PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
PCP - O imperialismo norte-americano leva a cabo uma estratégia mundial agressiva contra o Irã e a Coréia do Norte, com o propósito de apoderar-se de seus recursos naturais.
Também instala bases militares na Colômbia, Haiti e Honduras, e provoca conflitos entre irmãos como a Colômbia e a Venezuela com a finalidade de deter o avanço vitorioso dos governos e seus povos, que desenvolvem políticas econômicas e sociais a serviço das grandes maiorias.
A provocação do presidente da Colômbia que agora deixa o cargo, Álvaro Uribe, instrumento do imperialismo norte-americano, está claramente orientada a provocar a intervenção militar na Venezuela com o pretexto da presença das FARC e fazer cair o governo de Hugo Chávez para quebrar o processo de mudanças nesse país, às quais as transnacionais e os grupos de poder econômico se opõem ativa e furiosamente.
A crise econômica financeira internacional nos Estados Unidos da América e nos países altamente desenvolvidos levaram 16 países da Europa a cortar drasticamente seu orçamento para a educação, saúde, segurança pública e a pagar suas dívidas recorrendo a créditos de bilhões de euros. Exemplo disso é a convulsão política e social da Grécia, país que se viu obrigado a contrair um crédito de mais de 600 bilhões de euros do Banco Mundial.
Toda essa crise será transferida para as economias subdesenvolvidas e em especial da América Latina, e com isso nosso país, mediante a redução das exportações e menor remessa de nossos compatriotas que trabalham fora do país.
As crises cíclicas que Karl Marx desentranhou da análise econômica do capitalismo novamente se puseram de relevo, demonstrando sua incapacidade em dar solução aos principais problemas da humanidade, chegando, inclusive, a se constituir num sério perigo contra a natureza e a vida no planeta pelo impacto da contaminação ambiental que origina. A mudança e a transformação do sistema capitalista, é uma necessidade real, e uma mudança que só pode ser conseguida com uma revolução que tenha como principais protagonistas os povos, movimentos e líderes esclarecidos e de massas.
Situação nacional
Em quatro anos de governo da aliança ultraliberal de Alan Garcia, Keiko Fujimori e Lourdes Nano, radicalizam o modelo econômico neoliberal selvagem, expresso na privatização dos recursos naturais, beneficiando os ricos (mineiros, banqueiros, oligopólios, petroleiros e agroexportadores), enquanto o povo sofre a mais brutal ofensiva de atropelo contra seus direitos humanos, conduzindo a um maior empobrecimento.
No fundo, a fenda da desigualdade aumentou pelo continuísmo das políticas econômicas e sociais de caráter neoliberal, visando mais os interesses dos grupos de poder econômico e das transnacionais do que os interesses da nação e do povo peruano. O proclamado crescimento econômico não beneficiou a maioria da população. Eis aí a base material sobre a qual se assenta a contradição entre as forças que lutam pela mudança e aquelas que defendem o continuísmo. Essa á a base dos conflitos sociais e políticos.
Depois de quatro anos, as promessas oferecidas pela "mudança responsável", tais como respeitar a jornada laboral de oito horas, eliminação das prestações de serviços, emprego com direitos trabalhistas, revisão do Tratado de Livre Comércio, banco agrário para os agricultores e luta contra a corrupção, nada disso foi cumprido.
Estamos diante de um governo que comercializou com a esperança do povo. Eles são os autores dos decretos legislativos do leilão das terras para criar novos latifúndios, são os que leiloam os bosques e a água na Amazônia.
Eles são os autores da escandalosa venda de gás aos estrangeiros a um dólar, enquanto que aos peruanos custa 35 sóis. São os autores das leis para exonerar impostos da renda das mineradoras, dos banqueiros, dos agroindustriais e cobrar até o último centavo de imposto aos peruanos.
Esta é a aliança que pactuou com a corrupção e com a impunidade para manter e defender o neoliberalismo selvagem à custa de assassinar mais de 70 dirigentes sindicais, além de populares. Nunca antes nenhum governo, por mais desonroso que fosse, utilizou os recursos do Estado para dividir os sindicatos com o propósito de submetê-los ao patronal, como é o caso da Federação de Construção Civil, o SUTEP e comunidades amazônicas.
Está em marcha o processo de “direitização” com propostas fascistas através de militares corruptos, da igreja conservadora (Opus Dei), da Confiep e da imprensa midiática, que levantam a cabeça para derrotar as forças que lutam pela mudança.
Mas essas armações serão derrotadas mil e uma vezes com a ação do sindicalismo de e, da unidade dos trabalhadores e do povo peruano. Por isso, respaldamos resolutamente a luta da CGTP e da CPS, das Frentes Regionais e dos novos setores que surgem em defesa da soberania nacional, dos recursos naturais e de suas próprias reivindicações, como os amazônicos.
O PCP pede o fim da perseguição aos dirigentes sindicais, a populares, e aos jornalistas honestos, o fim da campanha midiática dos que lutam pelo gás para os peruanos, respeito aos direitos humanos e o fim da perseguição aos que defendem o meio ambiente.
O PCP rechaça a ardilosa campanha de desprestígio contra nosso companheiro Mario Huamán Rivera, destacado líder do movimento sindical e popular que enfrenta valentemente a direita e a corrupção. Por isso, expressamos nossa firme solidariedade e exigimos do governo o fim desta suja campanha contra os opositores do regime.
Pedimos uma política econômica com redistribuição da riqueza para as grandes maiorias, um Estado planificador e promotor dos agentes produtivos.
Convocamos o governo para uma luta frontal contra o crime organizado. E que sejam sancionados rigorosamente os sequestradores e as organizações criminais, e que se garanta a segurança cidadã. Exigimos que a Polícia Nacional sirva para proteger os cidadãos e não para reprimir os opositores do regime.
Demandamos uma política energética soberana e exigimos gás para os peruanos e não para os estrangeiros. Reivindicamos a não construção da central hidroelétrica de Inambari pelos graves danos que causaria ao meio ambiente e à população.
Convocamos todas as forças de esquerda, nacionalistas, progressistas a somar-se na luta em defesa dos recursos naturais e da pátria e na luta frontal contra a corrupção. É hora da unidade ao lado do nosso povo e de iniciarmos a grande marcha de um governo democrático, popular e nacional rumo ao socialismo.
Renovamos nossa vocação unitária e de luta pela transformação da sociedade peruana.
Fazer do Peru uma pátria justa, digna e soberana, realmente democrática, onde as maiorias tenham acesso ao progresso e ao desenvolvimento, primeira condição para homens e mulheres serem livres, sonho que muitos heróis da independência defendiam.
Lima, 24 de julho de 2010.
Roberto De la Cruz Huaman, secretário geral do PCP
Debemos estar prevenidos ante cualquier escusa que busca el gobierno Aprista, hoy resivimos una resolución del Ministerio del Interior (MININTER) donde se le informa de la cancelación de su residencia en nuestro país, al hno Paul Mc Auley. Dando un plazo de 7 dias para abandonar nuestro territorio.
Es momento de unir fuerzar como socios de la Red Ambiental Loretana y dar nuestro mayor respaldo
CUAL FUE LA CAUSAS DE ESTA RESOLUCIÓN, SIMPLEMENTE POR QUE EL HNO. APOYA A LOS HERMANOS INDIGENAS POR UNA NOBLE CAUSA NO HAY QUE OLVIDAR AMIGOS QUE LA PLUSPETROL CONTAMINO EL RIO CORRIENTE Y AHORA DERRAMO 300 BARRILES DE PETROLOE CRUDO AL RIO MARAÑON...Y LOS LORETANOS NO DECIMOS NADA Y ESPERAMOS QUE UN AMIGO DEL EXTYRANJERO VENGA Y NO HAGA ABRIR LOS OJOS PARA QUE RECIEN PODEMOS PROTESTAR...PUES AHORA O NUNCA DEBEMOS DE UNIRMOS Y REALIZAR UNA PRONUNCIAMIENTO EN CONTRA DE ESTA RESOLUCIÓN Y DE ESTA GOBIERNO QUE CADA DÍA NOS JODE NEUSTRA VIDA APOYANDO A LAS TRANSNACIONALES Y CAPITALISTAS DEL MUNDO.
AHORA QUEREMOS QUE LA PRENSA ESCRITA, TELEVISIVA Y ESCRITA SE PRONUNCIE FRENTE ESTE ATROPELLO, TAMBIEN QUEREMOS QUE LAS ORGANIZACIONES SE MANIFIESTEN.
Cancelan residencia al Hno. Paul Mc Auley
-A través de Resolución Ministerial 0571
-Acción está firmada por el ministro del Interior Octavio Salazar.
-Le dan 7 días al Hno. Paul para que abandone el país.
La policía nacional se encargó el día de ayer de entregar la injusta notificación de cancelación de residencia, la misma que está refrendada por el ministro del Interior y el Grl. PNP ® Juan Antonio Alvarez Manrique, director general de Migraciones y Naturalización.
Dicha resolución señala lo siguiente:
“Que según investigaciones realizadas y a los hechos establecidos de fecha 18 de agosto de 2009 del departamento de Seguridad del Estado de la V Dirección Territorial de la PNP con sede en Iquitos, se ha determinado que el señor Paul Michael John Thomas Mc Auley, de nacionalidad Británica, titular del carné de extranjería Número: 000175806 bajo la calidad migratoria de religioso ha cometido la infracción tipificada en el Art. 63 Inc. 1) de la Ley de Extranjería aprobada por D.L 703 y modificatorias, la misma que establece que la cancelación de la residencia en el país procederá por realizar actos contra el orden público interior.
Que el ciudadano se encuentra presidiendo la Asoc. “Red Ambiental Loretana”, donde desde 2006 viene participando en diferentes actividades de carácter político, tales como marchas de protesta por las principales calles de la ciudad de Iquitos contra el Estado Peruano y demás actos que constituyen alteración del orden público.
Que mediante dictamen 1619-2009-IN 1603. La oficina de asesoría legal de la dirección de migraciones opina que procede sancionar con la cancelación de la residencia al ciudadano británico Paul Mc Auley.
Que la Comisión de Extranjería en Acta de Sesión 070-2009-CE dispuso por unanimidad la cancelación de la residencia en el territorio nacional del ciudadano Paul Mc Auley. Debiendo abandonar el país en el plazo perentorio de 07 días calendario contados a partir de la notificación de la presente resolución, bajo apercibimiento de dictarse su expulsión del país, quedando impedido de ingresar a territorio nacional”, firma la inesperada resolución el Ministro del Interior.
-Expresa Hno. Paul Mc Auley una vez conocida la noticia de cancelación de su residencia “Hay golpes en la vida que nos fortalecen”
-Afirma que lo sacan por supuesto rompimiento del orden público, cuando más bien ha venido luchando para que se respete la legalidad y el orden público en Iquitos.
-Interminables organizaciones populares se vienen pronunciando en rechazo al “golpe de nacionalidad” asestado contra uno de los principales luchadores sociales de Loreto.
-Redes que velan por la conservación de la biodiversidad amazónica, son quienes más protestan.
-Hno. Paul Mac Auley, luchó hasta que los hermanos indígenas del Corrientes logren que la Pluspetrol lo indemnice a través del acta de Dorissa. Se pronunció en tema forestal, en derrames de petróleo, en incremento de casos de Hepatitis B en el Datem del Marañón…etc.
Sin duda que con la cancelación de la residencia del Hno. Paul Mac Auley, Loreto pierde a uno de sus más notables líderes en las diversas luchas sociales sobre temas diversos que aquejan a la región, ya sea en el tema ambiental y otros que tienen que ver con la marginación, discriminación y abuso a las poblaciones indígenas y mestizas de Loreto.
Ayer en horas de la mañana el Hno. Paul Mc Auley, recibió la notificación donde le dan a conocer lo determinado por la Comisión de Extranjería, indicando que por unanimidad se le canceló la residencia en el territorio nacional, dándole 7 días calendario para abandonar el Perú.
“Acabo de recibir el documento de la policía donde indican que me retiran de este país…” nos habló el Hno. Paul aún con la voz quebrada…
Agregó: “Este documento me confunde totalmente, no entiendo porqué se da si lo que siempre he buscado ha sido que se respete la legalidad, que se respeten las normas internacionales y leyes nacionales sobre el bosque etc. Lo único que hacemos en la Red Ambiental es concientizar para que se haga un manejo legal, responsable de la biodiversidad, pero parece que esto a otras personas o grupos, les parece más bien un peligro o que se esté provocando actos contra el orden público. Nuestro trabajo ha sido para educar a la civilidad, el buen orden, eso depende del forma como se mire”, expresó Paul Mc Auley.
Cabe señalar que el Hno. Paul estuvo por 10 años en Iquitos y llegó hace 20 años al Perú, iniciando trabajos en un colegio bajo la dirección de la Congregación Religiosa La Salle. La misma que posteriormente lo envía a la ciudad para continuar con su labor pastoral en el Vicariato. Apareciendo luego las emergencias ambientales en la región y así agrupándose a ciudadanos preocupados por la conservación del medio ambiente, da vida a la Red Ambiental Loretana de la que próximamente estará despidiéndose pero habiendo dejado el germen de la constancia y lucha por la defensa de la naturaleza en los jóvenes que lo sucederán, quizá hasta que él tenga la posibilidad de un retorno a Iquitos, donde ahora deja su corazón y que un día también pensó en dejar sus huesos.
Sin duda que el germen de las constantes luchas por mejoras para los pueblos indígenas, así como el propio ecosistema amazónico, no se diluirá por las presiones de la policía nacional, por las amenazas y abusos de policías que ven un orden público que no existe en la práctica, porque los pueblos están disconformes con la actual política económica social del gobierno central.
¿Hno. Paul, esa resolución definitivamente es por su voz siempre alerta y preventiva en cuanto a los abusos contra los pueblos indígenas y la defensa de la naturaleza…qué queda por hacer?
-Esto es una consecuencia lógica, no creo que sirva pedir entrevistas en Lima u otras acciones, hay una comisión de extranjería que evalúa y ellos han decidido que se me retire la residencia del país.
¿Le han dado 7 días para salir… se va?
-Tengo que acatar, siempre he luchado porque se acate la legalidad entonces no puedo desacatar una orden de esta naturaleza. Lo que me preocupa es el tiempo que me dan, es muy poco. Tengo que ver el futuro de la Red Ambiental y otros proyectos en los que estamos involucrados, detalles de transferencia a otra persona, asuntos de firmas en el Banco, entre otros; es muy corto el tiempo. Creo que la dinámica en esta Red Ambiental cambiará pero qué hacemos, los golpes de la vida muchas veces nos ayudan a fortalecernos.
Finalmente el Hno. Paul, mencionó que no sabe aún donde irá, puesto que jamás pensó que ocurriera lo que ha pasado. “La verdad es que a mi país de origen no me ata nada, aún veré a qué lugar iré. Lo que sé es que mi corazón se queda en Iquitos, en las luchas constantes para que respeten las normas y a los pueblos indígenas. Lo bueno es que hoy existe el Internet, el avance de la tecnología nos mantendrá cerca a todos ustedes”, concluyó Mc Auley.
Hace mucho tiempo se hablaba de que la vida, la seguridad del Hno. Paul Mc Auley, estaba amenazada, acechada, en peligro, pero nadie pensaba que se referían a ese tipo de peligros de la época inquisidora, dictadora, de un gobierno que no soporta que los pueblos inermes, indefensos, tengan a líderes, personas que entregan su alma y hasta su vida por las causas nobles, líderes que se las juegan como el Hno. Paul, que ahora se ha visto prácticamente expulsado de un país, de una región por la que ha dado tanto. No hay derecho?
"Pedimos ao Hno. Paul que se possível venha morar em Tabatinga para nos ajudar na luta pela Pan-Amazônia daqui da triplice fronteira."
¡La Pedofilia es un crimen, La Homosexualidad No!
¡Encubrir un Delito, también es Delito!
Acción Mundial de Protesta contra el Abuso Sexual Infantil frente a todas las embajadas del Vaticano en el mundo, Nunciaturas Apostólicas o Iglesias Católicas.
Plantón Ciudadano en Perú
Lugar: Nunciatura Apostólica del Perú
Esquina Av. Salaverry y Jr. Nazca s/n.,
Jesus María, Lima.
Fecha: Sábado, 24 de abril del 2010
Hora: 11:00 a.m.
El 13 de abril, el número dos en la jerarquía del Vaticano, el Secretario de Estado, cardenal Tarcisio Bertone, afirmó que existe una relación entre la homosexualidad y la pedofilia. En todo el mundo, se ha rechazado esta declaración falsa, despreciable y anti-científica del Vaticano, que está tratando de desviar la atención de delitos sexuales de los sacerdotes al culpar a las personas LGBT.
Mientras que están tratando de ocultar la verdad sobre los abusos sexuales cometidos contra las niñas y los niños, haciendo paralelismos absurdos entre homosexualidad y pedofilia; organizaciones de derechos humanos, agrupaciones de lesbianas, travestis, transgéneros, transexuales, gays y bisexuales, organizaciones de mujeres, organizaciones juveniles y grupos universitarios han lanzado un llamamiento a todos los ciudadanos y ciudadanas y asociaciones a unirse a una protesta mundial contra la violencia y abuso sexual de menores y apoyo a las víctimas, frente a las embajadas del Vaticano o de las principales iglesias católicas. El Perú se une a esta protesta mundial en un Plantón Ciudadano en la Nunciatura Apostólica del Peru, el sábado 24 de abril del 2010 a las 11 de la mañana.
Intentar transformar la cuestión de la pedofilia en una cuestión de la orientación sexual de las personas -como hizo el Cardenal Tarcisio Bertone- les sirve para no enfrentar las graves denuncias procedentes de todo el mundo.
El punto no es la orientación sexual de los pedófilos, sino la necesidad de perseguir con firmeza a los responsables de tales abusos, especialmente si tienen una función educativa o espiritual. Estos crímenes no deben quedar impunes, según la legislación en el país.
La Iglesia Católica Romana debe responder a los tribunales y la opinión pública por el encubrimiento de graves hechos que ocurrieron en todo el mundo. Este es nuestro llamado, a todas las mujeres y los hombres de buena voluntad, de cualquier religión que no puede guardar silencio frente a la violencia y abusos sexuales contra las niñas y los niños.
" LA INICIATIVA PARA LA INTEGRACION REGIONAL SURAMERICANA"
Segun los impulsores: IIRSA tiene por objeto promover el desarrollo de la infraestructura bajo una visión regional, procurando la integracion fisica de los paises de Suramerica y el logro de un patron de desarrollo territorial equitativo y sustentable.
La Realidad: Se construirán rutas, ferrocarriles, hidrovías, puertos, gaseoductos, acueductos, y obras para telecomunicaciones.
Empresas privadas puedan sacar y transportar recursos naturales y mercaderías a menor costo.
¿Quíenes lo impulsan?
Se presentó y se aceptó el año 2 000 en la reunión de Presidentes de América del Sur en Brasilia.
Una propuesta del Banco Interamericano de Desarrollo, la Corporación Andina de Fomento (CAF), el Fondo Financiero para el Desarrollo de la Cuenca de la Plata (FONPLATA), Banco Europeo de Inversiones y el Banco de Desarrollo de Brasil (BNDES).
Tambien esta la IFIS ( INSTITUCIONES FINACIERAS INTERNACIONALES ). Organismo que defendió con mas fuerza el ALCA.
¡...ELLOS PUSIERON LOS OJOS EN LA AMAZONÍA...!
¿QUÉ SE ESCONDE DETRAS DE DE LA IIRSA?
Obras de infraestructuras que busca un aumento constante de las exportaciónes de materias primas y recursos naturales.
Generará mas pobreza y mayores desigualdades, aumentará la concentración de las riquezas en las potencias económicas y tendrá profundos impactos ambientales en los menos desarrollados.
La deuda externa de los países de la región seguirá creciendo.
Necesidad de explotación de los recursos (Petróleo, gas y madera) para frenar la crisis económica.
DOS REALIDADES DIFERENTES : BRASIL Y PERÚ
EN PERÚ: La mayoría de población indígena vive con altos niveles de pobreza. cuenta con importantes reservas de idrocarburos.
PASAN 4 EJES DEL IIRSA
Principalmente red de carreteras que conectan las reservas de idrocarburos con los mercados mundiales.
EN BRASIL: Le permitiría avanzar en su anhelo de lograr una posición geopolítica dominante en America Latina.
Empresas Brasileñas construyen parte de la infraestructura: ODEBRECHT.
Intereses de explotación hidrocarburífera de Petrobras.
Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES) es uno de los principales financiadores de la IIRSA.
¿De qué manera puede afectar al Perú y cuales serían sus beneficios?
¿Crees tú que es un desarrollo lo que IIRSA pretende?
IIRSA Y LOS DERECHOS NO CONSIDERADOS
○ El derecho al ambiente: Disfrutar de un ambiente sano, libre de daños ambientales; a disponer de alimentos y aguas sanos y seguros, y a tener asistencia oportunas en caso de catastrofes naturales.
○ Consentimiento previa e informado: Seguimiento y el control de las decisiones que puedan alterar el medio ambiente.
Nota do blog:Paul McAuley vive há mais de vinte anos no Peru, onde desenvolve um trabalho a favor da Amazônia, dos povos da floresta, nativos, ribeirinhos e moradores de periferias através da ONG Red Ambiental Loretana - RAL. No Brasil ele tem apoiado o trabalho de pesquisa e proteção ambiental do Núcleo de Estudos Estratégicos Pan-Amazônicos - Neepa, grupo de pesquisa criado por iniciativa de estudantes da Universidade do Estado do Amazonas - UEA. Atualmente Paul McAuley vem sofrendo pressões do governo peruano para sair do país. Recentemente sofreu ameaça de morte. O Neepa está convocando manifestação de apoio e solidariedade a Paul McAuley. Abaixo a lista de consulados e da embaixada peruana no Brasil, para quem desejar manifestar seu apoio. Antes, leia alguns textos postados no site da Red Ambiental Loretana para melhor fundamentar as razões que levaram este blog a apoiar o trabalho de Paul McAuley em prol da causa socioambiental e da causa dos indígenas da Pan-Amazônia.
* HIMNOS EN COPENHAGEN…DEPREDACION EN LA AMAZONIA PERUANA
Foto postada em Red Ambiental Loretana
Mientras Presidentes se juntan en Copenhaguen frente a las graves amenazas del cambio de clima, las políticas nacionales y regionales en Perú permiten la sistemática deforestación de los bosques para favorecer las ambiciones del Grupo Romero (Banco de Crédito). La población del distrito de Barranquita, provincia de Lamas, región San Martin, desde el año 2006 vive enormes problemas con las empresas privadas ligadas al grupo Romero, las mismas que amparadas en la ley de promoción de la inversión N. 653 y la ley que declara “de interé nacional” la palma aceitera. Los territorios que solicitan las empresas del grupo Romero son, segú la Zonificació Ecolóica Econóica de la regió, bosques de producción forestal y, a los pobladores de la zona les consta porque han ido conservando el bosque primario, aun en sus propias parcelas por la inmensa riqueza de flora, fauna y recursos hídricos.
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DIRIGENTES INDIGENAS RECHAZAN EL AVANCE DEL INFORME SOBRE BAGUA
Al conocer el contenido de un informe (en versión aun no formal) sobre los acontecimientos de Bagua donde murieron más de 30 personas, los líderes indígenas han expresado su rechazo del informe. Parece que una vez más el Gobierno actual está manipulando la oportunidad para negar cualquier responsabilidad de Ministros o Jefes Policiales por los tristes acontecimientos.
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NATIVOS KITCHUA Y SECOYA RECHAZAN ENTRADA DE PETROBRAS
En una conferencia de prensa dada en Iquitos el día 7 de Diciembre, los dirigentes de dos federaciones nativas de Kitchua y Secoya expresaron su rechazo por la intención de la empresa Brasilera Petrobras realizar actividades petroleras en sus áreas. Basa su rechazo en la ley internacional que el Perú ha ratificado (OIT 169 ) donde se exige un proceso de “consulta” con las comunidades que pudieran ser afectadas por la exploración o explotación de petróleo. En el Perú NUNCA se les ha consultado antes de firmar los contratos.
Leia mais emRede Ambiental Loretana
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Embaixadas
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IIRSA vulnera derechos de los pueblos indígenas y de la Madre Naturaleza
CAOI
Audiencia en la CIDH dejó claramente establecida la vulneración del derecho a la consulta y el consentimiento previo, libre e informado. Los pueblos indígenas no están en contra de la IIRSA: la IIRSA está en contra de los pueblos indígenas.
Washington DC.- La violación del derecho a la consulta y el consentimiento previo, libre e informado quedó claramente establecida hoy en la Audiencia que la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) desarrolló sobre los impactos de la Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Suramericana (IIRSA).
La Audiencia se inició poco después de las 11:30 de la mañana con las exposiciones de los representantes de las organizaciones indígenas que la solicitaron, en las que detallaron los impactos que los megaproyectos de la IIRSA provocan en los derechos de los pueblos indígenas y de la Madre Naturaleza. Desplazamientos forzosos, pérdida de la biodiversidad, intromisión de enfermedades y delincuencia, degradación ambiental irreversible, fueron algunos de los severos impactos sustentados por los dirigentes indígenas participantes.
Al término de la Audiencia, Luz Patricia Mejía, presidenta de la Audiencia, señaló que las exposiciones de los demandantes brindan a la CIDH una visión mucho más amplia sobre la situación del cumplimiento del derecho a la consulta, reconocido por instrumentos internacionales, en los países suramericanos. Y que estos aportes serán incluidos en la relatoría que el Grupo de Trabajo sobre Pueblos Indígenas está elaborando acerca del tema.
Derechos vulnerados
El primer expositor fue Leonardo Crippa, de Indian Law Resource Center, una de las organizaciones solicitantes, quien detalló que la IIRSA comprende 502 megaproyectos, de los cuales se incidiría en la Audiencia en tres: la Carretera Interoceánica Sur en Bolivia, el complejo hidroeléctrico del Río Madeira en Brasil y la misma carretera en el Perú.
Crippa hizo hincapié en que los megaproyectos de la IIRSA sirven para otros numerosos proyectos mineros, hidroenergéticos, de monocultivos y agrocombustibles en territorios indígenas, cuya ejecución implica la vulneración de derechos reconocidos internacionalmente. Y recordó que la IIRSA es financiada principalmente por el BID, FONPLATA Y BNDES.
Detalló que estos megaproyectos vulneran tres derechos en particular: a la propiedad colectiva de la tierra, al ser trazados sobre territorios indígenas; a la libre determinación y el autogobierno, al desconocer las formas de desarrollo, las autoridades y el proceso de toma de decisiones propios de los pueblos indígenas; y a la integridad y la salud, con la contaminación y la pérdida de la biodiversidad.
Casos específicos
Rodolfo López, Primer Cacique General de la Organización Indígena de la Chiquitanía, recordó que la idea de la Carretera Interoceánica Sur en Bolivia proyecta unir Santa Cruz y Puerto Suárez a través de 600 kilómetros de recorrido, en los cuales afecta directamente a 31 comunidades, amenazando su cultura, su biodiversidad y su integridad, porque permite la invasión de sus territorios.
Narciso Roca, Presidente de la Central de Comunidades de la zona, añadió que las tierras comunales no están tituladas, lo que les impide acceder a las compensaciones por reparación de tierras. Y que la carretera causa deforestación, caza indiscriminada por parte de comerciantes de carne silvestre a quienes facilita el acceso, contaminación del agua por el arrojo de combustibles, aceites y otros, y migración masiva a la zona.
Por su parte, Telma Delgado Monteiro, representante de las Comunidades Nativas de Pueblos Indígenas de Rondonia, Brasil, dijo que los proyectos hidroeléctricos en el Río Madeira tienen como verdadero objetivo favorecer el monocultivo de soja. Y denunció que los estudios de impacto ambiental que se han realizado nunca incluyeron los impactos transfronterizos Perú-Bolivia-Brasil.
“Las audiencias públicas no fueron realizadas y las licencias para las obras fueron otorgadas cuando éstas ya estaban ejecutándose, con lo que se ha violado el derecho a la consulta y al consentimiento previo, libre e informado”, subrayó.
Precisó que las obras han provocado el desplazamiento de un millón de personas, causan degradación irreversible en la biodiversidad, inundan tierras fértiles, aumentan la incidencia de malaria, han incrementado la deforestación en 600% y afectan principalmente a los pueblos indígenas en aislamiento voluntario.
Otra integración
Miguel Palacín Quispe, Coordinador General de la CAOI, aclaró que los pueblos indígenas no están en contra de la integración, sino que tienen otra forma de mirar el desarrollo: “el buen vivir, en armonía entre los hombres y la Madre Naturaleza, es el aporte de los pueblos indígenas frente a la amenaza del calentamiento global”, enfatizó.
Indicó que la Interoceánica Sur proyecta unir tres puertos peruanos: Ilo, Matarani y Marcona con el Brasil, a fin de favorecer el acceso a los bienes naturales por las empresas transnacionales. Son 2603 kilómetros de carretera que implican un endeudamiento que supera los mil quinientos millones de dólares para el Perú.
La carretera, explicó, afecta los territorios de 3952 comunidades andinas y 78 comunidades nativas, tres parques nacionales y dos reservas naturales que suman más de cinco millones de hectáreas, las cuales albergan especies únicas que serán llevadas al borde de la extinción.
Entre los impactos más graves, mencionó el estímulo a la minería, la explotación de madera, la migración, la tugurización de las ciudades, los monocultivos, el desvío de cauces de ríos, la destrucción de sitios sagrados, la invasión de territorios, sobre todo de pueblos indígenas en aislamiento voluntario, la división de comunidades, la delincuencia y la extinción de los pueblos.
En cuanto a la central hidroeléctrica de Inambiri, Palacín Quispe dijo que ésta afecta 46 mil hectáreas de tierras de cultivo en las regiones peruanas de Cusco, Puno y Madre de Dios, lo que causará el desplazamiento forzoso de los pueblos al ver destruido su modo de vida.
“Los pueblos indígenas -finalizó el Coordinador General de la CAOI- no estamos en contra de la IIRSA: es la IIRSA la que está en contra de los pueblos indígenas”.
Coordinación General CAOI
COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina
Actualmente el desarrollo de infraestructura en nombre de la integración económica regional es uno de los desafíos más grandes para la sustentabilidad del ambiente y las comunidades y para la equidad social.
La IIRSA es un ejemplo dramático de estas nuevas tendencias. Esta iniciativa propone una serie de mega-proyectos de alto riesgo, que acentuarán el endeudamiento y acelerarán a gran escala alteraciones a los paisajes y a las formas de vida en la región.
La Iniciativa entiende los bosques, los ríos y los humedales e incluso las montañas como barreras al desarrollo económico y a las vías de comunicación que son uno de sus ejes. Caminos y mejoramiento en áreas de transporte en general se vuelven medios para extraer los recursos naturales. La gente, la industria y los gobiernos, se supone, serán los beneficiarios.
Según la Base de Datos del Poryectos del IIRSA del 22 de noviembre de 2008, del total de proyectos el 57,5 por ciento corresponde al área de transporte, para lo que se invertirá casi el 60 por ciento del total de la inversión. El 11 por ciento son proyectos de generación de energía que insumen algo más del 40 por ciento de la inversión.
IIRSA está coordinada por los 12 gobiernos sudamericanos, con el apoyo técnico y financiero del Banco Interamericano de Desarrollo (BID), la Corporación Andina de Fomento (CAF) y el Fondo Financiero para el Desarrollo de la Cuenca del Plata (FONPLATA) -fuertes defensores del ALCA- entre otros bancos de desarrollo y consiste en:
10 ejes de integración económica que cruzan el continente y que requieren inversiones significantes en transporte, energía, y telecomunicaciones; y
7 procesos sectoriales de integración diseñados para armonizar los marcos regulatorios entre los países.
Hasta ahora, en todo el subcontinente se han definido para el financiamiento más de 40 mega-proyectos y cientos de proyectos menores de mejoramiento de infraestructura, con un costo agregado de más de $37 mil millones de dólares. Estos enormes costos contribuirán a incrementar la ya abultada deuda pública regional. Dada la magnitud de la IIRSA y sus impactos potenciales muchas organizaciones ambientales se refieren a esta iniciativa como un “giga-proyecto”.
Washington DC, Estados Unidos, 2 de noviembre de 2009.
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Nota do blog: IIRSA y genocídio indígena caminan juntas.
Répression sanglante dans l'Amazonie péruvienne.
"El gobierno de Perú alzó sus armas en contra de las comunidades indígenas y con ello cometió el peor genocidio de la población aborigen que habita en la Amazonia", sostuvo el presidente de la Asociación de Comunidades Nativas de la Amazonia, Alberto Pizango. En una entrevista con la señal teleSUR, el dirigente indigenista manifestó que "Nosotros nos habíamos desplazado pacíficamente durante 45 días y no esperamos esta reacción y muchos menos este ataque aéreo y terrestre. El gobierno utilizó armas de guerras como si nosotros fuéramos delincuentes, por ello los pueblos indígenas denunciamos este hecho genocida". La medida de fuerza de las comunidades originarias son parte de un plan de lucha de casi dos meses en rechazo a la aprobación del Parlamento de una serie de decretos que permiten la privatización de sus tierras como parte del Tratado de Libre Comercio (TLC) con Estados Unidos (EEUU).
El representante indígena expresó que la acción cometida por las autoridades militares y policiales en la zona de la Curva del Diablo, donde este viernes tuvo lugar el primer enfrentamiento, "fue una situación lamentable".
Aseguró que los nativos se mantenían en pie de lucha tras protestar en contra de una serie de decretos que adelanta el Gobierno del Perú y que consideran va en contra de los derechos territorial y ancestrales de los pueblos indígenas peruanos que habitan en la Amazonia.
Pizango reiteró que los pueblos indígenas del Perú han sido mal interpretados por la sociedad nacional peruana y por los políticos.
Agregó que el objetivo de los pueblos indígenas no era "levantarse en armas ni alterar el orden público y menos reemplazar al Presidente de la República". Alrededor de 45 personas han muerto y otras 93 resultaron heridas producto de la acción policial en la Amazonia peruana.
Así lo confirmó el colaborador de teleSUR en la localidad de Baguas (norte), Jeinner Cubas, quien además reportó que la muerte de 11 policías en la zona denominada como la Curva del Diablo, en donde se desarrollo el primer enfrentamiento.
Asimismo, dijo que las autoridades de este país no permiten el acceso de los representantes de los medios de comunicación a esta zona, lo que dificulta tener acceso a la información y obtener detalles sobre los hechos que se desarrollan en este lugar. Indígenas ecuatorianos denuncian represión en Amazonia peruana
Tras los hechos ocurridos en la Amazonia peruana, la organización aborigen del ecuador, Ecuarani calificó como represiva la acción cometida por el gobierno del Perú, en ese sentido hicieron un llamado a la comunidad internacional para que vigile la situación.
A través de un comunicado la organización acusó al presidente peruano, Alan García, de una "cobarde agresión" contra los indígenas que desde el pasado 9 de abril reclaman la derogación de una decena de decretos legislativos, que consideran lesivos a sus derechos.
El presidente de la Ecuarunari, Humberto Cholango, convocó a los "sectores dignos de nuestro continente y del mundo, a unir las voces para parar a los genocidas que obedecen órdenes injustas y criminales".
Denuncia de la Coordinadora Andina Indígena
La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI) denunció la represión sangrienta impulsada por el gobierno peruano contra los pueblos originarios de la Amazonía, que hasta el momento ha causado más de 30 muertes.
La organización, la cual reúne a comunidades de Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile y Argentina; señaló en un comunicado difundido este viernes que el gobierno aprista de Alan García Pérez ha desatado una represión sangrienta en la Amazonía peruana la madrugada de hoy.
Coordinación General CAOI
COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina
Nota do blog:A Suíça deu o pontapé inicial. Os minaretes islâmicos serão banidos da paisagem por referendo popular. Se a moda pega, pobre dos minaretes espalhados pela bela Espanha (terra de meu bisavô paterno, Primo Casado Valles) durante a ocupação da península ibérica pelos árabes. É como querer arrancar as torres das igrejas católicas brasileiras. Como diz Muniz Sodré, a intolerância é apenas o ovo da serpente. Nasci numa comunidade multicultural em que portugueses (meus avós maternos nasceram em Portugal) conviviam com árabes e brasileiros em harmonia. Tanto que meu avó Antonio Jesus Barbosa ajudou a construir o balneário sírio-libanês conhecido como Chapada Recreativa Clube, ali pelos anos 1930, e que frequentavamos sem que as diferenças de classe nos separasse. Ainda nos anos 1950 - década em que nasci - minha família mudou-se para um trecho da cidade onde as diferenças de classe eram mais visíveis. Na rua Frei José dos Inocentes residiam parlamentares, prostitutas, pretos, pardos e pobres. Nem por isso o clima pecava por falta de cordialidade, sem querer reforçar a tese da cordialidade nacional tão cara à nossa sociologia. O que quero dizer é que a intolerância quando se manifestava era caso isolado e inaceitável no território da minha infância. Vivia-se a pobreza com mais dignidade. Estudávamos nas mesmas escolas de crianças ricas. Nossas brincadeiras eram comuns. Não havia o clima de apartheid que existe hoje na bela e maltratada Manaus. Salvo no caso dos negros, objeto da mais vergonhosa escravidão, o Brasil que tem uma história de acolhimento aos migrantes - que o diga vovó Maria Casado Ramírez, nascida em Iquitos, no Peru -, deve repudiar essa agressão ao mundo árabe. Liberdade de culto e respeito aos símbolos religiosos, hoje e sempre!
TOLERÂNCIA RELIGIOSA
O referendo do relógio cuco
Por Muniz Sodré
Há uma boutade em O Terceiro Homem que se conta ter sido um improviso de Orson Welles no instante da filmagem. Referindo-se à Suíça, diz ele ao interlocutor que, em meio a traições, envenenamentos e assassinatos dos Bórgia, os italianos produziram uma Renascença. Já os suíços, após séculos de ordem e democracia, produziram o quê? "O relógio cuco".
Com todo respeito... como costuma dizer a coluna de Ancelmo Góis em O Globo. Welles, como todo criador de gênio, podia-se permitir a esses arroubos divertidos, sem suscitar a ira do alvo, que certamente terminaria atingindo o comum dos mortais.
Mas a sarcástica tirada do cineasta me vem imediatamente à cabeça depois da repercussão na imprensa do resultado do referendo suíço sobre os minaretes islâmicos, cuja construção deverá ser doravante banida de todos os cantões daquele território nacional. Minarete, como bem se sabe, é a pequena torre ao lado da mesquita, de onde o muezzin convoca os fiéis para a oração.
Crença religiosa à parte, esse chamado é esteticamente apreciável. O árabe é uma língua mística e reflexiva, com grande complexidade gramatical e notável sonoridade fonêmica. A chamada aos fiéis, que repete o versículo inicial do Corão – confirmando a unicidade de Alá e a condição profética de Maomé – é uma recitação em que se esmeram, como na prolação de um poema, os locutores. E, como num poema, a pura e simples tradução dificilmente restituiria a carga simbólica da língua original.
Estado nacional é laico
Segundo os jornais, a maioria vitoriosa no referendo foi de 52%, o que salva do ridículo 48% dos cidadãos suíços. Ridículo – há poucas outras palavras disponíveis para se definir essa decisão, lamentável até para o próprio governo federal da Suíça, conforme nota oficial distribuída à imprensa. O ponto crítico da questão se põe assim: como conviver democraticamente com a crença do Outro rejeitando a integridade de seus templos ou santuários? Em outros termos, como tolerar sem tolerância?
Apesar da tímida autocrítica governamental, o fato é que o referendo foi proposto e organizado por dispositivos de Estado, com todas as injunções de obrigatoriedade do cumprimento da decisão. E mais: foi imediatamente apoiado pelo presidente da França (onde existem seis milhões de muçulmanos), para quem os fiéis islâmicos deveriam ser "mais discretos" em termos religiosos. Nicolas Sarkozy não deixou por menos a escalada do ridículo: a "indiscrição" (a ser entendida como a demonstração pública da fé ou a construção de monumentos religiosos) deveria ser reservada ao catolicismo, por ser mais "natural e local".
Mas se o evento se afigura de imediato como ridículo em termos de ética social imediata – essa em que pontificam os costumes e as injunções coletivas de se respeitar a sua diversidade –, não escapa ao olhar mais cauteloso o risco político de uma nova variedade das ideologias nacionais em ascensão nos países ditos de Primeiro Mundo.
Como já observaram analistas de diversas linhagens teóricas, toda ideologia nacional vive da entronização de ideais para os quais se possam transferir os sentimentos de sacrifício, amor, temor, respeito etc. De onde se transferem? Precisamente das comunidades religiosas, que são cimentadas por afecções dessa natureza. Mas como bem se sabe, há muitíssimo tempo, os Estados nacionais vêm deixando de recorrer à universalidade teológica apregoada pelo catolicismo tradicional, reservando apenas uma reverência esporádica às autoridades ungidas por Roma. O Estado nacional é laico, proclamam aqueles que apostam numa cidadania republicana, livre da heteronomia sobrenatural.
O ovo da serpente
Na prática, porém, o universalismo da crença administrado por Roma pode assumir a forma de "religião de Estado", ao modo de uma forma transitória de ideologia nacional, como um escudo contra o que se supõe serem ameaças do Outro (o imigrante, o representante de outra cultura ou de outro sistema civilizatório), agora numerosamente muito próximo, às vezes, vizinho de porta. Os véus nas cabeças das mulheres, as prostrações diárias para as orações, as mesquitas com seus minaretes, as recitações jaculatórias podem soar como fantasmas contra-hegemônicos aos cultores da etnicidade fictícia em que implica a "comunidade imaginada" (expressão com que Benedict Andersen designa a nação) instituída por todo Estado nacional.
É essa ideologia canhestra e anacrônica que preside a iniciativas como o referendo suíço, a preocupações com a "identidade nacional" como aquelas manifestadas por Sarkozy ou ao desejo dos grupos ultraconservadores de acrescentar a cruz católica à bandeira italiana. Curiosamente, é a mesma dos reinados petrolíferos ou das nações em aparente decomposição social, que a imprensa ocidental costuma erigir como o oposto do mundo civilizado.
Pode ser que tudo termine em pizza, mas quem leva a sério a hipótese da aparição concomitante e internacional de um novo tipo de fascismo deve botar as barbas de molho. A intolerância é apenas o ovo da serpente.
"La minería ataca desde todos los frentes en Piura" El 1 de noviembre, un ataque sorpresivo dejó el saldo de 3 muertos en el campamento minero de Monterrico Metals, justo cuando las denuncias de torturas a comuneros opuestos al proyecto Río Blanco se hacían públicas. Este extraño hecho demostró lo grave de la situación en Huancabamba (Piura), donde intereses oscuros estarían detrás de los sucesos. El dirigente del Frente de Desarrollo Sostenible de la Frontera Norte del Perú (FDSFNP), Euler Jave, denunció que el ataque al campamento de la minera Río Blanco Copper, en El Carmen de la Frontera (Piura), habría sido planificado para militarizar la zona y lograr que la empresa continúe con sus operaciones, pese a no contar con la licencia de la población.
Propuesta de militarizar la zona Tras la muerte de tres trabajadores del campamento de Monterrico Metals en un ataque armado sorpresivo, la empresa ha descartado que los comuneros hayan tenido alguna responsabilidad y éstos han sido los primeros en pedir se investigue a profundidad para hallar a los responsables. Sin embargo, el premier Javier Velásquez pidió la instalación de una base militar para defender la actividad minera, aunque el Ministerio de Defensa informó que esto aún está en evaluación. Autoridades de la zona donde se ubica el campamento minero de la empresa Río Blanco Copper S.A. (ex Majaz) rechazaron esta pretensión, pues eso acrecentaría las fricciones con la población, pondría en riesgo los acuerdos de paz –por ser zona de frontera–, y generaría mayores abusos de las fuerzas del orden. "El propósito (de la base) sería garantizar la presencia de la empresa a través de la militarización de la zona, lo cual rechazamos. Solicitamos se reinicie una mesa de diálogo con todas las autoridades y se dé una solución alternativa", afirmó Ismael Huayama, alcalde de El Carmen de la Frontera, provincia de Huancabamba.
Detención y torturas a comuneros Las autoridades y dirigentes de las comunidades de Huancabamba continúan siendo víctimas de la represión y hostigamiento policial. El lunes 9 de noviembre, los comuneros Hilario y Martín Rojas, fueron trasladados a la comisaría de Huancabamba, siendo sindicados sin ninguna prueba como responsables del atentado al campamento minero el 1º de noviembre. El mismo día, en el Caserío de Lucho, la camioneta del Alcalde de Carmen de la Frontera fue atacada por miembros de la ONG INTEGRANDO vinculada a la empresa minera Río Blanco. Los dirigentes de las comunidades reconocieron como autores de este ataque a Daniel Guerrero Meza, Promotor de Integrando y Simeón Cano Neyra, comisario del Caserío de Limache. El 11 de noviembre, policías uniformados detuvieron arbitrariamente a los comuneros Filoteo y Gustavo Pusma Ibáñez, por los hechos del día 1, los detenidos fueron torturados durante las dos horas de detención.
El comunero Porfirio Clemente Huamán fue detenido y torturado durante dos días. La Coordinadora Nacional de Derechos Humanos denunció estos hechos, exigiendo a la Policía Nacional cesar el hostigamiento contra dirigentes y comuneros de Huancabamba.
Una ONG "capataz" Ha hecho su aparición la organización no gubernamental (ONG) Integrando, que contrata trabajadores para generar lealtades privadas que debiliten la cohesión comunal. Esta ONG no es transparente en indicar de dónde recibe financiamiento a pesar de reconocer que ha recibido entre 200 a 300 mil soles en donaciones, que se han invertido en obras sociales. La congresista piurana Marisol Espinoza, denunció que Integrando no está registrada en la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI). Los comuneros afirman que Marco Vargas (directivo de Integrando) cuenta con el respaldo del gobierno gracias a que es militante del partido aprista e incluso postuló al cargo de subsecretario general en la región Piura. Integrando moviliza alrededor de doscientas personas. Algunos de ellos, cuando se embriagan y están en grupo, insultan y agreden como sucedió el 5 de junio en el local de la comunidad Segunda y Cajas, donde se realizaba una reunión de ronderos. La Coordinadora Nacional de Radio (CNR) recogió en julio el testimonio de Pedro José Vargas Lamela, ex trabajador de Integrando, quien aseguró que esta organización espiaba a los dirigentes de Piura que se oponen a la minería irresponsable y azuzaba a la violencia para causar división entre las comunidades. Integrando tuvo por primera estrategia promover la siembra de trigo con la promesa de ser comprada por la empresa ALICORP, pero esto fracasó. Ahora se dedica a hacer obras, caminos, para ganar simpatía de la población.
ALICORP es una empresa del poderoso grupo Romero, que se sospecha podría ser uno de los donantes directos o indirectos de los recursos que emplea Integrando. La entidad Agropecuaria Las Huaringas –perteneciente al Grupo Romero- tiene una opción de compra del 20 por ciento de las acciones de Monterrico Metals.
El gobierno apoya a la minería La ONG CooperAcción ha observado que la Presidencia del Consejo de Ministros (PCM) "no ha asumido su responsabilidad en el proceso de diálogo con las autoridades y comunidades representadas en el Frente de Desarrollo Sostenible", más bien, el premier, varios ministros, y el presidente regional se reúnen con la empresa Río Blanco "para definir temas de seguridad nacional" de espaldas a la población y sus autoridades locales.
El interés minero no se reduce al proyecto Río Blanco sino que existen siete proyectos y grandes intereses que pretenden crear un distrito minero en una zona de páramo que cumple una función estratégica en el abastecimiento de agua dulce a la región Piura.Monterrico Metals ya culminó su fase de exploración el año 2006, formalmente se encuentra en proceso de cierre y no tiene permiso de exploración ni estudio de impacto ambiental aprobado.
Su presencia en las comunidades es ilegal y rechazada por las comunidades de Yanta y Segunda y Cajas, pues no tiene permiso válido para permanecer en sus territorios. Por afirmar estas verdades en medios locales de Piura, la abogada de CooperAcción Emma Gómez Moreno ha recibido una querella por difamación. Las autoridades se niegan a registrar las denuncias de agresión que sufren los comuneros pero se muestran solícitos y expeditivos cuando los denunciantes son voceros de la empresa nera Yanacocha; la persecución de líderes ambientales y la criminalización de la protesta en conflictos sociales (San Marcos, Porcón, entre otros), la vulneración del derecho de propiedad de las comunidades campesinas (como en el caso de la comunidad el Tingo, con la amenaza de desalojo por imposición de una servidumbre minera); y las actividades mineras artesanales, que además de poner en riesgo el medio ambiente implican explotación infantil, tráfico de tierras y corrupción.
"Dirigentes del Valle de Condebamba (San Marcos) y del distrito de Cochas (Provincia de Jesús) fueron absueltos por la Segunda Sala Especializada Penal de Cajamarca (Exp. 1060 - 2006) de la denuncia de robo y daños agravados interpuesta por trabajadores de la Empresa Minera Miski Mayo S.A.C. (Subsidiaria de la empresa Minera Vale). Los acusados fueron absueltos por falta de pruebas y contradicciones de los denunciantes.
Cajamarca lucha contra las minas En un comunicado del 23 de octubre, la Coordinadora Nacional de Derechos Humanos, expresó "haber encontrado casos evidentes de injusticia y vulneración de Derechos Humanos, como en el caso Choropampa, en el cual no se ha protegido integralmente a la población afectada abordando la solución de sus problemas prioritarios y urgentes como el de la salud ... la afectación del derecho al agua (evidenciados en los casos de Porcón, la Sacsha,caso las Lagunas de Alto Perú, entre otros); la vulneración del derecho a la salud ocupacional, como en el caso de los ex trabajadores de la empresa minera.
Yanacocha; la persecución de líderes ambientales y la criminalización de la protesta en conflictos sociales (San Marcos, Porcón, entre otros), la vulneración del derecho de propiedad de las comunidades campesinas (como en el caso de la comunidad el Tingo, con la amenaza de desalojo por imposición de una servidumbre minera); y las actividades mineras artesanales, que además de poner en riesgo el medio ambiente implican explotación infantil, tráfico de tierras y corrupción." Dirigentes del Valle de Condebamba (San Marcos) y del distrito de Cochas (Provincia de Jesús) fueron absueltos por la Segunda Sala Especializada Penal de Cajamarca (Exp. 1060 - 2006) de la denuncia de robo y daños agravados interpuesta por trabajadores de la Empresa Minera Miski Mayo S.A.C. (Subsidiaria de la empresa Minera Vale). Los acusados fueron absueltos por falta de pruebas y contradicciones de los denunciantes
(Lucha Indígena Nº 40, Diciembre de 2009, Director Hugo Blanco)
Dom Rogelio Casado Marinho e Dona Maria Casado Ramirez Acervo Família Casado
Nota do blog:Com pouco mais de 20 anos, Rogelio Casado Marinho, meu pai, já era comandante de uma das embarcações da Booth Line, para orgulho de minha avó Maria Casado Ramirez, natural de Iquitos, Peru. Maria era hija de una cholla com um europeu de Valladolid, Espanha. Su padre, Primo Casado Valles, fué vice-consul de Espanha en Iquitos. Minha avó e meu pai conheceram a pobreza em Belém do Pará entre os anos 1930 a 1940, mas essa é uma outra história.Entre 1882 até meados da década de 1980, por 103 anos, a Booth Line foi a empresa de navegação que fez o transporte de carga e passageiros entre Manaus e a Europa. O bangalô onde morava Mr. Bowman, mais tarde Mr. Clark - ambos dirigentes da Booth Line -, ainda está conservada, ali na rua Vinte e Quatro de Maio, quase esquina com a Eduardo Ribeiro. Já o prédio onde funcionava o escritório da companhia de navegacão, no outrora Tabuleiro da Baiana, está em ruínas - apenas a fachada ainda está preservada - devido a um imbróglio jurídico entre o Estado e o porto privatizado de Manaus. Meu pai integrava a Marinha Mercante Brasileira, como prático da bacia Amazônica, a serviço da coroa inglesa, fazendo viagens entre Iquitos e Belém, onde nasceu. Com ele viajei pelo rio Amazonas, para o encanto dos meus olhos de menino. Naquela época, ainda não tinhamos Mercedes Souza, Milton Nascimento e Chico Buarque cantando pela integração do continente latino-americano, o que só aconteceria durante a ditadura militar. Entretanto, tínhamos maior proximidade com a cultura da América Latina. Da música, me lembro da voz do Trio Los Panchos, Javier Solis, Bienvenido Granda, Antonio Prieto y otros. Da política, me recordo de uma paródia: "Adiós muchachos, compañeros de alegria, APRA querida de aquelos tiempos...". Mais tarde na universidade, entre 1972 a1977, em pleno regime militar, o sentimento latino-americano tomou conta da juventude politizada. Foi meu amigo Humberto Mendonça, já falecido, quem me apresentou a principal obra do grande intelectual peruano José Carlos Mariátegui: Siete ensayos de la realidad peruana. Até onde sei, poucos intelectuais brasileiros conhecem a obra desse ilustre peruano. Conheça um pouco mais da realidade peruana, da sua imprensa, e desse importante intelectual latino-americano.
ENTREVISTA / ANTONIO CARLOS PEIXOTO Radiografia do Peru. E de sua imprensa
Por Mauro Malin em 9/12/2009
[...]
A elite intelectual mais poderosa da América do Sul
O senhor sustenta que é de um padrão superior às dos outros países do continente.
A.C.P. – Não há na América do Sul uma intelectualidade como a peruana. Ela é explosiva. É um ponto sobre o qual eu e Werneck [Luiz Jorge Werneck Vianna] concordamos. Principalmente na literatura. Pelo amor de Deus, não vamos comparar a literatura brasileira com a literatura peruana, porque não vai dar para a saída... Você pode jogar talvez Graciliano Ramos, Guimarães Rosa... Não joga Machado de Assis, porque aí é deprimente. O placar é deprimente...
É porque o senhor não gosta do Machado de Assis, já conversamos sobre isso...
A.C.P. – Não vai disputar com os grandes escritores peruanos.
Quais são os escritores?
A.C.P. – No século 19 havia esse poeta que ridiculariza o liberalismo aplicado às coisas indígenas, [Manuel] Gonzáles Prada. É o primeiro que diz claramente: "Com este tipo de sociedade não há guerra que nós possamos ganhar..." Não existe. Este aqui é um país ferrado... Isto aqui não é país... Só tem jeito por uma via, que é pela educação. Ou nós integramos a população indígena pela via da educação, ou vamos continuar na situação em que estamos...
Ele não diz "Vamos perder todas as próximas guerras", mas é como se tivesse dito. Esse, na minha opinião, é um dos maiores intelectuais sul-americanos do século 19. Ele entra no positivismo, mas não é um positivista ortodoxo, de religião positivista, com apostolado, como Auguste Comte. Ele é o que se chama de positivismo ilustrado. Pega algumas coisas do positivismo, forma o pensamento incorporando essas coisas...
Ricardo Palma escreve um lindo livro chamado Tradiciones peruanas, é um bom poeta também, um grande poeta. Tem mais gente no século 19, mas isto aqui não é um tratado de literatura.
"Não há ninguém como Mariátegui na América Latina"
Nós vamos chegar ao fim do século 19, quando o Peru começa a se desvencilhar do fardo que foi a Guerra do Pacífico do ponto de vista econômico.
No século 20, um dos maiores intelectuais da América Latina... Não. Eu diria que é um bom intelectual para o mundo, que é [José Carlos] Mariátegui. Não tem homem como Mariátegui na América Latina. Não nos equivoquemos. Não me venham falar de Euclides da Cunha, que é brincadeira. Euclides da Cunha foi um homem que passou pela escola. Mariátegui nunca passou por nada. E você tem o opositor dele, [Victor Raúl] Haya de la Torre. Mas ainda tem água para rolar...
Voltamos, então, ao relato histórico?
A.C.P. – O que eu acho importante nas três primeiras décadas do século 20 peruano não são tanto os incidentes políticos, mais ou menos normais. Eles obedecem a uma certa lógica que é própria da América do Sul, eu não diria nem mais da América Latina. Acho que a América Central é outra história. E o México, que em 1910 teve a famosa revolução que jogou o país numa outra direção, pelo menos de estabilidade institucional, não teve golpe de Estado. O caso peruano é um caso em que se sucedem presidentes, ditadores, não há nada de excepcional.
Mineração diversificada
Algo a assinalar do ponto de vista econômico?
A.C.P. ‒ Eu diria que há um deslocamento da base da economia, que deixa de lado o guano e passa a operar mais a mineração, com uma característica um pouco diferenciada: se o Chile depende pesadamente de um produto mineral, o cobre, o Peru tem uma capacidade exportadora de minerais um pouco mais diversificada. A base da atividade mineradora é mais larga. Tem cobre, tem prata. A mesma prata que era explorada pelos espanhóis desde o final do século 16, no século 17. Continua sendo um grande exportador de prata. Ele tem cobre, ouro, ferro, zinco, chumbo.
Deslocamento para uma economia baseada essencialmente na mineração. O Altiplano entra um pouco no comércio internacional com a lã de vicunha. Vicunha é uma prima da lhama, só que mais sofisticada. A lã da vicunha tem preço alto no mercado internacional.
"Europeus não reconhecem, mas Mariátegui foi um pensador marxista de categoria mundial"
Mas o grande elemento que diferencia o Peru dos demais países da América do Sul encontra-se no terreno do pensamento. Qual pensamento? Filosófico? Não. Não é bem o caso. O pensamento peruano foi extremamente rico e é um pensamento voltado diretamente para a questão social e política. Primeiro, porque se tem no Peru, sem dúvida alguma, o maior nome do marxismo latino-americano, e eu diria até um dos bons nomes do marxismo do ponto de vista mundial.
É claro que a Europa, com aquela sofisticação na qual existe uma boa parte de ser metida a besta, não reconhece isso. Os grandes teóricos do marxismo, alemães, franceses... Apesar de que a base mesmo, os grandes foram sem dúvida os alemães. Tinha um ou outro francês, um ou outro inglês, mas a base mesmo foi alemã. Eles não vão reconhecer isso, mas o nome de José Carlos Mariátegui é um nome que dispensa apresentações.
E, por outro lado, há, na complementaridade de Mariátegui, o nome de um indivíduo – finalmente ele vem à tona, acho que eu já citei o nome dele diversas vezes, Víctor Raúl Haya de la Torre, que, como já mencionei, é o pai de todos os populismos latino-americanos, e, apesar de ser um homem teoricamente menos formado do que Mariátegui, é de uma inteligência, de uma agudeza intelectual, sem dúvida alguma, excepcional.
São dois livros que todos os interessados nesta parte do mundo têm que ler. Um deles é Sete Ensaios sobre a Realidade Peruana, de Mariátegui. E o livro de Haya de la Torre, que se chama O Anti-imperialismo e o Apra.
O chollo e o militante estudantil
Fale um pouco sobre esses personagens.
A.C.P ‒ As trajetórias são diferentes. Mariátegui é um homem de origem pobre, é um chollo, tem mestiçagem de índio. Ele ganhava a vida, quando jovem, duramente como linotipista. Ele vai organizando a vida intelectual dele, lendo, é um autodidata, um homem excepcionalmente inteligente, que vai se formando a duras penas, e começa a organizar círculos de discussões e de aprendizado do marxismo. Aqueles famosos círculos que nós tanto odiávamos. Eu, você, alguns outros éramos consensuais em relação a isso.
Ele edita [1926] uma revista chamada Amauta. Esse nome tem um significado simbólico do ponto de vista dos índios [sábio quéchua; entre as populações indígenas, pessoa idosa, com autoridade moral].
Enquanto Haya de la Torre é um homem que vem de uma classe média bem situada, não de Lima, de uma cidade que fica mais ao norte do Peru, Trujillo. Ele vai estudar em Lima e começa uma militância política extremamente intensa no movimento estudantil. Está em Lima fazendo a Faculdade de Direito, mas é um ativista estudantil em tempo integral. Ele é da Universidade de San Marcos, a grande universidade pública do Peru. Foi fundada pela Igreja Católica [primeira universidade das Américas, 1551], agora é estatal.
Haya de la Torre dirige lá uma greve. Essa greve não é muito diferente daquelas coisas que a UNE do meu tempo propunha. Só que ele estava propondo isso uns quarenta anos antes. Coisa interessante, um dos pontos reivindicatórios dessa greve é que a universidade fosse aberta à noite, que à noite houvesse cursos para operários. Era a famosa ideia da aliança operário-estudantil, que já estava na cabeça do Haya de la Torre ainda garoto – 21, 22 anos. Era a inclusão da classe operária no plano educacional.
Luta pioneira para universidade receber operários
A ideia da democratização passava por isso.
A.C.P. – A ideia da democracia de um modo geral. Uma democracia de massas, ampla, que incluísse o proletariado. A ideia básica de Haya é a reforma universitária. A ideia de uma reforma universitária, na América Latina, surge em dois países. Primeiro na Argentina, não podia deixar de ser, que era o país mais culto. É o famoso Manifiesto de Córdoba, de 1918. Não fala em universidade aberta aos operários, de noite. Isso é Haya de la Torre, esse era um dos pontos da reforma universitária.
Haya de la Torre foi comunista. O Armenio Guedes tem razão quando dizia, hoje em dia, é claro, isso já mudou, mas até algum momento ele estava certo quando ele dizia que o maior partido do Brasil era o partido dos que já foram do Partido [Partido Comunista Brasileiro, Partidão]. Só que isso não é uma coisa muito diferente para vários outros países aqui desta parte do mundo. Haya de la Torre foi comunista, ele cruzou com Mariátegui, mas tinha uma militância que era mais direta, de ativista político. Não quer dizer que não lesse, Haya de la Torre não era ignorante. Você pode ser extremamente inteligente e ser meio ignorante. Não era o caso do Haya, ele lia as coisas, mas era diferente de Mariátegui, intelectual em tempo integral.
Mariátegui, na Europa, tem contato com as ideias de Gramsci, Labriola, Croce, Sorel
Mariátegui começa a incomodar um pouco o governo, porque a Amauta torna-se uma revista de boa circulação, obviamente nos meios intelectuais, nos meios da elite. Vários deles liam para saber o que o outro estava pensando. Isso coincide com um momento dos anos 20, da criação do Partido Comunista – em toda parte do mundo os partidos comunistas foram criados nos anos 20, depois da Revolução Russa –, o então ditador, que se chamava [Augusto] Leguía, um sujeito também esperto, resolve tentar cooptar Mariátegui. Ele dá uma bolsa de estudos para Mariátegui ir para a Europa. Era tudo o que Mariátegui queria, para aperfeiçoar a formação marxista dele. Não é um período muito longo. Não foi fazer um doutorado de quatro anos. Ele passa algum tempo principalmente na França, mas passa algum tempo também na Itália, onde vai ter contato com o pensador marxista ali dominante, ainda não é [Antonio] Gramsci, é [Antonio] Labriola. Ele é muito influenciado também por um pensador liberal italiano, [Benedetto] Croce. E pelo pensamento do sindicalismo revolucionário de Georges Sorel, que foi ligado ao Partido Socialista e depois saiu. Era um pensamento extremamente vigoroso, apesar de pouco sistemático.
O nosso herói passa algum tempo lá pelas Europas, volta para o Peru e continua suas atividades intelectuais. Leguía até gostava dele, tinha certa simpatia por ele... Vai deixando. Não existe uma política de repressão mais pesada contra Mariátegui, ele vai desenvolvendo as atividades ligadas ao PC, tem a revista Amauta, e ele escreve esse livro, que, como livro, pelo menos que eu saiba, é a única obra de Mariátegui. Mas existem inúmeros artigos que ele ia publicando na Amauta. E é quando começa a se dar a polêmica, a famosa polêmica, que é a mães das polêmicas dos marxismos contra os populismos, a polêmica contra Haya de la Torre.
Haya de la Torre se afasta do Partido. Ele vai tentar criar um partido dele mesmo, que vai receber o nome de Apra, porque, tal como Trotski, Haya pensava numa revolução que fosse continental. Não era Aliança Popular Revolucionária Peruana; era Americana, mesmo, porque aquilo era para o conjunto da América. Haya de la Torre cria uma categoria nova, a Indo-América
Isso inclui o México?
A.C.P. ‒ Não sei se Haya chegava a pensar especificamente no caso mexicano. O México já vivia um processo de institucionalização da Revolução, quer dizer, o PRI [Partido Revolucionário Institucional] já estava sendo criado. Mas ele pensa claramente na América do Sul.
O negócio dele é muito voltado para a América do Sul, e ele introduz no projeto revolucionário dele uma categoria que não é muito bem especificada, mas que faz muito sentido, principalmente se nós olhamos as coisas de hoje, é a Indo-América, a América dos países onde as massas indígenas são mais numerosas, constituem a maioria sensível da população, 60%, 70%, 80%. Naquela época o grau de mestiçagem era menor, as populações indígenas viviam mais segregadas.
A articulação da ideia da Indo-América e de uma revolução que fosse continental, que é uma ideia mais trotskista, não é muito clara e nem muito bem feita em Haya. Mas Haya era um escritor político, não tinha o cuidado, o refinamento do intelectual de articular muito bem todos os conceitos que criava. Ia jogando as coisas. O que não o desmerece em nada. Eu não sou partidário da superioridade do texto do intelectual sobre o texto do político. De modo nenhum. Existem textos políticos que são coisas maravilhosas. Pessoalmente, acho que o texto de Haya é uma dessas coisas. Há dois livros no Peru que são faróis, vão iluminar a América Latina e, mais especificamente, a América do Sul.
Esses livros tiveram alguma influência nos partidos comunistas?
A.C.P. ‒ É claro que para os Partidos Comunistas que estavam então se formando, e eram povoados por gente muito primária do ponto de vista intelectual, o contato com o livro do Mariátegui é mais difícil, mais precário. Eu não sei, por exemplo, quando Astrojildo Pereira, o único intelectual entre aqueles nove soturnos que criaram o PCB em Niterói, leu Mariátegui. Certamente leu, mas eu gostaria de saber quando. A influência intelectual que o PCB sofreu foi muito mais dos argentinos, por causa daquele tempo que [Luís Carlos] Prestes viveu em Buenos Aires. Foi de Américo Ghioldi, creio que também de Álvaro Yunque. Mas isso já é uma questão dos anos 30 do século 20, não é um problema dos anos 20.
O primeiro a enunciar os princípios do populismo
O livro de Haya de la Torre, não. Teve curso. Quais são as principais ideias ali expostas? Para quem tem ideia do que é populismo, é muito fácil de entender. Só que ele foi o primeiro a dizer. Onde você tem classe, substitua por povo. O primeiro ponto. O povo, por motivos tautológicos, que não precisam ser explicados, constitui a Nação. Então, a revolução tem um caráter nacional. Não é uma revolução de classe. Todas as ideias da burguesia nacional, sobre a qual nós nos fartamos de discutir, Haya de la Torre já tinha levantado no final dos anos 20. É porque realmente aqui no Brasil as coisas deviam ser mais difíceis, eu tenho a impressão que nem o texto de Haya de la Torre apareceu por aqui, acho que demorou bastante.
Uma revolução antiimperialista...
A revolução é nacional, porque existe um fator externo que atropela, perturba e atravanca a vida dos países, que é o imperialismo. Por isso o próprio livro tem o nome de O Anti-imperialismo e o Apra.
Dentro do país existe a representação do imperialismo que Haya de la Torre vai chamar de antinação. Aquela velha ideia dos comunistas dos anos 50, aqui no Brasil, isso é uma coisa que vinte e tantos anos antes, trinta anos, está em Haya de la Torre. Antinação, imperialismo, isso precisa ser extirpado, eliminado, apesar de que Haya não é, de modo nenhum, um indivíduo sanguinário, sedento de sangue. Quer dizer, não é nisso que ele pensa. ... sem poder apoiar-se em classe operária e campesinato
Mas o que ele diz muito claramente é o seguinte: Não vamos sonhar ‒ é uma porrada no Mariátegui, ele não diz mas deve ter pensado – como Mariátegui está sonhando. Como é que se vai fazer uma revolução aqui com classe operária e campesinato? Não tem como fazer. Isso sozinho não faz revolução em lugar nenhum da América do Sul nem da América Latina. Não vai dar certo. É preciso uma aliança muito ampla de segmentos da sociedade, de classes. Isso é dirigido contra a antinação e contra o imperialismo. Aí, tudo bem, nacionaliza uma porção de coisas, faz a reforma agrária, etc.
Mariátegui também tem alguns dados estatísticos sobre o tamanho da classe operária, e ele é obrigado a confessar, constatar, mas isso até antes do Haya escrever O Antiimperialismo e o Apra, que a classe operária é pouco numerosa. Mas ele não pensa em aliança com o que seria o setor nacional produtivo. Ele pensa numa aliança com as camadas médias urbanas, pequena burguesia.
Em 1931, derrota eleitoral contestada
Quando foi a primeira eleição disputada por Haya de la Torre? A.C.P. – Haya de la Torre cria o Apra. Ele então vai disputar uma eleição presidencial [1931]. Ele foi derrotado por [Luis Miguel] Sánchez Cerro. Sánchez Cerro ganha as eleições, é uma coisa muito tumultuada porque os apristas dizem até hoje que essa eleição foi roubada. Os outros, os partidários de Sánchez Cerro, já morreram todos. Mas a elite peruana diz que não foi bem assim. Essas coisas é impossível saber. Há um analista peruano extremamente inteligente, escreve bem, Guillermo Thorndike, ele é de origem se não me engano irlandesa, ou inglesa. Escreveu um livro muito interessante sobre a história política peruana. Ele é aprista. Era, hoje não sei. Ele diz que as eleições foram nitidamente roubadas.
Apra, o grande partido político popular
Mariátegui morre muito cedo, em 1930. O fator principal vai ser agora que o Apra existe já como partido político. O Apra aparece na cena peruana, nos anos 30, como o grande partido político popular. Mas acontece um incidente que mutatis mutandi, do ponto de vista factual, formal, se parece um pouco com o que ocorreu aqui no Brasil na chamada Intentona [tentativa insurrecional comunista de 1935]. Haya de la Torre, após a ilegalização do Apra, em 1932, chama uma insurreição. Na cidade de Trujillo aconteceu uma coisa que marcou o destino do Apra, como o que aconteceu na Intentona marcou o destino do PC aqui no Brasil, do ponto de vista das relações com as Forças Armadas.