhã, dia 22 de novembro, a Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial), através de uma parceria com a Secretaria Estadual de Ação Social  (SEAS) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), inicia um novo período na história da Saúde Mental amazonense. Pela primeira vez, usuários de saúde mental ultrapassam os muros de uma das mais temidas instituições da violência - o hospício - e, com o apoio da Extensão da UEA, formulam projetos de inclusão social, superando a moral manicomial que, nos últimos 250 anos, alçou à categoria de ordem médica a exclusão da vida social dos portadores de transtorno mental. Uma série de projetos de geração de renda estarão sendo oferecidos a partir desta segunda-feira, através de outra importante parceria. Referimo-nos ao CETAM (Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas). Face à proximidade do Natal, o primeiro deles envolve a produção de enfeite natalinos. A Secretaria Estadual de Saúde ainda não participa como parceira do projeto, em razão do paradoxo manicomial que se instalou na atual coordenação de saúde mental, incapaz de oferecer um parecer que ajude a Saúde Mental a sair do paralizante convívio com o atual modelo híbrido de tratamento de pessoas com transtorno mental, no qual o hospício convive com centros de atenção psicossocial, num ata-e-nem-desata próprio do impasse provocado pela falta de operacionalização da passagem do modelo manicomial para o modelo baseado na atenção psicossocial. Desde meados de agosto, o parecer solicitado pelo titular da pasta ainda não foi respondido, depois que lhe foi enviado um pedido formal de compromisso institucional, o que tem deixado a coordenação do projeto perplexa com a falta de iniciativa do setor. Aos companheiros(as) da gloriosa Associação Chico Inácio, autora do projeto de Lei de Saúde Mental, sancionada pelo governador Eduardo Braga em outubro de 2007, e da atual proposta de inclusão social através da criação de cooperativas sociais, ofereço este singelo vídeo como prova do imenso carinho pela persistência na luta. Sintam-se abraçados. E como sugestão, proponho que a primeira audiência do coral VIVA VOZ seja feito em praça pública,  acompanhado não mais de um abraço simbólico como os três que realizamos entre 2003 e 2004, mas através do simpático convite aos transeuntes para receber um abraço de verdade. Praticante ardoroso do abraço, uma das mais simpáticas manifestações da humanidade, em sua dimensão fraterna, amorosa e solidária, ofereço-me, humildemente, como voluntário. Viva o Projeto "Nós e Voz". 
nerealcom | 16 de maio de 2010 | 2714 gosta(m), 15 não gosta(m)
Abbracci gratis a Sondrio, 15 maggio 2010

setembro 18, 2010

Si può fare (2008) - Trailer ufficiale


filmisnow | 29 de abril de 2009
Trailer - SCARICA IL FILM DA FILMISNOW
http://www.filmisnow.it/index.php?a=2...

Milano, anni '80. Nello (Claudio Bisio) si trova a dirigere una cooperativa di malati mentali, appena dimessi dai manicomi.

Si tratta di una sporca dozzina incapace a tutto ma Nello sa scovare i talenti nascosti in questi ''scarti della societa''' e trascinarli alla conquista della luccicante ''Milano da bere''. Una favola realmente accaduta che diverte e commuove, lasciando nel cuore una contagiosa ventata di ottimismo.

Nota do blog: Brevemente, a Universidade do Estado do Amazonas, a Secretaria de Estado da Saúde, a Secretaria de Estado de Acões Sociais e a Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) estarão desenvolvendo um trabalho inédito no campo da saúde mental. Aguardem!

maio 21, 2010

Márcio Jordelane representou com dignidade os militantes antimanicomais na II CESM

II Conferência Estadual de Saúde Mental
Foto: Rogelio Casado - Manaus - Amazonas, 20 de Maio de 2010
Nota do blog: No segundo dia da II Conferência Estadual de Saúde Mental (II CESM), os usuários de saúde mental ficaram sem ter direito a assento nas mesas de debates. Precisou a mediação do Movimento Religioso Afro-Ameríndio para garantir a presença de um representante dos usuários. A escolha recaiu sobre Márcio Jordelane, presidente da Associação Chico Inácio (ACI) - filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, única entidade presente, pelo Amazonas, na Marcha à Brasília por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, em 30 de setembro de 2009, evento que sensibilizou o presidente Lula a convocar a IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Márcio protagonizou um dos momentos mais acalorados no debate, depois que a diretora do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro tentou durante sua fala, sem êxito, convencer a plenária que, apesar de concordar com a idéia de que a instituição psiquiátrica é historicamente violenta, segundo ela o mesmo não se pode dizer do hospital que dirige. Foi então que Márcio pediu que se apurasse os maus tratos sofridos no atendimento por um usuário e sua mãe, ambos associados da ACI. Como o médico autor da agressão verbal se fazia presente, Márcio resolveu nomeá-lo publicamente, especialmente depois que o agredido confirmou na plenária o constrangimento que passou com sua mãe, reafirmando com seu depoimento que esse é um dos exemplos da violência residual da instituição totalitária. Na verdade, a discussão só tomou esse rumo porque a referida diretora resolveu advertir publicamente o militante antimanicomial Rogelio Casado, autor de uma proposta, aprovada na plenária da Conferência Muncipal, cuja redação registrava com todas as letras o caráter violento desse tipo de instituição. O militante teve o direito de resposta. Manteve a postura crítica, respondendo em caráter impessoal, de modo a garantir o exercío crítico de uma conferência que se quer antimanicomial, sem permitir que se instalasse qualquer tipo de cizânia. Márcio aparece na fotografia acima, de camisa vermelha.
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maio 03, 2010

I Conferência Municipal de Saúde Mental


RogelioCasado — 18 de outubro de 2009 — Manaus tem 2 milhões de habitantes, 1 hospício, 2 ambulatórios e apenas 2 CAPS. É de morrer de vergonha. A ACI luta por uma reforma psiquiátrica antimanicomial. Por mais CAPS, leitos psiquiátricos em hospitais gerais, residências terapêuticas, centros de convivência e pela substituição do hospício por um hospital geral. 

***

I Conferência Municipal de Saúde Mental


Entre os dias 27 a 29 de abril aconteceu a I Conferência Municipal de Saúde Mental. A Associação Chico Inácio (ACI) – filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – participou da organização do evento.
Depois de um imbróglio - no único dia em que a ACI não se fez presente numa reunião da comissão organizadora - que por pouco teria rifado meu nome, graças à defesa dos representantes dos movimentos sociais foi garantido minha participação na mesa redonda sobre a consolidação da rede de atenção psicossocial e fortalecimento dos movimentos sociais.
No convite à minha participação, pesou, curiosamente, minha condição de militante de movimentos sociais, sobretudo o da luta antimanicomial, do que minha representação intersetorial, face à minha ligação com a Universidade do Estado do Amazonas. O reconhecimento me encheu de orgulho, por um lado. Porém, não posso deixar de registrar que em quatro anos como Pro-Reitor de Extensão da Universidade do Estado do Amazonas prevaleceu um boicote provinciano, na medida em que se desprezou o potencial dessa instituição como parceira da Reforma Psiquiátrica.
A exceção à regra deu-se apenas uma vez, na verdade depois de uma provocação pessoal que fiz à coordenação da Residência Médica em Psiquiatria para discutir as saídas possíveis dos impasses vividos no seu terceiro ano de funcionamento. Ressalto que a referida residência foi por mim criada quando Coordenador Estadual de Saúde Mental (2003-2007).
Consegui driblar esse quadro de apatia deliberada, aproximando a Saúde Mental do Programa de Telessaúde da Universidade do Estado do Amazonas, ao articular um Programa de TelePsiquiatria, pelo qual responde o psiquiatra Francisco Assis, vinculado ao Pronto Atendimento Humberto Mendonça, da Secretaria Estadual de Saúde Mental. Através dele, mantemos um serviço de orientação e supervisão clínica para auxiliar médicos e equipes de saúde do interior do estado nos casos de cuidados médico-sociais de pessoas portadoras de sofrimento psíquico. 
Na platéia identifiquei meus desafetos políticos:
1.       um que fez uma falsa denúncia de desvio de recursos financeiros do ministério da saúde (verba que aqui só aportou por duas ocasiões, a da implantação do CAPS Silvério Tundis e da realização do censo da população psiquiátrica, quando já não respondia pela coordenação de saúde mental; informação que foi parar num jornal local sem direito de defesa);

2.       outra que liderava o deslocamento de internos de longa duração do manicômio local para a periferia da cidade, numa operação típica das classes médias incultas que promovem a qualquer custo a limpeza do visual urbano sem atentar para a ausência dos equipamentos exigidos para uma efetiva inclusão de portadores de sofrimento psíquico na vida social, quais sejam: cultura, saúde, educação, para ficar nos três mais importantes.

3.       um terceiro, cujo ódio visceral ao Partido dos Trabalhadores, do qual sou um dos fundadores, aliado ao pensamento retrógrado e conservador dos grupos de direita deste país, tinha como missão anarquizar lideranças que não rezam na cartilha do fascismo.

Curiosamente, estavam todos contidos. Nenhumas das suas antigas teses e práticas foram usadas durante os debates. Agiam com cautela, para não serem flagrados em contradições que seriam perceptíveis mesmo por um público carente de referências e práticas no âmbito da reforma psiquiátrica.
A conferência ocorreria sem incidentes, não fosse a grosseria de um contumaz provocador que tentou desqualificar os usuários de saúde mental, sendo advertido com firmeza pelos reais protagonistas da conferência. Quanto às questões controversas, fruto da ausência de pré-conferências, na sua grande maioria elas foram esclarecidas no plenário. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Protagonizei um episódio grotesco ao final do evento. A penúltima proposta, de minha autoria, foi duramente criticada por uma profissional de saúde mental manicomial. Eis a frase que detonou a defesa mais intrigante que ouvi naquele dia, sobretudo por sua defensora ter sido aluna do curso de especialização de saúde mental da Fiocruz: “Substituição do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, instituição histórica da violência, por um hospital de clínicas”.
Na infeliz defesa, a profissional em causa usou como argumento o fato de que nunca usou de violência contra os usuários internados no hospício manauara. A criatura sequer suspeita da violência simbólica da instituição. Seria pedir muito que ela alcançasse esse nível de abstração. Ou que fosse ler Goffman. Esse fato grotesco talvez explique porque a Reforma Psiquiátrica patinou durante todos os anos 1990. É dose pra elefante o tamanho da alienação que retirou o Amazonas do mapa da Reforma Psiquiátrica, da qual fomos pioneiros.
A melhor resposta veio de dois usuários de saúde mental. Um lembrou-se do fim trágico de um usuário que morreu carbonizado, e da contenção física que ele próprio sofreu num banco do Pronto Atendimento. Outro, do tratamento desrespeitoso de um médico plantonista que destratou sua mãe, que o acompanhava num dos atendimentos.
Depois da proposta de construção de casinhas para os internos do hospício dentro do próprio hospício, só faltava essa defesa da não violência do manicômio para coroar a indigência de alguns setores que se dizem reformistas. Neste caso, não precisamos de reforma, mas de uma revolução no ensino e nas práticas de saúde.

janeiro 27, 2010

Saúde Mental e Economia Solidária

Acervo Associação Chico Inácio
(filiada à Rede Nacional Intenúcleos da Luta Antimanicomial - RENILA)


Associação Chico Inácio na luta pela IV Conferência Nacional de Saúde Mental
(Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial): de olho nas etapas municipal e estadual

Saúde Mental e Economia Solidária


Iniciou-se em Manaus curso sobre economia solidária para profissionais de saúde mental e organizações da sociedade civil. Lugar escolhido: Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro.

O lugar não poderia ter sido pior. A bandeira de luta por uma sociedade sem manicômios é de 1987, e a meta da política nacional de saúde mental é substituir hospitais psiquiátricos por uma rede de atenção em saúde mental, que tem no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial – um dos seus dispositivos de cuidados.

A baixa oferta de CAPS em Manaus (um implantado no governo Eduardo Braga em 2006; outro recém-inaugurado pelo município, a quem compete oferecer esse serviço) não nos autoriza a criar “alternativas” que comprometam os princípios éticos da reforma psiquiátrica antimanicomial que queremos, às vésperas da IV Conferência Nacional de Saúde Mental.

Voltando à vaca fria: por que o local é problemático? Porque não pode haver dubiedade de comunicação com a sociedade. Se queremos o fim do hospício, realizar um curso dessa relevância ali será interpretado como sinal de que ele pode ser "humanizado" e continuar entre nós depois de um século de existência (vixe!).

Fui honrosamente indicado pela professora Heloisa Helena Corrêa da Silva para palestrar no evento. Ponderei sobre a impropriedade do local. Resumo da ópera: o segundo módulo será oferecido fora do espaço hospitalar, caso contrário declinarei do convite, por uma questão de princípios.

Também me foi assegurado que o curso se propõe a fomentar iniciativas de economia solidária fora do espaço hospitalar. O tempo de ações intra-muros passou.

No início dos anos 1980, quando criei um trabalho de reabilitação num espaço abandonado do velho hospício, tinha dupla intenção: produzir novos efeitos de sentido quanto ao lugar do louco na nossa cultura e começar o processo de criação de novos territórios existenciais fora dos muros do hospício.

A escolha do trabalho agrícola remunerado foi uma opção política: além de ir ao encontro da história dos usuários, teve ótima acolhida pela opinião pública, graças ao apoio da imprensa local. Inicia aí o processo de restituição da cidadania negada aos usuários de saúde mental, e interrompida por todos os anos 1990.

É hora de trabalhar o setor, sobretudo os CAPS. Alguns deles costumam, nas falhas das políticas públicas, abrigar projetos que tem como efeito perverso vincular o usuário ao dispositivo. A hora é essa: criar novos territórios na cultura, fora dos hospícios e dos CAPS, sem desvirtuar princípios, nem da economia solidária, nem da reforma psiquiátrica.

Manaus, Janeiro de 2010.
Rogelio Casado, especialista em Saúde Mental
Pro-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA
www.rogeliocasado.blogspot.com

Nota do blog: Artigo publicado no caderno Saúde & Bem Estar do jornal Amazonas em Tempo, que sai aos domingos.
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dezembro 29, 2009

NOTA PÚBLICA DA REDE RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA

Povo do Santo
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil, 2007

Nota do blog: O ano de 2007 foi tenso para o povo do Santo de Manaus. Enquanto a Assembléia Legislativa acolhia o povo de terreiro nas suas datas festivas, a Câmara dos Vereadores os hostilizava - pelo menos a bancada evangélica, intolerante à diversidade religiosa e incapaz do menor espírito ecumênico. Naquele ano a bancada evangélica pôs abaixo o projeto de construção do Parque dos Orixás, de autoria da vereadora Lucia Antony, do PC do B. Na fotografia acima, líderes das religiões de matriz africana respondem à insensibilidade parlamentar manauara concedendo entrevista coletiva na sede da Associação Chico Inácio (núcleo no Amazonas da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial), situada no porão do Sindicato dos Jornalistas, cuja presidência foi pressionada por membros da diretoria a pedir o espaço usado pela entidade para outras finalidades -o que nunca aconteceu-, e teve como subproduto a perda daquele importante espaço físico e simbólico. Lástima! Uma coisa não tem a ver com outra, mas ambas estão no mesmo campo da intolerância. O fato é que, nesse momento, acontecimentos na Bahia reclamam apoio e solidariedade de quantos simpatizam com o povo do Santo, injusta e caluniosamente associada ao episódio da criança que teve seu corpo perfurado por agulhas. Até agora a mídia não entrevistou os líderes religiosos para os esclarecimentos que se fazem necessário. Esse blog é solidário com os que querem o fim do ódio religioso.

NOTA PÚBLICA

NÓS DA REDE RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA DO SUBÚRBIO (RREMAS[1]), VIMOS A PÚBLICO MANIFESTAR NOSSA INDIGNAÇÃO DIANTE DE MAIS UMA BRUTALIDADE QUE A IGNORÂNCIA POPULAR ATRIBUI A NÓS COMO PRÁTICA RELIGIOSA. MAIS AINDA, NOS INDIGNAMOS COM O FATO EM SÍ QUE VITIMOU UM SER PEQUENINO NO TAMANHO, MAS GRANDE EM SUA ESSÊNCIA , INOCENTE E POR TUDO ISSO SAGRADO PARA NÓS: UMA CRIANÇA (QUE ATÉ O NOME ESQUECERAM E QUE ESTÁ SENDO CHAMADO “MENINO DAS AGULHAS”); VÍTIMADA PELA INSANIDADE DE PESSOAS VISIVELMENTE DESCOMPENSADAS.

TÃO PASMOS COMO TODA POPULAÇÃO, TEMOS ACOMPANHADO AS REPORTAGENS ESPERANDO PARA ELE UM DESFECHO POSITIVO E QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ACORRAM ÀS NOSSAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS PARA ALGUMA DECLARAÇÃO, COMO É DE PRAXE SE FAZER, EM CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESTA , QUANDO UM IMPORTANTE SEGMENTO DA SOCIEDADE É CITADO OU RESPONSABILIZADO.

VIMOS A FALA DO MÉDIUM DIVALDO FRANCO, POR QUEM DEVOTAMOS RESPEITO; CONTUDO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO BASTANTE A PONTO DE NÃO SE BUSCAR OUVIR OUTROS SEGMENTOS ESPIRITUALISTAS, PRINCIPALMENTE, O CITADO PELO REU-CONFESSO.

PREOCUPADOS COM O CRESCIMENTO DA CALÚNIA, ESTAMOS NOS ANTECIPANDO, PARA QUE NÃO CRESÇA SOBRE NÓS A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA OU PIOR, O ÓDIO RELIGIOSO, JÁ TÃO FORTEMENTE DISCEMINADO POR DETERMINADOS SETORES NEOPENTECOSTAIS, ATRAVÉS DE SUAS TÃO PÚBLICAS E “NOTÓRIAS” ATIVIDADES MERCADOLÓGICAS.

PORTANTO, DECLARAMOS QUE NUNCA HOUVE E NÃO HÁ EM NENHUMA DAS NAÇÕES RELIGIOSAS, DE CULTO A ANCESTRALIDADE AFRICANA E BRASILEIRA, AS QUAIS CHAMAMOS DE “RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA”, RITUAL, DE QUALQUER OBJETIVO, ENVOLVENDO SACRIFÍCIO DE VIDA HUMANA, SEJA QUAL FOR A FAIXA ETÁRIA, MUITO MENOS HAVERIA DA INFANTIL, QUE É POR NÓS TÃO RESPEITADA.

VALE RESSALTAR, QUE NÃO HÁ EM NENHUM DOS SACRIFÍCIOS RITUAIS QUE REALIZAMOS COM ANIMAIS, REQUINTES DE CRUELDADE. AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CONSOMEM TODOS OS DIAS, TONELADAS E MAIS TONELADAS DE CARNE ANIMAL SEM QUESTIONAR QUAIS OS MÉTODOS ADOTADOS PARA ABATÊ-LOS E, PODEMOS GARANTIR QUE NÃO SÃO NADA GENEROSOS, BOA PARTE DELES SÃO EXTREMAMENTE CRUÉIS. A DISPEITO DO QUE TRATAMOS AQUI, CONSIDERAMOS UMA RESSALVA IMPORTANTE, POIS QUE COMPLETA A INFORMAÇÃO E SE ANTECIPA AS ARGUMENTAÇÕES, HIPÓCRITAS E AMORAL EM SUA MAIORIA , DE QUE SACRIFICAMOS ANIMAIS.

AINDA VALE OUTRA RESSALVA, PARA O FATO DE QUE MESMO SE UMA DAS ACUSADAS FOSSE IYÁLÒRIXÁ (“MÃE DE SANTO”), NÃO SE PODERIA CONDENAR O CANDOMBLÉ; POIS QUE QUANDO UM MÉDICO ERRA, NÃO SE CONDENA TODA A MÉDICINA. ASSIM COMO O ERRO DE LÍDERES RELIGIOSOS, NÃO SE ATRIBUE ÀS SUAS MATRIZES RELIGIOSAS.

NÃO HÁ HISTÓRICO NEM LUGAR PARA ESTA MONSTRUOSIDADE QUE INSISTEM EM DAR VISIBILIDADE NO DISCURSO IGNORANTE E NÃO INOCENTE (PORQUE BUSCA SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE) , DO CRIMONOSO, DE QUE UMA DAS ACUSADAS USAVA “OS CABOCLOS E ORIXÁS”, PARA SUA PRÁTICA ASSASSINA E DOENTIA. OS CABOCLOS, ORIXAS, VODUNS E INQUICES, DE CERTO VÃO COBRAR DELE E DE QUEM MAIS AFIRMAR TAL BARBARIDADE. ELES SÃO SERES DE LUZ E NA LUZ, RESPONSÁVEIS PELO EQUILÍBRIO DA TERRA, DAS PESSOAS E DE SUAS RELAÇÕES.

POR FIM, CONCLAMAMOS A TODAS AS ORGANIZAÇÕES DOS “POVOS DE SANTO” A QUEM PREFERIMOS CHAMAR DE “POVOS DE TERREIRO”, DA BAHIA E DE TODO O PAÍS, A SE MANIFESTAREM, PARA QUE MAIS ESTA INJUSTIÇA _ QUE ALIÁS, JÁ DESPONTA EM OUTROS ESTADOS , A EXEMPLO DO MARANHÃO, COMO “MAGIA NEGRA” E, AÍ AUTOMATICAMENTE AFIRMAM AUTORIA A Nós _ NÃO SE ATRIBUA A NOSSA TÃO BONITA RELIGIÃO. EMBORA, DIGA-SE DE PASSAGEM, NADA TEM HAVER O TERMO “MAGIA NEGRA” COM O CONHECIMENTO DA MAGIA AFRICANA, PASSADA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO HÁ MILHARES DE ANOS, QUE MANIPULA OS ELEMENTOS DA NATUREZA PARA NOS EQUILIBRAR DIANTE DELA E NOS RELIGAR A ANCESTRALIDADE, LEMBRANDO QUE A HUMANIDADE SURGIU NA ÁFRICA. VALE DESTACAR, QUE MAGIA NEGRA é COISA DE SÉCULOS REMOTOS DA EUROPA.
AXÉ.

[1]Comissão Organizadora: ILÊ AXÉ TORRUNDÊ / ILÊ AXÉ ODETOLÁ / ILÊ AXÉ OYÁ DEJI / ILÊ AXÉ OMIN ALA / ILÊ AXÉ GEDEMERÊ / TERREIRO GÊGE DAHOMÉ / ILÊ AXÉ IYÁ TOMIN / ILÊ AXÉ OGODOGÊ / ILÊ AXÉ LOGEMIN – contatos: 9966-6506 / 3394-8184, Guilherme de Xangô - Bàbálòrixá; 9908-5566 / 3408-1455 Valdo Lumumba-Ogan; 8716-5833 Edvaldo Pena - Huntó; 3521-1423 Dari Mota – Bàbálòrixá; 3394-8175, Wilson Santos - Bàbálòrixá.

Saudações Quilombolas

e Paz na Terra: nossa casa!

SEJAMOS CIDADÃS E CIDADÃOS ATIVOS,

TOME UMA ATITUDE.
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