Seminário *Saúde Mental: marcos conceituais e campos de prática*
Este seminário, promovido por professores e estudantes de diversas instituições formadoras reunidas no Fórum de Formação em Saúde Mental de Minas Gerais, pretende discutir os marcos conceituais e campos de prática da formação em Saúde Mental. É necessário adequar o ensino às demandas das redes de cuidado que visam superar o hospital psiquiátrico, afirmando a cidadania do portador de sofrimento mental.
Importantes iniciativas buscam contemplar estes aspectos - e um dos objetivos do seminário consiste em oferecer-lhes divulgação e realce. Contudo, esse novo enfoque, presente sobretudo no âmbito da extensão e em raras disciplinas da graduação, atinge apenas a minoria dos alunos hoje formados pela universidade.
Sem perder de vista, portanto, a reflexão sobre a estrutura de formação e ensino da nossa sociedade, há que examinar as questões da formação e do ensino na Saúde Mental, problematizando e recompondo os marcos conceituais e os campos de prática que a constituem.
Inscrições abertas: www.espacosaudemg.blogspot.com
Data: 4 (noite), 5 (noite) e 6 (manhã e tarde) de Novembro, 2010.
Local: Universidade FUMEC. Rua Cobre, 200. BH-MG.
Veja a programação completa em www.espacosaudemg.blogspot.com
Fique atento pois as vagas são limitadas!!
Fonte: Espaço Saúde
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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outubro 02, 2010
julho 12, 2010
Direitos Humanos e Cidadania como Desafio Ético Intersetorial
Conferência do Deputado Paulo Delgado na IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial, que ocorre entre os dias 27 e 30 de Junho de 2010 em Brasília
Direitos Humanos e Cidadania como Desafio Ético Intersetorial.
Bom dia a todos, Senhoras e Senhores. Permitam-me iniciar lembrando dúvida clássica sobre o sentido da vida: o mundo é digno de riso ou de lágrima? Padre Antonio Vieira interpretando lenda grega que envolvia dois filósofos, decidia:
Demócrito ria, porque todas as coisas humanas lhe pareciam ignorâncias; Heráclito chorava, porque todas lhe pareciam misérias; logo, maior razão tinha Heráclito de chorar, que Demócrito de rir; porque neste mundo há muitas misérias que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria.
Uma lei fundadora. Não! Fundadora da lei é o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial e seus fundamentos: humanismo, ciência, técnica, comunidade, afeto, história. Era preciso continuar o trabalho de todos aqueles, profissionais e leigos, que alertas e sensíveis, buscavam reorientar a medicina moderna na direção que aponta para a unidade corpo-espírito e querer, assim, encontrar a origem, a fabricação das doenças orgânicas, físicas e mentais.
Não sou médico, psiquiatra, psicólogo, terapeuta, psicanalista, enfermeiro, assistente social, auxiliar de enfermagem ou gestor. Sou candidato a paciente e enlouquecido quero ser tratado num serviço aberto, o melhor do Caps.
Da Lei nº 10.216 de 2001 posso dizer o seguinte nessa hora, a partir do que ouço, leio, vejo, escrevo, acompanho e defendo todos esses anos em solidariedade aos que sofrem, trabalham e lutam pela abolição completa da solidão e do isolamento do doente mental brasileiro.
Cuidado. Como substantivo, adjetivo ou interjeição é zelo dos preocupados, esmero, precaução, advertência para o perigo, vigilância, dedicação, encargo, lida, proteção. Atenção, tomar conta, acolher. Cuidado é o princípio que norteia essa lei. Evoluir a clínica, fazer do intratável o tratável. É essencial o apoio social e familiar que influencie comportamentos, mude hábitos, confronte preconceitos, classificações, nosologia, catálogos de interdições. Dedicada a cidadãos enfermos vistos como sem vontade, liberdade, autonomia porque foram colhidos pelo mal de viver. Não é a doença mental que a lei questiona, mas a maneira de tratá-la.
A sociedade cria e recria normas para definir o que rejeita e consagra. Faz-se progressista na área de saúde mais por atitudes de bons profissionais, do que por atos de rotina médica. Assim, inscrever o doente mental na história da saúde pública é aumentar sua aceitação social, diminuir o estigma da periculosidade e incapacidade civil absoluta e contribui para elevar o padrão de civilidade da vida quotidiana.
Já é hora do parlamento brasileiro se movimentar outra vez e avançar na elaboração de leis correlatas, essenciais e inadiáveis, sobre a inimputabilidade e as medidas de segurança para o louco infrator.
A doença mental não é contagiosa, dispensa isolamento. Não pode ser compreendida como estritamente orgânica apaziguada só pela quimioterapia e os remédios. Não há necessidade da psiquiatria bio-médica se agarrar àfarmacologia para se fazer científica.
Mas é claro que é o avanço da medicina e dos medicamentos que permite a reinserção social, convivência, restituindo o indivíduo, sua alma e desejos, ao mundo dos vivos. O que não significa esquecer que muitas vezes água com açúcar dada com amor faz mais efeito do que remédio dado com indiferença.
A medicina não deve ser carceral para não ampliar a solidão moral do paciente como se sua doença criasse para ele um mundo do não direito. Para o humanismo sanitário a técnica sópode ser um instrumento da medicina se usada com respeito e bondade. Pois a expectativa de cura ou melhora que pertence ao corpo é bem menor do que a esperança que pertence à alma.
Acolhimento, tratamento precoce melhoram a evolução e a direção da doença. Agir antes do surto para não ferir, ferir-se, quebrar. Sintomas físicos, queixas, mal-estar, sempre foram indícios de várias enfermidades. Melhorar a escuta geral dos sintomas aparentemente sem importância dores de cabeça, tremores, dores abdominais, cansaço extremo, falta de ar, agravado pelo embrulho e o ruído da adolescência: álcool, droga, conflito de gerações, esquisitices, vazio existencial, impaciência com o diferente.
E estar sempre aberto para os novos paradigmas que se impõem diante da urgência que é compreender o fracasso das estruturas simbólicas dos jovens no mundo do crack . Qual o código cultural no qual se assenta a regulação da existência de tantas pessoas em tão pouco tempo? Droga que quebra a mãe pobre e não se regula mais pela economia dos signos, mas pela economia pura do mercado. Não adianta, pois, querer medicalizar problemas sociais e manipular a política pública para enfrentamento tão complexo.
O Ministério da Saúde deve continuar resistindo aos que querem se apropriar do Plano Nacional de Combate ao Crack para ressuscitar o manicômio.
A tradição brasileira de tutela sobre pessoas doentes, agravada pela sedação e o isolamento, está culturalmente arraigada e é especialmente grave nas áreas da Saude Mental, toxicomanias e alcoolismo. Mas a internação e o isolamento só encontram aceitação social se a sociedade não encontra os serviços descentralizados, comunitários, abertos com a mesma facilidade que encontra o mal que a desampara. É inaceitável, assim, usar o terror e o pânico para buscar legitimidade para a internação prolongada própria da obsoleta cultura manicomial. A instituição nova que criamos com a lei da reforma psiquiátrica não tem retorno e tem o nome do acolhimento, o tratamento em liberdade. Aí está nossa cidadela de solidariedade e cidadania: ver a dor dos outros como se fosse nossa própria dor. Sustentado por ações múltiplas e intersetoriais, mais adequadas a cultura mais rica e complexa da medicina da mente e das doenças de longo percurso.
Saúde não é ausência de doenças. É um estado geral de bem-estar físico, psíquico e social como bem define a Organização Mundial de Saúde. A doença não é um fracasso. É um evento na vida da pessoa que não cria para ela um estatuto de exilado em relação ao que é ou está normal. Se compareço a um serviço de saúde e não tenho amparo para minha dor doente é o serviço. A doença é um processo que exige observação tolerante, advertência, preservação de direitos. A internação é uma parte do tratamento, mas não seu sinônimo e o conceito de leito, nesse caso, não se harmoniza com a terapia adequada. A medicina da mente e suas galáxias tem que se abrir a uma certa imprecisão e passar a duvidar que cada comportamento corresponda a um medicamento. Há muita depressão e sociopatia na sociedade que é impaciente com os seus doentes, tanto quanto com crianças, mendigos, idosos, pobres, deficientes.
A sofisticação do diagnóstico é que relativiza a classificação da doença, eis o paradoxo atual. É preciso modéstia diante do sofrimento. Não é porque não sabe, mas porque sabe que a psiquiatria, psicanálise, psicologia e psicoterapia modernas, baseadas em valores humanos, psicopatologia da experiência, fundam a reforma psiquiátrica. A internação como privação da liberdade, monoterapia, só prevalece em serviços despreparados. Por isso devemos sempre estar atentos para evitar a ambulatorização dos CAPS, a genial e generosa instituição criada por Domingos Sávio do Nascimento.
Tudo isso porém estará incompleto se daí não brotar uma nova economia solidária capaz de incorporar, no rítmo e na sabedoria própria da saudável competição pela vida, o talento e o esforço dos egressos dos serviços e, assim, contribuir para aumentar a vantagem dos estão em desvantagem. Foi o que me fez apresentar a Lei das Cooperativas Sociais, Lei nº 9.867 de 1999, como forma de reinserção social pelo trabalho. E assim também devem ser vistas e usadas, o Beneficio da Prestação Continuada, Lei nº 10.708 de 2003, e o Programa de Volta para Casa, parte integrante do universo terapêutico que, ao criar instituições e serviços novos, contorna e conforma a Reforma Psiquiátrica.
O doente mental é também beneficiário do ambiente jurídico oriundo da Declaração Universal dos Diretos do Homem e do Cidadão, como qualquer outro paciente. Seu tratamento não é um ato cirúrgico desde que foi abolida a lobotomia. Só a avaliação permanente do tratamento livra a psiquiatria da ideologia. Não há sucesso médico-terapêutico sem afeto, cultura, história da doença, escuta do sofrimento, subjetividade. Como bem sabia e praticava Dra. Nise da Silveira, precursora da lei.
Como ainda não sabem – mas precisam ser conquistados para esse novo horizonte do saber e da justiça – muitos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público que com desabrida ousadia invadem o saber médico e sanitário, violam a integridade do indivíduo, protegidos pelo preconceito inconstitucional que é a tradição de tutela ousadia para a qual não teriam coragem em outras áreas da medicina – e imaginando proteger direitos decidem, por verdadeiras cartas régias, mandar internar os incômodos e, na prática , vão reconstruindo hospícios contra a lei. Assim provocam mais mal, imaginando fazer o bem.
Enfim, para aqueles que ameaçam a evolução do tratamento e buscam legitimidade para suas críticas atravessando com desrespeito os fundamentos humanistas e técnicos da lei, quem sabe assim os tranquilizo:
Se eu soubesse de alguma coisa útil à minha nação que fosse danosa a uma a outra, eu não a proporia, porque sou homem antes de ser nacional ou ainda porque sou necessariamente homem, não sendo nacional senão por acaso. Se soubesse de alguma coisa que me fosse útil e prejudicial à minha família, meu espírito a rejeitaria. Se soubesse que alguma coisa que fosse útil à minha família e que não o fosse à minha pátria, buscaria esquecê-la. Se soubesse de alguma coisa que fosse útil à minha pátria e que fosse prejudicial ao meu continente ou que fosse útil ao meu continente e prejudicial ao gênero humano, eu a veria como um crime. (Montesquieu, O Espírito das Leis).
Uma coisa é viver, outra é durar, as duas coisas devem pretender a Medicina.
Esta é uma Lei da Sociedade e seus movimentos por liberdade, atenção, justiça e harmoniosa convivência entre pessoas iguais e ao mesmo tempo diferentes.
Que esta IV Conferência, com altivez e sabedoria, reafirme e consolide seus princípios.
Muito obrigado a vocês.
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Paulo Delgado
junho 09, 2010
Cidadania e comunicação comunitária
“A comunicação comunitária como exercício de cidadania”
O PROGRAMA DE REFLEXÕES E DEBATES PARA A CONSCIÊNCIA NEGRA desde o ano de 2007 tem o projeto “MÍDIA: Criação do Espaço Cidadão e Formação de Identidades”, integrado no seu trabalho e a cada ano apresenta o tema COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA em uma de suas palestras estimulando a formação de grupos de estudos e trabalho.Em 2009 o grupo que se formou pensou no nosso jornal escolar, promoveu no colégio a escolha do nome por voto que resultou em “BIG BANG – a explosão da comunicação comunitária”. Aqueles alunos se formaram e, como todo ano, nosso desafio é seguir com o trabalho, agora contando com este nome que adotamos com orgulho e gratidão.
A missão é fazer e manter o jornal, com o entendimento e o envolvimento de toda comunidade escolar e vamos dar um importante passo para isto recebendo para conversar e trocar experiências, dois pesquisadores e jornalistas de grande produção: Renata Souza e Gustavo Barreto.
Será a palestra “A comunicação comunitária como exercício de cidadania”, dia 9 de junho às 19h no Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira, em Quintino Bocaiúva. A palestra é aberta ao público e já contamos com a sua presença.
Palestra: “A comunicação comunitária como exercício de cidadania”
Palestrantes: Renata Souza e Gustavo Barreto
Coordenação: Profa. Carla Lopes
Data e horário: 9 de junho às 19h
Local: Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira
Endereço: Rua Amália, s/n – Quintino Bocaiúva
Palestrantes: Renata Souza e Gustavo Barreto
Coordenação: Profa. Carla Lopes
Data e horário: 9 de junho às 19h
Local: Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira
Endereço: Rua Amália, s/n – Quintino Bocaiúva
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Renata Souza
Mestranda da Escola de Comunicação – ECO da UFRJ, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC/UFRJ) e publicitária. É jornalista responsável e coordenadora do Jornal O Cidadão, publicação de comunicação comunitária distribuida gratuitamente, há 10 anos, nas 17 favelas que compõem o Complexo da Maré
Renata Souza
Mestranda da Escola de Comunicação – ECO da UFRJ, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC/UFRJ) e publicitária. É jornalista responsável e coordenadora do Jornal O Cidadão, publicação de comunicação comunitária distribuida gratuitamente, há 10 anos, nas 17 favelas que compõem o Complexo da Maré
Gustavo Barreto
Mestrando e professor da Escola de Comunicação – ECO da UFRJ , radialista e co-editor de meios livres como o Jornal Fazendo Media e coordenador da Agência Consciência.Net, que reune dezoito publicações
Mestrando e professor da Escola de Comunicação – ECO da UFRJ , radialista e co-editor de meios livres como o Jornal Fazendo Media e coordenador da Agência Consciência.Net, que reune dezoito publicações
janeiro 08, 2010
Era só o que faltava: dinheiro jogado fora!
dezembro 13, 2009
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto
DECLARAÇÃO FINAL DA ASSEMBLEIA DA FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇAO DO ABORTO
Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, organizações e militantes. Isto para bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social. No caso da luta das mulheres não é diferente.
Forças patriarcais tradicionais, constituídas pelas oligarquias, a ultra direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs, nos últimos anos deslancharam um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva atingindo em primeiro lugar as mulheres que recorreram a prática do aborto e aqueles/as que as apóiam.
Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças. Ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde, e nesse caso, ameaçando os princípios do SUS com impacto negativo na qualidade do atendimento às mulheres. Dados de estudos e pesquisas sobre a mortalidade de mulheres comprovam que, pela magnitude da proporção de mulheres negras mortas nos serviços de saúde, configura-se num verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro contra esta população. As forças patriarcais, religiosas ou não, atuam também na base dos partidos políticos e movimentos sociais, disputando ideologicamente o debate de projeto de sociedade junto à juventude e à ampla parcela cristã dos/as militantes e dirigentes. Por este estratagema tentam impor sua doutrina religiosa, visão de mundo e visão sobre as mulheres, a sexualidade e a reprodução humana.
A adesão ao ideário conservador no campo da sexualidade e reprodução construiu as contradições que hoje enfrentamos nos partidos de esquerda e nos movimentos do campo democrático popular, que, construindo um projeto libertador, recuam em propostas libertárias quanto à autonomia das mulheres.
Hoje no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como ultimo recurso diante de uma gravidez indesejada.
Temos hoje uma das piores e mais reacionária legislatura no Congresso Nacional desde a ditadura, que ataca os movimentos sociais pela via das CPIs, entre elas a CPI do Aborto, ao mesmo tempo em que aprova a concordata entre o Brasil e o Vaticano, uma ameaça ao princípio da laicidade do Estado brasileiro.
Nesta conjuntura, nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos:
- nosso compromisso com a construção da Frente formada por movimentos sociais e setores democráticos brasileiros;
- nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais;
- nosso compromisso de não abandonar e prestar solidariedade a todas as mulheres que precisaram recorrer ao aborto,
- nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático.
Convocamos todas as mulheres a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista em defesa das mulheres;
Convocamos os setores democráticos a somarem-se em aliança contra a criminalização das mulheres e dos movimentos sociais;
Não aceitamos qualquer proposta de plebiscito sobre o tema do aborto. Esta prática não pode ser transformada em questão plebiscitária. Esta é uma questão de foro íntimo de cada uma de nós mulheres. As mulheres devem ter garantida a sua capacidade moral e soberana de tomar decisões sobre suas vidas.
Exigimos dos poderes da República a observância dos Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e observância das resoluções das Conferências de Políticas para Mulheres, cumprindo a revisão, coordenada pela SPM em 2005, da legislação que pune o aborto e avançando na sua legalização nos termos da proposta consensuada no âmbito da Comissão Tripartite formada pela sociedade civil, executivo e legislativo.
Nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou morrer pela prática do aborto.
Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres!
Pelo fim da criminalização das mulheres!
Pela legalização do aborto!
São Paulo, 07 de Dezembro de 2009
Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, organizações e militantes. Isto para bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social. No caso da luta das mulheres não é diferente.
Forças patriarcais tradicionais, constituídas pelas oligarquias, a ultra direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs, nos últimos anos deslancharam um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva atingindo em primeiro lugar as mulheres que recorreram a prática do aborto e aqueles/as que as apóiam.
Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças. Ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde, e nesse caso, ameaçando os princípios do SUS com impacto negativo na qualidade do atendimento às mulheres. Dados de estudos e pesquisas sobre a mortalidade de mulheres comprovam que, pela magnitude da proporção de mulheres negras mortas nos serviços de saúde, configura-se num verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro contra esta população. As forças patriarcais, religiosas ou não, atuam também na base dos partidos políticos e movimentos sociais, disputando ideologicamente o debate de projeto de sociedade junto à juventude e à ampla parcela cristã dos/as militantes e dirigentes. Por este estratagema tentam impor sua doutrina religiosa, visão de mundo e visão sobre as mulheres, a sexualidade e a reprodução humana.
A adesão ao ideário conservador no campo da sexualidade e reprodução construiu as contradições que hoje enfrentamos nos partidos de esquerda e nos movimentos do campo democrático popular, que, construindo um projeto libertador, recuam em propostas libertárias quanto à autonomia das mulheres.
Hoje no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como ultimo recurso diante de uma gravidez indesejada.
Temos hoje uma das piores e mais reacionária legislatura no Congresso Nacional desde a ditadura, que ataca os movimentos sociais pela via das CPIs, entre elas a CPI do Aborto, ao mesmo tempo em que aprova a concordata entre o Brasil e o Vaticano, uma ameaça ao princípio da laicidade do Estado brasileiro.
Nesta conjuntura, nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos:
- nosso compromisso com a construção da Frente formada por movimentos sociais e setores democráticos brasileiros;
- nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais;
- nosso compromisso de não abandonar e prestar solidariedade a todas as mulheres que precisaram recorrer ao aborto,
- nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático.
Convocamos todas as mulheres a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista em defesa das mulheres;
Convocamos os setores democráticos a somarem-se em aliança contra a criminalização das mulheres e dos movimentos sociais;
Não aceitamos qualquer proposta de plebiscito sobre o tema do aborto. Esta prática não pode ser transformada em questão plebiscitária. Esta é uma questão de foro íntimo de cada uma de nós mulheres. As mulheres devem ter garantida a sua capacidade moral e soberana de tomar decisões sobre suas vidas.
Exigimos dos poderes da República a observância dos Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e observância das resoluções das Conferências de Políticas para Mulheres, cumprindo a revisão, coordenada pela SPM em 2005, da legislação que pune o aborto e avançando na sua legalização nos termos da proposta consensuada no âmbito da Comissão Tripartite formada pela sociedade civil, executivo e legislativo.
Nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou morrer pela prática do aborto.
Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres!
Pelo fim da criminalização das mulheres!
Pela legalização do aborto!
São Paulo, 07 de Dezembro de 2009
dezembro 04, 2009
Direitos Humanos na Mídia Comunitária

UNESCO e OBORÉ lançam cartilha e série radiofônica
sobre Direitos Humanos voltadas para a mídia comunitária.
Acesse www.obore.com
novembro 25, 2009
Projeto Loucura Cidadã
Usuários do Sistema de Saúde Mental recebem capacitação
Associação de usuários e familiares quer formar grupo
com voz ativa e discurso autônomo
Qualificar os usuários dos serviços de saúde mental e seus familiares é um passo fundamental para o fortalecimento do controle social das políticas públicas para o setor. Pensando nisso, a AMEA - Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares do Sistema de Saúde Mental do Estado da Bahia – convidou esses atores sociais para o Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico. O treinamento será realizado de 26 a 28 de novembro, das 08h30 às 17h30, no CEAS - Centro de Estudos e Ação Social (Rua Aristides Novis, 101, Federação), em Salvador.
A atividade abordará questões relativas à efetivação da Reforma Psiquiátrica e à defesa dos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e dos seus familiares. Trinta participantes da capital e do interior já estão confirmados. São parceiros desta atividade o Grupo de Trabalho Eduardo Araújo, o Núcleo de Estudos para a Superação dos Manicômios (NESM), a Associação de Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR-BA), a Defensoria Pública da União, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). O curso tem o apoio do Conselho Regional de Psicologia da 3ª Região.
A AMEA - Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares do Sistema de Saúde Mental do Estado da Bahia é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 17 de maio de 2007, e desenvolve papel relevante no controle social das políticas de saúde mental na Bahia, lutando pela efetivação da Reforma Psiquiátrica e em defesa dos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e dos seus familiares.
Voz ativa em fóruns, debates, fiscalizações a hospitais e outras instituições, audiências públicas na Câmara de Vereadores de Salvador e na Assembléia Legislativa da Bahia, palestras em Universidades, encontros e seminários, a associação participou, também, de audiências com autoridades do poder público federal, durante a Marcha dos Usuários a Brasília, em 30 de setembro de 2009.
Em 2008, a AMEA criou o Projeto Loucura Cidadã, apoiado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, que tem como uma de suas ações o Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico. Para o Movimento dos Usuários e Familiares dos Serviços de Saúde Mental, a capacitação, enquanto instrumento de socialização do conhecimento, fortalece a representatividade dos usuários e ajuda a garantir o seu direito de voz.
O que:
Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico
Onde:
CEAS - Centro de Estudos e Ação Social
Rua Aristides Novis, 101, Federação, em Salvador
Quando:
De 26 a 28 de novembro, das 8h30 às 17h30
Contato:
AMEA - Associação Metamorfose Ambulante
Tel: (71) 8898-8407/8887-2963/ 3247-6716/3332-6168 (Mário e Josueliton)
E-mail: ameabahiassociacao@gmail.com
Associação de usuários e familiares quer formar grupo
com voz ativa e discurso autônomo
Qualificar os usuários dos serviços de saúde mental e seus familiares é um passo fundamental para o fortalecimento do controle social das políticas públicas para o setor. Pensando nisso, a AMEA - Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares do Sistema de Saúde Mental do Estado da Bahia – convidou esses atores sociais para o Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico. O treinamento será realizado de 26 a 28 de novembro, das 08h30 às 17h30, no CEAS - Centro de Estudos e Ação Social (Rua Aristides Novis, 101, Federação), em Salvador.
A atividade abordará questões relativas à efetivação da Reforma Psiquiátrica e à defesa dos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e dos seus familiares. Trinta participantes da capital e do interior já estão confirmados. São parceiros desta atividade o Grupo de Trabalho Eduardo Araújo, o Núcleo de Estudos para a Superação dos Manicômios (NESM), a Associação de Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR-BA), a Defensoria Pública da União, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). O curso tem o apoio do Conselho Regional de Psicologia da 3ª Região.
A AMEA - Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares do Sistema de Saúde Mental do Estado da Bahia é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 17 de maio de 2007, e desenvolve papel relevante no controle social das políticas de saúde mental na Bahia, lutando pela efetivação da Reforma Psiquiátrica e em defesa dos direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e dos seus familiares.
Voz ativa em fóruns, debates, fiscalizações a hospitais e outras instituições, audiências públicas na Câmara de Vereadores de Salvador e na Assembléia Legislativa da Bahia, palestras em Universidades, encontros e seminários, a associação participou, também, de audiências com autoridades do poder público federal, durante a Marcha dos Usuários a Brasília, em 30 de setembro de 2009.
Em 2008, a AMEA criou o Projeto Loucura Cidadã, apoiado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, que tem como uma de suas ações o Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico. Para o Movimento dos Usuários e Familiares dos Serviços de Saúde Mental, a capacitação, enquanto instrumento de socialização do conhecimento, fortalece a representatividade dos usuários e ajuda a garantir o seu direito de voz.
O que:
Curso de Capacitação em Direitos Humanos das Pessoas com Sofrimento Psíquico
Onde:
CEAS - Centro de Estudos e Ação Social
Rua Aristides Novis, 101, Federação, em Salvador
Quando:
De 26 a 28 de novembro, das 8h30 às 17h30
Contato:
AMEA - Associação Metamorfose Ambulante
Tel: (71) 8898-8407/8887-2963/ 3247-6716/3332-6168 (Mário e Josueliton)
E-mail: ameabahiassociacao@gmail.com
novembro 23, 2009
Memorial Lélia González
Movimento Negro em 1988 em marcha no centro do Rio de janeiro, denunciando o racismo e na lutas contra as desigualdades.
Nota do blog: Aproveito o ensejo para recomendar o blog Memorial Lélia Gonzalez Informa, de onde catei esse importante acervo do movimento negro do Brasil (indicado pelo CMI-Panamazônico), e cujo perfil pode ser lido abaixo.
"MEMORIAL LÉLIA GONZALEZ, na perspectiva de preservar o pensamento e a importância de Lélia Gonzalez, lança mão da ferramenta Blog como uma forma de "arquivo" à disposição de militantes e de todas as pessoas que estão envolvidas com as causas étnicas e a eliminação do racismo.//"MEMORIAL LÉLIA GONZALEZ EM AÇÕES AFIRMATIVAS" http://afirmativas.blogspot.com; traz textos e reflexões para o empoderamento da população negra. // "MEMORIAL LÉLIA GONZALEZ INFORMA" http://leliagonzalez-informa.blogspot.com coloca e preserva informes importantes para a causa da eliminação do racismo. // "CONTINENTE ÁFRICA" http://continente-africa.blogspot.com/ quer identificar criações e avanços, além de oportunidades na Terra Mãe; bem como aspectos de negligência que o "resto do mundo" vem dirigindo aos Países do Continente. // Agradecemos contribuições.
Mídia e democracia
Confecom - Bahia
Oleo do Diabo
[...]
É uma situação estranha, irônica. Os jornais, hoje em dia, tornaram-se uma fonte de tanta desinformação e falsidades, que, para lê-los, temos que estar munidos de uma enorme bagagem de dados, informações, análises, de forma a poder "interpretar" objetivamente as matérias escritas, ou seja, depurá-las dos elementos tóxicos. O cidadão que lê um jornal impunemente, sem tomar as medidas cautelares necessárias, acaba se tornando um autêntico imbecil, cheio de opiniões alheias, embasadas em pilares tão sólidos quanto papel jornal.
Não tem jeito. A mídia, definitivamente, se tornou uma pedra no caminho para a democracia e para a paz mundial. O que é uma grande ironia. Evidentemente, o mundo livre e democrático precisa de uma mídia livre. Também é evidente que os cartéis midiáticos que assumiram a comunicação de massa no mundo se pretendam representantes exclusivos da "liberdade de imprensa", e isso enquanto escravizam jornalistas, desestabilizam governos, beneficiam interesses escusos, fazem campanhas de guerra, e manipulam desgraças.
[...]
Não é o caso de termos uma mídia dominada pelo Estado. Ao contrário, a mídia hoje é absurdamente dependente do Estado, e não é por outra razão que ela tanto luta para assumir o controle do mesmo.
O aspecto mais vergonhoso dessa situação, todavia, é a dependência do Estado em relação a mídia. E o Estado democrático é o povo institucionalizado. Intelectuais midiáticos vivem falando em democracia, mas mantém o debate sempre em nível rasteiro. Não lhes interessa criar um vínculo mais estreito entre a cidadania e a política, e por isso eles tratam, de todas as formas, de afastar o cidadão do universo político, seja pintando as instituições com cores dantescas, seja através de uma criminalização da atividade política, que é o que eles fazem com a militância partidária e com o sindicalismo.
Em resumo, a situação é a seguinte: nós, brasileiros, cidadãos de uma nação livre e democrática, entregamos nosso futuro, nossa cultura, nossa saúde, à meia dúzia de nababos cujas empresas ajudaram a articular o golpe de Estado em 1964 e, depois, a consolidá-lo por vinte longos tristes anos. Isso é um absurdo. Liberdade é liberdade. Podemos mexer nas leis da comunicação no Brasil ao nosso bel prazer, desde que o assunto seja discutido democraticamente e o objetivo seja o bem geral da nação. Quer dizer, os povos têm inclusive o direito de cometer erros. O importante é haver liberdade.
[...]
Leia mais em www.oleododiabo.blogspot.com.br
novembro 19, 2009
Procuradoria dos Direitos do Cidadão participa do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental
Nº 87/ Brasília, 17 de novembro de 2009.
Procuradoria dos Direitos do Cidadão participa do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Santa Catarina participaram do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental - Caminhos da Cidadania: A construção da rede e o processo de desinstitucionalização, realizado entre os dias 03 e 05 de novembro de 2009 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Promovido pela UFSC em conjunto com a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme/SC) e entidades parceiras, o evento reuniu representantes do Ministério Público Federal, gestores governamentais, parlamentares, profissionais da área de saúde, professores e pesquisadores, além de usuários, familiares e representantes de organizações da sociedade civil que atuam no tema.
Na pauta de debates questões como a reformulação do modelo de atenção em saúde mental, avanços e desafios no processo de desinstitucionalização, serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todo o País, saúde mental e direitos humanos, reforma psiquiátrica, infância, adolescência e saúde mental.
Na ocasião, a Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão Analúcia Hartmann fez apresentação acerca da atuação do Ministério Público Federal no tema saúde mental. A PRDC também sugeriu a realização de audiências públicas para ouvir os diferentes atores e recolher elementos que possam contribuir para aperfeiçoar ps serviços de saúde mental oferecidos no estado.
Para conhecer mais detalhadamente as discussões do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental acesse a memória do evento no site da PFDC: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/eventos/eventos-2009/eventos-2009
Procuradoria dos Direitos do Cidadão participa do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Santa Catarina participaram do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental - Caminhos da Cidadania: A construção da rede e o processo de desinstitucionalização, realizado entre os dias 03 e 05 de novembro de 2009 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Promovido pela UFSC em conjunto com a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme/SC) e entidades parceiras, o evento reuniu representantes do Ministério Público Federal, gestores governamentais, parlamentares, profissionais da área de saúde, professores e pesquisadores, além de usuários, familiares e representantes de organizações da sociedade civil que atuam no tema.
Na pauta de debates questões como a reformulação do modelo de atenção em saúde mental, avanços e desafios no processo de desinstitucionalização, serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todo o País, saúde mental e direitos humanos, reforma psiquiátrica, infância, adolescência e saúde mental.
Na ocasião, a Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão Analúcia Hartmann fez apresentação acerca da atuação do Ministério Público Federal no tema saúde mental. A PRDC também sugeriu a realização de audiências públicas para ouvir os diferentes atores e recolher elementos que possam contribuir para aperfeiçoar ps serviços de saúde mental oferecidos no estado.
Para conhecer mais detalhadamente as discussões do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental acesse a memória do evento no site da PFDC: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/eventos/eventos-2009/eventos-2009
novembro 10, 2009
Agência de Inteligência dos EUA compra empresa que monitora blogs, Twittere YouTube
Agência de Inteligência dos EUA compra empresa que monitora blogs, Twittere YouTube
Foi publicado exclusivamente nesta semana na revista WIRED, a revelação deque a In-Q-Tel, uma empresa investimentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), acaba de fazer grandes investimentos em um negócio dedicado a monitorar a Internet e as redes sociais. Esta empresa, Visible Technologies, vigia a cada dia mais de meio milhão de sítios da internet, revisando mais de um milhão de conversas, posts em diferentes blogs, foruns online, Flickr, YouTube, Twitter e Amazon. Os clientes de Visible Technologies recebem informação em tempo real sobre o que se está dizendo e fazendo no ciberespaço, baseada em uma série de palavras chaves.
Segundo a revista WIRED, esta nova aquisição da CIA faz parte de um movimento maior dentro da comunidade de inteligência para melhorar a capacidade de utilizar fontes abertas de inteligência” – informação que está disponível no âmbito público, mas muitas vezes escondida em programas de televisão, artigos de imprensa, blogs, videos em internet e reportagens em milhares de emissoras que se geram todos os dias.
A comunidade de inteligência tem tido um grande interesse durante muitos anos nos meios sociais e as redes sociais em internet. A In-Q-Tel tem realizado grandes investimentos no Facebook e outras empresas que reúnem dados e informação de milhões de utentes por todo mundo. A AgênciaNacional de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos mantém o Centro de Fontes Abertas, dedicado à busca e o monitoramento de informação publicamente disponível, mas não sempre encontrada com facilidade.
Fonte: http://www.aporrea.org/tiburon/n144282.html
Foi publicado exclusivamente nesta semana na revista WIRED, a revelação deque a In-Q-Tel, uma empresa investimentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), acaba de fazer grandes investimentos em um negócio dedicado a monitorar a Internet e as redes sociais. Esta empresa, Visible Technologies, vigia a cada dia mais de meio milhão de sítios da internet, revisando mais de um milhão de conversas, posts em diferentes blogs, foruns online, Flickr, YouTube, Twitter e Amazon. Os clientes de Visible Technologies recebem informação em tempo real sobre o que se está dizendo e fazendo no ciberespaço, baseada em uma série de palavras chaves.
Segundo a revista WIRED, esta nova aquisição da CIA faz parte de um movimento maior dentro da comunidade de inteligência para melhorar a capacidade de utilizar fontes abertas de inteligência” – informação que está disponível no âmbito público, mas muitas vezes escondida em programas de televisão, artigos de imprensa, blogs, videos em internet e reportagens em milhares de emissoras que se geram todos os dias.
A comunidade de inteligência tem tido um grande interesse durante muitos anos nos meios sociais e as redes sociais em internet. A In-Q-Tel tem realizado grandes investimentos no Facebook e outras empresas que reúnem dados e informação de milhões de utentes por todo mundo. A AgênciaNacional de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos mantém o Centro de Fontes Abertas, dedicado à busca e o monitoramento de informação publicamente disponível, mas não sempre encontrada com facilidade.
Fonte: http://www.aporrea.org/tiburon/n144282.html
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